Projeto provincial de evangelizaçÃo e missõES



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PROJETO PROVINCIAL DE EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES
Cada Entidade e cada Província elabore o seu Projeto de Evangelização, que sirva de guia para todas as atividades de apostolado e para impulsionar novas formas e novos modos de evangelização, em comunhão com a Igreja e em sintonia com a nossa forma vitae, particularmente com a nossa vida de fraternidade”. (Prioridades 2003-2009, 4, Proposta 1)
É tarefa dos Capítulos gerais e provinciais examinar se a atividade da Ordem, quanto à escolha, aos modos concretos de agir e à eficácia do testemunho, responde às exigências do nosso tempo e da obra de evangelização franciscana, e indicar vias e métodos idôneos para incrementar o apostolado.” (CCGG 112)
Compete ao Capítulo provincial escolher as atividades de evangelização: no ministério pastoral das paróquias, na pregação, nas escolas, na assistência social, no trabalho profissional, e nas outras atividades experimentadas pela tradição ou correspondentes às novas exigências.” (SSGG 51)
MOTIVAÇÕES
As motivações fundamentais são encontradas na exigência da fidelidade criativa à nossa vocação e missão na Igreja e no mundo. Devemos recuperar a nossa vocação fundamental que é aquela de termos sido chamados para sermos enviados aos outros, ao mundo inteiro. (CtOrd, 9)

Somos, pois, convidados a ler e interpretar os sinais dos tempos, a fazer um discernimento pessoal e comunitário para viver hoje o carisma franciscano, para dar resposta às novas perguntas do nosso tempo. À luz do Evangelho e dos valores do nosso carisma, movidos pelo Espírito do Senhor, devemos fazer escolhas proféticas e não sofrer passivamente os processos históricos. Temos não só “uma história gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir! Olhai para o futuro, para o qual o Espírito vos projeta para fazer convosco ainda grandes coisas.” (VC, 110)



No interior da Igreja, no espírito do Concílio Vaticano II, somos convidados a ser fiéis às intenções originais do Fundador e, ao mesmo tempo, a sermos capazes de atualização, de “aggiornamento”, de novas respostas, de inculturação, de participação em vista de um renovado ardor missionário e de uma nova evangelização. A realidade interna de muitas Entidades requer um forte empenho para projetar o futuro e, mantendo vivas as esperança e os sonhos, re-fundar com um são realismo a vida franciscana, concentrando-se sobre o que é essencial e rompendo com a lógica da sobrevivência, da conservação e da simples repetição daquilo que sempre se fez.
ALGUNS ELEMENTOS PEDAGÓGICOS
Quando se decide elaborar um projeto provincial de evangelização, é importante ter presente alguns elementos pedagógicos :

  1. não é importante chegar logo à edição de um documento e não é necessário preocupar-se em elaborar um projeto demasiadamente técnico e detalhado;

  2. é decisivo criar um processo de reflexão, de análise, de avaliação, de discernimento comunitário, de oração, de criatividade;

  3. é preciso envolver o mais possível todos os frades de tal modo que todos participem e possam reconhecer-se no projeto;

  4. pode-se escolher uma pessoa especializada para acompanhar o processo de elaboração, mas ela terá o papel de clarear as diversas etapas, fazer proceder o caminho, verificar a coerência interna do projeto;

  5. é fundamental ter presente as diretrizes pastorais/evangelizadoras da Igreja, sobretudo daquela local/particular, e a riqueza do nosso carisma para a Igreja;

  6. deve-se levar em conta a memória histórica da Entidade, o início e a evolução das suas presenças e das suas atividades;

  7. é preciso chegar a formular orientações provinciais sobre todas as presenças, sobre as atividades, sobre o estilo de vida;

  8. é mister individuar as prioridades que, na fidelidade ao carisma, sejam uma resposta profética aos sinais dos tempos.


MOMENTOS E ASPECTOS DA ELABORAÇÃO DO PROJETO

ESQUEMA INDICATIVO
I – QUEM SOMOS ?

Trata-se de clarear sempre de novo a nossa identidade, a nossa vocação, os valores fundamentais do nosso carisma e de como vive-los hoje. É importante ir às fontes, procurar entender as intenções originais do Fundador, nutrir-se da experiência fundante. É também necessário um esforço hermenêutico para atualizar os valores do carisma no contexto atual, porque a identidade viva é sempre uma realidade dinâmica.
II – O QUE ESTAMOS FAZENDO?

a) O que estamos fazendo em nível de Fraternidade e como frades? Como o fazemos e com que estilo de vida?

b)Recuperar a memória histórica: por que estamos neste(s) lugar(es)? quais foram as experiências e os motivos iniciais? qual é o contexto atual?

c) Quais são os desafios atuais do ponto de vista da realidade externa (realidade sócio-cultural-religiosa, realidade eclesial, realidade das pessoas) e do ponto de vista da realidade interna (da fraternidade provincial, local, dos frades)?
III – COMO QUEREMOS FAZER E VIVER?

Critérios e referências para iluminar, avaliar, julgar, discernir:

  1. A Bíblia, o Evangelho, de modo particular a prática de Jesus Cristo;

  2. Os documentos e as orientações da Igreja, de modo particular sobre a evangelização, sobre as missões, sobre a vida consagrada.

  3. Os documentos e as orientações da Ordem, de modo particular as CCGG, os EEGG, a reflexão das últimas décadas sobre evangelização e missão, sobe a vocação dos Frades Menores na Igreja e no mundo, as Prioridades.


IV – O QUE QUEREMOS ? ESTILO DE VIDA E LINHAS DE AÇÃO

  1. Qual estilo de vida franciscana a Fraternidade provincial e local quer assumir? Os valores centrais da nossa forma de vida devem perpassar o nosso estilo de vida e as nossas atividades(vida fraterna em comum, espírito de oração, contemplação, minoridade, opção pelos pobres, diálogo, justiça, paz e integridade da criação, comunhão eclesial...)

  2. Quais serão as orientações e as linhas de ação para as diversas presenças e atividades da Fraternidade provincial, das suas Fraternidades locais e dos seus frades? Será particularmente importante envolver os leigos e cuidar de sua formação.

  3. O que será prioritário para um certo período (por exemplo, de um Capítulo a outro)?

  4. Quais novas formas e novas presenças de evangelização o Espírito do Senhor nos inspira neste momento histórico, no nosso contexto concreto?

  5. Como a Fraternidade provincial se envolverá nas suas missões, naquelas da sua Conferência e naquelas da Ordem? Como estimulará e favorecerá a vocação missionária dos frades e assumirá a missio ad gentes como paradigma para toda a evangelização?

V – QUAIS MEIOS QUEREMOS USAR ?

Trata-se das estruturas, das formas e dos meios de animação, de formação e de avaliação.

  1. Organizar a Secretaria provincial de Evangelização e Missões (cf. SSGG 48 e 49). Procurar integrar os diversos setores embora respeitando o específico (animação missionária, pastoral paroquial, de saúde, de santuários, educativa, de promoção humana…)

  2. Formas e meios de animação, de formação e de avaliação.

  3. Colaboração entre a Secretaria provincial de Evangelização e Missões e a Secretaria de Formação e Estudos e outros serviços (Diálogo, Justiça-Paz-Integridade da Criação, OFS/JUFRA…)

Convém que a aprovação final do projeto seja feita no Capítulo da Entidade e seja enviada, depois, uma cópia à Secretaria geral de Evangelização e Missões (SGEM).

Este esquema foi estudado e elaborado em forma de rascunho pelo Comitê Executivo do Conselho Franciscano Internacional para a Evangelização e as Missões (COFIEM). Foi completado pela SGEM e apresentado ao Definitório geral, o qual o aprovou no “tempo forte” de maio de 2005.

Roma, 31 de maio de 2005


Frei Nestor Inácio Schwerz ofm – Secretário geral para Evangelização
Frei Vincenzo Brocanelli ofm – Moderador geral para as Missões


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