Projecto Educativo introduçÃO



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Projecto Educativo

  1. INTRODUÇÃO

A autonomia da escola concretiza-se na elaboração de um



projecto educativo próprio, constituído e executado de

forma participada, dentro de princípios de responsabilização

dos vários intervenientes na vida escolar e de adequação às

características e recursos da comunidade em que se insere”

(Dec.Lei 43/89, de 3 de Fevereiro).




Volvidos três anos de vigência do Projecto Educativo anterior, é tempo de balanço, antes de nos aventurarmos à elaboração de um outro para o próximo triénio.

Das três áreas de actuação anteriormente identificadas, - relações humanas e conduta cívica, higiene/limpeza e equipamentos/materiais - verificamos que nenhuma se esgotou completamente, pelo que se optou pela sua manutenção, tendo em conta que o Projecto Educativo da Escola, único e englobante, foca o desenvolvimento da organização escolar no seu conjunto com reflexos óbvios nas condições de aprendizagem dos alunos.

A política educativa desta Escola continua a considerar fundamental o reconhecimento do papel activo de cada um na construção do seu desenvolvimento e aprendizagem, deixando de ser o objecto do processo educativo para afirmar-se como sujeito activo, promotor de uma aprendizagem contínua.

A construção de uma Escola, capaz de romper com práticas rotineiras e de construir a inovação, implica o exercício pleno do direito à diferença e à total disponibilidade para a mudança, aceitando o desafio da autonomia possível.




2
. CARACTERIZAÇÃO DO CONTEXTO EM QUE SE


INSERE A ACÇÃO EDUCATIVA
Identificação da Escola
Escola Básica dos 2º e 3º ciclos n.º1 de Elvas
Ensinos ministrados em 1999/2000:

2º Ciclo do Ensino Básico

3º Ciclo do Ensino Básico
Endereço:

Avª Infante D.Henrique – Bairro de Stª Luzia

7350-100 ELVAS

Tel: 268623293


Fax: 268620606

E-mail: info@eb23-elvas.rcts.pt


URL: www.eb23-elvas.rcts.pt


Localização

Implantada na periferia da cidade - saída para Juromenha - a Escola está inserida numa zona de expansão urbana de características residenciais.



Origem


Criada na fase de lançamento do Ciclo Preparatório do Ensino Secundário, a actual Escola EB 2,3 de Elvas iniciou a sua actividade em 1968/69 em instalações precárias e arrendadas ao Colégio Luso-Britânico (tinham sido consideradas impróprias para a prática lectiva daquele estabelecimento de ensino) - com a designação de Escola Preparatória de Gil Fernandes, designação que manteve até 1976.

Em 1970/71 e devido ao aumento da população escolar, é forçada a alugar mais três salas a uma instituição religiosa da Ordem dos Terceiros passando a sua actividade a desenvolver-se em dois pontos distintos da cidade.

Em 1971/72, alarga-se para as instalações da escola primária do bairro da Boa Fé, passando nessa altura a dispor de oito salas.

Em 1972/73 ocupa provisoriamente mais duas salas cedidas no edifício da Polícia de Segurança Pública, situação que se manteve até que, em 1975/76 é transferida para as actuais instalações, na altura ainda em fase de acabamento (instalação eléctrica provisória, pátios não pavimentados, etc).

A “mudança” apressada e o súbito abandono das obras por parte da empresa construtora, fez com que o projecto inicial não viesse a ser concluído, tendo a escola começado a funcionar apenas com o equipamento das antigas instalações não chegando nunca a ser apetrechada.

Foi uma das Escolas escolhidas para o funcionamento do chamado Curso Experimental do Ensino secundário, sendo, na altura, os alunos seleccionados para a frequência deste curso do seguinte modo:



  • Um terço escolhido entre os alunos com melhores notas;

  • Um terço escolhido entre os alunos médios;

  • Um terço escolhido entre os alunos com notas mais baixas.

Em 1981/82 começou a funcionar na escola o sétimo ano de escolaridade, devido a um protocolo celebrado com a Escola Secundária D. Sancho II, prevendo-se, na altura, que esta situação se prolongasse por um máximo de dois anos, período considerado suficiente para as obras de alargamento daquela escola secundária. Porém, esta situação tornou-se definitiva e no ano lectivo 1993/94 iniciou-se também o oitavo ano e no seguinte o nono.

