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SINDICATO E ORGANIZAÇÃO DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS

NO ESTADO DO CEARÁ – OCB/CE
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM DO COOPERATIVISMO NO CEARÁ – SESCOOP/CE
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO DO CEARÁ
EMBRAPA ALGODÃO
EMATERCE
BNB/ETENE

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO

DO COOPERATIVISMO AGROPECUÁRIO NO CEARÁ
PROJETO

ALGODÃO FIBRA FORTE DO CEARÁ
FORTALEZA, FEVEREIRO DE 2011

SUMÁRIO



1.Introdução 3

2.Justificativa 4

3.Breve histórico da cotonicultura no Ceará 4

4.Objetivo do Projeto Algodão 7

5.Metas para a Fase Inicial 7

6.Concepção Geral do Projeto Algodão 11

7.Área de Abrangência do Projeto Algodão 12

8.Análise de Viabilidade Econômica da Atividade Produtiva 13

9. Verticalização da produção com a mini usina de descaroçamento 23




RESUMO DO Projeto Algodão
  1. Introdução


O Projeto Algodão no Ceará está surgindo como uma alternativa para o desenvolvimento econômico e social no Semiárido. Contempla uma estratégia apropriada à realidade da maioria dos agricultores do zoneamento agrícola para a cotonicultura1. Incorpora tecnologia, organização e gestão profissional a uma articulação institucional onde somam-se as especificidades em prol dos objetivos comuns pretendidos.

O suporte tecnológico está sob a responsabilidade da Embrapa, por intemédio do Centro Nacional de Pesquisa do Algodão, localizado em Campina Grande – Paraíba.

O suporte de organização e gestão cooperativista, incluindo os eventos de capacitação nesta área, será incumbência do Sistema OCB/Sescoop-CE, com ênfase na moderna organização cooperativa e gestão profissional.

Os aspectos de assistência técnica e extensão rural, serão coordenados pela SDA/Ematerce, que poderá contar com técnicos do próprio quadro, bem como das instituições parceiras, inclusive municípios.

Os aspectos voltados ao suporte de pesquisa, transferência de tecnologia, bem como de concessão de financiamento para atividades produtivas terão a participação do BNB/Etene.

Outras instituições públicas e empresas privadas também estão aderindo ao Projeto, conforme suas especificidades. Neste sentido, municipais da área selecionada serão parceiros fundamentais para que o Projeto aconteça e tenha êxito.

Para a implementação do Projeto Algodão no Ceará está sendo firmado um acordo de cooperação técnica entre instituições parceiras. Neste sentido, as prefeituras dos municípios a seguir identificados são convidadas a conhecer o Projeto e ele aderir, como parceiros fundamentais para o pleno êxito da iniciativa.

  1. Justificativa


A implementação do Projeto Algodão no Ceará apresenta ênfase no cooperativismo, como estratégia imprescindível de organização e gestão profissional. Esta abordagem do Projeto é justificada por diversas razões, dentre as quais destacam-se as seguintes:

  1. Atualmente é relevante em todo o Brasil a participação do cooperativismo no processo de viabilização da agricultura, pecuária e agroindústria familiar, dos pequenos e médios produtores.

  2. O ramo agropecuário representa importante parcela da economia em diversos estados, mas ainda não é realidade no Ceará. Esta situação pode perfeitamente ser revertida positivamente, por intermédio de uma atividade produtiva apropriada ao Semiárido, como é o caso da cotonicultura nos moldes preconizados por este Projeto.

  3. O cooperativismo pode facilitar o acesso dos produtores familiares à mecanização, condição sine qua non à viabilização das práticas de preparo do solo, controle fitossanitário, colheita e beneficiamento da produção.

  4. O cooperativismo é uma via favorável para agregação de valor à produção, com vantagem aos produtores.

  5. O cooperativismo facilita a inserção dos pequenos produtores em diferentes cadeias produtivas, inclusive a cadeia produtiva do algodão, na perspectiva da competitividade e sustentabilidade.

  6. O momento histórico é favorável para o negócio agrícola do algodão e para o surgimento e consolidação de organizações associativas e/ou cooperativas autênticas, capazes de alcançar o êxito, contribuindo para o desenvolvimento dos municípios e territórios vocacionados a esta atividade.


  1. Breve histórico da cotonicultura no Ceará


A história do cooperativismo no Ceará apresenta muitos pontos em comum com a da cultura do algodão. Grande parte do parque industrial existente ou que existiu no estado é/foi propriedade de organizações cooperativas.

Referindo-se aos aspectos produtivos, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará (SDA), chegou-se a cultivar em 1980 uma área de 1.304.000 hectares, na qual se alcançou um volume de 141.780 toneladas de algodão em caroço. Esta produção gerou uma receita bruta equivalente a R$ 628.411.000,00.

Observando-se a segunda metade do Século XX e os seis primeiros anos da década atual, a década de 1970 foi a que representou a maior média de área em cultivo com o algodão no Ceará (1,2 milhão de hectares), embora a década anterior tenha apresentado os maiores volumes médios de produção (257 mil toneladas de algodão em caroço). As maiores produtividades, entretanto, foram registradas no período mais recente, de 2000 a 2006 (828 kg/ha).

Na Tabela 1 encontram-se dados do algodão no Ceará durante o período de 1950 a 2006, enquanto no Gráfico 1 estão os registros da variação dos preços médios do algodão em caroço no Ceará no mesmo período.

Tabela 1 – Dados quantitativos do algodão no Ceará (período de 1950 a 2006)

Década

Área média (ha)

Produção (t)

Produtividade (kg/ha)

Preços Médios R$/kg

Empregos gerados (nº)




Algodão em caroço


Pluma





1950

350.015

119.482

39.429

337

4,02

87.504

1960

807.052

257.151

84.860

334

2,78

201.763

1970

1.206.491

247.041

81.523

204

3,92

301.623

1980

769.723

123.416

40.727

165

3,40

192.431

1990

125.665

32.744

10.805

351

1,60

43.983

2000/2006

29.913

21.634

7.139

828

1,21

10.470

Fonte: SDA (2010)

Adaptado: Sistema OCB-Sescoop/CE

Gráfico 1 – Evolução do preço do algodão em caroço no Ceará nas décadas de 1950 a 1990 e até 2006 (Valores em R$/kg).

Fonte: SDA (2010)

Adaptado: Sistema OCB-Sescoop/CE

No final dos anos 1990 a cultura do algodão recebeu atenção especial no Ceará, que começou a ampliar áreas com a cultura na fase posterior à incidência da praga do bicudo. Esta nova ascensão da produção do algodão, entretanto, não permaneceu nos anos posteriores a 2001, fato que pode ser verificado nos dados que constam da Tabela 2.

Tabela 2 – Dados quantitativos do algodão no Ceará (período 2000 a 2007)

Ano

Área (ha)

Produção (T)

Produtividade

Kg/ha

Preços

(R$/kg)

2000

107.037

73.556

687

1,24

2001

28.163

13.362

474

1,08

2002

18.384

15.290

832

1,04

2003

14.209

14.167

997

1,48

2004

16.752

16.165

965

1,38

2005

10.679

8.671

812

1,44

2006

9.970

10.229

1.026

0,81

2007

10.314

10.935

1.060

0,84

Fonte: SDA (2010)

Adaptado: Sistema OCB-Sescoop/CE

Não obstante a derrocada da cultura do algodão ao longo dos anos recentes, há um aspecto relevante a ser considerado: a produtividade aumentou dos 474 kg/ha registrados em 2001 para 1.060 kg/ha em 2007.

Os fatores que contribuíram para a redução de área cultivada com a cultura do algodão no Ceará são diversos e estão interrelacionados. Dentre os mais significativos encontram-se os seguintes:



  1. Os produtores desconhecem tecnologias apropriadas ao convívio com o bicudo do algodoeiro;

  2. Técnicos despreparados para correta abordagem aos produtores interessados na cultura;

  3. Fragilidades na organização dos produtores, as quais contribuíram para o isolamento e dificultaram o acesso dos mesmos às técnicas modernas de produção do algodão;

  4. Processo de comercialização realizado nos antigos moldes, inadequados para a competitividade na cadeia produtiva atual;

  5. Segmentos envolvidos na cadeia produtiva do algodão no Ceará trabalham de forma individualizada, fato que acaba prejudicando a todos os seus elos;

  6. Crédito rural dos produtores restrito, dadas as limitações decorrentes de elevada inadimplência destes, bem como da duvidosa viabilidade econômica da atividade face à baixa competitividade e rentabilidade do cultivo do algodão mantido em bases tecnológicas inadequadas.



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