Prece do educador



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COLÉGIO ESTADUAL GELVIRA CORRÊA PACHECO


PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

CURITIBA
2010


PRECE DO EDUCADOR

Senhor,


Que eu possa me debruçar sobre cada criança e sobre cada jovem, com a reverência que deve animar minha alma diante de toda a criatura tua!

Que eu respeite em cada ser humano de que eu me aproximar, o sagrado direito de ele próprio construir seu ser e escolher seu pensar!

Que eu não deseje me apoderar do espírito de ninguém, imprimindo-lhe meus caprichos e meus desejos pessoais, nem exigindo qualquer recompensa por aquilo que devo lhe dar de alma para alma!

Que eu saiba acender o impulso do progresso, encontrando o fio condutor de desenvolvimento de cada um, dando-lhes o que eles já possuem e não sabem, fazendo-os surpreenderem-se consigo mesmos!

Que eu me impregne de infinita paciência, de inquebrantável perseverança e de suprema força interior para me manter sempre sob o meu próprio domínio, sem deixar flutuar meu espírito ao sabor das circunstâncias! Mas que minha segurança não seja dogmatismo e inflexibilidade e que minha serenidade não seja mormaço espiritual!

Que eu passe por todos, sem nenhuma arrogância e sem pretensão à verdade absoluta, mas que deixe em cada um, uma marca inesquecível, por ter transmitido alguma centelha de verdade e de todo o meu amor!

Ao vir à terra todo o homem tem o direito a que se o eduque, e depois, em troca o dever de contribuir com a educação dos demais.

APresentação

O Projeto Político Pedagógico está sendo construído em vários momentos: reuniões com o colegiado, com pais e representantes de instituição e da comunidade (encontros no coletivo e grupos menores, através de seminários, discussões, troca de experiências para um diagnostico da realidade escolar).

Esta construção do P.P.P. consiste num processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da escola, na busca de alternativas viáveis à efetivação de sua intencionalidade, própria a vivência democrática necessária para a participação de todos os membros da comunidade escolar e o exercício da cidadania.

Buscar uma nova organização para a escola, constitui uma ousadia para educadores, pais, alunos e funcionários.

Para enfrentarmos essa ousadia teremos que recorrer a um referencial para a compreensão de nossa prática pedagógica. Nesse sentido, temos que nos alicerçar nos pressupostos de uma teoria pedagógica crítica viável. Que parta da prática social e esteja compromissado em atender as necessidades educacionais vigentes neste estabelecimento de ensino em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases Nacionais.

É preciso entender o Projeto Político Pedagógico da escola como uma reflexão do seu cotidiano.

A Escola, para se desvencilhar da divisão do trabalho, de sua fragmentação e do controle hierárquico, precisa criar condições para gerar uma outra forma de organização do trabalho pedagógico.

A construção do Projeto Político Pedagógico requer continuidade das ações, descentralização, democratização do processo de tomada de decisões e instalação de um processo coletivo de avaliação de cunho emancipatório.

Portanto, há que se pensar que o movimento de luta e resistência dos educadores é indispensável para ampliar as possibilidades e realizar as mudanças que se fazem necessárias na instituição escolar.

2 introdução

Identificação da Escola

2.1 NOME DO ESTABELECIMENTO

Colégio Estadual Gelvira Corrêa Pacheco - Ensino Fundamental de 2a. à 8ª série, Ensino Especial , Sala de Recursos e Educação de Jovens e Adultos (Ensino Fundamental e Médio).

Endereço: Rua: Carmelina Cavassin, 385

Bairro Barreirinha - Curitiba

CEP 82220-170

Telefones: (41) 3354-2133 (fone/fax)

(41) 3255-5100

e-mail: egelvira@pop.com.br
NRE: CURITIBA

Código: 09

Código: 0690000688

Entidade Mantenedora: SEED – ( Secretaria do Estado do Paraná)


Em relação aos recursos físicos do prédio, é uma escola de construção sólida necessitando de reparos na sua conservação e na construção de alguns ambientes: salas de aulas, cobertura para cancha, auditório, refeitório, laboratório, modernização da biblioteca, entre outros. Possui dezesseis salas de aula, uma biblioteca, uma sala para professores e funcionários, uma secretaria, uma sala para coordenação pedagógica, uma sala para direção geral, almoxarifado, cantina, banheiros masculinos e banheiros femininos, dois banheiros para funcionários; um pátio coberto, uma cancha de esportes, dois pátios sem coberturas. O pátio coberto é utilizado para reuniões com a comunidade, apresentações artísticas e recreação. A cancha de esportes supre, em parte, o atendimento das aulas de Educação Física, tendo em vista as necessidades de reparos urgentes, como cobertura, arquibancada, pintura, para que possamos acolher adequadamente alunos e comunidade escolar.
2.2 histórico da instituição

A Escola Estadual Gelvira Corrêa Pacheco - Ensino Fundamental, situada à Rua: Carmelina Cavassin, no. 385, no bairro da Barreirinha, na regiâo urbana de Curitiba, tendo como base os princípios democráticos das Constituições Federal e Estadual e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, tem por finalidade, atender crianças e jovens, oferecendo-lhes escolaridade de 1ª a 8ª série do Ensino Fundamental e Ensino Especial.

A Escola foi criada pelo Decreto no. 7383, de 25 de outubro de 1967, publicado no Diário Oficial do Estado do Paraná de 17/10/1967 e inaugurada em 05 de março de 1968 com o nome “Grupo Escolar Gelvira Corrêa Pacheco”.