Actualmente, já transformada em Escola do Ensino Básico do 2º e 3º Ciclos, divide a sua população escolar com a nova Escola do Ensino Básico do 2º e 3º Ciclos n.º 2 da Boa-Fé e mais recentemente (ano lectivo 1999/2000) também com a Escola Básica Integrada de Vila Boim.

No ano lectivo 1997/98 aderiu à experiência dos Cursos de Educação e Formação Profissional Inicial – Despacho Conjunto nº 123/97, tendo desde então ministrado os cursos de Operador de Sistemas Informáticos e Empregado Administrativo.


Caracterização do contexto externo da Escola - Cidade de Elvas -

Localização


Elvas, situada na província do Alto Alentejo, pertence ao Distrito de Portalegre que fica a 55 km., sendo Sede do Concelho, que é composta por 11 Freguesias, 4 Urbanas e 7 Rurais, ocupando um total de 620,80 kms2 .

Cidade fronteiriça localizada a cerca de 11 Km de Badajoz. É limitada a Norte pelo Concelho de Arronches, Nordeste pelo Concelho de Campo Maior, Este pelos Rios Guadiana e Caia, Oeste pelo Concelho de Monforte e a Sul pelos Concelhos de Vila Viçosa, Borba e Alandroal.




Origem Histórica/Curiosidades Históricas

Datas e Acontecimentos/Monumentos
Segundo Eurico Gama,(escritor elvense), Elvas é o antigo "Chavee à Reynass" dada a importância da sua posição estratégica; o valor e solidez da sua fortaleza venerada e jamais vencida, ocupando na história da pátria um lugar do mais alto relevo.

A fundação de Elvas data de um tempo que não é possível fixar, mas não há dúvida de que a sua origem é remotíssima perdendo-se na bruma lendária dos séculos. Soube-se, no entanto, que por aqui estiveram Cartagineses e Romanos, Suevos e Mouros na sua passagem pela Península Ibérica.

Os Celtas atraídos pelo clima ameno estabeleceram-se aqui 1000 a.C. depois... passaram por cá os Romanos, Alanos, Suevos e Mouros.

Não pode de forma alguma ser esquecido o papel preponderante que Elvas desempenhou na consolidação da independência Nacional como praça forte e guarda avançada do reino ao resistir heroicamente travando o avanço castelhano na célebre Batalha das Linhas de Elvas, a 14 de Janeiro de 1659, sendo um dos feitos mais ilustres da história desta cidade. Em 1658, no mês de Outubro, forças Castelhanas comandadas por D. Luís de Haro cercaram Elvas durante três meses. Foi então que, em 14 de Janeiro de 1659, forças portuguesas comandadas por André de Albuquerque atacaram energicamente as linhas castelhanas que cercavam Elvas. Rápido, astuto, bem comandado, contando com o apoio serrado da artilharia, este ataque logrou romper o cerco castelhano à cidade. Vencendo aquela que foi das batalhas mais importantes da restauração, ambos os lados sofreram pesadas baixas.






Padrão da Batalha das Linhas de Elvas

Esta batalha, considerada a segunda das mais importantes batalhas da restauração, foi a primeira em Território Português.

Ficou assim o dia 14 de Janeiro, como o dia mais importante da história de Elvas, a ser celebrado como o dia da cidade.

Elvas foi uma cidade onde se viveram momentos históricos de extrema importância.

Das batalhas e tratados de paz e contratos de casamentos, tudo aqui aconteceu. Em Elvas concentraram-se várias tropas Portuguesas que seguiram para Castela em 1336, para a Batalha do Salado. Foi também em Elvas que, depois da Batalha de Ajubarrota, o condestável saiu para o combate do qual resultou a vitória de Valverde, em 1385. Também em Elvas reuniu D. Pedro I as Cortes de 1361, onde o povo falou pela primeira vez. Foi também esta das primeiras cidades e reconhecer a proclamação de D. João IV, como Rei em 1640. Elvas teve, portanto, vários ataques e cercos mas nunca se rendeu.

