Professor Bruno Borges História Geral



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Professor Bruno Borges - História Geral

Lista de exercícios para o 3o. colegial (Solicitação do Prof. André Cruz)

Junho de 2014
1) (UNIUBE) Em 1804 o Haiti foi o primeiro país da América Latina a se tornar independente. A singularidade do processo de independência do Haiti reside no fato de: 
A) o processo de independência ter sido liderado pelos ingleses, interessados em estabelecer pacto com os líderes políticos da emergente nação e garantir mercado para seus produtos industriais.

B) as elites locais contarem com o apoio das classes populares e,juntas,lutarem pela emancipação e implantação de uma monarquia constitucional, inspirada no modelo francês. 

C) a cultura nativa, caracterizada pelo apego aos princípios humanitários, ter incentivado a resistência à exploração do trabalho e aos castigos físicos infligidos aos escravos. 

D) a independência ter sido liderada pelos escravos de origem africana, defendendo os ideais iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade. 

E) o declínio na produção agrícola de açúcar ter obrigado os proprietários de terra a buscarem novas formas de gestão política e econômica, rompendo com o pacto colonial.
2) (UNIUBE) “Desde a Renascença e, sobretudo, desde o Iluminismo,a razão dominava nossa visão de mundo: a respeito de tropeços, escorregões e sobressaltos, ela se impusera destacando-se do pensamento. Com ela crescia a convicção de que a sociedade avançaria naturalmente rumo a uma maior ordem e organização, e a herança da Revolução Francesa carregou seus traços durante dois séculos.”

(MINC, Alain. A nova Idade Média. São Paulo: Ática, 1994.) 


A autonomia da razão é um  princípio do Iluminismo, porém não é o único.Também são ideias defendidas pelos filósofos iluministas: 
A) Governo democrático eleito pelo povo e liberdade de expressão com a supressão da escravidão, da propriedade e da desigualdade, assegurando uma sociedade regida por indivíduos superiores e mais esclarecidos. 

B)Defesa de direitos naturais ao homem, como à vida, à felicidade, e defesa do progresso intelectual e científico pela observação e experimentação. 

C) Mudanças na hierarquia religiosa da Igreja, com a ordenação de clérigos formados nas universidades laicas e conhecedores da filosofia grega e renascentista.

D) Destruição do poder da nobreza, com centralização do poder e a formação de um corpo de funcionários submetido à lógica da racionalidade, da eficiência e da lealdade ao dirigente do Estado. 

E)Liberdade de comércio entre os Estados, abertura de novas rotas para os mercados do Oriente e regulamentação da produção agrícola das áreas coloniais.
3) (UNESP) Quando sua influência [de Péricles] estava no auge, ele poderia esperar a constante aprovação de suas políticas, expressa no voto popular na Assembleia, mas suas propostas eram submetidas à Assembleia semanalmente, visões alternativas eram apresentadas às dele, e a Assembleia sempre podia abandoná-lo, bem como suas políticas, e ocasionalmente assim

procedeu. A decisão era dos membros da Assembleia, não dele, ou de qualquer outro líder; o reconhecimento da necessidade de liderança não era acompanhado por uma renúncia ao poder decisório. E ele sabia disso.

(Moses I. Finley. Democracia antiga e moderna, 1988.)


Ao caracterizar o funcionamento da democracia ateniense, no século V a.C., o texto afirma que
(A) os líderes políticos detinham o poder decisório, embora ouvissem às vezes as opiniões da Assembleia.

(B) a eleição de líderes e representantes políticos dos cidadãos na Assembleia demonstrava o caráter indireto da democracia.

(C) a Assembleia era o espaço dos debates e das decisões, o que revelava a participação direta dos cidadãos na condução política da cidade.

(D) os membros da Assembleia escolhiam os líderes políticos, submetendo-se a partir de então ao seu poder e às suas decisões.

(E) os cidadãos evitavam apresentar suas discordâncias na Assembleia, pois poderiam assim provocar impasses políticos.
4) (UFU)

Texto 1


Depois que o Estado ficou em estado de orfandade política devido à ausência e prisão de Fernando VII, os povos reassumiram o poder soberano. Ainda que seja verdade que a nação havia transmitido esse poder aos reis, sempre foi com um caráter reversível, não somente no caso de uma deficiência total, mas também no de uma deficiência momentânea e parcial.

Fragmento do Regulamento da Divisão de Poderes, Buenos Aires, 1811. Apud PAMPLONA, Marco A. e MÄDER, Maria Elisa (orgs.). Revoluções de independências e nacionalismos nas Américas Região do Prata e do Chile. São Paulo:Paz e Terra, 2007, p.251.


Texto 2

Para sustentar a escravidão dos povos, não têm outro recurso que transformar em mérito o orgulho de seus sequazes e cobri-los de distinções que criam uma distância imensa entre o infeliz escravo e seu pretendido senhor. Essa é a origem dos títulos de condes, marqueses, barões, etc., que a corte da Espanha prodigalizava para duplicar o peso de seu cetro de ferro que gravitava sobre a inocente América. Longe de nós tão execráveis e odiosas preeminências; um povo livre não pode ver brilhar o vício diante da virtude. Estas considerações estimularam a Assembleia a expedir a seguinte LEI: A Assembleia Geral ordena a extinção de todos os títulos de condes, marqueses e barões no território das Províncias Unidas do Rio da Prata.

