Presidente: Dep. Adão Villaverde pt 1º Vice-Presidente: Dep. José Sperotto ptb 2º Vice-Presidente: Dep. Frederico Antunes pp 1º Secretário: Dep. Alexandre Postal pmdb 2º Secretário: Dep. Alceu Barbosa pdt 3º Secretário: Zilá Breitenbach psdb 4º



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CRONOGRAMA DE TRABALHO

        



Atividade/Mês

junho

julho

agosto

setembro

outubro

Instalação da subcomissão       

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Realização de visitas e audiências




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Audiências com entidades setoriais




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Elaboração do relatório







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Apresentação na Comissão temática 













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Divulgação de resultado e encaminhamentos













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REFERENCIAIS INICIAIS:


IRGA

FEDERARROZ

FETAG-RS

FECOAGRO-RS

CONAB

ASGAV


SIPS

ASBIPS


FEARROZ

FARSUL


FIERGS

INTRODUÇÃO




A dura realidade que os produtores de arroz estão enfrentados nos últimos anos, apesar do aumento de produtividade, é de que a produção do cereal no Rio Grande do Sul ainda apresenta comportamento muito instável diante da falta de liquidez e da proximidade com os países do MERCOSUL, entre outros.

Recentemente, o Governo Federal, atuou enquanto ente público, com mecanismos de apoio à comercialização da safra visando dar liquidez à venda da produção. Nesse momento, o setor está fragilizado diante dos baixos preços no mercado brasileiro e isso tem gerado insegurança no setor produtivo na hora de vender produto.

Frente aos problemas citados na apresentação deste relatório, a produção gaúcha vem encontrando dificuldades para avançar na colocação da safra que poderia contribuir fortemente para reduzir a dependência de importações e evasão de divisas.

Entendemos que é de extrema importância a manutenção da produção de arroz em nosso estado pelos seguintes fatores: O arroz é um cultivo de verão que é fundamental para o desenvolvimento da metade sul do Estado e pela otimização do parque de máquinas e implementos agrícolas nas unidades produtivas, bem como da ocupação de mão-de-obra e na geração de renda extra aos produtores.

Diante desse cenário, que não é favorável neste momento para a produção do cereal, a orizicultura gaúcha necessita muito de uma política por parte dos governos, que tenha continuidade e, principalmente, que tenha sustentação de renda aos produtores.

Esta Subcomissão pretende tratar especificamente dos problemas da comercialização do arroz no Estado do Rio Grande do Sul, juntamente com as lideranças do setor produtivo para formatação de uma política de Estado que tenha previsibilidade, no médio e longo prazo, de incentivo para a produção do arroz gaúcho, que dê garantia de renda aos produtores e que a nossa produção atenda a demanda do mercado regional e nacional e consequentemente contribuir para o desenvolvimento econômico e social de nosso estado e país, contribuindo para a segurança alimentar.


HISTÓRIA DO ARROZ


O arroz constitui-se no alimento mais cultivado e consumido em vários países e freqüenta a mesa de dois terços da população mundial. O seu cultivo é tão antigo quanto à própria civilização, remontando à Antiguidade.

Há quem diga que o arroz é originário do Japão, onde é cultivado há pelo menos 7 mil anos e é presença marcante no quotidiano do povo asiático. Em muitas culturas do continente, é comum que uma mãe dê ao recém-nascido alguns grãos de arroz já mastigados, num ritual que significa sua chegada à vida. Os Hani do sul do Japão evitam fazer barulho quando estão nos campos, pois crêem que os espíritos dos arrozais se assustam facilmente e, ao fugirem, podem provocar a infertilidade da terra. Desde a época do Japão antigo, jogar arroz em recém-casados é um ato que representa votos de abundância ao novo casal; este costume passou depois ao Ocidente, sendo hoje muito comum em Portugal e até no Brasil.

No Vietnã, o cereal está tão integrado à alma dos camponeses que muitos fazem questão de serem sepultados nos arrozais. Durante os enterros há farta distribuição de arroz, como muitas festas, cantos e danças.

