Porto alegre-rs



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GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

SECRETARIA ESTADUAL DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE AÇÕES EM SAÚDE

POLÍTICA ESTADUAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM


PORTO ALEGRE-RS

Outubro – 2009


GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA ESTADUAL DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE AÇÕES EM SAÚDE

PROPOSTA DE POLÍTICA ESTADUAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM
COORDENAÇÃO GERAL: FRANCISCO AVELAR BASTOS

(DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE AÇÕES EM SAÚDE).




EQUIPE TÉCNICA RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO:
ALBA MARIA NEVES SPIER (DAS/SAUDE IDOSO/SES)

ANA MARIA MEJOLARO DALLA VALLE (DAS/MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO/SES)

ANDRÉA MARIA DE OLIVEIRA ISAIAS (DAS/PLANEJAMENTO/SES)

CARLOS ROBERTO G. DE F. RODRIGUES (DAS/ SES)

CLAUDIO A.BANDEIRA MEDINA (NVDANT/CEVS/SES)

CLEBER COCCO NUNES (DAS/SES)

FLÁVIA DE MORAES (PROGRAMA DE PREVENÇÃO A VIOLÊNCIA)

IRIDE CRISTOFOLI CABERLON (DAS/SAUDE IDOSO/SES)

JOSÉ INÁCIO LERMEN (DAS/MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO/SES)

MARCOS DIAS FERREIRA (COORD. MUNICIPAL DA SAÚDE DO HOMEM/POA)

MARIA SALETE MACEDO (DAS/SES)

PAULO TADEU TURKI DE LIMA (DAS/SES)

ROSAURA LIMA DE PAULA (DAS/SAÚDE IDOSO/SES)

TÂNIA MARA DE QUADROS FIGUEIRO (DAS/DST-AIDS/SES)

VERA LUCIA PACHECO ABREU (DANTS/CEVS/SES)

Revisão/Formatação:

RAQUEL GEHRKE PANZINI (DAS/MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO/SES)

SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO 5
2. Abreviaturas 6
3. INTRODUÇÃO 7
4. ANALISE SITUACIONAL 8

4.1 Indicadores Demográficos 9

4.2 Violência 10

4.2.1 Programa de Prevenção da Violência 11

4.2.2 População Privada de Liberdade 11

4.3 Indicadores de mortalidade e morbidade de Doenças Cardiovasculares (DCV) e Diabetes Mellitus (DM) no RS 11

4.3.1 Taxa de Mortalidade por Doença Cardiovascular (DCV) 11

4.3.2 Taxas de Mortalidade e Morbidade Hospitalar por Doença Arterial Coronariana e por Infarto Agudo do Miocárdio 12

4.3.3 Taxas de Mortalidade e Morbidade Hospitalar por Doença Cerebrovasculas (AVC) 12

4.3.4 Taxas de Mortalidade e Morbidade Hospitalar por Diabetes Mellitus (DM) 12

4.4 Indicadores de Mortalidade por Neoplasias Malignas no RS 13

4.5 Alcoolismo e Tabagismo 13
5. PRINCÍPIOS 15
6. DIRETRIZES 17
7. OBJETIVOS 18

7.1 Objetivos gerais 18

7.2 Objetivos específicos 18
8. RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS 21

8.1 União 21

8.2 Estados 22

8.3 Municípios 22
9. AVALIAÇÃO 24

10. BIBLIOGRAFIA 25


Lista de Tabelas
Tabela 1 - População masculina de acordo com as diferentes fases da vida, Brasil, 2005. 10

Tabela 2 - População masculina dos 25-59 anos, de acordo com as faixas etárias, Brasil, 2005. 10

Tabela 3 - População de apenados masculinos no RS, de acordo com as faixas etárias. 11

Tabela 4 - Percentual de fumantes regulares de cigarros na população de estudo de 15 anos ou mais, por sexo, Capital – Porto alegre, 2002-2003 e 2004-2005. 14

Tabela 5 - Percentual de fumantes por sexo e grupo etário, RS, 1999-2000. 14


1. APRESENTAÇÃO
A Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul apresenta a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem, desenvolvida em parceria entre gestores do SUS, sociedades científicas, sociedade civil organizada e a pluralidade das instituições envolvidas nessa construção que é um convite e um desafio à consideração da saúde do homem no Estado nas suas idiossincrasias em todo o solo sul-rio-grandense.

Nesse sentido, a política traduz um longo anseio da sociedade ao reconhecer que os agravos do sexo masculino constituem verdadeiros problemas de saúde pública.

Um dos principais objetivos desta Política é promover ações de saúde que contribuam significativamente para a compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos; outro, é o respeito aos diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão. Este conjunto possibilita o aumento da expectativa de vida e a redução dos índices de morbi-mortalidade por causas preveníveis e evitáveis nessa população.

