Proposta curricular



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PROFESSORAS: IARA APARECIDA SILVÉRIO, JOELCI DALBEM, KELY FERNANDA CHISTO, LAUDELINA LOPES, ROSÂNGELA DE ANDRADE SILVA,

PROPOSTA CURRICULAR

DA EDUCAÇÃO BÁSICA

DISCIPLINA DE HISTÓRIA

COLÉGIO ESTADUAL DE LARANJAL - EFM

“A HISTÓRIA É O INCALCULÁVEL

IMPACTO DAS CIRCUNSTÂNCIAS

SOBRE AS UTOPIAS E OS SONHOS”

(Mariano Picón Salas)

LARANJAL – PR

PROPOSTA CURRICULAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA DE HISTÓRIA

APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA


O estudo histórico começa quando os homens encontram os elementos de sua existência nas realizações dos seus antepassados. A História como disciplina no Brasil, surge no século XIX com a história acadêmica iniciada pelo IHGB ( Instituto Histórico Geográfico Brasileiro) que serviu de inspiração para a organização disciplina de História no nível escolar, posta em prática, primeiramente, no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, dedicado especialmente naquela época à elite carioca .Essas produções foram elaboradas sobre influência da história metódica e do positivismo, caracterizadas, em linhas gerais, pela História política, orientada pela linearidade dos fatos, pelo uso restrito dos documentos oficiais como fonte e verdade histórica e, por fim, pela valorização dos heróis.

A narrativa histórica produzida justificava o modelo de nação brasileira, vista como extensão da História da Europa Ocidental. Propunha uma nacionalidade expressa na síntese das raças branca, índia e negra, com o predomínio da ideologia do branqueamento. O modelo de ensino de História foi mantido no inicio da República ( 1889) e o Colégio Pedro II continuava a ter papel de referência para a organização educacional brasileira. Em 1901, o corpo docente alterou o currículo do colégio e propôs que a História do Brasil passasse a compor a cadeia de História Universal.

O retorno da História do Brasil nos currículos escolares deu-se apenas no período autoritário do governo Getúlio Vargas, vinculado ao projeto político nacionalista do Estado Novo. Durante o regime militar, a partir de 1964, o ensino de História manteve seu caráter estritamente político, pautado no estudo de fontes oficiais e narrado apenas do ponto de vista factual. Mantiveram-se os grandes heróis como sujeito da História narrada.

Ainda no regime militar, com a lei n. 5692/71, no Primeiro Grau, as disciplinas de historia e geografia foram condensadas como área de estudos sociais, dividindo ainda a carga horária com o ensino de educação moral e cívica (EMC). Com a adoção dessas medidas, o Estado objetivava obter maior controle ideológico sobre o corpo docente, porque retirava o instrumental intelectual politizador e centrava a formação numa pratica pedagógica pautada na transmissão de conteúdos selecionados, sedimentados pelos livros e manuais didáticos.

Posteriormente, na segunda metade da década de 1980 e no inicio dos 1990, cresceram os debates em torno das reformas democráticas na área educacional, processo que repercutiu nas novas propostas de ensino de história. Essa discussão entre educadores e outros setores da sociedade foi resultado da restauração das liberdades individuais e coletivas no país. Muitas foram as propostas de mudanças, algumas expressavam a preocupação em situar o conhecimento histórico do Brasil como central e a partir da história do Brasil estabelecer um vinculo com a História geral. Debate-se e critica-se a história eurocêntrica. Insiste-se que a história do Brasil deve ser o núcleo central dos estudos históricos nas escolas e jamais um apêndice da historia geral. Isto, contemplando experiências sociais.

A questão que permanece e a que mais nos interessa para este trabalho é saber o papel que a história, especialmente a do Brasil, deve ter na formação das novas gerações, sobretudo considerando que a escola tornou-se um espaço mais democrático, atendendo a jovens de todas as camadas sociais.

Portanto, o que ensinar e como ensinar a História são questões que permanecem.Conhecer a historia significa estudar a vida das sociedades em seus múltiplos aspectos, tendo em vista que, cada sociedade tem culturas e formas diferentes de pensar. O estudo da história leva o educando a despertar a sua curiosidade para que, ele assuma a posição de questionador e explicador da realidade histórica. Possibilitando assim, que o aluno valorize a diversidade cultural, reflita sobre temas históricas e questões do presente, compreendendo a importância da preservação do patrimônio sócio cultural, acreditando no debate como forma de crescimento intelectual.

A história tem como objeto de estudo os processos históricos relativos as ações e relações humanas, praticadas no tempo, bem como os sentidos que os sujeitos deram as mesmas, tendo ou não consciência dessas ações.

