Processo histórico saúde-doençA



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Encontro27.07.2016
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PROCESSO HISTÓRICO SAÚDE-DOENÇA

O homem, animal curiosos, sempre se interrogou sobre todas as interações dos fenômenos que se passam à sua volta. Por mais que encontrasse explicações , as duvidas geravam sempre novas idéias. Isto ocorreu conosco ao iniciarmos os estudos epidemiológicos.

Se a compreensão é o primeiro passo para a ação racional, o que nos cabe é alcança-la. Esta interpretação do processo saúde-doença só é possível se apelarmos aos conceitos complementares de aceleração evolutiva do homem, desde o seu aparecimento na face da terra.

É preciso a consciência de que a Epidemiologia na sua dinâmica não pode ser estudada, senão com o uso de equipes multidisciplinares, comprometidos com o aumento da produção e produtividade. Como tal o processo saúde-doença não pode ser dividido em blocos, como se tivesse principio, meio e fim, como se utilizam rotineiramente.

Esse estudo exige muito mais que a familiariaridade com as praticas de saúde. Observar somente, não! Interpretar esta observação através de métodos, aprimorando-os em beneficio das populações.

Nosso objetivo não é o de ensinar epidemiologia, mas mostrarmos o seu desenvolvimento como um processo social coletivo, que saude-doença não é apenas produto de ações individuais ou apenas uma relação de causa e efeito entre o agente e o hospedeiro.

Nossas preocupações estão em torno da associação do biológico aos fatores sócio-econômicos, políticos, culturais..., enfim na determinação social do processo saude-doença.
Teorias do processo saúde-doença nas fases de desenvolvimento da humanidade.
1)Maus espíritos - Foi a primeira teoria que surgiu. Prega que a enfermidade é um efeito produzido pela aço de um espirito especifico.


  • Hábitos e costumes, experiências, formas de produção, crendices.

  • Homem de Cromangnon - 20.000 anos - paleolítico.

  • Integração entre medicina e economia.

  • Medidas terapêuticas.

Obs: Complementar com leitura de apostila.


2)Castigo divino - A doença seria uma provação ou um castigo infligido por uma divindade.


  • Idade media - Feudalismo/aparecimento da burguesia.

  • Predomínio da ideologia da Igreja Romana.

  • Aparecimento


1)Causantes humanos:


  • Idade média - Aparecimento da burguesia

  • Judeus - Bruxas.

  • Acumulo capital - Religião homogênea.

  • Perseguições - (Piazza, 1630) A doença - era atribuído a determinados grupos o poder de causar ou gerar males.


2)Doutrina Maismática


  • Século XVII

  • Urbanização e saneamento.

As doenças eram causadas por emanações; miasmas oriundos do meio ambiente - causas cósmicas.




  • Vestimentas especiais para médicos.

  • Perfumes, desinfetantes.


3)Doutrina Microbiológica

Surge com o advento do microscópio, mostrando o microorganismo que causava a doença:




  • Revolução Francesa - 1790 e fim do Feudalismo.

  • Revolução Industrial -

Materiais - medicina humana e animal

  • Desenvolvimento tecnológico - Ciências

Físico-químicas
parasitas

Descobrimentos Microbiológicas bactérias

vírus

4)Teoria Multicausal
Doença é diferente de causa única - agente etiológico-interação com vários fatores (internos e externos ao organismo. Mc Mahon et alii - 1960.
Fatores Causais Efeitos



Agente etiológico doença - fatores puramente biológicos




Hospedeiro-raça-sexo-idade

Meio-clima-flora-fauna
5)Teoria Ecológica


  • Interelação do agente-meio-hospedeiro (tríade ecológica de Leavell e Clark, 1965.)


Teoria Ecológica

  • Incorporação

Teoria dos Sistemas - formulação de modelos

epidemiológicos (ecossistemas)
Os programas de saúde continuaram os mesmos, não levando em conta as modificações sociais da população.
Saúde - Estado de equilíbrio entre hospedeiro e agentes causais.
Doença - Ruptura do estado de equilíbrio entre o hospedeiro e agentes causais.
Epidemiologia - Vai estudar as relações entre espécies vivas e o ambiente (Rojas, 1974)
6)Teoria Social ( décadas de 1960-70)
Surge com o questionamento do modelo epidemiologico tradicional:


  • Predomínio do enfoque biológico.

  • População homogênea.

  • Excluem diferenças econômico-sociais como determinantes da S-D.

  • Implicam num enfoque ahistórico.


Modelo de Causalidades alternativas
Processo biológico- agente-meio-hospedeiro

S-D

Processo social coletivo (histórico) - leva em conta a categoria social.

Ele é agente transformador e separador das ações (LAURELL, 1976)

(Rosemberg, 1979)
Epidemiologia - disciplina que estuda os processos históricos naturais de determinação e distribuição das doenças.
Doença - Síntese de um conjunto de determinação que operam em uma sociedade concreta e que produzem nos diferentes grupos. O aparecimento de riscos ou potencialidades de saúde ou doença ( BREILH Y GRANDA, 1981)
Teoria Social no Campo da Saúde

Epidemiologia Humana e Animal - enfoque etiologista Individualizados, atemporal,

ahistórico.

Surge também as primeiras tentativas de ampliar o marco teórico de investigação no campo da saúde animal.


etiológico.

  • Formulação de estratégias de controle/regiões (Rosemberg e Cah, 1973, 1977.)

Com autocrítica, porque o modelo ecológico também não destacava o papel dos fatores sócio-econômicos.
O questionamento dos problemas pecuários - processo histórico desenvolvimento e tecnológico - formas de produção, comercialização e modalidades epidemiológicas.

O processo Saúde-Doença passa a ser entendido como um processo dinâmico das interpelações entre fatores organizacionais biológicos, ecológicos, sociais, econômicos, determinando uma relação de equivalência entre desgaste e reposição de energias físicas e mentais numa população.

Na busca de bem estar das comunidades poderíamos separar metodologicamente o processo de atividades epidemiológicas em 3 etapas:


  1. Reconhecimento dos problemas sanitários prioritários ou diagnóstico de situação.

  2. Estudo do conjunto de fatores e interelações que condicionam a existência do problemas e estabelecimento do modelo epidemiológico da enfermidade.

  3. Solução do problema ou combate da enfermidade dentro do contexto do bem-estar da comunidade.

Portanto, esta ciência vai estudar as condições de saúde e a distribuição das doenças em uma comunidade, analisando suas causas e levando sempre em conta o meio, o hospedeiro, o agente, mas também as relações econômico-sociais aí inseridas, a fim de sugerir medidas de prevenção, de controle; não devemos esquecer:




  1. O substrato da epidemiológia é a comunidade.

  2. Estuda doenças infecciosas e os agravos à integridade física e mental.

  3. A doença e estudada no espaço, tempo e em certos atributos da população.

  4. A prevenção emprega medidas de profilaxia (vacinações). O controle visa baixar a morbidade a níveis mínimos. A erradicação vai reduzir a morbidade a zero.

Marco teórico de referência:
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-ECONÔMICO



ESTRUTURA DE SAUDE

Ações integradas Sistema de saúde Municipalização

POLITICAS DE SAUDE

Disponibilidade Recursos humanos

Tecnologia materiais e financeiros


Comércio-abastecimento-preços- nível social - PIB



Consumo

Educação


Satisfação profissional

Aceitação social

Recreação

Demografia

Conforto físico

Ciência e tecnologia



Produção

Patrimônio

S. Fundiário

Lazer


S. segurança

P. segurança

P. nacionais

S. sanitário

S. viário


ENFERMIDADE

Patogenia

Imunidade

Transição

Controle

ESTRUTURA COMUNITÁRIA

Educação sanitária Habitação

Organização Saneamento

Participação Manejo ambiente

Nutrição

PRODUÇÃO PRODUTIVIDADE

Desenvolvimento comunitário e suas relações com o desenvolvimento econômicos

Desenvolvimento comunitário e suas relações com o desenvolvimento econômico -social



Fonte: Tinôco e Cah, 1984.


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