Para isso, a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem está alinhada com a Política Estadual de Atenção Básica – porta de entrada do Sistema Único de Saúde - com as estratégias de humanização, e em consonância com os princípios do SUS, fortalecendo ações e serviços em redes e cuidados da saúde.

A Secretária da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul cumpre seu papel ao formular a Política que deve nortear as ações de atenção integral à saúde do homem, visando estimular o auto cuidado e, sobretudo, o reconhecimento de que a saúde é um direito social básico e de cidadania de todos os homens gaúchos.



2. ABREVIATURAS
AIH - Autorização de Internação Hospitalar
CID - Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde

CONASEMS - Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde
CONASS - Conselho Nacional de Secretários de Saúde
DASIS - Departamento de Análise de Situação de Saúde
DATASUS - Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde
DPOC - Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas
ESF - Estratégia de Saúde da Família
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
INCA - Instituto Nacional do Câncer
MS - Ministério da Saúde
PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
PNAISH - Política Nacional de Atenção Integral á Saúde do Homem
PNH - Programa Nacional de Humanização
PPV - Programa de Prevenção da Violência

SE - Secretaria Executiva
SIA - Sistema de Informação Ambulatorial
SIH - Sistema de Informação Hospitalar
SIM - Sistema de Informação de Mortalidade
SUS - Sistema Único de Saúde
SVS - Secretaria de Vigilância em Saúde


3. INTRODUÇÃO
Até 2008 não existia um projeto no Rio Grande do Sul de uma política especifica para a população masculina. A partir da construção da Política Nacional voltada à saúde integral do homem e do reconhecimento das especificidades demográficas, epidemiológicas e culturais da população masculina, inicia-se um processo de construção de uma Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem.

Varias são as condições da situação que retratam a problemática da saúde do homem na atualidade.

Uma questão que reforça o não comparecimento dos homens a serviços de saúde seria o medo da descoberta de uma doença grave, assim, não saber pode ser considerado um fator de “proteção” para os homens independentes do grau de instrução. Outra dificuldade para o acesso dos homens a esses serviços é a vergonha da exposição do seu corpo perante o profissional de saúde, particularmente a região anal, no caso da prevenção ao câncer de próstata.

Os serviços de saúde também são considerados pouco aptos em absorver a demanda apresentada pelos homens, pois sua organização não estimula o acesso e as próprias campanhas de saúde pública não se voltam para este segmento.





4. ANALISE SITUACIONAL
Estudos que sugerem ser necessária a reflexão da especificidade da saúde da população masculina indicam linhas temáticas que estruturam o debate sobre a saúde do homem. A noção comum é a de que o início desse debate, na década de 70, se caracterizou pela associação do modelo da masculinidade tradicional a déficits e/ou agravos à saúde (Gomes e Nascimento, 2006; Schaiber et al., 2005). A reflexão crítica em relação à univocidade da masculinidade, no entanto, desdobrou-se no avanço das discussões, que passaram a incorporar as relações de gênero como determinantes do processo de saúde-doença, bem como a resgatar os homens como sujeitos do direito à saúde.

Os temas mais recorrentes no estudo sobre a saúde do homem podem se estruturar em torno de três eixos: violência, tendência à exposição a riscos com conseqüência nos indicadores de morbi-mortalidade, e Saúde Sexual e Reprodutiva. Quanto ao último tópico, a faixa etária com maior número de doenças virais, como o HIV, está entre os 30-39 anos.

Analisando os índices de mortalidade entre homens de 20 a 59 anos no RS, nos anos de 2003 a 2007, percebe-se que as causas externas (agressões) aparecem em primeiro lugar geral como causa de óbitos no período de 2003 a 2007, entre todas as faixas etárias, seguidas pelos acidentes de transporte. Na faixa etária entre 20 e 29 anos os óbitos por causas externas são prevalentes. Na faixa etária entre 50 e 59 anos o número de óbitos por causas externas cai pela metade.

As doenças do aparelho circulatório são a segunda causa geral de morbi/mortalidade entre os homens de 20 a 59 anos residentes no RS entre os anos de 2003 a 2007 (com exceção do ano de 2006 onde a segunda causa foram as neoplasias). As doenças do aparelho circulatório prevalecem nos homens com maior idade, de 50 a 59 anos. As principais causas de óbitos evidenciam as doenças cardíacas (Infarto Agudo do Miocárdio-IAM) e doenças cerebrovasculares (Acidente Vascular Cerebral-AVC). Nessa faixa etária há maior incidência de fatores de risco (tabagismo, sedentarismo, obesidade, etc) para as doenças cardiovasculares, bem como de doenças crônicas [Diabetes




Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica, dislipidemias (associadas ao nível de colesterol)].

