Preparando-se para ensinar



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Lição 11 – Em Cima da Árvore!
Texto Bíblico: Lucas 19:1-10.

Comentário: O Desejado de Iodas as Nações, capítulo 61

Verso Bíblico: Lucas 19:8/9.
PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I. SINOPSE

Após seu encontro com Jesus, Zaqueu se transformou num homem diferente. Doou metade de sua riqueza para os pobres e pagou quatro vezes mais a quantia que havia roubado. Sua história é um grande exemplo de transfor­mação, de santificação e de salvação na vida de alguém que permitiu que Jesus entrasse.

Geralmente, tentamos crescer espiritual­mente fortalecendo nossa força de vontade e tentando agir corretamente. O resultado, po­rém, será o mesmo de cerrar os punhos e ten­tar arduamente mudar a cor da pele. Podemos até nos esforçar e suar a camisa, mas, no fim, tudo o que conseguiremos será um sentimen­to de frustração e derrota.

Então, qual é o melhor caminho para al­cançar a santificação?

Siga o exemplo de Zaqueu. A justiça fluiu naturalmente de seu ser após o encontro com Jesus. Por se encontrar na presença de Jesus, o caráter de Zaqueu foi transformado à seme­lhança do Salvador.

Para Thomas Kelly, a vitória vem assim: "Não adianta ranger os dentes, cerrar os punhos e dizer: 'Vou conseguir, vou conseguir'. Relaxe. Solte-se. Entregue-se a Deus. Apren­da a viver na voz passiva... E deixe que a vida seja dirigida para você."

Essa é a chave para se ter um relaciona­mento real com Deus - viver na voz passiva. Permitir que Deus viva por você. Coloque-se em Suas mãos e descanse.

A lição desta semana nos dá a oportuni­dade de ensinar os alunos a respeito da fu­tilidade de tentar sustentar uma "aparência espiritual". Ajude-os a entender que o cres­cimento espiritual não provém de tentativas ou ações vazias, mas do desenvolvimento de uma amizade verdadeira com Jesus. Desafie-os a confiar em Cristo. Convide-os a aceita­rem o desafio e darem o passo da fé. Se acei­tarem, descobrirão a alegria da vida cristã e passarão por uma transformação miraculosa, começando já no coração.

II.OBJETIVOS Os alunos deverão:

• Aprender que a vida espiritual não tem nada a ver com tentar ser santo, mas em desenvolver um relacionamento de ami­zade com Jesus. (Saber)


  • Sentir o desejo de confiar em Jesus. (Sentir)

  • Aceitar o desafio de buscar um rela­cionamento mais profundo com Deus. (Responder)

III. PARA EXPLORAR

  • Experiência de salvação

  • Confissão dos pecados

  • Arrependimento

  • Identidade pessoal

  • Restauração

ENSINANDO

I.INICIANDO



Atividade

Encaminhe os alunos à seção da lição in­titulada O Que Você Acha? Depois que tive­rem concluído a atividade, discuta suas res­postas. Ou, se preferir, use a sugestão abaixo como uma atividade alternativa.

Distribua papel e caneta entre os alunos e peça para escreverem uma definição para a palavra salvação. Em seguida, peça para escreverem o que é necessário fazer para re­ceber a salvação. Recolha as respostas e leia em voz alta para a classe. Não diga o nome do autor da resposta. Peça para a classe ten­tar adivinhar. Para tornar a atividade mais interessante ainda, coloque entre as respostas algumas definições de salvação que não são bíblicas. Avise que algumas das respostas não foram escritas pelos alunos da classe e que eles deverão ficar atentos para identificá-las. Providencie uma lembrancinha para presen­tear o aluno que acertar mais vezes.



Ilustração

Distribua um biscoito para cada aluno e peça que o segurem enquanto conta a histó­ria a seguir e o conteúdo da seção Uma Pon­te Para a História:

A história popular infantil, Frog and Toad Together (Rã e Sapo Juntos), escrita pelo au­tor americano Arnold Lobel, fala a respeito da inutilidade da força de vontade. Na histó­ria, a Rã assa uma forma de biscoitos.



  • Precisamos parar de comer - a Rã e o Sapo disseram, ainda comendo.

  • Devemos parar - decidiram, comendo ainda mais. - Precisamos ter força de vontade - Rã ressaltou.

  • O que é força de vontade? - perguntou o Sapo com a boca ainda cheia.

  • Força de vontade é se esforçar bastante para não fazer algo que você quer muito - res­pondeu a Rã.