Em 1973, foi implantado o ensino fundamental de 5ª a 8ª séries no período diurno, passando a ser denominada ‘Centro Educacional de 1º e 2º graus pelo Decreto 6000/74 homologado pelo parecer do plano de Aprovação 3.555/74.

De 1977 a 1978 houve a implantação de Ensino de I Grau abrangendo 1ª à 8ª séries, passando a denominar-se “Escola Estadual Gelvira Corrêa Pacheco” – Ensino de I Grau. Sua autorização de funcionamento deu-se através do Decreto 920/79, sendo reconhecido pelo ato 2.650/81.

A partir de 1985, dando continuidade à oferta de ensino regular de Pré a 8ª série, passou a denominar-se “Escola Estadual Gelvira Corrêa Pacheco” - Ensino de I Grau.

Em 1998 pela mudança na nomenclatura pela Resolução no. 3.120/98 passou a denominar-se “Escola Estadual Gelvira Corrêa Pacheco” - Ensino Fundamental.

Atualmente, a escola oferta ensino de 1ª a 8ª série do Ensino Fundamental, sala de recursos de 1ª a 4ª série, contra-turnos, sala de apoio às 5ª séries ,Educação para Jovens e Adultos e sala de recursos, também para alunos de 5ª a 8ª série.

O nível de escolaridade da comunidade, em sua maioria, é de formação no Ensino Fundamental.

Em relação ao índice de aproveitamento escolar dos alunos, a recente estatística revela o seguinte:

QUADRO: DEMONSTRATIVO DA MOVIMENTAÇÃO DA CLIENTELA ESCOLAR – ESCOLA ESTADUAL GELVIRA CORRÊA PACHECO

Ano base 2009



Alunos/ Séries

Matriculados

Aprovados

Repetentes

Desistentes

Transferidos

Tarde

1a.


30

29

1

0

0


2a.

65

56

4

0

5

3a.

103

95

5

0

3

4a.

103

98

4

0

1

5a.

132

107

17

1

7

Manhã
















6a.

130

109

13

1

7

7a.

129

103

13

3

10

8a.

124

116

1

3

4

    1. caracterização geral do atendimento

QUADRO : CARACTERIZAÇÃO GERAL DO ATENDIMENTO DA ESCOLA ESTADUAL GELVIRA CORRÊA PACHECO



Curso Fundamental

Turma

Turno Manhã

Turno tarde

CBA

10

0

10

5a. A 8a.

