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A roxima-se da perfeiç o instrumental quando produz um único tipo de produto-padrgo, repetitivamente

e a uma taxa constante. "Um único tipo de produto signifca a necessidade de uma única tecnologia e,

ortanto, de critérios definidos para as escolhas de máquinas e ferramentas, construção de dispositivos

ara o tluxo do trabalho, aquisição de matérias-primas e seleção de operadores humanòs. A repetição dos

processos produtivos proporciona a experiência

como meio de eliminar imperfeiç8es na tecnologio; a

é peri tZcia podé levar a modificaç8es do maquinário e proporcionar a base para uma manutenção preven-

tiva programada. A repetição significa que os movimentos humanos podem também ser examinados atra-

vés de treinamento e prática, reduzindo os erros e as perdas de energia a um mínilno. É talvez neste sentido

que o movimento da Administraçdo Cientljica prestou sua maior contribuição."

2. Tecnologia mediadora: algumas organizaç8es têm por função básica a ligação de clientes que são ou

dese am ser interdependentes. O banco comercial liga os depositantes com aqueles que tomam empresta-

do. A companhia de seguros liga aqueles que desejam associar-se em riscos comuns. A empresa de propa-

ganda vende tempo ou espaço, ligando os veículos às demais òrganizaç8es. A companhia telefônica li a

aqueles que querem chamar com os que querem ser chamados. A agência de colocaç8es medeia a procura

com a oferta de empregos.


olvi-

I00), s James D. Thompson, Dinâmica Organizocional: Fundamentos Sociológicos da Teoria Administrativa,

cit., pp. 30-33.

rtiva, 9 James D. Thompson, Dinâmica Organizacional: Fundamentos Sociológicos da Teoria Administrativa,

cit., p. 31.
566 INTRODUÇÃO À TEQRIA GE RAL DA ADMÌNISTRAÇÃÓ

Cliente


EMPRESA

MEDIADORA


Cliente

TECNOLOGIA MEDIADORA
Adaptado de: James D. Thompson, inâmica Organizacional. Fundamentos Sociológicos da Tec

Administrativa, São Paulo, Ed. McGraw-Hill do Brasil, 1976, pp. 31-32.


A complexidade da tecnologia mediadora reside no fato - não da necessidade de ter cada atividade eng

nada às necessidades da outra, como na tecnologia de elos em seqiiência - de requerer um funcionamen

dentro das modalidades padronizadas e, extensivamente, envolvendo clientes ou compradorés múltipl

distribuídos no tempo e no espaço.

O banco comercial precisa encontrar e agregar depósitos de diversos depositantes; mas, por mais divers

que sejam os depositantes, a transação devé corresponder aos termos-padrão e a procedimentos de esc

turação e contabilização uniformes. Por outro lado, é preciso também encontrar os que querem tom

emprestado; mas não importa quão variados seus desejos ou necessidades, os empréstimos precisam s

feitos de acordo com critérios-padrão e a condiç8es aplicadas de maneira uniforme à categoria adequai

especifcamente àquele que toma emprestado. Riscos desfavoráveis que recebam tratamento preferenci

prejudicam a solvência do banco. A padronizaçdo permite à companhia de seguros definir categorias i

risco, e conseqtientemente classificar seus clientes ou compradorés em potencial em categorias agregad

convenientes. "Apadronizaçdo permite o funcionamento da tecnologia mediadora pelo tempo e atrav

do espaço, assegurando a cada egmento da empresa que outros segmentos estão funcionando de manein

compatlveis. ,É em situaç8es como estas que as técnicas burocráticas de categorização e de aplicaç

impessoal dos regulamentos têm sido mais benéficas."2o

3. Tecnologia intensivo representa a focalização de uma ampla variedádt' bilidades e especializaçe,

sobre um único cliente. A organização emprega uma variedade de técmCás pãra conseguir uma modif

cação em algum objeto específico e a seleção, combinação e ordem de áplicaç o são determinadas p

realimentação pelo próprio objeto. O hospital representa uma espfcie deste tipo de organizaçào, bei

como a indústria de construção e a pesquisa.

