Presidente: Dep. Adão Villaverde pt 1º Vice-Presidente: Dep. José Sperotto ptb 2º Vice-Presidente: Dep. Frederico Antunes pp 1º Secretário: Dep. Alexandre Postal pmdb 2º Secretário: Dep. Alceu Barbosa pdt 3º Secretário: Zilá Breitenbach psdb 4º


REUNIÕES E VISITAS REALIZADAS 12/07/2011 – CONAB – Porto Alegre/RS



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REUNIÕES E VISITAS REALIZADAS


12/07/2011 – CONAB – Porto Alegre/RS


O relato da visita está descrito no item da CONAB acima, página 22.

22/07/2011 - COOPERATIVA AGRÍCOLA MISTA NOVA PALMA – CAMNPAL - UNIDADE RESTINGA SECA


Em audiência com o Engenheiro Agrônomo José Mário Tagliapietra, e com Claudemir Piccin, Vice presidente da Cooperativa, foi feita uma visita para verificar a situação da crise do arroz. O engenheiro e o dirigente afirmaram que com essa crise, poucos agentes do mercado estão ganhando dinheiro com a produção do arroz, a exceção são os grandes engenhos que exportam para outros estados.

Ponderaram que o custo da lavoura do arroz tem valores diferenciados dadas as características de cada lavoura e pelo padrão de tecnologia que é adotada por cada produtor. Tanto o custo do IRGA como o custo da CONAB são referenciais que indicam o valor na faixa de R$ 29,00 a saca de 50 kg para esta safra. Concordam que estamos diante de uma crise forte no mercado de arroz em termos de renda ao produtor.

Diante deste cenário, o governo viu-se obrigado a adotar política de intervenção e regulação do mercado do arroz, nesta safra, com adoção de mecanismos como o PEP, AGF, EGF, entre outros instrumentos como forma de reverter o quadro dos baixos preços ofertados no mercado, abaixo de R$ 20,00 a saca.

Outras alternativas foram ventiladas como o uso do arroz para biocombustível, sendo que é necessário ter uma estrutura que viabilize esse processo; hoje mais em fase de experimentação, pesquisa e estudo do que uma operação que vai dar sustentação ou influência no curto prazo para mudar o quadro ruim dos preços ofertados no mercado gaúcho. Outra alternativa é destino para ração animal do arroz de qualidade inferior conforme classificação que, no curto prazo, poderá dar ser mais efetivo em termos de mercado. Além dessas alternativas, outra saída é a exportação do arroz para outros países consumidores. O PEP pode contribuir com exportação do produto a um preço da ordem de R$ 7,00 a saca.

Quanto às medidas do governo, os cooperativistas entendem que foram boas, mas vieram um pouco tarde.

Endividamento Do Setor - Não é só no caso do arroz que os produtores enfrentam elevado grau de endividamento. È uma situação que se arrasta há anos e que ainda não temos uma solução definitiva, deixando muitos produtores em elevado risco nas próximas safras. Apesar do atual quadro, os dirigentes pensam que não teremos grandes alterações na área a ser plantada na safra futura. Em se tratando de custo, uma preocupação dos produtores sobre os R$ 0,40 por saca de CDO é muito oneroso para os produtores na atual conjuntura de mercado e que precisa ser revisto, dado que no uso de tecnologias modernas temos uma outra performance em termos de manejo das lavouras.

Quanto ao arroz que entra de outros países do Mercosul, entendem que o governo precisa ser mais duro, com medidas de restrição, caso contrário, vamos perdurar por mais tempo nessa concorrência desleal.



17/08/2011 - AUDIÊNCIA NO MAPA


Em audiência com o Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Sr. José Carlos Vaz, o relator desta Subcomissão conversou sobre a crise do arroz no Rio Grande do Sul e no Brasil.

Primeiramente, o Secretário fez uma ponderação sobre o bom momento econômico que o país vive. As pessoas estão optando por outras alternativas de consumo e com isso reduzimos nosso consumo de arroz, um prato tradicional no Brasil, que de certa forma contribui também, para piorar os preços no mercado do arroz. Outro reconhecimento foi sobre o custo ainda elevado da lavoura de arroz no Rio Grade do Sul e no Brasil, no caso do arroz irrigado. Ressaltou o peso do valor do arrendamento e o custo da água na composição final do custo da lavoura.

Também fez uma apanhado sobre as dificuldades que o governo tem com relação à entrada do arroz do Mercosul, com preços mais competitivos, fazendo com que muitos produtos entrem no Brasil e sendo o Rio Grande do Sul estado de fronteira com Uruguai e Argentina principalmente, sofre mais.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, saímos no final do ano e início da nova safra com estoques elevados de arroz com produto de várias safras passadas ainda depositados em armazéns no interior do país.