16

12

4

Classe Especial

1

1

0

EJA

20 disciplinas

    1. Horário de Atendimento

Turma Entrada Saída

Manhã 6a. à 8a. série 7 h 30 min 11 h 55 min

sala de apoio 7 h 30 min 11 h 55 min

classe especial 7 h 30 min 11h 30 min

Tarde CBA (2a. à 4a.) 13 h 15 min 17 h 30 min

5a Série 13 h 15 min 17 h 40 min

Noite EJA 19:00 h min 10:40 min


    1. Quadro geral

CADASTRO, ESCOLA ESTADUAL GELVIRA CORRÊA PACHECO

Adriana Tulio Estefanovski - Professora

Adriano Santos de França – Professor

Aglaci Tomporoski - Professora

Agostinha Clareth Ferreira – Professora

Ana Elisa de Oliveira - Professora

Anamaria Krasinski – Pedagoga

Aron Bollmann – Professor

Aryane Braun - Administrativo

Carlos Alberto Merlin Junior – Professor

Carmela Bardini - Professora

Carmem Maria Rosário de Freitas – Pedagoga

Carmen Lúcia Poplade Choinski – Vice diretora

Cassia Elaine Maciel Garcia – Professora

Cezar Augusto Granato Junior – Professor

Christiane Beatriz Lippmann – Professora

Claci Mara Martini - Professora

Claudia Negime Elias – Professora

Claudio Ademir de Oliveira Tavares – Agente Educacional II

Cleide Eloina Bonvim – Professora

Daniel Vinicius Fereira – Professor

Dayane Teixeira – Professora

Debora Pimentel - Professora

Debórah Justus – Professora

Diego Augusto Nascimento – Professor

Edo Aparecido Rabel – Professor

Elaine Claus Miketen Maltaca – Professora

Elenise Maria de Souza Valente - Professora

Eliana Portello Passos - Professora

Eliane Cinira Terra Seifert – Professora

Elisabete de Brito – Professora

Elisiane de Oliveira - Professora

Felipe Quadra – Professor

Geronimo Fabricio - Professor

Gisele Pereira Vaz– Agente Educacional I

Glaucia Damião Monteiro Barbosa– Professora

Guadalupe Baer – Professora

Halina Regina Melenis Ministro - Professora

Heloísa Ribeiro Vieria Ozol – Agente Educacional I

Iara Regina Lopes da Silva – Professora

Illeyne Mara Monteiro Ribas de Paula - Profesora

Joseane Dittmann Antunes – Professora

Josiane Jose de Paula – Professora

Juliana Cristina da Silva – Professora

Juliana Pires de Oliveira - Professora

Juliane Budal da Silva Gralaki Gritten– Professora

Julio Cesar da Silva Schwingel – Professor

Julio Fernando Eugenio do Nascimento - Professor

Laura Patricia Lopes – Professora

Leni Belarmina de Lima – Agente Educacional II

Lenita Schliclichiting Drula - Agente Educacional I

Leonice Cunico – Agente Educacional I

Lilian Kravicz – Agente Educacional II

Lucimeire Franco Narciso Costa – Professora

Luís Antonio Vital – Professor

Marcio José Cabrera - Pedagogo

Maria Alice Megger – Professora

Maria Aneide Maués Bezerra – Professora

Maria Carmelina da Rocha – Agente Educacional I

Maria da Conceição de Oliveira Gonçalves – Agente Educacional I

Maria Dilvete da Rosa – Agente Educacional I

Maria Dirce Viana do Rosário - Professora

Marilena Terezinha Nogueira Scora – Serviços Gerais

Marilia de Lourdes Alves Silva de Abreu – Professora

Marilia do Rocio Casemiro da Silva – Professora

Marisa Neide Choinski – Professora

Monique de Oliveira Schneider de Macedo - Professor

Neide Aparecida da Silva – Agente Educacional II

Nelci Xavier Moura Jorge - Professora

Neliza Aparecida Tavares – Direção

Nilson dos Santos Morais - Professor

Priscila Buchele Duarte Ramos – Agente Educacional I

Rodrigo Falvo Ribeiro – Professor

Rosangela Leodorio Ricardo – Professora

Roseli Garbelini Trindade – Professora

Roseli Rodrigues da Silva - Professora

Rosemari da Conceição Garcia Bonfim – Agente Educacional I

Sandra de Freitas Pacheco - Professora

Sandra do Rocio Teixeira Semicek – Agente Educacional II

Sandra Josie Montanarin Lombardi – Agente Educacional II

Sandra van Ray – Agente Educacional II

Sara Martins - Professora

Selina Maria Borges Ferreira – Professora

Sérgio Elias Santos de Abreu – Professor e Vice-Diretor

Sidney Arruda Paulili – Professor

Sonia Marlene Vello - Professora

Valmir Coqueiro Fontana – Professora

Vera Lucia Garcia Baena - Professora

Viviane Cristina Medeiros – Pedagoga

Viviane de Arcega Maciano - Pedagoga

Zuleide Maria Valle Ciffro – Professora

Zulmira Tomio – Agente Educacional II



    1. Relação do espaço físico e número de ambientes

Salas de aula 15 ( 1 sala de classe especial, 1 sala de recursos e 1 laboratório de informática)

Sala dos professores = 1

Biblioteca = 1

Pátio coberto = 1

Pátio sem cobertura = 2

Secretaria = 1

Sala de Direção Geral = 1

Sala de Orientação Educacional = 1

Cantina escolar = 1

Cantina comercial = 1

Almoxarifado = 1

Banheiros femininos – alunas = 4

Banheiros masculinos – alunos = 3

Banheiros de professores = feminino 1

masculino 1

Cancha de esportes = 1



OBJETIVOS GERAIS

A Escola Estadual Gelvira Corrêa Pacheco, tem como principio norteador assegurar a todos os educandos a aquisição do saber sistematizado bem como sua formaçao enquanto cidadão.

A Escola, enquanto instituição democrática, deve propiciar a participação da comunidade escolar nas decisões que favoreçam perspectivas de uma melhor qualidade de ensino em todos os níveis e modalidades existentes na escola.

Partindo do principio de que o conhecimento é uma produção dinamica da humanidade, portanto, algo em constante transformação, cabe aos profissionais da educação a busca de uma formação continuada visando aprimorar e garantir a qualidade do ensino ofertado nesta Instituição.




  1. MARCO SITUACIONAL

Diante de um mundo que se apresenta com uma realidade complexa, com problemas decorrentes de inversão de valores e capitalista, a escola brasileira reforça o sistema vigente contribuindo para as desigualdades sociais, educacionais, políticas, econômicas e culturais.

    1. QUADRO SÍNTESE DA NOSSA REALIDADE ESCOLAR

O que temos?

Sociedade

      • Desigual

      • Individualista

      • Injusta

      • Violenta

      • Preconceituosa

Escola

      • Deficitária em recursos materiais, físicos e humanos

      • Individualista em alguns aspectos

      • Desmotivada frente às dificuldades de uma infra-estrutura inadequada

      • Assistencialista

Alunos

      • com problemas de subsistência

      • com necessidades especiais (cadeirantes e deficientes físicos)

      • uma parcela (de alunos) sem perspectivas devido às condições sócio- econômicas culturais

      • desmotivados, em razão de contingências familiares e socias

      • sem limites

      • alunos de inclusão

Professores

  • Desvalorizados

  • Desmotivados devido à situação funcional e emocional

  • Sem disponibilidade de tempo para melhorar sua formação

  • Sem capacitação para trabalhar com a inclusão

  • Comprometidos com a Educação – Um grupo coeso e consciente

Ver nos anexos, síntese do trabalho realizado com alunos e a comunidade escolar.

    1. Quanto A aprendizagem

A aprendizagem é deficitária em decorrência:

  • Do sistema educacional vigente (radical e arbitrário);

  • da grave ruptura entre o bloco de 1a à 4 séries para 5a séries: alunos com sérias deficiências quanto a ler e escrever e de noções básicas de matemática;

  • da indisciplina e falta de competência emocional;

  • da relação professor/aluno (vínculo afetivo);

  • de questões de habilidade, aptidão e inter-relacionamento;

  • de problemas de estrutura organizacional como: estrutura física (ausência de sala de vídeo, laboratórios, refeitório, quadra coberta, etc), número reduzido de funcionários, profissionais nas áreas social e psicológica, horas atividades em disciplina afins;

  • do número excessivo de alunos em sala;

  • das dificuldades no encaminhamento de alunos que apresentam necessidades especiais e de aprendizagem;

  • da negligência familiar;

  • da inversão de valores;

  • do desrespeito aos profissionais e entre os próprios alunos;

  • do não cumprimento das normas estabelecidas no regimento escolar.

