Previna as deformidades da coluna vertebral do seu filho! Maj bm qos/MÉD/86 Euclides José



Baixar 271.73 Kb.
Página1/5
Encontro02.08.2016
Tamanho271.73 Kb.
  1   2   3   4   5


PREVINA AS DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL DO SEU FILHO!

MAJ BM QOS/MÉD/86 Euclides José Martin Amaral

Data de Publicação: 02/10/2006

A importância da detecção precoce das deformidades da coluna na infância e adolescência deve-se principalmente ao fato de podermos encontrar até 10% de dependentes de Bombeiros Militares com alguma patologia de coluna vertebral, tomando como estimativa o número de 40.000 dependentes nessa faixa etária. O número percentual de ESCOLIOSES com repercussão patológica situa-se entre 1 a 3 por 1000, acometendo uma população alvo interna estimada em aproximadamente 100 dependentes. Em relação à ESPONDILOLISTESE, considerando que a incidência é de 5% para o sexo masculino e 1 a 3% para o sexo feminino, estimamos o acometimento de 400 a 2.000 jovens. Sendo a prevalência de CIFOSE DE SCHEUERMANN em torno de 0,4% a 8% da população geral, temos uma faixa de 160 a 3.200 dependentes com esta deformidade.

 ESCOLIOSE IDIOPÁTICA

É uma deformidade tridimensional da coluna vertebral, de causa ainda desconhecida, caracterizada por um desvio no plano frontal maior que 10º (dez graus).



Histórico:

            O termo escoliose é derivado do grego, significa curvatura. Quando usado na literatura, significa curvatura lateral da coluna.



   

Hipócrates

A escoliose foi primeiramente descrita por Hipócrates que descreveu o mau prognóstico em relação ao seu aparecimento precoce, sem qualquer distinção quanto ao seu aspecto etiológico. O tratamento consistia em tração horizontal forçada com apoio.

Até o século XV pouco progresso foi feito no tratamento da escoliose, quando Ambroise Paré (1510-1590)  descreveu a escoliose congênita, e tentou conter a progressão da deformidade do tronco com uma placa metálica anterior e outra posterior, fabricada por armeiros.



 

Ambroise Pare



Placa metálica anterior e posterior

Até o fim do século XIX, o gesso de Paris aplicado como colete circular passou a ser um método aceito para manter a correção da curvatura. Lewis Sayre  em 1870 utilizou a suspensão vertical e um gesso corporal como forma de tratamento das deformidades escolióticas do tronco.

 

Lewis Sayre.



 

Tração vertical e colocação de colete gessado

A diferenciação entre os diversos tipos de escoliose só foi possível após o advento do Raio-X em 1895, por Wilhelm Conrad Röentgen.

Wilhelm Conrad Röentgen


Em 1914, Russell Hibbs  realizou a primeira artrodese, tornando método universal de tratamento cirúrgico a partir de 1940. 

Russell Hibbs

Em 1946, Blount e Smith desenharam um colete, que além de proporcionar tração vertical, permite compressão lateral com almofadas. Utilizado inicialmente para o pós-operatório, seu sucesso na correção do valor angular de curvas escolióticas determinou interesse no seu aperfeiçoamento, com sucesso comprovado numa percentagem de pacientes selecionados. Este colete derivou os modernamente utilizados, conhecidos como colete de Milwaukee e derivados.

Colete de Milwaukee


PREVALÊNCIA E HISTÓRIA NATURAL

Escoliose idiopática do adolescente

A prevalência da escoliose idiopática em crianças e adolescentes, com curvaturas maiores de 10º, varia de 0,5% a 3%. Entretanto, curvaturas maiores de 30º têm prevalência de 1,5 a 3 por 1000. Entendemos que a curva de menor magnitude é mais freqüente, podendo surgir e estacionar espontaneamente.

Quanto à distribuição pela faixa etária, existe uma predominância acentuada na escoliose do adolescente, com 89%, a juvenil com 10,5% e a forma infantil com 0,5%.

Esta é a forma mais comum de escoliose, com incidência de até 2% em adolescentes, considerando-se curvaturas de 10º ou mais, porém somente 5% destes casos progridem até 30º. Em curvas de pequena magnitude, a distribuição entre meninos e meninas é igual. Já em curvas com mais de 20º, a incidência é de quatro meninas para um menino, e em curvas acima de 40º a incidência é de oito para um respectivamente.



 

Escoliose idiopática do adolescente.



