Projeto Geométrico 1 Histórico



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Projeto Geométrico

1 - Histórico


As estradas de rodagem encontram suas origens nas remotas trilhas percorridas pelo homem pré-histórico e o desenvolvimento delas acompanhou sempre, na razão direta, a civilização e o progresso.

No princípio, nada mais eram do que simples veredas no interior das matas ou pequenos campos desertos, servindo apenas para satisfazer as rudimentares necessidades dos primeiros agrupamentos humanos.

Os primeiros conhecimentos que se tem do Egito, remontam a mais de sete mil anos antes de Cristo e, já naquela época, o país era cortado por estradas em todos os sentidos.

Tem-se noticia de veículos com roda 3000 AC. Heródoto, historiador grego, descrevia extasiado, a extensa rede de estradas encontrada em suas viagens pelas terras dos faraós e cuja existência datava de muitos milênios.

O Egito dominava a Núbia e a maior parte da Ásia Menor e suas estradas ramificavam por todo o país, ligando cidades e impulsionando o comércio e convergindo para o Nilo a produção de seu vasto domínio.

O império Persa deveu ao seu sistema nacional de caminhos todas as suas glórias e o título de Rei dos reis de seus monarcas, que provinha mais da facilidade de suas comunicações do que das suas condições excepcionais.

Heródoto menciona, em seus comentários, uma estrada real, bem conservada, com extensão de 3500 quilômetros entre as antigas cidades de Sardes e Susa.

No ano 500 AC, o rei Dario construiu ótima estrada, fazendo comunicação entre as principais cidades de seu domínio à qual se pode atribuir a unidade política que tão famoso tornou o seu reinado.

Na época gloriosa da China, política e comercial, suas principais cidades eram ligadas por estradas construídas com tanto esmero que, mesmo após sua decadência, muitas delas são utilizadas pelas modernas gerações.

Os cartaginenses foram os primeiros a empregar calçamento de pedras em suas estradas e, seguindo os seus exemplos, os romanos nos legaram as leis que asseguram a liberdade de circulação e a conservação regular das estradas (Lei das doze tábuas, ano 499 AC).

O Império Romano construiu uma extensa rede de estradas primitivas, sendo seus leitos estabilizados por diversas camadas de pedras, com espessuras até um metro e meio.

Em Roma, Ápio Cláudio construiu a célebre Via Ápia, estrada larga e calçada que liga Roma a Cápua, ainda existente (312 AC).

O tribuno Caio Graco se notabilizou pela atenção que sempre dispensou às estradas, calçando as mais importantes, medindo-as e marcando em marcos de pedra as milhas de distâncias (123 AC).

As estradas romanas formaram uma extensa rede de malha cerrada cobrindo todo o vasto Império e ainda se encontram vestígio delas em todas as regiões que estiveram sob o seu domínio. Elas constituíram a base da estabilidade de seu império, permitindo o rápido deslocamento de suas legiões em quaisquer condições atmosféricas, mantendo submissos os povos dominados pelos romanos, pois os seus imperadores conseguiam deslocar-se em carretas com velocidade de 200 a 300 km/dia, que realmente constituía um recorde para tão primitivo sistema de transportes.

O ditado “todos os caminhos vão dar em Roma”, bem mostra o que foram as estradas para o Império Romano, isto é, um meio de irradiar a posse e concentrar a riqueza, aproximando o império de suas colônias distantes, procurando encurtar as distâncias, construindo-as em linha reta, fazendo as ligações com a Espanha, a Gália, a Bretanha, A Macedônia, o Egito e enfim todos os territórios submetidos ao seu domínio.

As estradas romanas pareciam desafiar o tempo e o espaço, e a história considerava-as a oitava maravilha do mundo.

No século III, o patrimônio rodoviário dos romanos cessa de aumentar e de aperfeiçoar-se, entrando em decadência. Apesar de sua construção sólida, as estradas romanas desagregavam-se lentamente, sem haver qualquer esforço no sentido de evitar sua destruição.

Após a queda do Império Romano em face das invasões bárbaras, só no continente europeu existiam mais de 10000 milhas de ótimas estradas que, entretanto, foram abandonadas e, em alguns anos, deliberadamente destruídas.

A segurança durante a Idade Média baseava-se no isolamento e na destruição dos meios de transportes e comunicação e o povo oprimido e amedrontado se recolheu às cidades empobrecidas e aos domínios dos castelos feudais.

Durante o Renascimento, o estado das estradas era deplorável e as ruas das cidades eram estreitas que não permitiam o tráfego das carroças e dos carros dos senhores feudais, apesar de raríssimos.

Carlos Magno procurou restaurar as estradas construídas pelos romanos, lançando mão do serviço militar obrigatório e os convocados trabalhavam nos serviços de conservação e reconstrução das mesmas.

Outro surto de reconstrução rodoviária foi pela época das cruzadas em que grande número de peregrinos se dirigia a Roma e a Jerusalém visitando os lugares históricos.

Os senhores feudais, a fim de conservar e policiar suas estradas, instituíram o pedágio cobrado a todos os títulos: passagem em pontes, travessia de determinados trechos, travessia de cidades, segurança contra assaltos e proteção de escolta aramada, etc.

Estes tributos por um lado dificultavam o comércio, mas trazia-lhe proteção, sendo cobrados para custear as despesas de conservação e policiamento.