Integrada na província Alentejana, sempre esteve ligada aos grandes acontecimentos da história de Portugal, como estão a atestá-lo as suas muralhas, o seu castelo, recordando feitos e actos de bravura dos nossos antepassados, que são monumentos históricos de que muitos Elvenses se orgulham.

Elvas antiga nasce à sombra do Castelo e da Alcáçova, designação por que ficou conhecido o núcleo inicial de habitações que viria a dar origem à cidade.

Em meados da década de cinquenta, a situação da cidade fechada que assim se manteve ao longo de toda a história, rompeu-se com a abertura do viaduto, vindo a dar a Elvas um surto de expansão urbana, cujo resultado imediato foi a duplicação da área em cerca de 30 anos.

É
de salientar a importância dos monumentos existentes em Elvas, pois são estes que mais contribuem para o seu valor e riqueza histórica, dos quais, enumeramos os seguintes:
Aqueduto da Amoreira
. Aqueduto da Amoreira, considerado um dos maiores da Península Ibérica e que cumpre, ainda hoje, a função de levar água à cidade.

. Muralhas, com duas cinturas datadas do séc. XIII, de origem árabe, e uma 3ª do séc. XVI da época Fernandina, de onde se abrem 3 portas principais: Esquina, Olivença e S. Vicente. Recentemente foi aberta outra passagem para dar acesso a um moderno viaduto. Uma cisterna aqui existente tem 7 metros de altura e comporta 2200 cm3 de água .

Existem ainda outros monumentos, tais como a fonte da Misericórdia, Museu Municipal, Castelo, Forte da Graça e Forte de Santa Luzia, Igreja da Nossa Senhora da Assunção (Sé), e Igreja de S. Domingos.


População

Actualmente com cerca de 25000 habitantes, sendo 15000 da sede do Concelho, a população da cidade de Elvas, com longas raízes históricas, tem evoluído conforme os condicionalismos económico-sociais e políticos do nosso país e da região onde se insere.

Globalmente, nota-se um decréscimo progressivo da população rural em favor da urbana. Isto é o resultado da lenta mecanização do espaço rural e da cidade funcionar como polo de atracção da população activa.

Características Económicas/Sociais/Culturais

. Actividades económicas predominantes são a Agropecuária e o Comércio Retalhista, actualmente em recessão conjuntural crescente;

. As poucas empresas existentes do sector secundário são, na sua maioria, de pequena dimensão e de exploração familiar;

. Abandono/insucesso escolar e/ou prossecução dos estudos do ensino secundário ou profissional por não terem mais nada que fazer;

. Fraca apetência pelo saber/leituras/manifestações culturais por parte da maioria da população;

. Fracas expectativas de futuro, em relação à prossecução/emprego, quer por parte da população juvenil quer dos seus encarregados de educação;

. Crianças e adolescentes “arrumadores clandestinos de carros” por vezes, organizados em bando, como forma de ganhar dinheiro;

. Elevado consumo de álcool, tabaco e algumas drogas entre a população infantil e juvenil;

. Hábitos instalados de ocupação de tempos livres e convívio de adolescentes em bares, cafés, discotecas, casas de jogo, etc.;

. Frequente permanência de adolescentes, por vezes mesmo de crianças, na via pública para além das duas horas da madrugada;

. Grande influência “modus vivendi” da sociedade espanhola, nomeadamente, nos jovens sobre os quais exerce forte atracção;

. Agravamento de situações e comportamentos de riscos/desviantes devido à liberalização das fronteiras;

. Previsão de incremento do afluxo diário de cidadãos espanhóis, nomeadamente, dos envolvidos em tráfico de estupefacientes, prostituição juvenil e infantil e criminalidade.

Caracterização das instalações

A Escola está situada em terreno acentuadamente desnivelado, com cinco plataformas, separadas por rampas. Os acessos são feitos por escadarias. As características de construção não estão adaptadas às condições climáticas da região, tendo no entanto, a Direcção-Regional de Educação e os Conselhos Executivos feito algumas intervenções no sentido de se minimizar esse problema.

.

Estrutura Física



- Área Total do terreno - 31.800m2

- As salas estão distribuídas por 5 pavilhões

- Salas de Aula normais - 13

- Salas de Aula específicas - 13

- Espaços livres de recreio (descobertos) entre os Pavilhões.

