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IBM PC X Apple Macintosh [http://www.via-rs.net/profissionais/castro/historia/cap06.htm]

Finalmente, em 1981 a IBM lança o seu IBM PC. Como o lançamento do CP/M-86 anunciado "para breve" demorou muito, a Seattle Computer – uma das empresas que estavam entrando no mercado na época e havia lançado um microcomputador baseado no i8086 – resolveu ela mesmo desenvolver um sistema operacional para o seu microcomputador, chamando-o de QDOS. A Microsoft gostou e comprou todos os direitos sobre o QDOS, rebatizando-o de MS-DOS. Assim, o IBM PC é lançado junto com seu sistema operacional próprio, o MS-DOS 1.0 da Microsoft. Em 1983 a IBM lança o seu IBM PC XT (Extended Tecnology), agora com disco rígido (de incríveis 5 ou 10 MB) e uma nova versão do seu DOS, a 2.0.

Claro que a IBM não dispunha dos anos de vantagem no mercado dos microcomputadores que a Apple já acumulava. Quando ela começou a desenvolver um produto sobre o qual não tinha o menor conhecimento, a Apple já estava em outro nível. Em 1979 a Apple já estava desenvolvendo o Lisa, baseado em tudo aquilo que Steve Jobs tinha visto em sua visita ao PARC, da XEROX: a interface gráfica.

Através de uma interface gráfica, o microcomputador torna-se mais amigável. Funções antes disponíveis somente através de comandos complicados e de difícil memorização passaram a ser utilizadas através de símbolos (ou ícones) disponíveis na tela. Para imprimir um documento escrito em um processador de textos, bastava apontar o símbolo que representava o texto e “arrastá-lo” e “soltá-lo” sobre o símbolo de uma impressora presente na tela.

Assim rompia-se uma barreira imposta por todos os outros microcomputadores: a dificuldade de utilização que, para o Lisa, era um passado remoto. Ninguém precisava ser um expert em computação para mexer no Lisa. Todos os comandos eram em forma de ícones gráficos, e o Lisa vinha com um periférico estranho: o mouse, que permitia a entrada de dados em simples movimentos. Isso facilitava ainda mais o uso por quem nunca tinha visto um computador pela frente, passando a ser cada vez mais adotado. O Lisa utilizava-se do microprocessador 68000 da Motorola, que trabalha internamente com 32 bits, mas externamente com 16 bits. Lançado no mercado em 1983, o único inconveniente era seu alto preço.

Paralelamente ao projeto do Lisa, a Apple trabalhava em outro projeto: O Macintosh, criado para ser um “Lisa para se ter em casa”. Lançado em 1984, a Apple obteve um sucesso estrondoso com o seu Macintosh, partindo em outra direção, descartando um futuro maior para a linha Apple II. O próprio Steve Wozniak, pai do Apple II, se afasta da Apple nesta época por não concordar com o fim de um futuro para a linha.

A IBM lança o seu IBM PC AT (Advanced Technology) no mesmo ano em que a Apple lança o seu Macintosh e, logicamente, a Microsoft lança uma nova versão de seu MS-DOS, a 3.0 e a 3.1. Baseado agora no microprocessador de 16 bits reais, o i80286, a IBM conseguiu projetar um microcomputador que operasse com palavras de 16 bits tanto interna como externamente, sem perder a compatibilidade com os periféricos e circuitos de apoio já existentes.

E a Apple continuava em disparado na frente. O seu Macintosh era muito mais avançado – e adotado – do que o AT da IBM. O Mac tinha uma resolução gráfica muito maior, trabalhava com sons digitalizados, muito mais rápido e mais fácil de usar. A interface gráfica não necessitava de conhecimentos de "computês" por parte do usuário, permitindo, assim, que fosse amplamente adotado por pessoas que nunca tinham visto um microcomputador na vida. E isto fez o sucesso do Macintosh: um microcomputador que qualquer um aprendia facilmente como operar por causa da sua interface gráfica com o usuário.

Após três anos de sucessivos adiamentos, a Microsoft lançou um "ambiente operacional" gráfico para a linha IBM PC – o Windows – teoricamente uma interface gráfica similar ao do Macintosh. Assim, aquelas pessoas que iriam escolher o Macintosh pela sua facilidade de uso podiam agora escolher entre o Macintosh e um micro com padrão IBM. Na verdade o Windows acabou ficando muito aquém da interface gráfica da Apple, devido a diversas limitações de hardware e software da linha IBM PC.

Na verdade, a idéia principal era conseguir convencer a todos os fabricantes de software que desenvolver softwares para um ambiente gráfico era muito mais fácil e poderíamos ter em uma mesma tela vários programas diferentes compartilhando uma mesma área, com a possibilidade de intercâmbio total de dados entre eles, o que não acontecia nos pacotes integrados que existiam na época e como acontecia no Macintosh. Não só a Microsoft criou um ambiente operacional gráfico. O próprio atraso da Microsoft em lançar o Windows fez com que diversos outros fabricantes de software criassem seus próprios ambientes gráficos, tais como o DESQ (Quaterdeck) – que foi re-desenvolvido e lançado depois como DESQView, o VisiOn (VisiCorp), o TopView (IBM) e o GEM (Digital Research). Destes, o mais parecido com o que realmente era para ser um ambiente operacional gráfico era o GEM. Tão parecido com a interface gráfica do próprio Macintosh que a Apple ameaçou processar a Digital Research, que decidiu, então, redesenhá-lo. Diversos fabricantes de hardware decidiram incluir em seus projetos um ambiente operacional gráfico. E desses todos o que estava pronto e mais estável era o GEM. A própria Atari, por exemplo, incluiu o GEM na memória de seus microcomputadores Atari ST.

Toda essa história de ambiente gráfico tentando fazer com que os microcomputadores ficassem parecidos com o Macintosh foi – e ainda é – um grande “bum” entre os fabricantes de software. Todos apreciaram a idéia. Menos, é claro, a Apple. A ameaça de um processo movido pela Apple sobre todos estes fabricantes foi muito grande. No caso da Digital Research, ela mesmo tomou a iniciativa de redesenhar a interface gráfica de seu GEM. A HP também estava sofrendo por causa de seu recém-lançado ambiente gráfico, o New Wave. O argumento utilizado pela HP foi muito simples: “Baseamos nosso ambiente gráfico no Windows”. Porém a Microsoft não cedeu. Não redesenharia o seu Windows. A Apple processou a Microsoft e, logicamente, não ganhou. Pois quem criou toda comunicação visual gráfica não foi nem a Apple nem a Microsoft. Foram os pesquisadores do PARC, que pertencia a Xerox.

Atualmente para a linha IBM PC possuímos somente duas interfaces gráficas realmente parecidas com a interface gráfica proposta pela Apple: a interface gráfica do sistema operacional OS/2 da IBM e a do sistema operacional Windows 95 da Microsoft. Para se ter uma idéia, somente 11 anos depois do lançamento do Macintosh a Microsoft conseguiu lançar um produto com interface gráfica similar.

A Commodore lança outros microcomputadores, como o Commodore 128 e já em 1985 o Amiga 1000, baseado também no microprocessador 68000 e posteriormente nos seus sucessores, 68020, 68030 e 68040. O Macintosh também utiliza estes microprocessadores mais modernos em seus últimos modelos. A estrutura do Amiga é muito interessante: ao invés de possuir um só microprocessador, ele possui vários co-processadores para diversas tarefas. Isto significa um grande aumento de performance do microcomputador em si, pois agora o microprocessador pode se "preocupar" com outras ocupações, já que há quem se "preocupe" com diversas tarefas que antes eram função dele. E assim como o Macintosh, por basear-se em microprocessadores da Motorola – que são microprocessadores com instruções baseadas no acesso em memória, ao contrário da linha seguida pela Intel – o Amiga possui um grande campo de atuação nas áreas de computação gráfica, edição de vídeo e edição musical, que são campos onde o rápido e eficiente acesso à memória são fatores fundamentais, devido à grande quantidade de informações a serem processadas e que estão, logicamente, armazenadas em uma área de memória. Não só o Amiga e o Macintosh, mas todo e qualquer computador dedicado exclusivamente à esta área utiliza microprocessadores da Motorola, exatamente pelos motivos apresentados.

A Microsoft tenta criar um novo padrão de micros: o MSX (Microsoft Extended), na verdade um projeto para tentar compatibilizar tudo o que existia para micros – já que havia diversos micros com diversos "padrões" – com o apoio total de diversas grandes empresas de Hardware, como a Sony, a Mitsubishi, a Toshiba, a Fuji, entre outras (como você pode ver, um pool formado basicamente por empresas japonesas), permitindo que diversos periféricos de "ponta" estivessem disponíveis ao usuário comum, tais como aparelhos de CD para o armazenamento de informações. Mesmo lançando diversas implementações, como o MSX 2, apoiado por empresas de "peso" e disponibilizando ao público comum recursos avançados – que era exatamente o mesmo marketing da Commodore em relação ao Amiga – este projeto simplesmente não deu certo. Primeiro porque o padrão MSX foi imediatamente visto somente como um "brinquedo", um video-game "de luxo", já que seu marketing mostrava basicamente este lado da utilização de microcomputadores que seguiam o padrão MSX. E segundo, podemos creditar isto ao surgimento de um novo padrão: o padrão IBM. A Microsoft errou ao achar que todos iriam se desfazer de seus microcomputadores para aderir a algum microcomputador que utilizasse o padrão MSX e que todos, a partir daquele momento, só iriam utilizar o padrão MSX. A idéia de se ter um novo padrão a ser adotado torna-se um fiasco no momento em que não permite a necessária mudança gradual para ele.

A IBM não se importou muito, como a Apple, em relação aos Tigres Asiáticos, pois, na realidade, começaram a ser criadas leis internacionais de patentes. E o que aconteceu, na verdade, foi o surgimento de diversos fabricantes, agora não mais especializados em "clonar" os micros da IBM, mas CRIAR micros que utilizem o mesmo PADRÃO. Assim sendo, surgiram diversos periféricos e diversos microcomputadores, CADA UM COM SUAS CARACTERÍSTICAS PARTICULARES, criando no mercado dos microcomputadores uma disputa sadia. Desse modo houve uma enxurrada de micros compatíveis com o padrão IBM, tornando-se, nos nossos dias, a linha ou padrão "oficial" de microcomputadores.

Esperava-se que a IBM lançasse um microcomputador revolucionário para a utilização do novo microprocessador da Intel: o i80386, um microprocessador de 32 bits que segue a linha iniciada com o i8086. No entanto, optou ao invés de continuar com sua linha IBM PC – cuja principal característica era a arquitetura aberta – começar uma nova linha de microcomputadores, chamada PS/2 (Personal System 2), que possuía arquitetura fechada e proprietária. Nesta época a Compaq começou a despontar com o novo maior fabricante mundial de microcomputadores, por liderar fabricantes à construção de microcomputadores que utilizassem arquitetura aberta e seguissem o padrão IBM PC original. Com isto, definiu-se claramente o que se estabilizaria nos anos seguintes: a luta pela arquitetura aberta e real padronização mundial do padrão IBM PC.



O mesmo ocorreu com o lançamento de novos microprocessadores da família Intel, como o i80486, Pentium e Pentium Pro (P6). Apesar de diversos fabricantes tradicionais como a própria IBM construirem microcomputadores com arquitetura fechada, a maioria dos fabricantes independentes optou por seguir uma arquitetura aberta, sendo o padrão IBM PC nitidamente definido e estabilizado. Com isto ganhamos todos nós: apesar de construídos por diversos fabricantes, todos os microcomputadores que seguem esta arquitetura são compatíveis entre si, não só pelo ponto de vista dos programas (softwares), mas principalmente da sua construção física (hardware).
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