A terceira causa de morbi-mortalidade no RS entre os homens de 20 a 59 anos, entre os anos de 2003 a 2007, são as neoplasias malignas (com exceção do ano de 2006, que foi a segunda causa de óbitos). Estas estão mais presentes na faixa etária entre 50-59 anos, e a proporção vai aumentando com o avanço da idade. A leucemia, por exemplo, aparece com um número significativo na faixa entre 20-29 anos, mas ainda assim é maior nos homens entre 50-59 anos.

Outras causas de morte que também afetam a população masculina e são citadas na política nacional são o alcoolismo e o tabagismo. O número de óbitos por doenças do aparelho digestivo é maior entre os homens mais velhos (50-59 anos) e o risco aumenta com o aumento da idade. As doenças alcoólicas, hepáticas (cirrose, fibrose) afetam consideravelmente os homens mais velhos. Os transtornos mentais devido ao uso de álcool e substâncias psicoativas são maiores na faixa etária de 40 a 49 anos. Ainda, as doenças do aparelho respiratório também afetam consideravelmente os homens mais velhos, em especial as doenças crônicas das vias aéreas inferiores. O tabagismo é conhecido fator de risco para doenças do aparelho respiratório.

As três principais causas de morbidade hospitalar do SUS no RS, entre os homens de 20 a 59 anos, entre 2004-2007, foram: 1) lesões por causas externas, 2) doenças do aparelho circulatório, e 3) doenças do aparelho digestivo (nos dois últimos anos inverteram-se as posições 2 e 3).

A seguir, dispomos os indicadores demográficos da população masculina; os dados sobre as três maiores causas de mortalidade entre os homens de 20 a 59 anos no Rio Grande do Sul, entre os anos de 2003 a 2007; e dados sobre alcoolismo e tabagismo, conhecidas causas de adoecimento na população alvo.
4.1 Indicadores demográficos

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o total da população residente do Brasil, em 2005, segundo sexo e grupos de idade, é da ordem de 184.184.074, sendo 50,8% de população feminina (93.513.055) e 49,2% de população masculina total (90.671.019).




O Rio Grande do Sul, de acordo com a Contagem da População do IBGE de 2007, apresentou uma população de 10.582.887 habitantes, superior à apresentada pelo Censo Demográfico de 2000, que registrou 10.187.798 habitantes. Ocupa o quinto lugar entre os Estados brasileiros e vem mantendo esta posição desde 1940, à exceção de 1970, quando o Paraná ocupou o 5º e o Rio Grande do Sul o 6º lugar devido principalmente à intensa emigração de gaúchos para outros estados nessa década.

A população de homens no Brasil, com distinção de diferentes fases do ciclo de vida, é delimitada em termos percentuais conforme Tabela 1.

Tabela1 - População masculina de acordo com as diferentes fases da vida, Brasil, 2005.

Área Técnica

Grupo etário

População

%

Infância

0-9

18.200.403

20

Adolescência

10-24

28.053.005

31

Idade adulta

25-59

37.414.895

41

Idoso

60 ou +

7.002.716

8

Total




90.671.019

100

Fonte:IBGE/PNAD/MS/SE/DATASUS, 2005.

O grupo populacional masculino dos 25 aos 59 anos corresponde a 37.414.895 habitantes, como demonstra a Tabela 2, distribuídos por faixas etárias.

Tabela 2 - População masculina dos 25-59 anos, de acordo com as faixas etárias, Brasil, 2005.

Grupo etário

População

25 a 29 anos

7.421.610

30 a 34 anos

6.925.476

35 a 39 anos

6.470.059

40 a 44 anos

5.552.259

45 a 49 anos

4.568.323

50 a 54 anos

3.691.489

55 a 59 anos

2.785.679

Fonte:IBGE/MS/SE/DATASUS, 2005.



População Residente por Sexo segundo Faixa Etária no RS

Sexo: Masculino

Faixa Etária: 20 a 29 anos, 30 a 39 anos, 40 a 49 anos, 50 a 59 anos

Período: 2007 - DATASUS

Faixa Etária Masculino Total


20 a 29 anos - 958.632

30 a 39 anos - 780.840

40 a 49 anos - 764.015

50 a 59 anos - 573.434

Não

Ver O grupo populacional masculino dos 20 aos 59 anos corresponde a um total de 3.076.921 habitantes no nosso Estado.


4.2 Violência

A violência é um fenômeno difuso, complexo, multi-causal, com raízes em fatores sociais, culturais, políticos, econômicos e psico-biológicos, que envolve práticas em diferentes níveis.

A violência no sentido amplo deve ser compreendida como determinante dos indicadores de morbi-mortalidade por causas externas em todas as suas dimensões, a saber, acidentes por transporte, agressões e lesões autoprovocadas voluntariamente e/ou suicídios.

Segundo dados e indicadores selecionados pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (CEVS/RS), no ano de 2005, as mortes por causas externas incluem as mortes por acidentes de transporte, homicídios, suicídios, entre outras.



