PrescriçÕes didáticas de afro do amaral fontoura e seu uso na escola normal professora amasília



Baixar 148.74 Kb.
Encontro31.07.2016
Tamanho148.74 Kb.


PRESCRIÇÕES DIDÁTICAS DE AFRO DO AMARAL FONTOURA E SEU USO NA ESCOLA NORMAL PROFESSORA AMASÍLIA

Laura Aparecida Dreyer Schneider /FAFIUV1

Profª. Dda. Márcia Marlene Stentzler /FAFIUV2

RESUMO

Esta pesquisa tem por finalidade investigar sobre as práticas educacionais difundidas no período pós-guerra, um período de democratização da sociedade brasileira e de busca de melhores condições de vida a população. Com a industrialização, surge a necessidade de alfabetizar os brasileiros a fim de prepará-los para a vida urbana e em sociedade. Nesse momento, no Paraná houve investimento do Estado para a ampliação da oferta das Escolas Primárias e Normais na rede pública de ensino. Na região Sul paranaense esse fato ficou marcado em 1949, com a criação de Escola Normal Secundária em União da Vitória, mais tarde denominada de “Escola Normal Professora Amasilia”. Esta escola funcionou até a LDB 5692/71, a qual modificou o Ensino Normal para uma habitação do 2° Grau denominada magistério. A Escola Normal tinha como objetivo formar professoras normalistas com o fim de atuar nas escolas primárias da região para alfabetizar a população. Nesse período foram usadas orientações didático-pedagógicas específicas, dentre as quais se destacou em termos metodológicos e quantitativamente pelo número de obras publicadas e reeditadas, Afro do Amaral Fontoura. Sua obra Didática Geral, pertencente à série Escola Viva, foi publicada entre 1961 e 1971 em dezessete edições. Este estudo tem por objetivo geral compreender como aconteceu a organização didático-pedagógica para a formação do professor alfabetizador na Escola Normal Professora Amasilia em União da Vitória. Mais especificamente, analisou-se o processo de criação da Escola Normal Professora Amasilia em União da Vitória elencando as obras de Afro do Amaral Fontoura e apontando na obra “Didática” a aplicabilidade de suas ideias para a formação do alfabetizador na Escola Normal. O olhar para a didática foi permeado pela ideia de homem e de cultura em permanente transformação, sendo a didática, elemento de ligação entre as diversas ciências que compõem um currículo escolar. Compreendemos que, assim como a sociedade se transforma, o processo de ensino/aprendizagem sofre alterações e que no momento histórico abordado a Educação Brasileira esteve fortemente influenciada pela Escola Nova e a Tendência Tecnicista. Esta pesquisa tem como base metodológica a história cultural, compreendendo o homem como fruto das transformações históricas e sociais, estando ele imerso no universo cultural ao qual pertence, agindo e transformando a sociedade conforme os paradigmas históricos vividos, justificando determinadas práticas institucionais e referencias teóricos. Essa pesquisa se realizara com base em documentos já catalogados pelo Núcleo de Catalogação e Pesquisas do HISTEDBR de União da Vitória, existentes no arquivo do Colégio Estadual Túlio de França, em União da Vitória – Paraná. Também se utilizou do acervo bibliográfico que pertencia à Escola Normal Professora Amasilia.


Palavras-chave: Escola Normal, Livros Didáticos, Professor.
1 INTRODUÇÃO

Tendo como foco “Prescrições Didáticas de Afro do Amaral Fontoura e seu uso na Escola Normal Professora Amasilia”, neste estudo apresentamos e discutimos o contexto educacional do período citado e a importância das obras do educador acima citado, especialmente no que se refere à Didática, para que a educação brasileira atingisse determinados fins por meio da formação dos professores nas Escolas Normais. Olhar o passado por meio do presente nos permite compreender a influência das obras didáticas para a conformação de um determinado perfil de profissional no período histórico pós-guerra.

Das origens do Ensino Normal, com registros da primeira escola em 1835 para formar professores, para a compreensão da importância do papel do professor na sociedade e como ele ensinava, nos permite olhar essas escolas e suas atividades com crítica, buscando compreender a didática como processo de ensino, que era o campo principal da educação escolar. Nesse trabalho também se enfatiza quem foi Afro do Amaral Fontoura bem como a visão dele do ser professor no sentido de prescrever que para esta profissão exigem-se qualidades diversificadas, ele aponta dificuldades e métodos para realizar com ênfase o trabalho docente.

Nessa pesquisa investigamos sobre práticas educacionais no período pós-guerra, onde a sociedade brasileira buscava melhores condições de vida impulsionada pelo ideal modernizador. Esse período foi marcado por muitas transformações políticas e econômicas e essas alterações levaram ao estabelecimento de uma nova ordem internacional, caracterizada pelo equilíbrio tenso de forças entre países capitalistas e socialistas.

