Professor: zoroastro cardoso



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UFRN

DISCIPLINA: HISTÓRIA ECONÔMICA GERAL

PROFESSOR: ZOROASTRO CARDOSO
ROTEIRO DE AULA/TEXTO: ECONOMIA RURAL NA IDADE MÉDIA.

LIVRO: FOURQUIN, GUY. HISTÓRIA ECONOMICA DO OCIDENTE MEDIEVAL. LISBOA: EDIÇÕES 70, 2000. P. 203-238.
I – INTRODUÇÃO: CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DA ECONOMIA MEDIEVAL:

A) ECONOMIA RURAL/AGRÁRIA;

B) REGIME DE SERVIDÃO.
II – SENHORIO FUNDIÁRIO E SENHORIO BANAL.

  1. O SENHORIO FUNDIÁRIO EXPLORA:

A) DIRETAMENTE SEU DOMINIO OU RESERVA (FEUDO);

B) INDIRETAMENTE AS “TENURES” CEDIDAS AOS CAMPONESES OU SERVOS DA GLEBA (RENDAS PELO USO DA TERRA E USOFRUTO DAS COLHEITAS).

  1. O SENHORIO BANAL: RECEBE RENDAS PELO USO DOS SEUS INSTRUMENTOS E EQUIPAMENTOS (MOINHO, FORNO).


III – FRAGMENTAÇÃO DAS PROPRIEDADES E EVOLUÇÃO DA RESERVA;

1 – AO LONGO DA IDADE MÉDIA AS GRANDES PROPRIEDADES FORAM DIVIDIDAS EM LOTES NOS DOMINIOS:

A) DA IGREJA (TERRAS DOS MOSTEIROS E ABADIAS; BISPADOS; DIOCESES);

B) SENHORIAIS LAICOS;

C) DAS VILAS EM SUA ÁREA TERRITORIAL DE JURISDIÇÃO.

MANSOS” FRACIONADOS EM “TENURES” FAMILIARES OU “QUARTEIROS” VARIAVAM DE TAMANHO; ERAM TERRAS DE “SENHORIO BANAL” REDUZIDAS À HABITAÇÃO, DEPENDENCIAS, HORTA E PATIO.



2 – AS “PARTILHAS” ACONTECIAM POR DIVERSOS MEIOS:

  1. PROMESSAS E ESMOLAS (TERRAS DOADAS À IGREJA);

  2. EXPLORAÇÃO DAS “RESERVAS” DE ABADIAS, MOSTEIROS E DIOCESES POR TERCEIROS;

  3. VILAS E “RESERVAS” EM RUINA QUE SE DIVIDIAM;

  4. OBRAS DE “ARROTEAMENTO” (DESMATAMENTO PARA EXPLORAÇÃO AGRICOLA OU PECUÁRIA);

  5. SURGIMENTO DE NOVAS RESERVAS E TENURES;

  6. CRIAÇÃO DE NOVAS VILAS COM JURISDIÇÃO TERRITORIAL DESMEMBRADA DA ANTERIOR;

  7. MELHORIA DO COMÉRCIO COM AUMENTO DA DEMANDA POR ABASTECIMENTO RURAL E URBANO;

  8. BUSCA DE LUCROS COM NEGÓCIOS LIGADOS A COMPRA E VENDA DE TERRAS.


IV – TRABALHO E MÃO DE OBRA DIRETA NA ECONOMIA MEDIEVAL:

A) SERVOS DOMÉSTICOS: LACAIOS, CAMPONESES, PREBENDEIROS;

B) MINISTERIAIS: FAZIAM TRABALHO ESPECIALIZADO E ERAM ISENTOS DE IMPOSTOS EM ESPÉCIE OU MATERIAIS;

C) ASSALARIADOS E JORNALEIROS (SOBRETUDO NO TEMPO DA COLHEITA);