História natural:

Apresenta como fator de mau prognóstico da evolução da escoliose idiopática, a magnitude da curvatura, que quanto maior no momento da detecção tem pior prognóstico. Maturidade esquelética baixa, sexo feminino, e a sua presença no período pré-menstrual são agravantes. Com curvas comparáveis entre o sexo masculino e feminino, o sexo feminino apresenta progressão 10 vezes maior. No período da pré-adolescência, o organismo humano apresenta um pico de crescimento rápido, que é crucial para a abordagem terapêutica correta.

O método de rastreamento de escolares, através do teste de inclinação do tronco, utilizado pela primeira vez 1963, e hoje amplamente difundido nos países mais desenvolvidos, permitindo a detecção das curvas escolióticas estruturadas, possibilitando o diagnóstico precoce, e nas curvas progressivas, o controle pelo uso de órteses, com isso reduzindo significativamente a abordagem cirúrgica.

Teste de inclinação anterior da coluna vertebral.

O teste será considerado positivo quando houver assimetria da região dorsal ou lombar.


Teste de inclinação anterior da coluna vertebral positivo.

Diagnóstico 

O ângulo da curva é usualmente medido pelo método de Cobb, através de exame radiológico, que consiste  numa radiografia panorâmica em posição ortostática, em filme de 31 x 90 cm, nas incidências ântero-posteriores (AP) e perfil. O primeiro passo é determinar as vértebras limites da curvatura, sendo a superior a mais alta, cuja superfície superior inclina-se para o lado da concavidade, e a inferior é a mais inclinada distalmente para a concavidade. Traçam-se linhas perpendiculares intersectantes, a partir das superfícies superiores da vértebra proximal e da superfície inferior da vértebra basal da curvatura. O ângulo formado por essas linhas perpendiculares é o Ângulo de Cobb.



   

Ângulo de Cobb.



TRATAMENTO DA ESCOLIOSE IDIOPÁTICA

O colete de Milwaukee foi o primeiro método de contenção a ser utilizado em escala mundial, e permanece em uso até os dias atuais. As órteses de contenção são efetivas para as curvaturas  leves ou moderadas, entre 20 a 45º Cobb, flexíveis, com baixa maturidade esquelética. Basicamente existem dois modelos básicos de órtese, que são prescritos de acordo com o nível da doença. O colete cervico-toraco-lombo-sacro  para as curvaturas torácicas altas e baixas,  e colete toraco-lombo-sacro, para as curvaturas lombares. 



 

Colete cervico-toraco-lombo-sacro



 

Colete toraco-lombo-sacro.

    

Se o tratamento com o uso de órteses não detiver a progressão da curva, e esta superar o valor angular de 50º Cobb, está indicado o tratamento cirúrgico, uma vez que estas curvas são progressivas, mesmo após o término do crescimento ósseo, podendo determinar alterações locais e sistêmicas, como disfunção respiratória, cardíaca ou neurológica. O objetivo do tratamento cirúrgico é a correção parcial da curvatura com fusão óssea rígida ou artrodese.



 

Artrodese combinada com implantes metálicos.



CIFOSE DE SCHEUERMANN

O dorso curvo é uma deformidade da coluna onde a principal característica é o aumento da cifose torácica. Também conhecida como enfermidade de Scheuermann, foi descrita em 1921 por Holger Scheuermann como uma cifose rígida da coluna torácica ou toracolombar acometendo adolescentes. De etiologia desconhecida, acometem ambos os sexos de forma igualitária



Freqüentemente surge próximo à puberdade, inicialmente visto como um defeito postural, o que usualmente retarda o diagnóstico. Inicia-se com um aumento da cifose torácica ou toracolombar, algumas vezes acompanhada de dor não intensa que se agrava com a posição ortostática ou após esforços físicos. A dor se localiza no ápice da cifose ou na região lombar.Além da cifose aumentada, os pacientes apresentam hiperlordose lombar, e na região cervical, uma projeção anterior da cabeça em relação ao tronco. Os músculos da cintura escapular são hiprotróficos e nota-se um encurtamento dos isquiotibiais, dos flexores dos quadris.



Tratamento

            O tratamento inicial da cifose de Scheuermann é conservador, consistindo de exercícios de extensão torácica. O uso de colete está recomendado quando a curva exceder 70º no paciente esqueleticamente imaturo.  A cirurgia está recomendada quando a cifose exceder 70º e o paciente estiver sintomático, ou se aparecerem sinais neurológicos.