A origem do processo de industrialização e das transformações econômicas começa na metade do século XVlll, quando o capitalismo se consolidou como modo de produção nas sociedades em que se instalou. Com isso ocorre uma série de transformações de ordem econômica, política, social e técnica, que se chamou de Revolução Industrial.

Entendemos o homem como o ser social e agente de transformações na sociedade, em diferentes momentos histórico-culturais. Esse estudo tem como base a história cultural e as transformações da sociedade advindas do movimento de construção provocadas intencionalmente pela ação do homem em um determinado contexto e período histórico. Os movimentos sociais e filosóficos são responsáveis pelas tendências pedagógicas, propiciando a integração das práticas didático-pedagógicas, favorecendo um determinado conhecimento, que se torna de muita importância para o professor a fim de construir sua prática educativa.

Nessa visão o professor deve ser capaz de buscar soluções para os problemas que enfrenta na sua ação docente e ao exercer sua prática pedagógica o faz com elementos comuns a tendência social comum ao seu tempo e que responde pelas necessidades de seu desempenho docente, seguindo uma operacionalização atenta que permita avaliar sua competência e habilidade, procurando agir com eficiência e qualidade.

O objetivo geral desse estudo é compreender como aconteceu a organização didático-pedagógica para a formação do professor alfabetizador na Escola Normal Professora Amasilia, em União da Vitória. Mais especificamente será analisado o processo de criação da Escola Normal Professora Amasilia em União da Vitória, apontando nas obras de “Didática” de Afro do Amaral Fontoura a aplicabilidade de suas ideias para a formação do alfabetizador na Escola Normal.

O estudo pesquisa “Prescrições Didáticas de Afro do Amaral Fontoura e seu uso na Escola Normal Professora Amasília” tem seu fundamento nas ciências sociais por tratar-se de um estudo com base em ideias, cultura, sociedade, comportamento, ideologia, historia da educação, com aspectos legais específicos para a área da Educação voltada para o ensino-aprendizagem.
2 SER PROFESSOR: APONTAMENTOS SOBRE A FORMAÇÃO
A primeira Escola Normal brasileira foi criada em Niterói, Rio de Janeiro, no ano de 1835. Até a década de 1860 perfaziam um total de seis em todo o país e segundo Oliveira (1994, p. 84) “elas estão localizadas nos centros mais populosos das regiões Norte, Nordeste e Sudeste”. As Escolas Normais estavam também a serviço da corte, ou seja, da elite conservadora, através da formação para o magistério público e dos candidatos para concursos. De acordo com Fontoura (1972) era uma escola para elite e formava professores para elite. Saviani, (2008, p.08) enfatiza que:
[...] a consolidação das Escolas Normais no Brasil resultou de um longo, difícil e oscilante processo que só veio atingir seu ponto de maturação nos anos 50 e 60 do século XX. No entanto, contrariamente à expectativa de que, uma vez consolidadas, essas instituições seriam mantidas e aperfeiçoadas como meio eficaz de formar professores [...] a década de 70 foi inaugurada com a desmontagem do “sistema” das Escolas Normais [...].
No entanto para a maior parte dos professores primários não era obrigatório o Curso Normal para exercer a função de professor. O objetivo das escolas era o de formar professores para atuarem no magistério de ensino primário e era oferecido em cursos públicos ou privado de nível secundário. Sua finalidade era estabelecer padrões ensinando as normas, para ser professor, decorrendo daí o seu nome. A maioria dessas escolas era chamada de “Faculdades dos Professores”. Também, essas escolas passam a constituir umas das poucas oportunidades de continuidade de estudos para a mulher, no final do século XIX, a Escola Normal cumpre funções de dar formação profissional como também, formar mães e donas de casa, pois, aprendiam também prendas domésticas. Nesse período as Escolas Normais eram destinadas somente para rapazes conforme relata Oliveira (1994, p. 14):
No princípio essas escolas contavam com alunos apenas do sexo masculino, pois, nessa época, apesar das ideias liberais, que agitavam o país, não era permitido às mulheres que trabalhassem fora de casa ou que freqüentassem escolas com homem.

Percebe-se, portanto que para cada profissão exigem-se qualidades diversificadas, cada profissão apresenta seus segredos, suas dificuldades e seus métodos para realizar com ênfase o trabalho. No caso do magistério primário, Fontoura (1972, p. 57) descreve sobre a vocação que significa


[...] acima de tudo, amor a criança, amor a arte de ensinar; ter capacidade de se emocionar diante dos progressos realizados por um aluno; capacidade de conquistar os alunos, de fazê-lo se entusiasmarem; e enfim, capacidade de transmitir com simplicidade, clareza e objetividade.
Com isso percebe que os educadores são os atores e devem estar em constante motivação para a realização do trabalho. O aspecto vocacional é forte e influencia nas práticas e na forma da sociedade ver o professor. Com isso, Gruner (2010, p.38) evidencia:
Eles irão realizar a transformação da escola, desafiando todos aqueles que não acreditam na mudança para que o grupo social educacional possa adquirir uma melhor qualidade de vida por meio da educação. São aqueles apaixonados por seus ideais que são capazes de transformar, primeiramente o grupo social e a seguir, aumentando a abrangência desse grupo vão beneficiar a sociedade com o conhecimento emanado da à escola.

Percebe-se, portanto que o professor deve respeitar as maneiras diversificadas de cada um de aprender, utilizando estratégias e atividades diferentes sempre com base nas experiências individuais que trazem para dentro da escola. Essa forma de ver o aluno está ligada a uma concepção liberal de sociedade, associada à Escola Nova.


2.1 A Escola Nova
Resultou, segundo Aranha (1996, p. 172), “de uma tentativa de superar a escola tradicional excessivamente rígida, magistrocêntrica e voltada para a memorização dos conteúdos”. E segundo a autora, desde a Revolução Industrial a burguesia precisava de uma escola mais realista, que se adequasse ao mundo em constante transformação e às suas necessidades de formação de mão de obra e intelectual para atender às demandas do capital.

Com início na primeira metade do Século XX e se expandindo para além desse período, a Escola Nova foi um movimento de renovação do ensino que orientou políticas e práticas educativas de forma intensa. Aranha (1996, p. 198) relata que:


[...] devido ao clima de conflito aberto, em 1932 foi publicado o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, assinado por 26 educadores. O documento defendia educação obrigatória, pública, gratuita e leiga como dever do Estado, a ser implantada em programa de âmbito nacional.
Essa escola, como resposta às demandas liberais, na sua primeira tentativa tinha como base, segundo Saviani (2008, p.213) orientar-se pelos seguintes princípios:
1) Maior liberdade para as crianças, a que se pretende proporcionar condições mais favoráveis ao seu desenvolvimento natural, pela atividade livre e espontânea; 2) O princípio de atividade (métodos ativos, escola ativa), ligado ao da liberdade e inspirado no pensamento de que a criança é “um ente essencialmente ativo, cujas faculdades se desenvolvem pelo exercício”; 3) O respeito da originalidade pessoal de cada criança e, em conseqüência, a “individualização” do ensino, sob o fundamento de que a cada um é devida a educação que lhe convém.
Entendemos que os movimentos sociais e filosóficos são responsáveis pelas tendências pedagógicas e essas intenções propiciam a efetivação de determinadas práticas didático-pedagógicas, favorecendo a construção de um determinado tipo de conhecimento, o qual se torna de muita importância para o professor a fim de construir sua prática educativa.

Nessa visão o professor busca soluções para os problemas que enfrenta na sua ação docente e ao refletir sua prática pedagógica buscando assim uma formação adequada para o seu desempenho. Para a Escola Nova, segundo Aranha (1996, p. 172), “esse processo exige métodos ativos, com mais ênfase nos processos do conhecimento do que propriamente no produto”. O Professor torna-se, então, auxiliar das experiências e procura desenvolver a inteligência, priorizando o sujeito, considerando-o e inserindo-o numa situação social. Conforme relata Hamze (2011, s,p)


John Dewey, filósofo norte americano influenciou a elite brasileira com o movimento da Escola Nova. Para ele a Educação é uma necessidade social. Por causa dessa necessidade as pessoas devem ser aperfeiçoadas para que se afirme o prosseguimento social, assim sendo, possam dar prosseguimento às suas ideias e conhecimentos.

Nessa perspectiva, percebe-se que a prática do educador baseia-se nas experiências dos alunos voltadas para a sociedade em que está inserido. O processo de ensino-aprendizagem elabora-se na interação entre professor-aluno, pois, possui características que se consolidam a partir da interação no ambiente escolar, onde o desempenho está sendo constantemente avaliado, em razão das atividades que caracterizam a própria escola: o ensinar e o aprender.


2.2 A Sociedade Moderna
A Revolução Industrial teve início na Inglaterra em meados do século XVIII e estendeu-se para outros países a partir do século XIX, seu marco principal, segundo aponta Britto (2010, p. 17) foi:
[...] a descoberta da máquina a vapor que, introduzida nas fábricas, revolucionou a produção [...]. Esse surto de desenvolvimento provocou forte pressão sobre a demanda por instrução, colocando a exigência de uma organização do trabalho didático que permitisse o atendimento simultâneo de grande numero de alunos por um mesmo professor.

As origens do processo de industrialização e das transformações econômicas no século XVlll, onde o capitalismo se consolidou como modo de produção nas sociedades em que se instalou e, com isso, ocorre uma série de transformações de ordem econômica, política, social e técnica, que se convencionou chamar de Revolução Industrial. Segundo Cotrim e Alencar (1985, p. 78), “[...] uma das condições fundamentais dessa revolução foi à substituição do trabalho artesanal, baseado na utilização de ferramentas, pelo trabalho assalariado, baseado na utilização de máquinas”.