zo James D. Thompson, Dindmica Organ rrorr , tur 6gicas da Teoria Administrativi

cit., p. 32.
TEORIA DA CONTING NCIA 567

g t cnicas espB

N 4o5 Cia/iz

58
Cliente


TECNOLQGIA INTENSIVA
Adaptado de: James D. Thompson, DinBmica Orgenizacional. Fundamentos Socio/bgicos da Teoria

Administrativa, São Paulo, Ed. McGraw-Hill do Brasil, 1976, pp. 32-33.

Ohospital geral ilustra bem a aplicação da tecno/ogia intensiva: a qualquer momento, uma intecnação de

emergência pode exigir alguma combinaç o de serviços dietéticos, radiológicos, de laboratório etc., em

conjunto com diversas especialidades médicas, serviços farmacêuticos, terapias ocupacionais, serviços de

trabalho social e serviços espirituais religiosos. Qual destes, é quando, só poderá ser determinado pela

evidência do estado tio paciente ou da sua resposta ao tratamento. A tecnologia intensiva requer a aplica-

ção de parte ou de toda a disponibilidade das aptidees potencialmenté necessárias, dependendo da correta

combinação conforme exigidas pelo caso ou projeto individual. Ela conduz praticamente a uma organi-

zoçdo do tipo de projeto.

TECNOLOGIA: I PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
Elos em seq 8nciá Interdepend8ncia serial entre as diferentes tarefas:

Enfase no produto.

. Tecnologia fixa e estável.

Repetitividade do processo produtivo, que é ciclico

Abordagem tfpica da Administração Cientifica.
Mediadora Diferentes tarefas padronizadas são distribufdas extensivamente em dife-

rentes locais.

Enfase em clientes separados, mas interdependentes que são mediados

pela empresa .

Tecnologia fixa e est8vel, produto abstrato.

Repetitividade do processo produtivo, que é padronizado e ujeito a normas .

e procedimentos.

Abordagem tfpica da Teoria da Burocracia.


Intensiva Diferentes tarefas são focalizadas e convergidas sobre cada cliente tomado

irldividualmente.

. Enfase no cliente.

. Tecnologia flexlvel.

. Processo produtivo envolvendo variedade e heterogeneidade de técnicas

que são determinadas através da retroação fornecida pelo prbprio objeto

Iclientel.

Abordagem ttpica da Teoria da Conting8ncia.

A TIPOLOGIA DE TECNOLOGIAS SEGUNDO THOMPSON
568 INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
Em outra obra2' , Thompson classifica a tecnologia em dois tipos básicos
1. Tecnologiajlexlvel: a flexibilidade da tecnologia refere-se à extens8o em que as máquinas, o conhec mento

técnico e as matérias-primas podem ser usados para outros produtos ou serviços.

2. Tecnologiajixa: é aquela que não permite utilização em outros produtos ou serviços.
As influências da tecnologia - sejafTexfvel oufixa - são melhor perceptíveis quando

associadas com o tipo de produto da organização. Os autores classificam os produto em

dois tipos básicos:
1. Prodúto concreto: produto que pode ser descrito com grande precisão, identificado com grande especifi-

cidade, medido e avaliado.

2. Produto abstrato: não permite descrição precisa, nem identificação e especi6cação notáveis.
Ambas as classificações binárias podem ser reunidas em uma tipologia de tecnologia e

produtos que permite considerar as suas conseqiiências para a elaboração da política admi-

nistrativa global de uma organização. Daí as quatro combinações:
I . Tecnologia fixa e pioduto concreto: típica de organizaç8es onde as possibilidades de mudanças tecnoló-

gicas são muito pequenas e mesmo difíceis. A grande preocupação reside na possibilidade de que o

mercado venha a rejeitar ou dispensar o produto oferecido pela ocganização. A formulação da estratégia

global da organização procura enfatizac a colocação ou a distribuição doproduto, com especial reforço na

área mercadológica. O exemplo típico são as empresas do ramo automobilístico.