           ESPONDILOLISTESE  

Espondilolistese é o termo usado para descrever o escorregamento para frente de um segmento vertebral superior sobre um segmento inferior, geralmente ocorrendo após um defeito bilateral da porção interarticular da coluna lombar. A incidência da espondilolistese é de 5% para a população geral. A incidência em adultos brancos do sexo masculino é de 5 a 6% e no sexo feminino é de 1 a 3%. Em um estudo, a espondilolistese foi encontrada em 47% dos atletas adolescentes que queixam de dor lombar e que fazem hiperextensão repetitiva, o que causa cisalhamento do elemento posterior.


Espondilolistese.



CLASSIFICAÇÃO DE NEWMAN:

Tipo I - Displasia ou congênita – corresponde à má formação na parte superior do sacro ou do arco de L5.

Espondilolistese displásica ou congênita.



Tipo II – Espondilolífica – lesão ao nível da pars interarticulares

Espondilolistese espondilolítica.

 Tratamento da espondilolistese congênita e displásica:

O tratamento dependerá em parte do grau dos sintomas presentes: se o deslizamento for inferior a 25% e com poucos sintomas, o tratamento é conservador, constituído em exercícios abdominais e coletes  lombo sacro. Nos casos rebeldes com dor persistente e se a deformidade atingir 50% de deslizamento, mesmo sem sintomatologia está indicado o tratamento cirúrgico.



DOR LOMBAR

MAJ BM QOS/MÉD/86 Euclides José Martin Amaral

Data de Publicação: 12/07/2007

A dor lombar apresenta alta prevalência, sendo somente sobrepujada pelo resfriado comum. Em média 65% a 80% da população mundial desenvolve lombalgia em algum momento de suas vidas, embora raramente cause a morte, sua morbidade é alta e representa a terceira causa mais freqüente de incapacidade para o trabalho em pessoas entre 45-64 anos. As principais causas de dor lombar são os fatores biomecânicos, representados pelas causas mecânicas e posturais.



1. DEFINIÇÃO DA DOR LOMBAR

          A lombalgia é a dor que ocorre na região inferior do dorso, em uma área situada entre o último arco costal e a prega glútea. Ela pode ser acompanhada de dor que se irradia para uma ou ambas as nádegas ou para as pernas no trajeto   do nervo ciático (dor ciática).





2. BIOMECÂNICA

2.1. Introdução

            A incidência das dores na coluna na prática médica sempre foi alta, porém, com a crescente industrialização, tem aumentado muito, a ponto que se sugere enfrentar o problema como se fosse uma epidemia. Apesar do aparecimento de inúmeras técnicas sofisticadas de exames complementares, permanece a grande incógnita de se localizar os fatores etiológicos e o local exato em que surge a dor na coluna vertebral.



2.2. Funções biomecânicas da coluna

            A coluna vertebral tem três funções mecânicas bem definidas: 



a) É o eixo de suporte do corpo;

b) É o eixo de movimentação do corpo;

c) Protege a medula e as raízes nervosas;

d) A coluna transfere o peso e o movimento de flexão da cabeça e do tronco para a pélvis;     

e) Permite o suficiente movimento entre a cabeça, o tronco e a pélvis.

             Funcionalmente, as curvas fisiológicas permitem que a coluna aumente a flexibilidade e a capacidade de absorver os choques, enquanto mantém a tensão e estabilidade adequada das articulações intervertebrais.

            As três curvas fisiológicas que compreendem a coluna estática e distinguem a postura são indiscutivelmente influenciadas pelo ângulo sacral. Em outras palavras, a báscula da pelve é o sustentáculo principal da posição ereta.

            Enquanto um quarto da coluna adulta é composta por discos, os três quartos restantes são vértebras ósseas. Como as faces cartilaginosas superior e inferior das vértebras são essencialmente paralelas, o grau de curvatura é em grande parte determinado pela forma dos discos. Se todas as vértebras fossem sobrepostas uma a uma, sem a interposição dos discos intervertebrais, as curvas fisiológicas da postura não existiriam. A curva formada por uma coluna sem disco se assemelharia à do recém-nascido.

2.3. Cinesiologia da coluna vertebral lombar

            A extensão da amplitude de movimento possível é determinada pela extensibilidade dos ligamentos longitudinais, a elasticidade da cápsula articular, e fluidez do disco e a elasticidade dos músculos.

