Projeto viva a escola



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PINHALÃO: MEMÓRIA E ETNIA


PROJETO VIVA A ESCOLA

Professora: Lílian Regina de Andrade

PINHALÃO


2010

Em terras desconhecidas, de rica fauna e flora, a abundância de pinheirais exuberava a natureza virgem. A riqueza do solo trazia promessas de prosperidade e abundância.

Num pedacinho de chão denominado, inicialmente, Quilômetro Cinquenta e Um, instalaram-se grupos humanos de diversas raças e etnias. Juntos, iniciaram a colonização do lugarejo, plantaram suas lavouras, comercializaram seus produtos, constituíram suas famílias..., construíram esta cidade, cada qual contribuindo à sua maneira, seja nos sentidos econômico, político, social ou cultural.

A pequena cidade de Pinhalão possui uma grandeza incomensurável perante a Nação, pois nela moldamos nossas identidades e somos chamados com orgulho de pinhalonenses.
Pinhalão, doce torrão querido...”

Biografia de Elias Domingos
Elias Domingos, filho dos libaneses Domingos Calixto e Maria Jorge, nasceu em 04 de novembro de 1917, na cidade de Arceburgo/MG/BR.
Dois meses depois do seu nascimento, Elias com seus pais mudaram-se para a cidade de Rio Azul, Estado do Paraná, onde permaneceram apenas um mês.
Residiram, depois, em Ponta Grossa/PR/BR, e, naquela cidade, Elias Domingos completou sete anos de idade.

De Ponta Grossa, através do transporte ferroviário, vieram finalmente para Pinhalão/PR/BR. Estudou em escola pública. Dentre seus primeiros professores citamos: Lauro Garret, Ataíde Loyola e Alcides Loyola.

Aos quinze anos de idade , foi estudar no Instituto Cristão, em Castro/PR/BR. Um ano depois, porque estava doente, regressou à Pinhalão.

Em seguida, foi para Curitiba estudar, mas acometido por paralisia infantil, teve que voltar novamente para a casa. Foi casado com Dolores Nicolau Domingos e tiveram cinco filhos.

Edificou sua brilhante conquista literária no seio da terra benfazeja de Pinhalão, tornando-se, ao Paraná e ao Brasil, atraente romancista, poeta iluminado e trovador da mais alta envergadura.

A criatividade talentosa, o estilo sóbrio e a impecável correção gramatical  fazem com que o escritor Elias Domingos mereça lugar honroso nas históricas páginas da literatura paranaense e nacional.

Foi trovador incomparável. Suas numerosas trovas tinham o intuito de transmitir ideias edificantes, caracterizando-se, sobretudo, pela natureza educativa, com intuito de enriquecer a alma do leitor de qualquer idade cultural.
Além disso, Elias Domingos distinguiu-se por seu elevado apreço à família, por seu amor à terra onde viveu e prosperou, por sua cultura de rara profundidade, por sua vida exemplar e ilibada, num contexto de religiosidade edificante.

Elias Domingos será sempre monumento da mais elevada importância histórica, digno de todo respeito e veneração, principalmente para a cidade de Pinhalão, pequeno município encravado no Norte Pioneiro do Paraná/BR


Pertenceu à FEBET – Federação Brasileira de Entidades Trovistas. Dentre seus ilustres amigos trovadores, encontravam-se Eno Theodoro Wanke e Amália Max.

Embora não tenha nascido em Pinhalão, tornou-se pinhalonense por opção e amor à terra, onde viveu por mais de setenta anos com expressiva dignidade.

Durante toda a sua vida, dedicou-se ao estudo da Língua Portuguesa e Literatura, tornando-se erudito na matéria. Escreveu romances, poesias e trovas. É autor de quatro livros publicados: Manuscrito de Sursém, usando seu pseudônimo – Aliês A. Muchaili Méreb – 1949; Jaratã – 1983; Da Pele ao Destino – 1989; As Três Vidas de Jeriél – 1995.

Faleceu em 18 de novembro de 1997, após completar oitenta anos de idade.


Era membro de diversas academias nacionais e internacionais:
Do Centro de Letras do Paraná – Curitiba, do Centro Cultural “Euclides da Cunha” – Ponta Grossa, da Academia de Letras Jose de Alencar – Curitiba, do Instituto de Cultura Americana, Argentina (Membro de Honra), do Grupo Americanista de Intelectuales y Artistas – Montevidéo, do Instituto de Cultura Americana – Seção Brasileira (Membro de Honra), da Sociedade Geográfica Brasileira (Medalha Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon) – São Paulo, do Instituto de Poesia Internacional (Cadeira n 45) – Porto Alegre/RS.
(Biografia escrita pelo Desembargador Dr. Jorge José Domingos, irmão de Elias Domingos).


Geraldo Vieira e Ana Vieira (esposa).

FUNDAÇÃO DO MUNICÍPIO:

Geraldo Vieira da Fonseca, em 1923.

Geraldo Vieira da Fonseca e Ana Vieira




PRIMÓRDIOS DE PINHALÃO
O Município de Pinhalão, situado no norte pioneiro do Estado do Paraná, foi fundado por Geraldo Vieira da Fonseca, em 1923.

Geraldo Vieira foi um fazendeiro renomado, conhecido na região por seu espírito imponente. Foi ele que doou terras de sua propriedade para a edificação da Estação Ferroviária e de uma capela católica, permitindo que ruas fossem traçadas, para dar origem ao futuro município de Pinhalão.

A doação de Geraldo Vieira possibilitou que a estrada de ferro passasse pelo lugarejo. Por isso, o primeiro nome de Pinhalão foi Quilômetro Cinquenta e Um, por estar a estação ferroviária cinquenta e um quilômetros de Wenceslau Braz. Seu nome, definitivo, porém, foi Pinhalão por existir na região invejável quantidade de pinheiros.

