Programa de Pós-Graduação em História



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Universidade Federal da Bahia

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

Departamento de História

Programa de Pós-Graduação em História


Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Capes)

Salvador, 29-31 de março de 2010

FFCH – PASL – Auditório do crh


III Simpósio Procad Unicamp – UFBa – UFC

A Pesquisa Histórica e Suas Fontes


DANDO CONTINUIDADE aos simpósios Procad Capes entre equipes de pesquisadores da Unicamp, UFBa e UFC (Fortaleza, 2002 e Salvador, 2004), este III Simpósio reflete a cooperação e o intercâmbio visando o fortalecimento da formação de recursos humanos no campo da pesquisa em História Social. Do ponto de vista científico, pretendemos ampliar os parâmetros da investigação sobre a história dos trabalhadores no Brasil, abordando temas pouco freqüentados pela literatura especializada. Neste sentido, buscamos examinar as múltiplas tradições que informam as experiências dos trabalhadores – negros, mestiços ou brancos – nos mais diferentes espaços.

Primeiro dia – 29/3

Mesa Redonda I – Crônicas e fontes literárias: usos e contextos (FFCH – PASL – auditório do CRH – 9:30)

Sílvia Lara (Unicamp)

Um texto e suas cópias: os significados de uma narrativa seiscentista sobre Palmares


A crônica escrita em 1678 que narra a campanha de Fernão Carrilho e o acordo de paz firmado entre Gangazumba e o governo da capitania de Pernambuco é um dos documentos mais conhecidos e usados para contar a história de Palmares. As condições de produção e circulação desse texto no século XVII, no entanto, nunca foram conhecidas, investigadas ou discutidas. Exploro aqui esses aspectos, bem como o modo como esse texto foi copiado, transcrito, publicado e apropriado pelos historiadores de Palmares, para mostrar como essa “história documental” é imprescindível para a análise de seus significados e, também, para repensar a própria história palmarina.

Lígia Bellini (UFBa)

Crônicas conventuais portuguesas do período moderno. Características e usos

A comunicação examina aspectos formais de um pequeno conjunto de crônicas escritas em mosteiros femininos e masculinos em Portugal, nos séculos XVII e XVIII, procurando relacionar suas formas com os contextos em que foram produzidas e compreender seus usos. Alguns dos textos parecem ter sido elaborados mais de acordo com modos de pensamento e expressão típicos de culturas em que a oralidade é predominante, sugerindo que eram dirigidos a um duplo público — que lia e que estava acostumado a ler em voz alta e a ouvir ler. Proponho que estas características podem ser vinculadas a modos de sociabilidade e à delimitação de espaços distintos de atuação de homens e mulheres, no universo católico.



Gabriela Sampaio (UFBa)

Uanga, Ilundo e O Feiticeiro: romances e folclore como fontes para a História Social

Nesta apresentação pretendo discutir o uso do material de folcloristas, a partir da análise da obra Ilundo, do escritor e folclorista angolano Oscar Ribas, de 1975, como fonte para o trabalho em História Social. Buscarei relacionar o uso de fontes de folcloristas com o trabalho com obras literárias – em especial alguns romances, brasileiros e angolanos, dos séculos XX e XX, que tratam da feitiçaria africana.



Mesa Redonda II – Novas fronteiras territoriais e arquivísticas (FFCH – PASL – auditório do CRH – 14:00)

Jackson Ferreira (Uneb Campus IV – UFBa)

A fronteira documental na “Terra do Frio: possibilidades de pesquisa no Baixo Sertão baiano


