Projeto do filme



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Encontro04.08.2016
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PROJETO DO FILME
A história de vida do Maestro Mozart Vieira é uma lição de vida.
A proposta é realizar um filme que exalta a força transformadora da ação de um homem comum que através da Criação Artística retira crianças do trabalho rural, encaminhando-os a uma nova perspectiva de vida.
Mozart é um homem simples do interior do Brasil, que através da Música, modificou as relações sociais da região. Sua ação rendeu-lhe rancores familiares. Muitos pais com filhos, em idade escolar, perderam a mão de obra, geradora de recursos complementares para a família e, jamais entenderam seu envolvimento com o “fazer música”. Os coronéis locais, vislumbraram em Mozart um perigoso rival...
O sucesso do trabalho de Mozart, que conseguiu formar uma “Orquestra de Meninos” alçou vôos internacionais. Virou tese na Alemanha, suscitou apresentações em Paris e o apoio da UNESCO.
Este filme narra essa história verdadeira, de grande impacto, através de um trabalho ficcional, mostrando que apesar das vicissitudes, a Arte é mais forte. Mozart segue ainda hoje fazendo este trabalho comovente, que tem como imagem síntese meninos pobres, filhos de lavradores, tocando música clássica, nos jardins da Fundação Música e Vida, que Mozart conseguiu erguer na zona agreste de São Caetano, interior de Pernambuco.

CRIAÇÃO CINEMATOGRÁFICA



ELENCO
“Orquestra dos Meninos” terá nos papéis principais, atores da primeira linha da televisão brasileira, de reconhecida técnica e de amplo reconhecimento popular. Estão prevista as atuações de Eduardo Moscovis e Paloma Duiarte.
O filme será rodado no Nordeste do país e por esta razão, os demais papéis serão atribuídos a atores nordestinos profissionais e as crianças serão escolhidas nas comunidades carentes da região, e receberão educação musical como trabalho de laboratório uma vez que farão papel de músicos no filme.


LINGUAGEM

Baseado em fatos reais, o filme demanda a integração do poético ao lírico e, sobretudo a dimensão humana dos personagens, como “Central do Brasil”, ao mesmo tempo acolhendo o tom documental/pós-moderno de “Cidade de Deus”.


O documento se funde com a ficção, o real com a beleza da música dos mestres clássicos em pleno duro agreste do Brasil.
Sendo uma saga, que em momentos se apodera do thriller, o filme terá o ritmo e as imagens privilegiando os atores, os personagens, a força de seus sentimentos compondo a sucessão dos fatos que formam a narrativa invulgar desta “True Story” (História Real).

ROTEIRO
A primeira versão é de Alcione Araújo, que com o diretor Paulo Thiago, escreveu os roteiros de “Jorge, Um Brasileiro” e “Policarpo Quaresma-Herói do Brasil”. Desta versão o diretor fez um primeiro tratamento e então trabalhou com Melanie Dimantas (“Carlota Joaquina”, “Copacabana”, “Avassaladoras”, “Cidade dos Homens” e “Do Outro Lado da Rua”). Ainda nesta etapa, Jorge Durán (“Pixote”, “O Beijo da Mulher Aranha”) foi contratado como consultor. A versão final foi escrita por Paulo Thiago e Graciela Maglie, roteirista Argentina, residente em Buenos Aires, detentora de dois Prêmios Goya de Melhor Roteiro, na Espanha e Prêmio Sundance, entre inúmeros outros.

ORQUESTRA DOS MENINOS


(Inspirado numa história real)