- Dois campos de jogos.

- Pavilhão gimnodesportivo (coberto).

- Polivalente, que inclui:

Sala de convívio, bufete, papelaria, refeitório, cozinha, Sala de informática, Sala de Educação Musical, gabinete do Conselho Executivo, Serviços Administrativos, Reprografia, Sala de Professores, Sala de Directores de Turma.


  • Pavilhão de Actividades de Complemento Curricular que inclui:

· Centro de Recursos com Clube de Línguas, Atelier de Artes e Ofícios,

Clube de História, Clube de Ciências, Laboratório de Matemática,

Ludoteca, Sala de Estudo, Sala de Audiovisuais e Sala de Informática.

· Biblioteca integrada na Rede Nacional de bibliotecas.



Condições materiais e de equipamento

Carências materiais


Espaços e equipamentos inexistentes:
- Acessos cobertos entre os pavilhões

  • Mediateca

  • Auditório

Parque de estacionamento para automóveis de Pessoal Docente, Pessoal Administrativo e Pessoal Auxiliar

  • Climatização da Escola



Espaços e equipamentos insuficientes


  • Sala de Audiovisuais

  • Arquivos

  • Arrecadações


Estado de conservação
Edifício - razoável

Espaços – razoável, fruto das várias intervenções que têm vindo a ser feitas ao longo dos anos.

Equipamentos - Progressivamente a escola tem vindo a ser apetrechada, nomeadamente em mobiliário e equipamento informático.

Canalizações - Completamente degradadas, correndo-se mesmo o risco de, a não ser feita uma intervenção de fundo, se entrar em colapso.

Ao longo dos últimos anos lectivos a escola tem vindo a sofrer intervenções, nomeadamente no que respeita à climatização, modernização da cozinha, do refeitório e das instalações sanitárias dos pavilhões e ainda a construção de instalações sanitárias para os alunos no Polivalente.

Porém, com o decorrer dos anos, outras intervenções de maior envergadura terão de ser feitas, particularmente ao nível das coberturas que apresentam evidentes sinais de degradação.



ESTRUTURA HUMANA



A nossa Escola tem directamente ao seu serviço 86 profissionais, dos quais 64 fazem parte do pessoal docente e os restantes 22 fazem parte do pessoal não docente.

Dos 64 professores que constituem o corpo docente, 45 pertencem ao Quadro de Nomeação Definitiva (QND), 0 ao Quadro de Nomeação Provisória (QNP) e 19 são contratados.

Dos 22 profissionais que compõem o corpo não docente, 9 pertencem ao Quadro de Nomeação Definitiva (QND) do Pessoal Administrativo e os restantes treze fazem parte do Quadro de Nomeação Definitiva (QND) do Pessoal Auxiliar de Acção Educativa.

Toda esta população funcional da Escola está ao serviço de 531 alunos, distribuídos por cinco anos de escolaridade, dois do 2.º ciclo e três do 3.º ciclo.

Os alunos estão agrupados por ano de escolaridade e cada ano por turmas. Com excepção dos cursos do PI e do OAG com apenas uma turma cada, todos os anos (5.º, 6.º, 7.º, 8.ºe 9.º), são constituídos por 4 turmas cada, totalizando 22 turmas.




População funcional

Professores

64

Pessoal administrativo

9

Pessoal Auxiliar da Acção Educativa

13




Professores

QND

45

QNP

0

Contratados

19






ALUNOS DA ESCOLA

5.º Ano

97

6.º Ano

102

7.º Ano

101

8.º Ano

109

9.º Ano

90

PI

19

OAG

13


TURMAS DA ESCOLA

5.º Ano

4

6.º Ano

4

7.º Ano

4

8.º Ano

4

9.º Ano

4

PI

1

OAG

1


Subsídios

É
atribuído pelo SASE um subsídio escolar a 172 alunos.




Transporte Escolar

A Câmara Municipal de Elvas assegura o transporte de 84 alunos, no início e final das aulas.





Ensino Especial

N.º de alunos apoiados pelo Ensino Especial – 0



Estrutura de Organização Pedagógica e Administrativa
Em conformidade com o Dec. Lei n.º 115-A/98 e o Regulamento Interno da escola são os seguintes os órgãos de Administração e Gestão*:


  • Assembleia

  • Conselho Executivo

  • Conselho Pedagógico

  • Conselho Administrativo

* Ver Regulamento Interno



Outras estruturas e serviços

- Comissão de Pais e Encarregados de Educação


Esta comissão insere-se na Associação de Pais e Encarregados de Educação do Ensino Básico e Secundário de Elvas que se rege por estatutos próprios de acordo com as disposições legais vigentes.
Estruturas de orientação educativa




  • Departamentos Curriculares

  • Conselhos de Turma

  • Conselhos de Directores de Turma/Ciclo

  • Serviços Especializados de Apoio Educativo

Aspectos sociais da cidade de Elvas
Educação e cultura
Agrupamentos de escolas - 3

Escolas EB - 2

Escolas Secundárias - 1

EPRAL - 1

Colégio Luso-Britânico

Escola Superior Agrária

Academia de Música

Coral Públia Hortênsia de Castro

Banda 14 de Janeiro

Charanga dos Bombeiros Voluntários de Elvas

Biblioteca Municipal

Museu Municipal


Saúde
Hospital de Santa Luzia de Elvas

Centro de Saúde de Elvas


Desporto
O Elvas C.A.D. (Clube Alentejano de Desportos)

Os Elvenses

C.E.N. (Clube Elvense de Natação)

Estádio Municipal de atletismo

Clube de Tiro

Piscina Municipal

Escola de Ténis

Centro de Trabalhadores do Bairro da Boa-Fé


Imprensa escrita
Jornal "Linhas de Elvas"

Jornal "O Despertador "

Boletim Municipal
Relações com entidades do meio envolvente:
Câmara Municipal de Elvas

Biblioteca Municipal

Museu

Casa da Cultura



Jornal Linhas de Elvas

Centro de Saúde de Elvas

Bombeiros Voluntários de Elvas

Polícia de Segurança Pública

Protocolos estabelecidos pelo Jornal Escolar "O Aqueduto" com outras escolas e com algumas entidades.

Escola Superior Agrária

Escola Superior de Educação de Portalegre

Guarda Nacional Republicana

Regimento de Infantaria 8


3. ACÇÃO EDUCATIVA
Os estabelecimentos de ensino não devem ser apenas e tão somente locais de aprendizagem, mas também locais de aquisição de atitudes, de autonomia e de responsabilidade.

A educação é importante para a vida em comunidade, por isso a escola deve propiciar comportamentos de vivência comunitária, criando através dos vários regulamentos, actividades e projectos, um sistema de relações sociais.

No espírito da Reforma Educativa é possível conciliar as actividades lectivas com os variados projectos e acções que se desenvolvem ao longo de cada ano lectivo. É nesta perspectiva que pretendemos uma Escola voltada para o mundo exterior e com novas dinâmicas.

Regulamento Interno da Escola (ANEXO 1)
Neste regulamento interno, houve a intenção de definir disposições que, ajustadas aos condicionalismos particulares da Escola, deverão orientar o seu funcionamento.

Plano Anual de Actividades (ANEXO 2)
O Plano Anual de Actividades é um instrumento orientador para a comunidade escolar, criando uma dinâmica desejável, pois nele estão referidas as acções de natureza interdisciplinar e outras de âmbito específico, segundo os grupos de pessoas que desenvolvem a sua actividade profissional na escola.

4. ÁREAS DE ACTUAÇÃO
As áreas de actuação foram definidas a partir da detecção e levantamento de situações problemáticas, através de inquérito aos diferentes intervenientes na acção educativa. Articulam-se desta forma as questões levantadas relativamente a cada um dos sectores, com as respectivas propostas de alteração sugeridas, constituindo a definição destas áreas uma síntese dos problemas considerados mais prementes.
Definiram-se as seguintes áreas de actuação :
Relações humanas e conduta cívica;

Higiene e limpeza;

Equipamento e materiais;
Relações humanas e conduta cívica
Dizia-se no anterior PEE e mantemos que se trata de uma das áreas mais problemáticas e mais sensíveis em que uma análise objectiva das questões levantadas sob a forma de inquérito a toda a comunidade escolar provocará uma profunda reflexão, a qual terá necessariamente de levar a práticas que impliquem uma reforma das mentalidades de todos os intervenientes do processo educativo.

