Professora: sonia aparecida prado disciplina: ensino religioso



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COLÉGIO ESTADUAL SANTA CRUZ

PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR

PROFESSORA: SONIA APARECIDA PRADO

DISCIPLINA: ENSINO RELIGIOSO


CASCAVEL/NOVEMBRO

2010
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
No âmbito legal, o ensino religioso atende as expressões da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n° 9.394/96 (LDBEN) sendo uma disciplina escolar de oferta obrigatória para a escola e de matrícula facultativa para o educando. O ensino religioso deve contribuir para o reconhecimento e respeito às diferentes expressões religiosas advindas da elaboração cultural dos povos, possibilitando o acesso às diferentes fontes da cultura sobre o fenômeno religioso.

O ensino religioso, como toda área do conhecimento, tem uma pratica docente própria. E o como fazer, sem espontaneísmo ou pragmatismo, alicerça-se nos princípios da cidadania, do entendimento do outro mesmo que muitas pessoas neguem ser religiosas, é um dado histórico que toda pessoa esteja preparada para ser religiosa, do mesmo modo que é preparada biologicamente para falar determinada língua, gostar disto ou daquilo, comer de uma forma, pois o ser religioso é um dado antropológico cultural, presente no substrato de cada cultura. É um conhecimento que, numa visão pedagógica progressista, oportuniza o saber de si: o educando conhecerá ao longo do ensino fundamental, os elementos básicos que compõe o fenômeno no religioso para que possa entender melhor a sua busca com o Sagrado.

A possibilidade de um Ensino Religioso aconfessional e público só se concretizou legalmente na redação da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996 e sua e sua respectiva correção, 1997, pela lei 9.475. Pela primeira vez na história da inclusão dos temas religiosos na educação brasileira, foi proposto um modelo laico e pluralista com a intenção de impedir qualquer forma de prática catequética nas escolas públicas. A perda do aspecto confessional rompeu com o modelo de ensino dos assuntos religiosos, vigente desde as primeiras formas de consideração da religião na educação brasileira, e impôs aos profissionais responsáveis pela disciplina de Ensino Religioso a tarefa de repensar a fundamentação teórica sobre a qual se apoiar, os conteúdos a serem trabalhados em sala, a metodologia a ser utilizada no ensino, etc. Para viabilizar a proposta de Ensino Religioso no Paraná, Associação Interconfecional de Curitiba (Assintec), formada por um grupo de caráter ecumênico, preocupou-se com a elaboração de material pedagógico e cursos de formação continuada.

O Estado do Paraná elaborou o Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná, em 1990. Na primeira edição do documento, o Ensino Religioso não foi apresentado como as demais disciplinas. Dois anos depois, foi publicado um caderno para o Ensino Religioso, conforme os moldes do Currículo Básico. Sua elaboração, no entanto, ficou sob a responsabilidade da Assintec, com a colaboração da SEED. A SEED sustentou um longo processo de discussão que resultou, em fevereiro de 2006, na primeira versão das Diretrizes Curriculares de Ensino Religioso para a Educação Básica. O resultado final, mas não conclusivo, deste processo é a proposta de implementação de um Ensino Religioso laico e de forte caráter escolar.

Sendo assim, o ensino religioso parte sempre do convívio social dos educandos para que se respeite a tradição religiosa trazida de suas famílias e assim se salvaguarde a liberdade de expressão religiosa de cada um, promovendo uma cultura de reciprocidade, como ideal regulativo da convivência. Só assim o educando se desenvolvera no desarmamento pessoal e no empenho pelo entendimento e respeito à diversidade religiosa. Desse modo fica claro que o ensino religioso não quer fazer prosélitos (seguidores) de qualquer organização religiosa. O ensino religioso, através dos seus conteúdos, proporciona o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. Esses numa seqüência cognitiva e respeitando as características próprias dos educandos em cada série, fazem parte dos conteúdos estruturantes: Paisagem Religiosa, Universo Simbólico Religioso e Textos Sagrados que se sustentam na diversidade cultural-religiosa do Brasil. Nesse sentindo um dos grandes desafios da escola e da disciplina de Ensino Religioso é efetivar uma prática de ensino voltada para a superação do preconceito religioso, como também, desprender-se do seu histórico confessional catequético, para a construção e consolidação do respeito à diversidade cultural religiosa.
OBJETIVOS
A disciplina de Ensino Religioso deve oferecer subsídios para que os estudantes entendam como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o Sagrado. Essa abordagem possibilita estabelecer relações entre as culturas e os espaços por elas produzidos, em suas marcas de religiosidade. Nessa perspectiva o Ensino Religioso contribuirá para superar desigualdades étnico-religiosas, para garantir o direito Constitucional de liberdade de crença e de expressão e, por conseqüência, o direito à liberdade individual e política, atendendo um dos objetivos da educação básica que, é o desenvolvimento da cidadania segundo a LDB 9394/96.

O Ensino Religioso tem por objetivo hoje é o de passar o conhecimento cientifico buscando superar toda e qualquer forma de apologia ou imposição de um determinado grupo de preceitos e sacramentos, pois, na medida em que uma doutrinação religiosa ou moral impõe um modo adequado de agir e pensar, de forma heterônoma e excludente, ela impede o exercício da autonomia de escolha, de contestação e até mesmo de criação de novos valores colaborando assim com a formação integral da pessoa desenvolvendo o trabalho num um ambiente de respeito à diversidade cultural e religiosa.


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
O conhecimento religioso é entendido como um patrimônio por estar presente no desenvolvimento histórico da humanidade. Legalmente, é instituído como disciplina escolar a fim de promover a oportunidade aos educandos de se tornarem capazes de entender os movimentos específicos das diversas culturas e para que o elemento religioso colabore na constituição do sujeito. Sob tal perspectiva, o Ensino Religioso contribui para o desenvolvimento humano, além de possibilitar o respeito e a compreensão de que a nossa sociedade é formada por diversas manifestações culturais e religiosas. O trabalho pedagógico da disciplina de Ensino Religioso será organizado a partir de seus conteúdos estruturantes. Entende-se por conteúdos estruturantes os conhecimentos de grande amplitude que envolve conceitos, teorias e práticas de uma disciplina escolar, identificam e organizam seus campos de estudos e se vinculam ao seu objeto de estudo.

Na disciplina de Ensino Religioso, três são os conteúdos estruturantes:



  • Paisagem Religiosa;

  • Universo Simbólico Religioso;

  • E Texto Sagrado.

Segundo Gil e Alves (2005, p. 51-83) esses conteúdos estruturantes referem-se, respectivamente: Toda forma de sacralização de um objeto depende, integralmente, da experiência do sentimento religioso. Ele constitui a manifestação religiosa por excelência, que escapa à razão conceitual e é reconhecida através de seus efeitos. As paisagens, os símbolos, os textos são frutos dessa experiência e, por essa razão, ela atravessa todos os conteúdos da disciplina de Ensino Religioso.




Paisagem Religiosa - à materialidade fenomênica do Sagrado, a qual é apreendida através dos
sentidos. É a exterioridade do Sagrado e sua concretude, os espaços Sagrados.
Universo Simbólico Religioso
- à apreensão conceitual através da razão, pela qual se concebe o Sagrado pelos seus predicados e reconhece-se a sua lógica simbólica. É entendido como sistema
simbólico e projeção cultural.
Texto Sagrado - à tradição e à natureza do Sagrado enquanto fenômeno. Neste sentido é reconhecido através das Escrituras Sagradas, das Tradições Orais Sagradas e dos Mitos.

CONTEÚDOS BÁSICOS

5a série/6o ano 6a série/7o ano
Organizações Religiosas Temporalidade Sagrada
Lugares Sagrados Festas Religiosas
Textos Sagrados orais ou Ritos
Escritos Vida e Morte
Símbolos Religiosos
CONTEÚDOS BÁSICOS DE ENSINO RELIGIOSO PARA A 5a SÉRIE
Organizações Religiosas



  • Os fundadores e/ou líderes religiosos;

  • As estruturas hierárquicas;

As organizações religiosas estão baseadas nos princípios fundacionais legitimando a intenção original do fundador e os seus preceitos. Assim estabelecem fundamentos, normas e funções a fim de compor elementos mais ou menos determinados que unam os adeptos religiosos e definem o sistema religioso. As organizações religiosas compõem os sistemas religiosos de modo institucionalizado. Serão tratadas como conteúdos, sob a ênfase das principais características, estrutura e dinâmica social dos sistemas religiosos que expressam as diferentes formas de compreensão e de relações com o Sagrado. Ao tratar dos líderes ou fundadores das religiões, o professor enfatizará as implicações da relação que eles estabelecem com o Sagrado, quanto a sua visão de mundo, atitudes, produções escritas, posições político-ideológica, etc.


Lugares Sagrados
Lugar é o espaço familiar para o sujeito, é o local onde se dão suas relações diárias. Constrói-se o entendimento de lugar na relação de afetividade e de identidade onde o particular e histórico acontecem. O que torna um lugar Sagrado é a identificação e o valor atribuído a ele, ou seja, onde ocorreram manifestações culturais religiosas. Assim, os lugares Sagrados são simbolicamente onde o Sagrado se manifesta. No processo pedagógico, professor e aluno podem identificar lugares Sagrados para as diferentes tradições religiosas em função de fatos considerados relevantes, tais como morte, nascimento, pregação, milagre, redenção ou iluminação de um líder religioso. A peregrinação, a reverência, o culto e as principais práticas de expressão religiosa também consagram porções do espaço e as tornam lugares Sagrados: Veja alguns exemplos:

Lugares na Natureza



  • Rios, lagos, montanhas, grutas, cachoeiras, etc.

Lugares Construídos:



  • Igrejas, templos, cidades sagradas, cemitérios, casas de orações, etc.


Textos Sagrados orais ou escritos
São ensinamentos Sagrados, transmitidos de forma oral ou escrita pelas diferentes culturas religiosas, expressos na literatura oral e escrita, como em cantos, narrativas, poemas, orações, pinturas rupestres, tatuagens, histórias da origem de cada povo contadas pelos mais velhos, escritas cuneiformes, hieróglifos egípcios, etc. Entre eles, destacam-se os textos grafados tal como o dos Vedas, o Velho e o Novo Testamento, o Torá, o Al Corão e também os textos Sagrados das tradições orais das culturas africana e indígena.
Símbolos Religiosos
Os símbolos são linguagens que expressam sentidos, comunicam e exercem papel relevante para a vida imaginativa e para a constituição das diferentes religiões no mundo. Neste contexto, o símbolo é definido como qualquer coisa que veicule uma concepção; pode ser uma palavra, um som, um gesto, um ritual, um sonho, uma obra de arte, uma notação matemática, cores, textos e outros que podem ser trabalhados conforme os seguintes aspectos:


  • Dos ritos;

  • Dos mitos;

  • Do cotidiano.


CONTEÚDOS BÁSICOS DE ENSINO RELIGIOSO PARA A 6a SÉRIE
Temporalidade Sagrada

O que diferencia o tempo Sagrado do tempo profano é a falta de homogeneidade e continuidade. Enquanto o homem, em sua vida profana, experimenta a passagem do tempo em que, basicamente, um momento é igual ao outro, na vida religiosa, o homem experimenta momentos qualitativamente diferentes. Os momentos das atividades ordinárias como o trabalho, a alimentação e o estudo são – apesar da possibilidade de serem sacralizados –, de maneira geral, semelhantes e podem seguramente ser substituídos uns pelos outros. O tempo da revelação do Sagrado constitui, por outro lado, o momento privilegiado em que o humano se liga ao divino. Nos ritos, nas festas, nas orações, o homem experimenta um momento especial que pode ser sempre recuperado em outra ocasião. Por essa razão os ritos são, predominantemente, periódicos. O tempo profano, por sua vez, não pode nunca ser recuperado, pois é entendido segundo a idéia de uma sucessão de “agoras”. O passado nunca pode ser, nesse sentido, revivido. Ele dá lugar constantemente ao presente em que está.


Festas Religiosas
Festas Religiosas são os eventos organizados pelos diferentes grupos religiosos, com objetivo da reatualização de um acontecimento primordial: confraternização, rememoração dos símbolos, períodos ou datas importantes. Por exemplo:

  • Peregrinações; festas familiares; festas nos templos; datas comemorativas;

  • Festa do Dente Sagrado (Budista);

  • Ramadã (islâmica);

  • Kuarup (Indígena);

  • Festa de Iemanjá (Afro-brasileira);

  • Pessach (Judaica);

  • Natal (Cristã);


Ritos

Ritos são celebrações das tradições e manifestações religiosas que possibilitam um encontro interpessoal. Essas celebrações são formadas por um conjunto de rituais. Podem ser compreendidas como a recapitulação de um acontecimento Sagrado anterior; servem à memória e à preservação da identidade de diferentes tradições e manifestações religiosas, e podem remeter a possibilidades futuras decorrentes de transformações contemporâneas. Os ritos são um dos itens responsáveis pela construção dos espaços Sagrados. Podemos destacar:



  • Os ritos de passagem;

  • Os ritos mortuários;

  • Os ritos propiciatórios entre outros;


Vida e morte

As religiões procuram dar explicações aos seus adeptos para a vida além da morte, as respostas elaboradas nas diversas tradições e manifestações religiosas e sua relação com o Sagrado podem ser trabalhadas sob as seguintes interpretações: o sentido da vida nas tradições e manifestações religiosas; a reencarnação: além da morte, ancestralidade, espíritos dos antepassados que se tornam presentes, e outras; ressurreição; apresentação da forma como cada cultura/organização religiosa encara a questão da morte e a maneira como lidam com o culto aos

Mortos, finados e dias especiais para tal relação.
METODOLOGIA
O encaminhamento teórico-metodológico da disciplina pressupõe um constante repensar das ações que subsidiarão o trabalho, focando sempre o respeito às diversas manifestações religiosas, como o objetivo de ampliar e valorizar o universo cultural dos educandos. Para tanto é fundamental aproximar a disciplina com as demais áreas do conhecimento.

Todo o conteúdo trabalhado nas aulas de Ensino Religioso tem como intencionalidade contribuir para a superação do preconceito à ausência ou à presença de qualquer crença religiosa, bem como da discriminação e do preconceito sobre qualquer expressão do Sagrado. Para isso torna-se fundamental proporcionar ao aluno o contato com a diversidade cultural religiosa, buscando compreender cada uma delas no contexto dos diferentes povos e/ou grupos.

Como nas demais disciplinas, é necessário pensar a operacionalização do trabalho docente, considerando que o ato de construção do conhecimento se dá a partir da relação sujeito-objeto (no ensino religioso o sujeito-aluno em relação ao objeto – fenômeno religioso) cabe ao professor munir-se de um instrumento (método) que o auxilie nessa articulação. Nesse contexto, as aulas serão encaminhadas por intermédio da leitura de textos escritos e/ou imagéticos, análises de recortes de filmes, depoimentos, discussões, produção de textos, individuais ou em grupos. Outro encaminhamento que poderá ser utilizado durante as aulas são as pesquisas individuais ou em grupos, utilizando o laboratório de informática da escola ou até mesmo outros recursos para as pesquisas como, por exemplo, revistas ou materiais impressos sobre o conhecimento que compõe o conteúdo programático e na seqüência para fechamento da pesquisa apresentação em sala para os demais colegas, pode-se fazer um trabalho voltado para a pagina eletrônica disponível no site da SEED e do NRE o qual poderá contribuir muito para o encaminhamento das analises e explicações por meio da TV Pendrive. Indica-se também como apoio didático e metodológico a observação, a reflexão, e diálogo, isto é, o professor será orientado para tais práticas numa dinâmica de movimento constante. Fornece instrumentos de leitura da realidade através de leituras diversas (textos, imagens, representações teatrais, seminários), bom como será sugerido a participações em manifestações religiosas e expressões do sagrado. Alem desses recursos é possível utilizar materiais e jogos disponíveis on line, propõe-se uma aula dialogada a partir da experiência religiosa dos alunos, dos seus conhecimentos prévios, o contexto e a realidade que vivem para em seguida apresentar o conteúdo a ser trabalhado, acima de tudo é necessário respeitar o direito à liberdade de consciência e a opção religiosa do educando, razão pela qual a reflexão e a analise dos conteúdos valorizarão aspectos reconhecidos como pertinentes ao universo do Sagrado e da diversidade sócio-cultural.
AVALIAÇÃO
O Ensino Religioso não constitui objeto de aprovação ou reprovação, nem terá registro de notas, por ser de matricula facultativa, no entanto há a necessidade de se realizar um processo de avaliação no Ensino Religioso, e para tanto é necessário estabelecer os instrumentos e definir os critérios que explicitem o quanto o aluno se apropriou do conteúdo especifico da disciplina e foi capaz de relacioná-lo com as outras disciplinas e desta forma subsidiar as intervenções por parte do professor. A avaliação pode revelar também em que medida a prática pedagógica, fundamentada no pressuposto do respeito à diversidade cultural e religiosa, contribui para a transformação social.

O acompanhamento da freqüência será realizado via Livro de Registro de Classe, bem como o desenvolvimento do aluno observado por meio da realização de atividades. É importante destacar, nesse contexto que apesar da avaliação em Ensino Religioso não ser computada em termos de notas e freqüência, ela contribui para levantar informações sobre o desenvolvimento do aluno, somando nas analises que são realizadas via Conselho de Classe e demais encaminhamentos adotados pela instituição, visando a melhoria da aprendizagem do aluno e sua postura como sujeito-cidadão.

A avaliação poderá ser observada enquanto apropriação do conteúdo trabalhado em diferentes situações de ensino e aprendizagem, o professor poderá analisar os seguintes critérios:


  • O aluno expressa uma relação respeitosa com os colegas de classe que tem opções religiosas diferentes da sua?

  • O aluno aceita as diferenças de credo ou de expressão de fé?

  • O aluno reconhece que o fenômeno religioso é um dado de cultura e de identidade de cada grupo social?

  • O aluno emprega conceitos adequados para referir-se às diferentes manifestações do sagrado?

A avaliação é um elemento integrante do processo educativo na disciplina de Ensino Religioso. Cabe então ao professor implementar práticas avaliativas e construir instrumentos de avaliação que permitam acompanhar e registrar o processo de apropriação do conhecimento pelo aluno em articulação com a intencionalidade do ensino explicitada no Plano de Trabalho Docente. No processo de avaliação é importante considerar o conhecimento prévio, as hipóteses e os domínios dos alunos e realizá-los com as mudanças que ocorrem no processo de ensino e aprendizagem. O professor deve identificar a apreensão de conteúdos, noções conceitos, procedimentos e atitudes como conquistas dos estudantes, comparando o antes, o durante e o depois. A avaliação não deve mensurar simplesmente fatos ou conceitos assimilados. Deve ter um caráter diagnostico e possibilitar o progresso do aluno e objetiva rever, reorganizar e recriar a sua pratica e seu instrumento utilizado no trabalho pedagógico, é processual e permeia toda a prática no cotidiano da sala de aula. A avaliação, neste contexto, deverá contribuir para a construção de práticas que venham a socializar e analisar o conhecimento religioso, para fornecer a formação integral dos educandos. Ressalta-se ainda que o instrumento de avaliação tenha sua prática embasada no acompanhamento do processo de apropriação do conhecimento pelo aluno pela classe e é na sala de aula, onde cada um pode se exprimir como é ele mesmo, sem máscaras e sem disfarces, que todos se tornam sujeitos na construção de si. Sendo assim os alunos serão avaliados de forma permanente o convívio dos alunos uns com os outros respeitando a diversidade existente, as avaliações poderão ser realizadas de forma oral, registros em caderno, participação nas aulas, trabalhos em grupo e individual, produção de textos, desenhos, interpretação de filmes entre amostras, exposições, apresentações artísticas e culturais, auto-avaliações escritas e orais, visando sempre à participação coletiva.

BIBLIOGRAFIA
Brasil – Lei nº 9394/96 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diários Oficiais da União, 23 de dezembro de 1996.

Cartão, Francisco. O fenômeno Religioso. São Paulo. Editora Setras, 1995 LDB – (Lei de Diretrizes e Bases, 1997)

Diretrizes Curriculares da Educação Básica – Ensino Religioso.

Paraná. Conselho Estadual de Educação. Deliberação nº 03/02. Ensino religioso nas redes Publicas do Estado do Paraná.



Viesser, Sizete C. Um Paradigma didático para o Ensino Religioso. Rio de Janeiro, Vozes, 1994.


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