Pr. Abram de Graaf



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- No dia final Jesus revelará o mistério da misericórdia dos cristãos-

Pr. Abram de Graaf


Palavras – chaves: Dia final, Benção de Deus, Plano de Deus, Misericórdia de Deus.
Texto: Mateus 25, 34

Leitura: Mateus 25, 31-46

Queridos irmãos em Cristo Jesus,


“Cristo nos mandou celebrar esta ceia em sua memória. Nesta mesa nós lembramos que nosso Senhor foi enviado ao mundo pelo Pai para salvar os seus eleitos; A Bíblia fala sobre isso em vários lugares. Como, por exemplo, em Mateus 25,34”

Vamos ler o trecho completo: Mateus 25: 31-46.


No dia final Jesus revelará o mistério da misericórdia dos cristãos.
Atrás dessa misericórdia está:

  1. A Benção de Deus

  2. O Plano de Deus

  3. A Misericórdia de Deus;




  1. A Benção de Deus

O que chama a nossa atenção, lendo sobre o último julgamento no dia final é o fato que Jesus Cristo julgará a vida das pessoas observando a sua generosidade:

Um prato de comida, um copo de água, uma causa comprida, uma roupa dada, uma visita no hospital; uma visita na prisão. Jesus está registrando tudo isso e no dia final, no dia do julgamento tudo isso será revelado e avaliado. Baseado nisso uma pessoa será condenada para o castigo eterno ou convidada para a vida eterna.
Agora, prestem atenção! Jesus não somente registra a generosidade das pessoas, mas também os motivos das pessoas. A generosidade pode ser um máscara e atrás dessa máscara podemos encontrar outra pessoa. Uma pessoa esperta; uma pessoa calculista; uma pessoa com intenções más.
Por exemplo: o próximo ano nós entraremos num ano político. Muitas pessoas serão candidatos e elas querem ganhar votos. Para ganhar esses votos, os candidatos farão promessas. Eles prometerão ajuda: um saco de cimento; uma geladeira, um carro. E no dia das eleições várias despachantes se encontrarão perto dos locais das eleições e de repente você pode ganhar dez ou até vinte reais. Esse tipo de generosidade vem com interesse, com más intenções. Existem candidatos que querem comprar o seu voto. Eles lhe darão um presente e você tem que lhe dar o seu voto. Este tipo de generosidade não é uma verdadeira generosidade, mas é um crime.
A mesma coisa pode acontecer na vida de dia em dia. Fulano ajudou beltrano, mas ele fez isso com a idéia de que ele investiu esse dinheiro e um dia ele pode o pedir de volta com lucro. Este tipo de generosidade é também uma generosidade falsa. Este tipo de generosidade não será contado no seu crédito no dia final, mas no seu débito, porque você teve a oportunidade de ajudar o seu irmão com amor, mas você fez isso por interesse.

O que é importante, não é somente a nossa generosidade, mas também o nosso coração. A nossa generosidade é feita por amor ou por obrigação? A nossa generosidade é um fruto da nossa fé ou é um fruto da nossa cobiça? A nossa generosidade é um fruto bom ou um fruto bonito com um sabor amargo?


Prestem atenção: Jesus chamou os justos ao seu lado direito, dizendo: “Vinde benditos do meu Pai”. Isso quer dizer que essas pessoas foram abençoadas pelo Pai, que está no céu e que essas pessoas se tornaram frutíferos de acordo com essa benção.

A generosidade é um efeito da benção do Pai.


Pensando nessa benção, a maioria das pessoas pensa logo nas benções materiais. Mas as escrituras nos ensinam que nós não devemos limitar essas benções as benções materiais. Efésios 1,3 diz: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de benção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele em amor.
As benções de Deus são no primeiro lugar benções espirituais: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, generosidade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gal. 5, 22) Esses são os frutos do Espírito.
Então, Deus através do seu Espírito Santo nos prepara para sermos pessoas generosas aqui na terra. Cristo observará isso. “Vinde, benditos do meu Pai!”. Vinde, meus irmãos, que estão cheios do Espírito Santo! Vinde irmãos, que doaram a sua alimentação com amor e alegria. Assim, pelos frutos, pela generosidade, Cristo pode ver quem são os benditos do seu Pai. Cristo sabe quem são essas pessoas. Ele reconhece todas as pessoas que viviam como ele vivia.