4.2.1 Programa de Prevenção à Violência/RS

Através do Programa de Prevenção da Violência no Rio Grande do Sul (PPV/RS), o Estado propõem a abordagem da violência, a partir de ações que busquem a redução de riscos, a minimização dos danos e que fortaleçam a cultura para a Paz, a resiliência e a sustentabilidade de indivíduos, grupos e populações.





4.2.2 População privada de liberdade

Conforme dados obtidos da área de execução penal do Departamento de Segurança do Estado do Rio Grande do Sul, o mapa carcerário no Estado é composto de 27.192 homens e 1.636 mulheres, num total de 28.828 indivíduos, dados estes que evidenciam significativamente numa proporção de 6% de mulheres para 94 % de homens, o nível elevado de envolvimento da população masculina em ilícitos que levam a necessidade de reclusão carcerária.


Tabela 3 - População de apenados masculinos no RS, de acordo com as faixas etárias.

Apenados masculinos no RS

Recolhidos

18 a 24 anos

6.768

25 a 29 anos

7.763

30 a 34 anos

5.459

35 a 45 anos

6.135

46 a 60 anos

2.510

Total

26.369

Fonte: SUSEPE -Secretaria de Segurança 01/11/2009
4.3 Indicadores de Mortalidade e Morbidade por Doenças Cardiovasculares (DC) e Diabete Mellitus (DM) no RS

4.3.1 Taxa de Mortalidade por Doença Cardiovascular (DCV):

Da análise da série histórica 2003-2007 no RS, podemos afirmar que a Mortalidade por Doença Cardiovascular (Doença Arterial Coronariana, Infarto Agudo do Miocárdio) está em progressiva diminuição na população masculina, na faixa etária de 20 a 59 anos.



4.3.2 Taxas de Mortalidade de Morbidade Hospitalar por Doença Arterial Coronariana e por Infarto Agudo do Miocárdio.

As taxas de mortalidade na população masculina, na faixa etária de 20 a 59 anos, entre 2003-2007, apresentam tendência consistente de diminuição para ambos os diagnósticos acima referidos. No entanto, ao observarmos as taxa de Morbidade Hospitalar fica evidente a tendência de aumentos das internações hospitalares exigidas para os diagnósticos avaliados, o que nos permite inferir que houve melhora no acesso às internações de alta complexidade no sistema público de saúde, assim como também podemos entender que houve, neste período, qualificação dos tratamentos oferecidos decorrente da incorporação de tecnologia médica de ponta. É importante levar em consideração que estas melhorias na capacidade instalada do sistema e



incorporação de alta tecnologia terapêutica são responsáveis diretos pelos crescentes custos na assistência à saúde cardiovascular da população.



4.3.3 Taxas de Mortalidade e Morbidade Hospitalar por Doença Cerebrovascular (AVC)

As taxas de mortalidade e morbidade hospitalar por AVC na população masculina, na faixa etária de 20 a 59 anos, no período de 2003-2007, evidenciam tendência consistente de diminuição. A concomitante diminuição das taxas de mortalidade e morbidade hospitalar pelo diagnóstico considerado nos permite entender que além da qualificação dos tratamentos oferecidos a estes pacientes de alta complexidade com a respectiva incorporação de novas tecnologias médicas, houve também qualificação da Atenção Básica aos portadores, especialmente, de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), considerado o principal Fator de Risco para do desenvolvimento de casos de AVC. Isto, certamente, deverá resultar na diminuição de casos de AVC e conseqüente diminuição dos custos na assistência médica à Doença Cerebrovascular.



4.3.4 Taxas de Mortalidade e Morbidade Hospitalar por Diabetes Mellitus (DM):

As taxas de mortalidade por DM, na população masculina, na faixa etária de 20 a 59 anos, entre 2003-2007, mostram que o risco de morte por Diabetes Mellitus mantém-se estabilizado. No entanto, a análise da taxa de morbidade hospitalar evidencia tendência consistente de aumento, o que nos permite entender que houve, neste período, melhoria da capacidade instalada do sistema público de saúde e qualificação do tratamento oferecido na chamada média e alta complexidade. Por outro lado, também podemos entender, pela análise acima referida, que não houve melhoria considerável na Atenção Básica aos portadores de Diabete Mellitus o que colabora para os crescentes custos na assistência médica aos diabéticos.


4.4 Indicadores de Mortalidade por Neoplasias Malignas no Rs

Após análise dos dados, no período de 2002 a 2007, pode-se concluir que as neoplasias malignas que se destacaram, por terem apresentado o maior percentual de mortalidade sobre o total de óbitos por neoplasias no sexo masculino, na faixa etária de 20 a 59 anos, no RS, foram as de pulmão, seguidas das neoplasias malignas de esôfago e as de cavidade oral.




As neoplasias malignas de SNC, cólon/reto e estômago também apresentaram um percentual de mortalidade elevado sobre o total de óbitos por neoplasias nesta faixa etária e período em estudo.

