Projeto Resgate Professoras



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GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DO GUAPORÉ

CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS VALE DO GUAPORÉ

Conhecendo o patrimônio étnico-histórico material e imaterial



Projeto Resgate

Professoras:

Beatriz Aparecida Dalla Costa

Bianca Macedo de Oliveira

Maria Berenice Alves de Azevedo da Silva

Maria Lucineia Langa

Seringueiras - RO, 2015





PROJETO RESGATE

Autores (as)

Beatriz Aparecida Dalla Costa

Bianca Macedo de Oliveira

Maria Berenice Alves de Azevedo da Silva

Maria Lucinéia Langa

1. Professoras responsáveis pela elaboração e execução


Beatriz Aparecida Dalla Costa

Bianca Macedo de Oliveira

Maria Berenice Alves de Azevedo da Silva

Maria Lucinéia Langa





2. TEMA (TÍTULO)


Conhecendo o patrimônio étnico-histórico material e imaterial - PROJETO RESGATE




3. DISCIPLINAS ENVOLVIDAS

Arte, Biologia, História, Língua Espanhola e Língua Portuguesa.

4. DURAÇÃO


O presente projeto tem duração de 09 (nove) meses, desenvolvido de abril a dezembro de 2015.

5. TEMAS TRANSVERSAIS


Pluralidade Cultural, História e Cultura Indígena, Educação em Direitos Humanos, Educação Ambiental, Ética e Cidadania.

6. SÉRIE/ANO


Anos Finais do Ensino Fundamental – Curso Modular e do Ensino Médio - Curso Semestral.

7. APRESENTAÇÃO DO PROJETO


A principal linha de ação do Projeto Resgate busca proporcionar ocasiões propícias de conhecimento e reflexão sobre a diversidade étnico-cultural de nossa região, ressaltando e valorizando a própria identidade, diante de variados contextos históricos, através do desenvolvimento de trabalhos variados com os educandos, no sentido de acreditar que é a partir de uma ação educativa eficaz e comprometida que temos a possibilidade de realizar um processo de conscientização da sociedade em relação ao respeito e importância de nosso patrimônio, material e, principalmente, imaterial, que às vezes a maioria dos educandos desconhece.

8. JUSTIFICATIVA


Atualmente observamos uma sociedade que há muito podemos dizer que vem sendo fragilizada quanto aos valores educacionais, sociais, éticos e também morais. Toda esta situação nos leva a crer que vivemos em ambiente desfavorável para a construção social da cidadania e bem estar dos indivíduos.

Considerando-se que o patrimônio material e imaterial é o conjunto de bens e direitos pertencentes a uma pessoa ou um conjunto de pessoas, além de ser um local de sociabilidade da pessoa humana, o pilar da construção desse indivíduo com reflexos que perdurarão até a sua velhice, devemos entender que os valores patrimoniais têm implicações não só na subsistência dos indivíduos, bem como na sua vida cotidiana, reconhecendo a sua importância para a construção histórica da sociedade.

Dessa maneira, a informação e o conhecimento histórico devem ser construídos em sua totalidade, visando o confronto entre realidade e conhecimentos assimilados. Por isso, percebemos que quando trabalhamos de forma integrada, englobando as experiências que se apreende no cotidiano, numa prática dinâmica e interdisciplinar, conjuntamente às noções de tempo, espaço e relações sociais, as quais contribuirão para que os alunos compreendam sua participação na sociedade onde vivem e entendam melhor a relação conhecimento/professor/aluno.

Assim sendo, para compreendermos a diversidade que compõem nosso povo brasileiro, englobando a etnicidade e as culturas nativas de maneira mais dinâmica e ressignificando a ação histórica para conduzirmos a percepção de que, as lutas desses povos do vale do Guaporé, na atualidade, são semelhantes, pois, , se mantêm unidos pelo respeito à diversidade, pela manutenção das diferenças culturais e se unem numa batalha incansável pela manutenção dos seus direitos, para a reconstrução e/ou a transformação social.



9. OBJETIVOS



9.1 OBJETIVO GERAL

Desenvolver trabalhos escolares numa ação educativa eficaz e comprometida, possibilitando a realização de um processo de conscientização da sociedade em relação ao conhecimento, respeito e conservação do patrimônio histórico e étnico-cultural brasileiro material e imaterial.

    1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Realizar reflexões acerca da importância do patrimônio histórico, cultural e ambiental no desenvolvimento da sociedade;

- Unir o conhecimento acadêmico ao conhecimento das comunidades tradicionais no sentido da construção de um processo de conscientização sobre a importância da defesa do ambiente como patrimônio da humanidade;

- Efetivar uma prática cotidiana de defesa do patrimônio nos educandos;

- Mostrar a importância da defesa do patrimônio material e imaterial com tarefa essencial na conquista da cidadania plena.





10. CONTEÚDOS


- Fontes de documentação, preservação e difusão da arte;

- Diversidade de manifestações artísticas no vale do Guaporé, em Rondônia;

- Valor da arte no patrimônio material e imaterial na sociedade, em diferentes culturas e na vida dos indivíduos nativos da região, ribeirinhos, quilombolas e indígenas;

- Atributos da tradição oral envolvendo os mitos e as crenças; níveis de organização.

- Organização social nas aldeias e quilombos e principais “bandeiras de luta” de grupos sociais e étnicos, indígenas (Puruborá, Kujubim e Migueleno) em Seringueiras, São Francisco e Costa Marques, e quilombolas (Quilombo de Jesus) em São Miguel do Guaporé.

- Organização da sociedade rondoniense envolvendo a ação Histórica e Temporal.

- Racismo, Preconceito e respeito à diversidade étnica.

- O poder da argumentação.

- Produção de textos em diferentes estilos.

- Uso de ferramentas tecnológicas para produção textual e slides.

Os conteúdos enfocam a realidade histórica acontecida em Rondônia, no vale do Guaporé, muitas vezes, desconhecida, numa perspectiva de conduzir a construção do conhecimento de forma crítica, envolvendo membros de diferentes etnias, focalizando as diferentes culturas, costumes e crenças. Contribuindo assim para o reconhecimento das diversas culturas nativas e migrantes que compõem nossa comunidade guaporeana.




11. METODOLOGIA


Os procedimentos adotados pelos professores no transcorrer do projeto serão:

- Organização dos conceitos de etnia e raça, tribo e aldeia, autoridade e alteridade na diversidade envolvidos nos temas em sala de aula através de: aula expositiva, leitura compartilhada, textos variados, debates e seminários.

- Pesquisa via internet e bibliotecas (escolar/municipal). Leitura e debate de textos informativos variados, jornais, revistas, documentários, dentre outros.

- Elaboração de questionário pelos próprios estudantes para a pesquisa de campo na aldeia Aperoi (Puruborá) e na comunidade Kujubim, para entrevista com as principais lideranças de cada etnia, englobando os diversos aspectos étnicos e de construção do conhecimento, organizados em grupos com temas diferenciados.

- Entrevista in loco realizada com as lideranças e integrantes dos povos indígenas locais, organizada pelos alunos e mediada pelas professoras-coordenadoras, para coleta de informações relativas às questões histórico-culturais que envolvem a organização social, as tradições, os mitos e crenças.

- Trabalho em sala de aula para analisar as entrevistas e os dados coletados no campo. Elaboração de tabelas e gráficos no Excel inserir a tabulação dos dados coletados pelos alunos na pesquisa de campo e nas entrevistas, finalizando um relatório coletivo dos alunos com professores de acordo com cada disciplina envolvida.

- Realização de debates e seminários com apresentação dos relatórios e gráficos com a tabulação dos dados coletados nas comunidades indígenas mediados pelas professoras envolvidas no projeto com representantes das turmas para a socialização das informações coletadas durante as pesquisas.

- Conclusão do projeto com realização de uma noite cultural com apresentações de música, teatro e danças típicas que mostrem a verdadeira diversidade étnico-cultural de nossa região.


12. MATERIAL DIDÁTICO/RECURSOS


Livros voltados para o tema, computadores, pen drive, livros didáticos e paradidáticos, filmes, músicas, datashow, cartolina, tinta, EVA, dinâmicas variadas, atividade de mesa de debates.

13. AVALIAÇÃO


A avaliação acontecerá durante todo o processo de ensino aprendizagem, por meio de instrumentos formais e estratégias informais de observação e interpretação qualitativa das habilidades, competências e conhecimentos construídos pelo educando e após o término das atividades contempladas no projeto utilizando os instrumentais preenchidos pelos professores envolvidos.


14. CRONOGRAMA




Ação/Atividade



Fevereiro

Março

Abril


Maio




Junho




Julho



Agosto


Setembro



Outubro


Novembro




Dezembro



Definição do tema, turmas/estudantes envolvidos. Apresentação do projeto.

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Introdução ao assunto; roda de conversa.







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Palestras; músicas; filmes.













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Organização de questionário a ser aplicado nas visitas in loco.







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Apresentações de produção textual e artística.







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Visita dirigida as comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas (Costa Marques, São Francisco, Seringueiras e São Miguel).







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Montagem de material de exibição das informações recolhidas nas visitas in loco.










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Organização de mural.













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Confecção de textos informativos e demais materiais.







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Elaboração de relatório (estudantes e professores).







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Conclusão do projeto apresentações artísticas.































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15. REFERÊNCIAS (bibliografia utilizada para a elaboração da atividade – livros, filmes, sites, etc.)




BERGAMASCHI, M. A. Educação Indígena em Diálogo na UFRGS: um sonho possível. In: Educação Indígena em Diálogo. JUÇARA, B.; VALDETE DOS SANTOS, S.; MARQUES, T, B, I. (Orgas.) Pelotas. EDUFPEL, 2011.

BERGAMASCHI, M. A.; MENEZES, M. A. Educação ameríndia. – a dança e a escola Guarani. Santa Cruz do Sul. EDUNISC, 2009.