D) VILÕES: EXPLORAM “TENURES” E PRESTAM SERVIÇO NO “DOMINIO SENHORIAL”.
V – TAXAS, MULTAS E OUTROS ENCARGOS SOBRE CAMPONESES COBRADOS PELO “SENHORIO”: BANALIDADE; TALHA; CENSIVE; TENURE; CORVÉIA; DIZIMO; E OUTRAS.
VI – REAÇÃO DOS CAMPONESES CONTRA A EXPLORAÇAO SENHORIAL:

A) A “JUSTIÇA PRIVADA” ERA EXERCIDA DIRETAMENTE PELOS SENHORES FEUDAIS OU INDIRETAMENTE POR SEUS MINISTERIAIS/PREBENDEIROS COM FUNÇÕES JUDICIÁRIAS E ECONOMICAS NA COBRANÇA DOS ENCARGOS E NA OBTENÇÃO DE RENDAS DIVERSAS.

B) EM FACE DAS “EXAÇÕES” (RIGOR NA COBRANÇA DE TAXAS, MULTAS, ENCARGOS DIVERSOS) E DA EXPLORAÇÃO SOBRE OS TRABALHADORES, OS CAMPONESES FAZEM PRESSÃO SOCIAL, OBTENDO ALGUMAS CONQUISTAS, TAIS COMO: CARTA DE ARROTEAMENTO; CARTAS DE FRANQUIA; DIREITO DE FUNDAR ALDEIAS E VILAS; ALFORRIA; REDUÇÃO DOS ENCARGOS; LIBERDADE DE IR E VIR COM BENS E PESSOAS; INOVAÇÕES CONTRATUAIS E COSTUMEIRAS FAVORÁVEIS AOS CAMPONESES.

VII – “DOMINIO EMINENTE” (SENHOR FEUDAL) E “DOMINIO ÚTIL” (RENDEIRO).

1 – MEDIANTE OS DIREITOS DE “DOMINIO EMINENTE”, O SENHOR EXERCE SEUS DIREITOS SOBRE A RESERVA E DEPENDENTES, IMPONDO ENCARGOS PESADOS AOS CAMPONESES E SEUS DEPENDENTES.

2 – PELOS DIREITOS DECORENTES DO “DOMÍNIO ÚTIL”, FOREIROS E RENDEIROS USUFRUEM DE CERTOS DIREITOS DE USO DO LOTE DE TERRA SOB SEU DOMÍNIO EM FORMA DE “TENURE DE FORO” QUE SE TORNA OBJETO DE HERANÇA E ALIENAÇÃO.

3 – HÁ DUAS FORMAS DE “TENURES”:

  1. FORO (RENDA OU PRESTAÇÃO SOBRE A TERRA);

  2. CHAMPART (SOBRE A RENDA AGROPECUÁRIA).

4 – COBRADORES DAS “TENURES” E DE OUTROS ENCARGOS VIERAM A CONSTITUIR UMA PEQUENA ARISTOCRACIA RURAL.
VIII – COMERCIO E ABASTECIMENTO MEDIEVAL NOS SEC. X-XIII.

1 – AUMENTO DA POPULAÇÃO URBANA E RURAL;

2 – CRESCIMENTO DA DEMANDA E DO ABASTECIMENTO URBANO.

3 – ESPAÇOS DE COMPRA/VENDA: FEIRAS, MERCADOS, VILAS, ALDEIAS.

4 – PRODUTOS PRINCIPAIS DA AGROPECUÁRIA E ECONOMIA MEDIEVAL: VINHOS, CEREAIS, ARTESANATO, BOVINOS E OVINOS.

5 – VIAS DE TRANSPORTE NA EUROPA MEDIEVAL: FLUVIAL, TERRESTRE E MARITIMO.

6 – COMÉRCIO GROSSISTA E VAREJISTA: MASCATES E MERCADORES.
IX – EXPLORAÇÕES RURAIS E RENDAS: GRANJAS E MINIFUNDIOS; LOTES E DOMINIOS; PRODUTOS DOS BOSQUES, LAGOS E RIOS; CONTRATOS DE ARRENDAMENTOS; OUTROS.
X – CAPITAL E MERCADORES: CREDITO AGRICOLA; CAPITAL MOBILIARIO; EMPRÉSTIMOS (USURA).
CONCLUSÃO


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