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[fól. 1v]

Naõ me deregi ao Joaõ Mauricio, por que me derigindo para o Cirurgiaõ Ber –

nardino Jose de Senna e Motta Magalhaes; Pai, do Doutor Cesario Nar –

zianzeno Nogueira Motta Magalhães, / medico / que segundo se dis é o verdadeiro in –

vector, que se deu, a Joaõ Mauricio esta propriedade, me disse sobredito

Bernardinho, que tanto o Doutor Cezario, como o Mauricio, naõ faziaõ cazo

que se descubrisse, pois que já sabiaõ outra muito superior, pelo dei os parabens,

soceguei o meu espirito, que se incomodam desde que vi ter imettado,

no ponto de se misturar com amostra do Mauricio, recriando

a divulgaçaõ que se podia fazer, mesmo a meus pezar, visto que curiozos houveraõ,

que na botica souberaõ de que havia comprado, epor conseguinte já indican

do a droga et cetera; más desde que vi áqueles da invençaõ naõ s’escan –

dalisaraõ fiquei tranquillo; por que o Excellentissimo Governo julgar preju =

dicial, por hua ordem ena empressa, poderá desvanecer qual quer in -

fluencia que haja nos fabricantes a commerciantes, tendo sempre

a bondade naõ fazel=a de modo que naõ me venha dizer, por que de

minha parte naõ despenso praticar actos, que tal mençaõ, e se praticar ou a

pratiquei, me bastará pior reprovaçaõ.

[espaço] Vai tambem a mostra do chá sem preparo,

e previno a Vossa Excellencia que naõ quero inculcar=me, como fabricante de chá

todo como o que tenho mandado, pois que naõ sendo mesmo bom é con –

tendo do melhor e assim mesmo tirado o mais fino; pois que acho rediculo qualquer im –

pustura assim como inculcar que seja fabricante d’esse objecto que só

mostre melhoria sobre alguns outros, por que fôra d’entre muitos escolhidos de pro –

pozito, sem poder dizer todo o que faço é assim.

[espaço] Oiço faltar=se no chá preto de ponta branca,

naõ li o jornal, eportanto naõ sei formar juizo a respeito, por que mesmo igno -
[fól. 2r]

ro, se = ponta branca = se reffere ao chá, ou ao logar, como alguns suponha

se tivermos delle hua amostra, e elle for da mesma familia, que o nosso =

naõ será talvês impossivel a sua imittaçaõ; porem para que á vista naõ

desanime, será preciso vir do que houver em quantidade, e naõ d’amos –

tras escolhidas, por que entaõ dipois de aqui fabricado, tambem se poderá

tirar melhores amostras talves, que a porção total, e que poderaõ imittar

esse taõ appreciado.

[espaço] Sobre o modo de collocar os fornos, para torrar o cha

fiz hua invençaõ que já experementei, e é a seguinte = 4 forno

assentados sobre hua poiar quadrado, com 8 palmos e em cada face,

1 forno sobre o plano orizontal em cada angulos tendo dentro

do poial uma concavidade bem no centro, sem comonicaçaõ directa

com a parte superior sem ser por ua portinholla, que abre de baixo de

cada forno, para dar=lhe a precisa quentura, que é graderada pela

vontade do torrador, que por hua corrente abre mas a portinholla, ou feis

conforme quer, e assim tem o calôr so preciso em quanto que outros do mesmo fogo

teraõ maior ou menor calôr, e tambem a sua vontade, e como para chama.

o calor for cosamente por aquela portinholla, a dita concavidade naõ tem outro res -

peradouro pela cheminé, seraõ depois de passar por baixo de cada for –

no, donde entaõ sahe pela superficie do plano do poial 4 ou -

vidos, / como por aqui se dis / que vaõ largar a fumaça dentro chimi

né, que está collocado no centro do poial ser outra comonicaçaõ

com a dita concavidade, que é a caixa do fogo, sem ser por intermedio das

taes portinhollas, a sobredita concavidade tem hua porta em baixo

digo para um lado, como para se pôr a lenha et cetera. Por esta fornalha

a propriedade d’enconomizar serviços, meteria combustivel,
[fól. 2v]

e proporcionar ao torrador o meio de em um instante deixar

a seu gosto aquentura do forno, epor tanto habilitado a fazer omelhor

chá; porem fiz este primeiro forno já em 49 e como para experencia fil=o de

quase nenhua solidez e em lugar improprio; por tanto que logo

o desmanxei, pretendendo fazer maior plantação de chá,

e fazer melhor fabrica, entaõ fazel=o de mais solides ser –

vindo = me d[e] tijollos para os paioes, e portinhollas de ferro, e naõ

de tijolo, como na da experencia, este anno passado augmen

tei a plantação para o futuro pretendo fazer a fabrica, e se

tiver bom acolhimento esta envençaõ comonicarei a Vossa Excellencia, assim

como outros deversos, sobre a cultura das cãnna, da construc

çaõ de rodas para aguas, de maior segurança, metade do servi –

ço e economia da madeiras; bem como de melhoramentos de moinhos,

isto o que naõ tenho publicado só por acanhado, porem, quando tem algum gaz de

certo não os deixarei em silencio.

[espaço] Perdoe = me Vossa Excellencia testemunha confiança e sem seri

monia. [espaço] Sou com estima e respeito

De Vossa Excellencia atitulo Venerador

e obreiro criado

Joaõ Vaz d’Arruda Amaral

Projeto Nacional PHPB-Equipe Regional de São Paulo

Século XIX - Documento oficial / Ofício

Edição: GARCIA, Rosicleide R.
1. Modalidade: Língua Escrita
2. Tipo de Texto: Ofício de José Vaz Pinto ao Delegado Suplente Manoel Olinto de Arruda
3. Assunto: Requerimento para que o problema das construções das picadas a Itu seja resolvido.
4. Data do documento: 30 de dezembro de 1855.
5. Local de origem do documento: Capivari
6. Local de depósito do documento: Arquivo do Estado de São Paulo – São Paulo – CO0981, caixa 186, pasta 3, documento 43.
7. Identificação do autor: José Vaz Pinto / brasileiro / delegado suplente
8. Número de palavras: 578
9. Informações Levantadas: Documento feito em folha dupla de almaço, fina, com uma filigrana em alto relevo no canto esquerdo superior com inscrito Bath abaixo de uma coroa. O papel mede 277 mm de altura e 215 mm de largura. Por ser fino, tem-se a tinta transpassando o papel, dificultando a leitura em alguns pontos. Todos os fólios possuem 50 mm de margem esquerda ou direita e superior. O 1r e o 1v têm 6 mm na inferior, sendo que naquele consta como intervenção de terceiros a data do documento na parte superior feita a lápis, um pouco acima do carimbo que está sobre o corpo do texto. O 2r possui 80 mm de margem inferior, com o carimbo na parte inferior, entre o escatocolo e as assinaturas. O informe sobre as construções das picadas registra o período de ampliação e contato da vila com os outros municípios. Conforme o levantamento dos documentos durante o labor filológico, há cerca de dez ofícios por ano informando sobre o estado e a construção de novas picadas, visto desde meados da década de 40. Entretanto, parece que tal feito era tão comum que os livros não trazem tantos registros sobre o assunto, embora se veja registrados como sendo um período de turbulência entre os proprietários das terras em cujas picadas se faziam travessia.
10. Editor do documento: GARCIA, R. R. Para o estudo da formação e expansão do dialeto caipira em Capivari. 2009. 667 p. Dissertação (Mestrado em Língua Portuguesa. Área de concentração: Filologia). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.

[fól. 1r]

Illustrissimo Senhor

Tendo Vossa Senhoria me remettido acópia da repre -

sentaçaõ da Camara Municipal desta Villa ao

Excellentissimo Prezidente acerca da abertura da picada, que

desta Villa vai á Jtu, recommendando-me

que com urgencia informasse por escri

pto á tal respeito, passo á em seu cumprimento

informar o seguinte = Tractando-se de atalhos

a volta, que aestrada deJtu fas do Samambaia

á esta Villa, o abaixo assignado, a Francisco Fer –

nandes de Barros procederaõ com authorisa -

çaõ da presidencia a duas picadas, as quaes

Sua Excellencia tinha de mandar examinar para dar pre –

ferencia á aquella, que fosse melhor: a fei

ta por mim passa pelas terras de dito Barros

e a feita por estes pelas que me pertencem:

antes porem que o Excellentissimo Perezidente decidisse qual das duas

picadas era amelhor, o Senhor Barros convencido

deque a picada feita por elle era inferior

a minha, fez com que a Camara Municipal que é composta

de seus amigos, incluzive um seu irmaõ, que é

dono do Sitio em que passa a minha picada, impetras –

se a Vossa Excellencia que tambem a Camera queria a suas

espensas abrir uma terceira picada para en –

trar em concurrencia com as duas outras, e

obtida a permissaõ de Sua Excellencia, encarregou

de abrir essa picada ao mesmo Senhor Barros !!!

Esta, como é muito natural, naõ podia achar

melhor vereda que aquella aberta por elle


[fól. 1v]

e o que fez foi abrir a sua custa eoutra as

vistas de Sua Excellencia uma granda estrada pela pica –

da anteriormente feita por elle, estrada acin -

tosamente feita para opprimir-me, e sobre cujo

pretexto se me causou graves prejuizos.

A Camara nesta questaõ só se moveo ao

asseno do Senhor Barros como é publico, eVossa Senhoria

naõ desconhecerá , eos factos bem o tem de –

monstrado; ella apparece nesta questaõ para

cubrir com seo nome, que deveria ser

prestigioso, a pretençaõ injusta doSenhor Barros

que para evitar que a estrada passe por suas ter –

ras, que aliás é por onde deve passar, tem em –

pregado todos os meios, econseguido que athe hoje

ainda aberta naõ fosse aberta essa estrada

O estado actual da questão s’como Vossa Senhoria sabe que

estaõ feitas as duas picadas, e a espera que o Excellentissimo

Prezidente mande examinal-as para rezolver por qual

dellas deve ser feita a estrada, e em quanto isto se naõ

se faz, estão ellas feixadas ao tranzito publico:

ora avista desta receberá Vossa Senhoria e o Excellentissimo Prezidente que

areprezentaçaõ da Camara é injusta, inadmis

sivel, porque rasaõ se deverá franquear ao pu –

blico a picada feita por minhas terras, e naõ a fei –

ta pelas terras do Senhor Barros? Eu assevero que esta

é a mais curta, por onde de justiça deve pas

sar a estrada; e se meu juiso é suspeito, appel –

lo para o juiso imparcial dos Engenheiros; que
[fól. 2r]

se proceda a exame, e depois se decida; mas se –

ria o maior dos despropositos mandar-se abrir

duas picadas para pella comparaçaõ dellas esco –

lher-se uma, no entretanto sem exame algum

adoptou-se uma, que é incontestavelmente a pior !

Espero porem da imparcialidade de Sua Excellencia que tal naõ

suscederá, antes ordenará rigoroso exame das

picadas, e em vista dellas resolverá a questaõ

como fás de justica. É o que tenho a informar

a Vossa Excellencia aquem Deos Guarde Capivari 30 de Dezembro de 1855

Illustrissimo Senhor Antonio Manoel Olinto

de Arruda Mui Dignissimo Delegado

Supplente

Jozé Vaz Pinto

Projeto Nacional PHPB-Equipe Regional de São Paulo

Século XIX - Documento oficial / Ofício

Edição: GARCIA, Rosicleide R.
1. Modalidade: Língua Escrita
2. Tipo de Texto: Ofício de Felizardo José Rodrigues ao Vice-presidente da Província Antônio Roberto de Almeida
3. Assunto: Carta sobre o informe do uso de uma fonte de água.
4. Data do documento: 22 de fevereiro de 1856.
5. Local de origem do documento: Capivari
6. Local de depósito do documento: Arquivo do Estado de São Paulo – São Paulo – CO0981, caixa 186, pasta 3, documento 48.
7. Identificação do autor: Felizardo José Rodrigues / brasileiro
8. Número de palavras:
9. Informações Levantadas: Documento escrito em almaço comum, de textura fina, apresentando apenas uma única folha, sem filigranas. O papel mede 215 mm de largura e 319 mm de altura. A margem esquerda possui 60 mm, a superior, 70 mm e a inferior, 7 mm a partir da assinatura. O carimbo do arquivo está à esquerda no fólio, ao lado do corpo do texto, logo acima do escatocolo. À margem superior esquerda, feita a lápis, há uma intervenção de terceiros com a seguinte inscrição: Accusei o recebimento. À margem esquerda, na vertical, escrita à tinta, há outra: Respondido a 17 de Março de 1856. Capivari só teve sistema de abastecimento de água em 1900. Durante os anos anteriores, conforme cita Campos (1984, p. 111), “eram as ‘bicas’ onde a população recolhia diariamente a água de que necessitava em seus domicílios.”
10. Editor do documento: GARCIA, R. R. Para o estudo da formação e expansão do dialeto caipira em Capivari. 2009. 667 p. Dissertação (Mestrado em Língua Portuguesa. Área de concentração: Filologia). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.

Illustrissimo e Excellentissimo Senhor

Comonico a Vossa Excellencia axa-se em

uso aphonte d’agua fevrêa no –

Sitio do Alferes Estanislaõ de

Campos Arruda, desta d’esta

Villa huma legoa; faz bem

amuita gente, que bebe, e pe

queno mal aos sanguinos.

Há mais huma phonte pe –

gada aesta Villa, ehuma ou –

tra distante legoa emeia, estas

sem exames. Axa-se outra

naVilla do Paraybuna no Sitio

do finado Padre Valerio.

Enaõ sabendo a quem deveria

participal, se Junta Me –

dica, participo aVossa Excellencia, re –

metendo incluzo huma garra

pha com a agua a despo

ziçaõ de Vossa Excellencia, faltando fal –

tando as da duas phontes.

Deos guarde aVossa Excellencia

muitos annos. Capivary 22

deFevereiro 1856

Illustrissimo eExcellentisimo Senhor Vice Prezidente

desta Provincia deSaõ Paulo

Felizardo Joze Rodriguez



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Século XIX - Documento oficial / Ofício

Edição: GARCIA, Rosicleide R.
1. Modalidade: Língua Escrita
2. Tipo de Texto: Ofício de Francisco Ferras de Campos ao Vice-presidente da Província Antônio Roberto de Almeida
3. Assunto: Requerimento para roçar estrada.
4. Data do documento: 16 de maio de 1857.
5. Local de origem do documento: Capivari
6. Local de depósito do documento: Arquivo do Estado de São Paulo – São Paulo – CO0981, caixa 186, pasta 4, documento 7.
7. Identificação do autor: Francisco Ferras de Campos / brasileiro / Inspetor de Estradas
8. Número de palavras: 114
9. Informações Levantadas: Documento escrito em folha de almaço pautada, com uma filigrana no canto esquerdo superior sob a inscrição Superfine, possuindo apenas um fólio. O papel mede 214 mm de largura e 275 mm de altura. A margem esquerda tem 20 mm, a superior, 40 mm e a inferior, 35 mm. O carimbo do arquivo está acima da rubrica, na parte inferior do fólio. Na parte superior centro direita, feita a lápis, está a inscrição:

5

A Thesouraria 1857

20

Na margem vertical esquerda, próxima à dobra do almaço, produzida à tinta, temos: Respondido a 04 de Iunho de 1857. Como demonstram os documentos do período, as estradas de Capivari que a interligavam a outras localidades sempre estavam precisando de conserto, o que seus inspetores observavam com frequência e cautela. Neste fólio, em especial, é citada a região de Mombuca, que foi bairro da cidade até 1965. Segundo Campos (1984, p. 215), o nome do município se deve ao (...) local onde a mata apresentava grande número de abelhas silvestres conhecidas por ‘mombucas’, denominação que foi aproveitada para designar o sítio em que a estrada de ferro se instalou um de seus postos de reabastecimento.


10. Editor do documento: GARCIA, R. R. Para o estudo da formação e expansão do dialeto caipira em Capivari. 2009. 667 p. Dissertação (Mestrado em Língua Portuguesa. Área de concentração: Filologia). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.

Illustrissimo Excellentissimo e Senhor

Tendo participado aVossa Excellencia do estado da estrada demeu

cargo de Capivary a Piracicaba que nececita mandar

roçar e destocar os lugares aberto denovamente e acaba-se

de fazer algumas cavas em lugares que d’outra ves naõ

se acabou de faser assim muitos depois que participei a Vossa Excellencia

que depois da participaçaõ a Vossa Excellencia aroinou-se uma

das pontes do rebeiraõ Monbuca que tambem percisa

comcerto, por percisa que venha o denheiro pedido para se –

cuidar neste servo que é d’urgencia por que a estrada esta

ficando emtransitavel.

Deos Guarde Vossa Excellencia Capivary 14 de Maio d’1857.

Do Insptor da estrada

de Capivary a Conti

tuiçaõ.