O redator da Assembleia, n. 9. 29 de maio de 1813.In. PAMPLONA, Marco Antônio e MÄDER, Maria Elisa (orgs.) Revoluções de independências e nacionalismos nas Américas;regiões do Rio da Prata e Chile. São Paulo: Paz e Terra, 2007, p.110. (Adaptado)
Os textos apontam para ânimos distintos relativos ao processo de independência na América espanhola.
A) Explique o contexto histórico europeu relacionado ao início do processo revolucionário na América espanhola.

B) Identifique as mudanças no processo de independência do Rio da Prata a partir dos documentos acima apresentados.


5)


Caiu o muro. Na noite de 9 de novembro de 1989, uma quinta-feira cinzenta de outono, esta notícia se espalhou pelas duas Berlim, Ocidental e Oriental. Milhares de pessoas foram fazer o teste, foram ver para crer e passaram sem controle por uma das fronteiras mais sensíveis e bem defendidas do mundo, o muro de Berlim, que separou duas partes de uma cidade de mais de três milhões de habitantes e, mais do que isso, limitou dois mundos, dois sistemas políticos e econômicos antagônicos.”

(Adaptado de RAMALHO, Luís Antônio. “Caiu o muro, viva Gorbatchov”, in: Tempo e presença. Rio de Janeiro:CEDI,1990.)


A derrubada do Muro de Berlim representa um dos mais fortes signos do ocaso da chamada Guerra Fria (1947-1991).
Identifique dois motivos para o fim da Guerra Fria.
6) Após a Segunda Guerra Mundial, na Ásia e na África, a luta contra a dominação imperialista se intensificou e “(...) a descolonização passou a ser vista como expressão do ódio e da humilhação pacientemente acumulados, do desejo de recuperar a dignidade...”

(CANÊDO, Letícia B., A Descolonização da Ásia e da África. São Paulo, Ed. Atual, 1994, p. 7).

Sobre o processo de descolonização na Índia, podemos afirmar que


  1. os dois partidos que lutavam pela emancipação, o Partido do Congresso e a Liga Muçulmana, conseguiram manter a integridade territorial da Índia após a independência, mesmo enfrentando a oposição da Inglaterra.

  2. devido à influência de Gandhi, não houve violência durante o longo processo de luta pela emancipação da Índia, caracterizando-se como um movimento pacífico, feito através de negociações políticas.

  3. Mahatma Gandhi , principal líder do movimento de emancipação, utilizava o princípio da não-violência ativa e pregava a desobediência civil contra as autoridades inglesas.

  4. Gandhi e Nehru, dirigentes do Partido do Congresso, defendiam a utilização, pelos indianos, das modernas técnicas das ciências ocidentais como uma das armas disponíveis na luta pela emancipação, enquanto a Liga Muçulmana pregava a revalorização das tradições culturais do povo indiano.

  5. As ações militares da França e da Inglaterra no período imediato ao fim da Segunda Guerra favoreceram os anseios autonomistas na Índia.

7) O balanço da segunda metade do século XX, ao iniciar-se o século XXI, evidencia a dimensão planetária alcançada pelo reordenamento internacional do pós-Segunda Guerra Mundial. Pela primeira vez, os sistemas internacionais hegemônicos alcançaram porções geográficas não atingidas pelos seus antecessores, apesar de uma longa história de ruptura de fronteiras e de ampliação de fluxos comerciais e políticos em escala global que datam do período mercantilista. Do ponto de vista qualitativo, sem restringir a discussão ao tema ululante dos espaços geográficos ampliados nos últimos cinqüenta anos, as ordens internacionais do pós-guerra penetraram mais profundamente nos tecidos sociais e culturais das múltiplas e diversas sociedades internacionais. Há, portanto, uma mudança de substância em relação às experiências históricas anteriores.

(José Flávio Sombra Saraiva. Relações Internacionais: dois séculos de história. Vol II, Brasília, IBRI, 2001, p. 205 (com adaptações) )
A partir do texto acima, julgue os itens que se seguem, relativos aos desdobramentos da evolução das relações internacionais nos últimos cinqüenta anos.
1 ( ) – A Segunda Guerra Mundial trouxe o impacto de encerrar uma ordem internacional marcada pela hegemonia européia e de inaugurar uma outra, definida por fundamentos planetários e por adequado equilíbrio de poder entre todos os Estados.

2 ( ) – A inserção do Terceiro Mundo no ordenamento internacional que se sucede à Segunda Guerra Mundial foi um dos fatores mais relevantes na redefinição da natureza das relações internacionais nos últimos cinqüenta anos.

3 ( ) – O período mercantilista, marcado por uma primeira grande onde de internacionalização do comércio e ampliação das fronteira geográficas, pode ser visto como um sistema internacional similar, em substância e forma, ao sistema internacional da globalização contemporânea.

4 ( ) – Os atentados terroristas nos EUA, em 11 de setembro de 2001, apresentados pelas avaliações apressadas do primeiro momento como um divisor de águas na história das relações internacionais, vêm sendo vistos, mais recentemente, com mais cautela analítica.


Marque a correta:
a) FVFV

b) VFVF


c) VVFF

d) FFVV


e) FFFV
8) (UNESP) É uma ideia grandiosa pretender formar de todo o Novo Mundo uma única nação com um único vínculo que ligue as partes entre si e com o todo. Já que tem uma só origem, uma só língua, mesmos costumes e uma só religião, deveria, por conseguinte, ter um só governo que confederasse os diferentes Estados que haverão de se formar; mas tal não é possível, porque climas remotos, situações diversas, interesses opostos e caracteres dessemelhantes dividem a América.

(Simón Bolívar. Carta da Jamaica [06.09.1815]. Simón Bolívar: política, 1983.)


O texto foi escrito durante as lutas de independência na América Hispânica. Podemos dizer que,
(A) ao contrário do que afirma na carta, Bolívar não aceitou a diversidade americana e, em sua ação política e militar, reagiu à iniciativa autonomista do Brasil.

(B) ao contrário do que afirma na carta, Bolívar combateu as propostas de independência e unidade da América e se empenhou na manutenção de sua condição de colônia espanhola.

(C) conforme afirma na carta, Bolívar defendeu a unidade americana e se esforçou para que a América Hispânica se associasse ao Brasil na luta contra a hegemonia norte-americana no continente.

(D) conforme afirma na carta, Bolívar aceitou a diversidade geográfica e política do continente, mas tentou submeter o Brasil à força militar hispano-americana.

(E) conforme afirma na carta, Bolívar declarou diversas vezes seu sonho de unidade americana, mas, em sua ação política e militar, reconheceu que as diferenças internas eram insuperáveis.
9) (UFU) Cidadãos da capital alemã, artistas e membros de ONGs começaram nesta segunda-feira a vigiar o maior trecho do muro de Berlim que ainda permanece de pé, para evitar a destruição de uma parte da famosa East Side Gallery, devido a algumas obras iminentes. Isso acontece no contexto dos protestos massivos registrados nos últimos dias em Berlim por conta da construção de um quarteirão de imóveis de luxo onde antes foi a Faixa da Morte, o que obrigou o construtor do projeto a desistir de retirar mais partes da East Side Gallery até 18 de março. Enquanto os confrontos aconteciam, um manifestante gritava: "Queremos nosso Muro!"

Disponível em: . Acesso: 2 abr. 2013. (Adaptado)


A partir do texto acima responda:

A) O que representou historicamente a construção do Muro de Berlim em 1961 e a sua queda em 1989.

B) A partir das informações contidas no texto, identifique as disputas existentes em torno da East Side Gallery.
10) (UFU) Em 1868, a exclusão das listas eleitorais de um certo número de Confederados e a recusa de outros em inscrever-se nas listas de forma a não parecerem aprovar a ação do Congresso asseguraram aos negros do Sul uma clara maioria: em 1.363.000 inscritos, eles são 703.000. Evidentemente, não foi preciso muito tempo para que começasse a difundir-se a opinião segundo a qual eram agora os negros que faziam a lei.

MELANDRI, Pierre. História dos Estados Unidos desde 1865. Lisboa: Edições 70, 2006, p.17.


O texto refere-se ao período da Reconstrução Radical (1867-1876) da história dos Estados Unidos.
A) Caracterize o período da Reconstrução Radical.

B) Analise a relação entre o ganho de direitos políticos dos negros e as leis Jim Crow, que seguiam o princípio ―separados, mas iguais‖, que se proliferaram no Sul, a partir de 1876.


11)As reformas religiosas do século XVI dividiram o mundo ocidental entre católicos e protestantes. Entre as novas correntes religiosas, destacam­se o luteranismo e o calvinismo, que defendiam, respectivamente: 
A) a riqueza é um indicativo da salvação; o homem é justificado pelas obras que realiza.  B) a fé é o fundamento da salvação humana; o homem é predestinado ou não à salvação. 

C) os santos medeiam a relação entre Deus e os homens; a salvação é obtida pelas indulgências. 

D)  o trabalho é um mecanismo de purificação da alma;não há mediador entre Deus e os homens.  E) a Bíblia pode ser livremente interpretada; a interpretação bíblica é dada pelosacerdote. 
12) O Sr. W. Cooke Taylor, no  ano  de 1842, por  conta de  uma  viagem pelo  distrito  de Lancashire,  Inglaterra, escreveu:  “Quando um  estrangeiro  passa  pelas massas humanas que  se acumularam ao redor das tecelagens e estamparias... não  pode deixar de  contemplar essas “colmeias abarrotadas”  sem  sensação de  ansiedade  e apreensão que beira o desalento”. 
Com base nos  conhecimentos  sobre  a Revolução  Industrial  na  Inglaterra  e  suas  consequências,  assinale  a  alternativa  CORRETA: 
A)  o trecho evidencia as condições de vida a que foi lançada  a  classe  operária  pela  lei  dos  pobres,  de  1834,  que  suspendeu qualquer tipo  de auxílio  aos necessitados. 

B)  a  citação  refere­se  à  vida  nas  comunidades  feudais  durante  o  século  XIX,  caracterizada  pelo  superpovoamento  causado  pelos  cercamentos. 

C)o cortiço (colmeias abarrotadas),na verdade, era uma  situação passageira na  vida  do operário, pois,  logo que  ele  conseguia emprego,  era fácil adquirir  casa  própria. 

D)  a  expansão das indústrias  pela Inglaterra  promoveu um  grande  êxodo  da  população  rural,  atraída  pelos  altos  salários  pagos no  setor fabril. 

E) a instituição do salário mínimo e dos direitos sociais ainda  na primeira metade do século XIX reverteu essa tendência  de pauperização do operariado.
13) Quando ficou claro que a designação de Homo sapiens

não era tão adequada à nossa espécie como se havia acreditado

— porque, afinal, não somos tão razoáveis como se acreditava

no século XVIII, em seu otimismo ingênuo —,

acrescentaram-lhe a de Homo faber (homem que fabrica).

Entretanto, a expressão Homo ludens (homem que joga) evoca

uma função tão essencial quanto a de fabricar e merece,

portanto, ocupar seu lugar junto à de Homo faber.