A extensão da coluna lombar pode ser pequena, mas em geral é possível em grau moderado. A maioria das crianças é capaz de arquear para trás e bastante, com treinamento e exercícios persistentes, esta mobilidade pode permanecer na idade adulta. Uma flacidez hereditária dos ligamentos aumentará esta hiper-extensão extrema. O ligamento longitudinal anterior tem o papel predominante de restringir e limitar a hiper-extensão.

           Os movimentos da coluna lombo-sacro ocorrem nos cinco espaços intervertebrais. A maior parte do movimento de flexão para frente se dá no último espaço, entre a última vértebra lombar (L5) e o sacro (S1). Calcula-se que três quartos (75%) de toda a flexão lombar se dá neste segmento, que marca a junção da coluna lombar com a estrutura sacro-coccígea, constituindo a articulação lombo-sacro.

           Como não há flexão na coluna torácica e postulando que 75% da flexão lombar se dá na articulação lombo-sacro, pode-se argumentar que 75% de toda a flexão da coluna ocorre nesta articulação.

           A porcentagem restante da flexão para frente é dividida proporcionalmente entre o restante dos espaços intervertebrais.

           Aproximadamente 20% ocorre entre as vértebras L4 e L5 e os últimos 5 a 10% da flexão ocorre entre L2 e L4.

3. POSTURA E ANATOMIA PATOLÓGICA

           A postura ereta do tronco pode considerar-se como a característica essencial dos homens, pois tem a capacidade de permanecer com os joelhos estendidos e é capaz de bipedestação prolongada. Os estudos dos fósseis sugerem que este tipo de postura ereta em bipedestação teve seus primórdios há aproximadamente uns doze milhões de anos, no início da era pliocênica. É evidente que o homem moderno tem-se adaptado imperfeitamente a esta postura ereta, como se demonstra, não somente pelos discos intervertebrais degenerados, como também pelas veias varicosas nas pernas, hemorróidas e hérnias.



4. QUADRO CLÍNICO

            A dor é a queixa mais importante, sendo importante à identificação de sua localização, muitas vezes de difícil definição pelos pacientes .



4.1. Irradiação

            Geralmente o enfermo indica o trajeto com a mão. Há fatores associados que melhoram o estado do paciente, tais como repouso, medicamentos, etc. e outros que pioram, como espirro, levantar peso, tosse, evacuações etc. Dificuldade de andar devido à dor, deve ser investigada, suspeitando-se de distúrbios vasculares (claudicação intermitente).

            Perda da força nos membros inferiores e atrofias musculares são sinais de nítido sofrimento da raiz nervosa. Há desvios antálgicos conforme a intensidade da dor, com intenso espasmo da musculatura paravertebral.

            A idade é fator importante constatando-se que as pessoas com lombalgia (em homens com mais freqüência que nas mulheres), dos 30 aos 50 anos, são mais propensas a ter hérnia de disco. Nas lombalgias de início súbito em pacientes bem idosos, sempre suspeitar de tumores, se bem que não seja impossível surgir uma hérnia de disco.



4.2. FATORES DE RISCO

      Inúmeras circunstâncias (fatores de risco) contribuem para o desencadeamento e cronificação das síndromes lombares, tais como:



FATORES ASSOCIADOS AO TIPO DE TRABALHO (LOMBALGIAS OCUPACIONAIS).

Os principais fatores são:

a) levantar, carregar ou empurrar peso exagerado;


ex:
- trabalhadores braçais;
- demolição de estruturas com brocas vibratórias;
- enfermeiros que manipulam doentes acamados.

b) posturas erradas prolongadas nas posições sentada ou de pé.


ex:
- dentista;
- desenhista em prancheta;
- operador de computadores;
- motoristas profissionais;
- cirurgião;
- trabalho em escritório.




FATORES RELACIONADOS AO CONDICIONAMENTO FÍSICO E À SAÚDE EM GERAL

a) vida sedentária,

b) falta de condicionamento físico;

c) escorregões e quedas que produzem distensões e/ou espasmos musculares;

d) desvios dos eixos normais da coluna vertebral como por exemplo aumento da lordose lombar (hiperlordose);

A  dor lombar da mulher grávida é causada principalmente pelo aumento da lordose lombar  que aparece devido ao aumento do abdome, desviando para frente o centro de gravidade da coluna, sobrecarregando músculos, ligamentos e discos vertebrais.

e) A obesidade produz dois efeitos negativos sobre a coluna lombar. Primeiramente, o excesso de peso acima do nível da cintura produz uma maior pressão sobre as estruturas envolvidas na síndrome da dor: os nervos, as articulações e os discos intervertebrais. Em segundo lugar, os músculos abdominais flácidos e distendidos podem não fornecer o suporte adequado para manter a coluna estável em seu eixo. Por esta razão, muitos médicos enfatizam os exercícios para o fortalecimento dos músculos abdominais.