Francisco Ferras de Campos

Projeto Nacional PHPB-Equipe Regional de São Paulo

Século XIX - Documento oficial / Ofício

Edição: GARCIA, Rosicleide R.

1. Modalidade: Língua Escrita


2. Tipo de Texto: Ofício da Câmara Municipal ao Presidente da Província José Joaquim Fernandes Torres
3. Assunto: Petição para reutilização de madeira do rancho de tropeiros para a construção da cadeia.
4. Data do documento: 09 de outubro de 1858.
5. Local de origem do documento: Capivari
6. Local de depósito do documento: Arquivo do Estado de São Paulo – São Paulo – CO0981, caixa 186, pasta 3, documento 95.
7. Identificação do autor: Câmara Municipal de Capivari
8. Número de palavras: 237
9. Informações Levantadas: Documento escrito em almaço de folhas duplas, esverdeado e amarelado pelo uso da tinta, com uma pequena filigrana no canto esquerdo do fólio com a inscrição Canson, e no centro do fólio 2r há a marca d’água DE CANSON FREIRE. O papel mede 278 mm de altura e 215 mm de largura. O fólio 1r tem 60 mm de margem esquerda, 40 mm na superior e 5 mm na inferior. O carimbo do arquivo está no lado esquerdo do corpo do texto, na parte inferior da folha. Há intervenções de terceiros: na parte superior feita a lápis, há escrito: Ao Procurador Fiscal Provincial. Na margem vertical esquerda, próxima à dobra do almaço, produzida à tinta, temos: Respondido a 27 de Outubro de 1858.As assinaturas estão no 1v, que tem 65 mm de margem esquerda, 203 mm na superior e 15 mm na inferior. Conforme vemos na obra de Grellet (1932, p. 52), (...) para construção da nova [cadeia] foi creado o imposto de $500 por escravo de ambos os sexos, de dez a sessenta anos de idade, sendo aplicável a esta obra somente um terço do produto do mesmo imposto, e às obras da igreja matriz os outros dois terços (...) de acordo com a lei n.º 19 de 14 de abril de 1855; entretanto, vemos através deste documento que tal lei não gerou tantos lucros para as construções da cidade, e ainda durante mais alguns anos, os capivarianos sofreram pela construção de sua cadeia pública.
10. Editor do documento: GARCIA, R. R. Para o estudo da formação e expansão do dialeto caipira em Capivari. 2009. 667 p. Dissertação (Mestrado em Língua Portuguesa. Área de concentração: Filologia). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo.

[fól. 1r]

Illustrissimo e Excellentissimo Senhor

ACamara Municipal d’esta Villa tem

a honra de levar ao conhecimento de Vossa Excellencia

que existe nos suburbios daVilla hum rancho

para cõmodo dos tropeiros, oqual foi cons =

truido n’Estrada velha, que d’esta se di =

rigia para Itú, a custa da barreira do

cubataõ, e tendo havido mudança n’

Estrada, ficou o referido rancho fora

d’ella; e prestando muito pequena, ou

quazi nem huma utillidade em ra =

zaõ de sua poziçaõ, ésta Camara jul =

gando que as madeiras, e telhas do mesmo

prestariaõ maior utillidade, se fossem

empregadas na construcçaõ da Cadéa,

que s’esta edeficando, reprezentou aAs –

sembléa Provincial pedindo ditas ma –

deiras, e telhas, ecomo naõ conseguisse,

se dirije aVossa Excellencia participando que dito

rancho s’acha bastante detriorado, eque

a naõ empregaõ se as madeiras, e telhas

na Obra da Cadéa, convem que seja mu =

dado para outro lado da Villa n’Estra –

da nova, prestando assim servidaõ aos

tropeiros, que seguem para Itú, e Porto

feliz, oque prezentemente nos sucede,

servindo unicamente a um, ou outro

tropeiro, que segue por Capivary de cima.

Deos Guarde aVossa Excellencia Capivary 9 de Outubro

de 1858.

Illustrissimo e Excellentissimo Senhor Conselheiro Doutor José Joaquim

Fernandes Torres Dignissimo Prezidente d’esta Provincia de SPaulo.
[fól. 1v]

Jozé de Toledo Piza Almeida

Jose Martins Bonilha

Raimundo Pires de Almeida Moura

Joaquim Rodriguez Leite

Iose Fernando de Almeida Barros

Francisco José Vaz do Amaral

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