Processo de Informatização na Educação Brasileira e o Ensino de Línguas Estrangeiras



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Processo de Informatização na Educação Brasileira e o Ensino de Línguas Estrangeiras

Mariangela Braga Norte


As mudanças velozes que aconteceram no século XX, particularmente na tecnologia, afetaram não só a sociedade como também a educação.

Novos conceitos, como "aprendizagem individualizada"/"personalizada", "educação continuada", "aprendizagem à distância", tomam novos rumos para acompanhar as mudanças que afetam a vida das pessoas. Essa revolução digital alterou profundamente as noções de tempo, de espaço, as necessidades individuais e a sociedade como um todo.

Com o avanço das pesquisas na área de lingüística aplicada, o ensino de línguas estrangeiras (LE) voltou-se para a comunicação e cultura, objetivando um ensino "centrado no aluno", baseado em seus "interesses e necessidades", de acordo com suas "diferenças individuais". Dentro dessa nova abordagem os professores pesquisam melhores formas de ensinar usando "materiais autênticos", "atividades interativas e significativas" para o aluno, buscando fornecer "experiências concretas" e proporcionando aos alunos chances de "descobrirem e construírem o conhecimento". Dessa forma, o professor não poderia deixar de integrar as novas tecnologias de comunicação em seu planejamento e programas de curso.

O computador e seus aplicativos estão se transformando em uma ferramenta educacional muito importante pelas suas ilimitadas potencialidades. Hoje representam uma nova forma de olhar a educação, bem como sua organização e sua apresentação. As novas tecnologias de comunicação que estão transformando o mundo estão cada vez mais sendo incorporadas na educação. Mas para isso, faz-se necessário que o professor tenha um mínimo de conhecimento tecnológico e muito conhecimento pedagógico para integrar esses novos recursos satisfatoriamente ao seu programa de curso.

Saleberry (1996) in Sierra (1999), afirma que "the potencial pedagogical effects of the technological instruments used for the learning of a second language depend on the methodological or theorical approach that guides their aplication". Em outras palavras, a tecnologia e seus recursos por si não são maravilhosos e mágicos no ensino de LE. Seu valor depende da metodologia, ou seja, da linha pedagógica seguida pelo professor ao usá-los.

AS ESCOLAS NA ERA DO COMPUTADOR

Com a construção do microcomputador em 1975, nos EUA, sua procura nas diferentes áreas aumentou e seu uso com finalidades pedagógicas tomou grande impulso.

Estudiosos como Dwyer, Bork, Seymour Papert, no final da década de 60, começaram a explorar as suas possibilidades pedagógicas. Papert, matemático, discípulo do pedagogo suíço Jean Piaget, trouxe uma grande contribuição para o uso do computador na educação. Com um grupo de pesquisadores, liderou a elaboração da linguagem de programação 'Logo', no Massachussetts Institute of Technology (MIT) - Instituto de Tecnologia de Massachussetts, desenvolvida como instrumento para uma metodologia de ensino, tendo estruturas sintáticas e semânticas simples, próximas da linguagem infantil, já que visava facilitar a aprendizagem de crianças.

Segundo Marques Cristina et alii (1986), em 1984, setenta escolas americanas usavam o microcomputador para fins educacionais.

No Brasil, a Universidade de São Paulo e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro apoiaram, na década de 70, a construção do primeiro microcomputador nacional.

No entanto, a informatização do ensino de 1º e 2º graus no Brasil começa na década de 80, com pesquisas vindas da Universidade de Campinas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em agosto de 1982, foi realizado o I Seminário Nacional de Informática e Educação na cidade de Brasília, cujo objetivo principal era analisar o uso do computador no processo de ensino/aprendizagem.

As universidades federais de Minas Gerais e Pernambuco se uniram com as universidades acima citadas, recebendo incentivos do MEC (Ministério de Educação e Cultura), SEI (Secretaria Especial de Informática), FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) e do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa e Tecnologia). Estas instituições trabalharam no projeto EDUCOM, de abrangência nacional, visando a implantação do uso do computador no ensino brasileiro de 1º, 2º e 3º graus.

O projeto Educom / Unicamp, foi idealizado no início da década de 80 como parte das atividade do NIED - Núcleo de Informática Aplicada à Educação - com a proposta original de introduzir o uso da linguagem LOGO junto aos alunos do 2º grau da escola pública. A princípio foram escolhidas três escolas nas quais seriam iniciados os trabalhos: EEPSG "Tomás Alves" em Campinas; EEPSG "João XXIII", em Americana e a EEPSG "Carlos Lencastre", na periferia de Campinas.

Foram montadas nessas escolas, salas com microcomputadores e os professores das disciplinas de matemática, biologia, português, física e química foram chamados a participar, a receber instruções e a fazer parte da equipe de trabalho.

O projeto Educom continua suas pesquisas na busca de novas abordagens pedagógicas, visando melhores maneiras da utilização da informática como recurso didático.

Outros projetos estão em execução, como por exemplo, o Formar, cujo propósito é capacitar profissionais para a utilização do computador como recurso educacional.

Por sua vez, o Ministério da Educação criou em aproximadamente 20 estados brasileiros o CIED (Centro de Informática na Educação), para atender estudantes, professores e a comunidade em geral.

A Escola do Futuro é um centro de pesquisa das novas tecnologias de comunicação aplicadas à educação, que iniciou suas atividades em 1988, na Escola de Comunicações e Artes da USP. Esse laboratório interdisciplinar busca empregar as mais avançadas tecnologias "para criar, experimentar e avaliar produtos educacionais, cujo alvo é alcançar um novo paradigma na Educação, um adequado à sociedade de informação; outro à tecnologia, a fim de redimensionar os valores humanos, aprofundar as habilidades de pensamento e tornar o trabalho entre mestre e aluno mais participativo e motivante" (material de divulgação da Escola do Futuro).

Pesquisadores da Escola do Futuro estão trabalhando em quatro frentes de investigação: produção de multimídia e videodiscos interativos, ensino à distância via redes de teleinformática, ligando salas de aula nacional e internacionalmente, holografia pedagógica e a produção de slides, transparências e hologramas. Mas talvez a pesquisa mais destacada até agora tenha sido a que enfatiza o uso da telemática, que consiste na ligação de salas de aula de escolas de primeiro e segundo graus no Brasil, através de computadores e redes de telecomunicações (Internet), com alunos em escolas no exterior para troca de informações acadêmicas através de projetos multidisciplinares.

Vários outros centros de pesquisa foram criados no Brasil e esses também vêm buscando os mesmos objetivos.

Com o desenvolvimento da multimídia (que associa som, computação gráfica, imagens captadas de fotografias, filmes, vídeos, ilustrações, textos, músicas e narrações) as possibilidades e vantagens do computador no ensino cresceram muitíssimo. O CD - ROM tornou-se uma plataforma básica da multimídia.

A internet também veio colaborar para o ensino e hoje temos muitos trabalhos sendo realizados em equipes internacionais e nacionais, através das redes de comunicação.

O acesso direto e imediato à cultura mundial que a rede internacional nos proporciona amplia todas as possibilidades de obtermos informações de toda a ordem, propicia aproximações culturais e lingüísticas, o que faz com que realmente vivamos a experiência da aldeia global preconizada por Mac Luhan.

Com a possibilidade de interação entre professores, alunos, conteúdo e máquinas a internet deu uma nova dimensão ao Ensino à Distância abrindo a possibilidade de atingir e interagir independente das distâncias, permitindo uma maior socialização do conhecimento.

1 - O que é Educação à Distância ?

Em nível básico, a Educação à distância (EAD) acontece quando um professor e aluno(s) estão separados por uma distância física e a tecnologia (áudio, vídeo, material impresso, telefone, computador) é utilizada para permitir a comunicação e o aprendizado.

Keegan (1991) resume características que considera essenciais na EAD. Entre elas cita : a não contigüidade física com o professor, que a distingue do ensino presencial; a influência da organização educacional (planejamento, sistematização, plano, projeto, etc), que a diferencia da educação individual; a utilização dos meios técnicos de comunicação para unir o aluno e o professor e transmitir os conteúdos educativos; a previsão de uma comunicação de mão dupla; a possibilidade de encontros ocasionais com objetivos didáticos e de socialização; e a participação de uma forma industrializada de educação.

No Brasil, os termos educação à distância, ensino a distância e teleducação são utilizados para expressar o mesmo processo. É importante ressaltar que a educação à distância não pode ser percebida como substitutiva da educação convencional. São dois modelos do mesmo processo.

