Preparando-se para ensinar



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Lição 6 – Movendo Montanhas
Texto Bíblico: Mateus 17:9-21; Marcos 9:14-29;

Lucas 9:37-45. Comentário: O Desejado de Todas as Nações, capítulos 44-47.

Verso Bíblico: Mateus 16:24.

PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I. SINOPSE

A barreira da fé representava um dos maiores obstáculos a ser superado pelos dis­cípulos durante o período em que estiveram na presença de Jesus. Eles ouviram as parábo­las do Mestre, presenciaram os milagres que operou, receberam revelações especiais para enfrentar as provações que sobreviriam após o retorno de Cristo para o Céu, mas mesmo assim estavam fracos na fé. Ainda havia tan­to a aprender! Jesus não desistiu de Seus dis­cípulos e trabalhou incessantemente até que finalmente sua fé floresceu, permitindo que Deus tivesse o controle total da vida de Seus amados.

Imagine a cena: Jesus e três dos discípulos descem do monte e se deparam com a multi­dão alvoroçada. Não havia fé. Os discípulos sentiam-se humilhados, o pai estava devasta­do, o garoto em crise, a multidão exaltada es­tava a ponto de perder o controle e os escribas zombavam da situação.

Assim que a multidão viu Jesus, as coisas mudaram. Será que hoje não agimos da mesma forma? Ao vislumbrarmos o Salvador, a vida louca e confusa que vivemos acalma-se e é reorganizada. Jesus utilizou um exemplo familiar para ajudar os discípulos a entenderem o quanto ainda precisavam crescer na fé.

Pela fé podemos realizar o que parece im­possível aos olhos humanos. Pela fé nosso relacionamento com Cristo cresce de tal ma­neira que nunca poderíamos imaginar. Pela fé somos capazes de permitir que Deus realize Seus propósitos em nossa vida diariamente.

II. OBJETIVOS Os alunos deverão:


  • Entender que, para crescer na fé, preci­sam reconhecer sinceramente sua condi­ção espiritual. (Saber)

  • Desejar vivenciar a experiência do cres­cimento espiritual. (Sentir)

  • Determinar e dar os passos para aumen­tar a fé em Deus. (Responder)

I. PARA EXPLORAR



  • Desenvolvimento da fé

  • Sinceridade e auto-reflexão

  • Por que se importar com a fé?


ENSINANDO

I. INICIANDO Ativid a de



Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? Depois que tiverem concluído a atividade, discuta suas respostas.

Escreva as palavras: Crença, Sabedoria, Co­nhecimento e Fé em folhas separadas de papel.

Entregue as folhas de papel a quatro alu­nos e peça que as segurem à frente da classe. Instrua a classe a indicar a ordem de impor­tância em que as palavras devem ser coloca­das, justificando sempre as opiniões.

Pergunte: "Qual dessas palavras deve vir primeiro, antes de qualquer outra? Por quê?" Faça o mesmo para as outras pala­vras. Ao terminar a atividade, fixe as folhas na ordem final. Elas voltarão a ser usadas durante a lição.



Ilustração

Conte esta ilustração em suas próprias palavras:

Em 11 de abril de 1970, a espaçonave Apollo 13 foi lançada ao ar levando em seu interior os astronautas que participaram da terceira missão lunar. Apenas dois dias de­pois da partida, a cápsula espacial sofreu uma explosão causando a perda de eletricidade e de oxigénio. Os três astronautas estavam à de­riva no espaço. A primeira coisa que disseram ao se comunicar com a Terra foi: "Houston, temos um problema." Precisavam desespe-radamente de ajuda, mas aquilo nunca tinha acontecido antes.

A milhares de quilómetros da Terra, os astronautas dependiam totalmente dos cien­tistas do Houston Space Center (Centro Es­pacial Houston) para receber as instruções e consertar a espaçonave e assim poder voltar para casa. Os astronautas tiveram que acreditar que os cientistas os ajudariam. Depois de receberem as instruções necessárias, os astronautas tiveram que confiar que aquela solução era a maneira correta de consertar a espaçonave.

O mundo todo assistiu ao drama e a volta dos astronautas à Terra parecia ser impossí­vel. Como os cientistas na Terra poderiam ajudar a consertar uma espaçonave que flu­tuava a milhares de quilómetros de distância no espaço?

