Prefácio 2 Introdução 4



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PELA VERDADE

A ação do Espírito sobre a Matéria


Luiz de Mattos

9ª edição, 1983


Índice

Prefácio 2

Introdução 4

Aos acadêmicos 5

1. A vida moderna e a debilidade nervosa 6

2. A cura dos nervosos - I 8

3. A cura dos nervosos - II 9

4. A ignorância dos materialistas é a mais perigosa 11

5. Não pode haver efeito sem causa 13

6. Contradições da medicina 14

7. O mar tempestuoso da vida terrena transborda, quem não se preparar para enfrentar o temporal será arrastado na voragem 16

8. Saber onde canta o galo. E cantar de galo 18

9. O medo da loucura e o subconsciente do nervoso 19

10. O Racionalismo Cristão quer o cumprimento da verdade 21

11. Distúrbios da alma 23

12. Dores de consciência já sentidas 24

13. Não sabem o que dizem 25

14. Educação psicomoral 27

15. Medicina moderna precisa ser completada 28

16. Os porquês das mentiras científico-médicas, que tantos males têm causado à humanidade 29

17. Parecer e não ser mestre copista 31

18. Um parto científico após catorze anos de gestação 33

19. Por si se destroem 34

20. Pedantismo científico 36

21. O diabo tornado ermitão 37

22. Não mais imperam os loiolas científicos 39

23. Camarão não passa nesta malha, porque é esta a rede da verdade 41

24. A moral verdadeira tem por princípio soberano o dever 43

25. O nervosismo é um mal psíquico 44

26. A fadiga cerebral 46

27. A ciência materialista em apuros 48

28. Cada um dá o que tem. 49

29. Entre uns e outros 51

30. O sentir real do médico e o remorso em ação 52

31. Doutrinas falsas 55

32. Os cavouqueiros da verdade são invencíveis 57

33. O cérebro não é a sede da vida nem produz pensamentos. 59

34. Inteligência a peso 60

35. Penedos científicos 63

36. Novo rumo 65

37. A composição do Universo 67

38. Para se compreender a Verdade 69

39. Força e Matéria 71

40. Os diversos estados da Força e da Matéria 72

41. Inteligência Universal 73

42. A educação da vontade 75

43. O Espiritismo é uma verdadeira ciência. 78

44. A origem da medicina 79

45. O Espiritismo é a ciência das ciências, afirmam os médicos eruditos e honrados. 80

46. A medicina, sua origem e situação na atualidade 81

47. Como os médicos honrados lecionam. 83

48. O Espiritismo, seu estudo e instrumentos 85

49. O fenômeno vital, denominado atavismo 87

50. O papel do Espiritismo na Antropologia e na Nosologia 89

51. O estado psíquico e sua influência sobre as doenças 91

52. O atavismo explicado pelo Espiritismo Racional e Científico 93

53. Corpos e fenômenos, eis o que se nos depara no mundo. 94

54. A alma humana 96

55. A vontade, a consciência e o livre-arbítrio 98

56. Gênese da alma 100

57. A força psíquica 102

58. A formação da inteligência 103

59. A percepção, a memória, a compreensão, a concepção e a imaginação 105

60. A evolução da alma, a lei do trabalho e a lei da reencarnação 107

61. Que é o mundo? 109

Prefácio



PELA VERDADE vem a público como obra de luta, mas de luta construtiva, como foi toda a vida de seu imortal autor.

Há aqui a demonstração eloqüente da capacidade e brilho com que Luiz de Mattos tecia as suas campanhas, afirmando sempre a sua personalidade invulgar de construtor sadio, que lança os lampejos da sua inteligência sobre a multivariedade dos assuntos que mais diretamente a solicitam, para desbravá-los, com a sua indiscutível boa vontade de esclarecer seu semelhante.

Abrangendo, na sua pesquisa, campos de outros mais conhecidos, ainda assim o seu talento polimorfo se afirmou como um colaborador sensato e honesto, rasgando caminhos novos em setores científicos ainda ignorados.

No terreno do psiquismo, abandonado pelo materialismo ortodoxo aos planos secundários e desprezíveis do misticismo e da superstição, Luiz de Mattos traçou, com pulso firme de Mestre, um vasto programa de estudos, que culminaram numa melhor compreensão do homem, da vida e do Universo.

Sem estudos médicos que !he outorgaram uma bagagem desses conhecimentos, pôde, ainda assim, à maneira de Pasteur, tornar-se o descobridor de causas novas de doenças, desbravando um terreno inculto pela desídia dos homens de ciência, e proclamando, com dados objetivos, que a atividade mental do individuo influi, poderosamente, tanto na sua saúde, quanto na doença.

É bem verdade que há muitos séculos se fala, discute e afirma em obras médicas, que o psiquismo individual pode, por si só, ocasionar distúrbios da mais variada natureza.

Verificamos, porém, que as vozes que se têm erguido nesse sentido, pela unilateralidade dos seus conceitos, foram postas à margem, por não terem encontrado a acústica precisa para assertivas de tão alto teor.

Vencer sempre aquele outro ponto-de-vista, também unilateral, de encarar o lado psíquico do homem, como subalterno da matéria, e assim mais acentuadamente se vinculou o espírito ao corpo, ou a alma à matéria.

Com Luiz de Mattos, começamos a ter uma visão de conjunto, uma idéia mais harmônica e precisa das correlações existentes entre a alma e o corpo. Tudo isso, bem interpretado, nos leva àquela unidade do ser que os nossos tempos, de mais liberdade de raciocínio, deixam antever.

Assim, começamos a dar, por uma medida de reconhecida justiça, o devido valor aos estudos admiráveis que nos levaram ao conhecimento completo da matéria, e senhores de outros dados, avançamos, resolutos e decididos, no estudo sistematizado e científico daquela parte invisível do homem.

No terreno da saúde, já sabemos quais as causas físicas, microbianas, químicas e tantas outras das inúmeras doenças que a Medicina estuda. Mas, a estas, podemos acrescentar, dada a sua importância capital, a força psíquica, ainda hoje discutível, mas absolutamente impossível de ser negada. Foi exatamente visando essa demonstração, que Luiz de Mattos escreveu estas páginas, convidando os homens da ciência ao estudo criterioso da psique humana.

Criaturas pouco afeitas à ponderação e ao justo raciocínio, não compreenderam bem a obra do grande lidador, estigmatizando-a, logo, como malsã, por verem na crítica altamente construtiva que ele fazia à medicina materialista, na parte em que esta se sobrepunha à transcendência dos assuntos atinentes à Força, o ataque ao médico.

Os princípios do Racionalismo Cristão, fundado por Luiz de Mattos, têm, como origem, o estudo científico do homem, como base, a cultura e, como fim, a espiritualidade dos seres.

Podemos ainda, em breves palavras, definir essa obra grandiosa como tendo o estudo individual por princípio, o enobrecimento da família como base e a espiritualização dos povos como fim.

Os seus princípios basilares demonstram o desejo de que as criaturas esclarecidas e fortes abram caminho na vida, construindo existências úteis, sadias e valorosas, sobreexcedendo-se a si mesmas, dando, cada vez mais, o melhor de si próprias, alargando o raciocínio, cultivando a inteligência e enobrecendo a existência humana.

Luiz de Mattos não regateia aplausos e elogios á obra de muitos médicos e à ação salutar e meritória da Medicina, que a Humanidade beneficiada reconhece. Seu objetivo é dizer que a obra da Ciência é infindável e como processo contínuo não pode estacionar nem anatematizar aquilo que ignora, pelo simples fato de não querer pesquisá-lo.

Os redutos acadêmicos, em matéria de estudos psíquicos, têm agido, em regra, de maneira anticientífica, prelecionando sobre fatos que não estudam, achando mais cômodo condená-los, do que entendê-los.

Esses mentores do saber organizado e inatacável são prejudiciais à humanidade, porque sem a sua indolência, não haveria tanta superstição e tanta religiosidade malsã a arruinar almas e corpos.

Cabe à Ciência tudo estudar. Não lhe é permitido, em nosso século, dogmatizar, porque as Academias não são Concílios onde os guardiões dos dogmas revelados se reúnem para decretar, como puros e certos, os sofismas esdrúxulos da fé.

Ciência significa estudo, pesquisa e Verdade. Sendo assim, não admite atitudes defensivas, porque ela se alteia aos interesses de classes.

Luiz de Mattos, em toda a sua vida, nada mais pediu aos homens de Ciência que não fosse o estudo daquilo que ele lhes apresentava.

Lutou, valentemente, mas não logrou ser compreendido. Não teve, como Pasteur, a glória de ver os redutos acadêmicos aplaudi-lo e homenageá-lo, mas aqueles que lhe secundam a obra, esperam vê-la um dia no seio das próprias Academias, compreendida e acatada como merece.

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