A principal rua de Pinhalão chamou-se rua da Caixa d’água, hoje rua Geraldo Vieira, porque a caixa d’água que abastecia a caldeira da máquina a vapor do trem situava-se no final daquela rua.

O vilarejo nascente foi tomado por diversos tipos humanos, motivados pela criação de porcos, pela exploração de madeira e pelo incentivo do plantio de café.

No dia 14 de dezembro de 1951, o Distrito de Pinhalão foi elevado à categoria de Município, desmembrando-se do Município de Tomazina.

Leonardo Francisco Nogueira foi o primeiro prefeito, faleceu no último ano de sua gestão. Seu governo foi concluído pelo então Presidente da Câmara José Pereira dos Santos.

Rua da Caixa d’Água – 1948

(Rua Geraldo Vieira)

Rua da Caixa d’Água s.d

(Rua Geraldo Vieira)

Rua da Caixa d’Água - vista da Igreja s.d

(Rua Geraldo Vieira)

VILA GOMES
Antecedendo o surgimento do Município, a Vila Gomes foi o primeiro aglomerado de moradores da futura cidade de Pinhalão, possuindo apenas uma rua que futuramente chamou-se Rua Teolindo de Moraes, a Vila Gomes era povoada pelos pioneiros Francisco Gomes, José Floriano, Caetano Terezin, Boanerges Trovão de Andrade, Benedito Machado, José Nogueira, Joaquim Melo,  Benedito Dias, Pedro Riter, Eliseu Machado, além de outros.

VILA GOMES

(Lairton Trovão de Andrade)


Nesta Vila, onde moro,

Passaram-se muitos nomes;

Quem deu origem à Vila

Foi um tal de Chico Gomes.


Havia, então, só uma rua,

Com casas à beira chão;

Foi esta rua a primeira

Que surgiu em Pinhalão.


Na memória há moradores,

Num bel desfilar sem fim:

Zé Floriano, nhá Frosina

E Caetano Terezin...


Dito Machado, Zezico,

Tião Moreira, Malaquias,

“Joaquim, Pedro e Antônio Melo”,

Seu Bonejo e Dito Dias...

O tio Nório, Zé Bocaina,

Seu Leonide, nhô Servino,

João Marcondes, siá Nardina,

E na rima o tio Josino.


Pedro Rita, Zé Estevo,

Tião Maia, nhô Bacelar,

Seu Reni, Liseu Machado

E outros que se viu passar...


Esta rua, no futuro,

Ia cruzar Pinhalão;

Por ela, na linha reta,

Chegar-se-ia à estação.


Era dono de alguns lotes

O pioneiro Chico Gomes;

Morava na mesma rua,

Antes de ser Vila Gomes.


Junto da sua morada,

Inda em terra sertaneja,

Determinou o lugar,

Pra construir a igreja.


Ao registrar a promessa,

Lavrou o mais nobre madeiro,

E, em sinal de devoção,

Ergueu o santo cruzeiro.


No fundo da propriedade,

Havia silêncio sério:

Poucos são os que hoje sabem

Que ali era o cemitério.


Portanto, pinhalonenses,

A mesma Vila, onde moro,

É ancestral de Pinhalão,

Cidade que comemoro.


No início deste milênio,

A praça de Pinhalão

É feliz co’as sete vilas

E a Estrela Setentrião!




O CRUZEIRO DA VILA GOMES

O cristão do Chico Gomes

Lavrou o mais nobre madeiro

E, em sinal de devoção,

Ergueu, na Vila, o Cruzeiro.
Mas, um dia seu terreno

Caiu nas mãos de um tacanho;

Sem respeito à religião,

Houve lá horror tamanho.


Pois, comprou, sem crer na cruz,

Aquele local ungido;

Tomou posse pra morar,

Com direito adquirido.


A madeira do Cruzeiro

Foi, com escárnio, serrada,

Para humilhantes baldrames

Duma maldita privada.


Mas muçurungas bravias,

Testemunhas contra o herege,

Invadiram a privada,

Antes das humanas fezes.


Transformou-se em grande caixa

De himenópteras sem mel

- Venenosas e mortais –

Só por castigo do céu.


Eram guardiãs da relíquia

As muçurungas ferozes;

Todos que ali se achegavam

Bramiam “ais” em suas vozes.


Pra exterminar o tormento,

A colmeia foi queimada;

E o blasfemo jamais viu

A privada inaugurada.


Não fosse a ignorância ímpia,

Nossa cultura de fé

Veria o Cruzeiro ainda,

Contando história, de pé.


E a Vila Gomes chorou

O fim de uma santa cruz,

Símbolo da Redenção

Sinal da crença em Jesus.


(Lairton Trovão de Andrade)

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA
No ano de 1921 a Estrada de Ferro da Rede Ferroviária Federal S/A, na intenção de transportar o precioso carvão mineral das Minas de Cambuí e Figueira, na época pertencentes ao município de Curiúva, aos grandes centros brasileiros para abastecimentos das indústrias que prosperavam, dos navios a vapor, bem como o trem, implantou a linha férrea, denominada Ramal do Rio do Peixe, cortando o município de Tomazina de Leste a Oeste.

Partindo então, de Wenceslau Brás, ao atingir o Quilômetro 51 de sua extensão, ergueu-se uma Estação Ferroviária, necessárias às manobras de locomotivas, bem como ao depósito de dormentes, pertencentes e bens da referida rede.

Este local, ou seja, o Quilômetro 51 da Estrada de Ferro, situado nas terras pertencentes ao Senhor Geraldo Vieira da Fonseca e sua esposa Ana Vieira, rico pela flora e fauna, começou a atrair jovens aventureiros sedentos da exploração da madeira da região com o posterior plantio de roças para a engorda de suínos, que seriam facilmente introduzidos no comércio em Jaguariaíva, com o advento desse meio de transporte, tão eficiente – o trem.

Foi assim que os ilustres proprietários, compartilhando desse iminente desenvolvimento econômico do local, cederam partes de suas terras aos primeiros habitantes desse lugar denominado Pinhalão.