Para que pudessem voltar para casa, os tri­pulantes da Apollo 13 tiveram que seguir os seguintes passos:


  • Informar à base em Houston que tinham um problema.

  • Acreditar que os cientistas poderiam re­solver o problema.

  • Aguardar a solução.

  • Colocar em prática a solução dada pelos cientistas.

As coisas impossíveis nunca são realiza­das sem que haja fé genuína, que leve à ação. Quem estava no comando da situação: os astronautas da Apollo 13 ou os cientistas de Houston?

II. ENSINANDO A HISTÓRIA Uma Ponte Para a História



Faça a pergunta acima para os alunos. Conseguiram chegar a um consenso? Em se­guida, comente com os alunos em suas pró­prias palavras:

Deus nos concede a liberdade de escolher ter fé ou não em Seu poder. Ele não toma o controle de nossa vida à força. Como seres humanos, não podemos crescer na fé sem de­pendermos totalmente de Deus. Precisamos escolher ter fé em Deus e Ele precisa que de­cidamos entregar nossa vida em Suas mãos para que possa colocar em prática os planos e os propósitos que tem preparado para cada um de nós.


Aplicando a História (Para Professores)

Após ler com seus alunos a seção Estudando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.

Distribua papel e canetas coloridas para a classe. Peça para anotarem as seguintes in­formações:



  • Os personagens principais da história da lição.

  • As ações dos personagens da história.

  • Algo novo que aprendeu com a história. Peça para refletirem sobre as seguintes perguntas e anotar as respostas no papel.

  • Que atitude do pai resultou na cura do filho? (Nenhuma. Jesus o curou.)

  • Que atitude, se omitida, poderia ter im­pedido a cura do filho? (Nenhuma.)

  • Na ocasião em que essa história aconte­ceu, os discípulos já estavam na companhia de Jesus por quase três anos. Por que será que eles fracassaram, mesmo depois de ter passa­ do tanto tempo com Jesus?

  • Em sua opinião, o que sentiram os nove discípulos que fracassaram em curar o garoto? O que você imagina que os três discípulos que acompanharam Jesus pensaram e sentiram?

  • A multidão se juntou ao redor dos dis­cípulos para atacá-los e zombar da crença de
    que Jesus era capaz de curar o garoto. Você já passou alguma vez por isso? Em caso afir­
    mativo, anote o incidente na folha de papel juntamente com as outras respostas.

  • De que maneira essa história ajudou o pai e o garoto a aumentarem a fé em Jesus? E quanto à multidão? Aos discípulos? A você?


Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar alguns aspectos da história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.

1. Os discípulos foram confrontados com uma situação que não podiam resolver.

Apesar de os discípulos terem realizado curas antes, dessa vez falharam. A multidão aglomerada ao redor deve ter feito com que sentissem o peso da responsabilidade e a pressão de não terem sido capazes de cumprir a ordem dada por Cristo.

Os escribas constantemente procuravam maneiras de zombar de Jesus e de Seus segui­dores. O fracasso dos discípulos foi a oportu­nidade que os escribas tanto almejavam para questionar a verdadeira identidade de Jesus. Havia muitas pessoas na multidão apenas es­perando a primeira chance de se unirem aos escribas e espalharem que Jesus e Seus segui­dores não passavam de uma farsa.

2. Jesus tinha acabado de descer do monte.

Um pouco antes dessa história acontecer, Jesus Se encontrava no alto do monte acom­panhado de três dos Seus discípulos. Pedro, Tiago e João testemunharam a transfiguração e souberam que Deus lhes havia revelado algo muito especial. Jesus e os três discípulos ha­viam acabado de sair de um lugar isolado e tranquilo e depararam-se com uma multidão exaltada e alvoroçada.

A situação estava prestes a sair do controle. As pessoas corriam de um lado para o outro aos berros. Os discípulos permaneceram no local sem ter o que fazer. O garoto se debatia no chão e o pai, agoniado, viu a esperança da cura do filho se desvanecer diante do fracasso dos discípulos e da zombaria da multidão.

Quando Jesus chegou, rapidamente as coi­sas se acalmaram. Sua presença trouxe tran­quilidade a todos. Ao avaliar a situação, Je­sus entendeu o que estava acontecendo e agiu no momento apropriado. Não curou o garoto imediatamente. Primeiro, permitiu que o pai falasse da luta do filho. Queria saber se o pai tinha fé. Procurou construir um relaciona­mento com ele. Somente depois voltou Sua atenção para o garoto.



