“Pré – História da Humanidade” Sumário: Os três períodos da pré-história no Oriente Médio e na Europa



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“Pré – História da Humanidade”


 

Sumário:

 

Os três períodos da pré-história no Oriente Médio e na Europa


 

A pré-história é o período anterior à invenção da escrita. Para conhecer como viviam os povos primitivos que não nos deixaram documentos escritos, os arqueólogos se valem da análise de pedras lascadas, potes de cerâmicas, sepulturas e restos de habitações.

 

A divisão da pré-história em Idade da Pedra, Idade do Bronze e Idade do Ferro, baseada nos materiais utilizados nas ferramentas, foi adotada no início do séc. XIX, subdividindo-se a Idade da Pedra em Paleolítico, Mesolítico e Neolítico.



 

O Paleolítico


 

A maior parte dos acontecimentos do Paleolítico na Europa e na Ásia fora dos trópicos ocorreu em um clima muito mais frio, em conseqüência da formação de vastas áreas de gelo nas latitudes mais ao norte e extenso desenvolvimento de geleiras nas latitudes mais ao sul, inclusive nos Alpes e nos Bálcãs, sendo esta a última “Era Glacial”. A última fase fria terminou há cerca de 10.000 anos, e as diferentes fases de calor e frio podem ser reconhecidas arqueologicamente devido à preservação dos ossos de animais característicos e até mesmo do pólen de determinadas árvores – cronologia relativa. Os arqueólogos também utilizam evoluções das ferramentas de pedra para subdividir o Paleolítico em fase Inferior (mais antiga), Média e Superior.

 

O Paleolítico Inferior


 

Fora da África, não foram encontrados fósseis humanos que fossem comprovadamente do estágio de evolução australopiteco, datados entre 2 a 5 milhões de anos atrás. Os mais antigos fósseis humanos na Europa e na África pertencem ao estágio do Homo erectus, datado entre 1,5 milhão e 200.000 anos atrás, apesar de a Europa e a parte não tropical da Ásia não terem indícios suficientes da ocupação pelo homem antes de 1 milhão de anos atrás. Foram descobertos fósseis de Homo erectus na França, Alemanha, China e Java.

Os utensílios (isto é, tipos de ferramentas) usados pelo Homo erectus pertencem ao Paleolítico Inferior, sendo o mais característico o machado de mão, implemento de múltiplo uso construído tirando-se pedaços (lascas) de uma pedra até conseguir a forma desejada e um lado cortante. Eram também utilizadas ferramentas simples feitas com lascas tiradas de uma pedra. Já neste estágio os humanos usavam o fogo, o que pode ser exemplificado pelo endurecimento da lança pelo fogo. Apesar de as ferramentas do Paleolítico Inferior terem sido usadas até cerca de 100.000 anos atrás, o Homo erectus parece ter passado para um estágio mais desenvolvido entre 300/200.000 e 100.000 anos atrás, pelo menos na Europa.

 

O Paleolítico Médio


 

O estágio do Paleolítico Médio, de 100.000 até 30.000 anos atrás, é associado ao homem de Neandertal (Homo sapiens neanderthalensis, assim chamado em homenagem ao vale de Neandertal na Alemanha, onde foram encontrados seus primeiros fósseis). Enquanto o Homo erectus ocupava a Eurásia apenas nos períodos relativamente quentes, o homem de Neandertal, podia explorar ambientes árticos nas fases glaciais, vivendo em cavernas e em tendas de pele presas por ossos de mamute.

Ferramentas de pedra do Paleolítico Médio, feitas principalmente com lascas, eram mais especializadas que as anteriores e incluíam pontas de lança, facas e ferramentas para raspar madeira e peles. Os homens de Neandertal foram os primeiros a enterrar seus mortos e também tinham uma noção de beleza: análises científicas mostram que na caverna de Shanidar, no Iraque, um homem de Neandertal foi enterrado sobre uma camada de flores da primavera.

 

O Paleolítico Superior


 

Há muita controvérsia cientifica sobre a data do primeiro aparecimento dos homens anatomicamente modernos (Homo sapiens, também chamado de homem de “Cro-Magnon”, em homenagem a uma caverna em “Dordogne”, França). Acredita-se que em algumas partes do mundo eles tenham surgidos antes de 40.000 AC., embora na Europa e no norte da Ásia isso tenha ocorrido relativamente tarde talvez até 30.000 AC. na Europa Ocidental.

