Pré-texto em construção



Baixar 8.33 Kb.
Encontro29.07.2016
Tamanho8.33 Kb.
Centro de Estudo Brasileiro em Saúde

Pré-texto em construção
O presente texto objetiva esboçar a tese do Núcleo Ceará para o I Seminário de Políticas de Saúde do Centro de Estudo Brasileiro em Saúde CEBES. A crise do sistema capitalista exige, neste momento histórico, articulações políticas, programáticas, e ideológicas mais consistentes para enfrentar a barbárie social que o capital vai tentar impor para superar mais uma crise de produção. Atualmente percebe-se um esgotamento da proposta, do projeto, dos princípios e dos sujeitos que construíram o Projeto de Reforma Sanitária Brasileira (PRSB). O marxismo continua hoje sendo um instrumento fundamental para o entendimento das transformações que passa o mundo e a sociedade. Enquanto existir capitalismo o socialismo estará na agenda política. Porém é preciso contextualizá-lo a realidade contemporânea. É importante construir um sociedade baseada não mais na produtividade pelo trabalho com objetivo do lucro individual mas a construção e o desenvolvimento de um sociedade onde os meios de produção sejam compartilhados e fortaleça a criatividade humana em um sociedade amorosa, fraterna, compartilhada e livre. O PRSB teve seu pilar em duas bases: a experiências dos movimentos de medicina comunitária e a base histórica do materialismo histórico dialético. Esses pilares enfrentam atualmente alguns desafios de operacionalização e de movimento de transformação da teoria, prática e militância.

É necessário criar outros lugares, novos espaços, outros sujeitos, novas ações que gere movimento e transforme a construção de um Projeto de Saúde para o Brasil. Que parta de um Projeto Popular de Saúde. Os atuais espaços de militância, prática e produção de conhecimento em torno do PRSB tem se tornado árido e distante do cotidiano da vida dos sujeitos, dos usuários do SUS, dos profissionais de saúde e da comunidade. Muitos desafios se apresentam entre eles o processo de institucionalização e engessamento político. Precisamos refletir como podemos superar essas situações-limites e construir novos caminhos. Como outras experiências de desenho organizacional, atuação e prática poderiam oxigenar o PRSB? Como agregar a dimensão da escuta das diversas linguagens culturais no cotidiano da luta em defesa da saúde? Como trabalhar a partir do protagonismo dos diversos atores sociais ? Como facilitar os processos e planos de atuação a partir das potencialidades?

Atualmente se percebe um forte esvaziamento dos movimentos sociais. Não temos conseguido trazer elementos de uma luta que parta das experiências subjetivas e intersubjetivas de uma práxis libertadora como também da organização política dos Movimentos Sociais que atuam no campo das Lutas Gerais.

Como o saber popular e os sujeitos populares podem ser atores políticos de construção de um novo Projeto de Reforma Sanitária que parta das lutas do povo da América Latina, das experiências comunitárias de práticas populares de cuidado a saúde, do processo de organização política comunitária e avance para um novo modelo de atenção a saúde mais integral. Como superar o fosso da participação popular institucionalizada do Controle Social que avance na perspectiva da Emancipação Humana ? Como repensar os espaços de Participação Popular no Sistema Único de Saúde?

Alguns movimentos e experiências têm construído propostas de atuação que tem conseguido superar parte dessa dicotomia entre a subjetividade e intersubjetidade cultural e a política. A experiência dos Movimentos que atuam em Defesa da Educação Popular em Saúde tem levantado alguns caminhos de superação desses processos.

O Projeto de Reforma Sanitária guarda em si a concepção e os princípios para a construção de um Projeto de Saúde. É necessário construir uma Política de Saúde que parta da história de vida dos sujeitos, superando a relação oferta de serviços de saúde- consumo dos usuários do cardápio de serviços e avance na apropriação histórica, política, cultural dos sujeitos em relação ao sistema e do cotidiano do sistema em relação a realidade social dos usuários e da comunidade. Pensar as questões gerais macro políticos é extremamente importante, mas precisamos construir leituras micropolíticas da realidade e do saber-fazer em saúde.



Como as experiências de Gestão Comunitária, Saúde Comunitária, Práticas de Cuidado Populares em Saúde, Participação Popular Comunitária, Redes Sociais de Apoio podem se constituir um problematizações sobre Financiamento em Saúde e Política Macroeconômica, Modelos de Atenção a Saúde, Estratégias de Participação Popular e Cuidado e Abordagens Clinicas ?


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal