Proc. Nº 0350/15 pll nº 033/15



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PROC. Nº 0350/15

PLL Nº 033/15


EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
A Lei nº 9.659, de 22 de dezembro de 2004, estabelece que o título de Cidadão de Porto Alegre seja conferido a pessoas não nascidas em Porto Alegre e que se tenham distinguido em qualquer ramo do saber humano ou que, por sua ação, se tornaram merecedoras do reconhecimento da Cidade.

A primeira condição – não ser nascido em Porto Alegre – é sempre fácil de ser comprovada e não apresenta qualquer dificuldade em seu cumprimento. As outras duas condições, entretanto, exigem a existência de uma história de vida que demonstre ou a distinção em um ramo do saber humano ou a prática de uma ação com mérito capaz de provocar o reconhecimento da Cidade.

Essas exigências reforçam o valor da distinção, tornando seleto e qualificado o grupo de pessoas a merecê-la. E Solimar dos Santos Amaro, cidadão para quem estamos propondo a concessão do título de Cidadão de Porto Alegre, satisfaz integralmente os termos e o propósito da referida Lei.

O primeiro ponto é pacífico, por ser natural da cidade do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Os outros dois pontos também, por sua história de vida pessoal e profissional, marcada pela orientação cristã e por sua devoção à prática do serviço ao próximo.

Sua formação acadêmica abrange as áreas de pedagogia, de psicologia e de gestão de pessoas.

Fez diversos cursos nacionais e internacionais pela Rede Marista, tendo se destacado na Pós-Graduação em Patrimônio Marista, pela Universidad Marista de México. Como educador da Rede Marista, lecionou no Colégio Marista Champagnat.

Foi diretor administrativo do Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS –, em que se afirmou como empreendedor. Nessa condição, zelou pela humanização do Hospital, sem se negar a receber pessoalmente quem o procurava, principalmente os inúmeros religiosos e religiosas que se internavam no Hospital ou dele necessitavam.

Iniciava e terminava o dia visitando pacientes pelo Hospital e quase sempre passava pelo Pronto Atendimento do Sistema Único de Saúde – SUS –, querendo, assim, ajudar e propiciar maior agilidade no atendimento aos mais necessitados.

Foi membro do Conselho Superior de Curadores da PUCRS, tendo sido fiel escudeiro do falecido reitor irmão Norberto Rauch, a quem, inclusive, acompanhou nas intervenções cirúrgicas a que se submeteu em São Paulo.

Foi também vice-presidente das mantenedoras maristas do Rio Grande do Sul, União Sul Brasileira de Educação e Ensino – USBEE –, União Brasileira de Educação e Assistência – UBEA – e Sociedade Meridional de Educação – Some.

Na época, muito integrado ao carisma da missão, tinha grande influência no espírito de pertença institucional dos colaboradores maristas. Essas mantenedoras abrangiam uma rede de 42 comunidades maristas, 21 escolas, 31 centros sociais e nossa PUCRS.

Organizou dois seminários internacionais de formação de educadores na África, em Angola, nas cidades de Luanda e Kuito.

Solimar dos Santos Amaro foi também conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e do Adolescente – Conanda –, vinculado, na época, ao Ministério da Justiça.

Por muitos anos, foi gerente socioeducativo da Fundação Pão dos Pobres, oportunidade em que teve o desafio de ajudar na transição da gestão do irmão Valério para o irmão Albano, marcando sua passagem na Fundação por seu carisma e por sua capacidade de se relacionar bem. Ajudou, com sua diplomacia, a harmonizar e retomar a credibilidade da Fundação, que estava um pouco abalada no mercado, na época. Foi responsável pelo processo de reestruturação e de readequação da Fundação às leis vigentes.

Mesmo não tendo vínculos político-partidários, teve a missão, mediante insistente convite, de assumir a Diretoria Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas. Com sua experiência nas áreas de gestão e de psicologia, harmonizou e organizou o setor. Foi, à época, conselheiro do Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas – Coned – do Rio Grande do Sul.

Ainda hoje, ajuda como voluntário em várias entidades civis e religiosas: Irmãs Filhas de Jesus, Filhas do Amor Divino, Rede La Salle, Irmãs Enclausuradas Clarissas e a Mitra Diocesana.

É voluntario, também, há muitos anos, no Centro Padre Leonardi, no Bairro Restinga, entidade que atende cinco casas lares, Serviço de Apoio Socioeducativo – Sase –, creche e refeitório para os pobres desse Bairro.

Atualmente, é diretor e superintendente da Kinder Centro de Integração da Criança Especial, entidade filantrópica que atende cerca de trezentos bebês, crianças e jovens com deficiências múltiplas nas áreas de educação, reabilitação e habilitação, provenientes, principalmente, de famílias de baixa renda. Sua marca de humanização, de gestão integrada e a linha do cuidado com cada educando e famílias são visíveis na instituição.

Essa descrição curricular que fizemos, entretanto, não apresenta por inteiro a pessoa de Solimar dos Santos Amaro, pois pouco diz da figura humana, de sua personalidade e de seu caráter, de sua postura responsável como cidadão e de sua ação social solidária.

Esses aspectos estão muito bem descritos nos depoimentos gravados no vídeo que integra este Processo, em que foram colhidos testemunhos pessoais de algumas pessoas muito representativas da comunidade porto-alegrense, entre eles Paulo Vellinho, empresário, Tulio Milman, jornalista, Evilázio Borges Teixeira, vice-reitor da PUCRS, João Batista Rocha, gerente socioeducativo do Pão dos Pobres, João Derly, desportista e deputado federal, e Antônio Carboneiro, líder comunitário e funcionário da Kinder.

O currículo e os testemunhos são mais do que eloquentes para demonstrar a qualificação de Solimar dos Santos Amaro para receber, com inteira justiça, o título de Cidadão de Porto Alegre.

Sala das Sessões, 09 de fevereiro de 2015.



VEREADOR JOÃO CARLOS NEDEL

PROJETO DE LEI


Concede o título de Cidadão de Porto Alegre ao senhor Solimar dos Santos Amaro.

Art. 1º Fica concedido o título de Cidadão de Porto Alegre ao senhor Solimar dos Santos Amaro, com base na Lei nº 9.659, de 22 de dezembro de 2004.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

/CRK


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