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piloto e ào do capitào, do timoneiro ou do remador. O piloto é o processador da informaçgo entre o alvo e

o meio ambiente para conduzir a aC o. A própria raiz grega deu origem à palavra latina "gubernator". qué

serviria para designar a arte, tanto de governar navios, como estados.


Assim, a Cibernética surgiu como a ciência destinada a estabelecer relações entre as

várias ciências, no sentido de preencher tanto os espaços vazios interdisciplinares não pesqui-

sados por nenhuma ciência, como também de permitir que cada ciência utilizasse para o seu

desenvolvimento os conhecimentos desenvolvidos pelas demais ciências.

ORIGENS DA CIBERNÉTICA
As origens da Cibernéticab, em resumo, estão intimamente

ligadas aos seguintes fatos:


a) O movimento iniciado por Norbert Wiener ao redor de 1943 para esclarecer as chamadas "áreas brancas

no mapa da ciência" . Em companhia de professores da Universidade de Harvard entre os quais médicos,

t"isicos, pesquisadores etc., Wiener iniciou uma série de debates, partindo da veri6caç o de que a ciência,

que se iniciara com eneralistas (como Gauss, Newton, Darwin, Faraday etc.), caminhara para especiali-

dades isoladas e res ritas, deixando de lado fecundas áreas fronteiriças do conhecimento humano, que !

passaram a ser negligenciadas e impedindo ao cientista o conhecimento do que se passava nos outros cam- i

pos científicos. A única maneira de se explorar essa áreas brancas e inexploradas das ciências, segundo I

Wiener, era reunir uma equipe de cientistas de diversas especialidades, cada qual uma autoridade no seu I

campo, mas com razoáveis conhecimentos dos campos de seus colegas, e criar uma ciência que orientasse

o desenvolvimento de todas as demais. A Cibernética começou, assim, como uma ciência interdiscipÌinar, '

isto é, uma ciência de conexão entre as outras ciências. E mais do que isso, uma ciência diretiva: "kyber- I

nytikys" das demais ciências.

6 Para Inelhor informação histórica: Pierre de L GI, Thinking by Machine: A Study of Cybernetics, Boston.

Houghton Mifflin, I957.


472 INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
b) Os primeiros estudos sobre o cálculo de variaç8es da Matemática, o princfpio dá incerteza na mecânica

quântica, a descoberta dos filtros de onda, o aparecimento da mecânica estatfstica tc. levaram a uma

série de inovaç8es na Engenharia, na Ffsica, na Medicina etc., e que exigiram maiores ligaç8es entre esses

novos domínios, ou seja, maior intercâmbio de descobertas nas áreas brancas entre essas ciências. A ci8n-

cia que cuidaria dessas ligaç8es foi chamada por Wiener de cibernética: era um novo campo de comunica-

çdo e controle.

c) Os primeiros estudos e experi8ncias com computadores para a solução de equaç8es diferenciais. Já em

1940, Wiener se preocupara com os requisitos que deveriam ter os equipamentos de computaç o. As má-

quinas de calcular, rápidas e precisas, deveriam imitar o complexo sistema nervoso humano. O comporta-

mento da máquina deveria ter como modelo o comportamento humano. A comunica ào e o controle

no homem e no animal deveriam ser imitados pela máquina. Procuravam-se para os computadores as

condiçees de autocontrole e de auto-regulação, independentes de ação humana exterior, típicas do com-

portamento dos seres vivos para o processamento eletrônico de dados.

d) A II Guerra Mundial provocou o desenvolvimento dos equipamentos de artilharia aérea na tnglaterra em

face do tremendo aperfeiçoamento da força aérea alemã. Wiener colaborou no projeto de um engenho de

defesa aérea baseado no cómputador em uso na época, o analisador diferencial de Bush. Esse engenho

preestabelecia a orientaçáo de v8o dos avi8es rápidos, para dirigir projéteis terra-ar capazes de interceptá-

los em v8o. No entanto, exigia-se um servomecanrsmo de precisão capaz de autocorrigir-se rapidamente a

fim de ajustar-se a um alvo em movimento variável. Surgiu o conceito de retrooção (jeedback): o instru-

ménto detectava o padrão de movimento do avião e ajustava-se a ele, autocorrigindo o seu funciona-

mento. A variação do movimento do avigo funcionava como uma entrada de dados (retroação) que fazia

a parte regulada reorientar-se no sentido do alvo em movimento.

e) A Cibernética logo ampliou o seu campo de açgo com o desenvolvimento da Teoria Geral dos Sistemas,

iniciado por Von Bertalanffy, em 1947 , e com a criação da Teorlu da Comúnlcaçdo, por Shannon e

Weaverg, em 1949.

f) Inicialmente, a Clbernética restringiu suas aplicaç8es (como ci8ncia aplicada) à criaç o de máquinas

de comportamento auto-regulável, semethante a aspectos do comportamento uc homem ou do animal

(como o rob8, o computador eletr8nico denominado cérebro eletrônico graças sua capacidade de ser

programado para tomar decisees; o radar - baseado no

comportamento do rnorcego; o piloto automá-

tico dos aviees etc.), e onde se faziam necessários os conhecimentos vindos de diversas ciências9. Poste-

riormente, as aplicaç8es da Clbernétlca se estenderam da Engenharia para a Biologia, Medicina, Psicolo-

gia, Sociologia etc., chegando rapidamente à Administração.

PRINCIPAIS CONCEITOS DA CIBERNETICA


Os conceitos desenvolvidos pela Cibernética são hoje amplamente utilizados na teoria admi-

nistrativa. As noções de sistema, retroação, homeostasia, comunicação, autocontrole etc.

fazem parte integrante da linguagem utiliz da em Administração. ,

Dentre os principais conceitos derivados da Cibernética estão: .

a) Conceito de Cibernética
Cibernética é a ciência da comunicação e do controle, seja no animal (homem, seres vivos),

seja na máquina. A comunicação é que torna os sistemas integrados e co rentes e o controle


Ludwig von &rtalanffy, "The Theory of Open Systems in Physics and Biology", Science, clt.

s Claude E. Shannon e Wanen Weaver, The Mothematical Theory of Communication, cit.

9 W. R. Ashby, Introduction to Cybernellcs, New York, John Wiley & Sons, Inc.,1956.
CIBERNÉTICA E ADMINISTRAÇÃO 473
é que regula o seu comportamento. A Cibernética compreende os processos e sistemas de

transformação da informação e sua concretização em processos ffsicos, fisiológicos, psicoló- "

gicos etc. de transformação da informação. O seu núcleo são os sistemas deprocessamento

das mensagens.

A Cibernética é uma ciência que permite que conhecimentos e descobertas de uma ciêri-

cia possam ter condições de aplicação a outras ciências. É uma ciência interdisciplinar e que

oferece sistemas de organizaçâo e de processamento de informações e controles que auxiliam

as outras ciências.

Os aspectos operácionais da Cibernética estâo relacionados com qualquer campo cien-

tífico de estudo (como a Engenharia, a Biologia, a Física, a Sociologia, a Psicologia etc.)

mas os seus aspectosformais procuram uma teoria geral que, muito embora seja abstraída i

de todos os campos de aplicação, é apropriada para todos eles.

Bertalanffy salienta que "A Cibernética é uma teoria dos sistemas de controle baseada i

na comunicaç o (transferência de informação) entre o sistema e o meio e dentro do sistema,

e do controle (retroação) da função dos sistemas com respeito ao ambiente"'o.

b) Campo de Estudo da Cibernética


O campo de estudo da Cibernética são os sistemas. Beer define o sistema "como qualquer

conjunto de elementos que estão dinamicamente relacionados"". Para esse autor, o sistema

dá a idéia de conectividade: "o universo parece estar formado de conjuntos de sistemas,

cada qual contido em outro ainda maior, como um conjunto de blocos para construção".

Sob um ponto de vista mais prático, podemos definir um sistema como um conjunto de

elementos dinamicamente relacionados entre si, formando uma atividade para atingir um

objetivo, operando sobre entradas (informação, energia ou matéria) e fornecendo saídas

(informação, energia ou matéria) processadas. Os elementos, as relações entre eles e os objeti-

vos (ou propósitos) constituem os aspectos fundamentais na definição de um sistema. Os ele-

mentos constituem as partes ou órgãos que compõem o sistema. Estão dinamicamente rela-

cionados entre si, mantendo uma constante interação. A rede que caracteriza as rela ões

entre os elementos (rede de comunicações entre os elementos)

define o estado do sistema, isto

é, se ele está operando todas essas rela des (estado dinânlico ou estável) ou não. As linhas

que formam a rede de relações constituem as comunicaç8es existentes no sistgma. A posição

das linhas reflete a quantidade de informaçees do sistema, e os eventos que fluem para a rede

que constitui o sistema são as decisões. Essa rede é fundamentalmente um prócesso decisó-

rio; as decisões são descritfveis (e mesmo previsiveis) em termos de informação no sistema e

de estruturação das comunicações. Assim, no sistema, temós:
- um conjunto de elementos (que são as partes ou órgâos do sistema)

- dinamicamente relacionados em uma rede de comunicações (em decorrência da

interação dos elementos)

o L dwig von &rtalanffy, Teoria Geroi dos Srstemas, Petrbpolis Ed. Vozes,1975, p. 41.

Stafford Beer, Cibernético c Administrardo Industrial, Rio de Janeiro, Zahar Ed.,1%9, p. 25.
414 INTRODUÇÃO A TEORIA GERAL DA ADMINISTRãÇÃO
- formando uma atividade (que é a operação ou processamento do sistema)

- para atingir um objetivo ou propósito (finalidade do sistema)

- operando sobre dados/energia/matéria (que são os insumos ou entradas de recursos

para o sistema operar)

- para fornecer informação/energia/matéria (que são as saídas do sistema).

Um sistema é

Um conjunto de elementos

Dinamicamente relacionados

Formando uma atividade

Para atingir um objetivo

Operando sobre dados/energia/matéria

Para fornecer informação/energia/matéria.

c) Classificação Arbitrária dos Sistemas
Beer'2 propõe uma classifica ão arbitrária dos sistemas para facilitar o seu estudo. Essa clas-

sificação se baseia em dois critérios diferentes:


a) Quanto à complexidade, os sistemas podem ser:

1. comp/exos simples, mas dinâmicos: são os menos complexos;

2. complexos descritivos: não são simples, são altamente elaborados e profusamente inter-relacionados;

3. excessivamente complexos: extremamente complicados e que não podem ser descritos de forma precisa

e detalhada.
b) Quanto à diferença entre sistemas determinfsticos e probabil/sticos:
1. Sistema determ/nlstico é aquele no qual as partes interagem de uma forma perfeitamente previsível,

nâo dando lugar a dúvidas. A partir do último estado do sistema e do programa de i ìformação, pode-

se prever, sem nenhum risco ou erro; o ;eu estado seguinte 3. Por exemplo, quandn se gira a roda da

máquina de costura, pode-se prever o comportamento da agulha. ,

2. Sistema probabillstlco é aquele para o qual não poderá ser fornecida uma previsâo detalhada. Estu-

dado intensamente, pode-se prever probabilisticamente o que acontecerá eai determinadas circuns-

tâncias 4. N o é predeterminado. A previsão se enquadrará nas limitaç8es lógicas da probat lidade.

Por exemplo, o comportamento de um cão, quando se Ihé

oferece um osso: poderá aproximar-se, não

ligar ou afastar-se.


2 Stafford Beer, Cibernética e Adminislração Industrial, cit., p. 28.

3 Para maiores informaCees sobre modelos determinísticos, recomendamos as seguintes obras: Daniel

Teichroen, Inlroduction to Monagement Science: Deterministic Models, New York, John Wiley,1964; Saul I. Gass,

Llnear Programmlng, New York, McGraw-Hill Book Co.,1969.

4 A respeito de modelos probabilísticos, recomendamos as seguintes obras: William A. Spurr & Charles P.

Bonini, Statlsiica/ Analyslsjor Business l7ecislons, New York, Richard D. Irwin,1969; David W. Miller & Martin


CIBERNÉTICA E ADMINISTRAÇÃO
Daí a sua classificação de seis categorias de sistemas:
a) Sistemu deterministico simples: é aquele que possui poucos componentcs e inter-relaç8es e quc rcvelam

comportamento dinâmico completamente previsível. É o caso do jogo de bilhar que, quando adequada-

mente definido, é um sistema de geometria dinâmica muito simples (enquanto abstrato). Quando real, o

jogo de bilhar torna-se probabilístico.

b) Sistema deterministico complexo: é o caso do computador eletr8nico. Se o seu comportamento n o for

totalmente previsível, ele estará funcionando mal.

c) Sistema determinlstfco excessivamente complexo: esta categoria está vazia, pois não existe nenhum siste-

ma que possa enquadrar-se nela.

d) Sistemo probabilistico simples: é um sistema simples mas imprevisível, como jogar-se uma moeda. O

controle estatístico de qualidade é um sislema probabillstico simples.

e) Sistema probabilístico complexo: é um sistema probabilistico que, embora complexo, pode ser descrito. O

estoque é um exemplo. O conceito de lucratividade na indústria é outro.

f) Sistema probabillstico excessivamente complexo: é um sistema tão complicado que não pode ser total-

mcnte descrito. É o caso do cérebro humano ou da economia nacional. O melhor exemplo de um sistema

industrial dessa categoria é a própria empresa.

A CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS SEGUNDO STAFFORD BEER

Segundo Beer a Cibernética se refere aos sistemas excessivamente complexos eprobabi-

listicos. Os sistemas vivos, pela sua eficácia e coesão, são modelos muito importantes para a

Cibernética, porque são muito superiores à eficácia e à coesão

dos sistemas não-biológieos.

"A velocidade da resposta, a integração de informações, a capacidade de deduzir conclusões

relativamente fidedignas a paxtir de informações incompletas são atributos animais superio-

res aos atributos das máquinas."'5

K. Starr, A Estrutura das Decisdes Humanos, Rio de Janeiro, Fundac o Getúlio Vargas, Serviço de PublicaCóes.

I970; Robert Schalaifer, Probability and Stalisticsjor Business Decisions. New York, McGraw-Hill Book Co..

t 959.


5 Stafford Beer, Cibernética e Administra do Industrial, cit.
476 INTRODUÇÃO A TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
d) Propriedades dos Sistemas Cibernéticos
Os sistemas são conjuntos coerentes de coisas. As máquinas são sistemas orientados para

objetivos e propósitos.

Para Beer'6 os sistemas cibernéticos apresentam três propriedades principais:
a) sgo excessivamente complpxos: portanto, devem ser focalizados atravEs da carxa negra, conccito quc vcrc-

mos adiantc;

b) são ,probabillsticos: portanto, devem ser focalizados através da estatlstica para a teoria da injormaçdo;

c) são auto-rgulados: portanto, devem ser focalizados através da retroação que garante a homeostase.


Das três propriedades principais dos sistemas cibernéticos (probabilfsticos, excessiva-

mente complexos e auto-regulados) ressalta o probabilismo ou indetermina ão. A indetermi-

nação no nível dos sistemas mais simples pode ser abordada pela estatfstica. Nos sistemas

mais complexos, as noções estatísticas elementares são substituídas por critérios mais avan-

çados de pesquisa operacional. Nos sistemas excessivamente complexos (cibernéticos), a pes-

quisa operacional é substituída pela Teoria da InformaÇão.

O sistema cibernético apresenta diversidade e é extremamente complexo. No fundo, é

uma máquina manipuladora de informações, pelas suas relações com o ambiente. A ativi-

dade do seu mecanismo (seja o cérebro, a economia etc.) depende de sua capacidade de rece-

ber, armazenar, transmitir e modificar informações. É uma máquina de operar informaçees:

pela sua grande diversidade possui grande grau de incerteza, sendo descritível apenas em

termos de probabilidades. À medida que aumenta a diversidade, aumenta a capacidade per-

mutativ das condições da máquina.

Beer" classifica a empresa na categoria dos sistemas excessivamente complexos eproba-

bilfsticos. Apesar de não ter vida, Beer concebe-a como um organismo vivo que desenvolve

técnicas de sobrevivência num ambiente em alteração contínua. O modelo biológico fornece

à indústria os critérios de sobrevivência que têm de ser encontrados na naturezá interna da

organização e no modelo que ela faz do ambiente para si própria.


e) Hierarquia dos Sistemas


Os sistemas são hierárquicos ou piramid is, isto é, são constituídós de sistemas ou de subsis-

temas relacionados entre si por um processo ou padrão de interação. O próprio universo é

um sistema constituído por uma infinidade de sistemas e subsistemas intimamente relaciona-

dos entre si.

Kenneth Boulding's propõe uma hierarquia de sistemas, de acordo com sua complexi-

dade, em nove diferentes níveis de sistemas:


6 Stafford Beer, Cibernética e Administração lndustrial, ci ., pp. 34 e 35.

Stafford Beer, Cibernética e Administraçdo lndustrial, cit.

s Kenneth Boulding, "Ceneral Systems Theory: The Skeleton of Science", in Management Science, abr

1956
CIBERNÉTICA E ADMINISTRAÇÃO 477
1. nlvel dos sistemes estóticos (frnmeworks), compostos de estruturas e armaC s. É o nível mais estudado e

o que tem maior número de descriçees. Ex.: o universo, o sistema solar;

2. nlve/ dos sistemar dinâmicos simples (clockworks), compostos de movimentos predetermfnados e invariá-

veis, como os mecanismos de relojoaria, as alavancas, roldanas etc. São os sistemas preditiveis por natu-

reza, prbprios das ciências naturais clássicas, como a Fisica, a Química etc.;

3. nlvel dos sistemas cibernéticos simples ou mecanismos de controle. É o caso do termostato, no qual o

sistema mantém o seu equilíbrio por auto-rtgulação, dentro dos limites estabelecidos. Este nível recebeu

muita atenção ultimamente, porém carece ainda de modelos teóricos adequados;

4. nfvel dos sistemns abertos, de existência autônoma e auto-regulável. Neste nível começa a diferenciação I I

entre a vida e a não-vida, entre o orgânico e o não-org nico. É o nível da ctlula, dos sistemas de circuito '

aberto com estruturas aut8nomas e capacidade de reproduCgo. Rios e chamas de fogo são sistemas aber-

tos extremamente simples;

5. nlve/ genético-societkrio, da vida vegetal e que integra o mundo da botânica. Aqui ocorre uma divisão

de trabalho entre as eélulas formadoras das sociedades de raízes, folhas, sementes etc. Seu protótipo é a

planta;

6. nlvel do sistemn animal, que se caracteriza pelo aumento da mobilidade e comportamento teleológico. Os



brggos sensoriais captam informações através de receptores (olhos, ouvidos etc.) e desenvolve-se o sistema

nervoso, permitindo ao cérebro organizar as informações tendo em vista a mobilidade e o comporta-

mento;

7. nfvel humano, ou seja, a criatura humana, considerada como um sistema que possui consciência de si



mesma e capacidade de utilizar linguagem e simbolismo na sua eomunicação. O homem possui a qualida-

de auto-reflexiva, inteligência, memória altamente desenvol ida, capacidade de falar, de absorver e inter-

pretar símbolos e de armazenar conhecimentos;

8. nlvel do sistemo socia/, isto é, o sistema d a organização humana. A unidade, neste caso, não é o indiví-

duo, mas o papel por ele desempenhado: aquela parte do indivfduo relacionada com a organização ou

com a situação em questão. As organizações sociais são conjuntos de papEis enfeixados em sistemas pelos

seus respectivos canais de comunicação;

9. nlvel dos sistemas transcendentaú, que completa a classificação dos nf eis de sistemas. São os sistemas

superiores, absolutos, inevitáveis, mas ignorados ou conhecidos apenas parcialmente em face da sua ' i

excessiva complexidade, e que também obedecem a uma

estrutura sistemática lógica.

9. Sistemas Simbblicos

8. Sistema Sócio-Cultural

7 . Homem Sistemas abertos

6. Animais

5. Organismos inferiores

4. Sistemas Abenos

3. Sistemas Cibernéticos Simples lcyberneticsl

2. Sistemas Din micos Simples lc/ockworks/ Sistemas fechados/

1. Sistemas Estáticos (frameworksl


A HIERARQUIA DE SISTEMAS

Adaptado de: Kenneth Bouldirig, "General Systems Theory: The Skeleton of Science", in Management

Science. abr. 1956.

À medida que se sobe aos níveis mais elevados, a teoria torna-se progressivamente

precária e insuficiente. Em cada um dos níveis pode-se também detalhar os demais níveis

inferiores, isto é, cada nível também se caracteriza por um sistema de sistemas.


INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
Assim, para o economista Boulding, a teoria de sisIemas proporciona um arcabouço

ou esqueleto para todo o conhecimento científico, provendo um modelo viável para com-

preensão dos fenômenos em seus prbprios níveis de análise ou de pesquisa.

f) Representação dos Sistemas: Os Modelos


Um dos grandes problemas da Cibernética é a representação de sistemas originais através de

outros sistemas comparáveis, que são denominados modelos. No sentido literal da palavra.

modelo é a representação de alguma coisa. A Cibernética dá muita importância aos modelos,

sejam físicos ou matemáticos, para a compreensão do funcionamento dos sistemas.

Modelo é uma representação simplificada de alguma parte da realidade. Starr'9 aponta

três razões para a utilização de modelos:


1. a manipulação de entidades reais (pessoas ou organizaç8es) é socialmente inaceitável ou legalmente proi-

bida;


2. o volume de incerteza com que a Administração está lidando cresce rapidamente e aumenta desproporcio-

nalmente ás conseq0ências dos erros. A incerteza é o anátema da Administração.

3. a capacidade de construir modelos que constituem boas representaç8es da realidade aumentou enorme-

mente.
Na construção de um modelo, deve-se considerar o isomorfismo e o homomorfismo.

Os sistemas sãp isomor Jos quando possuem semelhança de forma. Um sistema é iso-

morfo a outro quando, pelo menos formalmente, suas partes forem intermutáveis. Os pro-

dutos de um determinado artigo, ao final da linha de montagem, são exemplos de sistemas

isomor Jos, pois são perfeitamente iguais,entre si, pelo menos na sua forma.

Os sistemas são homomórficos (ou homomorfos) quando guardam entre si propor-

cionalidade de formas, embora nem sempre do mesmo tamanho. I em sempre a construção

de modelos de sistemas extremamente complexos permite o isomorfismo, principalmente

quando haja impossibilidade de se conseguir fazê-lo ou verificá-lo. Assim, o sistema deve ser

representado por um modelo reduzido e simplificado, através do homomorfismo do sistema

original. É o caso de maquetes ou plantas de edifícios,

diagramas de circuitos elétricos ou

eletr8nicos, organogramas de empresas, de fluxograma de rotinas e procedimentos, de mode-

los matemáticos de decisão etc.

CONCEITO DE ENTRADA ( INPUT")


O sistema recebe entradas (inputs) ou insumos para poder operar, processando ou transfor-

mando essas entradas em saldas (outputs). A entrada de um sistema é aquilo que o sistetna



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