Johan Huizinga. Homo ludens. Madri: Alianza, 2001, p. 7 (com adaptações).
Tendo como referência essas informações e aspectos a elas relacionados, julgue os itens.
8 Na Baixa Idade Média, as festas de cavalaria eram momentos privilegiados para se exibir a natureza da aristocracia guerreira, porque, por meio de jogos militares e suas regras, fortalecia-se o modelo de organização social e política dessa época.

12 A importância atribuída à razão e o desenvolvimento da ciência e da sociedade industrial foram determinantes para a definição conceitual e normativa da investigação sociológica, ou seja, para a estruturação da Sociologia como ciência da sociedade.

13 Em Atenas, na época de Péricles (séc. V a.C.), jogos e teatro perderam importância social, porque a população, imbuída de espírito democrático, preferia dedicar-se às atividades políticas e econômicas, visto que estas fortaleciam a cidadania.

14 Na Grécia Antiga, os jogos realizados em Olímpia, a cada quatro anos, constituíam um desafio entre cidades; os atletas — homens livres, jovens, disciplinados e com vigor físico — mostravam, pela competição, a forte presença de elementos guerreiros na organização da sociedade helênica.

15 Na capital do Império Romano, a política do pão e circo — expressão que designa a relação entre o grande número de espetáculos e o estatuto político-social dos patronos — contribui para o entendimento de características fundamentais da vida cívica e social dos romanos daquele período.

16 Na Idade Média, devido às especificidades das condições materiais do período, as definições Homo sapiens, Homo ludens e Homo faber correspondiam, respectivamente, a clero, nobreza e povo.


14) No começo do século XVI, a Europa foi sacudida por um processo que deixaria marcas profundas na vida e no pensamento das pessoas, com desdobramentos visíveis ainda hoje: a Reforma. As cisões que, então, acometeram a Igreja levando à formação de várias religiões denominadas protestantes trouxeram à tona não apenas uma crise religiosa, mas também disputas políticas, que degeneraram em guerras virulentas.
a) EXPLIQUE os principais fatores que possibilitaram a eclosão da Reforma.
b) Percebendo a gravidade da crise, que ameaçava destruir a Instituição, as autoridades responsáveis pela Igreja Católica trataram de reagir ao que consideravam um desafio protestante. CITE três ações empreendidas pelo Papado, à época, visando a se contrapor à Reforma.
15) Observe a figura e responda


Proporções do corpo humano, Leonardo da Vinci (1452 - 1519).
a) A qual concepção artística pertence?

b) Quais as idéias da época que podem ser identificadas nesse desenho?
16) O Renascimento europeu retirou o véu que encobria o espírito e o fazer humanos na Idade Média. Sem esse véu, o homem pôde respirar um novo tempo e se aventurar na descoberta de si mesmo e do mundo que o rodeava. Pôde olhar as estrelas, percorrer os mares-oceanos, descobrir novas terras e gentes, observar seu corpo e debruçar-se sobre a natureza, percebendo suas forças físicas e químicas. A cada passo, o novo homem saía do mundo fechado medieval em direção ao universo infinito moderno. Aos poucos, novas formas de comunicação foram surgindo, engrandecendo as artes, as ciências e as literaturas. Galileu fechou com chave de ouro esse período quando disse que o livro da natureza estava escrito em caracteres matemáticos.

Adaptado de RODRIGUES, Antonio E.M. e FALCON, Francisco. Tempos Modernos. RJ: Civilização Brasileira, 200


Assinale a opção que melhor interpreta as bases culturais do Renascimento europeu.
(A) O Renascimento não é devedor de nenhuma cultura da Antigüidade. Sua base cultural foi a escolástica medieval que lhe forneceu condições transformadoras, elevando o pensamento renascentista aos cumes da teologia católica.

(B) Um dos pilares das transformações renascentistas foi a Antigüidade Clássica que, com sua sabedoria sobre o ser humano e a natureza, criou condições para a descoberta do homem como sujeito de ações e realizador de transformações, ao contrário do homem medieval, que se via apenas como extensão de Deus.

(C) As artes, as ciências e as literaturas, evidências mais significativas da explosão criativa do Renascimento, só avançaram porque tinham, como única base cultural e filosófica, a sabedoria oriental trazida para a Europa, a partir do século XV, nos contatos entre as cidades italianas e Bizâncio.

(D) O Renascimento é herdeiro da filosofia agostiniana, que deu como lema aos representantes desse novo tempo a célebre frase de Galileu “é dando que se recebe”, origem das famosas academias renascentistas.

(E) A cultura renascentista não conseguiu retirar, totalmente, o véu que cegava o homem medieval, que continuou a considerar-se mero realizador de um plano idealizado por Deus e a pensar que o universo, todo, era obra d’Ele.
17) (...) Depois de longas investigações, convenci-me por fim de que o Sol é uma estrela fixa rodeada de planetas que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama. Que, além dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam primeiro como satélites em redor dos planetas principais e com estes em redor do Sol. (...) Não duvido de que os matemáticos sejam da minha opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar conhecimento, não superficialmente mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que darei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem cometer contra mim o abuso de invocar alguns passos da Escritura (sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os seus ataques: as verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos.

(COPÉRNICO, N. De Revolutionibus orbium caelestium.)


Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que embarca em um navio sem leme nem bússola. Sempre a prática deve fundamentar-se em boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra geral, experimente-o duas ou três vezes e verifique se as experiências produzem os mesmos efeitos. Nenhuma investigação humana pode se considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações matemáticas.

(VINCI, Leonardo da. Carnets.)

O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o racionalismo moderno é
(A) a fé como guia das descobertas.

(B) o senso crítico para se chegar a Deus.

(C) a limitação da ciência pelos princípios bíblicos.

(D) a importância da experiência e da observação.

(E) o princípio da autoridade e da tradição
18) No  século  XIX,  na  Europa,  enquanto  se  intensificava  o processo de industrialização, os trabalhadores  viam agravar suas precárias condições de vida. Nesse contexto, desenvolveu­

se o pensamento socialista no afã  de buscar soluções para essa realidade. O pensamento socialista  ficou dividido em duas correntes: socialismo  utópico e socialismo científico. As ideias comum e divergente entre eles são, 

respectivamente: 
A) a tomada do poder político pelo proletariado; a distribuição das riquezas de acordo com as necessidades dos indivíduos. 

B) a base da justiça social está na centralização estatal;  a bondade dos homens levará à igualdade social.  C) o reconhecimento da luta de classes como base das 

desigualdades sociais; o trabalho como mecanismo  produtor de riquezas e bem estar.  D) a transformação social pela revolução; a criação de  uma sociedade alternativa de base humanista e cristã. 

E) a concepção de uma sociedade mais justa; a ausência de análise da 

realidade concreta para  viabilização das transformações sociais. 

19) Antônio Correa era bufarinheiro ou vendedor de miudezas no Peru. Acusaram-no de apóstata porque, tendo sido batizado, praticava a lei de Moisés: era judaizante porque rezava os Salmos de Davi sem o gloria Patri; era



judeu porque guardava os sábados; era rebelde porque possuía uma Bíblia em romance; era fautor de hereges porque, em viagem que fez a Huancavelica, rezava certas orações que, segundo ele, tinham o dom de afastar qualquer perigo, e aconselhava a seus companheiros que o imitassem. (...) preparava-se já a Inquisição para lançá-lo à fogueira, quando o réu se manifestou tão contrito

que o Tribunal dele se apiedou, limitando-se a condená-lo ao uso do sambenito por três anos, com a obrigação, de nos dias de festa, ouvir missa solene na Catedral de Lima, além de outras práticas piedosas.

(Ricardo Palma, relatando processo do século XVII em Lima, citado por José Antônio Lavalle.)


a) Indique o contexto histórico abordado no texto.

b) A partir do texto, indique dois exemplos de acusações freqüentemente utilizadas em processos semelhantes.
20) No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, professor de teologia da Universidade de Wittemberg, afixou na porta de uma igreja daquela cidade um documento em que eram expostas noventa e cinco teses.

(Baseado em Elton, G. R., História da Europa, México, Siglo Veintiuno, 1974, p. 2)


a) Que processo histórico o gesto de Lutero inaugurou

b) Cite duas práticas adotadas pela Igreja Católica condenadas por Lutero.

c) Por que se considera que esse processo histórico acabou facilitando o desenvolvimento do capitalismo
21) Basta  acompanhar  minimamente  o  noticiário  para  perceber  que já  faz  alguns  anos  que a  economia  mundial  atravessa  um  período  de  recessão.  Os especialistas afirmam que, desde 2008, quando a  quebra do Banco Lehman Brothers precipitou uma crise financeira  internacional, a economia  mundial vive um momento de crise. Não obstante, na História, as grandes  perturbações na economia frequentemente têm  consequências no campo da política e do Estado. Nas águas  da  atual  crise  econômica e da insatisfação que ela traz, já  passaram a eleição de Barack Obama, a “primavera árabe” e,  mais recentemente,  os  conflitos  sociais  na Grécia. 
Tendo  em  vista  as  consequências políticas  das  crises  econômicas  ocorridas  durante  o  século  XX,  analise  as  afirmações: 
I) A crise de 1929 teve profundas consequências no campo  da política na medida em que causou a queda de muitos 

regimes  liberais  e  a  ascensão  de  Estados 

intervencionistas. 

II)  A Grande Depressão Econômica que marcou o contexto 

da década de 1950 nos países da Europa e dos Estados  Unidos  levou  ao  poder  uma  série  de  governos  comunistas no  ocidente. 

III) A crise do petróleo de 1973 foi um duro golpe no Estado  de Bem­Estar Social europeu, que se viu obrigado a cortar gastos, ocasião  em que os neoliberais chegaram  ao  poder. 


Estão CORRETAS as afirmações  contidas em:
A)  I e III, apenas 

B)  I, II e III 

C)  I e II, apenas. 

D)  II e III, apenas 

E)  I,  apenas 

22)"Gandhi pregava a resistência à dominação e a luta contra os britânicos por 

meio da não­violência e da desobediência civil, métodos que já havia empregado contra o  Apartheid, na África do Sul, onde vivera. 

A ação de Gandhi consistia em desobedecer as leis 

inglesas sem se importar em sofrer as consequências do  ato, em boicotar os produtos ingleses, em fazer greves 

de fome para que hindus e muçulmanos deixassem de 

lado as divergências religiosas e se unissem em favor 

da causa comum: a independência. Sua figura acabou  por conquistar admiradores no mundo todo, inclusive na 

Inglaterra, e o gandhismo inspira até hoje os 

movimentos pacifistas.” 

http://educacao.uol.com.br/historia/independencia­da­india­nao­vio­ 

lencia­e­desobediencia­civil­de­ghandi.jhtm. Acesso em 27 out. 2012 


O surgimento de novas nações na Ásia foi consequência  da Segunda Guerra Mundial, e um dos momentos mais 

importantes  desse contexto histórico  foi a 

Independência da Índia. Analise e assinale a alternativa CORRETA: 
A) A Índia era a principal colônia britânica da Inglaterra, 

já que era uma fonte econômica considerável.  B) A Índia, que era a principal fonte de lucros para os 

ingleses, lutou e obteve sua independência através 

de lutas sangrentas e boicote à Inglaterra.  C) A Índia obteve sua independência com o enfraquecimento da Inglaterra pela 2ª Guerra Mundial e com o  princípio da não violência. 

D) A Índia adquiriu  sua independência pela união dos 

grupos islâmicos e hinduístas que se mobilizaram 

deixando de lado as divergências religiosas. 

E) A Índia conquistou sua independência através da  obediência civil e pelos conflitos ocasionados por 

cidadãos islâmicos e hinduístas. 

23) No processo da Revolução Francesa, quando destruíram os últimos resquícios do feudalismo na eufórica noite de 4 de agosto de 1789, os deputados concordaram em manter o dízimo da Igreja, em vez de simplesmente aboli-lo sem qualquer compensação. Mas, desde então, houve sinais de que a promessa seria abandonada. “Eles desejam ser livres, mas não sabem ser justos”, reclamou o abade de Seyès, referindo-se a alguns colegas da Assembleia. Robespierre não era nem antipadres nem anticlerical; é difícil determinar sua posição quanto ao futuro da Igreja na Revolução. Às vezes, era

veemente crítico e, em outras vezes, retornava à interpretação da doutrina cristã, pois, a seu ver, o cristianismo era a religião dos pobres e daqueles de coração puro — riqueza chamativa e luxo não deveriam fazer parte dele. Os pobres, segundo ele, eram oprimidos não apenas pela fome, mas também pelo

espetáculo escandaloso de clérigos autoindulgentes, que esbanjavam insensivelmente o que pertencia aos pobres por direito.

Ruth Scurr. Pureza fatal: Robespierre e a Revolução Francesa. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2009, p. 140-1 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue os itens.


23 - A invasão da Península Ibérica, etapa do expansionismo francês conduzido por Bonaparte, gerou cenário estimulador do processo de independência das colônias espanholas e portuguesa na América.

28 - As características aristocráticas, conservadoras e eclesiásticas do sistema feudal, que impediam práticas comerciais e financeiras, explicam a sobrevivência desse sistema até 1789.

29 - O dízimo, imposto que abrangia o universo dos cristãos, possibilitou que os papas, desde a Idade Média até o final do Antigo Regime, destinassem a Roma 10% da riqueza produzida na Europa, o que transformou a Igreja na principal instituição a ser combatida pelos iluministas e revolucionários do século XVIII.

30 - A Reforma, ocorrida quase três séculos antes da Revolução Francesa, constituiu evento de ruptura no interior do cristianismo. Entre outros aspectos, ela condenava o espetáculo pouco cristão dos eclesiásticos católicos, quer no

plano econômico, quer no plano dos costumes.

31 - A forma como a autora do texto refere-se ao abade de Seyès e a Robespierre permite compreender a convivência, no auge dos acontecimentos da Revolução Francesa, de duas perspectivas, a tradicional e a moderna, assumidas, inclusive, por um mesmo indivíduo.

32 - Os miseráveis da época mencionada no texto não eram representantes da totalidade do povo, o qual, como categoria social, compreendia também indivíduos e grupos que estavam além da linha de miséria. Essa categoria teria, em seguida, seu significado ampliado ao nível político da nação.
24) As horas canônicas eram anunciadas pelo toque dos sinos, que mandavam à distância o som que funcionava como voz da eternidade, marcando o tempo de todas as pessoas. Tempo de repouso e tempo de trabalho; tempo de oração e tempo de festa; tempo de vida e tempo de morte.

(Paulo Miceli, O feudalismo.)


O operário transforma-se, por sua vez, num especialista em “olhar o relógio”, preocupado apenas em saber quando poderá escapar para gozar as suas escassas e monótonas formas de lazer que a sociedade industrial lhe proporciona.

(George Woodcock, Os grandes escritos anarquistas.)


Nos dois momentos históricos descritos, considerando o cotidiano do homem, compare a percepção e o controle do tempo.
25) “Para os que cresceram antes de 1914, o contraste foi tão impressionante que muitos (...) se recusaram a ver qualquer continuidade com o passado. ‘Paz’ significava ‘antes de 1914’: depois disso veio algo que não mais merecia esse nome. Era compreensível. Em 1914 não havia grande guerra fazia um século, quer dizer, uma guerra que envolvesse todas as grandes potências, ou mesmo

a maioria delas (...).”

(Eric Hobsbawm, Era dos Extremos: o breve século XX)
a) Na economia, o que caracterizou o período de “paz”, citado pelo autor?

b) Explique um motivo da guerra a que Hobsbawm se refere.
26) O ano de 1848 ficou célebre em razão da onda de revoluções que varreu, então, a Europa: o evento denominado Primavera dos Povos. O objetivo maior dos revolucionários de toda parte era alcançar a liberdade e combater a opressão; em algumas regiões, porém, as palavras de ordem reivindicavam, também, o fim do jugo estrangeiro, ou seja, demandavam autonomia para as nações.
Considerando-se os eventos ocorridos em 1848 e suas conseqüências, é CORRETO afirmar que,
A) na Alemanha, se instalou, com sucesso, uma República parlamentar, que aboliu as instituições imperiais e consolidou a unidade do país.