A produção do conhecimento histórico possui um método especifico baseado na explicação e na interpretação de fatos do passado, a partir de documentos que possibilitem a produção de narrativas históricas, contemplando experiências sociais, culturais e políticas.

No ensino Fundamental e Médio, o ensino da historia nortear-se-á pelo estudo de Conteúdos Estruturantes: as relações de trabalho, as relações de poder e as relações culturais, os quais serão abordados nos diferentes estudos, refletindo as ações e as relações humanas que constituem o processo histórico, o qual é dinâmico.

As correntes historiográficas apresentadas nas DCEs: Nova História, Nova História Cultural e Nova Esquerda Inglesa, deverão dialogar entre si e todas trazem contribuições para a formação do pensamento histórico racionalizado. A contribuição da Nova História foi a abertura para novos problemas, novas perspectivas teóricas, se contrapõe a uma racionalidade linear, com a introdução de novas temporalidades e estruturas. A Nova história Cultural abre para a leitura dialógica das fontes, busca identificar as diferentes vozes, valoriza a diversidade de documentos, isto tudo sem abandonar o rigor do conhecimento. A Nova esquerda Inglesa considera a subjetividade, as relações entre as classes e a cultura. Defendem que a consciência de classe se constrói nas experiências cotidianas. Adotam conceitos materialistas sob uma nova perspectiva (luta no interior de uma mesma classe e não somente entre classes), privilegiam as ações dos múltiplos sujeitos na construção sócio-histórica. Pautam seus estudos na experiência do historiador, na sua dimensão social e investigativa, valorizam as possibilidades do pensa, da luta e da transformação social. Todas as correntes apresentam limites e possibilidades, mas fornecem alguns caminhos – “pontes teórico-metodológicas que relacionam esse novo modo do pensamento histórico e a aprendizagem da história” (Jörn Rüssen)

Espera-se que ao longo do Ensino Básico, os alunos gradativamente possam ampliar a compreensão de sua realidade e formação de sua consciência histórica, e assim conhecer os conjuntos de significados que os homens conferiram a sua realidade para explicar o mundo. Possibilitar também a compreensão de que os fenômenos históricos não são naturais e irreversíveis, mas produzidos por sujeitos coletivos de forma dialética em seus contextos históricos. A finalidade expressa no processo de produção do conhecimento humano sob forma da consciência histórica dos sujeitos, levando-os a construir a capacidade critica da própria cidadania a partir do conhecimento de sociedades no presente e no passado.

Enfim, as contribuições da história para as novas gerações são inúmeras, promove a construção do conhecimento humano e a formação de uma consciência histórica, alem de ser indispensável para a formação da cidadania.

5ª SÉRIE: OS DIFERENTES SUJEITOS, SUAS CULTURAS E SUAS HISTÓRIAS


CONTEÚDOS

ESTRUTU-


RANTES

CONTEÚDOS

BÁSICOS

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


RELAÇÕES DE TRABALHO/

RELAÇÕES DE PODER/

RELAÇÕES CULTURAIS
A experiência Humana no tempo
- A formação do pensamento histórico;

- O historiador e a produção do conhecimento histórico;

- Fontes históricas;

- As diferentes temporalidades nas sociedades;

- O processo de formação da humanidade

RELAÇÕES DE TRABALHO/

RELAÇÕES DE PODER
Os sujeitos e suas relações com o outro no tempo
- Teorias do surgimento do homem na América;

- Mitos e lendas da origem do homem;

- Desconstrução do conceito de Pré-história;

- Povos ágrafos, memória e história oral;

- Organização política, social: hebraica, gregas e romanas;

- As primeiras civilizações africanas ( mali, Gana, Núbia, Egípcia)

RELAÇÕES CULTURAIS

As culturas locais e a cultura comum


- Ameríndios do território brasileiro (pinturas rupestres);

- Povos indígenas do Paraná, suas culturas e mitos: kaingang, Guarani, Xetá e Xokleng;

- Contribuições científicas e culturais dos hebreus, gregos e romanos;

- (Des) encontros entre culturas no Brasil: indígenas/ negros/ europeus

6ª SÉRIE: A CONSTITUIÇÃO HISTÓRICA DO MUNDO RURAL E URBANO E A FORMAÇÃO DA PROPRIEDADE EM DIFERENTES TEMPOS E ESPAÇOS
CONTEÚDOS

ESTRUTU-


RANTES

CONTEÚDOS

BÁSICOS

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


RELAÇÕES DE TRABALHO/

As relações de propriedade


- civilizações pré-colombianas;