Quanto ao percentual de mortalidade por neoplasia de próstata sobre o total de óbitos por neoplasias malignas, em homens com idade entre 20 e 59 anos, pode-se afirmar que é baixo em relação aos outros tipos de neoplasias malignas.

De acordo com o INCA, “sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de próstata é o mais freqüente em todas as regiões, com risco estimado de 69/100.000 na região Sul. Mais do que qualquer outro tipo de câncer, este é considerado o câncer da terceira idade, uma vez que cerca de ¾ dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. A mortalidade por câncer de próstata é relativamente baixa, refletindo em parte, seu bom prognóstico”.

Tal fato reforça a importância da realização do diagnóstico e tratamento precoce do câncer de próstata. Aliado a isto, sabe-se que este tipo de neoplasia, geralmente, possui uma evolução lenta. Portanto, conclui-se que, se houver a detecção da doença em sua fase inicial, será possível reduzir a mortalidade por neoplasia maligna de próstata.


4.5 Alcoolismo e Tabagismo

Segundo dados a Organização Mundial de Saúde cerca de 2 bilhões de pessoas consomem bebidas alcoólicas no mundo. O uso abusivo do álcool é responsável por 3,2% de todas as mortes e por 4% de todos os anos perdidos de vida útil. Na América Latina, cerca de 16% dos anos de vida útil perdidos estão relacionados ao uso abusivo dessa substância. Este índice é quatro vezes maior do que a média mundial e torna o problema da prevenção e do tratamento dos transtornos associados ao consumo de álcool um grande problema de saúde pública.

Assim, avaliar os determinantes sociais de vulnerabilidade do homem para os problemas com o álcool torna-se imperioso para a construção de ações efetivas de prevenção e promoção da saúde mental deste segmento. Na medida em que o uso do álcool está sendo iniciado cada vez mais precocemente por homens e mulheres, como apontam diversos estudos, as ações de promoção e prevenção para jovens e adolescentes também merecem mais investimento e monitoramento.

Em relação ao tabagismo, os homens usam cigarros também com maior freqüência que as mulheres, o que lhes acarreta em uma maior vulnerabilidade a doenças cardiovasculares, câncer, doenças pulmonares obstrutivas crônicas, doenças bucais e outras, relacionadas ao uso regular de cigarro. Nas tabelas 4 e 5 se podem ver exemplos de percentuais numéricos da população de fumantes no RS, por sexo e/ou grupos etários.

Tabela 4 - Percentual de fumantes regulares de cigarros na população de estudo de 15 anos ou mais, por sexo, Capital – Porto alegre, 2002-2003 e 2004-2005.






POR SEXO

TOTAL

MASCULINO

FEMININO

CAPITAL

PORTO ALEGRE

%

IC95%

%

IC95%

%

IC95%

25,2

22,4-28,1

28,2

24,1-32,2

22,9

19,7-26,1

Fonte: Ministério da Saúde/SVS e Instituto Nacional do Câncer (INCA): Inquérito Domiciliar de Comportamentos de Risco de Morbidade Referida de Doenças e Agravos Não Transmissíveis.

Tabela 5 - Percentual de fumantes por sexo e grupo etário, RS, 1999-2000.



Pesquisa de Prevalência de Fatores de Risco para a Doença Arterial Coronariana, RS, 1999 – 2000.

Porcentagem de fumantes por sexo e grupo etário.

Grupo etário

Fumantes

Total Geral




Masc

%

Fem

%

Total

%

Fumante

20 - 29

42

33,30

32

27,12

74

244

30,33

 

 

 

 

 

 

 

 

30 - 39

42

36,52

41

35,34

83

221

37,56

 

 

 

 

 

 



 

40 - 49

45

45,92

41

36,28

86

211

40,76

 

 

 

 

 

 



 

50 - 59

38

42,70

28

28,57

65

186

34,95

 

 

 

 

 

 



 

60 e +

28

33,33

21

19,81

49

190

25,79

Total

195

38,09

163

29,58

358

1053

33,94

Fonte: DANTS/CEVS/SES/RS.

A tendência ao uso abusivo de álcool e tabaco deve ser compreendida à luz da crença na invulnerabilidade do homem, que deve ser informado sobre os malefícios dessas praticas por meio de ações preventivas e de promoção da saúde e de hábitos saudáveis. O uso de álcool e cigarros, ainda, está diretamente relacionado aos indicadores de morbi-mortalidade a serem apresentados como requerentes de ações enérgicas na atenção especializada.





5. PRINCÍPIOS

A Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem objetiva orientar as ações e serviços de saúde para a população masculina, com integralidade e equidade, primando pela humanização da atenção.

A presente Política enfatiza a necessidade de mudanças de paradigmas no que concerne à percepção da população masculina em relação ao cuidado com a sua saúde e a saúde de sua família. Considera essencial que, além dos aspectos educacionais, entre outras ações, os serviços públicos de saúde sejam organizados de modo a acolher e fazer com que o homem sinta-se parte integrante deles.

