Processos Imigratórios no Brasil: a inversão do Ciclo Migratório Italiano na Paraíba Resumo



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Processos Imigratórios no Brasil: A Inversão do Ciclo Migratório Italiano na Paraíba
Resumo: Com os rumores da abolição da escravidão, e também com a adoção de leis que acabavam com o tráfico negreiro, libertando os negros das “amarras” que os ligavam a seus “donos”, bem como pelo empreendimento de uma política que visava o “embranquecimento” do país, precisou-se, no Brasil, de uma rápida substituição da mão-de-obra escrava por uma nova forma de trabalho livre. Contudo, não se tinha trabalhadores o suficiente para se cumprir com essa troca, já que no Brasil 50% de sua população era formada por pessoas negras/escravas. Criou-se, então, a necessidade de atrair trabalhadores de outras partes do mundo para tentar suprir essas duas necessidades, ocasionando um movimento peculiar ao Brasil em meados do século XIX, e que determinou substancialmente as bases culturais do nosso país. Nosso trabalho busca, através do método histórico e da análise de teóricos como (ALENCASTRO & RENAUX, 1997), (MAESTRI, 1997) e (MELLO, 2006), entender como se deu esse processo de substituição de mão-de-obra escrava/negra pela mão de obra imigrante/branca. Traçaremos, ainda assim, um estudo para entender quais os motivos que trouxeram esses imigrantes ao Brasil, tentando desvendar os recursos utilizados pelo Estado para convencê-los a abandonar seus países e vir a solos brasileiros. Neste estudo, nos reportaremos a um grupo imigratório específico: o dos italianos. Onde buscaremos responder a esses questionamentos levantados anteriormente, e ainda, tentando entender o que se passava no contexto italiano em meados do século XIX, quando começaram os movimentos imigratórios para o Brasil, observando os motivos que os influenciaram a deixar suas terras, se “lançando ao mar”, e chegando a solos brasileiros, bem como traçar o perfil desses imigrantes. Destacaremos, ainda assim, a presença desse ciclo migratório italiano para o Estado da Paraíba, o que nos revelará disparidades com o mesmo caminho traçado pelos italianos em direção à região Sudeste do Brasil. Essas disparidades se revelarão ao nos reportarmos à forma como esses italianos chegaram à Paraíba durante o século XIX, suas atividades e seus legados culturais e sociais. Lugar onde apresentaram sua arquitetura e cultura de forma espontânea, porém com requinte, transformando o visual arquitetônico das cidades paraibanas onde estiveram presentes.

PALAVRAS-CHAVE: Imigração. Italianos. Ítalo-paraibanos.


IMIGRANTES NO BRASIL, UMA PRESENÇA CONVENIENTE.
Por volta de meados do século XIX, com todos os movimentos abolicionistas procurando o fim da escravatura, surgiu no Brasil, principalmente no lugar do campo de atuação dos escravos, a necessidade da ocupação da lacuna deixada por essas forças de trabalho que foram tão exploradas pelos grandes fazendeiros, destacando-se os das regiões sul e sudeste. Coisa que já havia sendo premeditada pelo governo com o advento das campanhas abolicionistas. Nesse sentido, Alencastro e Renaux (1997) nos diz:

O debate governamental sobre a raça, a cara e os modos de vida dos imigrantes nasceu antes mesmo da Independência, no quadro dos tratados anglo-portugueses de 1810 que previa a abolição do tráfico negreiro.

Fica claro, então, que o Brasil já tinha a idéia de que o tráfico negreiro teria seu fim. Portanto, sob essas circunstâncias, surgiu o ideário de que teria que tomar providências para substituir sua mão de obra escrava por outra forma de trabalho. Porém, as campanhas imigratórias feitas pelo segundo reinado não almejavam apenas a substituição dessa forma de trabalho, além disso, tinha-se uma imagem negativa do Brasil, principalmente por parte da burocracia imperial e dos intelectuais, devido ao mapa social e cultural do mesmo. Portanto, proporcionar uma campanha imigratória para benefício do país era um instrumento, uma arma, para que o mesmo se tornasse “civilizado”, pois uma campanha, de certa forma, com uma proporção substancial, trazendo, principalmente, europeus aos solos brasileiros iria proporcionar uma espécie de “embranquecimento do país”.

Na medida em que a força de trabalho escravo foi diminuindo e, já com uma campanha imigratória lançada, cresceram as pressões por parte, principalmente, dos fazendeiros, que eram os mais prejudicados com a diminuição dessa força de trabalho, para que a mesma obtivesse um caráter substancial e conciso almejando um resultado mais amplo e ágil. Isto Alencastro e Renaux (1997) nos expõem muito bem quando nos falam que:

A política imigrantista governamental, privilegiando até então o estabelecimento de colônias de europeus em terras escravas no Rio de Janeiro, em São Paulo ou nas províncias sulinas, passa a ser pressionada pelos fazendeiros.

Ora, os fazendeiros viam-se numa situação em que era preciso, ou seja, careciam de uma outra espécie de mão-de-obra para que dessem conta do cultivo de suas terras. Então, com o advento dessa política imigratória do governo, eles posicionaram-se numa situação em que deveriam cobrar dessa política uma resposta rápida. Nesse sentido, com essas pressões empreendidas pelos fazendeiros e também com o objetivo de “civilizar a sociedade rural”, surgem dois tipos de imigração no Brasil: a imigração dirigida e a imigração espontânea. Estes que são muito bem expostos por Alencastro e Renaux (1997) quando nos dizem:

Se o objetivo das novas medidas fosse substituir os escravos pelos imigrantes no eito das fazendas – a “imigração dirigida” -, o Estado devia intervir em dois setores. Acima dos fluxos migratórios, subvenções oficiais permitiam o pagamento de passagens a todos os candidatos à imigração: europeus, asiáticos e, eventualmente, africanos livres. [...] Abaixo dos fluxos migratórios, o acesso às terras públicas seria restringido a fim de impedir que os imigrantes contornassem as fazendas para se estabelece por conta própria.

Mas, se a meta escolhida fosse atrair colonos – A “imigração espontânea” – para reestruturar a propriedade da terra, as técnicas de produção, a zona rural e, ao fim e ao cabo, a sociedade brasileira, as verbas orçamentárias seriam então destinadas à abertura de um cadastro das terras públicas [...]

Dadas essas opções, restava ao Estado por em prática os seus planos imediatamente. Tanto para trazer essa nova forma de mão-de-obra quanto para proporcionar essa “civilização da sociedade rural”. Um grupo de imigrantes que inserir-se-iam nessas duas formas de corrente imigratória era o dos italianos. Estes tiveram grande influencia, depois de sua chegada, na cultura brasileira trazendo da Itália seus conhecimentos, tanto no aspecto cultural quanto no manejo da agricultura.

ITÁLIA NO BRASIL: A VINDA DOS IMIGRANTES ITALIANOS AO BRASIL LATIFUNDIÁRIO

Como vimos anteriormente, tornou-se imprescindível a realização de uma campanha imigratória por parte do Estado brasileiro com o objetivo de substituir o trabalho escravo que sofreu uma grande baixa devido à proibição de seu tráfico e, posteriormente, sua abolição. É nesse contexto que surge uma leva de imigrantes que, devido à sua instalação em terras tupiniquins, se tornariam, assim como os demais, muito influentes para o processo de formação cultural do Brasil: os italianos. Estes obtiveram sua vinda proporcionada pelo incentivo migratório dado, principalmente, pelo governo do segundo reinado. Porém, incentivo apenas não bastava, era preciso outros motivos fortes para fazer com que os italianos deixassem sua pátria e partissem para o “desconhecido”, almejando obter lucros e uma vida melhor para suas famílias. E esses motivos apareceram, os quais vieram juntos com a unificação italiana e o processo da industrialização da Península Itálica, que foram privando, principalmente as multidões camponesas italianas, de inserirem-se nesse novo contexto da história italiana. A respeito disso Maestri (1997) nos diz:

No século XIX, a unificação italiana e a lenta e parcial incorporação da península à produção e ao mercado capitalistas pesaram sobre as condições de vida das populações rurais. A produção industrial italiana era incapaz de absorver os braços expulsos do campo. Os pequenos arrendatários meeiros do norte da Itália sofriam com o jugo dos altos aluguéis dos minifúndios, dos pesados impostos, dos rústicos métodos agrícolas, da baixa fertilidade da terra. O artesanato rural foi golpeado pela expansão da produção industrial. Ainda um serviço despótico afastava, por anos, os jovens de suas aldeias.

Portanto, a imigração para o Brasil era uma forma de fugir da opressão e da pobreza instituídas, por esses e por outros motivos, na Itália durante o século XIX. O clima de instabilidade para as multidões camponesas italianas proporcionou o uso da imigração como uma “válvula de escape” para a fome, a pobreza, e as péssimas condições de trabalho. Eles dispunham de duas opções: ou ficavam na Itália e continuavam nesse clima de instabilidade e incertezas, ou enfrentavam o desconhecido aceitando as propostas do governo brasileiro e partiriam para os solos tupiniquins. Se ficassem com a segunda opção, que foi a escolhida por grande quantidade de italianos, esses povos teriam suas passagens financiadas e já garantiam um lugar pra ficar no Brasil. Para o sudeste eles iam substituir o trabalho escravo, trabalhando, principalmente, nas lavouras de café, já no sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, os italianos iam se estabelecer em colônias, as quais também seriam financiadas pelo governo. Sobre isso Maestri (1997) nos expõe:

As parcelas agrícolas eram vendidas por preços muito acessíveis. Os lotes e os eventuais subsídios governamentais – transporte no Rio Grande do Sul, estadia, ferramentas, sementes – deviam ser pagos entre cinco e dez anos. Se não pagassem no prazo, as dívidas eram refinanciadas. O título provisório era entregue quando 20% da dívida fosse paga; o definitivo, com a quitação. Logo, ao verem as inegáveis vantagens de emigrarem para o Brasil, colonos italianos começaram a afluir para a região em grandes quantidades.

De certo, as condições precárias vividas pelas multidões camponesas italianas e esse financiamento, essa abertura para que os mesmos tivessem um meio de vida melhor, foram decisivos para que eles fizessem sua escolha. Essa imigração colonial, e quando se usa esse termo reporta-se à imigração principalmente para o sul do Brasil, pois foi no mesmo que se deu a formação de colônias, trouxe muitas contribuições culturais ao mesmo, entre elas destacam-se a culinária, os costumes e seu modo de cultivo. Contudo essa imigração italiana não se restringiu somente ao sul ou sudeste brasileiros, no nordeste brasileiro, apesar de não ter semelhante notoriedade, os italianos também marcaram sua presença. Nesse sentido, abrimos destaque à sua presença na Paraíba, onde, diga-se de passagem, os italianos destacaram-se não nos campos ou colônias, e sim nas cidades, mostrando-se grandes comerciantes e influentes na cultura, arquitetura e religião paraibana.




PRESENÇA ITALIANA NA PARAÍBA: ÍTALO-PARAIBANOS E SUA CONTRIBUIÇÃO CULTURAL.

Ao contrário do que muitos pensam os italianos emigraram sim para a Paraíba e, junto com eles trouxeram sua cultura, seu modo de vida e seus costumes. A diferença da imigração na Paraíba e no sul e sudeste do Brasil é que eles, ao contrário do que acontecera nas últimas regiões citadas, se estabeleceram na zona urbana e não mais no campo. Também não houve um processo de corrente imigratória dos mesmos para o Estado da Paraíba, devido a uma gama de fatores adversos à sua permanência na zona rural paraibana. Sobre isso Mello (2006) nos diz:


Em verdade, e tal como reconheceu Alfio Ponzi, não chegou a existir corrente imigratória de peninsulares para a Paraíba, como aquela verificada em outras regiões do Brasil, tais como Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e, principalmente, São Paulo, neste último em razão das disponibilidades de mão-de-obra geradas pela lavoura.

Portanto, por não possuir os preceitos, de que uma região necessita para não possuir uma corrente imigratória, tais como: núcleos coloniais apoiados pelo governo, distribuição de terras para estabelecimento de colônias ou suprimento para mão-de-obra para lavoura capitalista em expansão, a Paraíba, que vivia imersa no latifúndio escravista, de tradição agro-pastoril, centrada no cultivo de cana-de-açúcar, algodão e na pecuária, sem condição alguma de estabelecimento de colônia, deixou aos italianos a opção de eles se estabelecessem na zona urbana. E foi o que aconteceu, sendo os primeiro italianos a chegarem à Paraíba Domenico Antônio Grisi e Vicenzo Ferraro. Citados por Mello (2006, p. 65):

De acordo com o falecido escritor Alfio Ponzi [...} os primeiros italianos a aportarem à Paraíba teriam sido Domenico Antônio Grisi e Vicenzo Ferraro, “que saíram fugidos por motivos políticos, da terra natal”, no caso a província de Potenza, na Itália Meridional. O ano era de 1858, sendo ambos simpatizantes do anarquismo.

Tem-se portanto, a chegada dos primeiros italianos à Paraíba em meados do século XIX, com particularidades diferentes dos imigrantes do sul sudeste, principalmente a de se estabelecerem na zona urbana, porém, por motivos praticamente iguais, a opressão sofrida em sua terra natal, não no norte, mas agora nas províncias italianas do sul. A respeito disso Mello (2006) nos fala:

Nesses termos, a imigração italiana na Paraíba, como de resto nos demais Estados do Brasil e América do Norte e Sul, associar-se-ia à penúria do sul italiano onde a preservação do latifúndio, acompanhada de ampliação do banditismo e difusão de sociedades secretas, expeliu mão de obra destinada às fábricas do norte, bem como fazendas e nascente indústria de países como Estados Unidos, Argentina e Brasil.

Esse trecho acima nos mostra que os motivos da vinda italiana à Paraíba não foram diferentes dos que os fizeram vir ao sul e sudeste do Brasil. Enfim, o fato é que os italianos chegaram à Paraíba, primeiro com Domenico Grisi e Vicenzo Ferraro, e depois desses dois “precursores” outros vieram à Paraíba em meados e fins do século XIX, e nas primeiras décadas do século XX, instalando-se na zona urbana paraibana, com destaque para a capital e também cidades como Areia, Mamanguape, Rio Tinto, Campina Grande, Santa Luzia, Patos, Guarabira, Pombal, Bonito de Santa Fé e Souza.


Mas em nossa discussão nos reportaremos à presença italiana na Paraíba durante o século XIX. Nesta época chegaram à Paraíba de forma tímida e começaram a se organizar e desenvolver práticas que lhe rendessem lucros, o que proporcionaria certa estabilidade financeira. Entre essas práticas, que não contribuíram somente para o “bolso” dos italianos, mas também para a formação cultural da Paraíba, destacam-se o comércio, que era a prática mais comum entre eles para obterem renda, e que até hoje perdura na forma de lojas, principalmente na capital, e que foram passadas de pai para filho. Sobre isso Mello (2006) nos diz:

Em sua maioria provenientes do sul da Itália em geral, e província de Potenza, em particular, os italianos radicados na Paraíba cedo formaram tradição de comerciantes, dedicados, inclusive, ao chamado mascateamento, ou seja, oferta de mercadorias de porta em porta.


Enfim, como a Paraíba do século XIX não oferecia aos italianos condições para que eles trabalhassem a terra, restou-lhes como alternativa as práticas do quotidiano urbano, e o comércio foi um caminho enveredado pelos italianos para obter sua renda. Prova disso é o Centro e o bairro do Varadouro, em João Pessoa, mais especificamente a cidade baixa, locais onde se instalaram a maioria das lojas italianas no século XIX. Entre elas destacavam-se as alfaiatarias.

Outros setores em que os italianos destacaram-se foram o de serviços e também nas pequenas fabriquetas, espécie de pequena fábrica onde produziam variados produtos.

Pode-se citar ainda participação dos italianos no processo de urbanismo e nas transformações arquitetônicas, através de empresas responsáveis por construções com características diferenciadas, como é o caso dos “famosos” coretos, dos vários teatros, entre tantas que dão uma mesclagem arquitetônica às cidades da Paraíba.

Manifestaram-se ainda através da religião através da fundação da primeira loja maçônica no Estado. Legados que provam sua influência na evolução urbana da Paraíba.

Em relação à cultura os italianos também podem ser incluídos como contribuintes à Paraíba, pois com sua chegada veio junto sua música com a chegada do italiano Ciro Ciarlino em 1890, que contribuiu bastante como diz Mello (2006, p. 144) “... para a formação dos instrumentistas em nossa sociedade...”. Também se destacam no teatro, que ao lado da música, com a Ópera e o Teatro Lírico, afirmaram-se, no século XIX, em Areia no Teatro Minerva através dos Perazzo, e em Mamanguape no Teatro Santa Cecília. Apenas no início do século XX é que o teatro chagaria a capital com a construção do Teatro Santa Rosa, e mais tarde também se destacariam no cinema.



ALGUMAS CONSIDERAÇÔES FINAIS

Através do nosso estudo conseguimos entender melhor como se deu a questão da imigração ao Brasil, em caso particular a italiana. É através de problemas em seu país tais como o alto índice de pobreza e miséria, ocasionado pela chegada da industrialização, que tirou o sustento dos pequenos, bem como do processo de Unificação de suas terras, que os italianos se deslocam para o Brasil, influenciados pelas políticas de imigração desenvolvidas, principalmente, durante o segundo reinado, e assim desembarcam em terras tupiniquins, trazendo na bagagem a esperança de uma melhor condição de vida. Esse movimento é observado por parte tanto dos italianos quanto dos japoneses, alemães e tantos outros povos que vieram ao Brasil, impulsionados pela aspiração de mudar de vida, e deram ao nosso país a característica de ser pluricultural e multifacetado.

O que nos chama a atenção, e o que motivou a feitura desse trabalho foi exatamente o caminho trilhado pelos italianos ao Nordeste brasileiro, mais especificamente ao Estado da Paraíba, que tem características de ser o inverso do trilhado pelos imigrantes que se aventuraram e vieram ao sul e sudeste brasileiros.

Ao invés de se instalarem nos campos para empreenderem o cultivo, os italianos, pelo fato dos campos paraibanos estarem ocupados pelos canaviais e, portanto, não oferecerem espaço à suas inserção no meio agrícola para trabalhar a terra, lançaram-se às cidades, trabalhando como mascates e se destacando no meio comercial.

Na Paraíba os italianos se instalaram nas cidades, fundaram importantes pontos comerciais, indústrias, e trouxeram consigo grandes mudanças arquitetônicas que deram outras características às cidades paraibanas, bem como a importante contribuição cultural, tanto na música como nas artes, através dos teatros construídos em solos paraibanos.

Portanto, evidencia-se assim a proposta do nosso trabalho, ao nos reportarmos aos italianos, buscando identificar esse diferencial no modo de migração para solos paraibanos. Trata-se de um fato que despertou o nosso interesse no sentido de quebrar aquela idéia do italiano “exclusivamente” rural, que veio ao Brasil se instalar nos cafezais do sudeste e nas colônias do sul do país.



De fato os italianos estiveram presentes na Paraíba, deixaram seus legados, bem como podemos observar ao caminhar por algumas cidades paraibanas, ao vermos um simplório coreto, por exemplo. Porém, o que nos chamou atenção foi o fato da pouca menção de sua presença em solos paraibanos nos livros didáticos, assim diagnosticamos a dificuldade de material tanto didático quanto teórico que tratem da estada dos italianos na Paraíba, principalmente em meados do século XIX e início do XX, o que não apaga sua contribuição histórica e cultural a esse Estado nordestino.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. & RENAUX, Maria Luiza. Caras e modos dos migrantes e imigrantes. In. História da vida Privada no Brasil. Vol. II. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
MAESTRI, Mário. Imigração colonial. In. Uma história do Brasil: Império. São Paulo: Contexto, 1997.
MELLO, José Octávio de Arruda. Os Italianos na Paraíba – da Capital ao Interior. João Pessoa: A UNIÃO superintendência de Imprensa e Editora, 2006.


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