Projecto de Recomendação da Escola Profitecla de Braga Pólo de Braga



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Projecto de Recomendação da Escola Profitecla de Braga

Pólo de Braga

Conforme estipula o Regulamento do Parlamento dos Jovens do presente ano lectivo (2006/2007), cabe também à Comissão Eleitoral da nossa Escola, apresentar algumas sugestões de trabalho que contribuam para a forte diminuição do Insucesso e Abandono Escolar na nossa Região/ Distrito de Braga, e também em todo o país.

Conforme se pôde verificar ao longo dos momentos vividos durante o processo eleitoral nesta Escola e que culminou com a realização das eleições no passado dia 10 de Janeiro, são múltiplas e complexas as causas que contribuem para a persistência deste flagelo educativo e social que é o Insucesso e Abandono Escolar.

Não se afigura fácil também para esta Comissão Eleitoral da Escola Profitecla, apresentar um conjunto de soluções que à priori pareçam resultar eficazes no combate sem tréguas a este problema que afecta não apenas os próprios alunos que se encontram nesta situação, como também as suas próprias famílias que acabam por ver frustradas social e economicamente as expectativas que tinham, para ver coroadas de êxito, a aposta legítima que fazem na valorização cultural e pedagógica dos seus educandos.

Por isso mesmo, a Comissão Eleitoral da Escola Profitecla entende que esta luta não deve ser apenas travada pelos pais ou encarregados de educação dos alunos que acabam por estar envolvidos neste dilema do insucesso e abandono escolar. Este empenho deve ser de todos, da sociedade em geral que tem responsabilidades directas e indirectas na formação pedagógica e social dos jovens. Este esforço não deve ser assumido apenas pelos Governos, e no caso concreto pelo Ministério da Educação que tem a responsabilidade directa pela implementação de políticas educativas que contribuam para o sucesso educativo e plena integração social dos alunos e formandos no difícil e complexo Mercado de Emprego ou de Trabalho. É uma tarefa que cabe à Sociedade portuguesa gerir seriamente para que as Estatísticas referentes ao insucesso e abandono escolar, deixem de ser uma preocupação para todos os agentes educativos (Escola, Encarregados de Educação, Municípios, etc.).

Até porque as Estatísticas das taxas de insucesso escolar de todos os graus de Ensino em Portugal têm vindo a diminuir, apesar de constituir ainda uma preocupação para todos os cidadãos conscientes de que o desenvolvimento total e harmonioso de qualquer país no Mundo actual, passa necessariamente pela aposta constante na melhoria de todos os recursos materiais e espirituais disponíveis que ajudem a elevar os níveis e graus de Conhecimento dos alunos e das pessoas em geral.

Um esforço ingente que não se esgota já nas quatro paredes da Escola, passe a expressão, mas que prossegue pela vida activa fora e não só, de modo a que o sentimento social de inclusão de todas as pessoas, como muitos politólogos contemporâneos defendem, não seja nem uma palavra nem um conceito vão, mas antes uma realidade bem presente no nosso quotidiano de sociedades que queremos cada vez mais civilizadas, e de acordo com as utopias saudáveis de muitos Pensadores da História e com as exigências de um progresso consolidado e evolutivo, baseados nos valores do Humanismo, da Tolerância e da valorização das diferenças multiculturais que afinal sempre caracterizaram a Mundialização. Um contexto no qual, secularmente, Portugal assumiu desde muito cedo uma preponderância histórica que importa destacar e que deve representar uma referência permanente para todos os agentes educativos que têm a difícil responsabilidade de preparar qualitativamente bem as futuras gerações que em muitos casos, terão mesmo a responsabilidade de participar na gestão das coisas públicas deste país.

É naturalmente com este legítimo intuito que a Assembleia da República faz este estimulante desafio às capacidades cognitivas e às preocupações sociais dos jovens deste país, por forma a que eles reflictam também e assumam uma postura cívica que lhes permita argumentar e apresentar propostas fundadas sobre este tema pertinente que diz respeito não apenas ao seu próprio futuro, mas também às capacidades empreendedoras das futuras gerações, de fazer e realizar acções concretas e formais que contribuam para engrandecimento material e espiritual deste país, a caminho dos nove séculos de História. Um caso raro e digno de registo neste mundo contemporâneo, abalado por convulsões sociais e multilaterais que põem em perigo muitas vezes uma incontornável relação de interdependência absolutamente necessária para o seu bem-estar económico e cultural.

Como se pode facilmente depreender da argumentação exposta, não se afigura nada fácil apresentar um pacote medidas e propostas que sejam eficazes no combate ao insucesso e abandono escolar no nosso país, e em particular na nossa região. Mesmo assim, depois de ponderados e analisados os múltiplos e complexos factores sociais propiciadores do insucesso e abandono escolar, a Comissão Eleitoral da Escola Profitecla de Braga deliberou apresentar algumas medidas que podem contribuir para o decréscimo das taxas de insucesso e abandono escolar.

São elas:


A criação nas Escolas, de mecanismos sociais e físicos que previnam e combatam as causas do insucesso e abandono escolar, através de uma articulação permanente entre todos os agentes educativos (famílias, empresas, autarquias) envolvidos no processo de aprendizagem dos alunos.
Criação no seio das Escolas, de mais actividades extracurriculares que contribuam para o reforço da auto-estima dos alunos e do seu interesse pelas actividades escolares.;
Redução da carga horária que em muitas situações pode ser a causadora directa ou indirecta do aparecimento do desinteresse lectivo e por inerência do insucesso e abandono escolar;
Estruturalmente, são estas as propostas que a Comissão Eleitoral da Escola Profissional Profitecla - Pólo de Braga apresenta para combater com sucesso, o abandono e insucesso escolar em Portugal.


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