A implementação da política deverá ocorrer de forma integrada às demais políticas existentes, numa lógica hierarquizada de atenção à saúde, priorizando a atenção básica como porta de entrada de um sistema de saúde universal, integral e equânime.

Essa política tem como princípios a humanização e a qualidade, que implicam na promoção, reconhecimento e respeito à ética e aos direitos do homem, obedecendo às suas peculiaridades sócio-culturais. Para cumprir esses princípios de humanização e da qualidade da atenção integral devem-se considerar os seguintes elementos:


  • Acesso da população masculina aos serviços de saúde hierarquizados nos diferentes níveis de atenção e organizados em rede, possibilitando melhoria do grau de resolutividade dos problemas e acompanhamento do usuário pela equipe de saúde;

  • Associar as diversas áreas do setor saúde, demais áreas do governo, o setor privado e não-governamental, e a sociedade, compondo redes de compromisso e co-responsabilidade quanto à qualidade de vida da população masculina em que todos sejam participantes da proteção e do cuidado com a vida;

  • Informações e orientação à população-alvo, aos familiares e a comunidade sobre a promoção, prevenção e tratamento dos agravos e das enfermidades do homem;







  • Captação precoce da população masculina nas atividades de prevenção primária relativa às doenças cardiovasculares e cânceres, entre outros agravos recorrentes;

  • Capacitação técnica dos profissionais de saúde para o atendimento do homem;

  • Disponibilidade de insumos, equipamentos e materiais educativos;

  • Estabelecimento de mecanismos de monitoramento e avaliação continuada dos serviços e do desempenho dos profissionais de saúde, com participação dos usuários;

  • Elaboração e análise dos indicadores que permitam aos gestores monitor as ações e serviços e avaliar seu impacto, redefinindo as estratégias e/ou atividades que se fizerem necessárias.




6. DIRETRIZES

As diretrizes desta política são:



  • Entender a Saúde do Homem como um conjunto de ações de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde, executado nos diferentes níveis de atenção, priorizando a atenção básica, com foco na Estratégia de Saúde da Família, porta de entrada do sistema de saúde integral, hierarquizado e regionalizado;

  • Estruturar a atenção à população masculina no Estado do Rio Grande do Sul.

  • Nortear a PEAISH, pela humanização e a qualidade da assistência a ser prestada, princípios que devem permear todas políticas publicas.

  • Integrar a execução da PEAISH às demais políticas, programas, estratégias e ações da Secretaria Estadual de Saúde do RS.

  • Promover a articulação interinstitucional, em especial com o setor Educação, como promotor de novas formas de pensar e agir;

  • Reorganizar as ações de saúde, através de uma proposta inclusiva, na qual os homens considerem os serviços de saúde também como espaços masculinos e, por sua vez, os serviços de saúde reconheçam os homens como sujeitos que necessitem de cuidados;

  • Integrar as entidades da sociedade organizada na co-responsabilidade das ações governamentais pela convicção de que a saúde não é só um dever do Estado, mas uma prerrogativa da cidadania;

  • Reconhecer as responsabilidades dos níveis estadual e municipal e do controle social de acordo com as competências de cada um, garantindo as condições para a execução da presente política.

  • Implantar gradualmente a PEAISH nos municípios a critérios de escolha das 19 Coordenadorias Regionais de Saúde considerando os municípios que já apresentam planos instalados ou em andamento.




7. OBJETIVOS

7.1 Objetivo Geral

Implantar a PEAISH no Estado do Rio Grande do Sul promovendo a melhoria das condições de saúde da população masculina, 20 a 59 anos, do estado, contribuindo de modo efetivo, para a redução da morbidade e mortalidade dessa população, através do enfrentamento racional dos fatores de risco e mediante a facilitação ao acesso, às ações e aos serviços de assistência integral à saúde.


7.2 Objetivos Específicos

• Organizar, implantar, qualificar e humanizar, em todo o Rio Grande do Sul, à atenção integral a saúde do homem, dentro dos princípios que regem o Sistema Único de Saúde:

- Implantar e/ou estimular nos serviços públicos de saúde, uma rede de atenção à saúde do homem, de 20 a 59 anos, que garanta linhas de cuidado, na perspectiva da integralidade da atenção;

- Fortalecer a atenção básica no cuidado com a saúde do homem, facilitando e garantindo o acesso e a qualidade da atenção necessária ao enfrentamento dos fatores de risco das doenças e dos agravos à saúde.


• Estimular a implantação e implementação da assistência em saúde sexual e reprodutiva, no âmbito da atenção integral à saúde do homem:

- ampliar e qualificar a atenção ao planejamento reprodutivo masculino, inclusive a assistência à infertilidade;

- estimular a participação e inclusão do homem nas ações de planejamento de sua vida sexual e reprodutiva, enfocando inclusive a paternidade responsável.