Na Eurásia, ferramentas do Paleolítico Superior, associadas ao homem moderno, têm suas peculiaridades: as ferramentas de pedra são baseadas em lâminas (lascas longas e finas), utilizadas em uma variedade ainda maior de ferramentas especializadas. Pela primeira vez, nota-se o surgimento regular de ferramentas de ossos. Ouro aspecto da cultura do Paleolítico Superior é a arte da “Era Glacial”encontrada, por exemplo, em cavernas pré-históricas da França e Espanha.

As realizações destes seres humanos primitivos incluem o povoamento dos até então desocupados continentes da Australásia e Américas. Uma realização menos positiva é a extinção de muitas espécies de mamíferos de grande porte ao final da última “Era Glacial”(cerca de 8000 AC.), pelo menos em parte devida aos eficientes métodos de caça dos povos do Paleolítico Superior.

 

O Mesolítico


 

O fim da “Era Glacial” na Europa e em partes da Ásia foi marcado por aumentos significativos na temperatura e na pluviosidade. Um ambiente quase sem árvores foi substituído por florestas, especialmente na Europa ao norte dos Alpes, e espécies de mamíferos adaptados à tundra e às estepes foram substituídos por espécies das florestas. Para adaptar a estas mudanças, os seres humanos passaram a viver em grupos menores e a explorar os crescentes suprimentos de pássaros selvagens e peixes. Na Eurásia, o uso do arco e flecha tornou-se importante neste período.

 

 

 




O Neolítico


 

As culturas mais antigas do Neolítico, definidas pelo surgimento da agricultura como meio de vida, foram encontradas no Oriente Médio, em uma área entre a Turquia e Israel, a oeste, e o Irã, a leste. Nesta área havia ancestrais selvagens do trigo e da cevada, dos carneiros, cabritos, porcos e gado. Os sítios arqueológicos do Neolítico mais antigos datam do período de 9000 a 7000 AC. , contemporâneo ao período Mesolítico na Europa. No entanto, no Oriente Médio as alterações climáticas associadas ao fim da “Era Glacial”foram menos marcantes que na Europa e a pressão populacional é uma explicação mais plausível para o início da agricultura que a alteração climática. Ao redor de 6000 ª C., havia no Oriente Médio aldeias de tamanho considerável.

A expansão da agricultura foi relativamente rápida: sítios Neolíticos na Grécia formaram-se antes de 6000 AC e apareceram na Grã-Bretanha em torno de 4000 AC. Durante os 2.000 a 3.000 anos de duração do Neolítico, surgiu uma considerável distinção social, juntamente com poder político cada vez mais centralizado. Estes acontecimentos estão associados à construção iniciada em muitas partes da Europa neste período de grandes monumentos fúnebres e cerimoniais feitos de terra e pedra. A produção especializada e o comércio de uma série de objetos e materiais também se desenvolveram.

 

A Idade do Bronze


 

O cobre e o ouro eram os principais metais utilizados durante a Idade do Bronze (liga de cobre com um pouco de estanho). A produção de objetos de metal é um processo complexo, sendo que a descoberta da metalúrgica provavelmente ocorreu de forma independente em vários locais, inclusive no Oriente Médio, no Sudeste da Europa e no Sudoeste da Ásia. Em certas partes da Europa e do Oriente Médio, alguns objetos simples de cobre já eram utilizados séculos antes do início da Idade do Bronze: este período de transição é chamado Idade Calcolítica (“cobre-pedra”).

As distinções sociais aumentavam à medida que os indivíduos mais poderosos mostravam seu “status através de armas de bronze e jóias de ouro”. O status e o poder de certos indivíduos era notadamente marcante no final da Idade do Bronze, como mostram vários monumentos fúnebres imponentes e oferendas, como os túmulos micênicos e as armas e armaduras encontradas em vários túmulos da Europa Central.

 

A Idade do Ferro


 

O desenvolvimento de trabalhos com ferro no Oriente Médio e sua expansão, iniciada em cerca de 1000 AC., não tiveram efeito imediato nas culturas do final da Idade do Bronze. As sociedades dos povos celtas da Idade do Ferro nas regiões temperadas da Europa desenvolveram-se diretamente das culturas do final da Idade do Bronze. As sociedades européias da Idade do Ferro tinham cada vez mais contato com a Grécia e Roma, inicialmente através do comércio e depois através da invasão romana em grande parte da Europa celta. Tais fatos marcam o fim da pré-história naquelas regiões. Entretanto, as regiões periféricas da Europa (Irlanda; Escócia; Escandinávia e norte da Alemanha) nunca foram colonizadas pelos romanos. A saída destas regiões da pré-história ocorreu gradualmente, nos últimos 1.500 anos, após sua conversão à outras religiões, como o cristianismo.




Aluno: Junior, Jean
Professor: Luiz Ribeiro


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