Projetos em lexicografia bilíNGÜE



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PROJETOS EM LEXICOGRAFIA BILÍNGÜE

Claudia Maria Xatara (UNESP e IBILCE)

Em primeiro lugar é preciso ressaltar que, ao considerarmos o léxico de uma língua como um patrimônio sociocultural de uma nação, acreditamos que o prestígio internacional dessa língua e, por conseguinte, da própria sociedade que fala essa língua, possa ser de fato mensurado com base na quantidade e na qualidade de dicionários que essa sociedade produz.

Passemos, então, à produção de dicionários propriamente dita, observando alguns imperativos e decisões que permeiam essa atividade.

O produtor de dicionários

Quem produz um dicionário pode ser um lexicógrafo, um dicionarista, um lingüista, um especialista de qualquer outra área do conhecimento humano ou uma equipe de especialistas diversos.

O dicionarista seria aquele profissional que executa um projeto, mas não faz estudos ou análises sobre ele. Existem mesmo os dicionaristas ocasionais, que resolvem publicar uma coletânea de dados já compilados, por exemplo.

Há também editoras ou institutos que mantêm equipes de especialistas, não necessariamente lexicógrafos, para a produção de projetos internos.

Já o lexicógrafo não seria apenas um técnico, um “fazedor” de dicionários, um dicionarista. O lexicógrafo elabora, sim, dicionários, seja de que tipo for, mas o produto que apresenta ao público, é substancialmente embasado em estudos lexicológicos e metalexicográficos, ou seja, o lexicógrafo só chegará à elaboração de um dicionário, após ter refletido e analisado, com critérios claramente científicos, o tipo de unidade lexical ou palavra que ele escolherá para compor a nomenclatura de sua obra, e após ter estabelecido com rigor como será a macro e microestrutura desta obra. São esses princípios lexicológicos e metalexicográficos que devem constar na introdução, embora geralmente de uma forma abreviada por exigências editoriais.

A tipologia lexicográfica

Se falarmos em tipologia de obras lexicográficas, de fato podemos inventariar uma lista bastante expressiva, cuja classificação em tipos e subtipos dependerá do enfoque adotado pelo lexicógrafo.

Se observarmos, então, bem grosso modo as obras,


  1. considerando o número de entradas, teremos de thesaurus, que intenciona representar todo o léxico de uma língua, a minidicionários;

  2. considerando a faixa etária do público a que se destina, teremos por exemplo, os dicionários infantis; e em relação ao nível de aprendizagem dos consulentes, teremos os dicionários escolares;

  3. considerando o tipo de informação da microestrutura, teremos dicionários comuns, dicionários de usos ou dicionários pedagógicos;

  4. considerando as línguas envolvidas, teremos os monolíngües, os bilíngües e os multilíngües;

  5. considerando a finalidade das informações microestruturais dos dicionários bilíngües, teremos dicionários para compreensão ou os chamados semi-bilíngües, para produção em LE.

  6. considerando a abordagem presente nas definições de cada entrada, teremos os dicionários enciclopédicos, os de língua geral ou simples léxicos e glossários.

  7. considerando a organização macroestrutural, teremos os dicionários semasiológicos, onomasiológicos, dicionários com entradas classificados alfabeticamente, incluindo-se ou não os prefixos, dicionários inversos etc.

  8. considerando a seleção da nomenclatura, teremos dicionários de língua geral, dicionários terminológicos ou de especialidade e dicionários especiais [analógico ou ideológico, histórico, etimológico, fraseológico (provérbio, idiomatismo, palavrão, gíria, regionalismo, locuções), de freqüência, de sinônimos e antônimos, de falsos cognatos, de regência verbal, de regência nominal, de neologismos]

  9. por fim, considerando à apresentação do dicionário, teremos os dicionários impressos, os ilustrados e os digitais em CD-ROM ou DVD e os on-line.

Mas é freqüentemente complexo estabelecer a classificação das obras lexicográficas dentro de uma tipologia rígida, pois muitos elementos entram na composição de mais de uma tipologia. Por exemplo, o Dicionário gramatical de verbos, organizado pelo Prof. Francisco da Silva Borba, publicado pela Editora da UNESP em 1990, é um dicionário especial impresso, monolíngüe, organizado semasiologicamente e por ordem alfabética.

Implicações mercadológicas e sociais

Normalmente há restrições editoriais que interferem na confecção de um dicionário, seja na sua abrangência ou extensão de sua nomenclatura (quantidade de verbetes) ou características tipográficas, seja na sua qualidade (cortes nas informações microestruturais). O próprio cronograma exigido pelas editoras, ou por qualquer projeto lexicográfico simplesmente acadêmico, influi na descrição dos verbetes.

Também as necessidades do público são consideradas na determinação dos objetivos da obra: esta deve atender a uma utilização pedagógica, ao consulente comum, ou ao especialista?

Muitas vezes a confecção de dicionários não exige ineditismo.

Uma nova edição de dicionário, revista e ampliada, é importante porque procura se aproximar o quanto puder, dos usos ou desusos mais recentes apresentados pelos usuários daquela língua. Aqui é o caso sobretudo de palavras ou acepções de palavras que entram na língua ou palavras e acepções de palavras que saem daquele momento, daquele estado da língua. Temos os arcaísmos, os neologismos, os estrangeirismos... São significativas transformações que ocorrem na macro e na microestrutura deste mesmo dicionário em uma outra edição.

É igualmente importante a publicação de outro dicionário que, apesar de inédito quanto aos dados trabalhados, se enquadra perfeitamente na mesma tipologia de um dicionário precedente, por exemplo, quatro, cinco dicionários de língua geral do português. Mas quantos consulentes leigos, que forma a grande maioria do público, não escolhem apenas pelo preço, tamanho das letras, tipo de papel ou até pelo peso entre um “Michaelis”, um “Aurélio” ou um “Houaiss”? Deve-se observar, contudo, que os métodos de trabalho, as fontes utilizadas, as escolhas das equipes de dicionaristas forçosamente diferem de um dicionário para o outro e, portanto, os produtos são diferentes.

Não seria um exagero, pois, afirmar categoricamente que não é à toa que existem vários dicionários de um mesmo tipo, assim como não é irrelevante a existência de dezenas de tipos de dicionários.

Procedimentos de coleta de dados

Os dados a serem coletados, ou unidades lexicais que se pretendem organizar no dicionário, podem ser extraídas de fontes secundárias ou primárias.

As fontes secundárias de pesquisa são as próprias obras de lexicográficas ou de referência.

E as fontes primárias são:

- textos (por ex.: artigos de jornais e revistas, publicidade veiculada pela mídia etc.);

- obras literárias (de um só autor, de autores de um movimento literário, de autores em contraste etc.): ponte com a literatura (teoria, brasileira ou comparada / tradução);

- bases textuais: para se obter unidades lexicais inseridas em um único texto; em diversos textos de um só autor, de um só gênero ou de um só período; em todos os textos; observação da freqüência de palavras; extração de concordâncias (atestações de palavras em contextos); levantamento de datações de palavras; de co-ocorrências (uma palavra associada a outra); de seqüências de palavras culturalmente marcadas (fraseologismos); etc.

Assim, o material coletado constituirá, o corpus ou os corpora do dicionário.

Organização estrutural

Cada dicionário precisa definir sua estrutura geral, a macroestrutura, e a estruturação de cada verbete ou microestrutura.

A macroestrutura compreende introdução, nomenclatura, entradas, apêndices, anexos, tabelas e a microestrutura contém a transcrição fonética de cada entrada, sua classificação morfológica, sua definição ou apenas equivalência, informações adicionais (no caso dos enciclopédicos), contextos para ilustrar o uso da palavra-entrada (por meio de exemplos forjados ou abonações);

Interface com outras áreas do conhecimento

Os estudos do léxico resvalam inevitavelmente em áreas fronteiriças.

É o caso da:

- Fonética, no que concerne à descrição da pronúncia dos itens lexicais, sobretudo em dicionários bilíngües;

- Morfologia, no que respeita ao enquadramento de uma entrada em uma ou mais classes morfológicas e suas especificidades;

- Etimologia, quando cabe precisar a origem e a evolução semântica das palavras;

- Sintaxe ao precisar o emprego e a combinação das palavras em enunciados;

- Semântica, ao tratar das redes de significação (a sinonímia e antonímia, a polissemia e homonímia, a metaforização);

- Pragmática quando se pretende esclarecer o uso das palavras nas situações de comunicação;

- Sociolingüística quanto à observação dos registros e níveis de linguagem;

- Ensino de Línguas, para questões ligadas à aprendizagem do vocabulário;

- Tradução para as propostas de equivalência em dicionários bi ou multilíngües;

- Terminologia, quando se recortam termos técnicos e científicos;

- etc.

Projetos em Lexicografia Bilíngüe



Procurando seguir com cientificidade as peculiaridades dos projetos concernentes a obras de referência, o grupo de pesquisa do CNPq “Lexicologia e Lexicografia contrastiva” conta atualmente com 22 membros: 10 docentes do DLEM da UNESP de São José do Rio Preto (1 já aposentado), 2 docentes da UNESP de Assis, 1 da UNESP de Araraquara, 1 da UNESP de Rosana, 1 da UFU, 2 pesquisadores de instituição particular, 2 mestrandos e 3 doutorandos.

A finalidade maior das pesquisas deste GP é colocar no mercado dicionários inovadores ou mesmo inexistentes, favorecendo a disponibilização de obras lexicográficas bilíngües ou multilíngües (português-alemão-árabe-espanhol-francês-inglês-italiano-japonês) e outros produtos bilíngües. Trata-se de estudos detalhados que embasam a elaboração de materiais pedagógicos e dicionários especiais.

Projetos lexicográficos concluídos:

1. Dicionário de falsos cognatos francês-português / português-francês (XATARA e OLIVEIRA, 1995)

- em se tratando do par de línguas envolvidas, é uma obra inédita que reúne mais de dois mil vocábulos, semelhantes na grafia e/ou pronúncia, mas diferentes no sentido. O dicionário apresenta na introdução toda a problemática que envolve os falsos cognatos e apresentam tais unidades especiais do léxico em verbetes que trazem a equivalência adequada da entrada, um contexto que poderia propiciar um equívoco de tradução e a unidade léxica que melhor poderia corresponder a esse equívoco. Atualmente está sendo preparada uma segunda edição.

2. Dicionário de provérbios, idiomatismos e palavrões francês-português / português-francês (XATARA e OLIVEIRA, 2002)

- dicionário que apresenta três importantes domínios da fraseologia: mais de mil provérbios traduzidos, com suas variantes e índice remissivo por palavras-chave; aproximadamente seis mil expressões idiomáticas e um levantamento de quatro mil palavrões erótico-obscenos divididos em campos léxicos.

3. Dictionnaire électronique d’expressions idiiomatiques français-portugais / portugais-français (XATARA, 2007; apoio FAPESP e CNRS)

- inventário das expressões idiomáticas mais usuais em português do Brasil e em francês da França, com freqüência atestada em contextos da web, disponibilizado on-line estruturado em sistema de hipertexto que permite estabelecer uma conexão automatizada entre expressões similares, opostas ou equivalentes na outra língua e entre os idiomatismos que manifestam um mesmo conceito. Acessar o endereço do ATILF (Laboratório de Análise e Tratamento Informático da Língua Francesa) / Universidade de Nancy 2 / CNRS: www.atilf.fr, ou o site do Centro Nacional de Recursos Textuais e Lexicais: http://www.cnrtl.fr/dictionnaires (dictionnaires modernes)

Projetos em andamento:

1. Dicionários temáticos visuais bilíngües para os níveis básico, intermediário e avançado de aprendizagem, em sete idiomas (com e 17 autores e apoio FAPESP)

- este projeto previu a elaboração de uma série de dicionários temáticos visuais bilíngües (português-alemão, português-árabe, português-espanhol, português-francês, português-inglês, português-italiano e português-japonês), inédito quanto à constituição de um vocabulário fundamental do português do Brasil como nomenclatura (cerca de 2500 entradas) e quanto à distribuição desse vocabulário em 30 áreas temáticas e em 3 níveis principais de aprendizagem, considerando-se critérios de freqüência. As ilustrações estão sendo desenvolvidas em convênio com alunos de Computação Gráfica da FATEC de São José do Rio Preto e o produto final – provavelmente um dicionário on-line - objetiva resultar em um recurso didático para o aprendizado do léxico das línguas estrangeiras.

2. Coleção Xeretando a linguagem, quatro dicionários bilíngües (envolvendo 5 autores)

- obra destinada ao público não especialista em geral, apresentando os principais idiomatismos, provérbios, falsos cognatos, expressões com cores, gíria dos jovens e palavrões das línguas espanhola, francesa, inglesa e italiana e suas equivalências com o português comentadas com uma linguagem simplificada, um modo descontraído e informal. Situação atual: em análise em algumas editoras.

3. Dicionário multilingüe de regência verbal: usos preposicionados, em seis idiomas (com 7 autores e apoio FAPESP)

- os verbetes apresentarão verbos com complementos preposicionados em português e seus equivalentes em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e japonês. O grupo acredita que este trabalho venha a contribuir de modo efetivo para o desenvolvimento da lexicografia especial no país, atendendo a uma necessidade específica e central de diversos tipos de consulentes, sobretudo na produção textual em língua estrangeira. Situação atual: elaboração das equivalências

Todos os projetos incluíram ou ainda incluem alunos de Iniciação Científica e alguns projetos, mestrandos e doutorandos.

Projetos lexicográficos e metalexicográficos elaborados em teses e dissertações,
concluídas ou em andamento na UNESP de São José do Rio Preto

1. Dicionário de expressões idiomáticas inglês-português com nomes de animais;

2. Dicionário de expressões idiomáticas português-espanhol com nomes de partes do corpo humano;

3. Dicionário onomasiológico de expressões idiomáticas da língua portuguesa do Brasil;

4. Dicionários bilíngües para codificação em língua estrangeira;

5. A utilização de dicionários de língua portuguesa em salas de aula do ensino fundamental;

6. A obra lexicográfica de Francisco da Silveira Bueno;

7. Dicionário multilíngüe de cores;

8. Vocabulário erótico-obsceno português-italiano e italiano-português

Considerações finais

Por fim, a Lexicografia, auxiliada por outras ciências, tem, especialmente no Brasil, um campo muito fértil a ser trabalhado, um campo que precisa produzir para suprir uma grande diversidade de carências, da aparentemente mais fútil à incontestavelmente mais essencial. Às obras lexicográficas incumbe assegurar, descrever, preservar e divulgar a língua nacional. Às editoras cabe o importante papel de considerar a relevância da produção desse material, a fim de apoiarem bons projetos e equipes de fato preparadas.

Antes de mais nada, porém, compete à escola brasileira, em todos os níveis e especialidades, estimular o respeito e o olhar crítico bastante comuns em países desenvolvidos às diferentes obras de referência. Só assim o nosso público passará a usuário assíduo e terá melhor discernimento para fazer suas opções de consumo no mercado dos dicionários.

Quanto aos bilíngües em particular, sabemos que as disciplinas de LEs no país e, por conseguinte, os dicionários bilíngües, ainda não são prioridades no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), mas há indicativos que apontam nessa direção. Esperemos, confiantes.

Sugestões de leitura

ATKINS, B. T. S. (ed.) Using dictionaries: studies of dictionary use by language learners and translators. Lexicographica Series Maior 88. Tubingen: Niemeyer, 1998.

BABINI, M. Onomasiologie et dictionnaires onomasiologiques, São José do Rio Preto: Beatriz, 2001.

BÉJOINT, H. , THOIRON, P. Les dictionnaires bilingues. Louvain-la-Neuve: Duculot, 1996.

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