Por que tantas religiõES?



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E STÁ ESCRITO


POR QUE TANTAS RELIGIÕES?


George Vandeman


Nos Alpes do norte da Itália e ao sul da Suíça encontramos picos cobertos de neve em sua maravilhosa majestade, vales ricos em verde, regados por límpidos regatos, enormes planícies acarpetadas de perfumadas flores silvestres e pomares e vinhedos repletos de deliciosos frutos. Esse é um território de Deus, quase o Céu na Terra.

Mas uma coisa trágica aconteceu nesses Alpes há muitos anos. A neve se tornou vermelha de sangue - o sangue do povo de Deus. Uma história comovente, e ao mesmo tempo inspiradora, nos aguarda. Além dela, também conhecemos uma fascinante profecia bíblica sobre os resgatadores da verdade negligenciada.

Por que tantas religiões? Você já fez a si mesmo essa pergunta? A resposta não é difícil de se achar. Faremos uma pausa no exame das Igrejas individualmente, para descobrir uma profecia no centro do livro de Apocalipse, que acabará com a confusão que muitas pessoas têm diante de tantas e diferentes "estradas para o Céu".

Comecemos o estudo nos Alpes onde, há muitos anos, viveu um povo gentil chamado os Valdenses. Por muitos séculos, eles mantiveram a luz da verdade brilhando no meio das trevas espirituais. Os Valdenses preservaram a antiga fé entregue aos santos por Jesus Cristo em pessoa e pelos apóstolos; a fé que havia sido negligenciada e mal utilizada pelos líderes religiosos.

Agora, quero lhe fazer uma pergunta: a erosão da fé pela Igreja Cristã o surpreende? Afinal, os registros do Antigo Testamento mostram uma ligação contínua com a apostasia. E o Novo Testamento predisse que a história se repetiria.

Mais uma vez, um afastamento constante da verdade iria corromper a verdadeira fé. Os apóstolos Pedro e Paulo foram alertados disso. Bem, o livro de Apocalipse também predisse as lutas do povo de Deus durante a Era Cristã. "E viu-se um grande sinal no céu; uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz." Apocalipse 12:1 e 2.

Ora, quem é essa mulher? Bem, na Bíblia, Deus usa muitas vezes o símbolo da mulher para representar a Igreja. Uma mulher pura representa Seus sinceros seguidores, e uma mulher imoral representa o cristianismo caído. Portanto, a mulher pura de Apocalipse 12 deve representar o povo fiel de Deus. E a mulher estava grávida. Logo, uma criança está sendo atacada. "E viu-se outro sinal no céu, e eis que era um grande dragão vermelho... e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho." Apocalipse 12:3 e 4.

O dragão é Satanás, o inimigo mortal da Igreja. Você se lembra de como Satanás, trabalhando através de Herodes, o Imperador Romano, tentou destruir Cristo, matando todos os bebês do sexo masculino em Belém? Mas o menino Jesus escapou com Sua mãe, Maria, e José. Você conhece a história.

Depois que Cristo cresceu e começou Seu ministério, o inimigo O atacou com uma nova estratégia. Ele abordou o Senhor no deserto com várias tentações ardilosas. Mas Jesus não traiu Sua fé. Enfurecido, Satanás tentou ainda outra tática. Ele atraiu os líderes religiosos com seus enganos. Assim que obteve o controle da liderança religiosa da época, o inimigo usou os líderes para perseguir Jesus.

Aparentemente eles venceram Cristo na cruz, mas Ele ressurgiu vitorioso do túmulo para ascender ao trono de Deus. "E deu (a Igreja) à luz um Filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu Filho foi arrebatado para Deus e para o Seu trono." Apocalipse 12:5.

O diabo ficou totalmente frustrado em seus ataques ao Filho de Deus. Assim, decidiu voltar-se contra a mulher, a Igreja. Ele atacou o povo de Deus com a mesma estratégia que havia usado contra Jesus. A história se repetia de maneira incrível.

