Pregão presencial nº 005/2012



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Apesar dos múltiplos esforços dos professores, os índices de reprovação, abandono escolar e de desempenho, este último promovido pelo IDEB, mostram sérias deficiências na rede pública de ensino que devem revistas e combatidas pelo Estado.


Em uma comparação de desempenhos entre a rede estadual de ensino e a rede particular, verificaram-se os seguintes indicadores:
Tabela 2 - Resultado IDEB e Aprovação Escolar:1

Dependência

Nível

2005

2007

2009

Nº de Matrículas em 2010

Particular'>Total de Matriculas

Particular

Ens. Fund. 1

5,7

5,7

6,3

83.933

187.430

Particular

Ens. Fund. 2

5,3

5,7

5,8

67.020

Particular

Ens. Médio

5,7

5,7

5,8

36.477

Estadual

Ens. Fund. 1

3,9

4,3

4,9

47.368

525.544

Estadual

Ens. Fund. 2

3,3

3,4

3,6

247.754

Estadual

Ens. Médio

2,9

2,8

3,1

230.422



Tabela 2 - Continuação:

Dependência

Índice Aprovação em GO (média)

Nº de alunos Reprovados

Total de Reprovações

Índice de Reprovação

Particular EF1

97,50%

4.784

11.486

6,13%

Particular EF2

94,30%

3.820

Particular EM

92,10%

2.882

Estadual EF1

89,90%

5.210

122.287

23,27%

Estadual EF2

78,60%

53.019

Estadual EM

72,20%

64.057

Tais indicadores apontam a necessidade imediata de ação, sob pena de condenar parte significativa da geração de estudantes. Além do alto índice de reprovação, há de se considerar o custo envolvido na manutenção do aluno na rede pública de ensino, valores estes que representam o investimento do Estado para seus tutelados. Medições realizadas com base no valor per capita aluno indicam que o custo da reprovação nas escolas administradas pela rede estadual é superior a 276 milhões de reais em apenas um ano.


Além deste investimento sem o retorno esperado, há de se considerar outros fatores que podem acabar por perpetuar a situação de baixa escolaridade, bem como a qualificação do cidadão em seu período de formação. Dentre estes fatores citamos o baixo índice de empregabilidade de pessoas sem escolaridade, os baixos salários quando empregado, refletindo diretamente em sua capacidade contributiva de impostos e, tão importante quanto, da necessidade do Estado promover sua inclusão em programas assistenciais de baixa renda.
A Fundação Getúlio Vargas afirma que “A falta de escolaridade também faz com que o produto interno bruto (PIB) deixe de crescer cerca de meio ponto percentual por ano”. O contingente de jovens que não consegue terminar o ensino médio deixa de ganhar R$ 300 bilhões ao ano, como mostra o relatório Jovens em Situação de Risco no Brasil, do Banco Mundial.2
Uma educação, comprometida com a mudança da realidade, deve qualificar o ensino público por meio de vários projetos e mecanismos. A escola exige uma qualificação de sua infraestrutura capaz de criar um ambiente de ensino-aprendizagem capaz de responder à crise do presente e oferecer qualidade ao futuro. A solução capaz de enfrentar esta qualificação é por meio de novos instrumentos de tecnologia, a estruturação de novos conteúdos, como aulas digitais, e a formação de serviços aos professores e aos estudantes da rede pública de ensino do Estado de Goiás. Com o Projeto AMIGO será promovida a modernização tecnológica gradual das salas de aula, nos eixos de tecnologia, de infraestrutura, conteúdos e aulas.
As escolas e o sistema de ensino brasileiro pouco agregaram das novas tecnologias disponíveis no Século XXI e tampouco adaptaram a tecnologia ao conteúdo pedagógico.
É consenso entre os especialistas que não basta apenas investir em laboratórios, salas multimídia e projetores de luz. Muitas escolas, mesmo aquelas que gastam rios de dinheiro em equipamentos de última geração, deixam de lado o treinamento dos professores. Sem mudança na metodologia, as novas ferramentas são subtilizadas. Passamos praticamente uma década do novo milênio e nosso modelo educacional ainda reflete a prática dos séculos XIX e XX”. A internet ainda é usada, geralmente, como tampa-buraco ou enfeite nas salas de aula tradicionais”. 3
A Geração Z, caracterizada por jovens de até 17 anos é multitarefa, ágil e individualista. É uma geração moldada pela própria tecnologia: MP3, Celular, Televisão, Internet, Computadores, MSN, Google. Como interagir com estes jovens estudantes se a rede pública de ensino não conversa com eles na mesma linguagem e tampouco oferta os recursos tecnológicos que fazem partes de suas vidas desde o seu nascimento?
A questão foi tratada por recente pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) 4. Uma parte significativa (64%) dos docentes entrevistados acredita que os alunos entendem mais de computador e internet do que eles mesmos. O uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) nas escolas ainda é desafio para boa parte dos professores. Diretores, coordenadores pedagógicos e professores apontam a faltam de infraestrutura adequada como um dos fatores de limitação para o uso efetivo da tecnologia no aprendizado. Entre os problemas, foram citadas a baixa velocidade de conexão e o número insuficiente de computadores conectados.
A pesquisa entrevistou 1,5 mil professores e quase 5 mil alunos de 497 escolas para identificar os usos da Internet na rotina do ensino público do país. Segundo o CGI.br, 100% das unidades da rede em área urbana estão equipadas com computadores e 92% têm acesso. Em média, os colégios tinham 23 computadores instalados e 18 em funcionamento. Para 75% dos docentes entrevistados, a principal fonte de apoio para o desenvolvimento de suas habilidades tecnológicas são os contatos informais com outros educadores. Na avaliação do diretor de Formulação de Conteúdos Pedagógicos do Ministério da Educação (MEC), Sérgio Gotti, é natural que os professores aprendam com seus alunos e colegas em função da velocidade com que as tecnologias evoluem atualmente. O Ministério conta com um programa de capacitação para o uso do computador que já formou mais de 300 mil profissionais, mas, segundo Gotti, é impossível que esse curso seja a única fonte de formação e atualização dos docentes. “O professor precisa sempre estar procurando novas formas de atualização, até mesmo pela Internet, mas principalmente com os seus alunos, com a nova geração”, assinala. Das escolas que participaram da pesquisa, 81% têm laboratório de informática, mas 14% não contam com conexão à rede. Apenas 4% das salas de aula têm computador. O local da escola em que a máquina está mais presente é na sala do diretor ou coordenador pedagógico (88%).
Para o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), que coordenou os estudos, o modelo de acesso às TICs via laboratório de informática precisa ser superado para que o computador seja inserido na rotina de aprendizagem da sala de aula.
A solução proposta pelo Estado de Goiás é enfrentar este desafio alterando a prioridade na inclusão desses equipamentos para criar foco nas salas de aula. De um lado um profundo compromisso pedagógico com o uso em rede dos recursos tecnológicos, incluindo esta realidade no cotidiano escolar. Doutro, um processo educacional de mudança da inserção dos professores e dos estudantes da rede pública de ensino do Estado de Goiás a partir de um duplo movimento de integração da tecnologia, dos seus conteúdos e métodos, ao ambiente escolar de promoção do ensino e da aprendizagem: a sala de aula.
Não se trata de mais um projeto de aquisição de equipamentos. Os equipamentos adquiridos estarão submetidos a uma qualificação permanente dos quadros e dos atores principais da educação pública no Estado de Goiás capaz de transformar a realidade e resgatar o futuro diante do presente. Trata-se, portanto, de mudança de prioridades: o processo pedagógico a partir dos instrumentos educacionais proporcionados pelos mais modernos recursos tecnológicos. As iniciativas propostas neste Termo de Referência caracterizam o projeto do Governo do Estado de Goiás para a educação, denominado de Projeto AMIGO.
Este compromisso do Projeto AMIGO responde ao quadro brasileiro de mudança constante. O país encontra-se em curso do fenômeno demográfico e social novo para nossa população: o amadurecimento em massa da população. O país tem hoje dois terços da população entre 15 e 64 anos – a faixa etária considerada economicamente mais produtiva. A proporção dos que ainda vão amadurecer vai continuar a crescer até o ano de 2022, quando atingirá 71% da população.
Qual será a formação da mão de obra, constituída pelos futuros jovens, quando chegar a vez deles entrarem no mercado de trabalho para serem cidadãos produtivos? O que precisamos fazer é avançar com mais ambição no setor educacional para não desperdiçar o bônus, afirma Marcelo Neri da Fundação Getúlio Vargas.5
Este é o cenário que fundamentou o desenvolvimento e a elaboração do Projeto AMIGO cujo planejamento e operacionalização encontram-se detalhados neste instrumento.
3. JUSTIFICATIVA
Em quadros críticos as decisões exigem uma mudança de paradigma. Nas últimas décadas, os investimentos e as ações no campo da educação têm sido muito débeis frente à crise do ensino, especialmente o público. Daí a iniciativa do Projeto AMIGO. A sua proposta é a mudança a partir de um plano pedagógico que qualifique a rede de ensino público do Estado de Goiás.
4. CARACTERIZAÇÃO DO PROJETO
O Projeto AMIGO prevê a utilização de tecnologias e serviços complementares e integrados de gestão e capacitação para beneficiar gestores, diretores, professores e alunos usuários dos ambientes de informática das instituições de ensino do Estado de Goiás,
A plataforma tecnológica desejável nos ambientes de informática das escolas públicas da rede do Estado de Goiás e coerente com os objetivos de uso da tecnologia das escolas devem ser baseadas em uma arquitetura robusta que permita a utilização contínua e o gerenciamento dos recursos técnicos locais além de mecanismo de acompanhamento gerencial com base no modelo de sincronização de dados com sistemas a serem instalados numa Central de Gestão, sistemas estes baseados na Internet.
Este conjunto de componentes deve viabilizar um maior nível de controle do funcionamento dos equipamentos dos ambientes informatizados e também facilidades para as atividades pedagógicas, incluindo o acompanhamento do uso dos equipamentos pela equipe de gestão e o monitoramento da situação dos computadores (desde software até hardware) pela equipe responsável pelo suporte.
Até agora, na grande maioria das escolas públicas brasileiras, os computadores tem sido utilizado nas escolas principalmente para melhorar ou complementar a aprendizagem em sala de aula utilizando métodos tradicionais de aulas expositivas. Os alunos têm geralmente acessado computadores, ou em laboratórios ou em salas de aula onde um computador é um recurso compartilhado. Este modelo limita o tempo de cada aluno em um computador, bem como a extensão em que a tecnologia pode ser usada para transformar a maneira como os alunos aprendem.
A disseminação de iniciativas de implantação de projetos baseados no conceito da utilização de Um Computador por Aluno, em que cada aluno e professor têm um computador dedicado, muda este cenário. Os alunos terão o valor máximo de interação com computadores e Internet e este ambiente será capaz de servir como veículo para a aprendizagem inovadora e o desenvolvimento de Habilidades do Século 21 (Alfabetização tecnológica & Digital, Comunicação, Pensamento crítico, Resolução de problemas e Colaboração).
Os professores utilizarão as novas ferramentas e ambiente para a contextualização das aulas, adquirindo o potencial para desenvolver o aprendizado personalizado, permitindo que os alunos aprendam em ritmos diferentes, sem perturbar os seus pares, uma questão importante para os professores do ensino básico e fundamental em todos os lugares.
Este movimento em direção a um uso interativo de recursos computacionais, o modelo centrado no aluno em todo o sistema educativo, exige um maior uso de computadores - desde os primeiros anos. A integração dos computadores na educação desde uma idade precoce também prepara os alunos para uma economia em que a tecnologia não é apenas uma ferramenta que aumenta a produtividade, mas uma parte indispensável e necessária de cada trabalho.
O uso correto de recursos computacionais na educação é um elemento chave para promover o progresso econômico de uma região e pode resultar na criação direta de empregos ligados a indústria de tecnologia, assim como desenvolver uma força de trabalho mais preparada, promovendo benefícios duradouros, impactando os trabalhadores e os líderes de amanhã.
O Projeto AMIGO terá duas dimensões complementares estruturadas em dois eixos conceituais (descritos no item 6 abaixo), que caracterizam as soluções para a implementação da infraestrutura do Projeto. São eles:
4.1. Solução integrada de software
Para fins deste Termo de Referência, entende-se por solução integrada de software e ferramentas de apoio um conjunto de produtos integrados de software em plataforma de computação pessoal para otimização do funcionamento dos equipamentos das escolas. Esta solução deve oferecer recursos de virtualização para gerenciamento de computadores, podendo ser estes Notebooks dos professores, Netbook dos alunos e Servidores Educacionais, e também oferecer monitoramento e suporte remoto das redes sem fio de dados das escolas, controle de acesso dos usuários.
Esse ambiente deverá ser gerenciado a partir de um ponto central da rede, ou Central de Dados, e desta forma integrados aos produtos de software em plataforma Web, compreendendo funcionalidades de configuração remota dos computadores das escolas, relatórios de utilização dos computadores e geração de indicadores, suporte remoto e inventário de hardware e software, ferramenta de colaboração para a gestão das salas de aula do Projeto AMIGO.
4.2. Salas de aula do Projeto AMIGO
Para fins deste Termo de Referência entende-se por salas de aula do Projeto AMIGO uma sala de aula atualmente disponível nas escolas da rede, modernizada por um conjunto de dispositivos computacionais com processador baseado em tecnologia da arquitetura x86 com capacidade de processamento local de aplicativos e conexão em rede sem fio.
Cada sala de aula do Projeto AMIGO será constituída por dispositivos assemelhados (Servidor Educacional, Netbook Educacional dos alunos e Notebook dos professores) que trabalham conectados simultaneamente ao ambiente de rede sem fio dentro da instituição de ensino.
Será adotado o modelo de implementação de um computador por aluno, disponibilizando assim, recursos de informática e acesso à Internet para usuários finais (professores, alunos e demais colaboradores) da Secretaria de Estado de Educação de Goiás.
As soluções deverão oferecer serviços de suporte técnico e capacitação técnica para apoiar o uso e a implantação da solução nas instituições de Ensino da Rede Pública do Estado de Goiás.




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