3. Jesus queria que as pessoas entendes­sem o que significava ter fé.

Jesus usou uma frase bem conhecida entre os judeus ao afirmar que a fé pode mover mon­tanhas. William Barclay, em sua obra The Daily StudyBible Series, The Gospel ofMatthew, v. 2, afirmou: "Um grande professor, capaz de real­mente interpretar as Escrituras e explicar e re­solver questões difíceis, geralmente era conhe­cido como exterminador, ou até mesmo como removedor de montanhas. Destruir, exterminar, remover montanhas eram frases comuns para expressar a remoção de dificuldades. Jesus nun­ca teve a intenção de que essas palavras fossem entendidas de forma literal. Afinal, as pessoas comuns raramente têm necessidade de remover montanhas físicas. O que Jesus quis dizer foi o seguinte: 'Se você tiver fé suficiente, todas as di­ficuldades serão resolvidas, até mesmo o maior de todos os problemas poderá ser solucionado.' A fé em Deus é o instrumento que capacita ho­mens e mulheres a remover as montanhas das dificuldades que obstruem o caminho."


III. ENCERRAMENTO

Atividade

Encerre com uma atividade. Explique em suas próprias palavras.

Peça para a classe ler l Pedro 1:3-8. Lem­bre-os da ordem que posicionaram as pala­vras mencionadas no início: sabedoria, cren­ça, conhecimento e fé. Pergunte se acham que a ordem das palavras deve continuar a mesma depois de tudo o que estudaram hoje.



Resumo

Compartilhe os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:

Durante a Segunda Guerra Mundial, en­quanto investigavam prédios bombardeados à procura de soldados inimigos, os soldados aliados descobriram palavras entalhadas na parede do porão. Provavelmente, um judeu que se escondia naquele local tenha sido o au­tor das palavras que diziam:

"Creio no Sol - mesmo quando não aparece;

Creio no amor - mesmo quando não é de­monstrado;

Creio em Deus - mesmo quando fica em silêncio."

A pessoa que escreveu essa mensagem havia sido privada de tudo o que lhe era de direito. Mesmo assim, sua fé era forte o sufi­ciente para mover as montanhas da dúvida e do sentimento de perda de tudo o que lhe era importante na vida.

Entregue a cada aluno uma semente de mostarda. Lembre-os de que durante a pró­xima semana, ao enfrentarem situações apa­rentemente impossíveis de serem resolvidas, tendo fé, mesmo que seja do tamanho de um grão de mostarda, serão capazes de realizar todas as coisas, segundo a vontade de Deus.
Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série O Grande Conflito, o comentário inspirado da Bíblia. A leitura corresponden­te a esta lição é O Desejado de Todas as Nações, capítulos 44-47.

Dicas Para um Ensino de Primeira Linha

Motivando os Alunos

Hoje em dia os professores encontram dificuldade para captar e manter a atenção dos alunos. A seguir, você encontrará algumas sugestões pára tentar motivar os alunos da Es­cola Sabatina a estudar a lição diariamente e participar na classe.



  1. Construa um relacionamento de amizade com os alunos, demonstrando sempre seu apoio, sinceridade e incentivo.

  2. Dê o exemplo. Alimente-se da Palavra de Deus todos os dias e seja um modelo para seus alunos

  3. Não rotule os alunos.

  4. Ofereça oportunidades para que os alunos tomem iniciativas.

  5. Permita que os alunos tomem algumas decisões com relação à classe da Escola Sabatina e ao trabalho missionário.

  6. A pressão do grupo pode ser positiva ou negativa. Procure orientar os alunos a usarem de forma positiva sua influência sobre os demais.

  7. Incentive os alunos a estabelecerem objetivos na vida. Comece ajudando-os a traçar metas de curto prazo. Em seguida, oriente-os a se comprometerem com as questões relativas à vida eterna.

  8. Certifique-se de que a classe seja um local em que os alunos sintam-se à vontade para expressar seus sentimentos e crenças.

Escola no Ar – www.escolanoar.org.br – manual produzido pela Divisão Sul Americana da IASD Página



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