Com todas as mudanças advindas da nova forma de organização social, a utilização das máquinas e trabalho fragmentado da indústria em substituição à mão de obra do artesão, caracterizou-se na origem de uma nova forma de organização social, onde a instrução passou a ter um papel determinante para a vida do trabalhador, especialmente aquele da indústria. A condição de vida dos operários era precária, haviam muitas pessoas vindas do campo em busca de melhores condições de vida na cidade trabalhando nas fábricas. Cotrim e Alencar (1985, p. 79), comentam que é possível distinguir três etapas importantes no processo de industrialização:
1760 a 1850 – A Revolução se restringe à Inglaterra, a "oficina do mundo". Preponderam a produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a vapor.

1850 a 1900 – A Revolução espalha-se por Europa, América e Ásia: Bélgica, França, Ale­manha, Estados Unidos, Itália, Japão, Rússia. Cresce a concorrência, a indústria de bens de produção se desenvolve, as ferrovias se expandem; surgem novas formas de energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo. O trans­porte também se revoluciona, com a invenção da locomotiva e do barco a vapor.

1900 até hoje – Surgem conglomerados industriais e multinacionais. A produção se automatiza; surge a produção em série; e explode a sociedade de consumo de massas, com a expansão dos meios de comunicação. Avanços a indústria química e eletrônica, a engenharia genética, a robótica

O período pós-guerra no ano de 1945 foi marcado por muitas transformações políticas e econômicas, “essas alterações levaram ao estabelecimento de uma nova ordem internacional, caracterizada pelo equilíbrio tenso de forças entre países capitalistas e socialistas”. (COTRIM, 2005, p. 498).

No âmbito educacional da região Sul Paranaense, também é possível perceber as mudanças que fizeram parte do período, especialmente no que tange à educação e ao desenvolvimento urbano, com especial ênfase ao desenvolvimento econômico e industrialização. Conforme pontua Stentzler (2010, p.109) “[...] houve a criação do Ginásio Estadual Túlio de França em 1945 e em 1949, a criação de Escola Normal Secundária e muitas escolas primárias que foram criadas pelos municípios”.

No ano de 1945 foi criada a ONU3 que tinha como objetivos básicos conforme explica Cavana (2000, p. 304) “manter a paz e a segurança internacional; desenvolver relações de amizade e a cooperação para resolver os problemas internacionais”. Empenhada especialmente em missões de paz, em programas econômicos, sociais e educacionais e em muitas outras atividades pelo mundo. A ONU possui diversos órgãos dentre os quais destaca Cavana (2000, p. 501).



Assembléia Geral: órgão fundamental da ONU, composto de todas as nações-membros da organização. Em reuniões anuais, discute os mais variados assuntos de interesse internacional

Conselho de Segurança: órgão encarregado da manutenção da paz no mundo. É composto de 15 membros, dos quais cinco são permanentes e tem o poder de vetar resoluções: Estados Unidos, França, Reino Unido, república popular da China e Rússia.

Corte Internacional de Justiça: com sede em Haia, na Holanda, é o órgão encarregado de decidir as questões jurídicas internacionais submetidas à apreciação da ONU.

Secretariado: órgão encarregado da administração da própria ONU, chefiado por um secretário geral.
Esses organismos internacionais contribuíram decisivamente para as transformações no âmbito da legislação e conseqüentemente para a formação de professores na nova sociedade pós-guerra. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB 4024/61, prevê no seu capítulo IV sobre a formação de professores que:

Art. 52. O ensino normal tem por fim a formação de professôres, orientadores, supervisores e administradores escolares destinados ao ensino primário, e o desenvolvimento dos conhecimentos técnicos relativos à educação da infância.

Art. 53. A formação de docentes para o ensino primário far-se-á:

a) em escola normal de grau ginasial no mínimo de quatro séries anuais onde além das disciplinas obrigatórias do curso secundário ginasial será ministrada preparação pedagógica;

b) em escola normal de grau colegial, de três séries anuais, no mínimo, em prosseguimento ao vetado grau ginasial.

Art. 54. As escolas normais, de grau ginasial expedirão o diploma de regente de ensino primário, e, as de grau colegial, o de professor primário. (BRASIL, 2011, s.p)


Anterior a LDB 4024/61, a Lei Orgânica do Ensino Normal de 1946, determinava segundo Fontoura (1972) “a criação dos cursos de Administração Escolar, para a formação de diretoras de escola. Ninguém poderia entrar nesse curso, portanto sem ter no mínimo cinco anos de magistério (três como professor e dois como coordenadores)”.

