Preparando-se para ensinar



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Lição 3 – Você quer ser curado?
PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I. SINOPSE

A história do paralítico serve para nos lembrar do poder de Deus para curar as nos­sas enfermidades. No entanto, não devemos presumir que todo indivíduo portador de defi­ciência deseje a cura. Isso explica a pergunta estranha feita por Jesus ao paralítico: "Você quer ficar curado?" João 5:6.

Por que será que Jesus não presumiu que o homem quisesse ser curado? Afinal, ele estava junto ao tanque que tinha a reputação de ser um local de cura. Mesmo assim, Jesus perguntou.

Trata-se de uma pergunta muito apropria­da. Nós também devemos nos perguntar se realmente estamos interessados em nos li­vrar dos velhos hábitos que tornam a alma cansada. Vamos ser realistas. Geralmente o que alimenta o cansaço da alma é uma dieta diária de escolhas destrutivas. De acordo com certas decisões que tomamos, demonstramos que não queremos ser realmente curados.

Ao longo de meu ministério, vi uma mul­tidão de pessoas entrarem em meu escritório em busca de libertação de um pecado acari­ciado. A confissão parece bem familiar:

- Ajude-me! - elas clamam - quero ser li­bertado de ... - você pode preencher a lacuna - álcool, ira, drogas, masturbação, glutona­ria, novelas, leitura de romances, fofoca, con-sumismo, ou qualquer coisa que preferir.

A princípio, pensei que pudesse solu­cionar o problema de todas elas. Mas isso aconteceu porque não fiz a mesma pergun­ta de Jesus logo no início. Equivocadamen-te, presumi que qualquer um que decidis­se buscar a ajuda de um pastor realmente quisesse ser curado. Mais e mais, porém, compreendo como Jesus foi sábio e rico em discernimento ao fazer aquela pergunta ao paralítico.

Que a verdade seja dita, milhares de pes­soas honestas descobrem que um curioso sentimento de tristeza se apodera delas ao pensarem na possibilidade de se livrar de cer­to defeito de caráter.

O curioso a nosso respeito é que, muitas vezes, os padrões de comportamento que mais tendem a destruir nossa vida são aqueles que mais relutamos em nos libertar. Reconhece­mos o problema com nosso intelecto ou dis­cernimento espiritual e dizemos: "Sim, meu orgulho está arruinando minha vida. Minha ira está destruindo meus relacionamentos. A glutonaria está sabotando minha auto-esti-ma". Contudo, não parecemos querer mudar. Esta lição nos dá a oportunidade de desafiar os alunos a se perguntarem se realmente que­rem ser libertados de suas doenças espirituais. Porém, mais importante do que isso, a história desta semana oferece a esperança da cura!

II.OBJETIVOS

Os alunos deverão:


  • Aprender a respeito do poder de Deus para curar. (Saber)

  • Descobrir o seu papel na cura espiritual. (Sentir)

  • Comparar o preço da escravidão do pe­cado em relação à cura e à liberdade ofe­recidas por Deus. (Responder)

III. PARA EXPLORAR

  • Libertação / Cura do pecado

  • Consequências

  • Sábado

  • Serviço cristão

  • Pecado/mal/diabo

I. INICIANDO Atividade


ENSINANDO
Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? Depois que tiverem concluído a atividade, discuta suas respostas.

Após ler as afirmações a seguir, peça para os alunos se posicionarem de acordo com a opinião deles. Traçando uma linha ré ta (ima­ginária ou com fita crepe) na sala de aula, a extrema direita significará "Concordo ple­namente" e a extrema esquerda significará "Descordo plenamente". Os alunos poderão se posicionar nas extremidades que escolhe­rem ou em qualquer altura da linha que me­lhor refletir a opinião deles.



  • A maioria das pessoas não quer mudar seus maus hábitos.

  • As pessoas devem sempre sofrer as con­sequências de suas más escolhas.

  • Algumas decisões possuem consequências mais sérias do que outras.

  • Se a pessoa depende de Deus, sempre poderá ser curada de suas más escolhas.

• Os vícios são uma doença, não uma escolha.

Ilustração

Conte esta ilustração em suas próprias palavras:

Inicie com algumas perguntas interessantes:



  • Por que as agulhas utilizadas em injeções letais são esterilizadas?

  • Qual era o melhor alimento antes de sur­gir o pão de forma?

  • Por que será que a primeira bagagem que aparece no setor de achados e perdidos nunca pertence a ninguém?

  • Qual é o sinónimo de "sinónimo"?

  • Se a polícia prender uma pessoa muda, será que dirá: "Você tem o direito de perma­
    necer calado"?

  • Por que você aperta mais forte o botão do controle remoto, se sabe que a pilha está fraca?

  • Se uma vaca der risada, será que o leite sairá por suas narinas?

Na lição de hoje, Jesus pergunta ao paralí­tico: "Você quer ficar curado?" Que pergunta estranha, não é? Por que ele não desejaria a cura? A verdade é que, às vezes, não quere­mos ser libertados de nossas enfermidades.