Até há pouco tempo vigorou na historiografia baiana a visão de que era quase impossível realizar pesquisas históricas nos sertões baianos antes do século XX com base em documentos forenses e eclesiásticos. Acreditava-se que estes estariam “perdidos” em razão da falta de zelo dos funcionários das instituições responsáveis pela sua guarda. Outra concepção era a de que por não serem tão importantes para a vida econômica e administrativa da Bahia no século XIX, as diferentes administrações provinciais não deram muita atenção a essas localidades, o que justificaria a quase ou total inexistência de fontes. Esses espaços eram as ‘terras de ninguém”, aonde a violência e o caos imperavam. O empenho de alguns historiadores e a difusão de cursos de graduação e pós-graduação em história no interior baiano estão mostrando que essas idéias devem ser relativizadas. Os interesses desses historiadores em desnudar o passado dessas regiões levaram-lhes aos arquivos “tradicionais” baianos, a exemplo do Arquivo Público do Estado da Bahia, em busca de fontes que respondessem as suas inquietações. Outros investigaram nos próprios espaços pesquisados a existência de locais que abrigam documentos e acabaram encontrando acervos fantásticos, muitas vezes empilhados como “arquivo morto”. Entre esses espaços está Morro do Chapéu, cidade localizada na Chapada Diamantina, cuja economia no século XIX girava em torno do tripé, policultura agrícola, mineração e, principalmente, a pecuária. Os arquivos morrenses, em especial o forense e o eclesiástico, reservam ao estudo do século XIX e XX um farta e rica documentação. O objetivo dessa comunicação é apresentar os trabalhos que vem sendo feito para a conservação e difusão dessas fontes. A reboque, mostraremos as possibilidades de pesquisa que tais fontes podem oferecer à historiografia baiana.

Lara Vanessa de Castro Ferreira (UFBa)

As Avalanches de documentos sobre as “terras da promissão” e novas perspectivas sobre o “mundo do trabalho” no sertão

Esta apresentação tem como objetivo relatar a experiência da pesquisa sobre a história de trabalhadores retirantes e engenheiros dentro das frentes de serviços de açudagem referenciada pela atuação de uma comissão de combate as secas. Para que as particularidades do “mundo do trabalho” em pleno sertão cearense na “seca do quinze”, as questões políticas e os conflitos diversos fossem apreendidos, um leque de fontes diferentes foram levantadas e interrogadas. Entre elas, a documentação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS foi um ponto chave na minha empreitada. Fora os documentos encontrados na Biblioteca do DNOCS (Fortaleza – CE), que vão desde testemunhos raros referentes à flora brasileira, até relatórios de serviços atuais, somei a minha pesquisa as fontes encontradas na 2ª D.R. do DNOCS ( Fortaleza – CE), especialmente as do fundo “açudes públicos Ceará”. As pastas desse fundo apresentam desde orçamentos, telegramas, históricos, memórias justificativas, ofícios, até documentos técnicos, como quadros de cubação, análise de amostra de terra, de amostra de água, medições, mapas geográficos e geológicos, dentre outros. Uma documentação rica pela diversidade e amplitude de questões, muito importante para minha pesquisa, ainda pouco explorada, mas que encontra-se atualmente em completo abandono. Assim, avalanches de documentos que descortinam a história de muitos sujeitos do\no semi-árido brasileiro, literalmente entregue as traças e as baratas.



Bruna Ismerin Santos (UFBa)

Entre alienistas e juristas. A loucura nos processos de interdição

A grande maioria dos trabalhos dedicados a história da loucura tem na ciência psiquiátrica e na instituição asilar seus alicerces. Desse modo, o eixo metodológico desses trabalhos assenta-se, principalmente, em torno da análise de fontes que dêem conta da história médica e asilar. O que pretendemos nesta comunicação é acrescentar um novo olhar sobre a história da loucura a partir da análise de uma documentação ainda pouco explorada que são os processos de interdição. Com os processos de interdição poderemos evidenciar que, para além das fronteiras impostas pelos muros do manicômio, um outro mundo vem à tona. As relações entre familiares, loucos e médicos ganham uma nova dimensão. A dimensão do cotidiano extramuros intermediado pela justiça e suas normas. Entre brigas, disputas, interesses, artimanhas, cuidados e descuidados, a justiça veio reunir e criar o elo entre esses personagens fora do domínio da psiquiatria (o hospício). Ao elegermos os processos de interdição como nosso tema e ao mesmo tempo nossa fonte, queremos dissociar a idéia de que a história da loucura possa ser analisada e entendida somente a partir do viés médico - psiquiátrico e jurídico sinônimo de criminal. A loucura e o louco ocupam no cotidiano um espaço maior do que as instituições asilares e tem muito mais a dizer sobre si do que os discursos elaborados sobre eles.




Mesa Redonda III – Fontes para o estudo da escravidão e da liberdade (FFCH – PASL – auditório do CRH – 16:00)

Maria de Fátima Novaes Pires (UFBa – Uneb)

Escravidão e liberdade no sertão baiano: fontes históricas, abordagens e acervos

A presente comunicação tem o objetivo de apresentar trabalhos dedicados ao estudo da escravidão e do pós-abolição no sertão da Bahia. Para tanto, trata de fontes, formas de abordagens e metodologias, ao passo que busca informar sobre as condições dos acervos regionais.



Cláudia Moraes Trindade (UFBa)

Ordem e desordem: cotidiano de presos na Bahia oitocentista

A comunicação aborda o cotidiano prisional na Bahia oitocentista a partir da correspondência de presos endereçada às autoridades. Através dessa documentação busco reconstruir a vida diária da comunidade prisional, atentando para visões de mundo, parcerias e conflitos entre presos, funcionários e guardas da instituição e como, a partir dessa complexa convivência, se construía uma ordem alternativa da prisão. Essas cartas tornam-se ainda mais valiosas quando confrontadas com os documentos administrativos, o que enriquece a interpretação das questões específicas tratadas em ambos. A escrita foi um meio de protesto bastante utilizado por presos, fossem homens, mulheres, livres, escravos ou libertos, sentenciados ou não. Embora nem todos os presos fossem letrados, eles buscavam a ajuda de companheiros ou advogados para servirem de mediadores. No entanto, é significativo o número desses documentos escritos pelos próprios presos. Trajetórias da vida de presos também são analisadas a partir dessas correspondências, possibilitando perceber a complexa interação entre a prisão e a sociedade envolvente.



Robert W. Slenes (Unicamp)

Casa grande/pequena e senzala: novas fontes sobre alforria, novas perspectivas sobre escravidões e identidades no Brasil (séculos XVIII-XIX)

A grande maioria de estudos sobre a manumissão no Brasil se baseia nas “cartas de alforria” registradas nos “livros de notas e escrituras” dos cartórios. Entretanto, alguns novos trabalhos, quase todos centrados no Sudeste, desviam o enfoque para as alforrias em testamento. Além disso, eles fazem pela primeira vez a ligação nominativa entre os alforriados (no caso, nos testamentos) e os escravos nas listas de avaliação de propriedade nos inventários post-mortem, o que permite o cálculo das taxas de alforria em escravarias de tamanho diferente. Dois desses estudos, de orientandos meus, vão um passo adiante: procuram fazer a ligação nominativa com as listas de avaliação, tanto das manumissões em cartas de alforria (sendo estas, em sua grande maioria, concedidas durante a vida do senhor), quanto das liberdades concedidas em testamento (um conjunto aparentemente da mesma ordem de grandeza que o das cartas) e na pia batismal. Os resultados surpreendem: indicam que os grandes senhores como grupo, e mesmo o sub-conjunto deles que de fato alforriava, manumitiam apenas uma pequena percentagem de seus cativos. Em contraste, aqueles pequenos senhores que libertavam alforriavam uma proporção extraordinária.

O trabalho apresenta os resultados dos diversos estudos, como também a pesquisa do próprio autor, com o enfoque em fontes e métodos. Não esquiva, no entanto, de refletir sobre as possíveis implicações dos novos estudos para questões clássicas na historiografia. Primeiro, o “patriarcalismo” ou “paternalismo” parece ter caracterizado muito mais as ações da “casa pequena” (ou de um sub-conjunto de casas pequenas) do que as da “casa grande” – se bem que há indícios de que muitos desses pequenos proprietários-libertadores, por não ocuparem uma situação de “força” em sua negociação com os escravos, tiveram que “soltar os anéis” para não “perder os dedos”. Segundo, parece ser difícil agora defender a idéia de que os grandes senhores, de modo geral, conseguiram dividir suas senzalas polticamente. De fato, os resultados das novas pesquisas podem ajudar a entender porque os escravizados nas grandes propriedades do Sudeste investiram suas forças na criação de uma identidade em comum, demarcada por símbolos e pressupostos culturais de grande dispersão na África Central. Finalmente, e em contraste com o que acontecia nas propriedades maiores, as relações entre escravos e pequenos senhores – muitos destes pardos, senão pretos – devem ter incentivado de par a par as trocas culturais e a formação de identidades mais ecléticas e menos polarizadas.

