Preparando-se para ensinar



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Lição 7 – Quem é Jesus?
Texto Bíblico: João 7; 8; 9; 10:1-30.

Comentário: O Desejado de lodosas Nações capítulos 49-52. Verso Bíblico: João 8:12


PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I. SINOPSE

Desde o princípio, o povo judeu usufruiu de uma rica história repleta de tradições orais. As pessoas tinham à sua disposição as profe­cias do Antigo Testamento, guardavam os sá­bados semanais, celebravam as festas anuais e tinham como lembrança constante o Templo com todos os seus rituais e cerimónias prepa­radas para reconhecer e receber o tão espera­do Messias na ocasião de Sua vinda. Por que será, então, que Jesus sofreu tantas calúnias, foi motivo de tanta confusão, raiva e desprezo, especialmente por parte dos líderes religiosos? Muitas pessoas se impressionaram com os mi­lagres que Ele operou e Seus ensinamentos. Je­sus era benquisto pelo povo. A maioria estava convencida de que era um profeta poderoso. O problema é que Jesus foi além. Não tinha pro­blema operar milagres, demonstrar compaixão e ensinar as Escrituras com autoridade. Mas, ao lermos as passagens encontradas no Evan­gelho de João, torna-se claro que Jesus alega­va ser uma divindade. Ao fazer isso, tanto no jeito como ensinava o povo quanto na forma que operava os milagres, Jesus desafiou a maneira tradicional como os judeus interpretavam a Bíblia. Isto é: Jesus não era o Messias que estavam aguardando. Esperavam um Messias que viria na forma de um rei glorioso e con­quistador, que estabeleceria finalmente a nação de Israel sobre todas as outras e governaria o mundo tendo como centro de Seu governo a ci­dade de Jerusalém. Esperavam pelo Jesus que nós, adventistas, veremos no momento de Sua segunda vinda. Jesus não era a concretização de seus sonhos egoístas, pois oferecia um reino espiritual estabelecido através do novo nasci­mento e da renovação do coração humano.

II.OBJETIVOS Os alunos deverão:



  • Entender mais profundamente que Jesus é a maior expressão do amor de Deus e a concretização do plano da redenção da raça humana. (Saber)

  • Sentir que a fé em Jesus não é meramen­te uma crença religiosa, mas um relacio­namento real com Deus. (Sentir)

  • Escolher crer completamente em Jesus, aceitar o presente que nos oferece de uma vida cheia de bênçãos e confiar que cumprirá a promessa de atender todas as nossas necessidades. (Responder)

III. PARA EXPLORAR



ENSINANDO

I. INICIANDO Atividade



Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? Depois que tiverem concluído a atividade, discuta suas respostas.

Prepare um roteiro para dramatização ba­seado no relato de João 8-10 e distribua as partes entre os alunos. Um aluno deverá fi­car responsável por ler a fala de Jesus, outro deverá ser o narrador, alguns alunos poderão encenar um grupo de pessoas fofocando e ou­tros deverão representar os fariseus. Escolha uma passagem que não tenha sido usada na seção Estudando a História - talvez a mulher apanhada em adultério ou talvez a história da cura do homem cego. Quem sabe os alunos poderão até mesmo encenar as duas histórias. Em seguida, inicie uma discussão a respeito do que puderam aprender com a dramatiza­ção da história. Pergunte quais foram as rea-ções de Jesus e compare-as com as reações da pessoas hoje em relação a Ele.

Ilustração

Conte esta ilustração em suas próprias palavras:

Em janeiro de 2001, três adolescentes, re­fugiados da região de Darfur no Sudão, foram transferidos para Fargo, em Dakota do Norte, nos Estados Unidos, chegando lá em pleno in­verno. "Esse aí é um fogão. Este é um abridor de latas. Esta é uma escova de dente. Todas aquelas coisas novas foram apresentadas de repente" (The Lost Boys ofSudan; The Long,Long. Long Road to Fargo, Sara Corbett, New York Times, 1° de abril de 2001).

Assim como aqueles adolescentes do Su­dão não sabiam o que fazer em meio a tanta neve, muitos habitantes de Jerusalém, de Na­zaré e da Galiléia não sabiam o que pensar ao verem Jesus. "Por acaso Ele não é o carpin­teiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não mo­ram aqui?" Marcos 6:3.

Por conhecerem Jesus desde a infância, os habitantes daquela região O desprezaram, impossibilitando-O de operar os milagres que havia realizado em outros lugares. '"Um pro­feta é respeitado em toda parte, menos na sua terra, entre os seus parentes e na sua própria casa.' Ele não pode fazer milagres em Naza­ré, a não ser curar alguns doentes, pondo as mãos sobre eles. E ficou admirado com a falta de fé que havia ali." Marcos 6:4-6.