Organizavam-se, então, as bases para a Educação Nacional e a formação dos professores passou a fazer parte das discussões no âmbito nacional, conforme Brasil (2011. s.p):


DAS BASES DA ORGANIZAÇÃO DO ENSINO NORMAL

DAS FINALIDADES DO ENSINO NORMAL

     Art. 1º O ensino normal, ramo de ensino do segundo grau, tem as seguintes finalidades:

        1. Prover à formação do pessoal docente necessário às escolas primárias.
        2. Habilitar administradores escolares destinados às mesmas escolas.
       3. Desenvolver e propagar os conhecimentos e técnicas relativas à educação da infância.
DOS CICLOS DO ENSINO NORMAL E DE SEUS CURSOS

     Art. 2º O ensino normal será, ministrado em dois ciclos. O primeiro dará o curso de regentes de ensino primário, em quatro anos, e o segundo, o curso de formação de professores primários, em três anos.

     Art. 3º Compreenderá ainda o ensino normal cursos de especialização para professores primários, e cursos de habilitação para administradores escolares do grau primário.
Concomitante às orientações emanadas por meio da Lei, havia necessidade e valorização das inovações pedagógicas, a fim de formar um novo professor para a nova realidade nacional. Com esse entendimento Afro do Amaral Fontoura protagoniza uma grande produção didática que será utilizada por vários anos na formação de professores.
2.3 A organização didática para o profissional da educação
A história da didática está ligada ao aparecimento do ensino, no decorrer do desenvolvimento da sociedade, da produção e das ciências, como atividade planejada e intencional dedicada à instrução.

O termo didática foi instituído por Comenius em sua obra Didática Magna publicada no século XVII e originalmente significa “arte de ensinar”. Durante séculos, a didática foi entendida como técnicas e métodos de ensino, sendo a parte da pedagogia que respondia somente por “como” ensinar. Os manuais de didática traziam detalhes sobre como os professores deveriam se portar em sala de aula.

Libanêo (1999, p. 54) descreve que “o objeto de estudo da didática é o processo de ensino, campo principal da educação escolar”. A Didática, como toda ciência particular, tributa conhecimentos científicos à tecnologia, que atende a essa demanda, e que através da interface recria outros produtos e serviços a serem aplicados no contexto social. Ela não é uma tecnologia, mas nela existe uma tecnologia didática. Dessa forma Libâneo (1999, p. 52), comenta que “a didática investiga as condições e formas que vigoram no ensino e, ao mesmo tempo, os fatores reais (sociais, políticos, culturais, psicossociais) condicionantes das relações entre docência e aprendizagem”.

Com o estudo dos paradigmas educacionais nos cursos de pedagogia e de formação de professores, amplia-se o conhecimento em relação à didática. Em cada tendência pedagógica diferem visão de homem e de mundo e modifica-se a finalidade da educação, muda o papel do professor, do aluno, a metodologia, a avaliação, e, conseqüentemente, muda-se a forma de ensinar.

Para Libâneo (1999) a didática deve desenvolver a capacidade crítica dos professores em formação para que os mesmos analisem de forma clara a realidade do ensino. Articular os conhecimentos adquiridos sobre o como ensinar e refletir sobre para quem ensinar, o que ensinar e o porquê ensinar isso é um dos desafios da didática.

No processo ensino-aprendizagem, em qualquer contexto em que se esteja inserido, é necessário que se conheça as categorias que integram este processo como elementos fundamentais para um melhor aproveitamento da aprendizagem. Nesse contexto Libâneo (1999.p. 52), pontua que:


A didática é, pois, uma das disciplinas da pedagogia que estuda o processo de ensino através de seus componentes, os conteúdos escolares, o ensino-aprendizagem para com o embasamento numa teoria da educação, formular diretrizes da atividade profissional dos professores. E ao mesmo tempo, uma matéria de estudo fundamental na formação profissional doa professores e um meio de trabalho do qual os professores se servem para dirigir a atividade de ensino, cujo resultado é à aprendizagem dos conteúdos escolares pelos alunos.

Ainda segundo o autor a ação da didática se refere à relação entre o aluno e a matéria, mediante a apropriação do professor. Essa relação entre professor e aluno não se reduz somente a sala de aula, mas em situações muito mais abrangentes. Que envolvam os pais, a sociedade, considerando assim segundo o autor que estão centradas na relação fundamental entre o ensino e a aprendizagem.



3 A TRAJETÓRIA DE VIDA DO EDUCADOR AFRO DO AMARAL FONTOURA

Até o momento não foi possível localizar muitas informações sobre Afro do Amaral Fontoura, apenas foi possível localizar algumas informações relativas à sua atuação profissional. Conforme explica Mortatti et.al (2011, p. 5)


Afro do Amaral Fontoura foi professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, da Faculdade de Serviço Social do Distrito Federal e professor da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Educador, sociólogo e psicólogo, o qual atuou intensamente na produção de manuais pedagógicos para professores entre os anos de 1950 e 1970.