    1. FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA

Constata-se a necessidade de formação inicial e contínua para:

  • Funcionários (direção, direção auxiliar, equipe pedagógica, administrativo e professores)

    1. ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E DO ESPAÇO

  • Organização do Ensino fundamental por série e do EJA multisseriado.

  • Organização curricular utilizada no Ensino Fundamental por área de conhecimento e no EJA por disciplina.

  • Parte diversificada da matriz curricular composta pelas disciplinas de Ensino Religioso, Filosofia e Sociologia. Filosofia e Sociologia ofertados em disciplinas especificas no EJA.

  • Conforme a lei nº 10.639, de 09 de Janeiro de 2003, passa a fazer parte da Proposta Pedagógica Curricular da escola a educação das relações étnico-raciais e história e cultura afro-brasileira e africana.

  • Projetos integrados no Projeto Político Pedagógico: Projeto Com Ciência, Projeto de Leitura, Fera, Trabalhando Valores, Qualidade de Vida e II Mostra Cultural.

  • Projeto Viva- Escola - ( Danças Circulares, Teatro e Handebol)

  • Celem ( Língua Estrangengeira Moderna – Espanhol)

  • Aulas de Violão - Mantida pela APMF

  • Formas de registros Avaliativos: Ensino Fundamental nota e CBA pareceres descritivos bimestralmente.

  • Alunos com dificuldades são encaminhados para sala de apoio, contra-turno e sala de recursos.

  • Recuperação paralela de estudos

  • Língua Estrangeira Moderna: Língua Inglesa

  • Os estudos sobre o Estado do Paraná estão inseridos nas disiciplinas de Geografia e História.

  • Excesso de alunos por turma;

  • Falta de espaço físico para aulas de contra-turno, refeitório, aulas de artes, quadra poliesportiva coberta com arquibancadas para atender a comunidade; biblioteca melhor estruturada, equipada e com um profissional qualificado, sala de vídeo e laboratório de Ciências e de Informática.

  • Estruturar e melhorar o espaço onde funciona a Secretaria;

  • Falta de recursos tecnológicos que auxiliem na organização da escola, tais como: máquina de xerox, computadores com internet, impressoras, sistema de som nas salas e pátio, retro-projetores, data show, laboratório de Ciências equipado com microscópios e equipamentos para experiências, calculadoras, balanças para avaliações biométricas, microfones para os professores.

    1. EQUIPAMENTOS FÍSICOS E PEDAGÓGICOS

  • Devido a falta de pessoal de apoio (assistente social, professores auxiliares, inspetor de alunos) as pedagogas ficam com acúmulo de funções;

  • Falta de materiais pedagógicos;

    1. relação de trabalhos na escola

A Escola ainda encontra-se num momento transitório quanto à organização de todo o funcionamento da instituição.

    1. participação dos pais

  • Falta de valorização em relação ao trabalho desenvolvido na escola (inversão de valores);

  • Não comparecimento na escola, quando são convocados;

  • Não há retorno dos encaminhamentos realizados pela escola aos profissionais de outras áreas (psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia, neuropediatria etc).

  • Ausência dos pais no processo de ensino-aprendizagem.

    1. contradições e conflitos presentes na prática docente

  • Ainda não existem oportunidades ou momentos para o exercício de uma prática reflexiva no coletivo;

  • Algumas dificuldades de comunicabilidade e relacionamento professor/aluno;

  • Obrigatoriedade de se cumprir questões burocráticas impostas pelo sistema como prazos, datas, notas.

    1. CRITÉRIOS ORGANIZACIONAIS E DISTRIBUIÇÃO DE TURMAS

As turmas são organizadas pelos professores com auxílio da equipe pedagógica e secretaria
4.10 AVALIAÇÃO

- A avaliação acontece de formas diferenciadas oportunizando as diversas formas de expressão do conhecimento adquirido pelo aluno.

- Avaliação diagnóstica, formativa e somativa.

- Recuperação paralela acontece imediatamente após a verificação do não entendimento pelo aluno.

- Definição de objetivos e critérios de avaliação.

- Trabalhar os conteúdos contextualizados.

4.11 ORGANIZAÇãO DA HORA-ATIVIDADE


  • Falta de encontro dos professores das mesmas áreas;

  • Pouco acompanhamento das equipes pedagógicas;

  • Hora/atividade realizada por professor individualmente na maioria das vezes

5 . marco conceitual

  1. concepção de sociedade, CULTURA, homem, educação, escola, conhecimento, ensino-aprendizagem, avaliação E CURRÍCULO.

5.1.1. CONCEPÇÃO DE SOCIEDADE

Desde os tempos mais primórdios, o homem transforma a natureza de maneira a adaptá-la conforme suas necessidades. Esta ação se dá através do trabalho, uma ação intencional que modifica o meio a sua volta.

Dentro de uma perspectiva dinâmica de mundo, onde tudo pode ser modificado pela humanidade, a forma de organização da sociedade não possui um caráter imutável e permanente, pois está sujeita a ação humana.

Primeiramente, é preciso conhecer toda a estrutura do modelo vigente com todos os seus determinantes. Segundo Paulo Freire, o homem é o elemento transformador utilizando a educação e a ética na construção do seu ambiente e, cabe a ele, a responsabilidade sobre os seus atos.

Desta forma, vislumbra-se uma sociedade mais igualitária, justa e solidária, onde a todos sejam dados as mesmas oportunidades, e garantidos efetivamente todos os direitos. Uma sociedade onde saber construído coletivamente pela humanidade seja adquirido por todos, e não apenas privilégio de uma minoria.