2.. Tecnologiaj xa eproduto abstrato: a organização é capaz de mudar, embora dentro dos limites impostós

pela tecnologiaJrxa ou inflexível. A formulação da estratégia global da organização procura enfatizar a

obtenção do suporte ambiental necessário para a mudança. Assim, as partes celevantes do ambiente de

tarefa precisam ser influenciadas para que aceitem novos produtos que a organização deseja oferecer. O

exemplo típico são as instituições educacionais baseadas em conhecimentos altamente especializados e que

oferecem cursos variados.

3. Tecnologiaflexlvel eproduto concreto: a organização pode efetuar com relativa facilidade mudanças para

um produto novo ou diferente através da adaptaçgo das máquinas e equipamentos, técnicas, conheci-

mentos, pessoal etc. A estratégia global procura

enfatizar a inovação através da pesquisa e desenvolvi-

mento, isto é, a criação constante de produtos diferentes ou de caracterfsticas novas para antigos pro-

dutos. O exemplo típico são as empresas do ramo de plásticos, de equipamentos eletrônicos, tremenda-

mente sujeitos a mudanças e inovaçôes tecnológicas fazendo com que as tecnologias adotadas sejam cons-

tantemente reavaliadas e modif,cadas ou adaptadas.

4. Tecnologia flexfvel e produto abstrato: encontrada em organizaçôes com grande adaptabilidade ao meio

ambiente. A estratégia global enfatiza a obtenção do consenso externo em relação ao produto ou serviço a

ser oferecido ao mercado (consenso de clientes) e aos processos de produç o (consenso dos empregados),

já que as possibilidades de mudanças tecnológicas são muitas e o problemà maior da organização rrside na

escolha entre qual a alternativa mais adequada entre elas. O exemplo típico s o as organizaçôes secretas ou

mesmo abertas, mas extra-oficiais, as empresas de propaganda e de relaç8es públicas, as empresas de

consultoria administrativa, de consultoria legal, de auditoria etc.

As coaç8es e contingências impostas por diferentes tecnologios e diferentes produtos sào importantes para

a organizaç o e para sua administração, pois em um nível de análise mais amplo, todas as organizaçôes

apresentam problemas semelhantes nestes dois aspectos. Uma organizaçào comprometida com uma

tecnologia específica pode perder a oportunidade de produzir determinado produto para outras organi-

zaçôes de tecnologias mais flexíveis, pois, à medida que uma tecnologia se torna mais especializada, a

flexibilidade da organização de passar de um produto para outro com relativa rapidez tende a decrescer.

2 lames D. Thompson e Frederick L. Bates, Technology, Organization and Administratlon, Ithaca, Busi-

ness and Public Administration School, Cornell University,1%9.


TEORIA DA CONTINGENCIA 56g
PRODUTO

lento Concreto Abstrato


Poucas possibilidades de mudan- . Algumas possibilidades de mu-

ças: pouca flexibilidade. danças, dentro dos limites impos-

ndo Estratégia voltada para a coloca- tos pela tecnologia.

ção do produto no mercado. Estratégia voltada para a obten-

Enfase na 8rea mercadolbgica ção da aceitaç o de novos pro-

Fixa da empresa. dutos pelo mercado.

, Receio de ter o produto rejeitado Enfase na 8rea de mercadologia

pelo mercado. /especialmente promoção e pro-

pagandal.

Receio de não obter o suporte

ambiental necess8rio.

TECNOLOGIA

Mudanças relativamente f8ceis Grande adaptabilidade ao meio

nos produtos, através de adap- ambiente: grande flexibilidade.

tação ou mudança tecnolbgica. Estratégia voltada para obtenção

ó- Estratégia voltada para a inova- de consenso externo /quanto aos

o o ção e criação constante de novos novos produtos/ e consenso

produtos ou serviços. interno /quanto aos novos pro-

ina Flexivel Enfase na 8rea de pesquisa e cessos de produção .

desenvolvimento. . Enfase nas 8reas de pesquisa e

tós desenvolvimento Inovos produ-

r a tos e novos processosl, merca-

de dologia Iconsenso dos clientesl e

recursos hum nos /consenso dos

empregadosl.

MATRIZ DE TECNOLOGIA/PRODUTO DE THOMPSON E BATES


Adaptado de: James D. Thompson e Frederick L. Bates, "Technology Organizations and Administration",

Administrative Science Quarterly, vol. 2, pp. 31-32, dez. 1957.

Porém, à medida que uma tecnologia se torna mais complicada, torna-se mais difcil a entrada de novos

concorrentes em um determinado mercado de produtos ou serviços. Essa entradá ocorre mais facilmente

nos casos em que uma empresa já existente e dotada de grandes recursos aplica .uma parte deles em um

novo campo de atividades ou de produtos ou então nos casos em que uma nova organização aproveita o

surgimento de uma nova tecnologia, usufruindo a sua vantagem de nãn estar condicionada ou aprisionáda

a uma tecnologia já existente. Ta nbém, 8 medida que uma tecnologia se forna mais complexa, a organi-

zação que dela se utiliza passa a tér menos controle sobre o processo tecnológico global, tornando-se mais

dependente de outras empresas do ambiente de tareja, o que tende a diminuir também a sua flexibilidade

na formulação de objetivos e na administração de seus recursos. A dependência crescente de especialistas,

no caso, significa mais dependência do treinamento prévio feito por outras organizaC es, como univer-

sidades e institui òes de treinamento especializado. O treinamento especializado, por sua vez, desde que

requerido pelo desenvolvimento tecnolbgico, aumenta a heterogeneidade da organização, exigindo um

maior esfór o de integração e de coordenação. À medida que ocorre a dijerenciaç o pela heterogeneida-

de, aumenta a necessidade de integraçõo para que a organiza o assegure a sua unidade.


570 INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
Impacto da Tecnologia
A influência da tecnologia sobre a organização e seus participantes é muito grande. Em

resumo, podemos dizer que :


a) A tecnologia tem a propriedade de determinar a natureza da estrutura organizacional e do comporta-

mento organizacional das empresas. Alguns autores falam de imperativo tecnológico para se referirem ao

fato de que é a tecnologia que determina (e não influencia simplesmente) a estrutura da organização e o

seu comportamento. Apesar do exagero da afirmação, não resta dúvida alguma de que existe um forte

impacto da tecnologia sobre a vida, natureza e funcionamento das organizaçôes.

b) A tecnologia, isto é, a racionolidade técnica tornou-se um sinônimo de efrciência. E a efrciência tornou-se

o crltérlo normativo pelo qual os administradores e as organizaçôes são costumeiramente avaliados.

c) A tecnologia, em nome do progresso, cria incentivos em todos os tipos de empresas, para levar os admi-

nistradores a melhorarem cada vez mais a eficácia, mas sempre dentro dos limites do critério normativo de

produzir eficiência.

CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS ORGANIZACIONAIS:

DIMENSÕES-CHAVES

DA TECNOLOGIA: Fechado/Mecantstico Aberto/Org nico
Natureza geral das tarefas Repetitivas, rotineiras, rigida- Variadas, não-rotineiras, ma-

mente estabelecidas. leáveis.

Entrada (input/ dos proces- Homog nea. Heterogênea.

sos de transformação

Satda Ioutput/ dos proces- Estandardizada, fixada. Não-estandardizada, variável.

sos de transformação

Conhecimento Especializado Ibase Iimitadal. Generalizado Ibase amplal.