Veja a história que Kurt nos contou certa manhã na igreja:

• Semana passada, estava passando de carro pela Rua Pike, no centro de Seattle, quando avistei um mendigo dormindo em um beco. A noite estava apenas começando, mas já estava bem frio e ele não tinha nada com que se proteger. Não consegui tirar aquela cena da minha cabeça. - Kurt fez uma pausa para relembrar o momento. - Fiquei preo­cupado, porque ele poderia congelar até a morte. Então, fiz o retorno e voltei ao beco. Apresentei-me e ele me disse o seu nome, Ray. Convidei-o para ir até a minha casa e morar comigo até que pudesse refazer a sua vida, ou pelo menos até que o clima ficas­se mais ameno. Ele entrou no carro e fomos embora.

Kurt continuou a história e contou como Ray apreciou tomar um banho quente, fa­zer uma refeição farta, dormir em uma cama quentinha e receber uma chave da casa com a permissão de ficar o tempo que quisesse.

A ironia da história é que o homem ficou apenas dois dias e depois desapareceu. Ele deixou um bilhete escrito num saco de pão, que dizia: "Obrigado, mas prefiro morar nas ruas." Como isso pode ser possível? Ray ha­via encontrado o pote de ouro! Teve todas as suas necessidades atendidas. Finalmente ha­via sido libertado das ruas dominadas pelo crime e pelo ódio.

Mas quem disse que ele queria ser tirado de lá? Ray preferia a vida de um mendigo bêbado.

II. ENSINANDO A HISTÓRIA Uma Ponte Para a História

Comente com os alunos em suas próprias palavras:

Antes de criticarmos Ray, não podemos deixar de dizer que muitos de nós também preferimos a escravidão à libertação. Em al­gumas áreas de nossa vida, preferimos ser mendigos a aceitar a provisão que Jesus dei­xou à nossa disposição.

Jesus nos ensinou como viver uma vida ideal, ou seja, a vida do reino - "na terra e no céu". No entanto, quantos de nós rejeitamos os Seus ensinos? Levando em consideração a propensão humana para o pecado, Jesus perguntou ao paralítico: "Você quer ficar curado?" Afinal, nem todo mundo realmente quer ser curado.

Aplicando a História (Para Professores)

Após ler com seus alunos a seção Estudando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.

Revise a história apresentada na lição sob a perspectiva de pessoas diferentes. Ao ana­lisar a visão de cada um dos personagens, responda: O que estou pensando? Sentindo? Crendo a respeito de Deus?



  • O paralítico

  • Jesus

  • A grande multidão de pessoas enfermas junto ao tanque

  • Os judeus

Quais princípios acerca da guarda do sá­bado vêm à tona nessa história?

O que essa história nos ensina a respeito do serviço cristão?

De que maneira você reagiria diante dos críticos que alegavam que a paralisia era uma consequência direta dos pecados do indiví­duo? Analise cuidadosamente a maneira com que Jesus interagiu com o paralítico e pense no que Jesus diria a respeito da crença de que o pecado causa enfermidades físicas.

Note as duas razões que deixaram os fari­seus furiosos com Jesus - (1) A quebra das re­gras sabáticas e (2) a afirmação de que Ele era o Filho de Deus. Em sua opinião, qual pecado era mais ofensivo para os judeus? Por quê?

Na história, os fariseus estavam mais pre­ocupados com as regras do que com o bem-estar do homem paralítico havia 38 anos. Não é difícil de perceber que os líderes religiosos da época valorizavam mais as regras dos que os relacionamentos. Será que isso ainda acontece na igreja hoje em dia? Se acontece, como? O que podemos fazer para seguir a re­gra de Deus (amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos) ao invés de seguir as regras dos homens?

No Antigo Testamento são mencionados três sinais que identificariam o Messias. Em João 5, todos os três sinais são cumpridos. Compare as seguintes passagens bíblicas com os versos encontrados em João.

Sinal 1: Todo poder e autoridade é con­cedido a Ele, ao Filho do homem - compare João 5:27 com Daniel 7:13 e 14.

Sinal 2: Os paralíticos e os enfermos en­contram a cura - compare João 5:20, 26 com Isaías 35:5, 6 e Deuteronômio 32:39.

Sinal 3: Os mortos são trazidos de volta à vida - compare João 5:21, 28 com l Samuel 2:6 e 2 Reis 5:7.
Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar alguns aspectos da história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.


  1. As Leis Sabáticas. Os judeus disseram ao paralítico: "Hoje é sábado, e a nossa Lei não permite que você carregue a sua cama neste dia." João 5:10. Não há nenhuma lei no Antigo Testamento que proíba alguém de carregar a cama no sábado. Eles se referiram à interpretação que deram ao mandamento de Deus: "Guarde o sábado, que é um dia santo." Êxodo 20:8. Essa era uma das muitas regras que eles adicionaram às leis do Antigo Testamento.