- América portuguesa: propriedade coletiva e indígena;

- Organização político-administrativa colonial: capitanias hereditárias, sesmarias-formação dos latifúndios;

- Organização social : família patriarcal, escravismo e indígena;

- Economia: pau-brasil, cana-de-açúcar e minérios

RELAÇÕES DE TRABALHO E DE PODER


A constituição histórica do mundo do campo e do mundo da cidade
- Colonização do território paranaense e brasileiro

- Península Ibérica: estado europeu

- A ruralização do império romano e a formação do colonato;

- A formação da Europa Feudal;

- África: sociedades tribais e impérios;

- Europa: o crescimento das cidades e do comércio

RELAÇÕES DE PODER E DE TRABALHO
As relações entre o campo e a cidade
- Relações econômicas entre campo e cidade (período feudal/ modernidade/ atualidade)

- Êxodo Rural.

RELAÇÕES CULTURAIS
Os conflitos e resistências

Produção cultural campo e cidade


- Conquista do Sertão: missões jesuíticas, bandeiras e expedições militares;

- Crises e rebeliões na colônia;

- Religiosidade e manifestações culturais: nativistas, africanas e indígenas;

7ª SÉRIE: O MUNDO DO TRABALHO E OS MOVIMENTOS DE RESISTÊNCIAS


CONTEÚDOS

ESTRUTU-


RANTES

CONTEÚDOS

BÁSICOS

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS



RELAÇÕES DE TRABALHO E DE PODER
História das relações da Humanidade com o trabalho

- O trabalho nas sociedades: indígenas, patriarcal e escravocrata;

- O trabalho nas primeiras sociedades: Europa, África e América;

- A transição do trabalho escravo para o trabalho livre;

- Os imigrantes no Brasil e o trabalho assalariado

RELAÇÕES DE PODER/ RELAÇÕES DE TRABALHO/

RELAÇÕES CULTURAIS

O trabalho e a vida em sociedade

- Emancipação política do Paraná (1853)

- Organização social, econômica e manifestações culturais;

- Migrações: internas (escravizados, libertos e homens livres e pobres) e externas (europeus);

- Os povos indígenas e a política de terras.

RELAÇÕES DE TRABALHO E DE PODER

O trabalho e as contradições da modernidade

- Chegada da Família Real ao Brasil: mudanças e conseqüências

- Revolução Industrial: mudanças sociais, econômicas, ambientais e inovações tecnológicas.

- Industrialização e urbanização no Brasil.

- A vida nas fábricas e o início da organização operária no Brasil

- A mão-de- obra feminina

- Exploração do trabalho Infantil no Brasil

RELAÇÕES DE PODER/

RELAÇÕES CULTURAIS

Os trabalhadores e as conquistas de direitos

- O processo de abolição da escravidão

- Revoltas regenciais: Malês, Sabinada, Balaiada, Cabanagem, Revolução Farroupilha;

- O processo de Independência das Américas (Brasil, Haiti, Colônias espanholas...;

- A Guerra do Paraguai e/ou Guerra da Tríplice Aliança)

- Lutas Operárias e a Formação dos sindicatos (Ludismo...)

- As Leis Trabalhistas

- A conquista das mulheres no mundo do trabalho; O movimento sufragista feminino;

- O Movimento Negro: surgimento e ações/ e o combate ao racismo;

- Influências e manifestações culturais da etnia negra no Brasil: símbolo de resistência;

- MST e a questão agrária.

- Cultura e valores campesinos: luta pela terra.


8ª SÉRIE: RELAÇÕES DE DOMINAÇÃO E RESISTÊNCIAS: A FORMAÇÃO DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES SOCIAIS
CONTEÚDOS

ESTRUTU-


RANTES

CONTEÚDOS

BÁSICOS

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


RELAÇÕES DE PODER/

RELAÇÕES DE TRABALHO

A Constituição das Instituições sociais
- A organização de poder nas sociedades: indígena e africana;

- A Igreja: enquanto instituição política e social no Império Romano/ Medieval e Modernidade (ordens religiosas, inquisição, reforma e contra reforma, reduções jesuíticas...);

- Corporações de Ofícios;

- Formações de Associações e Sindicatos.