Mozart Vieira (nome dado pelo avô Zé Vieira, Maestro da Banda Filarmônica de Bom Jardim) desde cedo sentia forte vocação para Música. Estuda flauta na Orquestra Armorial do Recife sob a regência/orientação de Rossi de Almeida.
Nos Anos 80 uma seca aguda assola o Agreste Pernambucano. Da janela de sua casa, Mozart assiste infindáveis enterros de crianças, mortas, ante a incapacidade de sobrevivência naquele clima hostil.
Este cenário gera-lhe sentimento de revolta e desejo de contribuir para reverter esta situação dramática.
Imbuído deste sentimento, e com ajuda do amigo de infância Heber, ex-exilado político, Mozart encontra na Música, a saída para sua ação artística e social. Cria uma Orquestra de Meninos. Um galinheiro (no fundo de uma escola) é transformado em sala de aula.
Mozart sai pelas ruas e passa a selecionar “músicos” entre crianças, camponeses-mirim, geradores de renda para suas famílias miseráveis.
1988 - acontece a primeira apresentação triunfal na Igreja da cidade. A reação dos pais lavradores, vendo os filhos largarem o trabalho para ir estudar e tocar Bach, Villa-Lobos é negativa. A apresentação emociona os presentes.
Na audiência encontra-se o alemão, Prêmio Nobel de Física, Konrad Kauffman e sua filha. A emoção e beleza do espetáculo (onde desponta a menina Eliane com extraordinários solos líricos) entusiasmam o Professor que profecia a Mozart que seu trabalho é um bem à humanidade.
O trabalho de Mozart propaga-se e o Maestro Rossi de Almeida, apresenta-o ao marqueteiro político, Renato, responsável pela campanha de um dos candidatos a governador na época. Vendo na Orquestra verdadeira atração para o Programa Eleitoral de TV, Renato apresenta-a, como exemplo do esforço pessoal e humanitário na luta contra a adversidade.
A Orquestra provoca matéria no “Fantástico”. O programa da Rede Globo ganha prêmio internacional. O candidato, então eleito governador, ajuda a Orquestra cedendo-lhes uma casa onde passa a funcionar a Fundação.
1994 - no Dia Nacional da Cultura, uma apresentação para o Presidente da República, reforça a visibilidade da Orquestra, gerando repercussão na mídia nacional.
Os fatos geram inveja no Maestro Rossi, que perde o trono de grande músico erudito do Nordeste. Rossi torna-se espécie de Salieri (referência ao filme “Amadeus”), perseguindo o Maestro.

Os holofotes despertam o ódio dos coronéis locais contra Mozart. Eles tentam usufruir o êxito da Orquestra (o que o Maestro não permite). Passam a agir contra seu trabalho, vendo-o como um rival, imaginando-o com pretensões de ser prefeito, deputado, em virtude de sua crescente popularidade.


Surgem ameaças e ataques. Algumas famílias reclamam veladamente, dos filhos não trabalharem mais a terra, espalham-se boatos que as crianças são os “doidinhos do Mozart”, um bando de fanáticos do Maestro, que além da música procura educá-los nas refeições e no modo de agir em público. A boataria e a má-fé correm pela região.
A casa do Maestro é atacada por dois homens encapuzados. Mozart e Creuza, agora com vinte anos, componente da Orquestra, saxofonista; vivem uma história de amor.
O menino Erinaldo, é sequestrado, ferido e abandonado nas cercanias de São Caetano. Mozart, ao saber do fato, temeroso, resolve procurar a televisão. A TV irradia o fato pelo país e o sequestro transforma-se em escândalo nacional.
1995 - O Ministro da Justiça Nelson Jobim determina providências imediatas. Mozart acusa os políticos da região de responsáveis. O novo governador determina investigações rápidas e um delegado, Alexandre, é encarregado do caso. Mozart e os meninos refugiam-se no CECOSNE, órgão religioso, com apoio de D.Hélder Câmara, Bispo de Olinda, protetor da Orquestra.
O Delegado em entrevista, afirma: “o sequestro não existiu. O Maestro dirige uma espécie de seita de crianças e tudo foi para promover sua Orquestra”. A Fundação é fechada por ordem judicial. A Orquestra se refugia no Paraná. Ao embarcar no aeroporto tocam para D. Helder, presente ao embarque.
Enviado à região pelo jornal “O Estado de São Paulo”, o jornalista Mateus assiste uma espalhafatosa “reconstituição” do seqüestro feita pelo delegado e a promotora. Desconfiando de uma encenação “cinematográfica”, decide procurar o Maestro para entrevistá-lo. Prenuncia uma grande “armação”. Enquanto isto é decretada a prisão do Maestro para “exames psiquiátricos”, que é impedida pelo Juiz Caubi. Mateus, após seu encontro com o Maestro, faz grande matéria no seu jornal e na revista “Isto É”, revelando a verdade.
Um movimento de artistas liderados por Ivan Lins, Fagner, Gilberto Gil e outros, faz abaixo-assinado em favor de Mozart. Através de ação na justiça a Orquestra recupera o prédio da Fundação. O Maestro e sua Orquestra voltam a São Caetano nos braços da multidão e tocam na praça da cidade.
O processo é arquivado.
O Maestro Mozart Vieira continua hoje seu trabalho, com apoio da Unesco, com cerca de 200 crianças e termina seu mestrado de flauta na Universidade da Paraíba. É pai de um menino. Erinaldo (o seqüestrado) é professor no Instituto de Música em Caruaru; Íris (tubista da Orquestra) tornou-se instrumentista oficial da Orquestra Sinfônica de Pernambuco; Eliane, recebeu bolsa de estudos de Canto Lírico na Itália; Carlos, saxofonista, é professor de música em Recife. Creuza continua com Mozart trabalhando na Fundação, e o ensino de novas crianças. Em julho de 2003 a Orquestra apresentou-se na França, no Festival Bordeaux.


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