Preparando-se para ensinar



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Lição 10 – Acorde!
Texto Bíblico: Marcos 10:13-16; Mateus 19:13-15; Lucas 18:15-17.

Comentário: O Desejaào áe Iodas as Nações,capítulos 55 e 56.

Verso Bíblico: Marcos 10:13-15.
PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I. SINOPSE

Das muitas pessoas que Jesus curou, ensi­nou e interagiu, conhecemos apenas algumas consideradas por Ele amigos chegados. Ma­ria, Marta e Lázaro eram grandes amigos de Jesus. A lição desta semana estudará a morte de Lázaro e a cena inesquecível de Cristo tra­zendo-o de volta à vida. A passagem bíblica escolhida é repleta de emoção, história e ver­dades profundas a respeito da vida, da morte e da esperança oferecida por Cristo, nosso Se­nhor e Salvador.

A história. A ressurreição de Lázaro foi a razão que faltava para os líderes religiosos decidirem colocar em prática um plano para matar Jesus. Em João 11:47 lemos: "Então os fariseus e os chefes dos sacerdotes se reuniram com o Conselho Superior e dis­seram: 'O que é que nós vamos fazer? Esse Homem está fazendo muitos milagres!'" A conclusão que chegaram foi relatada no verso 53: "Então, daquele dia em diante, os líderes judeus fizeram planos para matar Je­sus." Apesar de suscitar esse plano maligno no coração dos fariseus, a ressurreição de Lázaro é uma das histórias mais emocio­nantes da Bíblia, pois serve como lembrete constante de que Deus realmente tem poder sobre a morte.

A história apresenta frases profundas como: "O resultado final dessa doença não será a morte de Lázaro. Isso está acontecendo para que Deus revele o Seu poder glorioso; e assim, por causa dessa doença, a natureza divina do Filho de Deus será revelada" (João 11:4) e "Eu Sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá" (João 11:25). Até mesmo um dos versos mais curtos da Bíblia - "Jesus chorou" - faz parte dessa história. Por que Jesus chorou? Não foi ape­nas pela morte de Seu amigo ou pela tristeza que sentiu, mas também devido à teimosia de Seus seguidores.

A missão de Cristo foi claramente revelada ao ir até o sepulcro de Lázaro para salvá-lo. Muitos não sabem como acontecerá, outros nem mesmo acreditam nessa promessa ma­ravilhosa; mas, assim como Jesus ressuscitou Lázaro no passado, quando voltar ressuscitará todos os que creram em Seu nome e obedece­ram aos Seus mandamentos.
OBJETIVOS Os alunos deverão:


  • Ver a humanidade e a divindade de Cris­to e Sua missão. (Saber)

  • Crer que Cristo é mais poderoso do que a morte. (Sentir)

  • Decidir aceitar em seu coração Aquele que é a Ressurreição e a Vida. (Responder)

III. PARA EXPLORAR


  • Morte

  • Ressurreição

  • Esperança

ENSINANDO

I. INICIANDO Atividade



Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? Depois que tiverem concluído a atividade, discuta suas respostas.

Todas as perguntas para votação podem ser justificadas, mas o objetivo da atividade é fazer com que o aluno tome uma posição. Se desejar, peça para os alunos escreverem as respostas e justificá-las em pedaços pequenos de papel e deixá-las anónimas. Leia as res­postas em voz alta. Por que o ato de trazer as pessoas de volta à vida é tão maravilhoso? Trata-se de algo que não podemos fazer por nós mesmos. Alguns milagres simplesmente parecem ser maiores do que outros. Mas será que realmente são? A outra pergunta para vo­tação aborda a razão para Jesus ressuscitar os mortos. Por que Lázaro? Se esse milagre "fazia" com que as pessoas acreditassem em Cristo, por que não há mais do que quatro ou cinco histórias assim?



Ilustração

Conte esta ilustração em. suas próprias palavras:

"Caminhando por um parque, passei por um enorme carvalho. Uma trepadeira havia crescido ao redor do tronco. A trepadeira co­meçou pequenininha, quase insignificante. Mas, com o passar dos anos, ficou cada vez mais alta. Na ocasião em que passei por ali, já havia tomado mais da metade do tronco do carvalho. A concentração de pequenos galhos era tão grossa que parecia que a ár­vore estava tomada por inúmeros ninhos de passarinho.

"Aquela árvore corria perigo. O grande e imponente carvalho estava sendo toma­do aos poucos, sua vida estava lhe sendo roubada. Felizmente, os jardineiros dos parques perceberam o perigo. Pegaram um machado e cortaram o tronco principal da trepadeira. Os pequenos galhos ainda es­tão enrolados ao redor do carvalho, mas a trepadeira está morta. Pouco a pouco, com o passar das semanas, as folhas e os ga­lhos começaram a secar e cair da árvore." - Troy Fitzgerald, Twenty Questions God Wants to Ask You.

Responda à pergunta que Jesus fez para Marta: "Quem vive e crê em Mim nunca mor­rerá. Você acredita nisso?" (João 11:26). Você acredita nisso? Se sim, por que a morte é tão triste? Ficamos tristes porque sentiremos falta de nossos queridos. Apesar de acreditarmos em Jesus, nossa crença não é totalmente for­talecida pela nossa experiência.

II. ENSINANDO A HISTÓRIA Uma Ponte Para a História

Comente com os alunos em suas próprias palavras:

Muitas pessoas que já enfrentaram a morte de um ente querido se apegam à maravilhosa esperança da ressurreição. Ao estudar a his­tória bíblica e refletir sobre as várias cenas apresentadas no relato bíblico, Jesus Se torna mais vívido. Da mesma forma, crentes como Maria e Marta tomam mais vida ao observar­mos seu comportamento e tentar imaginá-las. As intenções dos fariseus são trazidas à tona. Note como a morte, a vida e, acima de tudo, Jesus fazem com que todos mostrem quem são realmente. O que é a morte, afinal? O que é a vida? Quem somos nós? Quem é Jesus?



Aplicando a História (Para Professores)

Após ler com seus alunos a seção Estudando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.

Leia João 11:1-16 e 11:45-57 para saber o restante da história.



Circule os nomes de todos os personagens principais mencionados na história.

Sublinhe as palavras e as frases mais im­portantes da história.

Quais são algumas das perguntas que vêem à sua mente ao ler esse relato bíblico?

Tanto Marta quanto Maria se aproximam e conversam com Jesus. Quais são as seme­lhanças e as diferenças da interação dessas duas personagens com Cristo?

Em sua opinião, por que Jesus chorou? Fi­cou triste com a morte de Lázaro? Ficou triste porque todo mundo estava chorando? O que fez com que Jesus chorasse, afinal?

Nessa história as palavras proferidas por Je­sus refletem aquilo que estava sentindo e o que estava prestes a fazer. Em sua opinião, qual é a frase mais significativa da história? Por quê?

Num mundo onde a morte, a vida após a morte e a imortalidade da alma são assuntos em destaque, o que essa história nos ensina a respeito desses temas?

Descreva as várias reações que as pes­soas tiveram ao testemunhar a ressurreição de Lázaro.

O que mais o surpreendeu nessa história?

Por que você acha que essa história se en­contra no Evangelho de João?
Perguntas Adicionais Para os Professores

De que maneira fatos incríveis como esse deixam claro quem somos e o que é a morte?

Inicie uma discussão a partir da seguinte pergunta: Como é possível testemunhar uma ressurreição, como a de Lázaro, e ainda assim planejar matar Jesus? (Ler Lucas 16:19-31).

Utilize as passagens a seguir como fontes alternativas relacionadas à lição desta se­mana.

l Reis 17:17-23; 2 Reis 4:18-35; 2 Reis 13:20, 21; Lucas 8:52-55; Lucas 7:12-15; Atos 9:36-41; Atos 20:9, 10.



Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar alguns aspectos da história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.

Entender o cenário em que se passa a his­tória bíblica desta semana é muito importante para enxergar a relação entre todas as maravi­lhosas cenas tão familiares aos cristãos. Note que a opinião pública a respeito do ministé­rio de Cristo não era totalmente positiva. Ele havia ensinado coisas que geraram conflitos dentro da sociedade. Na verdade, os líderes religiosos em Jerusalém estavam procurando uma desculpa para matá-Lo. O clima de im­popularidade e de suspeita tornou-se evidente através do comentário feito por Tomé ao sa­ber da decisão de Jesus de voltar para a re­gião de Jerusalém: "Então Tomé, chamado 'o Gémeo', disse aos outros discípulos: 'Vamos nós também a fim de morrer com o Mestre!'" (João 11:16). A decisão de regressar para Be-tânia, cidade situada próximo à Jerusalém, significava colocar Jesus e os Seus discípulos numa situação de perigo. Certamente, Jesus estava pronto para enfrentar o auge de Sua missão redentora - oferecer-Se em sacrifício expiatório.

Por que será que Jesus esperou alguns dias? Em primeiro lugar, apesar de amar muito os amigos Lázaro, Maria e Marta, Jesus aprovei­tou a ocasião para revelar ao povo quem Ele era. Talvez Jesus soubesse que a semente plantada a respeito da realidade da ressurreição ajudaria os crentes a confiarem mais plenamente no Fi­lho de Deus. Além disso, "a literatura rabínica sugere que o local de sepultamento do indiví­duo não deveria ser visitado antes de completar três dias, para ter certeza de que a pessoa re­almente havia morrido. [...] Jesus esperou para aparecer no quarto dia para que ninguém du­vidasse de que Lázaro realmente estava morto antes de ser ressuscitado." - VictorBible Back-ground Commentary, p. 247.

Assim que Jesus finalmente chegou a Be-tânia, encontrou Marta e Maria chorando amargamente. Logo após esse incidente, a Bíblia registrou o famoso verso: "Jesus cho­rou." Sabemos a razão do pranto de Maria e de Marta, mas o que fez Jesus chorar? Duas palavras: (1) Embrimaomai, que significa grande indignação diante da cegueira e da descrença das pessoas. (2) O choro de Jesus não foi o mesmo choro e lamento típicos de um funeral. A palavra dakyro pode ser tradu­zida por suspiro ou uma profunda tristeza in­terior. O desejo constante de Jesus de provar Sua identidade, misturado à teimosia maligna dos fariseus, culmina numa demonstração de poder maravilhosa e inesquecível no funeral de um de Seus melhores amigos. Toda aquela situação fez com que Jesus chorasse.

III. ENCERRAMENTO Atividade

Encerre com uma atividade. Explique em suas próprias palavras.

Nas passagens bíblicas indicadas como fontes alternativas de estudo logo abaixo da seção Aplicando a História (Para Professo­res) desta semana, encontram-se os relatos bíblicos de pessoas ressuscitadas. Cada uma das histórias é diferente da outra. Cada uma pode nos ensinar a respeito do poder de Deus sobre a morte. Divida a classe em sete grupos e encarregue cada um com uma passagem bí­blica. Instrua-os a lerem a história e fazerem um pequeno resumo sobre o relato, o que pu­deram aprender a respeito do poder de Deus sobre a morte e o impacto que a história teve sobre a mente das pessoas.

Pergunte: Com base nessas histórias, é pos­sível crermos com mais firmeza na promessa da vida eterna e da ressurreição realmente? Incentive os alunos a confortar com palavras de esperança e ânimo alguém que perdeu um ente querido.

Resumo

Compartilhe os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:

"Jesus chorou" - o verso para memorizar mais fácil da Bíblia. No entanto, essas pala­vras nos fazem imaginar a profundidade da tristeza de Jesus diante do medo dos discípu­los, da acusação dos amigos por não ter che­gado a tempo de curar Lázaro, do ódio e da maldade dos fariseus e do sofrimento ao ver que as pessoas nem faziam ideia da razão de ter vindo a este mundo.

Você sabe por que Ele veio? Será que foi apenas para alimentar o faminto e consolar o solitário? Será que veio para reunir um grupo de pescadores e salvar uma festa de casamen­to fazendo aparecer mais suco de uva? Desde o princípio de tudo "o salário do pecado é a morte". Estamos mortos em nossos pecados e precisamos de alguém para nos salvar. A fim de nos salvar, alguém precisa morrer em nosso lugar. E para que tudo isso faça senti­do, esse alguém precisa ressuscitar para uma vida nova. As ressurreições mencionadas na Bíblia servem apenas para nos lembrar de que "a morte está destruída! A vitória é comple­ta!" (l Coríntios 15:54) porque "Deus colocou sobre Cristo a culpa dos nossos pecados para que nós, em união com Ele, vivamos de acordo com a vontade de Deus" (2 Coríntios 5:21). A morte assusta você? Deveria? Ela me assusta da mesma fornia que as cobras me assustam. Mas, pelo que Cristo fez e prometeu, não tenho medo, mas creio plenamente em Sua Palavra: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá." João 11:25.
Estudando as Palavras

A maneira principal de comunicarmos e transmitirmos ideias e pensamentos é através da língua. Portanto, as palavras se tornam essenciais. Mas, com o passar do tempo, as pa­


lavras podem se tornar uma ferramenta para o professor ou a causa de sua frustração. Por exemplo, o que significa a frase: "Isto é legal"? Que está dentro da lei? Que é agradável e até mesmo interessante? Sim, as duas opções estão correias. A frase: "Eu te amo" pode significar: "Estou apaixonado por você. Gosto de você. Estou disposto a sustentá-la e protegê-la"; enfim, há muitas maneiras de interpretar as palavras. Como professores, transmitir o signi­ficado daquilo que se diz é essencial. Descobrir o que os escritores bíblicos quiseram dizer | com suas palavras é muito importante para entender as histórias relatadas por eles. Faça das referências de estudo das palavras ou dos comentários bíblicos um aliado para você!
Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série O Grande Conflito, o comentário inspirado da Bíblia. A leitura correspon­dente a esta lição é O Desejado de Todas as Nações, capítulos 58 e 59.


Escola no Ar – www.escolanoar.org.br – manual produzido pela Divisão Sul Americana da IASD Página



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