BHABHA, H. O local da cultura. Belo Horizonte. Ed. UFMG, 2003. MENEZES, A. L. T. Educação guarani: compartilhando saberes, construindo conhecimento. 4º. Cap. In: (Orga.) BERGAMASCHI, M. A. Povos Indígenas e Educação. Porto alegre. Mediação, 2008.

BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira-LDB. Lei nº 9394/1996. BRASIL, Constituição da República do Brasil. Art. 26, § 4º-Seção I. Cap II. 1988.

GRUPIONI, Luís Donizete Benzi (organização). As leis e a Educação escolar indígena. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2ª edição, Brasília, 2005.

LUCIANO, Gersem dos Santos Baniwa. O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília, 2006.

PAULEK, Cristina e outros (organização). PANEWA ESPECIAL. Conselho Indigenista Missionário Regional Rondônia. Porto Velho, julho 2002.

Revista MENSAGEIRO, edição n° 153, Pará, setembro/outubro, 2005.

RIBEIRO, D. Utopia Brasil. São Paulo. EDIDTORA HEDRA LTDA, 2008.

SANTIAGO, S. Ora (direis) puxar conversa – ensaios literários. Belo Horizonte. Ed. UFMG, 2006.



http://books.google.com.br/books?id=XXaFH9Y_z0sC&pg=PA556&dq=Miguelem+povo+indigena&hl=ptBR&sa=X&ei=ytSHU6b2H5eYqAaIloHgCg&ved=0CDIQ6AEwAA#v=onepage&q=Miguelem%20povo%20indigena&f=false

http://pib.socioambiental.org/es/noticias?id=89034

http://projetoresgateseringueiras.blogspot.com.br/2010/04/miguelem-migueleno.html

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6001.html

www.cimi.org.br

www.comin.org.br/noticias/noticia/id/90




16. ANEXOS

Anexo I- Atividades desenvolvidas com os estudantes, fotos: Curso Antropologia Cultural, Diálogo intercultural e Povos Indígenas; visita dirigida às comunidades indígenas e quilombolas; Programação 121ª Romaria do Senhor Divino Espírito Santo no vale do Guaporé no ano de 2015.

Anexo II- Instrumental alunos (preenchido após cada etapa do projeto);

Anexo III- Instrumental professoras (preenchido após cada etapa do projeto).

Anexo IV- Organograma da Noite Cultural (acontecerá como etapa de conclusão do Projeto Resgate).


Anexo I- Atividades desenvolvidas com os alunos

(Será montado a partir de cada etapa desenvolvida ao longo do ano letivo)

Anexo II- Instrumental alunos (preenchido após cada etapa do projeto)




GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GERÊNCIA DE EDUCAÇÃO

COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DO GUAPORÉ

CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS “VALE DO GUAPORÉ”



DECRETO DE CRIAÇÃO Nº 13.348 DE 20/12/2007
Estudante:____________________________________________ Ano:______ Curso: ________________

Instrumental Pesquisa Dirigida

1- Aponte no mínimo 03 situações positivas observadas durante o desenvolvimento das atividades.

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2- Aponte no mínimo 03 situações negativas observadas durante o desenvolvimento das atividades.

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


3- Suas expectativas foram alcançadas no desenvolvimento dessa etapa do Projeto Resgate? Justifique.

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Anexo III- Instrumental professoras (preenchido após cada etapa do projeto)


GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GERÊNCIA DE EDUCAÇÃO

COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DO GUAPORÉ

CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS “VALE DO GUAPORÉ”



DECRETO DE CRIAÇÃO Nº 13.348 DE 20/12/2007
Professora:____________________________________________

Instrumental Pesquisa Dirigida

1- Aponte as situações positivas observadas durante o desenvolvimento das atividades com os estudantes.

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


2- Aponte as situações negativas observadas durante o desenvolvimento das atividades com os estudantes.

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________


3- Quais ações práticas foram desenvolvidas de forma pedagógica para melhorar a participação dos alunos envolvidos no projeto?

_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Anexo IV- Organograma da Noite Cultural (acontecerá como etapa de conclusão do Projeto Resgate).

GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

GERÊNCIA DE EDUCAÇÃO

COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DO GUAPORÉ

CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS “VALE DO GUAPORÉ”

DECRETO DE CRIAÇÃO Nº 13.348 DE 20/12/2007

Organograma da Noite Cultural:


Barracas:

  • comidas típicas;

  • artesanato indígena;

  • imagens das etapas do Projeto.

Apresentações:



  • brincadeiras típicas;

  • slides;

  • filmes.

Organização dos espaços:

Painel: Ensino Fundamental

Apresentações: 1º ano e 2º ano

Barracas: 3º ano
Coordenação:

Professoras: Beatriz Aparecida Dalla Costa

Bianca Macedo de Oliveira

Maria Berenice Alves de Azevedo da Silva



Maria Lucinéia Langa



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