Segundo dia – 30/3

Mesa Redonda IV – Fontes policiais e registros de associação (FFCH – PASL – auditório do CRH – 10:00)

Cláudio Batalha (Unicamp)

As associações operárias através dos registros oficiais e da documentação policial no Rio de Janeiro do Império à Primeira República

Durante muito tempo os registros associativos foram considerados parte de um ritual burocrático repetido, incapaz de fornecer informações relevantes sobre as sociedades registradas, mas com crescente freqüência esse pressuposto vem sendo questionado pela historiografia. No caso do Império, em que as informações disponíveis são bastante escassas vários historiadores nos últimos anos exploraram os processos de autorização para funcionamento que passaram pelas mãos do Conselho de Estado. No período republicano, os registros de sociedades no Distrito Federal foram realizados no Ofício de Títulos e Documentos – Sociedades Civis e Pessoas Jurídicas a partir de 1903, que também começam a ser trabalhados. Além dos registros, o funcionamento das sociedades operárias pode também ser acompanhado pela documentação policial tanto na correspondência recebida pela Secretaria de Polícia do Distrito Federal, quanto no acompanhamento realizado pela polícia das atividades dessas sociedades. Essa comunicação explora as características e algumas das possibilidades abertas pela pesquisa desses diversos fundos documentais.



Sidney Chalhoub (Unicamp)

Escravidão e polícia na Corte imperial


Em Visões da liberdade, narrei algumas histórias de escravos que recorriam ao poder público, no caso a polícia, para confrontar os seus senhores. Em geral, eram casos de escravos que cometiam crimes e fugiam para a polícia, ao invés de fugir da polícia, deixando evidente às vezes que o seu intuito ao cometer o delito era mesmo subtrair-se à autoridade senhorial entregando-se à ação da justiça. Também nos casos dos processos cíveis para a obtenção de alforria, as situações muita vez mostravam que, na perspectiva de alguns escravos, existia mesmo a possibilidade de recorrer às autoridades para confrontar o poder dos senhores. Todavia, a pesquisa realizada em Visões da liberdade, apesar de sugerir a importância desse recurso para os escravos, não permitia uma avaliação mais concreta da disponibilidade dessa estratégia para os cativos. A maior parte das fontes utilizadas no livro quanto a este aspecto provinha das décadas de 1850 e 1860, quando a situação era provavelmente bem diferente da que emergiu no período posterior à lei de 1871. Os livros de registro de entrada de detentos na Casa de Detenção da Corte no período de 1860 a 1880, organizados em bancos de dados existente no CECULT, facultam um retorno a essa questão, na expectativa de aumentar a complexidade de nosso entendimento dela, ao mesmo tempo em que se enfatiza a importância das mudanças ocorridas ao longo da década de 1870, decorrentes em grande medida da vigência da lei de 28 de setembro de 1871.

Frederico de Castro Neves (UFC)

Seca, pobreza e política: o que é politicamente correto para os pobres?

Esta comunicação trata de um processo criminal instaurado contra um militante comunista acusado de incitar uma multidão de retirantes a saquear o mercado de alimentos da cidade cearense de Itapagé, em 1951. O processo possui um trajeto tortuoso, entre a Justiça comum e a Justiça Militar, permitindo um entendimento acerca das representações atribuídas por magistrados e testemunhas às ações das multidões de retirantes em tempos de seca. Além disso, pode-se examinar o lugar inferido ao conceito de Política no interior das relações com os pobres e suas formas de organização. A presença de um militante comunista confunde essas representações e provoca mudanças no interior do processo, que transita de uma visão reformada e liberal das relações sociais para uma postura tradicional e paternalista nas relações com os pobres camponeses arruinados.