No entanto, a data e o local exatos de sua origem não são precisos. A maioria dos autores acredita que ele seja originário da Ásia Sul-Oriental, região que inclui a China, a Índia e a Indochina. Evidências arqueológicas na China e na Índia atestam a existência do arroz há cerca de 7000 anos. Inúmeros botânicos defendem também a idéia do aparecimento do grão no Sudeste asiático. Em favor dessas hipóteses, existem as tradições antiqüíssimas da China, os nomes com que esse vegetal é conhecido nas antigas línguas da Ásia e as informações de escritores gregos e romanos. Tudo isso reforça a opinião daqueles que excluem qualquer outra origem a não ser a asiática.

Por não haver indícios seguros sobre a origem do arroz, os estudiosos passaram a buscar respostas na sinonímia da planta, ou seja, na semântica dos nomes com que o cereal fora conhecido pelos povos antigos. Tais investigações, porém, apontam para diversos rumos, como Ásia, Europa e América. O arroz, que os latinos denominavam Oryza, e que os antigos gregos chamavam de Oruzon e Oruza, em certas línguas era identificado por nomes que muito se aproximam dessas palavras, como por exemplo, Oriz. Para os árabes era Eruz, Uruz, Rouz ou Arous, de onde, sem dúvida, derivou o nome arroz dos portugueses e espanhóis.

Na Europa, a introdução do arroz na cultura de seus povos se deu através dos mouros no século VIII, na Península Ibérica. A partir daí, difundiu-se nos demais países. Sete séculos depois, no final do Século XV, a cultura do arroz é introduzida, que a cultura mais se difundiu nas regiões da Lombardia, Veneto e Piemonte.

Na América, não existem documentos seguros para afirmar a época precisa do início do cultivo do arroz no continente americano. Contudo, as informações que se têm datam de 1694, na Carolina, e em 1718, na Louisiana, ambas nos Estados Unidos.

O arroz é um dos alimentos mais populares de todo o Brasil. Apesar disso, até o começo do século IX, ele era bem pouco conhecido por aqui. Arroz e presunto foram os alimentos que os portugueses deram aos índios, no seu último encontro, ao chegarem aqui há 500 anos atrás, como informa Pero Vaz de Caminha em sua famosa carta. Já na capitania de São Vicente o arroz era plantado, mas a lavoura empresarial surgiu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1904.



No Brasil, as notícias sobre cultivo do arroz remontam ao início da colonização, em especial na Capitania de São Vicente (1530-1540). Mais tarde o produto se espalha por outras regiões do litoral e, especialmente, no Nordeste brasileiro. Em todos esses locais, são pequenas lavouras, para subsistência.

Somente com a abertura dos portos por D. João VI, em 1808, é que o cereal começou a entrar em grandes levas no país, fazendo sucesso a ponto de modificar os hábitos alimentares da população da época: o angu e a batata doce, que eram os alimentos mais consumidos no Brasil, cederam então lugar ao recém-chegado cereal.

Quanto ao Rio Grande do Sul, atual estado maior produtor de arroz, Auguste de Saint Hilaire, em sua viagem ao Estado, realizada nos anos de 1820/21, já fala da ocorrência de lavouras desse cereal. Outros autores citam os colonos alemães de Santa Cruz do Sul e Taquara como os introdutores da cultura no Estado, sempre em pequenas lavouras, em estilo colonial.

Mas é, em 1904, no município de Pelotas, que surge a primeira lavoura empresarial, já então irrigada. Depois, a cultura chegou a Cachoeira do Sul e, a partir de 1912, teve um grande impulso, graças aos locomóveis fabricados pela empresa Mernak, que eram veículos movidos a vapor, produzido pela queima da lenha. Os locomóveis acionavam bombas de irrigação, o que facilitava a inundação das lavouras de arroz.

O desenvolvimento genético que as pesquisas propiciaram, o aprimoramento do cultivo e as tecnologias empregadas, do plantio à colheita, permitiram a redução do tempo de desenvolvimento e maturação da planta, enriqueceram substancialmente a qualidade do grão tanto na sua massa quanto na sua constituição nutritiva.

Em 1940, com 90% da população vivendo na zona Rural, o processo de beneficiamento era obtido através da pilagem. Era preciso muito esforço para pouco rendimento, com baixos resultados.

Porém, com o crescimento da população e da demanda de alimento, apareceram meios mais sofisticados que praticamente aposentaram as tradicionais máquinas de arroz e hoje, contamos com tecnologia que possibilita uma produtividade na ordem de 10 mil Kg por hectare, ainda insuficiente para transformar essa performance em renda positiva.




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