Primeiro, o diabo tentou matar a Igreja iniciante. Ele usou os líderes romanos como seus agentes, como havia feito contra o menino Jesus. Mas, apesar da feroz perseguição de Nero e seus sucessores, o cristianismo sobreviveu e cresceu. Satanás percebeu que não poderia destruir o povo de Deus pela violência. Assim, o inimigo se aproximou da Igreja com tentações sutis. Ele pretendia atrair os líderes, fazendo concessões em sua fé. Muitos recusaram-se a ceder, permanecendo fiéis ao Senhor, como Jesus tinha sido quando tentado. Mas o inimigo conseguiu mais uma vez manipular os líderes religiosos da época. E, como no tempo de Cristo, a verdade ficou enterrada na tradição. O povo fiel de Deus, ao recusar participar da apostasia, foi marcado para morrer, como Jesus tinha sido.

A história registra o fato trágico. Você pode encontrá-la em qualquer biblioteca. Os líderes religiosos martirizaram milhões de crentes sinceros sem nenhum crime, a não ser o de seguir a Palavra de Deus.

Durante muitos séculos, os santos tiveram que viver escondidos. "E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias." Apocalipse 12:6.

Há uma profecia de tempo, um período de perseguição durando 1.260 dias. Esses dias são literais ou simbólicos? É bom lembrar que o livro de Apocalipse lida com símbolos. Lembre-se também que a perseguição durou muitos séculos, muito mais que os 1.260 dias. Mas na profecia simbólica, um dia representa um ano. Por isso, provavelmente sejam 1.260 anos. Isso é o que os reformadores ensinaram. Martinho Lutero e outros acreditavam que esse período de tempo representava 1.260 anos de opressão sobre a Igreja na Idade Média. A história confirma isso. No século seis, a Igreja foi influenciada pelo Imperador Justiniano ao expedir um decreto retirando toda a proteção aos hereges, como eram chamados os fiéis seguidores de Deus. Essa perseguição tinha atingido uma fúria incontrolável em 538 d.C.

Somando 1.260 anos com 538 isso nos leva a um pouco antes da nossa época: o ano de 1798. Exatamente nesse ano, Napoleão interrompeu o poder que vinha oprimindo os fiéis. Assim, durante os séculos negros, como a profecia de Apocalipse (16:23) predisse, o povo de Deus foi para os esconderijos.

As montanhas dos Alpes e de outros lugares remotos da Terra protegeram a Igreja. Ela sobreviveu. Embora tenha ficado bem fraca, às vezes, a luz da verdade jamais se apagou por completo. Os Valdenses adoravam a Deus em uma capela secreta chamada "Chiesa de La Tanna", que quer dizer "Igreja da Terra". Só se consegue descer o túnel rochoso que leva ao salão de reuniões da Igreja, apoiando-se nas mãos e nos joelhos. Nessa mesma caverna, camuflada pela Natureza, por muitos anos, os Valdenses adoraram a Deus.

Mas chegou finalmente o dia em que um grupo deles foi cercado por soldados que fizeram uma fogueira na abertura. O oxigênio foi consumido e os Valdenses cantaram louvores a Deus até deixarem de respirar. Estavam felizes por darem a vida em vez de renunciar à fé.

Ninguém sabe quantos crentes verdadeiros derramaram seu sangue durante o longo exílio da Igreja no deserto. Mas, assim como Deus cuidou do Seu Filho, Ele também preservou Seu povo. E como Jesus saiu do túmulo vitorioso, a Igreja finalmente emergiu de sua hibernação no deserto.

A palavra "Igreja" aqui não significa Religião Luterana, Religião Batista ou Religião Adventista. No Novo Testamento, a palavra "Igreja", do termo grego "Ecklesia", quer dizer simplesmente "os escolhidos". Você gostaria de ser um dos escolhidos de Deus?

Vamos considerar uma ilustração que ajudará na compreensão da experiência do povo de Deus em Apocalipse 12. Suponhamos que você esteja em pé ao lado de uma colina vendo uma enorme planície numa extensão de quilômetros. Você nota uma estrada de ferro cruzando a planície e desaparecendo em um túnel. De repente, você ouve o som de um trem se aproximando. Uma enorme locomotiva antiga com dois vagões de passageiros passa velozmente.

Agora, se a locomotiva, com seus belos vagões, desaparece num lado do túnel, você não esperaria que a mesma locomotiva, com os mesmos vagões, saísse do outro lado? É claro que sim. E se a locomotiva, com os dois belos vagões de passageiros, entrar por um lado da montanha, e do outro lado sair um trem moderno movido a diesel, puxando vários vagões? Você ia dizer: "Aconteceu algo com o trem dentro do túnel." E você estaria certo.

Vamos esquecer os trens por um momento e imaginar que a verdadeira Igreja começasse a seguir o caminho do tempo no início da Era Cristã. Visualize a Igreja de Apocalipse 12 com sua fé pura, viajando pelos séculos. E ali pelo ano 538 tornou-se necessário, a fim de preservar sua fé, que ela se escondesse. Por isso, ela desaparece no túnel do deserto por mais de mil anos.

Você não esperaria que a mesma Igreja, ensinando o mesmo corpo de verdades, o qual desaparecera havia tantos anos, emergisse do túnel do deserto ensinando a mesma mensagem que os primeiros cristãos ensinaram? Claro que sim.

E se do túnel não saísse uma Igreja, mas muitas igrejas, muitas religiões diferentes? Você diria que alguma coisa devia ter acontecido dentro do túnel e você estaria certo!

A história da Igreja revela que algo perturbador aconteceu durante a Idade Média. A verdade sofreu, fragmentou-se, mas sobreviveu.

Temos notado como Deus interveio para restaurar a verdade negligenciada, parte por parte. Como Ele levantou reformadores, um por um, para trazer de volta a verdade que tinha sido esquecida durante os longos séculos no deserto. Martinho Lutero apareceu em cena para restaurar a pulsação do cristianismo. E a Reforma começou; mas ela não terminou no século 16.

A luz apenas começava a surgir no deserto do túnel. Francamente, poderíamos esperar que todas as verdades escondidas por tanto tempo pudessem ser recuperadas de imediato? Não, provavelmente não.

Lutero redescobriu que o perdão vem pela fé somente em Jesus Cristo. E assim temos a Igreja Luterana. Mas a importância de algumas outras verdades não foi vista claramente por Lutero.

Algumas dessas verdades negligenciadas vieram depois, como o batismo por imersão, que foi recuperado pelos Anabatistas. Os Anabatistas se aproximaram dos grandes estudiosos protestantes e tentaram convencê-los a aceitar essa nova luz, mas eles não aceitaram. Assim, nasceu a Igreja Batista. E quando outras verdades vieram através de Wesley, as Igrejas estabelecidas as recusaram. Isso fez nascer os Metodistas.

A história continua assim. É a triste tendência humana de confiar no passado, traçar um círculo em torno das crenças e chamá-las de credo. Esses credos originais ajudaram a reinstalar os alicerces do cristianismo. Mas eles não fizeram provisão para a luz futura. Por isso, temos tantas religiões hoje. "Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito." Provérbios 4:18.

Você pode ver o que Deus está tentando fazer com o Seu povo? Ele quer preservar cada raio de luz que cada reformador guardou tão cuidadosamente, acrescentando a ele novas verdades descobertas que também haviam se perdido através dos séculos. Ele quer apresentar essa mensagem em toda a sua beleza original ao mundo tão desesperadamente necessitado. E isso vem acontecendo. Lenta, mas seguramente, as verdades escondidas na confusão da Idade Média estão surgindo. Conforme as verdades adicionais são recuperadas, outros movimentos têm passado a existir; cada um defendendo nova luz redescoberta.

Vamos agora ler Apocalipse 12:17: "E o dragão (Satanás) irou-se contra a mulher (a igreja), e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os Mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo."

Temos uma descrição do povo de Deus dos últimos dias. Lembre-se, não estamos falando especificamente sobre religiões, mas sobre o povo de Deus. Você notou quais são as marcas identificadoras? Guardar os Mandamentos de Deus e a fé em Cristo. Os Dez Mandamentos poderão conter alguma verdade negligenciada? Não. E quanto ao quarto Mandamento? Ele não é uma verdade muito negligenciada? Você já notou que o quarto Mandamento, o que trata do sábado, é diferente dos outros? Nove dos Mandamentos nos dizem o que devemos fazer para Deus e para o nosso próximo. Mas o Mandamento do sábado nos diz o que Deus fez por nós. Ele nos convida a partilhar do descanso merecido por Deus por Sua obra. "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra, mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra... porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra... e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou." Êxodo 20:8-ll.

O sétimo dia, o sábado, nos convida a celebrar a obra de Deus como nosso Criador. E há uma outra razão por que adoramos a Deus, uma outra razão para santificarmos o sétimo dia. Vamos reverentemente até o Calvário.

É tarde de sexta-feira, perto da hora de saudar o sábado. Jesus, pendurado na cruz, relembra tudo o que fez por nossa salvação. Agonizando, Ele proclama: "Está consumado!" Missão cumprida! Humanidade redimida. Outra vez, Jesus descansa no sábado em homenagem à Sua obra terminada, exatamente como fez após a criação. Só que, dessa vez, descansa no túmulo. E, depois do descanso do sábado, Cristo levanta e se eleva ao trono dos Céus.

A idéia de adorar no sábado, o sétimo dia, pode ser nova para você. Ou você pode ter ouvido dizer que a guarda do sábado é legalista. Porém, nada poderia estar mais longe da verdade. A palavra sábado quer dizer descanso. É o oposto de trabalho.

Cada semana, o sábado nos diz para nos afastarmos das obras humanas e descansar nas obras de Deus por nós. E isso é o Evangelho! Sem o descanso do sábado, a obediência à lei de Deus se torna legalista. Jamais se esqueça disso: não somos salvos por guardar a lei de Deus. Somos salvos por descansarmos em Cristo. Isso é o Evangelho! E é também a mensagem do sábado. Entre os deveres essenciais esboçados na lei, o sábado nos oferece descanso nas obras de Cristo por nós.

Agora entendemos por que Jesus proclamou-Se "Senhor do Sábado". Mostramos fé em Jesus, nosso Criador e Redentor, descansando no sétimo dia. Então, já que o sétimo dia, que chamamos de sábado, é o dia de culto ao Senhor, por que muitos cristãos guardam o primeiro dia da semana, o domingo? Bem, você sabe que a Igreja da Idade Média, sem autorização das Escrituras, assumiu a responsabilidade de mudar o sábado para o domingo.

Por volta do século 16, alguns cristãos fiéis ainda guardavam o sétimo dia. Um grupo de Anabatistas, por exemplo, observava o sábado, apesar da feroz perseguição. Mas, finalmente, a verdade negligenciada e quase esquecida sobre o sábado, o sétimo dia, foi recuperada. Desde o século 19, milhões de cristãos ao redor do mundo têm começado a adorar no sábado da Bíblia. Que herança Deus tem para nós hoje? Destacando as verdades vitais recapturadas pelos grandes reformadores e nos gloriosos momentos finais da Reforma, ainda redescobrimos verdades. Não devíamos todos continuar avançando em direção da luz? Que desafio para o cristão! E agora, quando nos aproximamos do final, quero contar uma linda história que ocorreu não faz muito tempo.

Um menino apascentava as ovelhas do pai. Não muito distante dali, naquele vale, um garoto vizinho apascentava as ovelhas do seu pai. Bem, os garotos ficaram muito amigos. Um dia, uma forte tempestade chegou de repente, e os garotos com suas ovelhas se refugiaram em uma grande caverna. Quando a tempestade passou e era hora de eles irem para casa, surgiu um problema. Eles não conseguiam separar as ovelhas. Eles conheciam algumas, mas tinham dúvida sobre outras.

Finalmente, desesperados, com medo de apanhar de seus pais, eles foram para casa. Um seguiu por uma trilha e outro por outra. E o que você acha que aconteceu? Sim, as ovelhas se separaram sozinhas, cada uma seguindo seu próprio pastor.

Você é uma das ovelhas de Cristo? Você é se O seguir quando Ele revela a verdade em Sua palavra, seja qual for essa verdade. E você pode tomar essa decisão perante o Senhor agora mesmo.




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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


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