Mesa Redonda V – Os processos da Justiça do Trabalho (FFCH – PASL – auditório do CRH – 14:00)

Frank J. Luce (York University)

Justiça do Trabalho e História regional: os trabalhadores rurais na Junta de Ilhéus, 1963-1973

Ilhéus era conhecida como a região de Jorge Amado e dos coronéis do cacau, mas depois do trabalho de Antonio Guerreiro, Maria Hilda Paraíso e da brasilianista Mary Ann Mahony podemos ver que também é a região dos trabalhadores do cacau. Estes trabalhadores organizaram um sindicato na década trinta, e durante a década 50 foram reconhecidos como a vanguarda dos assalariados rurais, sendo seu grêmio reconhecido pelo Estado em 1957, seis anos antes do Estatuto do Trabalhador Rural (ETR). Com a promulgação do ETR em 1963, uma junta da Justiça do Trabalho foi instalada em Ilhéus, sendo seu arquivo hoje preservado na Universidade Estadual de Santa Cruz. Durante a vida curta do ETR (1963-1973), muitos trabalhadores de cacau reclamaram seus direitos trabalhistas na junta. Este episódio na História do Direito do Trabalho também faz parte da História Social da região, sobretudo na relação entre o Direito e o câmbio social. Estudando as reclamações dos trabalhadores de cacau, aprende-se que a junta era dedicada ao império da lei, mas não era suficiente para garantir os direitos trabalhistas.



Antonio Luigi Negro (UFBa)

Os 17 reclamados: protesto operário na Justiça do Trabalho

Quais as possibilidades e questões que apenas um processo trabalhista pode oferecer para a pesquisa em História Social na Bahia do pós-guerra? Sem dispor de um acervo documental que permita um tratamento das fontes em série, e propondo a leitura intensa de uma queixa empresarial contra trabalhadores, buscarei analisar a importância dessa fonte para dimensionar a presença dos trabalhadores na sociedade.



Fernando Teixeira da Silva (Unicamp), Samuel Souza (Unicamp)

Banco de dados Dissídios Coletivos da Justiça do Trabalho (São Paulo, décadas de 1940 a 1970)

O objetivo da comunicação é apresentar um banco de dados de dissídios coletivos do Tribunal Regional do Trabalho/SP, em fase de preenchimento por parte de pesquisadores e bolsistas do Cecult/Unicamp. Buscaremos mostrar os elementos que presidiram a elaboração do banco, visando subsidiar pesquisas de caráter quantitativo e qualitativo. O formulário conta com várias entradas (campos) de dados referentes a identificação, trâmite dos processos e diferentes atores jurídicos. A triagem, o cruzamento e a análise de informações de milhares de processos possibilitarão um amplo conhecimento do funcionamento da Justiça do Trabalho no estado de São Paulo, entre as décadas de 1940 e 1970.



Mesa Redonda VI – Fontes Orais (FFCH – PASL – auditório do CRH – 16:00)

Franck Ribard (UFC)

Oralidade e fontes orais : refletindo sobre “memória” e “etnicidade” negra

O presente trabalho propõe uma reflexão de cunho teórico e metodológico sobre o estudo da oralidade e as implicações específicas ligadas à utilização de fontes orais, nos estudos sobre memória e etnicidade. Partindo de exemplos de pesquisas voltadas para o tema do negro no Brasil e para a cultura afro-brasileira, tentarei analisar o papel central da oralidade como mecanismo fundamental da manutenção e da transmissão da memória, bem como da expressão identitária e étnica.



Eurípedes Funes (UFC)

Nordestinos, mocambeiros e seringueiros na Amazônia

Na presente comunicação busco fazer uma reflexão sobre as fontes orais para análise de diferentes seguimentos sociais, cujas histórias se imbricam num processo semelhante de lutas e afirmação identitária enquanto povos da floresta.



Lisa Earl Castilho (UFBa)

Entre a oralidade e a escrita: uma experiência de cruzamento de fontes orais e documentais

Nas comunidades religiosas afro-brasileiras, a tradição oral freqüentemente é a fonte mais utilizada para informações sobre seus passados. No caso dos terreiros mais antigos, geralmente supõe-se que os primeiros sacerdotes não teriam deixado documentos, assim impossibilitando a reconstrução dos primórdios de suas comunidades. Contudo, com os nomes das pessoas mais chaves e algumas datas, a análise cuidadosa das narrativas orais pode oferecer pistas para uma produtiva pesquisa documental. Nesta comunicação, apresentarei minha experiência na reconstrução das histórias de vida de alguns africanos libertos lembrados como importantes na fundação de um dos terreiros mais antigos da Bahia, a Casa Branca.



Terceiro dia – 31/3

Reunião interna das equipes (14:00).



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