Programa de necessidades



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BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL MÁRIO TOLENTINO

PROGRAMA DE NECESSIDADES



O aspecto exterior do edifico confere-lhe uma imagem de marca: a biblioteca pode convidar a entrar, passar despercebida, ou afastar um público pouco motivado.”

(GASCUEL, 1987, p.16)


  1. Considerações Iniciais

O IV Simpósio de Biblioteconomia e Desenvolvimento Cultural realizado durante a Bienal Internacional do Livro em São Paulo em 1992, define a Biblioteca Pública como uma entidade social aberta a toda a comunidade sem distinção de espécie alguma, garantindo-lhe, em livre acesso, recursos informacionais, produtos, serviços e espaço para leitura, reflexão e produção, minimizando as desigualdades sociais e oportunizando a transformação dos indivíduos e da coletividade em geral. Apesar da consciência de sua função na sociedade, infelizmente um quadro comum se desenha ao longo de décadas sobre a sobrevivência das Bibliotecas Públicas como instrumento legítimo para a busca (e o encontro) da informação, do conhecimento, da cultura, da história e outros tantos bens culturais – a falta de constantes investimentos empobreceu as bibliotecas, seus acervos, seus edifícios e conseqüentemente o seu usuário – o cidadão.

Com o advento das novas tecnologias de informação e a chamada sociedade da informação (que muitos já a denominam sociedade do conhecimento) esse quadro tende a se agravar. É muito nítida a diferença entre as bibliotecas especializadas e as bibliotecas públicas, escolares e comunitárias. Atualmente há necessidade de grandes investimentos nas Bibliotecas Públicas para torná-las um centro de referencia em informação, entretanto preservando o seu caráter cultural e histórico. É preciso preservar os valores históricos culturais, patrimoniais locais e nacionais e a Biblioteca Pública é o espaço legítimo para essas ações conforme coloca o Manifesto da Unesco para as Bibliotecas Públicas, buscando resgatar as suas múltiplas funções - social, cultural, artística e informacional.

Com o objetivo de implantar efetivamente uma política de fomento ao livro, leitura e bibliotecas no Município, a Prefeitura de São Carlos por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com várias ações articuladas com diferentes instituições educacionais e culturais, implantou o Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBI/São Carlos, que tem missão garantir ao cidadão são-carlense as condições mínimas de acesso à informação e à cultura. Conta com oito bibliotecas escolares/comunitárias, denominadas Escolas do Futuro, estrategicamente localizadas nos bairros periféricos da cidade, duas bibliotecas públicas na cidade e duas bibliotecas públicas localizadas nos Distritos de Água Vermelha e Santa Eudóxia , uma em fase de construção e a outra em fase de projeto, além das Bibliotecas de Apoio das instituições cooperantes.

O catalogo online do acervo de todas as bibliotecas do Município e um sistema integrado de empréstimo domiciliar, onde o cidadão é usuário de todas as bibliotecas do sistema com apenas um cadastro, são metas que estão sendo construídas com o trabalho coletivo de uma equipe multidisciplinar.



Outra grande meta na implantação do SIBI-São Carlos é a qualificação dos espaços físicos das Bibliotecas para que elas sejam, além de um espaço confortável e seguro para usuários e acervo, atrativas, onde o cidadão possa passar algumas horas agradáveis com o prazer da leitura ou na busca da informação. Assim, além de investimentos em acervo, serviços e pessoal qualificado, a Prefeitura de São Carlos tem feito grandes investimentos no sentido de recuperar, adequar e construir novos espaços para as bibliotecas públicas e escolares/comunitárias.

A Biblioteca Pública Municipal Mario Tolentino, objeto deste estudo, concebida como a principal biblioteca pública do Município, abrigará também a coordenação central do SIBI-São Carlos. Assim, o fortalecimento da sua infra-estrutura como o coração do sistema é vital para o sucesso do trabalho que está sendo realizado. O seu edifício, portanto, merece uma atenção especial, tanto no sentido de ser um marco para cidade, como no que se refere a sua funcionalidade, que irá garantir o conforto e o prazer do cidadão no uso do seu espaço, seu acervo, serviços e produtos.


  1. Diretrizes e princípios


2.1 Manifesto da UNESCO para as Bibliotecas Públicas
“Liberdade, prosperidade e desenvolvimento da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Eles serão alcançados somente através da capacidade de cidadãos bem informados para exercerem seus diretos democráticos e terem papel ativo na sociedade.”
“Participação construtiva e desenvolvimento da democracia dependem tanto da educação adequada como do livre e irrestrito acesso ao conhecimento, pensamento, cultura e informação.”
“A biblioteca pública, porta de entrada para o conhecimento, proporciona condições básicas para a aprendizagem permanente, autonomia de decisão e desenvolvimento cultural dos indivíduos e grupos sociais.”
‘Este Manifesto proclama a crença da UNESCO na biblioteca pública como força viva para a educação, cultura e informação, e como agente essencial para promoção da paz e bem-estar espiritual da humanidade.”
‘Em decorrência, a UNESCO estimula governos nacionais e locais a apoiar e comprometer-se ativamente no desenvolvimento das bibliotecas públicas.”


    1. Diretrizes e princípios



Toma-se como referência para construção do Projeto da Biblioteca Pública Municipal Mário Tolentino a filosofia da Biblioteca 21 de Stuttgart (Alemanha) que se compõe de dezesseis pontos extremamente importantes para a concepção de uma biblioteca pública moderna e atuante na sociedade de informação atual.

A Biblioteca 21 ( Pública da cidade de Stuttgart)

  • é uma base para a sociedade cientifica do futuro.


  • toma para si a responsabilidade pedagógica como tradutora, na passagem da cultura alfabética para a cultura digital.

  • desenvolve estratégias no mundo virtual para o domínio do excesso de informação

  • é ponto de apoio de um aprendizado vitalício, autogerenciado e inovativo

  • é um local de sedução do pensar e do aprender

  • é um local literário, que cuida da tradição e do futuro do livro e da literatura

  • é um local que apóia o aprendizado e a orientação para ávida profissional e para o mundo do trabalho

  • é um ponto de agregação da vida cultural da cidade

  • é uma casa inspirada

  • está aberta praticamente 24 horas

  • desenvolve plataforma para a biblioteca real

  • é convidativa e hospitaleira

  • agrega redes eletrônicas regionais e internacionais

  • trabalha com gestão racional de recursos e com eficiência

  • otimiza a organização do trabalho como empreendimento de aprendizagem

  • e dá boas vindas ao futuro.

(Construção de Bibliotecas na Alemanha: conceitos e experiências, 2004, p.6)
Complementando as diretrizes acima relacionadas mais alguns pontos são fundamentais para a concepção da Biblioteca Pública:

  • a biblioteca é um centro, mas este centro deve estar em todos os lugares; a biblioteca deve ser um espaço de acolhimento e de inclusão social em todos os sentidos,

  • a biblioteca deve dar ao usuário total liberdade no uso de seu acervo, produtos e serviços, ou seja, seu projeto deve estar baseado no auto-serviço,

  • a biblioteca deve ter um ambiente aberto e livre de obstáculos onde o olhar alcança longe. Assim, poucas paredes e uso de muito vidro quando necessário para manter a leveza e transparência dos ambientes internos, inclusive os ambientes de trabalho da equipe de profissionais,

  • a biblioteca deve dispor seu layout de forma a ter acervos e espaços para leitura sempre juntos, incentivando, fomentando e facilitando o uso dos livros para o usuário, e

  • a biblioteca de dispor de espaços abertos para promover o sistema de livre acesso às estantes.




  1. Características desejáveis de um edifício de biblioteca


Edifício inteligente - Com base em princípios da demótica, pode-se definir que um edifício inteligente é aquele que apresenta um conjunto de serviços proporcionados por sistemas tecnológicos integrados com a finalidade de satisfazer as necessidades de comunicação, segurança, gestão de energia e conforto dos seus usuários e equipe de trabalho. O projeto da biblioteca necessita de cuidados especiais quanto à projeção de alguns pontos como o sistema de segurança contra incêndio (a água é tão catastrófica para o acervo quanto o fogo); a iluminação é vital ( como economizar sem prejudicar o espaço de leitura e pesquisa do usuário?); como manter a temperatura ambiente em torno de 24 graus, marca ideal para conservação e preservação do acervo, sem um sistema de ar condicionado?



Facilidade de manutenção – é desejável que o edifício não tenha sistemas ou espaços de manutenção de alto custos, como por exemplo espelhos de água ou sistema sofisticados de alarme ou portões eletrônicos que envolvem operadores especializados para a manutenção e que a falta de manutenção inviabilize o funcionamento de rotina da Biblioteca.
Edifício ecológico – como manter um ambiente confortável e ideal para o trabalho, a leitura e a preservação do acervo sem grandes sistemas de ar condicionado? Considerando a localização do espaço destinado à Biblioteca Pública Municipal Mário Tolentino, que tem uma grande quantidade de ruído e agentes poluidores causados pelo intenso tráfico de veículos, essa questão será um grande desafio.
Edifício inclusivo – é desejável que o edifício não ofereça nenhum tipo de obstáculo físico para entrada e movimentação dos usuários. Assim há necessidade de projetar (conforme dispõem as normas brasileiras) um espaço sem barreiras arquitetônicas para pessoas com necessidades especiais ( como o idoso, deficientes físicos, incluindo os deficientes visuais).
Edifícios coloridos – é desejável que o edífico da biblioteca seja corretamente colorido. Biblioteca é um espaço vivo e para tanto deve ter cores estimulantes para a criação e aprendizado. Deve-se evitar os cores ‘mortas’ como o cinza, inclusive das estantes de livros.
Sistema de sinalização – o projeto do edifício da biblioteca deve prever a implantação, com certa facilidades, de sistemas de sinalização. O fluxo de entrada e saída, a disposição de áreas de movimentação quando bem projetadas facilitam a sinalização e conseqüentemente otimizam o uso dos seus espaços e acervos.
Outras características desejáveis para o edifício
Segundo Faulkner (1999, p.84) pode-se resumir em dez grandes linhas as qualidades importantes de um edifício para abrigar uma biblioteca:


  • Flexível - bibliotecas são dinâmicas e vivas, assim a disposição, a estrutura e os serviços devem ser fáceis de modificar.

  • Compacto – para facilitar a circulação dos leitores, dp pessoal e dos livros.

  • Acessível – do exterior e da entrada para todas as partes do edifício, com plano fácil de compreender que somente necessite um mínimo de indicações complementares.

  • Susceptível de ampliação – para permitir a ampliação posterior, com um mínimo de pertubações.

  • Variado – na colocação dos livros e nos serviços leitores, para oferecer uma grande liberdade de escolha.

  • Organizado – para permitir um contato fácil entre livros e leitores.

  • Confortável – para promover uma utilização eficaz.

  • Dotado de um meio ambiente constante – para preservação dos acervos.

  • Seguro – para permitir a vigilância e evitar a perda de livros.

  • Econômico – para que se possa construir e manter com um mínimo de recursos financeiros e humanos.


4. Espaços e funções
Os espaços de uma biblioteca pública devem ser projetados a partir do dimensionamento da sua comunidade usuária, do seu acervo (tipo e volume), dos seus serviços e produtos e das suas funções enquanto uma organização que planeja e executa uma série de atividades com a finalidade de atingir suas metas, a sua missão.

Assim, o espaço físico da Biblioteca Pública Municipal Mário Tolentino dever ser dimensionado e projetado a partir dos seguintes parâmetros:


Acervo
Projetando vinte anos de crescimento, o edifício deve ter condições de armazenar e disponibilizar em sistema de acesso livre um acervo de aproximadamente 100.000 volumes entre livros e periódicos, além dos espaços especiais para materiais especiais como vídeos, cd-room, fotos, mapas, folhetos, etc, e as coleções especiais.

Para o dimensionamento do espaço, em média são armazenados 200 volumes por metro quadrado, considerando a área frontal das estantes e a área de circulação. (Anexo 1)

Devem ser considerados espaços diferenciados para os diversos tipos de acervo:


  • acervo geral de monografias e periódicos - representando grande volume, ou seja 60% do total do acervo, este acervo será organizado por grandes temas, o que facilita e incentiva o usuário a localização das obras. Assim, pode-se ter um grande acervo de divulgação científica, diversidade cultural, cultura popular, educação ambiental, educação, saúde, literatura nacional e estrangeira, entre muitos outros temas.

  • acervo de referência - obras de consulta rápida como dicionários, enciclopédias e manuais, geralmente em pequeno volume, mas de tamanho bastante grande e devem estar sempre logo na entrada da biblioteca, próximas à sala dos bibliotecários de referência ou ao serviço de acesso à base de dados.

  • acervo de materiais especiais - geralmente um espaço mais reservado, pois exige um cuidado especial com a segurança do acervo e também necessita de equipamentos para o uso, como por exemplo uma Videoteca.

  • acervo de coleções especiais - obras que apresentam cuidados especiais para a sua conservação e preservação. Acredita-se poder ter o acervo da Biblioteca Particular do Professor Mário Tolentino ou uma coleção de divulgação científica, com algumas obras preciosas.

  • acervo da coleção infanto-juvenil - um acervo que representa 30% do total de acervo da biblioteca, necessita de um espaço muito especial, uma Biblioteca Infanto-juvenil dentro da Biblioteca Pública.

  • acervo de gibis - um espaço que deve ser planejado com bastante criatividade e de localização privilegiada, pois tem um público bastante especial – os adolescentes. A Gibiteca além de armazenar a coleção retrospectiva deve também ter espaços de exposição dos novos fascículos recebidos.


Leitura
Os postos de leitura e ambientes para pesquisa na Biblioteca Pública podem ser disponibilizados individualmente ou em salas próprias para estudo em grupos, onde é permitido o diálogo entre os membros do grupo, atividade essa muito usual entre os estudantes do ensino fundamental e médio. É muito difícil dimensionar o número ideal de assentos para leitura e estudos em uma biblioteca pública tendo em vista o seu enorme potencial de usuários ou seja, toda a população do município. Há indicador para bibliotecas que servem uma comunidade mais restrita como as bibliotecas universitárias – o número de postos de leitura da biblioteca deve representar 10% da comunidade , ou seja, é inviável para grandes comunidades.

Assim, propõe um número total de 500 postos de leitura, número esse muito mais relacionado com o tamanho do acervo do propriamente com a comunidade usuária, pois há muitos relatos em que se conta o sucesso de público após o investimento no espaço físico da Biblioteca, principalmente a pública. Da mesma forma que o acervo, pode-se calcular o espaço para a leitura tomando por base uma área de aproximadamente 1,50 metro quadrado para cada posto de leitura. (Anexo 1).



Há também a área de leitura livre de jornais e revistas informativas que deve estar localizada no hall de entrada da Biblioteca, um espaço mais descontraído que pode ser uma área de descanso para o usuário que estudou para várias horas. Deve abrigar aproximadamente 20 usuários simultaneamente em confortáveis poltronas e sofás.

Espaços Comunitários




  • Saguão de entrada (hall, vestíbulo, átrio) – área bastante importante para garantir a funcionalidade e segurança da biblioteca e do acervo. Seu desenho merece cuidado especial visando otimizar o fluxo de entrada e saída dos usuários, além de ser um espaço bonito e atraente. Geralmente localiza-se neste espaço um conjunto de serviços como: - guarda-volume, balcão de recepção e circulação de obras (empréstimo, devolução, reserva e cadastramento de usuários), ilhas de terminais de consulta aos catálogos da biblioteca, área de leitura livre para jornais e revistas informativas, espaços para exposições e painéis de divulgação.

  • Área para eventos – essencial para tornar a Biblioteca Pública um espaço de cultura é disponibilizar um conjunto de salas e auditórios para a realização de eventos. Assim, um auditório de 200 lugares e duas ou três salas, com capacidade para 40 pessoas, para reuniões, palestras e projeções são desejáveis.


Serviços de Atendimento e Orientação ao usuário




Setor de Referência - é o espaço destinado aos serviços de atendimento e orientação ao usuário executados por uma equipe de profissionais especializados. Há necessidade de salas individuais para a chefia do setor e espaço para atendimento do usuário. Neste setor localizam também as salas dos chamados Infocentros ou salas de informática onde são disponibilizados microcomputadores e acesso à Internet. Este espaço deve estar próximo ao acervo de referência em papel e a Videoteca. Deve disponibilizar uma sala de treinamentos para usuários, com capacidade de 10 postos. Há, portanto, para este setor um investimento grande na rede elétrica e lógica, além de um bom sistema de ar condicionado, diferente de outros setores que podem ter um sistema ventilação natural.


Serviços Técnicos




Considerando que a Biblioteca Pública Municipal Mário Tolentino abrigará a Coordenação do SIBI-São Carlos e que o serviços de aquisição (compra, permuta e doação) e de processamento técnico das obras adquiridas serão centralizados, visando a otimização de recursos, o espaço para este setor deve ser bastante generoso em relação ao seu tamanho e localização, pois será uma equipe grande de bibliotecários, analistas de sistema e auxiliares trabalhando muitas horas ininterruptas. Deve-se portanto, projetar espaços para:

  • sala da chefia do setor,

  • salas para diferentes atividades, como aquisição, desenvolvimento de coleções e processamento técnico (classificação, catalogação, indexação, tombamento, preparo físico) das obras,

  • depósito para material bibliográfico recebido e em fase de processamento técnico,

  • oficina de pequenos reparos e consertos em geral, e a

  • sala de servidor e controle da rede lógica deve estar instalada neste setor por causa do trabalho muito próximo do analista de sistema com os bibliotecários.

Administração


No edifico da Biblioteca Pública Municipal Mário Tolentino será instalada a coordenação do SIBI-São Carlos, assim o espaço para administração deve prever uma sala para a coordenação, uma sala para reuniões além do serviço de secretaria e de administração da zeladoria, manutenção e segurança.

Outra função ligada diretamente à coordenação do sistema é o setor de eventos, chamada Ação Cultural, que deve dispor de uma sala grande de fácil acesso ao público, pois este setor interage continuamente com a comunidade de usuários, artistas, escritores e outros tipos de cidadão no planejamento e execução de eventos culturais durante todo o ano.

Infraestrutura Geral

A falta de planejamento de espaços para infra-estrutura em edifícios para bibliotecas causa enormes problemas na rotina diária. Assim, os sanitários, a área de serviços (com tanque e outros equipamentos), as guaritas para os porteiros e vigilantes, a copa e um espaço para os funcionários de apoio descansar e guardar seus pertences é de vital importância. Um bom depósito para materiais de eventos, materiais e equipamentos de limpeza é desejável e deve estar localizado próximo à entrada de serviços, que aliás deve estar muito bem localizada, pois a biblioteca recebe diariamente material bibliográfico, além de todo o movimento para montagem de exposições e outros eventos.

Resumo dos espaços

Em resumo , devem estar previstos espaços para:
Acervo geral de livros e periódicos,

Acervos especiais,

Área de leitura individual,

Salas de estudos em grupo,

Videoteca,

Gibiteca,

Biblioteca infanto-juvenil,

Guarda-volumes,

Recepção,

Circulação,

Exposição temporárias e permanentes,

Painéis de exposição,

Terminais de consulta,

Jardins internos

Café literário

Serviço de atendimento e orientação ao usuário,

Salas de informática ou Infocentros

Sala de Treinamento

Auditórios

Administração

Secretaria

Ação Cultural

Processamento Técnico

Aquisição e Desenvolvimento de Coleções

Sanitários

Área de serviços

Sala de funcionários

5.Considerações Finais
Nos dez últimos anos têm-se notícias de grandes investimentos em projetos de revitalização de bibliotecas conhecidas mundialmente como a nova Biblioteca de Alexandria e a nova Biblioteca Pública de Paris. Notícias que fazem os amantes de bibliotecas e dos livros ficarem sonhando com uma situação dessas em sua cidade ou mesmo em seu país. Mas existem também notícias de experiências muito bem sucedidas com investimentos em Bibliotecas que por certo não são patrimônios da humanidade mas que tiverem um papel muito importante na mudança de uma comunidade, de uma cidade. É o caso das Bibliotecas da cidade de Bogotá, que ostentará em 2007 o título da Capital do Mundial do Livro, outorgado pela UNESCO como reconhecimento dos investimentos que a Colômbia está fazendo em bibliotecas conforme informa o artigo intitulado “Bibliotecas dão nova fama a Bogotá”.

Assim, na direção de grandes investimentos em bibliotecas, livros e leitura o Município de São Carlos quer fazer jus ao antigo título - Athenas Paulista e também ao mais recente - Capital da Tecnologia, garantindo ao cidadão o acesso à cultura e educação contínua de qualidade por meio da disponibilização de equipamentos culturais modernos e atuantes, como uma rede de bibliotecas públicas e escolares/comunitárias.

A Biblioteca Pública Municipal Mário Tolentino deve ser um marco para a cidade de São Carlos, um lugar não somente para emprestar livros, mas sobretudo para ler, para se encontrar, para descansar, para se transformar com a leitura e a conhecimento. Enfim um lugar encantado, de magia, de sedução do pensar e aprender.

6. Referências
BIBLIOTECAS DÃO NOVA FAMA A BOGOTÁ. Folha de São Paulo Ilustrada, 11/07/2006. ( Reportagem local de Raul Juste Lores).
FAULKNER-BROWN, Harry – Design de grandes edifícios para bibliotecas. In: A informação: tendências para o novo milênio. Brasília: IBICT, 1999. p. 84-93.
FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Biblioteca pública: princípios e diretrizes. Rio de Janeiro: FBN, 2000. 160p.
GARRIDO, LUIS DE – Edifícios inteligentes. (artigo disponível no site do autor)
HENNING, Wolfram - Construção de bibliotecas na Alemanha: conceitos e exemplos. Tradução de Ana Teresa Vianna de Figueiredo Sannazzaro. São Paulo, 2004. 14p. (http://www.goethe.de/br/sap/bibl/priarch.htm) Em 01/07/2004.
MONTEIRO, Paula – Os recursos dos edifícios inteligentes no Brasil.

(http://www.auditorio&cia.com.br/artigos/at_prediosinteligentes.htm) Em 01/07/2004


MORAES, Lourdes de Souza Moraes; SALVADOR, Elizabeth Valdetaro; MARTINS, Francisco Alexandra Sommer – Projeto arquitetônico da Biblioteca Comunitária da UFSCar: belo e funcional. In: Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 11, Florianópolis, SC, abril de 2000. Anais...

7. Anexos
A
nexo 1 – Dimensioamento do espaço para armazenamento de acervo e postos de leitura


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