  2. Vida Eterna. Em João 5:24 Jesus apre­senta uma promessa maravilhosa: "Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem ouve as Mi­nhas palavras e crê nAquele que Me enviou tem a vida eterna e não será julgado, mas já passou da morte para a vida." Aceitar Jesus como Salvador traz a certeza de uma nova vida em Cristo (ver 2 Coríntios 5:17).

  3. Referência a Moisés. Em João 5:45 Je­sus disse aos judeus: "Não pensem que sou
    Eu que vou acusá-los diante do Pai; quem vai acusá-los é Moisés, que é aquele em quem vocês confiam." Os fariseus conheciam mui­to bem os escritos de Moisés e se orgulhavam de seguir todos os ensinamentos desse grande patriarca. Ao Jesus dizer que Moisés os acusa­ria, mesmo seguindo todas as leis ao pé da letra, consideraram um ataque enfurecedor. Moisés escreveu sobre Jesus (ver Génesis 3:15; Números 21:9; 24:17; Deuteronômio 18:15) e mesmo assim os fariseus não reco­nheceram o Messias quando Ele veio.

  1. Os Milagres de Sábado. O SDA Bible Commentary (vol. 5, p. 949) ressalta que a cura do paralítico junto ao tanque é o primei­ro de sete milagres operados por Jesus no sá­bado. "Pela primeira vez Jesus desafiou aber­tamente os regulamentos sabáticos criados pelos rabis" (ver Marcos 1:22; 2:23-28; 7:6-13). Ele escolheu fazer o primeiro milagre de sábado no dia em que a cidade estava repleta de visitantes para a festa, demonstrando assim Sua rejeição às tradições ao operar um mila­gre e torná-lo público quando ordenou que o homem carregasse sua cama. Isso demonstra a importância que Jesus dava à questão.

  2. Betesda. O nome Betesda parece origi­nar-se do aramaico, Beth chesda', ou "casade misericórdia".

III. ENCERRAMENTO Atividade

Encerre com uma atividade. Explique em suas próprias palavras.

Faça uma lista das dificuldades mais co­muns enfrentadas pelos adolescentes e que a juventude não esteja realmente interessada em resolvê-las. Divida a classe em grupos e designe uma dificuldade para cada grupo. Instrua os grupos a bolarem um plano para que a pessoa que esteja enfrentando aquela dificuldade vivencie o poder curador de Deus naquela determinada área. Peça que todos os grupos apresentem suas sugestões à classe.



Resumo

Compartilhe os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:

Candie se tornou uma prostituta adoles­cente na cidade de Tacoma, Washington, nos Estados Unidos. Sua vida consistia em imaginar maneiras de fisgar sua próxima vítima para garantir a droga do dia. Um dia ela conheceu Jesus. Um pastor fez a mesma pergunta de Jesus: "Você quer ficar curada?" O pastor afirmou: "A graça maravilhosa de Deus pode curar qualquer iniquidade."

Candie não pôde acreditar. Temia que ti­vesse pecado muito além dos limites da graça de Deus. Mas decidiu aceitar a graça mesmo assim. Assim como Jesus curou o paralítico junto ao tanque de Betesda, também curou Candie. Hoje, 20 anos depois, Candie traba­lha como assistente social em Seattle, aju­dando prostitutas adolescentes a encontrar a libertação em Cristo Jesus.

Somente Deus pode transformar uma prostituta em uma guardadora da verdade. Somente Cristo pode remodelar o coração humano. Somente Ele pode entrar nas som­bras à procura de um filho perdido, juntar os pedaços da alma massacrada pelo pecado e transformá-lo em uma nova criatura como o fez com Candie.



Não pense que a história de Candie é dife­rente da sua ou da minha. Lembre-se de que somos todos pecadores. Somente pelo mila­gre da misericórdia de Deus podemos encon­trar perdão e libertação de nossos pecados. Tudo o que precisamos fazer é reconhecer Sua graça. Aceitemos o Seu presente e cami­nhemos com Deus a partir de hoje.

Dicas Para um Ensino de Primeiro Linha

Os Sins e os Nãos do Ensino de Qualidade As dez dicas a seguir podem parecer ób- i vias, mas sempre é bom relembrar o básico:

  1. Proporcione um ambiente seguro para que todos se sintam à vontade para opinar sem serem criticados.

  2. Prepare-se.

  3. Ore para que o Espírito Santo esteja no controle.

  4. Crie um ambiente descontraído.

  5. Envolva todos os sentidos no processo de aprendizagem.

  6. Não fale muito.

  7. Não tente acabar com o barulho fazendo mais barulho ainda.

  8. Não reclame.

  9. Não coloque o aluno em evidência ou o envergonhe.

  10. Não faça perguntas em sequência rotativa.

Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série O Grande Conflito, o comen­tário inspirado da Bíblia. A leitura cor­respondente a esta lição é O Desejado de Todas as Nações, capítulo 21.


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