A Estação foi construída toda de madeira, obedecendo ao padrão de estação de terceira classe, aprovado pela inspetoria. Assentada sobre alicerces de alvenaria de pedra, com plataforma da mesma alvenaria. Foram construídas, ainda, embora, inacabadas, duas casas de feitor e duas para operários, segundo o Relatório da RUPSC, datado de 1923.

Diariamente passava a locomotiva a vapor da Rede Viação Paraná - Santa Catarina às 17 horas, retornando de Lysimaco Costa por volta das 8h e 15 minutos do dia seguinte. A permanência do trem na Estação era suficiente apenas para abastecimento de água e lenha, além do embarque e desembarque de passageiros e cargas.

Havia, na composição, somente um vagão de primeira classe, um de segunda e o bagageiro, além de transportar alguns vagões de carvão carregado das minas de Figueira.

Segundo relatos, as viagens não eram confortáveis; porém consideradas uma aventura. Para Curitiba, havia a baldeação em Wenceslau Braz, gastando por volta de 8 horas de viagem. Obedecia, ainda, mais uma parada em Jaguariaíva, tornando a viagem muito longa até a chegada na Capital do Estado.

A Estação Ferroviária foi fechada em 1968, com a desativação do ramal. Em 1986 foi demolida.


Estação Ferroviária – s.d




Estação Ferroviária – s.d




OS PRIMEIROS MORADORES

 

Dentre as inúmeras pessoas que, por primeiros vieram para Pinhalão, além do ilustre Geraldo Vieira da Fonseca, foram: José Fraiz, José Vicente, Agostinho Ogando, Estanislau Sabchuk e João Bordim, que vieram com a construção da estrada de ferro, onde trabalhavam como pedreiros e empreiteiros da Rede Ferroviária Federal S.A; Manoel Ramalho, que edificou o primeiro hotel de Pinhalão; José Moura, pai do grande cientista Leonel Moura; Vitório Tramontini, proprietário do primeiro açougue do lugar; Francisco Gomes, fundador do bairro da Vila Gomes; João Ribeiro, pai de Horácio Ribeiro de Sousa, proprietário de terras, cultivando cana-de-açúcar e criador de suínos; Jair Mastrandeia, ativo fazendeiro da região; Luiz Bertoja, comerciante e proprietário de moinho de fubá; Bonifácio Rodrigues da Luz, próspero comerciante; Salvador Rodrigues, político influente; José Moreira Pais, comprador de suínos para o frigorífico Matarazzo de Jaguariaiva; Manuel Nogueira, próspero latifundiário; Frutuoso Pereira dos Santos, rico proprietário de terras da região; Arquimedes Loss, comerciante de suínos; José  Luciano dos Santos, proprietário de pensão e, mais tarde, legendário delegado do município de Pinhalão; Domingos Calixto, Abrahão Miguel, Miguel Abrão, proprietários de casas comerciais (Secos e Molhados e Armarinhos em geral); Boanerges Trovão de Andrade, comerciante e proprietário da Casa Trovão (Secos & Molhados e Armarinhos). Além desses, destacamos ainda, Leoni Tonani, , Álvaro Alfieiri, Teolindo de Moraes, Antonio Wahl, Carlos Barth, Luiz Vicente Sobrinho, Miguel Nicolau, Arnaldo Wahl, Antonio Gomes de Oliveira, Joaquim Melo, Antonio de Oliveira Mariano, João Lima.



O município de Pinhalão conta, segundo expectativas atuais, com aproximadamente 7 mil habitantes.

Primeiro Hotel de Pinhalão – edificado por Manoel Ramalho



Capela


COLONIZAÇÃO DO INTERIOR
A colonização do interior se deu pela fibra e coragem dos colonizadores que adentraram a mata virgem fazendo derrubadas para o cultivo de roças de milho e lavouras de café e feijão. Da madeira, aproveitaram as toras que eram transformadas em tábuas de construção aos primeiros habitantes ou de dormentes para a Estrada de Ferro, beneficiadas nas serrarias de Leoni Tonani e Frutuoso Pereira dos Santos.

No Distrito de Lavrinha, destacamos as famílias de José Alves Rodrigues, Honório Alves Rodrigues, Rodolfo Inácio Pereira, Augusto de Oliveira e Silva, Virgílio Bertoldo de Godoy. As famílias de Porfírio Teixeira, Máximo Benete Decol, Elias Prestes no Bairro Decol. As famílias Mingotes e Silva Reis no Bairro Lageadinho. As famílias de Vicente Machinski e Estanislau Sabchuk no Bairro Sul Mineira.




Rodolfo Inácio Pereira


HISTÓRICO DE ALGUMAS FAMÍLIAS PIONEIRAS PINHALONENSE
Francisco Fraiz Iglesias – nasceu em 1897, na Espanha. Veio para o Brasil em 1910. Aqui chegando se dedicou ao comércio e a lavoura. Seu estabelecimento comercial estava situado no Distrito de Lavrinha, Município de Pinhalão. Francisco Fraiz Iglesias casou-se com Virgínia Fraiz Doval.
Miguel Abrahão – chegou ao Município de Pinhalão em 1923, acompanhado de sua mulher Jamile, que contava com 14 anos de idade, quando a desposou. Antes, porém, viveram um curto período em União da Vitória e Wenceslau Brás. Miguel Abrahão casou-se com Jamile Elias Hakin , na Síria. O casal veio para o Brasil em busca de paz, pois estava fugindo da guerra, sendo trazidos para esta cidade por influência de seus conterrâneos que já viviam aqui. Chegando na cidade de Pinhalão, Miguel Abrahão tornou-se comerciante, pois na época, a atividade comercial oferecia prosperidade para aqueles que se dedicavam ao ramo. Sua loja estava localizada na rua Geraldo Vieira.
Miguel Nicolau – veio do Líbano no início do século XX, deixando mulher e filhos para tentar a sorte como mascate viajante no Brasil, no Município de Pinhalão. Miguel Nicolau casou-se com Helena Fadel Nicolau, vindo esta nove anos mais tarde para o Brasil.
Antônio Wall – filho de Alexandre João Wall e Natália Wall. Em fins do século XIX, Alexandre João Wall deixa a Estônia e vem se fixar no Brasil. Antônio Wall chegou em Pinhalão no século XX, onde exercia a atividade de comerciante. Um dos filhos do casal, Jamil Wall, deu continuidade à função do pai, em sociedade com Alzir Wall (Zilo). O estabelecimento comercial de Jamil Wall era chamado de Bar Ponto Azul e estava localizado na rua Geraldo Vieira, centro de Pinhalão.

Jamil Wall casou-se com Dália Cândida, de origem portuguesa.


Namitala Merege Chueire (Antônio turco) – partiu do Líbano, estabelecendo-se, inicialmente, em Jaboti, em 1918. Mais tarde, fixou-se em Pinhalão, onde exerceu a atividade de mascate. Namitala casou-se com Georgeta Carvalho Duarte.
Manoel Francisco Nogueira – de origem portuguesa. Nasceu em Minas Gerais em fins do século XIX. Estabeleceu-se com a família em Pinhalão, no século XX, adquirindo extensas quantidades de terras, criador de gado, possuía curtume de couro, além de produzir largas lavouras de café e roças de milho. Manoel Francisco Nogueira era casado com Rita Francisca Nogueira
Frutuoso Pereira dos Santos – vindo de Minas Gerais com a esposa Maria Cândida de Jesus, estabeleceu-se em Pinhalão. No início, adquiriu do Dr. Muniz, o hotel próximo à Estação Ferroviária. Mais tarde, tornou-se proprietário da Fazenda Santa Maria (Terra Roxa); além de possuir loja, cinema, serraria (Turbina) e máquina de beneficiar arroz.

Horácio Ribeiro dos Santos – chegou em Pinhalão em fins do século XIX, partindo de Minas Gerais constituiu família no referido Município. Foi casado com Antônia Ribeiro de Sousa. Possuía terras e cultivava lavoura branca.
Francisco Rinsaku Ishikiryama – chegou do Japão recém-nascido e naturalizou-se brasileiro. Francisco casou-se com Inoriko Uemura (Dona Lúcia), professora de datilografia e representante de cosméticos na atualidade.

Francisco Rinsaku Ishikiryama exerceu a função de dentista e conhecido por todos por Dr. Francisco.


Sebastião Correia da Silva – filho de escravos que vieram da África para trabalhar no Brasil. Sebastião Correia da Silva, fixou-se com a mulher e os filhos em Pinhalão, onde eram agricultores. Sebastião Correia da Silva  e sua mulher tiveram vários filhos, dentre eles o professor Antonio Correia da Silva.
Domingos Calixto – veio do Líbano no início do século XX acompanhado de sua mulher Maria Jorge Muchaili, onde viviam como agricultores, sendo a Primeira Guerra Mundial a responsável pela migração do casal. Fixando-se em Pinhalão, Domingos Calixto passou a exercer a atividade comercial. Sua loja estava localizada na rua Geraldo Vieira, centro de Pinhalão.
Felício Miguel Jorge (seu Miguelzinho) – de origem libanesa. Os pais de Felício Miguel, Bid Miguel Jorge e Zaía Muchaili chegaram ao Brasil, no início do século XX, fixando-se em Pinhalão. Felício Miguel exerceu a função de bibliotecário na Biblioteca Municipal de Pinhalão.
Boanerges Trovão Andrade – descendente de portugueses, filho de José Geraldo de Andrade e Ana Angélica de Jesus. Nasceu em 10 de março de 1912. Casou-se com Ana Vizotto de Andrade, constituindo família na cidade de Pinhalão. Além de proprietário de terras, exerceu a atividade de comerciante, sendo proprietário da Casa Trovão. Boanerges Trovão de Andrade era possuidor de uma alma alegre, compunha verbalmente histórias trovadas; além de ser autodidata tocador de acordeão, alegrando os bailes e as rodas humanas  formadas pela atração de suas músicas tocadas.
Carlos Barth – descendente de alemão, filho de Paulo Ricardo Barth e Ana Luiza Barth. Casou-se com Cornélia Barth. Dedicou-se à atividade de carpintaria e ferraria, sendo o proprietário da oficina responsável pela construção de carroças, charretes e outros tipos de serviço. A oficina de Carlos Barth encontra-se em atividade até os dias atuais, sendo a mesma entregue ao seu filho Dimas Barth que aprendendo o oficio do pai passou a ser o responsável pelo andamento da oficina. Atualmente o ferreiro é José Carlos Barth, neto de Carlos Barth.
Domingas Brandone da Luz – nasceu em 05 de março de 1927 e faleceu em 29 de outubro de 1991. Dona Dominga, como era conhecida no local, realizou mais de 500 partos, sendo a parteira de confiança de todos que a ela admiravam.

Trabalhou no Hospital Domingos Calixto exercendo a função de enfermeira, juntamente com o médico Dr. Uady. Mais tarde remove-se para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pinhalão, no qual trabalho por 20 anos.

Domingas Brandone da Luz casou-se com Geraldo Ribeiro da Luz, em 1946. O casal teve 13 filhos.
ASPECTOS ECÔNOMICOS E POLÍTICOS
ECONOMIA - Além da atividade agrária e do imponente prestígio exercidos por Geraldo Vieira da Fonseca, respeitado por todos os habitantes do local, Pinhalão começa a se desenvolver, cujo crescimento se dava pela fama da fertilidade de suas terras. Assim, começam a aparecer, além dos empreiteiros, responsáveis pela construção da Estrada de Ferro, outros pioneiros dignos pelo reconhecimento da formação da cidade e da colonização do interior do município. [...] Domingos Calixto, Abrahão Miguel, Miguel Abrão foram os responsáveis pelo desenvolvimento comercial em grande escala, quer na aquisição da produção agrícola dos habitantes da zona rural, bem como no fornecimento de produtos básicos aos primeiros pinhalonenses. [...]



Casa de comércio de propriedade de Domingos Calixto, construída de 1932.


Loja de Abrão Calixto

POLÍTICA - O comando político do local, na época, era exercido por Salvador Rodrigues e José Moreira Paes que além de suas habilidades no campo da política, eram compradores de porcos do povoado e região para a Companhia Matarazzo, sediada em Jaguariaíva. No comércio de suínos, sobressaía ainda, Arquimedes Loss, sucessor de José Moreira Paes.

O primeiro prefeito do Município, Leonardo Francisco Nogueira, tomou posse no dia 14 de dezembro de 1952, sendo seu sucessor, após seu falecimento, o Presidente da Câmara José Pereira dos Santos.



Inauguração da ponte de Pinhalão em 1956 pelo prefeito José Pereira dos Santos




PREFEITOS EM TEMPOS REMOTOS

Leonardo Francisco Nogueira


José Pereira dos Santos


Calixto Domingos



Argemiro Fraiz Iglesias



Sebastião Dias Chaves



Djalma Ubirajara Nogueira




Aquiles Vanzeli



PREFEITOS DE PINHALÃO APÓS A EMANCIAÇÃO POLÍTICA
Leonardo Francisco Nogueira

Gestão: de 14 de dezembro de 1952 a 26 de maio de 1956


José Pereira dos Santos

Gestão: de 26 de maio de 1956 a 14 de dezembro de 1956


Calixto Domingos

Gestão: de 14 de dezembro de 1956 a 14 de dezembro de 1960


Argemiro Fraiz Inglesias

Gestão: de 14 de dezembro de 1960 a 14 de dezembro de 1964


Sebastião Dias Chaves

1° mandato

Gestão: 14 de dezembro de 1964 a 31 de janeiro de 1969
Djalma Ubirajara Nogueira

Gestão: 31 de janeiro de 1969 a 31 de janeiro de 1973


Sebastião Dias Chaves

2° mandato

Gestão: de 31 de janeiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977
Aquiles Vanzeli

1° mandato

Gestão: de 01 de fevereiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983
Sebastião Dias Chaves

3° mandato

Gestão: de 31 de janeiro de 1983 a 01 de janeiro de 1989
Aquiles Vanzeli

2° mandato

Gestão: de 01 de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992
Valdomiro Teixeira Fraiz

1° mandato

Gestão: de 01 de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996
Nilson José Carneiro

Gestão: de 01 de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000


José Carvalho

Gestão: 01 de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004


Valdomiro Teixeira Fraiz

2° mandato

Gestão: 01 de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008

Claudinei Benetti

Gestão: 01 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012




Primeira sede da Prefeitura Municipal de Pinhalão, situada na Rua da Caixa d’Água (Rua Geraldo Vieira)

Prefeitura Municipal de Pinhalão, sediada na Rua Geraldo Vieira




EDUCAÇÃO
Nos primeiros anos do Município de Pinhalão, a residência de Manoel Fraiz, era também utilizada para alfabetizar, sendo ali, durante algum tempo, a Escola, da qual lecionava sua esposa, Dona Lila.

Residência e Escola de propriedade de Manoel Fraiz.



HISTÓRICO EDUCACIONAL PINHALONENSE
De acordo com a Diretoria Geral da Instrução Pública do Paraná, cujo Diretor Geral era o ilustríssimo Senhor Gaspar Villares, tendo por base o Livro de Chamada da Escola de Pinhalão, Município de Tomazina, redigido pelo professor Teolindo de Morais Seixas, as primeiras matrículas foram efetuadas em 30 de abril de 1934 e 01 de maio do mesmo ano, pelos seguintes alunos, das respectivas séries:
1ª série

José de Lima, Raul Soares, Manoel Ferreira, Abrão Miguel, Mario Czuprinski, Jamil Wall, Alzir Wall, Alcides Bordim, Felipe Miguel, Calixto Calil, Pedro da Silva, Silvio Pinheiro, Raul de Lima, Acyndino Oliveira, João Silva, João Czuprinski, Augusto Bordim, Alfredo Soares, João Pais, José da Silva, Francisco da Silva, Miguel Sebastião, Estanislau Pauluk, Acyndino Alves, Wadislau Lavzuck, Ivo Fraiz, Manoel Gonçalves e Mario Czuprinski.


2ª série

Washington Rodrigues, Júlio Baby, José Ponciano, Lyro Pinheiro, David Miguel, Davi Pereira, Noé Pereira, Lazaro Fernandez, Francisco Ogando, Chafik Miguel, Tufik Miguel, Ovídio Baby, Silvio Pinheiro, Raul de Lima, João Ferreira, João Silva, João Czuprinsk, Augusto Bordim, Alfredo Soares, João de Lima e Francisco Augusto.




Professor Teolindo de Morais Seixas



Colégio Estadual Leonardo Francisco Nogueira (antiga Escola de Pinhalão)



Observa-se que nenhuma menina frequentava a escola, o que evidencia a generalização do imaginário coletivo da época, cuja sociedade baseava-se ainda nos parâmetros patriarcais herdados do Brasil Colônia. No entanto, havia professoras que lecionavam para crianças do sexo masculino, como ação contraditória à realidade vigente.
No ano de 1937 a Escola de Pinhalão passa a denominar-se Grupo Escolar Princesa Isabel , ensino de primeiro grau. Em 1982 há alteração para Escola Municipal “Anita Alves Meyer” – Ensino de 1° Grau. Mais tarde, em 1997, denomina-se Escola Municipal “Anita Alves Meyer” – Pré-Escola e 1° Grau. Por fim, em 1998, Escola Municipal “Anita Alves Meyer” – Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Professora Anita Alves Meyer (de branco)



CURSO GINASIAL
Em 26 de dezembro de 1956 é fundado o Curso Normal Regional de Pinhalão, tendo como sede o prédio da Escola de Pinhalão até 1967. Em 1968 é inaugurado o prédio próprio , onde ali se forma a primeira turma do respectivo curso.

Em 1962, passa a denominar-se Escola Normal de Grau Ginasial “Castro Alves” de Pinhalão; em 1968, já com sede própria, de Ginásio Estadual “Castro Alves” de Pinhalão. Mais tarde, em 1998, Escola Estadual Castro Alves – Ensino Fundamental.




ESCOLA NORMAL

Em 28 de dezembro de 1967 é fundada a Escola Normal Colegial Estadual da cidade de Pinhalão, cuja instalação ocorreu em 07 de fevereiro de 1968. Os exames de seleção e habilitação foram realizados nos dias 16 e 17 de fevereiro do mesmo ano.

O patrono da Escola Normal coube ao ilustre Leonardo Francisco Nogueira, primeiro prefeito de Pinhalão, escolha ocorrida em 22 de maio de 1968. A primeira diretora nomeada foi a professora Florinda Auad Domingos, permanecendo no cargo até 1982. No mesmo ano, o professor Lairton Trovão de Andrade foi eleito o segundo diretor, através da primeira eleição de voto direto interno no referido estabelecimento de ensino. Em 18 de outubro, ainda do mesmo ano, a escola passa a denominar-se Colégio Estadual “Leonardo Francisco Nogueira” – Ensino de 1° e 2° Graus. Atualmente denomina-se Colégio Estadual Leonardo Francisco Nogueira – EMNP.




ESPORTE
Uma das práticas desportivas praticadas pelos primeiros habitantes de Pinhalão era o futebol; havia na década de 30 jogos entre casados e solteiros, gordos e magros. Mais tarde, o esporte passa a disputar campeonatos, tanto regionais como relâmpagos. Dentre a diversidade de treinadores que os times de futebol possuíram destacamos Sebastião Dias Chaves, que também ocupava o cargo de presidente. Valdemor Rocha era encarregado da reportagem após o término do jogo, onde narrava os melhores acontecimentos através do alto-falante do cinema.

A Associação Esportiva e Recreativa de Pinhalão (AERP) foi fundada em 3 de agosto de 1943 (campo de futebol e clube) Sendo o prédio atual inaugurado na 1ª. gestão de Valdomiro Teixeira Fraiz (1993-1996).

O estádio de futebol recebeu o nome Enes de Campos, um dos ilustres jogadores dos tempos áureos da AERP.

Primeira diretoria (1943)

Presidente – Francisco Braga

Vice-presidente – Arnaldo Wall

Primeiro Secretário – José Pereira dos Santos

Segundo Secretário – Lutfala J. Husni

Tesoureiro – André Kochimanski

Diretor Geral – Leonardo Francisco Nogueira

Diretor de Esportes – Antonio Oliveira Mariano

Orador – Elias Domingos.
Primeiros times de Futebol









TRANSPORTE
Além do trem e de alguns poucos automóveis que circulavam a cidade, um dos meios de transporte mais usado na época, era a carroça.

Havia os carroceiros profissionais, com carteira de habilitação e com suas carroças emplacadas, conforme a Lei de Trânsito da época, sendo sujeitos a multas de trânsito caso cometessem alguma infração.




ENTRETENIMENTOS REMOTOS
Cinema – nos primórdios de Pinhalão havia as sessões de cinema ao ar livre, cujas exibições eram ambulantes, deslocando-se para várias regiões do interior. Para animar as cenas mudas, durante às exibições, Evaristo Português entusiasmava o público tocando bandolim.

O primeiro cinema fixo de Pinhalão denominava-se Cine Recreio, pertencente ao senhor Frutuoso Pereira dos Santos; anos mais tarde passa a ser proprietário, seu filho, David Pereira dos Santos.




Furgão que circulava pelas cidades do interior, bem como Pinhalão, para exibir as sessões de cinema ao ar livre.



Entrada do Cine Recreio de propriedade de David Pereira dos Santos




Festas Religiosas – eram comuns as festas em homenagem à Padroeira Nossa Senhora Aparecida, existentes até os dias atuais. Em tempos antigos, havia bandas de músicas tocadas no coreto; leilões de lenha, onde esta era trazida por inúmeras carroças que enfileiravam as ruas ainda de terra batida; e, procissões onde os devotos se reuniam em massa.







Passeios na Estação – em tempos passados, a juventude pinhalonense, se divertia com os passeios na Estação Ferroviária. Todas as tardes de domingo iam ao local para ver o embarque e desembarque de pessoas que saíam e entravam no trem. Vestiam os seus melhores trajes e também se deliciavam com os pastéis de D. Isaura, uma vendedora ambulante da Estação.



DADOS GEOGRÁFICOS
O município de Pinhalão está situado no Nordeste do Estado do Paraná, na região Norte Pioneiro Paranaense, possuindo 260 km² ( duzentos e sessenta quilômetros quadrado) de área.

Pinhalão está localizada entre as coordenadas geográficas de 23 graus e 47 minutos de Latitude Sul e Longitude Oeste de GMT de 50 graus e 04 minutos. A Altitude da sede do município é de 601 metros.

Limita-se ao norte com o município de Jaboti, a noroeste com a cidade de Japira, a oeste e sudoeste com Ibaiti, ao sul e sudeste com o município de Arapoti e a leste como o município de Tomazina.

Pinhalão está localizada a noroeste de Curitiba, há 320 km (trezentos e vinte) quilômetros de distância da Capital Paranaense.

O Município de Pinhalão foi criado em 14 de dezembro de 1951, pela Lei Estadual n° 790 da mesma data, instalada oficialmente em 14 de dezembro de 1952.

Pinhalão é banhada pelo Rio Ribeirão Grande, que adentra a cidade. Sua nascente encontra-se no município de Ibaiti e deságua no Rio das Cinzas, em Tomazina.

O município possui, ainda, diversos rios e riachos: Rio das Cinzas, a sudoeste do município, delimitando um trecho na divisa do município de Tomazina; Ribeirão Anta Brava ou do Café, encontra-se ao sul, delimitando a divisa de Pinhalão e Arapoti; além de outros, como o Rio Taquara, Ribeirão Duas Barras, Ribeirão do Saltinho, Ribeirão Bonito, Ribeirão da Campina, Ribeirão do Lageadinho, Ribeirão da Água Fria e Ribeirão da Pedrilha.

RIO PINHALÃO

(RIBEIRÃO GRANDE)

Lairton Trovão de Andrade


Águas mansas, mansas águas,

Que descem pelas encostas,

Brincando com redemoinhos,

Levam sonhos, levam mágoas,

Decepções cheias de crostas,

Em chorosos burburinhos.


Do Rio, em cada paragem,

De alegria ou de tristeza,

Há história pra contar;

A enchente que alaga a vargem,

Com a forte correnteza,

Arrasta histórias pro mar.


Como é imensa a saudade

Dos infantes gorjeios tantos

Em águas do Ribeirão!

Fora-se a felicidade

Que trouxera seus encantos

Às ondas do Pinhalão!

As flores das quaresmeiras

Povoam suas barrancas,

Matizando águas do Rio.

Sobre as verdes trepadeiras

Pousavam garcinhas brancas

Que voavam pro céu de anil.


Na altura do “Lavador”,

Senhoras branqueavam roupas,

Num festival de alegria.

O ágil Martim Pescador

Prendia-se nas garoupas

Da pujante cercania.


E a traquina criançada

Saltitava em algazarra

Na prainha do “Razão”.

Os gritos da petizada,

Como cantos de cigarra,

Zumbiam no Ribeirão.


O “Poção”, a “ Corredeira”,

A velha “Ponte-de-Pedra”,

O lago ameno da “Usina”!

A brisa da “Amoreira”,

Beleza que ainda medra

Até a saudosa “Turbina”!


Extensa aguada em represa

Na “Ponte da Serraria”

- Cevada região pesqueira!

Ali, havia a certeza

De pródiga pescaria

De segunda à sexta-feira.


O Rio declina o planalto...

É mais bravio na ladeira,

- Protegido ela mata.

Tomba, espumejante, do alto,

Criando linda cachoeira,

Em dobres de serenata.


Que saudade eu tenho agora

Dos meus tempos de esperança

Nas margens do Pinhalão.

Saudade tanta se aflora

Dos dias quando, em criança,

Sonhava meu coração.

... E descem as mansas águas,

Descem pelas encostas,

Águas do rio que se expande...

Leva sonhos, leva mágoas,

Decepções cheias de crostas,

O calmo Ribeirão Grande.



David Pereira dos Santos e Jose Horário s.d

DISTRITO DE PINHALÃO – Lavrinha
BAIRROS:

Lageadinho

Silva Reis

Serrinha


Pedrilha

Bonin


Terra Roxa

Mingotes


Vidal

Pedro Daniel

Campina

Sul Mineira



Decol

CURIOSIDADES
Dança da quadrilha - A professora Ester Jensen de Andrade, foi pioneira na introdução da quadrilha nas festas juninas de Pinhalão e região;
Cinema - Na época do cinema em Pinhalão, a maioria das pessoas eram simples e ingênuas; após as sessões dos filmes de bang bang (gênero cinematográfico mais exibido na tela), um número significativo de pessoas iam atrás do cinema após o término do filme, com o propósito de ver os buracos dos tiros na parece do prédio, e ficavam pasmos ao notarem a parece intacta depois do tiroteiro ocorrido durante a exibição. Imaginavam também que os cavalos entravam por trás. Assim, numa ingenuidade incrível davam vida aos personagens.
Banhos de rio – o saneamento básico só chegou em Pinhalão, com água encanada em na década de 70. Anterior a essa data, a água que abastecia as casas eram retiradas de poços cavados nas residências ou carregadas em baldes diretamente das minas. A água era separada: a do banho de canequinha ou num chuveiro de balde com furinhos no tampão, a água para cozinhar e beber e a água para lavar os utensílios domésticos, bem como a louça. Durante muito tempo, pela escassez de água na cidade, as pessoas se reuniam no “Lavador”, rio que possui uma laje natural que era aproveitada para lavar carros. Além disso, as pessoas tomavam banho, onde nos dias de sábado, havia uma multidão reunida no local.
Sorveteria – a primeira sorveteria existente em Pinhalão foi de propriedade de Carlos Barth. A sorveteria era ambulante, movida a querosene.


HINO DE PINHALÃO

Lairton Trovão de Andrade

17 de junho de 1976

Oficializado pela Lei 2354/91

I

Sob a crista altaneira da serra,



Proliferas febril, Pinhalão;

Do humilde recanto da Terra

Surges meiga na imensa Nação.
Nas sombras dos teus bosques

Brilhou o céu de anil,

Profundo desafio

À virgem selva em flor.


ESTRIBILHO

Doce torrão querido,

Reino dos cafezais,

Onde se têm palmeiras

E lindos pinheirais.

II

Verdes campos de reses mimadas,



Tremulantes jardins de cereais,

Enobrecem tuas mãos calejadas,

Sobre o solo de mil minerais.
As ondas das colinas,

Planícies, serranias

Emitem melodias

Do ouro vegetal.


ESTRIBILHO

Doce torrão querido,

Reino dos cafezais,

Onde se têm palmeiras

E lindos pinheirais.

III


Terra amada de eterna bonança,

Com firmeza aderiste ao Brasil;

Turbilhões em caudais de esperança

Revigoram-te o ardor varonil.


“Rio Cinzas”! “Boa Vista”!

“Triângulo” e “Serrinha”!

“Campina” e “Lavrinha”!

Oh! Salve! Salve! Salve!


ESTRIBILHO

Doce torrão querido,

Reino dos cafezais,

Onde se têm palmeiras

E lindos pinheirais.

***



ARTE: Valdir Merege Rodrigues




DESENVOLVIMENTO DO PROJETO
Pesquisa de campo






































AGRADECIMENTOS
Deixamos aqui registrado o nosso agradecimento por todas as pessoas que foram prontas para colaborar com o desenvolvimento do referido projeto Pinhalão: Etnia e Memória. À todos, obrigada.

Agradecimento especial: agradeço, em especial, o professor Billy (Almir Alves da Rocha) que leciona na área de Educação Física, que muito me orientou através de indicações de fontes; e principalmente, agradeço pelo apoio incondicional, me ajudando a prosseguir nos momentos que pensei em desistir. Muito obrigada.

Pinhalão, 16 de novembro de 2010


FONTES DE DOCUMENTOS ESCRITOS:

LAIRTON TROVÃO DE ANDRADE

VALDIR MEREGE RODRIGUEZ

ABIB CALIXTO

PREFEITURA MUNCIPAL DE PINHALÃO

ESCOLAS: COLÉGIO ESTADUAL LEONARDO FRANCISCO NOGUEIRA –EMNP, ESCOLA ESTADUAL CASTRO ALVES - EF, ESCOLA MUNICIPAL “ANITA ALVES MEYER” – EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL



FONTES ORAIS:

ODETE MIGUEL, DALILA DOMINGOS BATISTA, RENATO VANZELI E INÊS FRAIZ VANZELI, NAIN NICOLAU E OLGA VANZELI, DÁLIA CÂNDIDA, EMERENTINA NOGUEIRA DOS SANTOS, MARIA FRANCISCA JORGE, GERALDO DA LUZ, JUDITH ABRAHÃO DOS SANTOS, VALDIR MEREGE RODRIGUES, LAIRTON TROVÃO DE ANDRADE, JOSÉ TROVÃO DE ANDRADE, INORIKO UEMURA, LAIDE CORREIA DA SILVA, MARIA PEREIRA DOS SANTOS.



COLABORADORES

JOSÉ RENATO DE PAULA

ADAGOUBERTO NOGUEIRA

MATILDE CORREIA DA SILVA

MARIA JACINTA BARBOSA

LUCINÉIA DE FÁTIMA DOS SANTOS LOUREIRO



OS ALUNOS

ANA KAROLINE SIMÕES BIGAS

ANA FLÁVIA JUSTINO FERMINO

DÉBORA PEREIRA DOS SANTOS

EDSON ROBERTO DA SILVA RIBEIRO

ELYSSA FERNANDA CAVALCANTE DE OLIVEIRA FREITAS

FABÍOLA DE FÁTIMA QUEIRÓZ

FERNANDA TEIXEIRA DA SILVA

JOÃO HENRIQUE MAIA DA SILVEIRA

LEONEL LIMA PAULINO

LINDRINALVA DE LIMA PAULINO

MAIKON JR DE OLIVEIRA ALVES

RAFAEL TEIXEIRA DA SILVA

REGIANE INÁCIA OLIVEIRA

LETÍCIA REGINA LIMA LEITE

RAFAELA PRESTES DE OLIVEIRA

AMANDA AZEVEDO DECOL CUNHA

RAYANE MARCELA CARNEIRO LEITE

SUÉLEN MAYARA DA ROSA

CAROLAINE OLIVEIRA ALVES

FLÁVIA GOMES BAUM.

REDAÇÃO E FOTOGRAFIA

LILIAN REGINA DE ANDRADE



REVISÃO HISTÓRICA

LAIRTON TROVÃO DE ANDRADE



VERSO DA REVOLUÇÃO

Manoel Bacelar


Fiquei triste, aborrecido,

Quando impediu o regimento,

Quando foi no outro dia

Já seguiram-se para frente.


Chegamos em Jaguariaiva

Pois estávamos no vagão

Quando vimos de repente

O danado do avião.


Voava em torno da cidade

Por cima da estação

Jogando os boletins

Pedindo Constituição.


De Sengés para frente

Até chegarmos em Itararé

Viajamos um pouco de trem

Outro tanto a pé.


Quando chegamos em Marungava

Começam a bombardear barreiras

Os paulistas não resistiram

Desertaram todos em carreira.


Quando saímos de Marungava

Caminhamos um tanto a pé

Mas, depois o que nos alegrou

Foi a tomada de Itararé.


Chegamos muito animados

Na cidade de Itararé

Pois ficamos numa casa

Lá na Rua do Café.


No dia 3 de agosto em Capinzal

Fizemos um combate de manhã

Apuramos tanto os paulistas...

Fugiram todos os sem-vergonhas.


Saímos de Capinzal

Para tomar [...] a maldita

Não foi preciso dar fogo

Porque tomamos a gritar.


Entramos gritando tanto

Que até espantou serpente

O que ficamos aborrecidos

Com a perda de um tenente.


Todos os paulistas fugiram

Com o barulho do canhão

Foi tão grande a carreira

Que deixaram um caminhão.


Avançamos todas as forças

Também nossa artilharia,

Mas, logo na estrada

Morreu um oficial da cavalaria.


Quiseram fugir tão depressa

Como fugiram de Itararé,

Mas, como o tempo foi pouco

Até ficou paulista a pé.


A metralhadora do 13

Não perdeu nenhuma gente

O que mais nos aborreceu

Com a perda de um tenente.


[...]

Na entrada de Faxina

Não queriam ir para as grades

Tomaram tanto conselho

Que até prendemos um padre.
Eles mesmo brigavam

E xingavam de rabugento

Mas, na hora de formar para o rancho

Todos queriam ser sargento.


Os prisioneiros paulistas

Não merecem homenagem

Mandamos à Ponta Grossa

Trabalhar na terraplanagem.

[...]
13 de março de 1933

Regimento de Infantaria



Manoel de Paula Bacelar foi soldado na Revolução Constitucionalista de 1932.
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