Sua produção bibliográfica foi significativa, sobretudo a produção de manuais de ensino. Afro do Amaral Fontoura publicou uma cartilha, quatro compilações de legislação educacional, 19 manuais de ensino e um artigo em periódico. Vários livros foram publicados e reeditados por Afro do Amaral Fontoura no período de 1950 a 1960. Dentre esses títulos estão os livros da chamada Série I, intitulada de coleção Escola Viva, da Série II, intitulada Legislação Brasileira de Educação, da Série III, compostas de livros textos para crianças e da Série IV, denominada de coleção sobre Moral e Cívica, entre outras obras.

O publico alvo de seus livros, como o próprio Fontoura (1972, p. 11) destaca são: “alunos de escolas normais e [...] professores que ainda não tiveram tempo de ler todos aqueles citados mestres, bem como os autores de numerosas obras, magníficos e admiráveis, sobre a educação renovada”.

No período de influências das obras de Fontoura, o professor é caracterizado como um idealista, que não tem grandes ambições e trabalha principalmente pela felicidade das pessoas que estão ao seu redor. Fontoura (1971, p 11) pontua que:


O professor nem sempre é sinônimo de educador. Professor é aquele que ensina as matérias do programa (matemática, português, geografia) educar é aquele que, além de ensinar as matérias, cuida da personalidade do educando. É possível o individuo ser um bom professor de matemática e não ser um bom educador: cuidar só da ciência e não se ocupar com a formação espiritual e moral do aluno.
Ser professor é em primeiro lugar ser idealista, estar disposto a viver por um objetivo que muitas vezes se caracteriza em trabalhar em prol da vida e felicidade de seus alunos. Em segundo lugar ser professor não é apenas conhecer a matéria a lecionar e nesse sentido Fontoura (1971, p 12) descreve que:
Antigamente se acreditava que um bom geógrafo seria bom professor de geografia [...]. Acima de tudo, ser professor é: saber transmitir, saber ensinar, é saber despertar o interesse de seus alunos pela matéria, saber formar suas aulas atraentes, ter seu método de trabalho, saber dosar a matéria, explicar de tal maneira que todos entendam.

Tudo isso, segundo Fontoura (1971, p 12) “é o que se chama ter didática, ser didático. Se o professor não possui tal capacidade, ele não é professor. Pode lecionar, sim, mas não merece o titulo de professor”. Para ele o ato de educar significa extrair do indivíduo “tirar para fora”, “elevar”, “conduzir” as capacidades e qualidades que o mesmo possui.

O professor sabe que está ensinando bem pelos resultados que está alcançando, pelo preparo de seus alunos. Se um ou dois alunos não estão indo bem percebe que a culpa não é do professor algum motivo eles devem ter. Mas se a maioria não aprende o professor deve repensar se está ensinando de forma correta. Nesse contexto a definição de educação sempre se refere à educação integral. Segundo Fontoura (1971, p. 14):
O professor deve cuidar dos 4H (head, heart, health, hand, ou seja, cabeça, coração, saúde, mão)” [...] Isso significa que a educação deve cuidar do cérebro (preparo intelectual, instrução, ensino), do coração (formação dos sentimentos, caráter, conduta), da saúde (cuidados com o corpo, alimentação, higiene) e da mão (desenvolver o gosto pelo trabalho, cuidar muito dos trabalhos manuais, das atividades de campo e de oficinas). O educador, portanto, é aquele que cuida de todos esses aspectos da vida do aluno.
Ainda segundo o autor, o professor apresenta cinco características que são essenciais no seu desenvolvimento humano, que devem ser realizadas juntamente com seus alunos, fazendo com que o educador tenha uma enorme satisfação em estar em contato com os alunos.
Amor ao Próximo: as condições prévias para que o indivíduo possa ser educador são a simpatia e inclinação pelo homem, isto é, a capacidade de gostar da humanidade.

Tato Pedagógico: é a capacidade de se aproximar-se ou afastar-se do aluno, conforme a oportunidade, de passar por cima de determinadas falhas, de alternar elogios e as repreensões.

Capacidade de Compreender: a personalidade do aluno.

Capacidade de Formar o Caráter: é a capacidade de influir decisivamente no desenvolvimento do educando.

Educar é Amar: o educador precisa ter uma grande autoridade sobre seus alunos, não da violência, e nem da força, mas sim do seu alto valor intelectual e moral. (FONTOURA, 1971, p 16-17).
Isso evidencia que a carreira do professor é de muita importância e sua vontade de “dar” aula deve prevalecer a todas as dificuldades encontradas no caminho. Observa-se que alguns educadores esquecem-se do conjunto de manifestações que precisam ser avaliadas e vêem o aluno somente como mais um ser que está ali para adquirir ou somente receber o conteúdo, desconsiderando e desrespeitando todo o processo de evolução da criança.

A relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. Dewey (1978, p.31) pontua “que a educação é vida, é viver, desenvolver e crescer”. Com base nesses pressupostos entende que o processo educativo está em constante transformação na sociedade.

Entende-se que os aspectos afetivos e intelectuais precisam caminhar juntos, e o professor precisa saber observar quando o aluno se encontra abalado por um desses dois aspectos e ajudá-lo da melhor forma possível respeitando sua fragilidade que pode ser momentânea ou não.

3.1 Obras de Afro do Amaral Fontoura

Apresentamos a seguir um quadro com as principais obras publicadas por Afro do Amaral Fontoura, nas Séries: “A Escola Viva”, “Legislação Brasileira de Educação”, “Livros-Textos para Crianças” e “Coleção Moral e Cívica”. Trata-se de um educador com idéias que tiveram uma profunda penetração no âmbito da Escola Normal e particularmente na vida das professoras Normalistas, sendo que até hoje quem utilizou esses livros didáticos como material na formação inicial traz lembranças. Com a primeira obra datando da década de 40, foi na década de 60 que se tornou referencial para a Didática nos cursos de formação.



Série I – A ESCOLA VIVA

Primeira edição

Última edição

Volume 1.º “Fundamentos da Educação”.



1949



1968

Volume 2.º “Sociologia Educacional”.



1951

21ª

1971

Volume 3.º “Metodologia do Ensino Primário”.



1955

18ª

1971

Volume 4.º “Psicologia Geral”.



1957

20ª

1970

Volume 5.º “Psicologia Educacional” (1ªparte).



1958

19ª

1970

Volume 6.º “Psicologia Educacional” (2ªparte)



1958

15ª

1970

Volume 7.º “Prática de Ensino”.



1960



1969

Volume 8.º “O Planejamento no Ensino Primário”.



1958




1966

Volume 9.º “Didática Geral”.



1961

17ª

1971

Volume 10.º “Manual de Testes”.



1960



1966

Volume 11.º “Didática Especial da 1ª Série”.



1958



1966

Volume 15.º “Instituições Escolares”.




Em preparo







Volume 16.º “Organização Social e Política Brasileira”.




Em preparo







Volume 14.º “Filosofia da Educação”.



1969



1970

Série II - LEGISLAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO.

Primeira edição

Última edição

Volume 1.º Dicionário da Educação Brasileira.




Em preparo







Volume 2.º Diretrizes e Bases da Educação Nacional.




1962




1967

Volume 3.º “Leis da Educação”.



1970







Série III – LIVROS TEXTOS PARA CRIANÇAS.







Volume 1.º “Aventuras de Lalá e Loló”.



1963



1967

Série IV – COLEÇÃO MORAL E CÍVICA.

Primeira edição

Última edição

Volume 1.º “Princípios de Educação Moral e Cívica”.




1970



1970


Volume 2.º “Calendário Cívico Brasileiro” (1º semestre).



1968




1970

Volume 3.º “Calendário Cívico Brasileiro” (2º semestre).



1969





1970

Volume 4.º “Didática da Educação Moral e Cívica”.




Em preparo







Volume 5.º “Educação Moral e Cívica para o Ensino Médio”.




Em preparo







Volume 6.º “Estudos dos Problemas Brasileiros”.




Em preparo







Volume 7.º “Textos de Moral e Civismo para o Ensino Primário”.




Em preparo







II Outras Obras de Amaral Fontoura.

Primeira edição

Última edição

“Programa de Sociologia”.



1940



1944

“O Ruralismo, Base da Economia Nacional”.



1941







“Dicionário Enciclopédico Brasileiro”.



1943







“Introdução a Sociologia”.



1948



1969

“O Drama do Campo”.



1949







“Introdução ao Serviço Social”.



1950



1959

“Aspecto da Vida Rural Brasileira”.



1950







QUADRO 01: Obras de Afro do Amaral Fontoura

FONTE: FONTOURA, Amaral. Didática Geral. Vol.9. Rio de Janeiro: Aurora, 1971.



4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Partindo do contexto descrito neste trabalho pode-se concluir que a Escola Normal evidencia o momento de transformação do ser professor nesse período pós-guerra, onde o professor leciona com base nos métodos didáticos ativos visando às experiências que os educandos trazem do seu convívio em sociedade.

O professor possui a capacidade de ser o mediador do conhecimento deve ser permeado por sentimentos de acolhimento, respeito, compreensão e apreciação, contribuindo assim para boa relação em sala de aula e para a construção do conhecimento dos seus alunos. A relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles.

Entende-se que nesse sentido a sociedade vem se transformando como um processo histórico, social e cultural devido às pessoas procurarem melhores condições de vida e juntamente com essas transformações os professores e os métodos de ensino também irão se modificar. Com isso percebe-se a importância de como o professor é caracterizado como um idealista, ele não tem grande ambições e trabalha principalmente pela felicidade das pessoas que estão ao seu redor. E segundo Fontoura (1971, p 11) “educar é aquele que, além de ensinar as matérias, cuida da personalidade do educando”.