FATORES RELACIONADOS À PERSONALIDADE

a) "stress" psicológico, tensão emocional;


b) insatisfação no trabalho;
c) problemas econômicos e familiares;
d) problemas psiquiátricos;
e) abuso de drogas;

NOTA: Atualmente se aceita que fatores psicossociais podem até ser determinantes de dores nas costas. A tensão emocional pode transformar a coluna em órgão de choque, onde o indivíduo descarrega as suas ansiedades e frustrações



FATORES GENÉTICOS    Parece haver certa freqüência de lombalgias, hérnia de disco ou dor ciática  em uma mesma família, entretanto, não existe ainda uma comprovação científica se realmente o fator genético tem influência importante ou não.

5.ETIOLOGIA   

 Lombalgia Falsa

É sumamente difícil constatar que um paciente não tem lombalgia, por falta de um "teste categórico" de confirmação. Por tanto, não se deve emitir diagnóstico de lombalgia falsa até que se completem os exames clínico, radiológico e de laboratório que o caso requer.

A falsa lombalgia pode ser simulada, psicogênica ou referida.       

- Lombalgia simulada

É uma dor criada e utilizada conscientemente pelo paciente que quer tirar proveito da mesma.



- Lombalgia psicogênica

É a dor lombar sentida realmente pelo paciente que tem um evidente distúrbio emocional.



- Lombalgia referida

É a sensação dolorosa da região lombo-sacro por sofrimento não das estruturas anatômicas da coluna lombo-sacro, e sim, dos elementos localizados na cavidade abdominopélvica. Trata-se de uma sensação transmitida pela proximidade ou por via nervosa.

 Lombalgia Verdadeira

Compreende dois grandes grupos:



- Lombalgia de origem mecânicoposturais

As dores de origem mecânica ou postural são as que caracteristicamente pioram com movimentos, atividade e esforço físico e melhoram com o repouso. A dor pode ser discogênica (lombalgia do compartimento anterior), dor lombar facetária (lombalgia do compartimento posterior), dor predominantemente ciática com sinais de radiculopatia ou dor da claudicação neurogênica.

A dor discogênica é a mais freqüente. Acomete indivíduos após a segunda década de vida sendo seu pico de incidência entre 30 e 50 anos. Sua etiologia está relacionada à desidratação e a degeneração do disco intervertebral, principalmente nos segmentos motores mais caudais (L4/L5 e L5/S1). A degeneração discal causa fissuras no ânulo fibroso do disco intervertebral e o núcleo pulposo desidrata e protrui em direção ao canal vertebral. Com situação de aumento de pressão sobre o disco intervertebral e deslocamento do núcleo pulposo, há estiramento das fibras colágenas do ãnulo fibroso e inflamação do mesmo, causando dor crônica diária leve, que piora, se agudiza em situações de pequena sobrecarga.; esta é a dor discogênica. Cabe ressaltar que indivíduos idosos normalmente não apresentam lombalgia de origem mecânica discogênica.

A dor lombar facetária ocorre em indivíduos mais velhos com processo artrósico das articulações facetárias. No processo ocorre lesão das cartilagens articulares deflagrando dor articular, que piora em situação de extensão do tronco e melhora em posição sentada.

Nos casos onde há hérnia discal, pode se instalar a dor predominantemente ciática. A dor manifesta-se no trajeto da raiz comprimida e inflamada.

Ainda como dor associada às causas mecânicoposturais, temos a dor da claudicação neurogênica dos membros inferiores devida à estenose do canal vertebral. Os pacientes em geral são idosos e apresentam dor ciática em um dos membros inferiores durante a marcha, o que os impede de continuar caminhando. Páram para sentar-se ou apenas descansar com o tronco inclinado à frente periodicamente. Após alguns momentos, estão aptos a recomeçar a caminhar, parando novamente após percorrerem uma distância semelhante à percorrida antes da última parada.

No grupo das lombalgias posturais, a desarmonia funcional produz a lombalgia a partir dos 25 a 30 anos, daí a importância da profilaxia na idade juvenil, realizando educação postural e adequado condicionamento físico.

  1   2   3   4   5


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal