Professor: João Timótheo Maciel Porto Iniciação a Ciência



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Professor: João Timótheo Maciel Porto

Iniciação a Ciência

Hegel

O Idealismo Lógico


Concebendo a realidade como vir-a-ser. Este vir-a-ser, é racionalizado, elevando a processo dialético.
A razão é a realidade profunda das coisas, a essência do próprio Ser. Ela é não só um modo de pensar as coisas, mas o próprio modo de ser das coisas: "O racional é real e o real é racional". Idealismos por excelência.
É o ser em sua totalidade que é significativo e cada acontecimento particular no mundo.
As estruturas sociais, assim como os pensamentos dos homens, podem ser modificadas, subvertidas no decurso da história. "A história universal nada mais é do que a manifestação da razão".
O panteísmo hegeliano identifica Deus com a História. “Deus não é o que se realiza na história”.
“A história, é uma odisséia do Espírito Universal".
O Espírito humano é de início uma consciência confusa, um espírito puramente subjetivo, é a sensação imediata.
Depois, ele consegue encarnar-se, objetivar-se sob a forma de civilizações, de instituições organizadas.
O espírito objetivo que se realiza "no mundo da cultura".
Enfim, o Espírito se descobre mais claramente na consciência artística, para finalmente apreender-se na Filosofia.
A filosofia é o saber de todos os saberes. a sabedoria suprema que, no final, totaliza todas as obras da cultura.

A força não "oprime" o direito, mas o exprime, que aquele que é vitorioso na História é, simultaneamente, o mais dotado de valor e que a virtude, "exprime o curso do mundo".

A Dialética

o procedimento superior do pensamento


O pensamento não é mais estático, ele procede por meio de contradições superadas, da tese à antítese e, daí, à síntese, como num diálogo em que a verdade surge a partir da discussão e das contradições.

O ser, puro e simples, equivale ao não-ser (eis a antítese). É fácil ver que essa contradição se resolve no vir-a-ser (posto que vir-a-ser é não mais ser o que se era). Os dois contrários que engendram o devir (síntese), aí se reencontram fundidos, reconciliados.


O racionalidade absoluta da realidade da experiência devia ser concebida mediante o vir-a-ser absoluto (de Heráclito), onde um elemento gera o seu oposto, e a negação e o mal são condições de positividade e de bem.



Coincidente com a ontologia, em que o próprio objeto já não é mais o ser, mas o devir absoluto.



Lógica

Lógica tradicional

Lógica hegeliana

O ser é idêntico a si mesmo (princípio de identidade e de contradição).

A realidade é mudança, devir (passagem de um elemento ao seu oposto).

O conceito é universal abstrato

O conceito é universal concreto

Distingue substancialmente a filosofia, cujo objeto é o universal e o imutável

assimila a filosofia com a história, enquanto o ser é vir-a-ser;


distingue-se da ontologia (o pensamento não apreende o ser total, não o esgota, como faz o pensamento de Deus)

coincide com a ontologia (a realidade é a dialética do próprio "logos" divino)







Estética

“A filosofia é o único lugar onde o conceito pode ser construído”.

E que a desconstrução não é meramente um processo intelectual, mas também social, histórico e ideológico.

Esteta

Artista

A estética deve celebrar a potência da filosofia e ficar a escuta da prática

As obras produzidas estimulam novos conceitos

A estética busca a produção do conceito na obra.

Os artistas, por sua vez, desejam produzir obras que se legitimem conceitualmente.

O trabalho do esteta é teórico

O trabalho do artista é sensível.

Produzi rótulos diacrônicos pautados na da história da arte e da filosofia.


Os artistas deixam as marcas na filosofia e no sensível.

Busca as possíveis conexões entre obra e teoria




A obra e a estética relacionam-se dialeticamente






Afasta a natureza do conceito e diz que este é pura produção do espírito, e justamente por ser algo criado, construído, supera o belo natural.


Kant propõe um apagamento na obra dos seus traços de produção, procurando assim parecer natural.
A dicotomia entre natureza e cultura, hoje são bastante tênues, pois as produções do "espírito" como diz Hegel, estão inseridas no que se concebe como natureza, e natureza não se separa mais das produções do espírito. Essa tese se sustenta na concepção complexa de ecologia, onde se constata que a partir da intervenção tecnológica do homem nos processos ecológicos já não é mais possível se conceber separadamente natureza e cultura. (ler sobre:Deleuze e Guattari)
A teoria do gosto, contudo, envolve questões de ordem subjetiva, ideológica e de produção de sentido através da mídia.
Ao esteta, já que lhe cabe o papel de juiz, convém estar o mais bem informado possível e não se deixar levar por questões mesquinhas e barganhas econômicas
As redes de comunicação têm produzido revoluções cognitivas e comportamentais que não podem deixar de serem consideradas como fatores constituintes de uma modernidade que aflora e aponta horizontes, inclusive no gosto estético.
O gosto fragmentou-se e a arte cumpre outras necessidades do espírito. Os computadores não são simplesmente ferramentas de operação, mas extensões do homem.
Nossa relação, especialmente com as tecnologias de virtualização, tem nos proporcionado outros modos de ver e interpretar o mundo.
Todos podem virtualmente ser artistas, logo, se a categoria artista é válida para todos, ela perde então sua consistência enquanto categoria que designa algo.


Dialética de Hegel

Um exemplo célebre da dialética hegeliana que será um dos pontos de partida da reflexão de Karl Marx. Trata-se de um episódio dialético tirado da Fenomenologia do Espírito, o do senhor e o escravo. Dois homens lutam entre si. Um deles é pleno de coragem. Aceita arriscar sua vida no combate, mostrando assim que é um homem livre, superior à sua vida. O outro, que não ousa arriscar a vida, é vencido. O vencedor não mata o prisioneiro, ao contrário, conserva-o cuidadosamente como testemunha e espelho de sua vitória. Tal é o escravo, o "servus", aquele que, ao pé da letra, foi conservado.



a) O senhor obriga o escravo, ao passo que ele próprio goza os prazeres da vida. O senhor não cultiva seu jardim, não faz cozer seus alimentos, não acende seu fogo: ele tem o escravo para isso. O senhor não conhece mais os rigores do mundo material, uma vez que interpôs um escravo entre ele e o mundo. O senhor, porque lê o reconhecimento de sua superioridade no olhar submisso de seu escravo, é livre, ao passo que este último se vê despojado dos frutos de seu trabalho, numa situação de submissão absoluta.

b) Entretanto, essa situação vai se transformar dialeticamente porque a posição do senhor abriga uma contradição interna: o senhor só o é em função da existência do escravo, que condiciona a sua. O senhor só o é porque é reconhecido como tal pela consciência do escravo e também porque vive do trabalho desse escravo. Nesse sentido, ele é uma espécie de escravo de seu escravo.

c) De fato, o escravo, que era mais ainda o escravo da vida do que o escravo de seu senhor (foi por medo de morrer que se submeteu), vai encontrar uma nova forma de liberdade. Colocado numa situação infeliz em que só conhece provações, aprende a se afastar de todos os eventos exteriores, a libertar-se de tudo o que o oprime, desenvolvendo uma consciência pessoal. Mas, sobretudo, o escravo incessantemente ocupado com o trabalho, aprende a vencer a natureza ao utilizar as leis da matéria e recupera uma certa forma de liberdade (o domínio da natureza) por intermédio de seu trabalho. Por uma conversão dialética exemplar, o trabalho servil devolve-lhe a liberdade. Desse modo, o escravo, transformado pelas provações e pelo próprio trabalho, ensina a seu senhor a verdadeira liberdade que é o domínio de si mesmo. Assim, a liberdade estóica se apresenta a Hegel como a reconciliação entre o domínio e a servidão.


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