No século XII, devido à Universidade de Paris receber estudantes de toda a França e Europa, cria um serviço de mensageiros que percorre todas as estradas da França. Em 1464 são instituídos os correios, estendendo-se a todos os “caminhos reais”. Carlos IX introduz na França os primeiros carros colocados à disposição do público para suas viagens, entretanto, estas viagens tornavam-se impraticáveis, nessa época, com pequena chuva, na maior parte das estradas. Os reis começaram a interessar-se mais pelas estradas e hospedarias se multiplicavam ao longo das mesmas. O aparecimento das diligências permite viagens à noite, reduzindo o tempo gasto.

A partir do século XVII houve considerável desenvolvimento e melhoria das estradas da França e, em 1716, é criada a Administração das Pontes e Calçadas. No fim do século XVII, a França contava com mais de 40000 km de estrada, tornando-se as viagens populares deixando de ser privilégio dos ricos e nobres e começando a fomentar o comércio.

O veículo de tração animal se aperfeiçoa, melhorando seus sistemas de suspensão. O seu peso é diminuído e a invenção da mola 1660 e sua adaptação aos veículos torna ass viagens mais confortáveis e rápidas.

Napoleão melhorou as estradas a fim de facilitar a movimentação de suas tropas e sua queda, em lugar de levar as estradas ao abandono, trouxe mais melhoramentos para atender as necessidades econômicas do país.

As leis de 1836 e de 1880 criaram e desenvolveram a construção e a conservação das estradas, dando grande impulso à rede rodoviária francesa.

Trasaquet e Telford na Escócia fazem aperfeiçoamentos de ordem técnica na estabilização nossos leitos das estradas com empedramentos constituídos por uma camada de pedras maiores e outra camada de pedras menores colocadas sobre a primeira e, também, nessa ocasião, inicia-se a construção de pistas abauladas para facilitar a drenagem superficial.

Até o século XVII a Inglaterra achava-se muito atrasada a respeito de estradas, de forma que em 1700, conforme cr6onicas da época, era difícil a locomoção, com o tempo chuvoso, mesmo nos arredores de Londres.

Seguindo exemplo da França, procurou melhorar as estradas, em 1816, Mac Adam propõe um tipo de pavimento composto de pedras britadas com vários vazios cheios de materiais pulverulentos e sem o emprego de pedras de mão, barateando o custo e diminuindo as despesas de conservação, sem prejuízo da solidez.

Esse sistema de empedramento chamado “macadame”, que por tomou deturpado o nome de seu inventor, foi aceito por todos os interessados, usando-se ainda hoje.

Da Mesopotânia ou do Egito, o veículo de roda passou para o Ocidente, desenvolvendo-se na Grécia e depois no Império Romano que o aperfeiçoou, tornando-o mais robusto, para fins bélicos e para resistir às à grandes viagens ao longo da importante rede de estradas, que os romanos construíram através de seu vasto império.

Após esses tipos de veículos, surgiu a era do veículo automotor.

Com a descoberta da vulcanização da borracha por Goodyear, tratando-a com enxofre, a fabricação dos primeiro pneumáticos por Dunlop, o aperfeiçoamento da indústria metalúrgica produzindo materiais cada vez mais resistentes, a construção do primeiro motor a explosão Daimler, funcionando a benzina e finalmente a industrialização do petróleo em larga escala tornaram possível o advento da era do veículo automotor.

A história desse veículo pode ser resumida conforme segue:


      • Em 1769, o francês Cugnot construiu o primeiro carro vapor.

      • Em 1890, os franceses Penhard e Lavassor construíram o primeiro automóvel com motor a benzina.

      • Em 1909, Henry Ford inicia nos Estados Unidos os seus métodos de construção deste veículo em série, passando esse tipo de veículo a desenvolver-se até nossos dias, em vários países industrializados do mundo contemporâneo.

A construção de estradas com traçados adequados exigidos por este veículo estende-se hoje a todos os quadrantes da Terra.

No Brasil do período colonial, as estradas apresentavam aspecto primitivo e poderiam mais propriamente ser designadas como trilhas destinadas ao trânsito de animais.

Durante o Império, construíram-se: a União e Indústria, Petrópolis a Juiz de Fora, que apresentavam um ótimo traçado para a época teve grande trânsito; a estrada da Estrela, de Magé a Petrópolis; a estrada Graciosa, de Paranaguá a Curitiba e a antiga viam Anchieta, “caminho do mar”, de santos a São Paulo, a mais antiga estrada brasileira.

Em 1908 foi feita a primeira grande viagem de automóvel, no Brasil, entre Rio de janeiro e São Paulo, num automóvel francês, fazendo o percurso através da região, em caminhos de carros de boi das fazendas. Esta viagem demorou 876 horas e foi uma verdadeira odisséia, sendo muitas vezes o automóvel rebocado por junta de boi.

Em 1925 foi feita a segunda viagem Rio a São Paulo, num percurso mais direto e por caminhos já melhorados, com extensão de 580 km, durante 144 horas. Foi ainda uma viagem penosa, necessitando o veículo, em algumas ocasiões, ser rebocado por juntas de boi.

Hoje esta viagem pode ser feita em cerca de 6 horas apenas, graças ao aperfeiçoamento dos veículos e da estrada.

O desenvolvimento da política rodoviária no Brasil foi iniciado por Washington Luiz, quando assumiu o governo do Estado de São Paulo, em 1922, prosseguindo-a em 1926 quando tomou posse da presidência da Republica, pois construiu e inaugurou a primeira ligação rodoviária entre Rio e São Paulo e a chamada Rio-Petrópolis. A inauguração de ambas deu-se em 1928.

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