5.1.2. CONCEPÇÃO DE CULTURA

De acordo com Sõnia Kramer , a cultura deve ser como o ar, presente em todos os lugares e imprescindível a vida de cada um. A autora levanta dois aspectos em relação ao tema da cultura: um relativo às tradições culturais acumuladas por determinados povos e outro referente ao acervo cultural em determinado momento histórico.

“ No primeiro caso, temos uma imensa pluralidade de experiências possíveis, de valores e de saberes: na dança e na música ( funk, pagode, choro, samba, passando pelo canto coral, pela musica religiosa); na produção de objetos (da confecção em tecido à produção em couro, passando pelo trabalho com o barro, a palha, os fios); na comemorações civis ou religiosas;nos modos de cuidar das crianças, da terra, doa alimentos, das vestimentas, etc. Além disso, nas trajetórias contadas, experiências sofridas, perdas, conquistas das famílias, dos grupos, das etnias.” ... e em relação ao segundo aspecto “ Trata-se do acervo cultural acumulado ... e se encontra disponível na literatura (nos seus mais diversos gêneros) no cinema, na música, na fotografia, no teatro, na pintura, na escultura, na poesia, nos museus, na arquitetura, etc.” (KRAMER, 1998, P.14)

Sendo assim, uma concepção de cultura que priorize a tradição cultural de cada povo, bem como o acesso ao acervo cultural disponível em determinada época.

5.1.3 CONCEPÇAO DE HOMEM

Partindo desta concepção de sociedade, o homem deve ser atuante no mundo em que vive, tendo a consciência que a sua ação planejada interfere e modifica o meio o qual está inserido. É preciso formar sujeitos críticos e cidadãos que participem das decisões, vivendo a democracia com toda a sua plenitude.

5.1.4 CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO

Para que uma teoria histórico-crítica da educação possa se constituir em pedagogia histórico-crítica, ela precisa assumir um posicionamento sobre o que é educação e o que significa educar seres humanos. Segundo Saviani, (1991, p.103):

"A Pedagogia Crítica implica a clareza dos determinantes sociais da educação, a compreensão do grau em que as contradições da sociedade marcam a educação e, conseqüentemente como é preciso se posicionar diante dessas contradições e desenreda a educação das visões ambíguas, para perceber claramente qual é a direção que cabe imprimir a questão educacional".

Partindo da concepção de que o homem necessita produzir continuamente sua existência e é pelo trabalho que ele age sobre a natureza adaptando-a as suas necessidades, Saviani define a educação como um processo de trabalho não material (diferente do trabalho material que visa a produção de bens materiais para subsistência), no qual o produto não se separa do ato de produção. O trabalho educativo é "o ato de produzir direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto de homens" (Saviani, 1991, p 21).

A produção intencional da humanidade implica a produção de idéias, conceitos valores, hábitos, atitudes, conhecimentos, ou seja, a produção do saber ou a forma pela qual o homem apreende o mundo e é humanizado. Conforme Saviani (1991, p. 21) "O que não é garantido pela natureza deve ser produzido historicamente pelos homens".Assim o saber objetivo é considerado matéria prima para a atividade educativa e deve ter primazia sobre o mundo da natureza, ou seja, sobre o saber natural, espontâneo.

5.1.5 CONCEPÇAO DE ESCOLA

A escola deve ser uma instituição responsável pela socialização do saber elaborado e da cultura erudita. O conhecimento não deve ser algo fragmentado, mas identificando as condições de sua produção, as suas manifestações e também as tendências atuais de transformação. A escola tem a função de transformar este saber em saber escolar de maneira a torná-lo assimilável aos educandos. Saviani (1991, p. 103) define a escola como "uma instituição cujo papel consiste na socialização do saber elaborado, e não do saber espontâneo, do saber sistematizado e não do saber fragmentado, da cultura erudita e não da cultura popular".

A função educativa da escola deve ultrapassar a visão reprodutora do processo de socialização para promover o desenvolvimento de cada educando.

“ A função educativa de escola, portanto, imersa na tensão dialética entre reprodução e mudança, oferece uma contribuição complicada mas especifica: utilizar o conhecimento, também social e historicamente construído e condicionado, como ferramenta de analise para compreender, para além das aparências superficiais do status quo real – assumido como natural pela ideologia dominante -, o verdadeiro sentido das influencias de socialização e os mecanismo explícitos ou disfarçados que se utilizam para sua interiorização pelas novas gerações.

Desta forma, a função da escola deve substituir a lógica da homogeneidade dando atenção e o devido respeito a diversidade e também organizar as inúmeras informações que hoje chegam até as crianças e jovens, pelos diferentes meios de comunicação, transformar estas informações fragmentadas em conhecimentos.

5.1.6 CONCEPÇAO DE CONHECIMENTO

O compromisso com a democracia, ofertando a formação e o acesso cultural acumulado que se encontra disponível na literatura, em seus mais diversos gêneros, no cinema, na fotografia, no teatro, na pintura, na escultura, na poesia, nos museus, na arquitetura, bem como nos recursos tecnológicos, deve compor a pratica pedagógica e social.

Considerando esta visão progressista de sociedade, de homem, de educação, de conhecimento e de ensino aprendizagem, a escola trabalhará com uma proposta transformadora.