Métodos Programados, algoritmos. Não-programados, heurts-

ticos.

Propensão à mudança Estabilidade. Dinamismo.



VISÃO CQNTINGENCIAL SOBRE O SISTEMA TÉCNICO

Adaptado de: Fremont E. Kast e James E. Rosenzweig, Contingenc Views of Organization and Manage-

ment, Chicago, Science Research Associates, Inc., 1973, pp. 314-315.

Pesquisa de Joan Woodward


Joan Woodward, socióloga industrial inglesa, organizou uma investigação para saber se os

princípios de Administração propostos pelas várias teorias administrativas, se correlaciona-

vam com o êxito do negócio quando postos em prática23. A pesquisa envolveu uma amostra

zz V,r;lliam G. Scott e Terence R. Mitchell, Organlzation Theory: A Structuroland BehavioralAnalysis, ci!.,

pp. 307-308.

2j Joan Woodward; Management and Technology, London, Her Nfajesty's Stationery Office, 1958.


TEORIA DA CONTINGÉNCIA 571
de l00 firmas de diferentes tipos de negócios, cujo tamanho oseilava de 100 a 8.000 empre-

gados, situadas em uma área geográfica do su1 da Inglaterra. As 100 firmas foram classifi-

cadas em três grupos amplos de tecnologia de produção, cada um deles envolvendo uma

diferente maneira de produzirz":


1. produçdo unitária ou ojicina: a produçào é feita por unidades ou por pe uenas quantidades, cada produto a

seu tempo sendo modificado à medida que é feito. Os trabalhadores utilizam uma variedade de instrumentos

e ferramentas. O processo produtivo é menos padronizado e menos automatizado. É o caso da produçào de

navios, geradores e motores de gcande porte, aviees comerciais, locomotivas e confecçees sob medida;

2. produçãõem massa ou mecanizada: a produção é feita em grande quantidade. Os operários trabalham em

linha de montagem ou operando máquinas que podem desempenhar uma ou mais operaçdes sobre o

produto. É o caso da produção quel equer máquinas operadas pelo homem e linhas de produção ou

montagem padronizadas, como as empresas montadoras de automóveis;

3. produçdo em processo ou automatizada: produção em processamento contínuo em que um ou poucos

operários monitorizam um processo total ou parcialmenf8. automático de produção. A participação

humana é mínima. É o caso do processo de Qrodução empregado nas refinarias de petróleo, produção

química ou petroquímica, siderúrgicas etc.


Os três tipos de tecnologia - produ ão unitária, em massa e por processamento contf

nuo - envolvem diferentes abordagens na manúfatura dos produtos, cada qual com pro-

cesslos de produção diferentes.

As conclusões de Woodward, tomadas de seus três livrosz5, são as seguintes:


1. O desenho organizacional é profundamente afetado pela tecnologia utilizada pela

organização' as firmas de produ ão em massa bem sucedidas tendiam a ser organi-

zadas em linhas clássicas, com ileveres e responsabilidades claramente definidos,

unidade de comando, clara distinção entre linha e staffe estreita amplitude de con-

trole (5 a 6 subordinados para cada chefe executivo). Na tecnologia deprodu ão em

massa aforma burocrática de organização mostra-se associada com sucesso. Porém,

nos outros tipos de teenologias, a forma organizacional mais viável não é aquela

desenhada pelos princfpios clássicos.

2. Há umaforte correla ão entre éstrùtura organizacionaÍ e a previsibilidade das técni-

cas de produção: a previsão de resultados é alta para a tecnologia de produção por

processamento continuo e baixa para a tecnologia de produ ão unitária (oficina).
Previsibilidade Idas

Tecnologia de Produção: Técnicas de Produção:


Produção Unitária Baixa

Produção em Massa Média

Produção Contínua Alta

z4 A pesquisa envolveu 100 firmas: 24 de produção unitária, 31 de produçãó emhnassa, 25 de produção por

' processo e 20 de sistemas combinados de produção.

zs Os três livros de Woodward sào: Management and Technology, cit.; Indusqrial Orgonizations: Behavior

and Control, London, Oxford University Press, 1970; Industrial Organizations: Theóry and Practice, cit.
512 INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO
A previsibilidade dos resultados afeta o número de níveis hierárquicos da organiza-

ção, fazendo com que haja uma forte correlação entre ambas as variáveis: qua to

menor a previsibilidade dos resultados, menor a necessidade de aumentar os níveis

hierárquicos, e quanto maior a previsibilidade, tanto maior o número de níveis

hierárquicos da organização.
Tecnologia de Produção: Número de Níveis Hierárquicos:
Produção Unitária Menor

Produção em Massa Médio

Produção Contínua Maior
3. As empresas com opera ões estáveis necessitam de estruturas diferentes daquelas

organizações com tecnologia mutável. Organizações altamente estruturadas e buro-

cráticas com um sistema mecanfstico de administração são mais apropriadas para

operações estáveis, enquanto a organização inovativa com tecnologia mutável

requer um sistema orgânico" mais adaptativo2ó.
Grau de Padronização

Tecnologia de Produção: e Automatização:


Unitária (oficina) Menor

Em Massa (mecanizada) Médio

Contínua (processo automatizado) Maior
4. Predomínio das funções da empresa: a conclusão é que a importância de vendas,

produção ou engenharia, na empresa, depende da lecnologia específica empregada.


Tecnologia: Predomínio:
Produção Unitária Pes oal de Engenharia (Pesquisa e Desenvolvimento)

Produção em Massa Pessoal de Produção (Operações)

Produção em Processo Pessoal de Marketing (Vendas)
TECNOLOGIA E PREDOMÍNIO
Em resumo, para Woodward há um imperativo tecnológico: é a tecnologia adotada

pela empresa que determina a sua estrutura e o seu comportamento organizacional.

Joan Woodward (ed.), Industrial Organizatiorr: Theory

and Practice, cit.,1970.


TEORIA DA CONTINGENQA

AS ORGANIZAÇÕES E SEUS NÍVEIS


Para a Teoria da Contingência não existe uma universalidade dos princfpios de Administra-

ão nem uma única melhor maneira de organizar e estruturar as organizações. A estrutura e

comportamento organizacional são variáveis dependentes. As variáveis independentes são o

ambiente e a tecnologia. O ambiente impõe desafios externos à organização, enquanto a

tecnologia impõe desafios internos. Para se defrontar com os desafios externos e com os

desafios internos, as organizações se diferenciam em três nfveis organizacionais, qualquer

que seja a natureza ou tamanho da organização, a saber2':
a) Nível Institucional ou Nível Estratégico
Corresponde ao nível mais elevado da empresa, composto dos diretores, dos proprietários

ou acionistas e dos altos executivos. É o nível onde as decisões são tomadas e onde são esta-

belecidos os objetivos da organização, bem como as estratégias para alcançá-los. O nível

institucional é predominantemente extrovertido: é o nível que mantém a interface com o

ambiente. Lida com a incerteza, exatamente pelo fato de n o ter poder ou controle algum

sobre os eventos ambientais presentes e muito menos capacidade de prever com razoável pre-

cisão os eventos ambientais futuros.

b) Nível Intermediário


Também chamado nfvel mediador ou nfvel gerencial, é o nível colocado entre o nfvel institu-

cional e o nfvel operacional, e que cuida da articulação interna entre estes dois níveis. Trata-

se da linha dó meio de campo. Cuida também da escolha e captação dos recursos necessá-

rios, bem como da distribuição e colocação do que foi produzido pela empresa nos diversos

segmentos do mercado. É o nível que lida com os problemas de ad equação das decisões

tomadas ao nfvel institucional (no topo) com as operações realizadas no nfvel operacional

(na base da organização). O nlvel intermediário é geralmente composto da média adminis-



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