B) na França, se proclamou, outra vez, a República, mas Luís Napoleão Bonaparte, o presidente eleito, instituiu, por meio de um golpe, o II Império.

C) na Inglaterra, uma série de greves gerais colocou em xeque a Monarquia, que precisou recorrer à Lei Marcial para recobrar a ordem.

D) na Rússia, os revolucionários ocuparam o poder durante alguns meses, o que provocou reação sangrenta e guerra civil.

E) Nos EUA, derrubou-se, pela força, a república. Foi instaurada uma monarquia nos moldes ingleses que perdura até nossos dias.
27) “Com que direito impõem aos operários e aos camponeses uma forma determinada de governo ou de organização econômica? Com o direito da revolução, dizem. Mas a revolução quando age despoticamente, em lugar de provocar a liberdade nas massas, provoca nelas a reação”.

BAKUNIN Apud GALLO, Sílvio. Anarquismo: uma introdução filosófica e política. Rio de Janeiro: Achiamé, 2006. p. 74.


Sabendo que Bakunin é um líder anarquista da segunda metade do século XIX, assinale a alternativa CORRETA.
A) Durante a 1ª Internacional (AIT), o anarquismo foi consensualmente reconhecido por seus princípios e proposições de libertação das sociedades, diferenciando-se de noções vulgares de desordem e desarticulação.

B) As ações anarquistas no Brasil, sobretudo nas atividades políticas, até a década de 1930, foram toleradas pelo do governo, como a decisão de negociação com os estrangeiros ligados a mobilizações de trabalhadores.

C) Convergências sobre práticas e fundamentos políticos levaram a acordos entre líderes da chamada “esquerda” e, ainda no século XIX, causaram impactos decisivos nos movimentos socialistas e anarquistas internacionais.

D) Entre os princípios libertários básicos, de teoria e ação do anarquismo, estão: a autonomia individual, a autogestão social, o internacionalismo, a greve geral e a ação direta.

E) As grandes revoluções do século XX foram totalmente sustentadas na idéias do anarquismo, vide os exemplos da Rússia e China, onde houve uma imediata eliminação do aparelho estatal.
28) Analise a imagem a seguir.

GÉRÔME, Jean-Léon. O mercado de escravos ou À venda (1867). Disponível em: . Acesso em: 21 set. 2010.


No século XIX, durante a expansão imperialista, o Romantismo estabeleceu um padrão de representação estética do Oriente. Na obra do pintor francês Jean-Léon Gérôme (1824-1904), o olhar europeu sobre o Oriente é evidenciado por meio
(A) do estranhamento concedido às personagens em segundo plano, sugerindo repúdio à escravidão.

(B) da imagem da mulher oriental, delineando a escrava nos padrões de beleza e erotização ocidentais.

(C) da simetria entre os planos, refletindo a semelhança dos estratos sociais representados.

(D) da temática do comércio de escravos, valorizando o princípio da diferença cultural.

(E) da utilização de padrões arquitetônicos greco-romanos, representando o espaço do mercado oriental.
29) I. Em 1914, 85% das terras do planeta eram áreas coloniais. O dado é impressionante e nos revela de que maneira a Europa tornou-se “senhora do mundo”. Tal número é reflexo de um novo movimento imperialista ocorrido principalmente a partir dos anos 1870. (...) Importa destacar que naquele momento [década de 1870] formulou-se um emaranhado de explicações culturais, humanitárias e filosóficas para explicar a necessidade do imperialismo.

(Adhemar Marques e outros, História contemporânea através de textos.)


II. Ainda em 1939, a Grã-Bretanha tinha comércio “internações” comparável ao dos Estados Unidos, e uma força industrial tão desenvolvida quanto a da Alemanha. (...) a guerra fria e os conflitos do Oriente Médio continuavam a onerar o orçamento, ao passo que a Alemanha e o Japão, e até a Itália, concorrentes industriais, podiam se reconstruir sem ter que suportar esses fardos.(...) Na África do Norte [francesa], por exemplo, a ajuda financeira metropolitana direta quadruplicou, de 1948 a 1951, e, no mesmo período, 15% dos investimentos franceses foram para as colônias, proporção que alcançou 20% em 1955.

(Marc Ferro, História das colonizações – Das conquistas às independências – Séculos XIII a XX.)


a) Como as nações européias justificavam a ocupação e a neocolonização da África a partir do século XIX?

b) No fragmento II, identifique o problema vivido pela França e pela Grã-Bretanha em relação aos seus espaços neocoloniais na África.

30) Observe as imagens:



Garibaldi, em pintura do Museu Bismarck elimina seus opositores,

do Ressurgimento. Charque de Pinot e Sagaire, séc. XIX.


a) A que movimentos europeus esses personagens históricos estiveram ligados?

b) Explique uma conseqüência socioeconômica de cada um desses movimentos.
31) “Os homens da Idade Média procuravam na Bíblia um modelo que lhes guiasse o comportamento em relação à usura. [...] As transformações da sociedade ocidental cristã nos séculos XII e XIII tornavam a realidade da prática usurária possível e muitas vezes socialmente útil. [...] Às vésperas do nascimento dos grandes movimentos econômicos que preparam o advento do capitalismo moderno, a teologia medieval salvará o usurário do inferno ao inventar o purgatório. O usurário terá assim atingido seu duplo objetivo: salvaguardar sua bolsa na terra sem perder a vida eterna.”

(FRANCO Jr. Hilário. A Bolsa e a vida: a usura na Idade Média. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989. s.p.)


Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema podemos inferir que
a) Esse momento histórico caracteriza-se pelo início do processo de acumulação de riquezas monetárias com pleno aval da ética cristã.

b) Na Idade Média, as práticas da vida material estavam separadas das práticas da vida religiosa.

c) Nesse período da história, a sociedade medieval tornava a prática da usura socialmente aceitável.

d) O fenômeno da usura era econômico, mas não atingia o âmbito da moral e da religião.


32) A Peste Negra dizimou boa parte da população européia, com efeitos sobre o crescimento das cidades. O conhecimento médico da época não foi suficiente para conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de dia e de noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam-se mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o fim do mundo.”

Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M. Bowsky. The Black Death: a turning point in history? New York: HRW, 1971 (com adaptações).


O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da Peste Negra, que assolou a Europa durante parte do século XIV, sugere que
A) o flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos tempos.

B) a Igreja buscou conter o medo da morte, disseminando o saber médico.

C) a impressão causada pelo número de mortos não foi tão forte, porque as vítimas eram poucas e identificáveis.

D) houve substancial queda demográfica na Europa no período anterior à Peste.


33) Observe a imagem, que ilustra a capa de um manuscrito inglês do século XVI.

(www.bridgemanart.com)


É correto relacionar a imagem
(A) com práticas em vigor desde a Idade Média, período no qual se incentivou o estudo do corpo humano por meio da dissecação.

(B) às práticas de bruxaria então em voga, que garantiam ser possível determinar a localização exata da alma humana.

(C) aos processos inquisitoriais e às torturas impostas aos acusados, que eram considerados possuídos pelo demônio.

(D) à crença na razão e na capacidade humana de compreender os processos naturais e biológicos, postura típica do Renascimento.


34) A independência das colônias espanholas na América deveu-se a diversos fatores. Assinale a opção na qual todos os fatores relacionados contribuíram para essa independência.


  1. Política mercantilista da Espanha; influência da independência brasileira; interesse dos Estados Unidos no comércio das colônias espanholas.

  2. Monopólio comercial em benefício da metrópole; desigualdade de direitos entre os criollos, nascidos na colônia, e os chapetones, nascidos na Espanha; enfraquecimento da Espanha pelas guerra napoleônicas.

  3. Influência das idéias políticas de Maquiavel; auxílio militar brasileiro à independência dos territórios vizinhos; exemplo da independência dos Estados Unidos.

  4. Liberalismo político e econômico, adotado pelas cortes espanholas; enfraquecimento do governo espanhol por causa da intervenção militar francesa; política do Congresso de Viena favorável à independência das colônias.

35) “A Guerra Civil Americana (1861-65) representou uma confissão de que o sistema político falhou, esgotou os seus recursos sem encontrar uma solução (para os conflitos políticos mais importantes entre as grandes regiões norte-americanas, o Norte e o Sul). Foi uma prova de que mesmo numa das democracias mais antigas, houve uma época em que somente a guerra podia superar os antagonismos políticos.”

(EISENBERG, Peter Louis. Guerra Civil Americana. São Paulo, Brasiliense, 1982)

Dentre os conflitos geradores dos antagonismos políticos referidos no texto está a:



  1. manutenção, pela sociedade sulista, do regime de escravidão, o que impediria a ampliação do mercado interno para o escoamento da produção industrial nortista.

  2. opção do Norte pela produção agrícola em larga escala voltada para o mercado externo, o que chocava com a concorrência dos sulistas que tentavam a mesma estratégia.

  3. necessidade do Sul de conter a onda de imigração da população nortista para seus territórios, o que ocorria em função da maior oferta de trabalho e da possibilidade do exercício da livre-iniciativa.

  4. ameaça exercida pelos sulistas aos grandes latifundiários nortistas, o que se devia aos constantes movimentos em defesa da reforma agrária naquela região em que havia concentração da propriedade da terra.

36) Nas ruas de Buenos Aires é possível ouvir os sotaques de todos os dialetos italianos, além do catalão que era a língua dos trovadores, o galego na qual o rei sábio compunha suas ‘cantigas’, o francês do norte e do Midi, o galês, o inglês de todos os condados e assim por diante. E todos esses sons e modos de expressão diferentes tornam nossa audição cosmopolita e nos incapacitam para sequer tentar imobilizar a língua nacional, na qual são escritos nossos numerosos periódicos, na qual nossas leis são debatidas e promulgadas, e que é o veículo pelo qual nós, porteños, os comunicamos.



GUTIÉRREZ, Juan María. Apud. MYERS, Jorge. Língua, história e política na identidade argentina, 1840-1880. In. PAMPLONA, Marco A. e DOYLE, Don H. (orgs.). Nacionalismo no Novo Mundo: a formação de Estados-Nação no século XIX. Rio de Janeiro: Record, 2008. P. 193-196.
O debate sobre o status da língua “argentina” ganhou destaque nas últimas décadas do século XIX. Juan María Gutiérrez, em 1873, posicionava-se contra a política cultural da Espanha de preservação da pureza da língua espanhola nas antigas colônias. Segundo Gutiérrez, a ideia de impureza da língua argentina está relacionada


  1. Ao reconhecimento das várias influências linguísticas na composição da língua argentina: a europeia, a indígena e a criolla.

  2. Ao projeto de identidade nacional formada por várias interações linguísticas e culturais advindas do processo de imigração.

  3. À reação argentina contra a valorização da cultura ibérica empreendida por imigrantes espanhóis, jornalistas, artistas e escritores.

  4. À posição de subalternidade assumida pelos países latinoamericanos frente ao imperialismo europeu vigente no período.



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