De acordo com as Diretrizes Curriculares (PARANÁ, SEED, 2005): é a preocupação da escola com o atendimento à diversidade social, econômica e cultural existente que lhe garante ser reconhecida como instituição voltada, indistintamente, para a inclusão de todos os indivíduos [...] o grande desafio dos educadores é estabelecer uma proposta de ensino que reconheça e valoriza praticas culturais de tais sujeitos sem perder de vista o conhecimento historicamente produzido, que constitui patrimônio de todos.”
5.1.7 CONCEPÇAO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Na concepção de ensino-aprendizagem o professor deve ser o mediador do processo de construção do conhecimento pelo educando. O docente deve considerar a experiência de vida do aluno, apresentar o conhecimento erudito fazendo as devidas interligações de maneira a transformá-lo no saber escolar.

De acordo com Savianni:

“Se a educação é a mediação, isso significa que ela não se justifica por ela mesma, mas tem sua razão de ser nos efeitos que se prolongam para além dela e que persistem mesmo após a cessação da ação pedagógica... a ação pedagógica tem na prática social o seu ponto de partida e o seu ponto de chegada, resulta inevitavelmente concluir que o critério para se aferir o grau de democratização atingido no interior das escolas deve ser buscado na prática social.” (1982, p. 63)

Sendo assim, o processo educativo deve ser a passagem da desigualdade à igualdade

 

5.1.8 CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO



A avaliação ocorre como um processo natural na vida de todos os indivíduos, seja em suas particularidades ou no coletivo. De um modo geral, a avaliação acontece na vida de qualquer cidadão na busca de aprimoramento do conhecimento.

Em educação deve-se avaliar para ensinar melhor, e não punir ou classificar, portanto, deve existir uma finalidade diagnóstica. Fazer um levantamento de todos os problemas que podem estar prejudicando a aprendizagem, de maneira a realizar ações visando corrigir ou eliminar estas dificuldades.

“ O que se espera de uma avaliação numa perspectiva transformadora é que seus resultados constituem parte de um diagnóstico e que, a partir dessa analise da realidade, sejam tomadas decisões sobre o que fazer para superar os problemas constatados; perceber a necessidade do aluno e intervir na realidade para ajudar a supera-la”(CELSO VASCONCELLOS).

A avaliação deve ser processual, acontecer a todo o momento, e não apenas restrita a momentos determinados, o uso de múltiplas formas de avaliar e também o incentivo a auto-avaliação pelo educando.

A avaliação deve proporcionar momentos de reflexão, momentos de síntese do conhecimento. Deve ser utilizada como referencial para retomada de ações do professor, sendo diagnostica, formativa, somativa, respeitando e aproveitando os conhecimentos prévios decorrentes da experiência e vivencia do aluno.

Na avaliação de qualidade, o professor e a equipe escolar discutem o planejamento; selecionam propósitos comuns; criam espaço favorável para que a aprendizagem aconteça; caminham com o aluno no processo de descoberta. O professor é o co-participante e sujeito desse processo de descoberta.

Desta maneira, uma concepção de avaliação em que o conhecimento se faz necessário para a melhoria da qualidade de vida e de como a produção do saber pode ser acompanhada, em todas as suas etapas, agindo individual e coletivamente, para que a transformação se realize.
5.1.9 CONCEPÇÃO DE CURRÍCULO
Acreditando no papel da educação em interferir na sociedade, podendo contribuir para a reprodução das desigualdades ou para a transformação do sistema vigente, esta escola assume uma concepção crítica de currículo, que busca uma sociedade mais democrática e a emancipação humana. Esta teoria de currículo exige uma organização participativa, democrática e comunitária, relacionando e integrando planejamento, ação e avaliação.

Partindo do ponto que o conhecimento é algo que se constrói e se revisa, portanto, algo constantemente sujeito a mudanças, o currículo também deve ser encarado de uma maneira dinâmica. Dentro de uma visão crítica, precisa ser redimensionado de acordo com a necessidade de mudanças para possíveis intervenções.

Todo trabalho possui um caráter intencional, portanto é fundamental que haja planejamento na organização do trabalho pedagógico para que as ações propiciem alcançar os objetivos propostos.

A SEED orienta a organicidade do currículo, respeitando os espaços de autonomia da Escola. Cabe à Escola, definir em seu coletivo as suas prioridades e práticas educativas, respeitando os preceitos legais comuns para todo o país. Em virtude das demandas sociais, a Escola tem sido chamada para promover a articulação entre o conhecimento elaborado e os temas da vida cidadã, reforçando o compromisso de formação para o exercício da cidadania.

Precisamos pensar a escola não como disciplinas isoladas, mas sim, um trabalho em conjunto das mesmas, surgindo assim à interdisciplinaridade.

Há a necessidade de repensar os conteúdos básicos das disciplinas e, neste sentido, promover reflexões e discussões entre os educadores no que se refere aos aspectos teóricos-metodológicos de cada área do conhecimento. Estudos, cursos, atualizações e assessoramentos subsidiam e possibilitam o aprofundamento das questões relativas à concepção, aos conteúdos, encaminhamento metodológico e avaliação de cada disciplina.


6. MARCO OPERACIONAL

O plano de ação na perspectiva administrativo-pedagógica, segundo a Direção e o Colegiado da Escola, tem como intuito dar a continuidade a trabalhos já iniciados e eleitos pela comunidade escolar, entendidos como prioritários. Temos consciência de que só com muito esforço e apoio da comunidade é que conseguiremos atingir juntos estes objetivos.

Para que os objetivos sejam atingidos, e a realidade seja transformada, é preciso um redimensionamento da gestão democrática e a reorganização do trabalho pedagógico nas perspectivas administrativa, pedagógica, financeira e político-educacional.