A educação à distância não irá resolver todos os problemas da educação no Brasil, mas pode contribuir para seu desenvolvimento educacional. Pois, na sua prática a EAD pode: ampliar as oportunidades de educação, democratizando-a; ampliar a cobertura territorial (fator muito importante para o Brasil) em curto espaço de tempo; desenvolver programas com profissionais mais competentes nos diferentes temas; atingir um número maior de estudantes de locais diferentes(razões geográficas, incapacidade física, etc). Além disso, pode oferecer oportunidades para reciclagem contínua; criar oportunidades de formação e capacitação profissional; ir ao encontro das necessidades dos alunos que não têm oportunidades de freqüentar uma sala de aula; atingir pessoas de todas as idades; colocar em contato estudantes com diferentes experiências de vida, diferentes formações culturais, classes sociais e econômicas; permitir a alunos de cursos universitários participarem de programas de outras universidades nacionais e internacionais, oferecidos por escolas altamente especializadas; dar aos alunos oportunidades de trabalharem com diferentes tecnologias de comunicação: rádio, gravadores, vídeos, aparelhos de som, computadores, etc; e ajustar-se facilmente às diferentes agendas de estudos.

Esse método de ensino, então por correspondência, já é utilizado há mais de um século. Desenvolveu-se principalmente a partir do século XIX, e várias experiências foram relatadas na Alemanha, em 1890. Subsequentemente, a Espanha, França, Itália, Canadá, Bélgica, Japão e Brasil adotaram o ensino à distância como um sistema gerador de formação cultural, técnica e profissionalizante.

No Brasil, o Instituto Rádio Técnico Monitor criado em 1939 e o Instituto Universal Brasileiro, criado em 1941 foram os pioneiros na educação à distância, oferecendo cursos profissionalizantes livres e o supletivo oficial de 1º e 2º graus, reconhecido pela Secretaria da Educação.

Esses cursos eram feitos por meio de apostilas que eram enviadas pelo correio e devolvidas para a escola depois de feitos os exercícios. Nos meios acadêmicos, eram conhecidos como projetos "menores", oferecidos por escolas - empresas que anunciavam seus serviços em jornais e revistas.

O preconceito em relação a essa prática educativa é sentido também na sociedade quando muitas vezes ouvimos afirmações como: "ele não é bom profissional, fez o curso por correspondência".

Hoje, com o advento da informática, a disseminação de ferramentas de multimídia, materiais novos e métodos educacionais interativos, várias universidades e instituições de prestígio têm adotado programas educativos em que alunos de qualquer parte do mundo podem ‘freqüentar as aulas’ sem sair de casa. Nesses cursos, o professor conversa ‘on line’ com os alunos por meio do correio eletrônico ou canais de bate-papo, esclarece dúvidas e estabelece critérios de avaliação que possibilitam ao aluno adquirir conhecimentos como se estivessem frequentando uma sala de aula.

Atualmente, no Brasil, o governo federal tem incentivado projetos de teleducação, como por exemplo os projetos: Saci, Minerva e Telecursos de 1º e 2º graus. No campo da capacitação docente, algumas iniciativas também se implementaram, entre elas podemos citar: Um Salto para o Futuro (desde 1991), pela Fundação Roquete Pinto

A partir de 1993, com as discussões em torno do Plano Decenal para a Educação, a idéia de articular medidas de valorização do magistério e de ensino à distância ganham forças. Em 1995, o MEC implementa uma política educacional pautada pelo objetivo de valorização docente e apresenta a proposta de organizar cursos de capacitação de professores por meio da EAD. dando origem ao Programa de Apoio Tecnológico e ao Programa TV Escola.

A TV Escola é um canal de TV, cujos sinais são gerados pela Fundação Roquete Pinto para o satélite de comunicação Brasilsat - 1 e transmitido, em circuito fechado, para todo o Brasil. No plano federal e no âmbito do MEC, o programa é de responsabilidade da Secretaria de EAD - SEED - criada no início de 1996 e sediada no MEC.

Não resta dúvidas de que o desenvolvimento da tecnologia da comunicação deu um novo impulso na EAD, destacando-a novamente, nesta última década.

Algumas universidades públicas e particulares têm oferecido cursos à distância nas mais diversas áreas como moda, cursos de línguas, cursos a nível de pós graduação e muitos outros (cf. http://www.cciencia.ufrj.br/educnet/institui.htm .

O COMPUTADOR E SEUS RECURSOS COMO INSTRUMENTO DE ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS.

As ferramentas oferecidas pelo computador são várias, e as experiências realizadas integrando-as ao ensino presencial e à distância têm mostrado que elas são grandes aliadas no ensino e aprendizagem.

Dentre outros aplicativos , os que mais auxiliam no processo de ensinar e aprender são: programas do "Word" - processador de textos, jogos, CD Rom, faxmail, Bulletin Board System (BBS), DVD e a Internet - que proporciona: Rádio e TV (real player), WWW , Correio Eletrônico , Listas Eletrônicas de discussões, Revistas Especializadas On Line, MUDS, MOOS, MUSHes, Bate-papo e vídeo conferências.

INTRODUZINDO O COMPUTADOR NO PROGRAMA DE

ENSINO

Apesar de fascinante, o uso do computador, bem como os outros recursos didáticos que utilizamos, deve ser planejado para que seja inserido nas atividades de um curso. Trata-se de um instrumento moderno que cria ambientes propícios de aprendizagem, mas o professor deve, ter em mente objetivos claros ao escolher os programas que serão utilizados dentro e fora da sala de aula.

Para essa escolha algumas considerações pedagógicas devem ser levadas em conta, pois essa é mais complexa do que analisar um livro didático. Faz-se necessário 'rodar' o programa no computador e estudar suas partes (textos, hipertextos, sons, vídeos e imagens), analisar todas as atividades disponíveis, verificando todas as possibilidades de ensino.

O PROCESSADOR DE TEXTOS E PROGRAMAS DE MANIPULAÇÃO DE TEXTOS

Esse programa combina leitura e compreensão e centra-se principalmente na escrita. Pode ser uma ferramenta formativa através da apresentação de textos variados que o aluno deverá reorganizar e adicionar palavras. Ele também poderá produzir textos originais. Experiências têm demonstrado que na produção da escrita através do processador de textos, os alunos melhoram a qualidade e a quantidade dos mesmos. A razão dada para isso, é que esses textos são fáceis de manipular e os alunos sentem-se motivados a imprimi-los com maior perfeição. Eles podem fazer correções, modificações, inserir e tirar frases, melhorando o texto e, após edição, podem ser distribuídos aos colegas para leitura e discussão.

Além dessas, outras possibilidades são sugeridas, como por exemplo: o programa pode dar início a uma estória e o aluno criar livremente as seqüências desta ou o programa pode apresentar ao aluno uma situação em que ele deve resolver um problema cultural. Para que isso se concretize, os alunos devem tomar decisões que podem ser tanto individuais como através de discussões, desenvolvendo a oralidade numa comunicação real. O valor comunicativo é múltiplo. Envolve a escrita, a leitura, a compreensão e a fala, além de aumentar as informações sobre determinados temas.

CURSOS EM CD-Rom ESPECÍFICOS PARA O ENSINO DE

LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

As alternativas computadorizadas para o ensino de LE ('coursewares' em CD Rom, especificamente), que começaram a aparecer nos Estados Unidos no início da década de 90, principalmente direcionados para crianças e adolescentes, variam tanto na qualidade técnica, quanto na pedagógicas.

Cito alguns dos programas destinados ao ensino específico da língua inglesa como o Cd Ellis que foi um dos primeiros a ser importado e comercializado no Brasil. Os programas English Plus, Triple Play Plus, CD on English, Storybook Weaver, são interativos, apresentam objetivos comunicativos e possuem grande variedade de atividades. Eles são fáceis de serem integrados em um programa de ensino de língua inglesa. As enciclopédias Encarta, Grolier e Compton's Interactive Encyclopedia, entre outras, e dicionários como o Longman Interactive English Dictionary, American Heritage Talking Dictionary, auxiliam o professor e o aluno no ensino e aprendizagem de LE.

O Ensino via Internet

Fornecer um ambiente propício de aprendizagem é um aspecto extremamente importante. O construtivismo enfatiza que o aprendiz deve ser independente, deve explorar as informações para obter o conhecimento e formar seus próprios conceitos e ele deve aprender a aprender. O professor deve ser o guia e deve fornecer múltiplos caminhos para serem explorados pelos alunos.

Uma metáfora usada por Spiro et alli. (in McManus, 1996) é "a de uma paisagem cheia de cruzamentos sugerindo uma travessia multi-dimensional e não linear de uma disciplina complexa".

A internet, particularmente o hipertexto na rede, é visto como um veículo perfeito para se criar ambientes construtivistas.

MacManus afirma ainda que " este desejo de múltiplas perspectivas e cruzamentos de conhecimentos é especialmente amparada pelo ambiente da internet, principalmente usando a hipermídia da WWW, conjuntamente com as facilidades de discussões proporcionadas pela rede".

A combinação das novas teorias educacionais e a internet/hipertexto está resultando nesta explosão do ensino online que vemos hoje.



Escolha de Materiais na Internet :

O uso da tecnologia deve estar integrado ao programa de curso, não deve ser, de forma alguma, o ponto de partida. Os recursos devem ser selecionados e somente devem ser usados, aqueles que realmente apresentarem melhora para o ensino de LE.

A WWW fornece aos seus usuários uma infinidade de arquivos espalhados em todo o mundo, conseqüentemente os alunos podem localizar e acessar materiais de todos os tipos. A Comunicação Mediada via Computador (CMC) por meio de rede hoje, facilita uma abordagem integrativa no ensino de línguas estrangeiras.

Hoje, temos excelentes "sites" que abordam o ensino e aprendizagem de LE e também sobre o ensino de línguas assistido por computador, espalhados na internet. O usuário pode copiar planos de aulas, artigos, materiais para pesquisa e para trabalhar em sala de aula. Professores, no entanto, não têm tempo para ficar viajando na rede horas a fio à procura do material ideal para seu programa de curso. Por este motivo deve se utilizar dos programas de busca como o Alta Vista, Yahoo, Cadê, UOL, Lycos, Infoseek,etc. e há também muitas páginas especializadas no ensino de LE onde profesores e alunos encontram desde lições, exercícios para serem feitos, enfatizando as quatro habilidades, e até uma vasta apresentação das várias abordagens de ensino.

Sugiro, ao professor interessado que comece a navegar por um dos seguintes 'sites': < http://www.assis.unesp.br/~mnorte > <http://www.cortland.edu >

< http://www.eleaston.com/ > < http://ml.hss.cmu.edu/ml/els >

É importante que o professor consulte as coleções de sites de outros professores e universidades e que faça seu próprio arquivo.

Entretanto, o ponto mais importante para a seleção de materiais na internet é basear-se nos objetivos e propósitos pré-fixados para cada curso específico. Cada professor deve planejar suas metas a serem atingidas de acordo com as necessidades e interesses dos seus alunos.

Procurando usar o material da internet inteiramente integrado ao programa, o professor deve planejar cada lição cuidadosamente. Terá que ver quantos e quais 'sites' utilizará para trazer benefícios para os alunos. Os 'sites' deverão proporcionar muito mais informações do que está no livro didático, no sentido de ampliar o vocabulário, apresentar novos conceitos, proporcionar um conhecimento amplo do assunto e sempre procurar interligá-lo com outras disciplinas.

O e.mail ou correio eletrônico, como o próprio nome já explica é usado para enviar e receber mensagens. Estas podem ser impressas, armazenadas em arquivos ou simplesmente apagadas depois de lidas. Podem ser enviadas para uma pessoa em particular ou para várias pessoas que as receberão simultaneamente.

Este sistema simples de correspondência pode ser integrado nas atividades desenvolvidas pelo professor, principalmente para o professor de LE, tanto no ensino padrão como no ensino à distância. É uma ferramenta muito importante na interação entre professor X aluno X aluno. Inúmeras atividades podem ser feitas entre alunos, como por exemplo, trocas de correspondências entre aprendizes e falantes nativos em diferentes parte do mundo.

As listas de discussões, as revistas eletrônicas, as salas de bate-papo, as vídeo conferências são instrumentos cruciais para a pesquisa, troca de experiências, troca de materiais, idéias e informações, dentro de um espírito cooperativo.

As redes de computadores destruíram as paredes das salas de aulas e as deixaram do tamanho do mundo.


Bibliografia

ALMEIDA, F.J. de. (1988) Educação e Informática: os computadores na escola. São Paulo: Cortez Ed..

BRETON, P. (1991) História da Informática, São Paulo: edit. da UNESP.

MACMANUS, T. F. (1996) Delivering Instruction on the World Wide Web. http://ccwf/cc.utexas.edu/~macmanus/wbi.html

SIERRA, J. (1999) Real Linguistic Experiences Using Chat Sessions or Videoconferencing. www.aitech.ac.jp/~iteslj/

SPERLING, D. (1997) The Internet guidefor English Language Teachers. New Jersey: Prentice Hall Regents.

PORTER, L. (1997) Virtual Classroom : Distance Learning with the Internet, N.Y., Wiley Computer Publishing.






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