Nesse contexto Fontoura também nos mostra que o professor precisa estar apaixonado pelo seu trabalho e pelas crianças que compõem a sua turma, somente desta forma ele irá encontrar motivação para suportar todos os problemas e as dificuldades encontradas na sala. Logo, quanto mais se articula o conhecimento frente ao mundo, mais os educandos se sentirão desafiados a buscar respostas, e conseqüentemente quanto mais incitados, mais serão levados a um estado de consciência crítica e transformadora frente à realidade.

Esta relação dialética é cada vez mais incorporada na medida em que, educadores e educandos se fazem sujeitos do seu processo e para ser professor necessitamos juntos com nossos educandos construir um mundo mais amável e pessoas mais comprometidas em perceber as necessidades do outro e da sociedade.
5 REFERÊNCIAS

AGUAYO, A. M. Didática da Escola Nova. Tradução de J. B. Damasco Penna. 13.ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1966.


ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação. 2.ed. São Paulo: Moderna, 1996.
BRASIL. Lei Orgânica do Ensino Normal. Decreto Lei nº 8.530 de 2 de janeiro de 1946. Disponível em: http://www.soleis.adv.br/. Acesso em 24 de março de 2011.
_____. Lei de Diretrizes e Bases da Educação 4024/61. Disponível em: http://www.soleis. adv.br/. Acesso em 24 de março de 2011.
BRITO, Silvia Helena Andrade de. et. al. A Organização do Trabalho Didático na História da Educação. São Paulo: Autores Associados- HISTEDBR, 2010.
CAVANA, Daniel Dario. Difusão do Ensino Atual: estudo globalizado, ensino fundamental, médio e vestibular. São Paulo: Difusão Cultural do Livro, 2000.
COTRIM, Gilberto; ALENCAR, Álvaro Duarte de. História Geral: Moderna e contemporânea. 8ª série. 3.ed. São Paulo: Saraiva, 1985.

_____. História Global: Brasil e Geral. 8.ed



. São Paulo: Saraiva, 2005.
DEWEY, John. Vida e Educação. Tradução: Anízio Teixeira, 10ed. Edições Melhoramentos – Ministério da Educação e Cultura, 1978.
FONTOURA, Amaral. Didática Geral. Vol.9. Rio de Janeiro: Aurora, 1971.
_____. Fundamentos da Educação: uma introdução geral a uma educação renovada e a Escola Viva. 10.ed. Rio de Janeiro: Aurora, 1972.
GRUNER, Maria Sidney Barbosa. A formação do educador: relações humanas, éticas e valores. In: Pedagogia: 50 anos de vida e história. União da Vitória: Kaygangue, 2010.
HAMZE, Amélia. Escola Nova e o movimento de renovação do ensino. Disponível em: http://educador.brasilescola.com/gestao-educacional/escola-nova. htm. Acesso em 24 de março de 2011.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Editora Cortez, 1999. Coleção magistério 2º grau. Série formação do professor.
MORTATTI, Maria do Rosário Longo et.al. Manuais para a formação de professores primários (1940-1960) e a conformação de práticas de ensino de leitura e escrita no Brasil. Disponível em: http://www.livroehistoria editorial. pro.br/ii pdf/M.Rosario.pdf. Acesso em 24 de março de 2011.
OLIVEIRA, Ana Cristina Baptistella de. Qual a sua formação professor. Campinas, São Paulo: Papiros, 1994.
SAVIANI, Dermeval. Histórias das Ideias Pedagógicas no Brasil. 2.ed. Campinas, São Paulo: Autores Associados, 2008. (Coleção memória da Educação).
_______, Prefácio. In: ARAUJO, José C; FREITAS, Anamaria G.; LOPES, Antonio de Pádua (orgs). As escolas normais no Brasil: do Império à República. Campinas: alínea, 2008. (prefácio)
STENTZLER, Márcia Marlene. Do projeto para a escola pública como direito de todos e a escola normal secundária formando professores na região vale do Iguaçu. In: Pedagogia: 50 anos de vida e história. União da Vitória: Kaygangue, 2010.



1 Bolsista de Iniciação Científica da Fundação Araucária. Acadêmica do quarto ano do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Paraná, Campus de União da Vitória. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas do HISTEDBR em União da Vitória (NUCATHE).


2 Coordenadora do NUCATHE , projeto de pesquisa com financiamento da Fundação Araucária. Docente do Curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Paraná, campus de União da Vitória. Doutoranda em Educação pela UFPR – Linha de Pesquisa História e Historiografia da Educação.

3 Organização das Nações Unidas (ONU), foi fundada em 1945 após a Segunda Guerra Mundial para substituir a Liga das Nações.



©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal