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UECE TC 1 - DE REVISÃO

PROF. DANIEL FRANCES

BRASIL COLÔNIA


  • Colocar todo gabarito no final da aula, por favor.

1- Considerando-se o período colonial brasileiro (1500-1822) e tomando-se, nesse recorte, aspectos do cotidiano da sociedade colonial, é correto afirmar que:

a) Os sobrados eram armazéns destinados à venda de produtos importados da Europa, sendo sua denominação decorrente do modo como, pejorativamente, alguns brasileiros igualavam esses armazéns às "sobras" do comércio europeu.

b) A casa-grande, além de encarnar simbolicamente o poder dos senhores de escravos e engenhos, expandiu-se também, no Brasil Colônia, como símbolo patriarcal.

c) A miscigenação étnica, decorrente de condições históricas típicas no Brasil, contribuiu para a ausência de conflitos entre colonizador e colonizados.

d) Uniões formais e duradouras entre nativas indígenas e colonizadores portugueses comprovam a tese, presente em parte da historiografia sobre o Brasil, da cordialidade brasileira.

A
2- Quando da chegada dos europeus, em 1500, e durante as três primeiras décadas do domínio português sobre o Brasil, as relações com os nativos indígenas foram relativamente estáveis e amistosas, o que permitiu a constituição do chamado "escambo vegetal", através do qual, em troca de produtos tais como espelhos, aguardente e miçangas, os índios colaboravam com os europeus na exploração do pau-brasil. A substituição desse trabalho indígena pelo do escravo africano, na economia colonial, a partir do século XVII, decorreu:

a) Do fato de serem os índios preguiçosos e naturalmente indispostos para o trabalho, o que diminuía a produtividade e, por conseqüência, depreciava os lucros coloniais.

b) Da indisposição dos ingleses com o trabalho escravo indígena. Em razão de sua formação marcadamente cristã, os ingleses horrorizavam-se com a escravização dos índios.

c) Da docilidade dos africanos, que se adaptavam facilmente ao cativeiro e ao trabalho nos engenhos, diferentemente dos índios que, estimulados pelos jesuítas, protagonizavam constantes fugas.

d) De vários aspectos conjugados, entre os quais se ressalta o caráter mercantil da exploração colonial, a diminuição do número de índios e a reação da Igreja Católica à escravização destes.

D
3- Algumas décadas depois da chegada de Cabral à América, os portugueses viram-se na necessidade de efetivar a ocupação das suas descobertas territoriais. Sobre o processo de colonização implementado pelos lusitanos na América, podemos afirmar que:

a) Foi viabilizado pela descoberta de ouro e diamantes no interior, particularmente, em terras hoje pertencentes aos Estados de Minas Gerais e Goiás.

b) Teve, no cultivo da cana para a fabricação de açúcar a ser comercializado no mercado europeu e na utilização do trabalho escravo, fatores centrais.

c) Teve, na exploração do pau-brasil, na utilização da mão-de-obra africana e na criação de um sistema colonial centrado na vida urbana, elementos vitais para o sucesso inicial do empreendimento colonial.

d) Teve, na Coroa Espanhola e nos mercadores da Nova Lusitânia, parceiros vitais para o êxito do empreendimento.

B
4- "Há uma encruzilhada de três estradas sob a minha cruz de estrelas azuis: três caminhos se cruzam - um branco, um verde e um preto - três hastes da grande cruz/ E o branco que veio do norte, e o verde que veio da terra, e o preto que veio do leste derivam, num novo caminho, completam a cruz/unidos num só, fundidos num vértice."

(Guilherme de Almeida, "Raça")


Nessa visão poética da história do povo brasileiro, o autor

a) refere-se ao domínio europeu e à condição subalterna dos africanos na formação da nacionalidade.

b) trata dos seus três grupos étnicos, presentes desde a colonização, mesclados numa síntese nacional.

c) critica o papel desempenhado pelos jesuítas sobre portugueses, índios e negros na época colonial.

d) expressa idéias e formas estéticas do movimento romântico do século XIX, que enaltecia a cultura negra.

