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entrar em uma sala, bate-se na porta mais de duas vezes, ou quando se quer comprovar o

resultado de uma operação aritmética relativamente complexa, torna-se a fazê-la.

3. Conceito de Entropia


Entropia (do grego, entrope = uma transformação) é um conceito bastante controvertido

nas ciências da comunicação. A entmpia é a segunda lei da termodinâmica e refere-se à perda

de energia em sistemas isolados, levando-os à degradação, à desintegração e ao seu desapare-

cimento.
A segunda lei da termodinámica explica que a entropio cresce em qualquer mudança espontánea e que, se a

mudança for reversfvel, ela permanece constante. Tambim a ir ormação sempre sofre uma perda por ser

transmitida. Quando nenhum ruldo é introdurido na tronsmissDo, ela permanece constante. A entropia é

uma função que representa a quantidade de energia que sõ torna inaproveitável em um sistema. Wiener gene-

ralizou o conccito para a tcoria da ir;formoçdo : um conjunto de mensagens tambEm possui entropla. A irç(or-

maçBo só pode existir quando há pelo menos um bit, isto é, quando há pelos menos uma alternativa do tipo

sim/não ou 1/0 . Assim, todo sistemo de ir ormoçHo possui uma tend2ncia entrópica. Dai decorre o con-

ceito de ruldo.
Se a entropia significa a tendência à perda, à desintegração e à desorganização, o rever-

so c a segunda lei da termodinâmica é a entropia negativa, ou seja, o suprimento de ir orma-

ção adicional capaz, não apenas de repor as perdas, mas proporcionar integração e organiza-

ção no sistema.


4. Conceito de Informática


A i ormática é considerada a disciplina que lida com o tratamento racional e si temático da

ir ormaçtto por meios automáticos. Embora ngo se deva

confundir a ir ormática com com-

O conceito de 1r %rma do está intimamente ligado à noção de selcção e escolha. Quanto mais freqUente

for um sinal, menos ele informa, pois a sua ocorrincia pode ser parte de outras mensagens. A escolha mais simpla

entre duas possibilidad E representada pela alternativa sim/não (ou 1/0, ou cara/coroa ou interruptor ligado/

desliado). A quantidade de lqjorm 0o produrida por essa colha pode ser considerada como uma unidade básica

que E denominada blt do informação (bit é uma palavra formada do prefixo bi = binary e do sufvco t = digit;

blnary d gft = nbrnero bio rio). A medida de i jorma ão se fundamenta na possibilidade quantitativa de comparar

oin ados: um, no qual o sistema ainda nlo dispõe da informação' e outro, no qual o sistema já tevc

a da. Em face da sua extrcma nimplicidade, o sistema binário foi escolhido como sintema bgsico de refer ncia

nos modelos matelnádcon dos sinte nan de comunicaçõ
qgg INTRODUÇÃO A TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
putadores, na verdade ela existe porque existem os computadores. Na realidade, a informá-

tica é a parte da Cibernética que trata da relação entre as coisas e suas características, de

maneira a representá-las através de suportes de informação; trata ainda da forma de mani=

pular esses suportes, ao invés de manipular as próprias coisas. A informática é um dos fun-

damentos da teoria e dos métodos que fornecem as regras para o tratamento da in Jormação.

O processamento da in Jormação levou ao surgimento do computador eletrônico, o

qual deu início à era da informática, a partir de 1945. O primeiro computador eletrônico foi

provavelmente o Eniac, construído para o Exército Americano entre 1942 e 1945, na Univer-

sidade de Pensilvânia.
Para Wiener há um sistema análogo e paralelo de recepção e processamento de informaçdes entre o individuo

e o computador, isto é, há um paralelismo e uma analogia entre o funcionamento fisico do indivíduo e o

das máquinas de comunicação. Ambos buscam dominar a entropia (tendência à deterioraç o, à desorganiza-

ção, à indiferenciação) através da retroação. Em ambos, há um mecanismo de recepção de injormaçdes do

ambiente externo a níveis muito baixos, de energia, tornando-as acessíveis. Ainda em ambos, as injormações

são acolhidas, não no seu estado puro, mas através de meios internos de transformação. Os sistemas nervo-

sos do homem e do animal funcionam como sistemas de computação e contêm neurônios ou células nervosas

que funcionam como rélés. Cada nervo tem dois estados tfpicos do relé: disparo e repouso. A injormação é

passada ou retida. Também o computador é um sistema que lê, registra e processa informaçôes, guardando

os resultados desse processamento em uma membria, acesslvel por dispositivos de entrada e de saída. De um

modo simplifcado, o computador é constitufdo por uma unidade central de processamento (U.C.P.), uma

memória e dispositivos de entrada e de saida.


PRINCIPAIS CONSEQlTÊNCIAS DA CIBERNÉTICA

NA ADMINISTRAÇÃO


Com a mecanização que se iniciou com a Revolução Industrial, o esforço muscular do homem

passou para a máquina. Porém, com a automaçâo provocada pela Cibernética, muitas tare-

fas que cabiam ao cérebro humano passaram para a máquina.

Wiener" salienta que, se a primeira Revolução Industrial

desvalorizou o esforço mus-

cular humano, a segunda Revolução Industrial (provocada pela Cibernética) está levando a

uma desvalorizaçâo do cérebro humano. O computador tende a substituir o homem em uma

gama crescente de atividades, e com grande vantagem.

Duas são as principais conseqiiências da Cibernética na Administração: a automação e

a informática.


a) Automação


A automaçdo é uma síntese de ultramecanizaçâo, super-racionalização (melhor combinação

dos meios), processamento contínuo e controle automático (pela retroação que alimenta a

máquina com o seu próprio produto). Com a automação surgiram as fábricas autogeridas.

Algumas indústrias químicas, como as refinarias de petróleo, apresentam uma automação


CIBERNÉTICA E AH
quase total. O mesmo ocorre em organizações cujas reaç8es ouo

estáveis e cíclicas, como as centrais elétricas, ferrovias, metrôs etc.

Os autômatos, em cibernética, são engenhos que contêm dispositivos ca :

informações (ou estímulos) que recebem do meio exterior e produzir ações (ou respostas). O

autômato cibernético trata a informação de tal maneira que pode mudar até a sua própria

estrutura interna (aprendizagem) em função dela. Pode ser também um engenho ou um pro-

grama que tenha capacidade de aprendiza8em por tentativa-e-erro, ou seja, que melhora seu

desempenho graças à sua própria experiência. O aprendizado corresponde a um novo arranjo

interno da estrutura.

A "teoria dos autorriata" estuda de forma abstrata e simbólica as maneiras pelas quais

um sistema pode tratar as informações recebidas. As máquinas automáticas são capazes de

realizar uma seqiiência de operações até certo ponto semelhantes aos processos mentais

humanos, podendo ainda corrigir erros que ocorrem no curso de suas operações, seguindo

critérios preestabelecidos. Os equipamentos automatizados podem cuidar das funções de

observação, memorização e decisão.

Automação, de um modo geral, abrange três setores bem distintos:


a) integraçào, em cadeia contínua, de diversas operações realizadas separadamente, como o processo de

fabricação, por exemplo;

b) utilização de dispositivos de retroação e regulagem automática (retroação), para que as próprias máqui-

nas corrijam os seus erros;

c) utilização de calculadoras e computadores eletrônicos capazes de acumularem grandes volumes de dados

e analisá-los através de operaçôes matemáticas complexas, com incrível rapidez (inclusive na tomada de

decisdes) .

b) Informática


A injormática está se transformando em um importante ferramental tecnológico à disposi- !

ção do homem para promover o seu desenvolvimento econômico e social, pela agilização do

processo de decisão e pela otimização da utilização dos recursos existentes.

A sociedade do futuro terá de se fundamentar em outros valores humanos mais eleva-

dos. A Futurologia tem se incumbido de fazec sérias advertências nesse sentido. Grande parte

dos livros de ficção científica, talvez a maior parte, dedica-se a um tema muito debatido que

é o domínio do homem pela máquina. Muitos autores têm projetado e extrapolado tendên-

cias no sentido de estabelecerem prognósticos para a Humanidade.


SUMÁRIO
1. Embora seja uma ciência recente, a Cibernética proporcionou uma profunda influência

sobre a Administração,' não apenas em termos de conceitos e de id éias, mas principal-

mente pelos seus produtos como máquinas, computadores etc.

2. Alguns conceitos da Cibernética ultrapassaram as suas fronteiras e foram rapidamente

incorporados à teoria administrativa: o conceito de sisterna, a classificação de sistemas,


490 INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMWISTRAÇÃO
propriedades dos sistemas e a representaçàio de sistemas através de modelos. Igualmente

outros conceitos, como entrada, saída, processamento, caixa negra, retroação, homeos-

tasia e informação, são utilizados hoje na linguagem comum da teoria administrativa. A

Teoria da Informação proporcionou uma visão mais ampla dos fenômenos de informa-

ção e comunicaçào dentro das organizações.

3. Assim, a Cibernética trouxe uma série de conseqiiências e influências muito poderosas

sobre a Administra ão.

" PERGIJNTAS PARA REVISÃO E DISCUSSÃO


1. Explique as origens e o advento da Cibernética.

2. Conceitue Cibernética.

3. Qual o campo de estudo da Cibernética?

4. Dê a classificação arbitrária dos sistemas.

5. Quais as propriedades dos sistemas cibernéticos?

6. Explique a hierarquia dos sistemas.

7. Explique a representação dos sistemas através dos modelos.

I ? ais os ti os de modelos?

8. O que é um mode o Qu p

" 9. Dê o conceito de caixa negra.

! ' 10. Defina entrada.

11. Defina retroação.

;i 12. Quais os tipos de retroação? Como funcionam?

; 13 . Defina homeostasia.

14. Defina dados, informaç'ão e comunica ão.

15 . Explique a teoria de informação e os componentes de um sistema de comunicação.

16. Defina entropia e entropia negativa.

17. Defina ruido e redundância.

18. Defina informática.

19. Quais as principais conseq ências da Cibernética na Administração?

' CASO INDÚSTRIA FARMACÊUTICA REMÉDIO

S.A.
A I.F. Remédio é uma empresa familiar, de porte médio, adquirida recentemente por um

grupo estrangeiro. A direção da empresa era muito pátriarcal, mantendo elementos da antiga
CIBERNÉTICA E ADMINISTRAÇ, O 491
administração, que mantém grande intercâmbio de idéias e cooperação entre si, mesmo que

isto signifique prejuizo à empresa.

Anteriormente, mantendo um nível de negócios em volume regular, a empresa obtinha

bons resultados econômicos. Ag ,

este de seja expansão dos negócios a q )que nvestimento realizado lo ru o estrangeiro,

custo.


Ao adquirir a Remédio, o grupo estrangeiro pretendia movimentar a sua estrutura em

função de uma expansão a curto prazo, para triplicar seus negócios. O novo grupo realizou

grandes investimentos, arregimentou elementos administrativos e produtivos de outros labo-

ratórios para poder, com pessoal já participante deste ramo de negócios, em pequeno es a o

de tempo, obter a éxpansão desejada.

Como principal forma de expandir-se rapidamente, estendeu o regime de vendas -


que podo di tament às fard á f - para a venda aos grandes distribuidores (atacadistas)

armácias. Alugou um prédio para melhorar as suas condi-

ções de armazenagem e distribuição dos produtos.

Nesta situação de urgência em creseimento, alguns erros básicos foram cometidos:

a) O critério de escolha dos distribuidores foi superFicial e apressado, concedendo-se vultosos créditos a

quem não teria condiçdes de obtê-los em situação normal.

b) Dilataram-se as condiç8es de pagamento de 30 dias fora o mFs para 30-60-90 dias. Muitos acordos foram
dade da ár de Vé d os prazos ainda mais por ocasião da cobrança, que também era responsabili-

c) Foram aumentadas as comiss8es dos vendedores de 3% para 5%, aumentando-se também a revisão de

vendas consideravelmente. P

d) Aumentou-se o número de vendedores de 100 para 180, assim como a frota de veículos, sem uma medi ão

anterior das necessidades.

e) Foi delin da uma campanha de Promoção e Propa -rnsuficiente para dar vazgo às grandes quanti-

dades de rodutos colocados nos distribuidores, que passaram a ter muita dificuldade em rovocar a rota-

ção desses produtos no mercado.

f) Foram adquiridas grandes quantidades de matérias-primas, provocando uma su restoca em e conse-

qilente elevação das contas a pagar a fornecedores.


Os aspectos acima provocaram uma situação realmente difícil, que passou a agravar-se

tendo em vista o seguinte:


a) Os distribuidores passaram a atrasar seus pagamentos, diminuindo gradativamente o seu volume de

compras.


b) A caneira de contas a receber passou a crescer cada vez mais, pois:
1. A área de Finanças passou a lançar n>= o dos papéis para desconto bancário.

2. A área de Finanç passou a utilizar sua condição de empresa tradicional na praça para obter emprésti-

mos bancários a sar da situação de seu balanço que demonstrava razoável prejuízo, pelo lançamento

3 em seus registros do investimento para compra feita pelo grupo estrangeiro.

Q D o crédito começou a ser restringido a área de Finanças não tinha condiçào de cum rir seus

compromissos, principalmente com relação às importações de matérias-primas, apesar de ter p mãos

muitas duplicatas.
c) As despes operacionais, com a queda das vendas, cresceram assustadoramente para 46%. As des sas

ad`miiristrativas chegaram ao nível de 12% ao mês.

d) Verificou-se que 5% de seus clientes ativos detinham 71 % de sua carteira, que em números absolutos era:
Total de clientes = 4:671 = l00%

5% de clientes - 239 = 71%


492 INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
e) O lucro suspenso da empresa, em milhares de cruzeiros, teve o seguinte comportamenlo:

I971 3.430.429

I972 10.524.919

I973 (-I2.343.490)

1974 (-I8.557.078)
Por outro lado, permanecia na empresa o sistema de manter ao máximo possível o

pessoal antigo, a qualquer preço, mesmo que muitos funcionários permanecessem vegetando

sem nada produzir. Isto provocou um custo administrativo muito elevado, pois a indústria

possuía quase que o mesmo número de pessoal produtivo e administrativo: ao piorar a situa-

ção, muitos dos elementos produtivos foram dispensados.
CAPÍTULO 16

TEORIA MATEMÁTICA

DA ADMINISTRA AO

Objetivos Deste Capítulo


Proporcionar uma visão rápida da influência de téenicas matemáticas sobte a Admi-

nistração, principalmente sobre o processo decisorial.

Mostrar as potencialidades da aplicação de modelar matemáticos em Administração.

Introduzir os conceitos preliminares depesquisa operacionule suas variadas téenicas. ì


A Teoria Geral da Administração tem recebido no decorrer dos últimos trinta anos uma infi-

nidade de contribuições da Matemática sob a forma de modelos matemátrcos capazes de pro-

porcionar soluçees de problemas empresariais, seja na área de recursos humanos, de produ-

ção, de comercialização, de finanças ou na prbpria área de administraçãqgeral. Boa parte

das decisees administrativas podem ser tomadas na base de soluçees assentadas em equações

matemáticas que simulam certas situaç8es reais, que obedecem a determinadas "leis" ou

regularidades.

A Teoria Matemática aplicada aos problemas administrativos é mais conhecida como

Pesquiso Operacional. Embora a denominação Pesquisa Operacional (P. O.) seja consagrada

universalmente, ela é muito genérica e não há uma idéia efetiva a respeito dos seus objetivos.

Muito embora a Teorra Matemática não seja propriamente uma escola bem definida

(como a Teoria Clássica ou a Teoria das Relações Humanas), ela é uma tendência muito

ampla que encontramos em um grande número de autores e estudiosos, cujo número de

adeptos e defensores aumenta gradativamente. A Teoria Matemática põe ênfase no processo

decisório.


494 INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
ORIGENS DA TEORIA MATEMÁTICA

NA ADMINISTRAÇÃO


Grosso modo, a Teoria Matemática surgiu na Administração a partir de quatro causas

básicas:
a) O trabalho clássico sobre a Teoria dos Jogos de Von Neumann e Morgenstern (1947): posteriormente,

Wald (1954) e Savage (1954) propiciaram enorme desenvolvimento para a leoria estatisllca da decisão,

para o que também contribuíram especialmente os trabalhos de H. Raiffa e R. Schalaifer da Uoiversidade

de Harvard e de R. Howard da Universidade de Stanford .

b) O estudo do processo decisório: por Herbert Simon e com o surgimento da Teoria dus Decisões, os estu-

diosos da Administração começaram a ressaltar a importância mais da decisào do que da ação dentro da

dinâmica organizacional. A tomada de decisão, tão importante para a teoria comporlamenlal, passou a

ser considerada um elemeoto de primeira importância no sucesso de qualquer sistema cooperativo.

c) A exislência de decisões programáveis: Herbert Simon já definira as decisees quallta!lvas (não-progra-

máveis e soménte possíveis de serem tomadas pelo homem) e as decisões quantitativas (programáveis e

passíveis de serem tomadas pelo homem ou programadas para a máquina). Apesar da complexidade do

processo decisório e das variáveis envolvidas, algumas decisões podem ser quantificadas e representadas

por modelos matemáticos.

d) O desenvolvlmento dos computadores: os computadores possibilitaram a aplicação e o desenvolvimento

de técnicas matemáticas nestes últimos tempos. Essa aplicação e desenvolvimento sb se tornaram viáveis e

exeqiiíveis graças ao còmputador, capaz de realizar em minutos operações que demandariam anos se

efetuadas em máquinas de calcular convencionais.


A Teoria Matemática surgiu com a concepção da P.O. no decorrer da II Guerra Mun-

dial. A preocupação de se aplicar o método cientifico de investigação e experimentação na

melhoria dos armamentos e técnicas militares levou os aliados a estenderem suas investiga-

ç8es de laboratbrios ao âmbito das prbprias operaç8es de guerra. Após 1945 , a P. O. passou

gradualmente a ser empregada em empresas públicas americanas e posteriormente às priva-

das, em face do seu sucesso nas operaç8es militares.


PROCESSO DECISORIAL


O processo decisorial é a seq ência de etapas que formam uma decisão. Constitui o campo

de estudo da Teoria da Decisão, que é aq i considerada como uma Teoria Matemática.

A tomada de decisão é o ponto focal da abordagem quantitátiva, isto é, da Teoria

Matemática. A tomada de decisão pode ser estudada sob duas perspectivas: a do processo e a

do problemaz.

R. D. Luce & H. Raiffa, Games and Decisions, New York, Willey, 1957. B. E. Collins & B. H. Rave ,

"Group Structure: Attraction, Coalitions, Communications and Power", in The Handbook of Soclal Psychology.

G. Lindzey & E. Aronson (ed.), New York, Wesley,1969. J. W. Thibault & H. H. Keiley, The Soclal PsycMolog v oJ

Groups, New York, Wiléy & Sons,1959.

2 Herbert A. Simon, The New Science oj Management Decision, New York, Harper & Row, Pubfishers,

Inc., I960, p. 2.
l ÁTICA DA ADlrIINIBTRAÇ O 495
I . Aersprr irao do processo: E uma pcrspcctiva muito gcnErica r x conocntra nas r apas da roinada de deri-

sdo, isto E, noproncsso drrisbrro como uma xqU2ncia dc atividada. O objctivo da Administração, dcntro

dcsta pcrspcctiva, E sdecionar a melhor altrrnativa no p d ; rio. Trata-x dr uma abordagcm

muito criticada por se rclacionar quax quc cxdusivamcntc com o proccdimcnto c não com o conteúdo da

dcrisão.

Dcntro dcsta pcrsprctiva, o pra,c o dcrrsorial cnvolvc uma scqti8ncia dr tris ctapas simples: .


a) dctcrminaçào dr qual E o problcma;

b) quais as altcrnativas posslvcis dc solução;

c) qual E a mclhor altcrnativa no caso (cscolha).
Esta perspcctiva x còncrntra mais na cscolha dcntrc as altcrnativas dc solução.

Há muitos modelos matemóticos quc procuram rctratar tcbrica c rcalisticamcntc como os administradorrs

tomam decis8es e que variam desde a complrta racionalidade (mcios visando objetivos) até a completa

irràcionalidadc (o dc prcdominam as cscolhas baxadas cm cmoçOcs c impulsos irraeionais), basrando-sc

na perspectiva de proresso.

2. Perspectiva do problemo: t uma pcrspcctiva oricntada para a rcsoluçllo dc problcmas. Esta perspcctiva é

criticada pdo fato de nào indicar os mcios suficirntcs para implcmcntaç o dircta r prla sua deficiência

quando as situaçõcs idcntificadas demandam difercntcs modolos dc implcmcntaçgo. Na perspectiva de

problemas, o tomador dc dcrisào podc aplicar mEtodos quantitativos para tornar o proresso decisória

mais racional possivd, concrntrando-x principalmrntc na drtcrminaç8o c cquacionamento do problema

a scr rrsolvido.
r P A E P C V

Fator:s Probl ma Alt rnativa Efeito: dai Probabilidade Cl aifica o E colha da á ;

de :olu ão altarnativs da q lt , ,elhor D ;

efeito ocorra conforrrta lternativa

probabilidad

E11P11C11

F1

12 C12 V1



1n Pln Cln

E21 P21 C21

C22 V2 D

n P2n C2n

E p '

n1 n1 Cn1



2 Pn2 Cn2 V3

Enn pnn


Ret P ta o ambianta

FLUXOGRAMA DO PROCESSO DEClSORIAL


496 INTRODUÇÃO A TEORIA GERAL DA ADMfl iISTRAÇÃO
Segundo a Teoria da Dprisão, todo problema administrativo equivale a um processo de

decrsão. Existem dois tipos extremos de decisão: as decisõesprogramadas e as decisões não-

programadas'. Esses dois tipos não são mutuamente exclusivos, mas representam dois pon-

tos extremos, entre os quais existe uma gama contínua de decis8es.


DecrsBes Programadas DecisBes Nao-programadas

Dados adequados Dadosinadequados

Dados repetitivos . Dados únicos

Condições estáticas Condiçees dingmicas

Certeza . Inccrteza
CARACTERfSTICAS DAS DECISÕES PROGRAMADAS E NAO-PROGRAMADAS

Fonte: David R. Hampton. Contempor ry Management, New York, McGraw-Hill Book Co., 1977, p. I75


Técniras de Tomada de Derisdo


Tipos de I7'ecrsão Tradicionais Modernos
Decisões repetitivas de Hábito Pesquisaoperacional

rotina Rotina (Procedimen- Análise matemática

tos padronizados de Modelos

ação). Simulac o em compu-

tador.
Programadas Decisees attavés de pro- Estrutura organiza- Processamento eletr8-

cessos específicos esta- cional nico de dados.

belecidos pela organi- (Expectativascomuns,

zação Sistema de objetivos,

Canais de informação

bem definidos).


Decisees de momento, Julgamento, intuiçào Técnica heurística de

mal estruturadas e de e criatividade. soluçào de problemas

novas políticas Regras empíricas. aplicada a:



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