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9 Martin K. Starr, Management: A Modern Approach, New York, Harcourt Brace Jovanovich, Inc.,197I ,

pp. 32-33.
CIBERNÉTICA E ADMINISTRAÇ \O 419
importa do seu mundo exterior. A entrada pode ser constituída de um ou mais dos seguintes

ingredientes: injormação, energia e materiais.


1. lnformaçdo: é tudo aquilo que reduz a irlcerteza a respeito de alguma coisa. Quanto maior a informaçdo,

tanto menor a incerteza. A informação proporciona orientação, instrução e conhecimento a respeito de

algo, permitindo planejar e programar o comportamento ou funcionamento do sistema.

2. Energio é utilizada para movimentar e dinamizar o sistema, fazendo-o funcionar.

3. Maleriais' são os recursos a serem utiGzados pelo sistema como meios para produzir as so/das (produtos

ou serviços). Os materiats são chamados operacionais quando são usados para transformar ou converter

outros recursos (p. ex.: máquinas, equipamentos, instalaç8es, ferramentas, instruç8es e utensílios) e s o

chamados produtivos (ou matérias-primas) quando são transformados ou convertidos em saldas (isto é,

em produtos ou serviços).
Através da entrada, o sistema importa insumos do seu meio ambiente.

CONCEITO DE SAÍDA ( OUTPUT")


Saida (output) é o resultado final da operação ou processamento de um sistema. Todo siste-

ma produz uma ou várias safdas. Através da saida, o sistema exporta o resultado de suas !

operaç8es para o seu meio ambiente. É o caso das organizaçees que produzem bens ou servi-

ços e uma infinidade de outras saidas (informaç8es, lucros, pessoas aposentadas ou que se

desligam, poluição e detritos etc.).

CONCEITO DE CAIXA NEGRA ( BLACK BOX")


Utiliza-se o conceito de caixa negra em duas circunstâncias.
quando o srstema é impenetrável ou inacessível, por alguma razão (p. ex. : cérebro humano, corpo huma-

no etc.);

quando o sistema é excessivamente complexo, de difícil explicaC o ou detalhamento (p. ex.: computador

eletr8nico, economia nacional).


O conceito de caixa negra refere-se a um sistema cujo interior não pod ser desven-

dadó, cujos elementos internos são desconhecidos e que sb pode

ser conhecido "por fora",

através de manipulaç8es externas ou de observação externa.


Na Engenharia EletrBnica, o processo de carxa negra é utilizado quando se manipula uma caixa hermetica-

ménte fechada, com terminais de enlrada (onde se aplicam tensees ou qualquer outra perturbaçào) e termi-

nais de satda (oode se observa o resultado causado pela perturbaçào).

O mesmo se dá em Medicina, quando o médico clínico observa externamente o paciente queixoso, ou na

Psicologia, quando o experime tador observa o comportamento do rato no labirinto quando sujeito a per-

turbaç8es ou estímulos.


Na Cibernética, a caixa negra é uma caixa onde existem entradas (insumos) que eondu-

zem perturbaç8es ao interior da caixa, e de onde emergem safdas (resultados), isto é, outras


480 INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
perturbações resultantes das primeiras. Nada se sabe sobre a maneira pela qual as perturba-

ções de entrada se articulam com as perturbações de saida, no interior da caixa. Daí o nome

caixa negra, ou seja, interior desconhecido.
Entradas ;xa negra Saídas

Como o sistema cibernético é extremamente complexo, ele é aceito como indefinível

' nos seus pormenores é requer que se aplique a ele a técnica de pesquisa operacional de cons-

truir modelos que tornem mais fácil a sua visualização e compreensão.

O conceito de caixa negra é totalmente interdisciplinar e apresenta importantes conota-

Í ções na Psicologia, na Biologia, na Eletrdnica, na Cibernética etc. Na Psicologia Comporta-

mental, o conceito de caixa negra relaciona-se com os "estimulos" e "respostas" do organis-

mo, sem se considerarem os conteúdos do processo mental.

