Princípios básicos da Ciência Política a globalização



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Princípios básicos da Ciência Política

A Globalização

Um dos temas favoritos da actualidade é o fenómeno da globalização.

É frequente ouvir-se falar e ler-se sobre a crescente globalização que o mundo sofre e que não dá sinais de cessar de aumentar.

O que já não é tão frequente, é falar-se que este fenómeno existe desde tempos antigos.

E a História está repleta de exemplos.

Desde há cerca de 9000-11000 anos atrás, com a formação de civilizações diferenciadas estáveis, como África, América, Euroásia – a qual denominamos de globalização pré-moderna.

O Império Romano é um exemplo sublime da importância eminente da globalização.

Os romanos entendiam a necessidade de difundir a sua cultura pelos territórios conquistados, incutindo nos povos o sentimento de pertença ao Império e desejo de defendê-lo. Utilizando, portanto, o «soft power» como forma de manter o Império conquistado com «hard power».

Faziam-no respeitando os povos conquistados, assimilando também a sua cultura.

Esta ideia de “civitas máxima”, segundo a qual o Universo é a cidade comum a todos os Homens e a todos os Deuses, provém já dos gregos e da corrente estóica em que os mesmos acreditavam e faziam prevalecer, fazendo de todos os Homens cidadãos do mundo, submetidos à Lei Universal (igualdade, direito natural universal – direito à vida).

Daqui resultava que os territórios conquistados funcionavam à imagem de Roma e que os cidadãos do Império se regiam pelas mesmas leis, que conferiam a todos os mesmos deveres e direitos.

Quando é adoptado o Cristianismo como religião do Império – anos após os cristãos, bem como o fundador da religião, Jesus Cristo, terem sido perseguidos e severamente punidos por terem crenças contrastantes às do Império - acontece a junção da religião à política e, ao invés de venerarem o Imperador, que era visto como uma divindade, começaram a venerar um Deus - passando também ao monoteísmo, contrariamente ao politeísmo que demarcava a sua anterior religião.

Os cidadãos do Império estavam assim unidos pela religião, pelos costumes, pela política.

Passando pela primeira globalização moderna (1500-1850), que arranca com os Descobrimentos e culmina com a formação dos impérios europeus.

Este é outro excelente exemplo de globalização, pois os colonos eram alvo de aculturação por parte dos países conquistadores, passando a viver de acordo com os costumes da capital do império.

Entrou-se depois no período de globalização moderna (1850-1945), demarcado pela continuidade do espírito expansionista dos impérios europeus e pelos acontecimentos que levaram à II Guerra Mundial, cujo impacto é já sentido no período de globalização contemporânea.

Foi nesta altura, após a Guerra Fria, que os EUA se tornaram a grande potência mundial.

Já no período de globalização moderna II, dá-se o fenómeno da democracia liberal, bem como a globalização neo-liberal.

Nesta altura, começa também a ser crescente o número de oponentes ao fenómeno da globalização – anti-globalização.

Sendo contra ou a favor, a verdade é que este é um fenómeno em crescendo.

E Portugal, sendo parte da União Europeia, é parte integrante do motor que movimenta a globalização.

Estamos agora no período da e-globalização, onde a democracia liberal está ameaçada, vigora a supremacia da tecnologia e estamos sob a constante ameaça global de terrorismo.

Também como resultado do nível de globalização que vivemos nos nossos dias, a União Europeia vive em regime de cooperação, solidariedade e inter-ajuda.

E são esses princípios que servem agora de argumento a quem defende que os países da zona euro devem ajudar a Grécia nesta época de grande adversidade económica, financeira e mesmo social que atravessa.





A.C. Magalhães, A.S Nunes, C.E. Alves






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