Como podemos notar, Jesus não força nin­guém a aceitá-Lo. Se O enxergarmos apenas como um professor itinerante, não entendere­mos o lugar que ocupa na trindade. Se não O considerarmos nosso Sumo Sacerdote, não entenderemos o ministério que desempenha hoje no Céu. Se não olharmos para Ele como nosso Rei que em breve irá voltar a este mun­do, provavelmente estaremos vivendo longe de Seus propósitos para nossa vida.

II. ENSINANDO A HISTÓRIA



Uma Ponte Para a História

Comente com os alunos em suas próprias palavras:

Uma das coisas mais importantes que um seguidor de Jesus pode fazer é compartilhar Seu amor com os semelhantes. A profundida­de do nosso conhecimento sobre Jesus e a nos­sa compreensão de Sua missão determinarão aquilo que falaremos aos outros. Precisamos nos certificar de que conhecemos de forma convincente quem é Jesus. Se nossa vida exaltar o caráter de Cristo, Ele atrairá para Si as pessoas que entrarem em contato conosco.



Aplicando a História (Para Professores)

Após ler com seus alunos a seção Estudando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.

Faça as perguntas para a classe. Numa lou­sa, numflipchart ou numa cartolina, prepare-se para anotar as respostas.



Pergunte:

  • O que os irmãos de Jesus pensavam a Seu respeito? Acreditavam que Ele era o Messias?

  • Quais eram algumas das coisas que as pessoas estavam "falando" sobre Jesus?

  • De que maneira Jesus respondeu à ques­tão levantada pelo povo?

  • De que forma os fariseus reagiram?

  • Quais foram as críticas que os líderes religio­sos fizeram a respeito da cura do homem cego?

  • Por que a atitude de Jesus em relação à mulher apanhada em adultério deixou os lí­deres religiosos enfurecidos?

  • O que Jesus declarou acerca de Si mesmo?


Diga:

Jesus planejava exatamente quando e o que deveria dizer e fazer ao apresentar-Se ao povo como Filho de Deus. Escolhia as pala­vras que deveria proferir e os milagres que deveria realizar. Não foi por coincidência, por exemplo, que Jesus fez as seguintes de­clarações justamente antes, durante e depois da Festa dos Tabernáculos: "Eu sou o Pão da Vida" (João 6:35); "Eu sou a Luz do mundo" (João 8:12); "Se alguém tem sede, venha a Mini e beba. Como dizem as Escrituras Sa­gradas: Rios de água viva vão jorrar do cora­ção de quem crê em Mini" (João 7:37, 38).

Pergunte aos alunos se eles sabem o que os judeus celebravam na Festa dos Taber­náculos. Peça a um voluntário para ler em voz alta o texto de Levítico 23:33-36, 39-43. 38.

Inicie uma discussão a respeito das provi­sões feitas por Deus ao povo israelita du­rante a época que saíram do Egito, durante o tempo em que permaneceram no deserto até o dia em que entraram na Terra Prome­tida. Com o auxílio da seção Apresentando o Contexto e o Cenário, ajude os alunos a entender de que maneira Jesus foi a perso­nificação do cumprimento da promessa de Deus e de Sua provisão para o povo.



Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar alguns aspectos da história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.

Fechando o Círculo

Um pouco antes de se oporem a Jesus na ocasião da Festa dos Tabernáculos em João 7, os líderes religiosos já haviam entrado em conflito com Cristo (João 6), fazendo com que muitos de Seus primeiros seguidores O dei­xassem. Por quê? Depois de alimentar cinco mil pessoas, Jesus afirmou: "Eu sou o Pão da Vida." Comparou-Se ao maná enviado do céu por Deus ao dizer ser o verdadeiro Maná. Essa é a razão de o relato descrito em João 7 come­çar com Jesus rejeitando o desafio do irmão de ir à Festa dos Tabernáculos em Jerusalém. Os fariseus já estavam planejando matá-Lo. Mesmo antes de chegar a Jerusalém, as pes­soas já falavam a Seu respeito e procuravam por Ele.

Não foi por coincidência que Jesus pro­clamou das escadarias do Templo: "Eu sou a Luz do mundo..." durante a Festa dos Taber­náculos. Jesus colocou-Se no centro de toda a simbologia que Deus havia dado ao povo, preparando-os para reconhecerem o Messias quando chegasse o tempo de viver entre eles e estabelecer Seu reino. Jesus estava pronto para usar a significação daquela festa religio­sa para revelar aos homens mais a Seu respei­to - da mesma forma como Deus usou através dos séculos as festas religiosas para revelar aos Seus filhos o plano da salvação.