; Entradas Sa ídas

Caixa negra


AçBes Reações

Est í mulos Respostas

Causa Efeito


O DESVENDAMENT O DA CAIXA NEGRA

Muitos problemas científicos ou administrativos são trafados inicialmente pelo método

da caixa negra atuando apenas entradas e saídas e, posteriormente, quando esta é transfor-

mada em caixa branca (quando descoberto o conteúdo interno), passa-se a trabalhar nos

aspectos operacionais e de processamento ou seja, nos aspectos internos do sistema.

CONCEITO DE RETROAÇÃO ( FEEDBACK")


A retroa ão é um mecanismo segundo o qual uma parte da energia de saida de um sistema ou

de uma máquina volta à entrada. A retroação (também chamada de servomecanismo,

retroalimenta ão ou realimentação - em inglês, feedback) é basicamente um sistema de

comunicação de retorno proporcionado pela safda do sistema à sua entrada, no sentido de

alterá-la de alguma maneira.
CIBERNÉTICA E ADMINIâTRAÇÃO

Saídas


Entra $i8t8nl8

Retroação


A retroação serve para comparar a maneira como um sistema funciona em relação ao

padrão estabelecido para ele funcionar: quando ocorre alguma diferença (desvio ou discre-

pância) entre ambos, a retroação se incumbe de regular a entrada para que a safda se apro-

xime do padrão estabelecido.

RETROAÇÃO EM UM SISTEMA

O sistema nervoso do homem e dos animais obedece a um mecanismo de retroaçdo: quando se pretende

pegar algum objeto, por exemplo, o cérebro transmite a ordem aos músculos, e, durante o movimento destes,

os órgàos sensoriais (visão, tato, coordenaçào visual-motora etc.) informam continuamente o cérebro sobre

a posição da mão e do objeto; o cérebro vai repetindo a ordem para corrigir eventuais desvios até que o

objeto seja alcançado. O sistema nervoso funciona através de processos circulares de ida e de retorno (retroa-

çdo) de comunicaC o, que partem dele para os músculos e retornam através dos órgãos os sentidos. A

retroaçdo confirma se o objetivo foi cumprido, o que é fundamental para o equilíbrio do sistema.


As principais funções da retroação são
a) controlar a saida enviando mensagens geradas apbs a safdo ao regulador de entrada;

b) manter um estado relativamente estável da operaC o do sistema quando se defronta com variáveis exter-

nas que podem ocasionar sua flutuação;

c) por causa disto, aumentar a probabilidade de que o sistemo sobreviva em face das pressòes externas.


Como a retroação é basicamente uma ação pela qual o efeito (saida) reflui sobre a causa

(entrada), seja incentivando-a ou inibindo-a, podemos identificar dois tipos de retroação a

positiva e a negativa.
482 INTRODUÇ \O À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
a) Retroaçdo positiva: é a ação estimuladora da salda que atua sobre a entrada do sistemu. Na retroo do

positiva, o sinal de safda amplifca e reforça o sinal de entrada. É o caso em que, quando as vendas aumen-

tam e os estoques saem com maior rapidez, ocorre a retroaçdo positiva no sentido de aumentar a produ-

ção e a entrada de produtos em estnque, para manter um volume adequado.

b) Retroaçdo negotivo é a ação frenadora e inibidora da salda que atua sobre a entrada do sistema. Na

ìetroaçdo negativo o sinal de safda diminui e inibe o sinal de entroda. É o caso em que, quando as vendas

diminuem e os estoques saem com menor rapidez, ocorre a retroaçdo negativa no sentido de diminuir a

produção e reduzir a entrada de produtos no estoque, para evitar que o volume de estocagem aumente em

demasia.
A retroa ão impõe correções no srstema, no sentido de adequar suas entradas e safdas e

reduzir os desvios ou discrep ncias.


CONCEITO DE HOMEOSTASIA


O conceito de homeostasia nasceu na fisiologia animal, com Claude Bernard (1813-1878), ao

propor que "todos os mecanismos vitais têm por objetivo conservar constantes as condições

de vida no ambiente interno". Claude Bernard definia a noção de "meio interior" e salien-

tava que "a estabilidade do meio interno é a condição primordial da vida livre". Cada por-

ção do corpo é cercada por seu meio, o qual é importante não só para o seu funcionamento,

como para a sua integridade.

Em 1929, Walter B. Cannon (1871-1945) ampliava o conceito de "meio interior" com a noção de homeos-

tasio (do grego homeos = semelhante; e statis = situação): cada parte do organismo funciona normalmente,

em um estado de equilfbrio. Todos os seres vivos - desde os mais simples unicelulares até as a es e mamífe-

ros - precisam manter certa estabilidade interna. Sempre que uma de suas partes sai do equillbrio, algum

mecanismo é acionado para restaurar a normalidade. Os seres vivos vivem através de um processo contínuo e

incessante de desintegraç o e de reconstituição: a homeostase. A tendência à manutençgo de um equillbrio

interno manifesta-se em todos os níveis da atividade orgânica. O organismo serve-se dos mais variados recur-

sos (mecanismos homeostáticos para anular o efeito de qualquer fator estranho que venha a ameaçar o seu

equillbrio. Assim, todo organismo apresenta mecanismos de regulaçdo que lhe permitem manter o equillbrio

interno, alheio às variações que ocorrem no ambiente externo. Nos seres mais evoluídos na escala animal, as

funções reguladoras são orientadas pelo sistema nervoso e pelos hormdnios produzidos pelo sistema endó-

crinoZo.
Cannon adotou o termo "homeostase" para os sistemas biológicos para evitar qual-

quer conotação estática e a fim de realçar s propriedades dinâmica$, processuais, mantene-

doras de potencial dos sistemas fisiológicos basicamente instáveis. A palavra não implica

uma coisa fixa e imóvel, uma estagnação. Significa uma condição - condição que pode

variar, mas que é relativamente constante2'.

A homeostasia é um equilfbrio dinâmico obtido através da auto-regulação, ou seja,

através do autocontrole. É a capacidade que tem o sistema de manter certas variáveis dentro

de limites, mesmo quando os estímulos do meio externo forçam essas variáveis a assumirem

valores que ultrapassam os linìites da normalidade. Todo mecanismo homeostático é um dis-

zo Walter B. Cannon, The Wisdom ofthe Body, New York, W. W. Norton & Company, Inc:,1939.

2i Walter B. Cannon, The Wisdom ojthe Body, cit., pp. 20 e 24.


CIBERNÉTICA E ADMINISTRAÇÃO

positivo de controle para manter certa variável dentro de limites desejados (como é o caso do

piloto automático em aviação). A homeostasia apresenta enorme importância para os siste-

mas e organismos estudados pela Cibernética.

A homeostase é obtida através de dispositivos de retroação (feedback), também chama-

dos de servomecanismos. Os dispositivos de retroação são basicamente sistemas de comuni-

cação que reagem ativamente a uma entrada de informação. O resultado dessa ação-reação

transforma-se, a seguir, em nova informaçâo, que modifica seu comportamento subseqiien-

te. A homeostase é um equilfbrio dinâmico que ocorre quando o organismo ou sistema dis-

õe de mecanismos de retroa ão capázes de restaurarem o equilfbrio perturbado por estímu-

1 s externos. A base úo equilibrio é, portanto, a comunica ão e a conseqiiente retroação

positiva ou negativa.

A eficiência de um sistema em manter sua homeostasia em relação a uma ou mais

variáveis pode ser avaliada pelos seus erros ou desvios, ou seja, pelas sub ou supercorreções

que faz quando pretende restabelecer seu equilíbrio. Se o número de erros tende a aumentar

ao invés de diminuir, o objetivo jamais será atingido: O sistema entrará em oscilação e per-

derá sua integridade.

Os seres humanos vivem através de um processo contínuo de desintegração e de reconstituição dentro do

ambiente: é a homeostase. Se esse equi!lbrio homeostático não resistir àquele fluxo de desintegração e cor-

rupção, o ser humano começa a desintegrar mais do que de écan mos eg adores de retroação que per-

A homeostase que garante o processo vital é obtida através e m avés de novos dados e informaçde .

mitem ao organismo corrigir e ajustar rapidamente o processo avés dos sentidos, da alimentação etc.),

O organismo humano recebe informaçees do ambiente onde v

rocessa-as através do sistema nervoso central e comunica as ordens pelo sistema motor ue lhe permite

a ir nos dados do ambiente. Caso haja alguma alteração do ambiente ou caso a reação do organismo não

seja adequada, então há uma retroaçdo no sentido de assegurar o ajustamento de uma reação a um ambiente

em mudança22.

CONCEITO DE INFORMA AO


O conceito de informação, tanto do ponto de vista popular, como do ponto de vista cientí-

fico, envolve um processo de redução de incerteza. Na

linguagem diária, a idéia de informa= ;

ção está ligada à de novidade e utilidade, pois informação é o conhecimento (não qualquer

conhecimento) disponível para uso imediato e que permite orientar a açâo, ao reduzir a mar-

gem de incerteza que cerca as decisões cotidianas23. Na sociedade moderna, á importância da

disponibilidade da informa ão ampla e variada cresce proporcionalmente ao aumento da ' '

complexidade da própria sociedade. f deve-se envolvê-lo '

Para se eompreender adequadamente o conceito de in orma ão,

com dois outros conceitos: o de dados e o de comunicação.

1. IJado' é um registro ou anotação a respeito de um determinado evento ou ocorrência. Um banco de dados,

or exem lo, é um meio de se acumular e armazenar conjuntos de dados para serem posteriormente com-


W. R. Ashby, "Adaptation in the Multistable System", in Systems Thinking, F. E. Emery (ed.), Middle-

sex, Penguin Books,1972.

23 Isaac Epstein, "Informaçgo", in Enciclopédiu Abril, São Paulo, Ed. Abril, p. 2556.
484 INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
binados e processados. Quando um conjunto de dodos possui um significado (um conjunto de números ao

formar uma data, ou um conjunto de letras ao formar uma frase), temos uma ir jorma do.

2. Injorma do: E um conjunto de dodos cont um significado, ou seja, que rtduz a incerteza a respeito de algo

ou que aumenta o conhecimento a respeito de algo.

3. Comunicaçõo: E quandò uma informaçdo E transmitida a alguEm, sendo então companilhada tambEm

por esse alguEm. Para que haja comunicu'çDo, E necessário que o destinatário da ir formação a receba e a

compreenda. A ir orma do simplesmente transmitida, mas não recebida, não foi comunicada. Comuni-

car significa tornar comum a uma ou mais pessoas uma determinada ir ormaçDo.


l. Teoria da Ínformação


A teoria da informação é um ramo da Matemática aplicada que utiliza o cálculo da probabi-

lidade. Originou-se em 1920, com os trabalhos de Leo Szilar e H. Nyquist, desenvolvendo-se

com as contribuições de Hartley, Claude Shannon, Kolmogorov, Norbert Wiener e outros.
Em 1832, um dos precursores da teoria da injormoçDo, Samucl Morse, ao observar uma caixa de tipos gráfi-

cos para tipografia, vcrificou um fen8meno que o levaria a criar um cádigo telegráfico que leva o seu nome:

as divisões da caixa reservadas para certas letras (como a letra "e" ou "a") eram maiores do que para outras.

Fez um levantamento estattstico e estabeleceu uma tabela de freqil2ncia de utilizaçgo das letras na lingua

inglesa e aplicou áma codificação de pontos e traços. Para economizar tempo, associou sinais mais curtos às

letras mais freqttentèmente utilizadas.

Em 1928, Hartley no seu livro "Transmiss o da Informação", salienta que "a ir;jormoção E tanto maior

quanto mais possibilidades forem exclufdas". A frase "as maçgs são vermelhas" contEm mais ir %rmrKDo

do que a frase "as maçãs são de cor", pois naquel o substantivo exclui tudo o que ngo for maçã e o adje-

tivo exclui todas as cores que não forem vermelhas. Afirma Hartley que "a i orma ão E proporcional à

quantidade de alternativas". Assim, a transmissão da irçjormaçdo precisa ser direta e inequfvoca. Os sinais

usados na comunicação visual, por exemplo, possuem uma potencialidade própria: alguns carregam maior

ou menor taxa de informação.
Realmente, a teoria da ir ormação surgiu em definitivo com as pesquisas de Claude E.

Shannon e Warren Weaver para a Bell Telephone Company, no

campo da telegrafia e tele-

fonia, em 1949. Ambos formularam uma teoria gera! da ir ormaç8o, desenvolvendo um mé-

todo para medir e calcular a quantidade de i formaçdo, com base em resultados da física

estatistica.


A preocupação básica de Shannon era uma a rição quantitativa de ir orm s. A sua teoria sobrc comuni-

caçees diferia das anteriores em dois aspcctos' :


l . Shannon introduziu noçbes de estatfstica que ainda não tinham utilização generalizeda em assuntos dessa

natureza.

2. Sua teoria era macroscópica e não microscópica, pois concentrava a atençgo em aspectos amplos e gerais

dos dispositivos de comunicaçees.

u Claudc E. Shannon e Warren Wcaver, The Mathemotical Theory oj Communicotion, cit.

David Slepian apud Joseph McCloskey e F1orence N. Trefethen, "Teoria das Informaçõ s", in Pesquúo

Operacional como Instrumcnto de Grr ncia São Paulo, Ed. Edgard BItlcher, l966.
CIBERNÉTICA E AD NISTRAÇÃO 85
Para Shannon, o sistema de comunicação tratado pela teoria das informações eonsiste

em seis componentes: fonte, transmissor, canal, receptor, destino e ruído.

O SlSTEMA DE COMUNlCAÇÃO SEGUNDO SHANNON E WEAVER

Cada um desses componentes do sistema de comunicação tem o seu papel


I . Fonte significa a pessoa, coisa ou processo que emite ou fornece as mensagens por intermédio do sistema.

2. Transmissor significa o processo ou equipamento que opera a mensagem, transmitindo-a da jonle ao

cana/. O transmissor codifica a mensagem fornecida pela fonte para poder transmiti-lã. É o caso dos

impulsos sonoros (voz humana dajonte) que sào transformados e codificados em impulsos elétricos pelo

telefone (transmissor/ para serem transmitidos para um outro telefone (receptor/ distante. Em princípio,

todo lransmissor é um codificadót de mensagens.

3. Canal significa o equipamento ou espaço intermediário entre o transmissor e o receptor, no sistema de

comunicoçào. Em telefonia, o cana/ é o circuito de fios condutores da mensagem de um telefone para

outro. Em radiotransmissão, o canal é o espaço livre através do qual a mensagem se difunde a partir da

antena.


4. Receptor significa o processo ou equipamento que recebe a mensagem no cana/. Para tanto, o receptor

decodifica a mensagem para poder colocá-la à disposiçào do destino. É o caso dos impulsos elétricos

(canal telefbnico) que sào transformados e decodificados em impulsos sonoros pelo telefone frereplor/

para serem interpretados pelo destino (pessoa que está ouvindoo telefone receptor). Em princípio, todo

receplor é um decodificador de mensagens.

5. Destino significa a pessoa, coisa ou processo a quem é destinada a mensagem no ponto final do sislema de

comunira ão.

6. Ruido significa a quantidade de perturbaçdes indesejáveis que tendem a deturpar e a terar, de maneira

imprevisível, as mensagens ransmitidas. Usa-se a palavra ruldo para conotar as perturbaCdes geralmente

presentes ao longo dos divérsos componentes do sistema, como é o caso das perturbàçóes provocadas

pelos defeitos no transmissor ou no receptor, ligaçdes inadequadas nos circuitos etc. A palavra interjerên-

cia, por vezes, é utilizada para conotar uma perturbaC o de origem externa ao sisiema, mas que inflúencia )

negativamente o eu funcionamentn, como é o caso de ligaçóes cruzadas, ambiente barulhento, interrup-

çdes, interferências climáticas etc. Num sistemo de comunicações, toda fonte de erros ou distorçòes está

incluída no conceito de ruido. Uma informaçào ambígua oú que induz a erro é uma informaçào que con-

tém ruido.


A teoria da injormação procura substituir cada bloco da figura anterior por um moáelo

matemático que possa reproduzir o comportamento em grande escala do bloco correspon-

dente. Estuda, inclusive, a interação desses modelos matemáticos, a sua interdependência,
486 INTRODUÇÃO A TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO

Sútema tele Jenico Porta outomátlca

FONTE Voz humana. Aflu2ncia de pessoas inter- Programa de TV.

rompcndo um raio de luz.

TRANSMISSOR Aparelho telef8nico. Célula fotoelétrica e circui- Cgmera, transmissores e

tos auxiliares. antenas.

CANAL Fio condutor que liga um Fios conduzindo ao sole- Espaço livre.

aparelho a outro. nóide que move a pona.

RECEPTOR O outro aparelho telef8- Mecanismo solenoidal: Antena e àparelho de TV.

nico.


DESTINO Ouvido humano. Pona. Telespectador.

RUÍDO Estática, interferência, linha Mau funcionamento de Estática, interferência, mau

cruzada, ruídos. algum dos dispositivos. funcionamento de algum

dos componentes .

EXEMPLOS DE SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES
dentro de um ponto de vista macroscópico, considerando principalmente o aspecto probabi-

lístico .


Kaplan afirma que "trabalhando com esses conceitos de comunicação e controle, a Cibernética se torna rele-

vante para o estudo do homem porque há em muitos sentidos um paralelismo entre o comportamento huma-

no e as máquinas de comunicação. Esse paralelo não é simples metáfóra, pois consiste numa semelhança de

estrutura entre os processos da máquina e os do comportamento humano"z6.


Em todos os sistemas de informa ão, afonte serve para fornecer mensagens. O trans-

missor oprera nas mensagens emitidas pela fonte, transformando-as em forma adequada ao

canal. O canal leva a mensagem sob a nova forma para um local distante. O ruldo perturba a

mensagem no canal. O receptor procura decifrar a mensagem gravada no canal e a transfor-

ma numa forma adequada ao destino. A partir daí, podemos generalizar que a teoria da

i formação parte do princípio de que a "função macroscópica das partes é a mesma para

todos os sistemas"2'. I
Wiener2s salienta que, no indivíduo, toda ir formaçdo do

amblente é recebida e coordenada petó sistema

nervoso central, que seleciona, arquiva e ordena os dados, enviando ordens aos músculos, as quais voltam

recebidas pelos brgãos de movimentação, passando a combinar com o conjunto de lnJormações já armazèna-

das para influenciarem as ações atuais e futuras. Assim, o conteúdo do que permutamos com o ambiente, aó

nos adaptarmos a ele, é a próprià inJormaçdo. O processo de receber e utilizar inJormações é justamente o

processo de ajustamento do indivlduo à realidade e o que lhe permite viver e sobreviver no ambiente.
26 Abraham Kaplan, "Sociology Learns the Language of Mathematies", Commentary, vol. 14, pp. 274 a

284,1952.

2 Abraham Kaplan, "Sociology Learns..., Comme tary, cit., p.169.

s Norbert Wiener, Cibernética, São Paulo, Ed. Polígono,1970.


CIBERNÉTICA E ADMINISTRAÇÃO
2. Conceito de Redundáncia
Redundância é a repetição da mensagem para que sua recepção correta seja mais garantida.

A redund&ncia introduz no sistema de comunicação uma certa capacidade de eliminar o

rufdo e prevenir distorções e enganos na recepção da mensagem. Por isso, quando se quer



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