O que o governo através do Ministério da Agricultura fez foi apoiar o setor com mecanismo de apoio a comercialização da safra via sustentação de preços. Sabemos que muitas vezes os efeitos não são imediatos para reversão do quadro. Em se tratando de governo é preciso seguir os critérios e normas legais para não incorrer em erros.

O Ministério da Agricultura está consciente das dificuldades e a crise pela qual passa o setor, tanto é que vem aumentando o leque de medidas de apoio, tais como: comercialização da safra, alongamento do pagamento do custeio desta safra, uso do arroz para ração animal, revisão dos compromissos de custeio e investimentos e pagamento de parcelas atrasadas. Afirma que estará sempre atento ao comportamento dos preços no mercado.


24/08/2011 – SIPS - Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado RS


Na sede do SIPS, o relator da Subcomissão do Arroz reuniu-se com o Secretário Executivo, Sr. Rogerio Kerb, para tratar sobre a viabilidade do uso do arroz na ração para suínos. Segundo o sindicalista, a fim de avaliar o aspecto nutricional do uso do arroz na ração para suínos, foi realizado estudo específico pela UFRGS, o qual diz que tecnicamente é possível o uso na ração animal.

Para tanto, é preciso observar os seguintes pontos:



  1. Viabilidade técnica - Análise do ponto de vista nutricional se equivale ao milho. Sendo que o arroz é mais forte no amido e contém menos óleo na composição do grão. O amido dá uma melhor condição de digestibilidade do que o milho. O grão de milho quando quebrado pode favorecer o aparecimento da micotoxina; já o arroz sem casca não tem essa condição. Portanto, há argumentos de que o arroz seja melhor do que o milho neste quesito, com possibilidade do seu uso na fabricação da ração, levando em conta a qualidade e pela sanidade ser melhor que a do milho.

  2. Questão tributária - Esse aspecto está resolvido com o governo do estado, na condição da realização de LEILÃO, já assumido pelo executivo estadual.

  3. Viabilidade econômica - É o grande dilema do setor quanto ao patamar de custo que possa viabilizar o uso do arroz na formulação de ração para animal. Segundo o estudo realizado pelo setor, será preciso 80 kg de arroz integral para ter equivalência a 60 kg .

Em anexo a este relatório da subcomissão, apresentamos o estudo feito pela Associação Gaúcha de Avicultura, Sindicato da Indústria de Produtos Suínos no Estado RS e Associação Sul Brasileira das Indústrias de Produtos Suínos, sobre a Inclusão do Arroz e Subprodutos de Arroz na Ração Animal de Frangos e Suínos no Estado do RS, cujo relatório preliminar foi elaborado pela economista Fátima B. Jerônimo.

A viabilização econômica do uso do arroz na ração é uma questão de mercado. Hoje já existe estruturado os engenhos de beneficiamento nas regiões produtoras em nosso estado. O grande ponto de debate é o valor do preço do arroz . As estimativas apontam para um prêmio da ordem de R$ 12,00 a saca de 50 para ser viável a operação com sinalização de preço no valor de R$ 25,80 ou seja o preço mínimo vigente

Neste momento, temos no estado uma demanda de 1,8 milhão para suínos e 2,8 milhões para aves que, somados a outras demandas, supera a 5,5 milhões de toneladas de consumo no RS. A produção nos últimos anos não tem atendido a demanda no estado. Santa Catarina compra parte do milho gaúcho e isso dificulta ainda mais o abastecimento anual de milho. Estima-se que entre 800 e 1 milhão de toneladas do milho gaúcho vai para o estado vizinho. Neste quadro, os setores de consumo de milho do Rio Grande do Sul são obrigados a se abastecer do cereal em outros estados como o Paraná, Mato Grosso, Goiás e outros, num volume de 1,5 milhão de toneladas. Como isso temos evasão do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços. As estimativas indicam a cifra de R$ 60 milhões de ICMs que vão para outros estados e que poderiam ficar no nosso Estado. Somando a logística, a uma custo de frete de R$ 10,00 a saca, temos mais um desembolso na ordem de R$ 300 milhões para transportar o milho de outros estado até o Rio Grande do Sul. Isso sem considerar o consumo de combustível, mais conservação e consertos de pneus que gera um custo ainda maior.

Diante desta conjuntura de dificuldade e de desembolso, o arroz é uma alternativa para amenizar o problema da demanda para ração com outro produto perfeitamente possível de ser aproveitado na composição da ração tanto para suíno como para aves desde que a burocracia não prejudique a operação.

Essa medida é positiva na medida em que os recursos circulam nas comunidades do estado e dinamizará os pequenos descascadores que têm ociosidade.




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