B
5- "Naquela época, a sociedade da América Portuguesa já era suficientemente complexa para abrigar tensões e conflitos variados, nem sempre redutíveis a meras oposições. Assim, colonos se engalfinharam com colonos, e autoridades da metrópole se opuseram a companheiros de administração. O século (XVIII) começava tenso, e seus primeiros vinte anos seriam marcados por uma sucessão de revoltas e motins, constituindo um conjunto em que, pela primeira vez, a dominação portuguesa na América do Sul corria sério risco."

(L. de Mello e Souza e M. F. B. Bicalho, 1689-1720. "O império deste mundo".)
O texto faz referência aos movimentos

a) pela independência do Brasil, tais como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana.

b) políticos separatistas, como a Farroupilha e o Movimento Constitucionalista paulista.

c) pela instituição da república no Brasil, denominados pelos historiadores de Cabanagem e Balaiada.

d) de insubordinação à autoridade metropolitana, como os Motins do Maneta e a Guerra dos Mascates.

D
6- Leia este trecho, que contém uma fala atribuída a Joaquim José da Silva Xavier:


"... se por acaso estes países chegassem a ser independentes, fazendo as suas negociações sobre a pedraria pelos seus legítimos valores, e não sendo obrigados a vender escondido pelo preço que lhe dessem, como presentemente sucedia pelo caminho dos contrabandos, em que cada um vai vendendo por qualquer lucro que acha, e só os estrangeiros lhe tiram a verdadeira utilidade, por fazerem a sua negociação livre, e levado o ouro ao seu legítimo valor, ainda ficava muito na Capitania, e escusavam os povos de viver em tanta miséria."

("Autos de Devassa da Inconfidência Mineira". 2. ed. Brasília: Câmara dos Deputados; Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1980. v. 5, p. 117.)


A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que os Inconfidentes Mineiros de 1789

a) acreditavam que o contrabando aumentava o valor recebido pelas pedras e ouro, pois dificultava sua circulação.

b) consideravam que o monopólio comercial explicava por que as regiões de que se compunha Minas Gerais, cheias de pedras e ouro, ficavam mais ricas.

c) defendiam o livre-comércio, por meio do qual pedras e ouro adquiririam seu real valor, uma vez que seriam vendidos aos estrangeiros legalmente.

d) pensavam que os estrangeiros poderiam tirar vantagens do livre-comércio das pedras e ouro, visando a aumentar seus lucros.

C
7- Leia atentamente as proposições


I) Durante os primeiros tempos da colonização, a ocupação portuguesa na América limitou-se à faixa litorânea.

II) A ação dos bandeirantes contribuiu para a ocupação do interior do território brasileiro pelos holandeses e ingleses.

III) A descoberta do ouro trouxe muitas mudanças para o Brasil Colônia, entre elas o surgimento de núcleos urbanos e novos estilos de vida nas regiões de mineração.

IV) Os bandeirantes sempre tiveram relações cordiais e amistosas com os padres jesuítas.


Assinale a alternativa CORRETA:

a) Apenas as proposições I e III são verdadeiras.

b) Apenas a proposição IV é verdadeira.

c) Apenas a proposição II é verdadeira.

d) Apenas as proposições II e IV são verdadeiras.

A
8- Ao longo de mais de trezentos anos, os escravos foram os responsáveis pela produção de boa parte das riquezas no Brasil. Assinale a alternativa CORRETA.

a) O comércio de escravos africanos teve início no século XV, durante a expansão marítima.

b) Na história colonial brasileira, existiu somente a escravidão dos africanos.

c) A história da escravidão no Brasil restringiu-se exclusivamente à submissão do elemento negro ao colonizador.

d) A mão-de-obra negra escrava foi utilizada somente na cultura da cana-de-açúcar.