- garantir a oferta da contracepção cirúrgica voluntária masculina nos termos da legislação específica.



- promover na população masculina, conjuntamente com o Programa Estadual de DST/AIDS, a prevenção e o controle das doenças sexualmente transmissíveis e da infecção pelo HIV;

-assegurar a oferta de preservativo como medida de dupla proteção da gravidez inoportuna, e das DST/AIDS;

- capacitar e qualificar os profissionais da rede básica para o correto atendimento à saúde do homem, com referencia as disfunções sexuais.

-facilitar o acesso aos serviços especializados de atenção secundária e terciária para os casos identificados como merecedores destes cuidados;

- promover a atenção integral à saúde do homem nas populações indígenas, negras, quilombolas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, trabalhadores rurais, homens com deficiência, em situação de risco, em situação carcerária, desenvolvendo estratégias voltadas para a promoção da eqüidade para distintos grupos sociais;

- associar as ações governamentais com as da sociedade civil organizada para efetivar a atenção integral à saúde do homem com protagonismo social na enunciação das reais condições de saúde da população heterogênea de homens.
• Ampliar, através da educação, o acesso dos homens na faixa etária de 20 a 59 anos, às informações sobre as medidas preventivas contra os agravos e enfermidades que atingem esta população, destacando seus direitos sexuais e reprodutivos:

- incluir o enfoque de gênero, orientação sexual, identidade de gênero e condição étnico-racial nas ações educativas;

- estimular, na população masculina, através da informação, educação e comunicação, o auto-cuidado com sua própria saúde.

-oportunizar parceria com os movimentos sociais e populares, e outras entidades organizadas para divulgação ampla das medidas preventivas;

-Incluir temas referentes à Atenção Integral à Saúde do Homem na educação permanente dos trabalhadores do SUS.

-manter interface permanente com as demais políticas de saúde no sentido de efetuar ações conjuntas, evitando a dispersão desnecessária de recursos.

• Aumentar o número de homens que procuram os serviços de saúde da atenção básica disseminando informações sobre promoção da saúde e a prevenção de doenças e agravos junto à população alvo.


• Apoiar a estruturação, a consolidação e o funcionamento resolutivo dos sistemas locais de saúde.
• Mobilizar e capacitar, permanentemente, os setores da sociedade para disseminar o PEAISH.
• Formar e qualificar os profissionais da rede básica para o atendimento adequado à saúde do homem, em parceria com a ESP/RS.
• Prover as unidades da ESF / atenção básica e as unidades de referencia dos recursos humanos, equipamentos e insumos necessários para a adequada atenção aos homens.

Trabalhar as interfases entre os programas já existentes na Secretaria Estadual da Saúde.


• Elaborar uma ferramenta para monitorar e avaliar a implementação do projeto de saúde do homem nos municípios-piloto.



8. RESPONSABILIDADES INSTITUCIONAIS

As responsabilidades institucionais estão definidas de acordo com as diretrizes emanadas do Pacto pela Saúde 2006, respeitando-se a autonomia e as competências das três esferas de governo. Estas se encontram descritas a seguir.


8.1. União

  • Fomentar a implementação e acompanhar a implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem;

  • Estimular e prestar cooperação aos Estados e Municípios visando a implantação e implementação da referida política, valorizando e respeitando as diversidades loco-regionais;

  • Promover, no âmbito de sua competência, a articulação intersetorial e interinstitucional necessária à implementação da referida política;

  • Estimular e apoiar a realização de pesquisas que possam aprimorar a Atenção Integral à Saúde do Homem;

  • Propor, em parceria com a Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES), estratégias de educação permanente dos trabalhadores do SUS, voltada para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem;

  • Estabelecer parceria com as diversas Sociedades Brasileiras Científicas cujas atividades tenham afinidade com as ações propostas na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem;

  • Coordenar o processo de construção das Diretrizes Nacionais da Atenção à Saúde do Homem e de protocolos terapêuticos/clínicos, em parceria com os Estados e Municípios, apoiando-os na implementação dos mesmos;

  • Promover, junto à população, ações de informação, educação e comunicação em saúde visando difundir a política ora proposta;

  • Estimular e apoiar o processo de discussão com participação de todos os setores da sociedade, com foco no controle social, nas questões pertinentes à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.



8.2. Estados

  • Definir, coordenar, acompanhar e avaliar, no âmbito do seu território, a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem, tendo como base as diretrizes ora propostas, o perfil epidemiológico e as especificidades loco-regionais;

  • Coordenar e implementar, no âmbito estadual, as estratégias nacionais de educação permanente dos trabalhadores do SUS voltada para a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem, respeitando-se as especificidades loco-regionais;

  • Implantar mecanismos de regulação das atividades relativas à política proposta;

  • Estabelecer parceria com as diversas organizações cujas atividades tenham afinidade com as ações propostas na Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem;

  • Promover, na esfera de suas competências, a articulação intersetorial e interinstitucional necessária à implementação da referida política;

  • Elaborar e pactuar, no âmbito estadual, protocolos clínicos/terapêuticos, em consonância com as diretrizes nacionais da atenção, apoiando os municípios na implementação dos mesmos;

  • Promover, junto à população, ações de informação, educação e comunicação em saúde visando difundir a política ora proposta;

  • Estimular e apoiar o processo de discussão com participação de todos os setores da sociedade, com foco no controle social, nas questões pertinentes à Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem;

  • Incentivar junto à rede educacional estadual, ações educativas que visem à promoção e atenção à saúde do homem.


8.3. Municípios

  • Coordenar, implementar, acompanhar e avaliar no âmbito do seu território, a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem, priorizando a Atenção Básica, com foco na Estratégia de Saúde da Família, como porta de entrada do sistema de saúde integral e hierarquizado;






  • Implantar mecanismos de regulação das atividades relativas à política proposta;

  • Promover, no âmbito de suas competências, a articulação intersetorial e interinstitucional necessária à implementação da referida política;

  • Incentivar junto à rede educacional municipal, ações educativas que visem à promoção e atenção da saúde do homem;

  • Implantar e implementar protocolos clínicos/terapêuticos, em consonância com as diretrizes nacionais e estaduais;

  • Promover, em parceria com as demais esferas de governo, a qualificação das equipes de saúde para execução das ações propostas na Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem;

  • Promover, junto à população, ações de informação, educação e comunicação em saúde visando difundir a política ora proposta;

  • Estimular e apoiar o processo de discussão com participação de todos os setores da sociedade, com foco no controle social, nas questões pertinentes à Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem.




9.RECURSOS FINANCEIROS

As ações serão implantadas gradativamente, articuladas com as Políticas já existentes e executadas pela SES.

As capacitações de profissionais de saúde e a produção de materiais educativos serão viabilizados através de recursos do Tesouro do Estado, previsto no Planejamento Anual em Saúde (PAS) do Departamento de Ações em Saúde/SES.

As ações de atenção integral à saúde da população do homem nos Municípios estão inseridas no conjunto de ações de Atenção Básica.

As três esferas de gestão do SUS tem como responsabilidades precípuas para a implementação da Política: a definição do financiamento, a priorização de ações e o monitoramento e avaliação que devem ser incluídos nos seus respectivos Planos de Saúde.
10. AVALIAÇÃO

A avaliação será realizada através dos seguintes indicadores:



  • O número de municípios que aderiram ao PEAISH;

  • O número de consultas realizadas;

  • A variação do número de atendimentos durante o período;

  • O número de pessoas capacitadas em todos os níveis.



10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Boris GDJB. Os rituais da construção da subjetividade masculina: ser macho ou ser homem? Uma historia de dor, violência, paixão e regozijo. Disponível em http://www.rizoma.ufsc.br/semint/trabalhos/Geoges%20Daniel%20Janja%20Bloc%20Boris_UNIFOR.doc . Acesso em 23/06/2003.
Duby G. Male moyen age. Champs-Flammarion: Paris, 1990.
Gomes R. Sexualidade masculina e saúde do homem: proposta para uma discussão. Ciência & Saúde Coletiva 8(3): 825-29, 2003.
GOMES R, NASCIMENTO EF, ARAÚJO FC. Por que os homens buscam menos os serviços de saúde do que as mulheres? As explicações de homens com baixa escolaridade e homens com ensino superior. Cad. Saúde Pública, 23(3), 2007.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Censos Demográficos e Contagem Populacional para os anos intercensitários. Estimativas preliminares dos totais populacionais, estratificados por idade e sexo pelo MS/SE/Datasus.
Inda N. Género masculino, número singular. In M Burin & ED Bleichmar (comps.), Género, psicoanálisis, subjetividad. Paidós, Buenos Aires, 1996, p. 212-240.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas – Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: Princípios e diretrizes, Brasília, 2004.
MINISTERIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Formulação de Políticas de Saúde – Políticas de Saúde. Metodologia de Formulação, Brasília, 1998.
PINHEIRO RS, VIACAVA F, TRAVASSOS C, BRITO AS. Gênero, morbidade, acesso e utilização de serviços de saúde no Brasil. Ciênc Saúde Coletiva,7687-70, 2002.

SOUZA ER. Masculinidade e violência no Brasil: contribuições para a reflexão no campo da saúde. Ciência e Saúde Coletiva, 10 (1): 59-70, 2005.


WORLD HEALTH ORGANIZATION - WHO. What about boys? A literature review on the health and development of adolescent boy. World Health Organization, Washington, 2000.
WORLD HEALTH ORGANIZATION - WHO. Men, Ageing, and Health. Geneva: World Health Organization, 2001.


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