A Festa dos Tabernáculos era o momento de celebrar a provisão e a proteção oferecida por Deus aos israelitas durante o período em que foram libertados da escravidão do Egito até entrarem na Terra Prometida - momento em que se tornaram uma nação e Deus Se tor­nou Seu rei. Celebravam essa festa entrando na cidade de Jerusalém, armando tendas feitas de galhos e folhas, presenteando os sacerdotes do Templo com grãos, uvas e azeite como ofertas de ação de graças pela colheita, agradecendo a Deus por enviar a chuva e o Sol e por fazer a terra prosperar. Além disso, o povo também recordava a maneira maravilhosa como Deus sustentou os antigos israelitas, proporcionando comida vinda do céu - o maná - numa época em que não tinham onde morar ou plantar ao vaguearem pelo árido deserto. Deus lhes abas­teceu com água proveniente de rochas quando tinham sede. Atendeu todas as suas necessida­des, protegendo-os dos animais selvagens, das cobras, dos escorpiões e do ataque das nações inimigas. O grande Jeová foi Seu protetor e mantenedor.

Ao ver os raios solares refletirem o ouro das paredes do Templo, Jesus apontou para aque­la luz e afirmou: "Eu sou a Luz do mundo." Aquelas paredes - assim como a coluna de fogo que guiou os israelitas à noite no deserto - representavam o Messias, o Filho de Deus. Ali estava Ele, apontando para as paredes e di­zendo que Ele era a tão esperada redenção.

III. ENCERRAMENTO Atividade



Encerre com uma atividade. Explique em suas próprias palavras.

Peça para os alunos imaginarem uma situa­ção qualquer: O que está acontecendo? Como estão reagindo? Quem são as pessoas ao redor? De que maneira são tratados pelas pessoas?

Relacionam-se bem ou são mal compreendi­dos? Caso sejam mal interpretados, como re­agem? Jesus não se abateu com o que as pes­soas falavam a Seu respeito, mas tinha uma maneira especial de atrair as pessoas para Si. O que podemos aprender com isso?

Resumo

Compartilhe os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:

Nunca houve - e nem haverá - na Terra alguém como Jesus. Ele foi único. A singula­ridade de Cristo, porém, causou mal-entendi-dos, rejeição e desprezo por parte das pessoas que não quiseram aceitá-Lo. Mesmo sofrendo o preconceito e sendo alvo de calúnias, Je­sus sabia claramente quem era e qual era Sua missão neste mundo.

A pergunta que fez aos discípulos: "Quem vocês dizem que Eu sou?" - não foi feita para que pudesse descobrir quem era. Jesus fez essa pergunta para fazer os discípulos re­fletirem e ajudá-los a ter certeza de que não estavam participando de mais um movimen­to popular, mas de uma missão especial que transformaria o mundo para sempre.

Entender quem é Jesus - nosso Salvador, Redentor, Sumo Sacerdote, Rei vindouro e Senhor dos senhores - é essencial para enten­dermos a Sua missão e a nossa também.



Pergunte: Quem é Jesus para você? Que ima­gem de Jesus você reflete através de sua vida?

Encerre com uma oração.

Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série O Grande Conflito, o comen­tário inspirado da Bíblia. A leitura correspondente a esta lição é O Desejado de Todas as Nações, capítulos 49-52.
Dicas Para um Ensino de Primeira Linha

Torne Pessoal

Como professores, precisamos encontrar o equilíbrio entre oferecer um contexto histó-I rico apropriado da lição bíblica e ao mesmo tempo trazê-la para o contexto atual, de forma que os alunos possam fazer uma reflexão sobre o que aprenderam e sejam levados a colocar l em prática o que aprenderam. Se gastarmos muito tempo com aulas expositivas, corremos o risco de perder a atenção dos alunos. Se formos direto para a aplicação prática da histó­ria, deixamos de lado as informações vitais que dão aos alunos tempo para refletir sobre as verdades espirituais ali encontradas.



Uma boa maneira de alcançar o equilíbrio é dar vida às histórias bíblicas de forma que l os alunos sintam que não estão apenas participando de um grupo de leitura, mas também interagindo com a história por meio de encenações. Planeje com antecedência os roteiros e distribua as partes de cada um, incluindo a do narrador. Em seguida, inicie uma discussão sobre o significado da passagem bíblica estudada. Você poderá se maravilhar com a pro­fundidade das reflexões e das contribuições de seus alunos!


Escola no Ar – www.escolanoar.org.br – manual produzido pela Divisão Sul Americana da IASD Página


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