E há mais um aspecto. Atrás tudo isso está a providência de Deus. Deus tem um plano e de acordo com este plano, Deus enviou o Cristo e depois disso também o Espírito Santo. O plano de Deus é o plano do Reino de Deus.


Este plano já existe desde a fundação do mundo. Conforme este plano Deus criou o mundo e todo o universo. Tudo isso faz parte do reino de Deus. Deus criou Adão e Eva que deviam encher a terra e cuidar dela. Eles foram criados conforme a Imagem de Deus para que pudessem governar a terra de acordo com a vontade de Deus.

De acordo com este plano o Filho de Deus é o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste.


Mas parece que o diabo não aceitou a supremacia de Cristo. Ele ficou rebelde e seduziu Adão e Eva para se rebelar também. Deus deixou isso acontecer, porque aprouve a Deus que, no Filho, residisse toda a plenitude e que havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas; quer sobre a terra; quer nos céus. Esta reconciliação foi estabelecida no corpo da sua carne, mediante sua morte. É o que nós comemoramos hoje na Santa Ceia. Mediante a sua morte Cristo nos reconciliou consigo para apresentar-nos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis.
Paulo diz uma coisa similar em outro lugar (Ef. 1,4): Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de benção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele em amor.
A nossa santificação é uma benção de Deus, mas também a nossa justificação.

Não somente a nossa fé, e os frutos da nossa fé fazem parte da benção de Deus, mas também o dom do Espírito Santo e o envio do Filho de Deus. Deus amou o mundo tanto que entregou o seu filho amado, para que todo o que nele crê, tenha a vida eterna.


Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo. Deus preparou a posse do Reino já antes da fundação do mundo. Deus já definiu de antemão quem teria a posse no seu Reino e Deus mesmo cuidará que o seu plano será realizado. Por causa disso, ele enviou o seu Filho único; por causa disso Ele enviou o seu Espírito Santo, por causa disso Ele nos chamou; por causa disso Ele nos justificou; por causa disso Ele nos santificou e por causa disso Ele habita em nós com seu Espírito Santo, para que produzirmos frutos de amor e para que sejamos apresentados santos, inculpáveis e irrepreensíveis perante Cristo no dia final!
E há mais uma coisa, irmãos!

Atrás de tudo isso está à misericórdia de Deus. O mistério da nossa misericórdia é a misericórdia de Deus. A misericórdia de Deus nos transformará em filhos de Deus.

João já disse isso (1 João 3,1):” Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus. O amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amados a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é, em nós aperfeiçoado”. (1 João 4, 10-12).


Deus é amor e toda doutrina da predestinação depende disso. Deus nos predestinou baseado na sua misericórdia e justiça. Ele mesmo disse a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. (Rom. 9,14-16).
A misericórdia de Deus é o grande mistério atrás da nossa misericórdia. A misericórdia de Deus se revelou desde a fundação do mundo. Logo depois da queda em Gênesis 3,15, quando Deus prometeu o Salvador. A misericórdia de Deus se revelou em vários momentos da história de Israel, mas especialmente na vida do nosso Senhor Jesus Cristo, que é o filho de Deus. A Misericórdia de Deus brilhou na cruz; E este brilho, está em nós. O brilho de Cristo é o brilho da misericórdia de Deus no nosso coração.
Nós somos chamados filhos de Deus e devemos mostrar isso ao mundo. Devemos manifestar a misericórdia de Deus para com este mundo através do nosso amor e alegria e da nossa generosidade. Quem vive assim, espere com muita ansiedade o dia final em que Cristo voltará. A nossa alegria será grande ao ouvir a voz do Senhor, dizendo: Vinde, benditos do meu Pai, Vinde meus irmãos de Maceió, Entrai no posso do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e tu me destes de comer, irmã; eu tive sede e tu me destes de beber, meu irmão; estava nu, mas vocês distribuíram roupas, queridas irmãs; eu estava enfermo, e tu me visitaste, meu querido jovem; eu estava preso, e tu fostes me ver, meu prezado irmão. Dê graças a Deus, se você vive no meio de uma congregação dessa, irmãos! Amem!
Cântico: H. 80 Vejo a luz do Senhor que brilha.

H. 87 A Deus bendizemos, por seu grande amor.




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