Um dos problemas que persistem no âmbito das relações humanas e conduta cívica é o da indisciplina. Já se percorreu um longo caminho nesta área, mas, não obstante haver progresso, ainda não atingimos um estádio que nos permita falar de sucesso. Daí que continuemos a apostar num conjunto de iniciativas que visam directamente esta área de actuação, a saber:

- Aproveitamento da área curricular "Educação para a

Cidadania";

- Acções de sensibilização junto dos alunos;

- Implementação de jogos educativos com objectivos bem definidos e actividades lúdicas e culturais, tais como projecção de filmes e organização de um maior número de visitas de estudo;

- Dinamização da biblioteca e da ludoteca;

- Mais eficaz e permanente controlo, na entrada e saída de pessoas na Escola, bem como na vigilância e apoio aos alunos durante tempos não lectivos;

- Acções de formação destinadas a Funcionários Auxiliares de Acção Educativa ;

- Acções de esclarecimento destinadas a Encarregados de Educação com o apoio da Comissão de Pais.


Higiene e limpeza
Feita a avaliação do projecto anterior, verifica-se que esta foi uma das áreas em que houve uma significativa melhoria. Porém, não nos podemos permitir excluí-la deste projecto, já que o seu sucesso poderá servir de motivação para a consecução dos objectivos nas outras áreas curriculares ou disciplinares.
Equipamento e materiais
Foram tidas em conta as sugestões do Regulamento anterior, excepto no que diz respeito á sala de audiovisuais por ser completamente impossível.

Optou-se por distribuir o material audiovisual por cada um dos pavilhões de modo a estar mais acessível, diminuindo os efeitos negativos da inexistência de uma sala de audiovisuais mais espaçosa.

Haverá igualmente a necessidade de continuar a promover a eliminação, reciclagem e reaproveitamento de materiais desajustados ou inoperantes, junto dos coordenadores de departamento não esquecendo a manutenção e verificação periódica das existências, bem como insistir na reutilização dos recursos existentes.


5. CONCLUSÃO
É nossa preocupação, com este projecto, atingir fundamentalmente dois objectivos: por um lado levar a escola a criar uma nova dinâmica através de um diálogo e de uma interacção dos diferentes sectores que a constituem, por outro projectar-se para o exterior, transpondo essa dinâmica para o meio envolvente.

Na concepção deste projecto educativo, bem como na sua elaboração, com recurso a inquéritos, questionários e auscultação directa, houve uma preocupação dominante: que toda a comunidade educativa por ele abrangida nele se revisse.

Consideramos pois, que este Projecto Educativo deverá:
1. Contribuir para a criação de condições ambientais e de relações interpessoais favorecedoras da saúde, bem-estar e sucesso educativo de toda a população escolar;

2. Mobilizar todos os intervenientes da comunidade educativa visando alteração de comportamentos;

3. Promover comportamentos e hábitos de vida saudáveis na comunidade educativa;

4. Instalar e interiorizar a necessidade de ocupar os tempos livres de maneira saudável visando o desenvolvimento harmonioso de personalidade e o bem-estar físico, psicológico e social da comunidade educativa;

5. Promover a identificação dos problemas, a sua reflexão crítica e a intervenção de todos os elementos da comunidade educativa na sua solução, segundo as capacidades, funções e competências de cada um;

6. Mobilizar a comunidade para a conservação do património histórico, natural e cultural da região;

7. Infomar/sensibilizar a comunidade envolvente sobre temáticas e problemas que a todos respeitam;

8. Estabelecer e fortalecer uma interacção dinâmica da Escola com o meio;

9. Promover um enquadramento harmonioso ao nível familiar, escolar e social;

10. Promover e desenvolver sentimentos de auto-estima, autonomia, cooperação, responsabilidade, responsabilização, sentido crítico, respeito mútuo e solidariedade na comunidade educativa;

11. Informar/sensibilizar crianças, adolescentes e jovens como meio para prevenirem situações e comportamentos de risco e de insegurança.

6. BIBLIOGRAFIA
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Decreto-Lei 43/89 de 3 de Fevereiro

Decreto-Lei 172/91 de 10 de Maio


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