A
9- A expansão do território das terras portuguesas na América se deu, entre outros fatores, pela ação das entradas e das bandeiras. Sobre essas expedições, é CORRETO afirmar que:

a) A relação entre bandeirantes e povos indígenas era extremamente pacífica.

b) Os jesuítas nunca entraram em confronto com os bandeirantes e até ajudavam na conquista de povos indígenas.

c) Nunca existiu uma bandeira com o objetivo de acabar com quilombos.

d) Entre os objetivos dos bandeirantes estavam a caça de indígenas e a procura de metais preciosos.

D

10- Leia atentamente as seguintes afirmações sobre a chamada "Inconfidência Mineira":


I. A Inconfidência Mineira foi um movimento de contestação à Coroa Portuguesa, em função do aumento de impostos sobre o açúcar, principal produto de Minas Gerais no século XVIII.

II. Predominava entre os inconfidentes a idéia de se criar uma república.

III. Dos inconfidentes, apenas Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi morto; a maioria foi condenada à prisão e ao degredo.
Assinale a alternativa CORRETA:

a) Apenas as proposições I e III são verdadeiras.

b) Apenas as proposições II e III são verdadeiras.

c) Todas as proposições são verdadeiras.

d) Apenas a proposição I é verdadeira.

B
11- "O primeiro testemunho sobre a antropofagia na América foi registrada por Álvarez Chanca (...) em 1493. (...) Registrada a abominação antropofágica, os monarcas espanhóis autorizam em 1503 a escravidão de todos os caraíba pelos colonos. No litoral brasileiro, os tupinambá, do grupo tupi, tinham o hábito do canibalismo ritual (...).

Prova de barbárie e, para alguns, da natureza não humana do ameríndio, a antropofagia condenava as tribos que a praticavam a sofrer pelas armas portuguesas a "guerra justa" e do cativeiro perpétuo em 1557, por terem devorado no ano anterior vários náufragos portugueses, entre os quais se encontrava o primeiro bispo do Brasil."

(Luís Felipe de Alencastro,"Folha de S.Paulo", 12.10.1991)


A partir do fragmento é correto concluir que

a) as tribos tupiniquins, aliadas aos franceses, acreditavam na justiça e na importância da guerra justa como capaz de permitir a supremacia contra tribos inimigas.

b) conforme determinava a legislação de Portugal e da Espanha até o início do século XIX, apenas os nativos da América que praticavam o canibalismo foram escravizados.

c) a escravização dos ameríndios foi legal e efetiva apenas até a entrada dos primeiros homens escravos africanos na América, a partir da segunda metade do século XVII.

d) o estranhamento do colonizador europeu com a prática da antropofagia por parte dos nativos da América serviu de pretexto para a escravização desses nativos.

D
12- A atividade extrativista desenvolvida na Amazônia, durante o período colonial, foi importante, porque

a) garantiu a ocupação da região e aproveitou a mão-de-obra indígena local.

b) reproduziu, na região, a estrutura da grande propriedade monocultora.

c) gerou riquezas e permitiu a abertura de estradas na região.

d) permitiu a integração do norte do Brasil ao contexto andino.

A
13- Leia o texto a seguir:
"Um dos primeiros atos dos marinheiros portugueses que, a 22 de abril de 1500, alcançaram a costa sobrecarregada de floresta do continente sul-americano nos 17 graus de latitude sul, foi derrubar uma árvore. Do tronco desse sacrifício ao machado de aço, confeccionaram uma cruz rústica - para eles o símbolo da salvação da humanidade. [...] Presas à cruz de madeira estavam as insígnias e divisas do rei, um sinal inequívoco da identidade entre os objetivos e a autoridade do Estado e da Igreja. [...] os portugueses tropeçaram em um meio continente, movidos por cobiça e virtude [...]. A Mata Atlântica os deixava impassíveis ou atônitos."

(DEAN, W. "A ferro e fogo". São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 59-60.)


Com base no texto e nos conhecimentos sobre o processo histórico de produção no Brasil, é correto afirmar:

a) A biodiversidade da Mata Atlântica, por ser pobre em relação à quantidade de plantas e animais, foi, desde a colonização, explorada no processo histórico de cultivo de lavouras de clima temperado.

b) Os exploradores portugueses, usando de técnicas modernas de agricultura tropical praticadas na metrópole, retiraram de nossas florestas uma imensa riqueza que amparou a Companhia das Índias orientais.

c) O sinal inequívoco da identidade entre os objetivos e a autoridade do Estado e da Igreja, marcado pelas insígnias e divisas do rei forjadas na cruz, tornou-se expressão da ideologia republicana.

d) Os colonizadores portugueses, ao explorarem e descreverem as terras brasileiras, contribuíram para a compreensão dos costumes de seus habitantes e do conhecimento da biodiversidade.

D
14- Sobre o Barroco, no Nordeste do Brasil, é correto afirmar:


I. Em comparação com o Barroco Mineiro, apresenta maior originalidade e sofisticação, especialmente em Pernambuco, devido ao enriquecimento gerado pelo comércio e produção açucareira.

II. Os interiores de suas igrejas apresentam rica decoração de talha e azulejaria e tetos com pinturas ilusionistas de alta qualidade.

III. Na pintura, destaca-se o trabalho de Manuel da Costa Ataíde, o Mestre Ataíde, em especial pelo teto da Igreja de São Pedro dos Clérigos, em Recife.

IV. A arquitetura de suas igrejas se destaca pelas fachadas, que apresentam elegantes ornamentações em pedra entalhada, material típico da região.


Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas.

a) I e II.

b) I e III.

c) II e IV.

d) I, III e IV.

C
15- Leia atentamente o texto do século XVIII:


"É reparo singular dos que contemplam as cousas naturais ver que as que são de maior proveito ao gênero humano não se reduzem à perfeição sem passarem primeiro por notáveis apertos [...] o vemos na fábrica de açúcar, o qual, desde o primeiro instante de se plantar, até chegar às mesas e passar entre os dentes a sepultar-se no estômago dos que o comem, leva uma vida cheia de tais e tantos martírios que os que inventaram os tiranos lhes não ganham vantagem. [...] E, ainda assim, sempre doce e vencedor de amarguras, vai dar gosto ao paladar dos seus inimigos nos banquetes, saúde nas mezinhas aos enfermos e grandes lucros aos senhores de engenho e aos lavradores que o perseguiram e aos mercadores que o compraram e o levaram degredado nos portos e muito maiores emolumentos à Fazenda Real nas alfândegas."

(ANTONIL, A. J. "Cultura e opulência do Brasil". São Paulo: Itatiaia/ EDUSP, 1982. p. 143-5.)


Considere as afirmativas a seguir:
I. O texto descreve o empreendimento colonial nas Américas, destacando os maus tratos pelos quais passam os trabalhadores no cultivo do açúcar, em especial no Brasil e nas Antilhas.

II. É possível caracterizar a produção açucareira como um dos primeiros empreendimentos fabris no Brasil, dada a complexidade do processo que vai do plantio da cana até o produto final.

III. A prosa colonial, na pena de Antonil, pode ser caracterizada como barroca na medida em que se interessa pelos lucros do empreendimento econômico, no caso do comércio do açúcar.

IV. O fetichismo da mercadoria ocupa o primeiro plano do discurso, revelando a mentalidade mercantil do autor que se interessa pela produção e comercialização do açúcar.


Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas.

a) I e II.

b) I e III.

c) II e IV.

d) I, III e IV.

C
16-



A exuberância da natureza brasileira impressionou artistas e viajantes europeus nos séculos XVI e XVII.

Leia o texto e observe a imagem a seguir:

"[...] A América foi para os viajantes, evangelizadores e filósofos uma construção imaginária e simbólica. Diante da absoluta novidade, como explicá-la? Como compreendê-la? Como ter acesso ao seu sentido? Colombo, Vespúcio, Pero Vaz de Caminha, Las Casas, dispunham de um único instrumento para aproximar-se do Mundo Novo: os livros. [...] O Novo Mundo já existia, não como realidade geográfica e cultural, mas como texto, e os que para aqui vieram ou os que sobre aqui escreveram não cessam de conferir a exatidão dos antigos textos e o que aqui se encontra."

(CHAUÍ, M. apud FRANZ, T. S. "Educação para uma compreensão crítica da arte." Florianópolis: Letras Contemporâneas Oficina Editorial, 2003. p. 95.)
Com base no texto e na imagem, é correto afirmar:
I. O olhar do viajante europeu é contaminado pelo imaginário construído a partir de textos da Antigüidade e por relatos produzidos no contexto cultural europeu.

II. Os artistas viajantes produziram imagens precisas e detalhadas que apresentam com exatidão a realidade geográfica do Brasil.

III. Nas representações feitas por artistas estrangeiros coexistem elementos simbólicos e mitológicos oriundos do imaginário europeu e elementos advindos da observação da natureza e das coisas que o artista tinha diante de seus olhos.

IV. A imagem de Debret registra uma cena cotidiana e revela a capacidade do artista em documentar os costumes e a realidade do indígena brasileiro.


Assinale a alternativa que contém todas as afirmativas corretas.

a) I e II.

b) I e III.

c) II e IV.

d) I, III e IV.

B
17- "Costumam alguns senhores dar aos escravos um dia em cada semana para plantarem para si, mandando algumas vezes com eles o feitor para que não se descuidem. E isto serve para que não padeçam fome, nem cerquem cada dia a casa de seu senhor pedindo-lhes a ração de farinha. Porém não lhes dar farinha nem dia para a plantarem, e querer que sirvam de sol a sol no partido, de dia e de noite com pouco descanso no engenho, como se admitirá no Tribunal de Deus sem castigo?"

Antonil. "Cultura e Opulência do Brasil por suas drogas e minas". 1711.

A partir da citação acima e de seus conhecimentos sobre a sociedade colonial da América Portuguesa, examine as afirmativas a seguir.


I - Na sociedade colonial, o prestígio social residia em ser senhor de terras e de homens, e a possibilidade de riqueza vinha da atividade comercial.

II - Os senhores de engenho permitiam que alguns de seus escravos possuíssem uma lavoura de subsistência, inclusive com direito à venda de excedentes.

III - Apesar da violência que marcava o cotidiano dos engenhos, os escravos conseguiram, em certa medida, criar e recriar laços culturais próprios, vários deles herdados de suas raízes africanas.

IV - Diante do risco de punições pelos senhores - surras, aprisionamento com correntes de ferro, aumento do trabalho, etc. - as tentativas de fugas escravas diminuíram ao longo do período colonial.


Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II estão corretas.

b) Somente as afirmativas I e III estão corretas.

c) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.

d) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.

C
18- A morte de Dom Henrique, no início do ano de 1580, provocou uma crise de sucessão no trono português, abrindo o caminho para sua conquista pelo soberano espanhol, Felipe II. A união entre os dois reinos ibéricos durou sessenta anos e, para o Brasil, esse período foi marcado pelo (pela):

a) conquista do norte da colônia, em busca do domínio do estuário do rio da Prata, com a fundação da Colônia do Sacramento.

b) adoção da escravização indígena e início da exploração do ouro em Minas Gerais.

c) a expansão da economia mineradora e expulsão dos jesuítas.

d) a expansão da ocupação interna do território e incremento das entradas e bandeiras.

