Programa de desenvolvimento


Área de Abrangência do Projeto Algodão



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Área de Abrangência do Projeto Algodão


O Projeto Algodão será realizado inicialmente em 10 (dez) municípios integrantes do zoneamento da cultura. Estes municípios apresentam alguns aspectos que os tornam atrativos, dentre os quais estão os seguintes:

  1. Cultivam o algodão tradicionalmente, mesmo depois da crise inicada nos anos 1980;

  2. Dispõem de infraestruturas de apoio à produção e à comercialização em seu próprio território ou nos municípios vizinhos, o que facilita a implementação do Projeto;

  3. Dispõem de mão de obra minimamente qualificada para o seu cultivo, o que facilitará a assistência técnica, extensão rural e a transferência de tecnologia aos produtores;

  4. Estão localizados nas proximidades da Usina de Petrobras Biodiesel, embora não necessariamente o óleo seja a ela destinado;

  5. Dispõem do transporte ferroviário que poderá reduzir os custos do processamento agroindustrial e da comercialização.

As condições mais adequadas para o cultivo do algodão herbáceo são as seguintes:

  1. Temperatura média do ar variando entre 18 e 40°C;

  2. Precipitação anual variando entre 700 e 1300mm;

  3. Umidade relativa média do ar em torno de 60%;

  4. Nebulosidade inferior a 50%;

  5. Inexistência de inversão térmica (dias muito quentes e noites muito frias);

  6. Inexistência de alta umidade relativa do ar associada a altas temperaturas.

Os municípios cearenses incialmente indicados para participar do Projeto são os seguintes: Quixadá, Quixeramobim, Senador Pompeu, Piquet Carneiro, Acopiara, Iguatu, Cedro, Lavras da Mangabeira, Morada Nova e Quixelô.

Outros municípios da área de zoneamento do algodão poderão ser considerados em fase posterior do Projeto.


  1. Análise de Viabilidade Econômica da Atividade Produtiva


Após a chegada do Bicudo do algodoeiro no Nordeste, no ano de 1983, imaginava-se que seria o fim desta cultura na região, pois a praga expandiu-se de forma avassaladora na maioria dos municípios produtores, efeito este que se juntou à falta de políticas públicas de apoio à cadeia produtiva do algodão, principalmente na sua base primária, o que foi determinante para o esvaziamento do elo primário, paralisando as fazendas de produção e as indústria de descaroçamento, as famosas usinas de algodão.

A partir desta situação, em paralelo ao abortamento das tentativas de erradicação da praga no primeiro ano da sua chegada, a Embrapa Algodão, iniciou uma serie de pesquisas voltadas para a síntese de cultivares mais adaptadas à situação da eminente necessidade de se produzir em convivência com a praga, em especial, nos itens: produtividade, precocidade, maior percentual de fibra, tolerância à seca, desenvolvimento do Manejo Integrado de Pragas, plantio concentrado e erradicação dos restos culturais, permitiu uma resposta tecnológica apropriada e rápida no que diz respeito a viabilidade de se continuar a produzir algodão de forma rentável em presença controlada do Bicudo, que já havia se tornado praga definitiva na região.

Superado este impasse tecnológico, base para qualquer avanço agrícola, infelizmente não foi possível restabelecer a plenitude da cadeia, pois a estrutura de processamento da produção composta pelas usinas de algodão, migrou para a região do cerrado, onde a nova fronteira começava a se estabelecer em bases empresariais, provocando um vazio na cadeia local, que dificultou e tem dificultado sobre maneira a volta do algodão aos municípios produtores, pois as usinas garantiam a compra de toda a produção, e sem elas não havia comprador, sem a garantia de mercado no local, o algodão deixou de ser interessante para o agricultor.

Ao longo de mais de mais duas décadas, vários programas governamentais tentaram revitalizar o cultivo do algodão em estados nordestino, dentre eles no estado do Ceará, e até tentativas foram feitas em diversos momentos para encontrar uma lavoura capaz de substituí-lo, e nenhuma delas obteve sucesso.

Atualmente várias tentativas de revitalizações, estão sendo organizadas através de alguns projetos, novamente com apoio governamental, mas desta feita, buscando-se construir parcerias institucionais que possam contribuir para a capacitação, apropriação e adoção das tecnologias disponíveis para os agricultores da base primária, com o apoio e organização de um serviço de assistência técnica e extensão rural preparado, para capacitar o agricultor para produção à campo, ao tempo em que trabalha também, para a produção associativa e cooperativada, pois produzindo coletivamente podem conquistar e dominar os mercados, através da qualidade, quantidade e a constância do produto trabalhado, que no caso do Ceará, há um mercado têxtil expressivo para a pluma do algodão que hoje, é superior a 200.000 toneladas por ano.

O cenário mundial é muito importante para a cultura, que esta amplamente valorizada, com o preço da pluma alcançando valores extremamente compensadores, e existência de um vasto acervo tecnológico disponibilizado pela Embrapa Algodão para o semi árido nordestino, através das cultivares de algodão branco e colorido e seus respectivos sistemas de cultivo, que podem atender aos diferentes perfis de produtores, o que tem faltado de fato na maioria das vezes, é a organização destes em associações e cooperativas, para que de forma coletiva, eles possam acessar um programa de ATER diferenciado e modular, logística de máquinas e de mercado, que assegure a sustentabilidade da produção de algodão, com garantia de mercado firme e de preço justo.



A viabilidade econômica do algodão

A disponibilidade de mão de obra familiar, tem sido determinante na definição do tamanho da área a ser cultivada com algodão pelo grupo familiar do semi árido nordestino, face ao custo e a escassez de mão obra no campo, pois o algodão é uma cultura que concentra muita mão de obra, principalmente na fase da colheita, e isto, na prática limita o tamanho da área cultivada dos agricultores familiares, que na maioria dos casos chega a uma média de 2,0 hectares, principalmente quando se trata do agricultor familiar na essência, aquele que planta cuida e colhe com a força da mão de obra da própria família, tipo de produtor que começou a crescer no semi árido, através dos incentivos e apoio ao cultivo do algodão orgânico ou em consórcios agroecológicos, que não usa ou faz uso restrito de insumos, como adubos químicos e pesticidas.

Neste modelo o algodão entra no sistema ocupando 50% da área, em faixas de cinco linhas e o restante é ocupado por várias culturas de uso tradicional do agricultor familiar, ocorre geralmente nos núcleos de produção associativo e verticalizado para atender as encomendas de matéria prima do mercado de preço justo.

Outra possibilidade de produção do algodão em maior escala na agricultura familiar, é fomentar projetos de produção associativo e cooperativada para facilitar o acesso a logística de máquinas necessárias ao manejo da cultura, pois o sistema de cultivo com mecanização total de todas as fases, desde o preparo do solo até a colheita, contribuiu para a ampliação da área de cultivo do grupo familiar ,como meio de superar a carência da mão de obra e reduzir a sua incidência no custo final de produção, em especial na fase da colheita.

Este modelo de produção pode também ser trabalhado no projeto de revitalização do cultivo do algodão no estado do Ceará, onde a OCB-SESCOOPCE em parceria com a Embrapa Algodão e a secretaria de desenvolvimento agrário do Ceará e a EMATERCE, com apoio do BNB/ETENE, construíram este projeto institucional para permitir a revitalização de forma sustentável da cadeia produtiva do algodão em dez municípios do estado, com uma meta de plantio de 2000 hectares na safra 2012.

Acervo tecnológico disponibilizado

A cultivar de algodão a ser trabalhada será a BRS AROEIRA, pela excelente qualidade de fibra e o seu viés de boa produtora de óleo 25 a 27%, o que ampliar para além da pluma a importância do algodão como suporte de matéria prima para a produção do biodiesel. Para os produtores que optarem pelo sistema de cultivo em consórcio Algodão + Gergelim, será utilizada a cultivar BRS SEDA, cada um deles ocupando 50% da área, com o plantio em faixas sucessivas de 5,0 metros de largura. A opção do gergelim como a outra cultura componente do consorcio, objetiva criar mais uma alternativa de diversificação de exploração agrícola das propriedades, como a cultura capaz de gerar emprego, renda e ocupação na agricultura familiar do Brasil, embora o gergelim, possua uma área de cultivo mundial superior a oito milhões de hectares, e pouca expressão em termos de área cultivada e organização da cadeia produtiva no Brasil, em especial no Nordeste da agricultura familiar, onde existe um grande potencial de produção e de mercado. Outro ponto a ser trabalhado, é a preservação e recuperação ambiental, pois as áreas de plantio serão manejadas obrigatoriamente obedecendo a preservação ambiental com práticas conservacionista de solo e água, através da implantação de curvas de níveis com o estabelecimento de terraços definitivos, fazendo crescer esta prática ambientalmente correta no estado do Ceará.



Cultivares de algodão e gergelim a serem introduzidas para a formação dos núcleos municipais de produção nos dez municípios.

GERGELIM BRS SEDA

ASPECTOS AGRONÔMICOS

Origem : Seleção massal e pressão para sementes de cor branca, na cultivar Zirra FAO 51284. Frutos: Deiscentes, se abrem após a maturação completa. Sementes: Cor branca, peso médio de mil sementes é de 3,22 g, gasta-se de 2,0 a 3,0 quilos por hectare. Ótimo ecológico: Solos profundos, textura franco-arenoso, bem drenados, boa fertilidade natural, pH próximo de 7, não tolera acidez elevada, altitude de até 1.250 m, temperaturas médias do ar entre 23 °C a 30 °C , chuvas entre 300 a 850 mm, ideal 500 a 650mm bem distribuídos no ciclo de crescimento e desenvolvimento. Altura: Variando de 1,30m a 1,70m Ciclo: Precoce de 90 a 100 dias, com início de floração aos 30 dias da emergência; Hábito de crescimento: Ramificado, Haste de coloração verde Frutos/axila: Um Teor de óleo: 50 a 52%; Doenças: Tolerante à mancha angular, cercosporiose e à murcha de Macrophomina; Rendimento (kg/ha): Potencial para até 2000 kg/ha de sementes, em condições ideais de solo, água e manejo da cultura; Preparo do solo: Usar grade niveladora tratorizada ou cultivador de tração animal, eliminando as ervas daninhas, torrões, restos de culturas, pedras, plantas, e entulhos. Época de plantio: Inicio do período chuvoso, calculando para que a colheita ocorra no período seco, evitando a depreciação das sementes. Forma de plantio: Profundidade de 2,0 cm, nas diferentes formas, manual, plantadeira de tração animal ou tratorizada. A uniformização da distribuição das sementes de gergelim no solo pode ser conseguida, misturando a quirela de arroz na proporção de 3,0 quilos para 1,0 quilo de gergelim. Espaçamento: Pode variar de 0,60 a 1,00 m entre fileiras. Estande:10 a 15 plantas por metro linear; Desbaste: Atividade muito onerosa no cultivo do gergelim, que pode ser evitada, desde que ocorra uma distribuição homogênea das sementes. Se necessário, pode ser feita em duas etapas, a primeira quando as plantas estiverem com quatro folhas e o definitivo quando as plantas estiverem com 13 a 15 cm de altura. Controle do mato: O gergelim deve ficar livre de competição até os 45 dias após a germinação, e controle pode ser manual, com enxada e ou cultivador, ou químico com uso de herbicidas

Dosagens de herbicidas: O plantio deve ser feito em solo úmido e, logo depois aplicar o Herbicida. Em solos areno-argilosos usar dosagens de 0,50 kg + 0,75 kg do ingrediente ativo/hectare de diuron e pendimenthalin. Em solos argilosos, pode-se usar o Alachlor, no lugar do pendimethalin, nas dosagens: 0,75 kg de diuron + 1,25 kg de pendimethalin e 0,75 kg de diuron + 1,44 kg de alachlor. Regiões de cultivo : Nordeste, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e São Paulo. Distribuição ideal das chuvas: 35% da germinação ao florescimento, 45% durante o florescimento e 20% no início da maturação dos frutos. Pragas importantes: Saúvas, logo após a emergência das plantas; Lagarta enroladeira das folhas, antes da frutificação. Cigarrinhas verdes, pulgões em áreas irrigadas ou consorciadas com algodão e mosca branca.

Colheita: Cortar as plantas próximo ao solo, quando as mesmas estiverem amareladas e com as cápsulas inferiores iniciando a abertura. Amarrar as plantas em feixes, que devem ser arrumados em medas e secados ao sol. Dependendo da incidência do sol, após 10 dias procede-se à batedura dos feixes em cima de uma lona plástica e efetua-se o recolhimento e limpeza das sementes para armazenagem em sacos apropriados para comercialização.

Comercialização: o ideal é que os agricultores se organizem em cooperativa e associações para fomentar o cultivo em comunidade visando um planejamento, a priori, para maior eficiência e rentabilidade da exploração do gergelim.

ALGODÃO BRS AROEIRA

Entre cultivares plantadas no Brasil, em análise laboratorial esta é a que dispõe de maior teor de óleo na semente ( de 25 a 27 % ), o que dará um excelente suporte ao programa de biodiesel brasileiro, por este ser um subproduto da semente..É uma cultivar apropriada para uso em sistemas de produção de baixo custo,usando-se a adubação orgânica e algumas técnicas de manejo e conservação dos solos,como: curvas de nível, aração com tração animal, espaçamento correto e outras praticas , pode-se alcançar bons resultados de produtividade e rentabilidade.



ASPECTOS AGRONÔMICOS

ORIGEM: CNPA ITA 94-134/ CNPA ITA 91-322/ CNPA SRI 3/ seleção individual da planta CNPA 96 -1202 que originou a BRS Aroeira, lançada em 2001.

Ciclo: 150 a 160 dias no Centro-Oeste e 120 a130 dias no Nordeste No sistema de consórcio com o gergelim, o algodão deverá ocupar 50% da área Cultivada Em solos de boa fertilidade, deve-se controlar o porte das plantas com a “capação” ( retirada do ponteiro) Teor de óleo nas sementes: 25 a 27% ; Percentagem de fibra: 38%

Recomendação básica: Utilizar o Manejo Integrado de Pragas, com base nas recomendações da Embrapa, em especial para ao controle do Bicudo, executando práticas como: plantio uniforme; catação e destruição dos botões florais com presença de furos de postura ou alimentação; após a colheita, colocar os animais para comer os restos culturais; destruir a rebrota e, logo após, usar armadilhas de feromônio para atrair os remanescentes e também,com o uso de inseticidas recomendados

Outra grande vantagem da BRS AROEIRA é a resistência múltipla a doenças, como: ramulose, viroses, mancha de stemphylium, além de tolerância a bacteriose, manchas de ramulária, alternária e ao complexo fusarium nematóide.

Essas características favorecem ao uso de consórcios com: amendoim, feijão, gergelim e guandu, para isso, o agricultor deverá plantar o algodão em faixas de cinco ou seis linhas e os consórcios nas quatro ou cinco linhas entre as faixas do algodão , ou pode-se usar fileiras duplas de algodão , 2,0 m x 1,0 m x 0,2 m , com uma fileira do consorte , entre as fileiras do algodão. O plantio em consórcio traz várias vantagens, como: mais de uma opção de renda na mesma área; redução da incidência de insetos-pragas; intensificação da produção; a rotação de culturas pode ser na mesma área; melhoria do solo; evita a queima de novas áreas; otimização da área.

Modelos possíveis e indicados para adoção no projeto e a avaliação comparativa entre os modelos de comercialização convencional do algodão e o modelo verticalizado através da mini usina e prensa enfardadeira.

Coeficientes técnicos e resultados econômicos aproximados para diferentes alternativas de plantio do algodão e gergelim nos dez municípios e o comparativo entre modelos convencional x verticalizado.



Tabela.9.1 Algodão herbáceo de sequeiro isolado, custo de produção por hectare com produtividade esperada 2.000 kg , Nível tecnológico 1




Descrição

Unidade

Quantidade

Valor unitário

Valor total

UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS

380,00

Grade niveladora

h/m

1,0

60,00

60,00

Plantio e adubação de fundação

h/m

1,0

60,00

60,00

Adubação de cobertura

h/m

1,0

60,00

60,00

Aplicação de herbicida

h/m

0,3

60,00

20,00

Aplicação de inseticida (04)

h/m

2,0

60,00

120,00

Destruição dos restos culturais

h/m

1,0

60,00

60,00




INSUMOS

842,00

Semente (deslintada)

kg

12

8,00

96,00

Adubo 1 (NPK) formulação comercial

kg

400

0,90

360,00

Adubo 2 (N) sulfato de amônia

kg

200

1,00

200,00

Herbicida

L

2,0

18,00

36,00

Inseticida 1

L

4,0

20,00

80,00

Inseticida 2

L

1,0

25,00

25,00

Inseticida 3

L

1,0

40,00

40,00

Formicida

kg

1,0

5,00

5,00




MÃO-DE-OBRA

950,00

Catação de botões florais

d/h

3,0

25,00

75,00

Aplicação de formicida

d/h

1,0

25,00

25,00

Capina manual (retoque a enxada)

d/h

2,0

25,00

50,00

Colheita manual

kg

2000

0,40

800,00




TOTAL DAS DESPESAS

2.172,00

Fonte: Embrapa Algodão








Análise econômica modelo venda do algodão em caroço

Receita: 2000kg x 1,50 = 3.000,00

Despesas : 2.172,00

Lucro líquido = Receita – Despesas LL = 3.000,00 – 2.172,00



LL = 828,00

Relação Beneficio Custo = 3.000,/ 2.172, = 1,38%

Análise econômica modelo verticalizado venda da pluma e caroço (mini usina)

Pluma: 2000kg x 38% = 760kg x 6,00 = 4.560,00

Caroço: 1.240 kg x 0,50 = 620,00

Lucro líquido: 5.180,00 – (Custo Prod. 2.172,+ Custo do Desc. 300 ,)



LL = R$ 2.708,00

Relação Beneficio Custo = 5.180,/ 2.472, = 2,05%

Tabela.9.2 Algodão herbáceo de sequeiro cultivo isolado, custo de produção por hectare com produtividade esperada 1.200 kg (Nível tecnológico 2)




Descrição

Unidade

Quantidade

Valor unitário

Valor total

UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS

260,00

Grade niveladora

h/m

1,0

60,00

60,00

Plantio

h/m

1,0

60,00

60,00

Aplicação de herbicida

h/m

0,3

60,00

20,00

Aplicação de inseticida (02)

h/m

1,0

60,00

60,00

Destruição dos restos culturais

h/m

1,0

60,00

60,00




INSUMOS

217,00

Semente (deslintada)

kg

12

8,00

96,00

Herbicida

L

2,0

18,00

36,00

Inseticida 1

L

4,0

20,00

80,00

Formicida

kg

1,0

5,00

5,00




MÃO-DE-OBRA

680,00

Catação de botões florais

d/h

5,0

25,00

125,00

Aplicação de formicida

d/h

1,0

25,00

25,00

Capina manual (retoque a enxada)

d/h

2,0

25,00

50,00

Colheita manual

kg

1.200

0,40

480,00




TOTAL DAS DESPESAS

1.157,00

Fonte: Embrapa Algodão








Análise Econômica modelo convencional venda do algodão em caroço

Receita: 1.200kg x 1,50 = 1.800, Despesas : 1.157,00

Lucro líquido = Receita – Despesas LL = 1.800, – 1.157,00

LL = 643,00

Relação Beneficio Custo = 1.800,/ 1.157, = 1,55%

Análise econômica modelo verticalizado venda da pluma e caroço (mini usina)

Pluma: 1.200kg x 38% = 456kg x 6,00 = 2.736,00

Caroço: 720 kg x 0,50 = 360,00

Lucro líquido: 3.096,00 – (Custo Prod. 1.157,+ Custo do Descaroçamento. 180,) LL = 3.096, - 1.237, = 1.859,00



Relação Benefício Custo = 3.096,/ 1.237, = 2,50%

Tabela 9.3 Algodão herbáceo Irrigado com custo de produção por hectare, com produtividade esperada de 3000 kg. Nível tecnológico 1




Descrição

Unidade

Quantidade

Valor unitário

Valor total

UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS

440,00

Grade niveladora

h/m

1,0

60,00

60,00

Subsolagem

h/m

2,0

60,00

120,00

Plantio e adubação

h/m

1,0

60,00

60,00

Adubação de cobertura

h/m

1,0

60,00

60,00

Aplicação de herbicida

h/m

0,3

60,00

20,00

Aplicação de inseticida (2,0)

h/m

1,0

60,00

60,00

Destruição dos restos culturais

h/m

1,0

60,00

60,00




INSUMOS

1.117,50

Semente

kg

12

8,00

96,00

Adubo 1 (NPK) formulação comercial

kg

450

0,90

405,00

Adubo 2 (N) sulfato de amônia

kg

200

1,00

200,00

Herbicida

L

2,0

18,00

36,00

Inseticida 1

L

4,0

20,00

80,00

Formicida

kg

1,0

4,00

5,00

Energia Elétrica

Kwh

1.550,0

0,20

295,50




MÃO-DE-OBRA

2.050,00

Catação de botões florais

d/h

5,0

25,00

125,00

Aplicação de formicida

d/h

1,0

25,00

25,00

Capina manual (retoque a enxada)

d/h

8,0

25,00

200,00

Irrigação

d/h

18,00

25,00

450,00

Colheita manual

kg

3000

0,40

1.200,00




TOTAL DAS DESPESAS

3.608,50

Fonte: Embrapa Algodão



.



Análise Econômica modelo convencional venda do algodão em caroço

Receita: 3.0000kg x 1,50 = 4.500,00, Despesas : 3.608,50

Lucro líquido = Receita – Despesas LL = 4.500,00 – 3.608,50

LL = 891,50



Relação Beneficio Custo = 4.500,/ 3608,50 = 1,24%

Análise econômica modelo verticalizado venda da pluma e caroço (mini usina)

Pluma: 3000kg x 38% = 1.140kg x 6,00 = 6.840,00

Caroço: 1.240 kg x 0,50 = 620,00



Lucro líquido: 7.420, – (Custo Prod. 3.608,50+ Custo do Desc. 450,) =

LL = 7.420, - 4.058,50 = 3.361,50

Relação Beneficio Custo = 7.420, / 4.058,50 = 1,82%

Tabela.9.4 Algodão herbáceo consórcio algodão + gergelim custo de produção por hectare, com 50% da área para cada cultura, e produtividade esperada: algodão 600kg e gergelim 400kg (Nível tecnológico 2)




Descrição

Unidade

Quantidade

Valor unitário

Valor total

UTILIZAÇÃO DE MÁQUINAS

180,00

Grade niveladora

h/m

1,0

60,00

60,00

Plantio do gergelim

h/m

1/2

60,00

30,00

Plantio algodão

h/m

1/2

60,00

30,00

Destruição dos restos culturais

h/m

1,0

60,00

60,00




INSUMOS

186,00

Semente (deslintada)

kg

12

8,00

96,00

Sementes gergelim

kg

1,5

6,00

9,00

Herbicida

L

2,0

18,00

36,00

Inseticida

L

2,0

20,00

40,00

Formicida

kg

1,0

5,00

5,00




MÃO-DE-OBRA

640,00

Catação de botões florais

d/h

5,0

25,00

125,00

Aplicação de formicida

d/h

1,0

25,00

25,00

Capina manual (retoque a enxada)

d/h

2,0

25,00

50,00

Colheita algodão

kg

600

0,40

240,00

Colheita gergelim

kg

400

0,50

200,00




TOTAL DAS DESPESAS

1.006,00

Fonte: Embrapa Algodão



.



Análise Econômica modelo convencional venda do algodão em caroço

Receita: Algodão 600kg x 1,50 = 900,00 Gergelim 400 x 3,00 = 1.200 Receita total = 2.100, Despesas : 1.006,

Lucro líquido = Receita – Despesas LL = 2.100, – 1.006,

LL = 1.094,00



Relação Benefício Custo = 2.100,/ 1.006, = 2,85%
  1. Verticalização da produção com a mini usina de descaroçamento


A mini usina de 50 e 20 serras e prensa enfardadeira de algodão, são tecnolologias de uso simples, baixo custo e de fácil adoção pelos agricultores familiares, no entanto o ponto mais importante para o sucesso desta tecnologia, é o espirito cooperativo e organizativo do grupo, pois o conjunto de mini usina de 20 serras e prensa enfardadeira itinerante custa em torno de R$ 50.000, e a de cinquenta serras com a prensa enfardadeira fixa, custa em torno de R$ 100.000, valores estes que podem ser relativamente baixos se rateados entre os grupos de agricultores vocacionados para o cultivo do algodão de forma associativista e cooperativada. Na avaliação da viabilidade econômica feita em três das quatro alternativas possiveis de aplicação nos dez municípios, evidenciam os ganhos significativos do modelo verticalizado em relação ao modelo convencional de venda do algodão em caroço, conforme observado na tabela abaixo, retratando desempenho do modelo com base na produção de um hectare.

Tab.

Prod.

kg/ha


Despe.

Conv.


Receita

Conv.


Lucro Liquido

Convencional



Despesa

Verticalizado



Receita

Vertical.



Luc.Liq.

Vertic.


9.1

2000

2.172,

3.000,

828,

2.472,

5.180,

2.708,

9.2

1200

1.157,

1.800,

643,

1.273,

3.096,

1.859,

9.3

3000

3.608,5

4.500,

891,50

4.058,5

7.420,

3.361,5

Total

-

-

-

2.362,50

-

-

7.958,50

DETALHES TÉCNICOS DA MINI-USINA

A mini-usina tem capacidade de descaroçar até 360kg de algodão em caroço por hora de trabalho, ou 2.880 kg/dia em 8 horas de trabalho ou, ainda, o equivalente a 1.065kg de pluma e 1.785kg de caroço.

É adequada para beneficiar a produção de até 350ha, trabalhando em um turno de 8 horas/dia ou 700 ha se trabalhar dois turnos/dia, considerando se a produtividade média de 1.000 kg/ha e se trabalhando quatro meses efetivos por ano. utiliza a mão-de-obra de 5 operários na condução do processo de beneficiamento e enfardamento.
VANTAGENS DO USO DA MINIUSINA

Baixo custo do investimento na aquisição dos equipamentos e instalações;

Comercialização da pluma diretamente com a indústria têxtil;

Produção de sementes de boa qualidade, resolvendo em definitivo os problemas de falta de sementes para o plantio no início do período chuvoso;

Uso do caroço para alimentar o rebanho local;

Geração de cinco empregos no manuseio da mini-usina por um período de quatro meses;

Uso do piolho do algodão na alimentação dos rebanhos;

Incremento significativo no valor final da produção em relação ao sistema tradicional, que pode chegar até três vezes a maior.



1

 Zoneamento agrícola – compreende as regiões do estado do Ceará que apresentam condições climáticas e de solo recomendadas para o cultivo do algodão, de forma sustentável.




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