A seguir, a Rã sugeriu que estimulassem a força de vontade colocando os biscoitos no topo de uma árvore, mas o Sapo salientou (mastigando mais biscoitos) que, mesmo assim, poderiam subir na árvore e pegá-los. Desespe­rada, a Rã derrubou os biscoitos no chão:

  • Ei, passarinhos - gritou -, aqui estão os biscoitos!

  • Agora não temos mais biscoitos - res­mungou o Sapo.

  • Sim - disse a Rã -, mas agora temos um monte de força de vontade.

  • Pode ficar com ela todinha para você - replicou o Sapo - Vou para casa assar um bolo.

II. ENSINANDO A HISTÓRIA



Uma Ponte Para a História

Utilize as perguntas a seguir para aplicar a história acima:

Quais "biscoitos" representam uma tenta­ção para você? Pornografia? Bebidas alcoóli­cas? Orgulho? Fofoca? Brigas? Glutonaria?

Todo mundo tem os seus "biscoitos". Eles representam os maus hábitos que sabotam nossa vida espiritual. Não importa o tamanho da nossa força de vontade, esses "biscoitos" não desaparecerão.

A força de vontade não é o caminho para desenvolver um relacionamento de amizade com Deus. Trata-se apenas de uma questão de tempo até que você desista e volte a se apegar aos mesmos "biscoitos". A experiência da sal­vação não é o resultado de um grande esforço para praticar o bem, mas, sim, o resultado de viver na presença de nosso Deus, que é bom. Ao vivermos em Sua presença, seremos pou­co a pouco transformados à Sua semelhança e os "biscoitos" de nossa vida não terão o mesmo poder que uma vez tiveram sobre nós. Um bom exemplo desse princípio é a vida de Zaqueu.



Aplicando a História (Para Professores)

Após ler com seus alunos a seção Estudando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.

Abertura:

Quem faz surgir as melhores virtudes em você? Por quê?



Aprofundando-se:

Verso 1: A passagem bíblica nos diz que Jesus estava "atravessando a cidade" de Jeri-có. Em sua opinião, isso foi uma coincidên­cia ou uma providência divina? Justifique sua resposta.

Verso 2: Você acha que Jesus conhecia os pecados de Zaqueu (que era um cobrador de impostos corrupto, por exemplo)?

Verso 3: Em sua opinião, qual característi­ca de Jesus atraiu Zaqueu a ponto dele sair à rua para vê-Lo?

Verso 4: Que traços de caráter e personali­dade podemos perceber em Zaqueu diante da decisão de subir numa árvore para ver Jesus?

Verso 5: O que você pode entender da afir­mação enfática de Jesus: "Preciso ficar na sua casa"?

Verso 6: De que maneira podemos receber Jesus em nossa vida "com muita alegria"?

Verso 7: Em sua opinião, por que o povo reagiu de forma diferente no caso de Zaqueu, em relação ao caso da cura do homem cego relatada em Lucas 18:43?

Verso 8: Baseado somente nesse verso, qual das palavras a seguir você escolheria para descrever a personalidade de Zaqueu? a) Extremista, b) Impulsivo, c) Generoso, d) Compassivo.

Verso 9: O que Jesus quis dizer com a pa­lavra "salvação"?

Verso 10: Compare esse verso com as três parábolas encontradas em Lucas 15.

Aplicação:

Imagine que você esteja ensinando essa li­ção a um grupo de crianças. Pense em alguma atividade que poderia incentivar as crianças a fazerem durante a semana a fim de colocar em prática o que aprenderam.



Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar alguns aspectos da história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.

O Cenário: O cenário da história é a ci­dade de Jericó. Preste atenção na descrição da cidade feita por William Barclay:

"Jericó era uma cidade muito rica e im­portante. Localizada no vale do rio Jordão, controlava tanto o acesso a Jerusalém quan­to a travessia do rio para o acesso às ter­ras ao leste. Em seu território encontrava-se uma grande floresta de palmeiras e um bosque de bálsamo mundialmente famoso que lançava seu perfume no ar, podendo ser sentido a quilómetros de distância. Os jar­dins de rosas eram também muito conheci­dos. As pessoas a chamavam de 'a Cidade das Palmeiras'. Josefo a chamou de 'região divina', 'a próspera da Palestina'. Os roma­nos comercializavam as tâmaras e o bál­samo produzidos em Jericó, tornando-os mundialmente famosos.

"Todas essas características contribuíram para que Jericó fosse um dos centros com maior índice de cobrança de impostos da Pa­lestina."



  • O Personagem Principal: Zaqueu era o chefe dos cobradores de impostos. Por­
    tanto, ocupava uma posição de muito po­der em seus dias. Além disso, controlava a
    passagem de acesso para o rio Jordão, que em certas épocas do ano era o único lugar
    possível de se realizar a travessia. Assim, cobrava preços exorbitantes dos viajantes
    que desejavam ir para as terras ao leste do Jordão e, como resultado, enriqueceu cada
    vez mais. Lucas muitas vezes mencionou cobradores de impostos como Zaqueu (ver
    Lucas 3:12; 5:27; 7:29; 15:1; 18:10) e em cada caso são descritos de forma positiva,
    de maneira condizente com o amor incon­dicional de Jesus por essa classe social des­
    prezada pelo povo.

  • O Tema Central: O tema central da história relatada em Lucas 19 é a transfor­
    mação. Essa história nos faz lembrar que é possível sermos transformados à semelhan­ça do caráter de Cristo. Zaqueu demonstrou que havia sido transformado de dentro para
    fora. Afirmou que daria metade de tudo que possuía para os pobres. Além disso, devol­
    veria quatro vezes mais a quantia que ga­nhou à custa da cobrança desleal de impos­
    tos exorbitantes.

Ao acertar as contas, Zaqueu fez muito mais do que a lei exigia. De acordo com a lei vigente na época, o malfeitor deveria pagar quatro vezes mais a quantia roubada somente se tivesse agido de forma violenta e calculada (ver Êxodo 22:1). No caso de roubos comuns, se o bem não pudesse ser devolvido, o ladrão deveria pagar o dobro do valor daquilo que roubou. Se houvesse confissão voluntária e o ladrão se oferecesse para restituir o que rou­bou, era cobrado, então, apenas o valor origi­nal acrescido de mais um quinto (ver Levítico 6:5; Números 5:7). Zaqueu decidiu fazer muito mais do que era costume. Era um homem transformado.

III. ENCERRAMENTO Atividade



Encerre com uma atividade. Explique em suas próprias palavras.

Entreviste algum membro da igreja que os alunos não conheçam muito bem. Peça para a pessoa contar a história de sua conversão e descrever como era sua vida antes de co­nhecer a Jesus e como ficou depois que O aceitou em sua vida como Salvador pessoal. Apesar dos detalhes e do cenário certamente serem diferentes, há uma grande probabili­dade de que a história seja semelhante à his­tória de Zaqueu.



Resumo

Compartilhe os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:

A história de Zaqueu ilustra o poder de Deus para mudar instantaneamente uma pes­soa. Para muitos, no entanto, essa mudança ocorre pouco a pouco no decorrer da vida. Os jovens precisam saber que em ambos os ca­sos, a despeito do tempo, a transformação é genuína. Ellen White afirmou:

"A obra de transformação da impiedade para a santidade é contínua. Dia a dia Deus opera para a santificação do homem, e o ho­mem deve cooperar com Ele, desenvolvendo perseverantes esforços para o cultivo de hábi­tos corretos. Deve acrescentar graça à graça; e, assim procedendo num plano de adição, Deus opera por ele num plano de multipli­cação. Nosso Salvador está sempre pronto a ouvir e responder à oração do coração con­trito, e graça e paz são multiplicadas a Seus fiéis seguidores. Alegremente lhes concede as bênçãos de que necessitam em sua luta contra os males que os cercam." - Atos dos Apóstolos, p. 532.

Dicas Para um Ensino de Primeira Linha

DandoVidaà História


A despeito da idade dos alunos, um dos métodos de ensino mais eficazes de se ensinar a verdade é através de história. Assim, não é de admirar que Jesus - sem dúvida, o maior
Professor da história - ensinou verdades maravilhosas por meio de histórias.

Ao estudar a história desta semana ou qualquer outra que um dia venha a ensinar em sala de aula, considere as seguintes dicas:



  • Estimule os sentidos para que os ouvintes possam sentir, cheirar, tocar, ouvir e ver imagens vívidas.

  • Descreva os personagens e o cenário para ajudar os ouvintes a se identificarem com os sentimentos dos personagens envolvidos.

  • Faça uma pesquisa sobre os aspectos históricos e culturais da história.

  • Viva a história até que os personagens e o cenário se tornem tão reais em sua mente como as pessoas e os lugares que conhece.

Visualize os sons, o gosto, o cheiro e as cores da história. Se não conseguir imagina-los com clareza, os alunos também não conseguirão.

Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série O Grande Conflito, o comentário inspirado da Bíblia. A leitura corresponden­te a esta lição é O Desejado de Todas as Nações, capítulo 61.



Escola no Ar – www.escolanoar.org.br – manual produzido pela Divisão Sul Americana da IASD Página


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