D
19- A crise do Antigo Sistema Colonial no Brasil expressa-se, inicialmente, através dos chamados movimentos nativistas, acentuando-se com os movimentos de independência nacional. Esses movimentos de rebelião colonial, assim como o processo de emancipação política do Brasil, estão ligados às transformações do mundo ocidental no final do século XVIII. Considerando-se esse enunciado, é correto afirmar que:

a) O desenvolvimento de indústrias no Brasil, algo que se acentua desde o início do século XVIII, tende a reforçar o pacto colonial, na medida em que os novos industriais passam a ver o Brasil como uma reserva de mercado para os seus produtos.

b) A crise referida deu-se de forma localizada no Brasil, na medida em que os principais movimentos de emancipação partiram de centros importantes como Rio de Janeiro e São Paulo

c) A emancipação política, no caso brasileiro, seguiu-se de uma nítida separação entre os grupos portugueses, hostilizados como agentes da metrópole, e os colonos brasileiros, interessados na constituição de um Estado republicano.

d) As rebeliões coloniais só podem ser compreendidas dentro de um quadro mais geral, marcado por idéias liberais, eclodidas a partir de eventos como as revoluções francesa e americana, que propunham a superação do Antigo Regime.

D
20- "A história do Período Joanino no Brasil é inseparável do anedotário que traça o perfil de sua mais importante personagem feminina: a Princesa Carlota Joaquina de Bourbon e Bragança".

(Fonte: AZEVEDO, Francisca L. Nogueira. "Carlota Joaquina na Corte do Brasil". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p.17).
Sobre a princesa Carlota Joaquina, são feitas as seguintes afirmações:
I. A historiografia tanto brasileira, quanto portuguesa, foi comumente parcial tanto no tocante à vida pública quanto à vida privada da Princesa.

II. O tratamento dado à figura da Princesa fixou no imaginário social a imagem de uma mulher vulgar, ambiciosa e transgressora de todas as normas morais e éticas do seu tempo.

III. Enquanto no Brasil a imagem da princesa foi construída de modo negativo, em Portugal sua memória foi construída de forma apologética e D. Carlota é vista até hoje como heroína.
Assinale o correto.

a) Apenas as afirmações II e III são verdadeiras.

b) Apenas as afirmações I e III são falsas.

c) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.

d) Apenas as afirmações I e II são falsas.

C
21- Leia os fragmentos a seguir.


"Não corram tanto ou pensarão que estamos fugindo!"

("REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL". Rio de Janeiro, ano 1, n. 1, jul. 2005, p. 24.)


"Preferindo abandonar a Europa, D. João procedeu com exato conhecimento de si mesmo. Sabendo-se incapaz de heroísmo, escolheu a solução pacífica de encabeçar o êxodo e procurar no morno torpor dos trópicos a tranqüilidade ou o ócio para que nasceu".

(MONTEIRO, Tobias. "História do Império: a elaboração da Independência". Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1981. p. 55. [Adaptado].


O embarque da família real para o Brasil, em 1807, deu origem a contraditórias narrativas. A frase acima, atribuída à rainha D. Maria I, tornou-se popular, passando a constituir uma versão narrativa ainda vigorosa. Nos anos de 1920, os estudos sobre a Independência refizeram o percurso do embarque, assegurando uma interpretação republicana sobre esse acontecimento, tal como exemplificado no trecho do jornalista e historiador Tobia Monteiro. Sobre essa versão narrativa em torno do embarque, pode-se dizer que pretendia

a) conquistar a simpatia da Inglaterra, ressaltando a importância do apoio inglês no translado da corte portuguesa para o Brasil.

b) associar a figura do rei ao pragmatismo político, demonstrando que o deslocamento da corte era um ato de enfrentamento a Napoleão.

c) ridicularizar o ato do embarque, agregando à interpretação desse acontecimento os elementos de tragédia, comicidade e ironia.

d) culpabilizar a rainha pela decisão do embarque, afirmando-lhe o estado de demência lamentado por seus súditos.

C







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