6.1. REDIMENSIONAMENTO DA GESTAO DEMOCRATICA



  • Equipe de Administrativo e Pedagógico, Conselho Escolar, A. P. M. F. (Associação de Pais, Mestres e Funcionários da Escola Gelvira Corrêa Pacheco), Grêmio Estudantil, professores e alunos representantes de turma, pais – promover a integração comunidade – escola, visando tornar toda a comunidade escolar participante nas decisões, portanto, uma comunidade escolar comprometida com a educação. Formas de participação efetiva: reuniões mensais e ações operacionais com a finalidade de garantir as propostas em caráter de urgência:

  • Proporcionar atividades educativas e recreativas com o objetivo de promover a integração escola x comunidade. (II Mostra Cultural, Projeto Com Ciência, Projeto Folclórico, Projeto Fera, Feira do Artesanato, Festival de Talentos, Projeto de Leitura, Palestras sobre Qualidade de Vida ( Saúde e Sexualidade, Drogas, Auto-ajuda) e Jogos Escolares.

  • Projeto Viva Escola (Handebol, Teatro e Danças Circulares)

  • Projeto da cultura Afro - Brasileira

  • Aulas de violão ( mantidas pela APMF)

  • Alunos Representantes – eleitos através de um processo democrático e capacitados pelos pedagogos da Escola.

  • Conselho de classe – participação coletiva da comunidade escolar.




    1. PERSPECTIVAS DO SETOR ADMINISTRATIVO

  • Implantação do EJA Fase II e Ensino Médio;

  • Implantação de laboratório de informática fornecida pela SEED;

  • Controle de faltas e atrasos dos funcionários da Escola;

  • Construções de refeitório, rampas para alunos cadeirantes, cozinha, biblioteca, almoxarifado, secretária, espaço coberto na quadra de esporte, reforma da quadra, dos banheiros dos alunos e professores. (Tendo em vista o prédio da escola uma construção muito antiga, suas instalações elétricas, hidráulicas, esgoto e espaços físicos já não mais oferecem condições adequadas para atender a demanda escolar e mais procura por vagas que a cada ano ultrapassa as possibilidades de atendimento)

    1. PERSPECTIVAS DO SETOR PEDAGÓGICO

  • Formação continuada (ofertada pela SEED, pelo Sindicato e pela própria Escola)

  • Parceria com a UFPR promoção de cursos e palestras para professores e alunos.

  • Implementação do P.P.P.

  • Parcerias e projetos com instituições afins para garantir encaminhamentos de alunos que apresentem necessidades especiais e para alunos com excelente desempenho a fim de obter bolsas de estudo no futuro. Contamos no momento com o Programa Bom Aluno, que assiste a um aluno e está selecionando mais dois, onde garante estudos pagos até a Pós-graduação.

  • Parceria com Universidades Publica (Federais, Estaduais) e particulares para estágios voluntários na área de Educação Física, Artes, Música, Literatura, etc. Ressalta-se que contamos até o momento com um professor voluntário e com a participação da Escola no Projeto Positivo; na disciplina de Inglês, Informática, Literatura e Artes para alunos de 5ª à 8ª séries.

  • Organizar cronograma de acompanhamento pedagógico com os professores, de forma que a hora-atividade redirecionada para estudos de textos, planejamento de aula, e acompanhamento do processo de ensino-aprendizagem.

  • Organizar e coordenar acompanhamento pedagógico para alunos com dificuldades de aprendizagem e de inclusão. (Sala de Recursos, contra-turno, psicopedagogico)

  • Momento cívico uma vez por semana.

  • Promover novos projetos escolares, contemplando valores humanos (aprendendo a ser e a conviver), e preservação do meio ambiente e outros.

  • Apresentação de uma Feira de Ciências, onde os alunos façam à exposição de seus trabalhos a comunidade.




    1. PERSPECTIVAS DO SETOR FINANCEIRO

  • Abertura dos canais de participação pela administração à comunidade escolar. (participação de outros segmentos da sociedade nos projetos de manutenção e construção de melhorias estruturais para garantir o melhor atendimento à comunidade escolar.)

  • Transparência administrativa.

  • Prestação de contas com a comunidade, através de reuniões e editais.

  • Discussão e participação da A.P.M.F. e o Conselho Escolar a respeito do melhor uso dos repasses das verbas.




    1. PERSPECTIVAS POLÍTICO-EDUCACIONAL

  • Combater a evasão escolar, redimensionando em cada caso os determinantes sócio-culturais, econômicos ou psicológicos, a fim de fazer as intervenções. Acionando o poder público (Conselho Tutelar, Ministério Público, Patrulha Escolar), encaminhamentos a instituições de saúde, programas do governo, dentre outros.

  • De a mesma maneira tratar o problema da indisciplina escolar, localizando as causas e realizando as ações mais eficazes.

  • Promover reuniões, com o intuito de esclarecer e orientar os pais para que efetivamente acompanhe a vida escolar de seus filhos, conforme a legislação vigente e o ECA, assumindo um compromisso numa co-participação de todo o processo de ensino aprendizagem.

  • Grupos de estudos promovidos pela escola para discutir como trabalhar com a inclusão.

7. AVALIAÇAO INSTITUCIONAL DO P.P.P.

  • Avaliação Institucional promovida pela SEED.

  • Avaliação continua e permanente da própria Escola: dinâmica de grupo e individual.

  • Avaliação com a comunidade escolar e com a participação dos alunos no acompanhamento e avaliação do Projeto Político Pedagógico .


8 –PROPOSTA CURRICULAR PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

CBA / CLASSE ESPECIAL / 5ª a 8ª / EJA
PROPOSTA CURRICULAR DO CBA
ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO:

ALFABETIZAÇÃO


Conforme esclarece Vygotsky “ O processo de aquisição da língua escrita tem uma pré-história, que é o momento progressivo de apropriação, pela criança, da idéia de representação que sempre tem como base, a fala.

A criança aprende a utilizar, como meio de representação o gesto, o jogo e o brinquedo, onde assume a forma do faz de conta.Representa pelo desenho o uso da linguagem escrita.

Ao ler, o que está escrito, a criança lembra da palavra oral para por referência a esta.

A compreensão deste fato, requer da criança o entendimento que podemos representar algo através de sinais que podem não ter nenhuma característica ou semelhança com o objeto representado.Esta idéia de representação, deve ser trabalhada com a criança no início do processo. Pode-se utilizar placas de trânsito e outras atividades em que o aluno possa relacionar o símbolo àquilo que ele representa.

O professor deve realizar atividades em que ocorra situações de uso da escrita e que ele pense a alfabetização na perspectiva que a escrita representa de seus valores e usos socias, além da compreensão de como se organiza esse sistema de representação.

É importante que coloquem a criança em contato com material escrito, abundante e diversificado, possibilitando ações sociais de uso da leitura e da escrita. Ex.: Ler para as crinaças poesias, histórias, notícias. Nessas atividades, a criança reconhecerá a escrita como uma das formas de registro e perceberá que as idéias se materializam em símbolos. É importante que o professor tenha na sala de aula o registro do alfabeto em formas e materiais variados para manuseio das crianças.

No início do processo de alfabetização, consideramos mais adequado o trabalho com a letra de imprensa maiúscula.

Assinalamos a necessidade de tomar o texto como núcleo de trabalho com a língua escrita, posto que é somente no texto que se pode aprender a significação de cada palavra que o compõem, e as significações resultantes das relações entre elas.

O nome constitue uma palavra-texto, com grau de significação ímpar, nele está contida a história da criança.

Além dos nomes dos alunos, poderão ser trabalhados outros nomes: animais, flores e outros objetos de sala de aula, produtos do supermercado, desde que contextualizados por uma atividade anterior como leitura e pesquisa, organização de mural, etc...

A apropriação da língua escrita consiste num movimento de deslocamento da compreensão, de que é possível desenhar idéias, para compreensão de que é possível desenhar palavras.

O desenvolvimento de atividades de desenho é necessário e importante no processo da alfabetização. Cabe ao professor promover atividades diversificadas, centradas no desenho.

O professor também, poderá trazer para o trabalho em classe textos poe ele produzidos.

A criança deve ser posta em contato com as mais diversas estruturas textuais, além de adquirir novos conhecimentos, ampliar suas possibilidades de dizer.

O trabalho do professor não se limitará aos erros ortográficos, mas consistirá em reestruturar o texto, desmembrando as sentenças que as crianças produzem e mostrando-lhes como suas idéias podem ser apresentadas.

PORTUGUÊS

O cerne do nosso ensino vai se constituir no trabalho com o texto, este deverá ser entendido como um material verbal, produto de uma determinada visão do mundo, de uma intenção e de um momento de produção.

Metodológicamente, é importante trazer para a sala de aula, todo tipo de texto literário, informativo, publicitário, dissertativo.

É importante também Ter claro que todos os textos estão marcados ideológicamente e o papel do professor e explicitar, tomando o consciente de que a linguagem é uma forma de atuar, influenciar e intervir no comportamento alheio.

Três grandes eixos sobre o trabalho com a língua: Domínio da língua oral, Domínio da leitura e Domínio da escrita.

Domínio da língua oral:

Criar condições para que o aluno construa discurso próprio, particularize seu estilo e expresse com objetividade e fluência suas idéias, e que auxiliem, efetivamente, o aluno a se apropriar da língua enquanto expressão de visão de mundo particularizada na perspectiva da individualização a partir do coletivo.

Domínio da leitura:

A leitura numaconcepção de linguagem interacionista, ultrapassa a compreensão da superfície, ela é um processo dinâmico entre sujeitos que instituem trocas de experiências por meio de texto escrito.

Assim, quanto maior o número de experiências significativas com o texto escrito, maior desenvoltura o aluno vai adquirir para dialogar com ele.

Quando se tem clareza de que a leitura não é decodificação das letras, constitue uma dimensão fundamental do domínio da linguagem.

É preciso criar situações para que o aluno seja capaz de julgar o material escrito.

O gosto pela leitura e o despertar pelo prazer de ler, podem nascer através de momentos de interação entre professores e alunos e entre alunos, através de diálogos sobre textos lidos.

Domínio da escrita:

É importante desenvolver uma concepção de escrita clara e objetiva.

Deve-se levar em consideração a compreensão das diferenças entre a linguagem oral e escrita.

Na fala, existe uma ampla variedade.

A escrita exige o uso de uma modalidade única: o registro em linguagem padrão.

A produção de texto, deve ser uma atividade decorrente de uma discussão ou da leitura de outros textos.

Recomenda-se o trabalho com textos ficcionais nas séries iniciais, com a produção de narrativas, contos, crônicas, fábulas, lendas, etc...


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
Domínio da linguagem oral

Domínio da leitura

Domínio da escrita

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

Alfabeto


Relação Fonema

Direção da escrita

Espaçamento entre as palavras

Vogais


Junções de vogais

Consoantes

Singular e plural

Substantivo próprio e comum

Grau do substantivo

Ações


Leitura e interpretação de textos

Produção de texto


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