RELAÇÕES DE PODER/

RELAÇÕES CULTURAIS


A formação do Estado
- A instituição da República;

- Os poderes do estado Brasileiro;

- As Constituições do Brasil

- Democracia e Ditadura no Brasil;

- Construção do Paraná moderno ;

- O regime Militar no Paraná;

- Repressão e Censura;

- Repensar da nacionalidade: semana da arte moderna – mudanças de mentalidade/ movimentos de Contra-cultura

RELAÇÕES DE PODER
Sujeitos, Guerras e Revoluções
- As guerras de independências latino-americanas e africanas (Guerra do Paraguai, Inconfidência Mineira...);

- Movimentos sociais da república: Canudos e Contestado...

- Movimentos nacionalistas: Tenentismo, Revolução de 30 e Revolução Federalista;

- Revolução Russa;

- A crise de 29.

- As Guerras mundiais;

- O Brasil nas Guerras;

- Movimento pela redemocratização: etno-raciais, estudantis e agrárias.


PROPOSTA DE HISTORIA PARA O ENSINO MÉDIO

1ª SÉRIE

CONTEÚDOS

ESTRUTU-

RANTES


CONTEÚDOS

BÁSICOS


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

RELAÇÕES DE PODER, DE TRABALHO E CULTURAIS

A construção do sujeito histórico

- Relações de Gênero na história local;

- Homem e Mulher: sujeitos históricos e transformadores do espaço econômico e sócio-cultural

RELAÇÕES DE PODER/ TRABALHO E CULTURAIS

A produção do conhecimento histórico

- A ciência histórica;

- O tempo cronológico e o tempo histórico;

- As diferentes cronológicas entre Ocidente e Oriente;

- Fontes históricas;

- Patrimônio histórico e cultural paranaense e brasileiro;

RELAÇÕES DE TRABALHO

Trabalho escravo, servil, assalariado e livre

- Conceito e divisão do trabalho em diferentes sociedades;

- Mundo do trabalho nas sociedades teocráticas: Pré-colombianas; Antiguidade Clássicas e sociedade feudal;

RELAÇÕES DE PODER

O Estado e as Relações de Poder

- Conceito de Estado: Política

- Poder político e religioso na Antiguidade Clássica e no período Feudal


RELAÇÕES CULTURAIS

Urbanização e Industrialização

- As cidades na História;

- Relações culturais nas sociedades grega e romana na antiguidade: mulheres, plebeus e escravos;

- Relações culturais na sociedade medieval: camponeses, artesãos, mulheres, hereges e doentes;

- Surgimento das cidades: urbanização;

_ Organização, relação e contribuições culturais: antiguidade e medieval;

- Sociedades medievais: resistência e dominação

RELAÇÕES DE PODER

Os sujeitos, as revoltas e as guerras

- Colonização: domínio, submissão e resistência dos povos indígenas e dos povos africanos;

- Relações de dominação e resistência nas sociedades grega e romana na antiguidade: mulheres, plebeus e escravos;

- Guerras e Revoltas na Antiguidade clássica

RELAÇÕES CULTURAIS

Cultura e Religiosidade

- Formação das religiosidades dos povos africanos, americanos, asiáticos e europeus;

- Os mitos e a arte greco-romana;

- Formação das grandes religiões: Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

2ª SÉRIE:

CONTEÚDOS

ESTRUTU-

RANTES


CONTEÚDOS

BÁSICOS


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

RELAÇÕES DE TRABALHO

Trabalho escravo, servil, assalariado e livre

- Corporações de ofício;

- A construção do trabalho assalariado;

- Revolução Industrial: sistema fabril;

- Transição do trabalho escravo para o trabalho livre: a mão-de-obra no contexto de consolidação do capitalismo nas sociedades brasileira e estadunidense;

- Trabalho infantil e trabalho feminino

O Estado e as relações de poder

- Formação dos Estados Nacionais;

- As metrópoles Européias e as relações de poder sobre as colônias e a expansão do capitalismo;

- Democracia - concepções

- A formação do Estado Nacional Brasileiro;

- O Paraná no contexto de sua emancipação.


Os sujeitos, as revoltas e as guerras

- Movimentos revolucionários;

- Greves e manifestações femininas;

- Organizações operárias: Ludismo/ Cartismo;

- Anarquismo/ marxismo;

- As greves operárias no Brasil.


Urbanização e Industrialização

- Consumismo em massa;

- Exploração da mão-de-obra infantil;

- Os meios de comunicação a serviço das grandes empresas;

- Urbanização e industrialização no Brasil: as cidades na história do Brasil e a vida urbana;

- Urbanização e industrialização nas sociedades ocidentais, africanas e orientais;

- Tempo, trabalho e lucro: suas relações.
Cultura e religiosidade
Movimentos sociais, políticos, culturais e as guerras e revoluções modernas

- Reforma religiosa / Protestantismo;

- Revolução Gloriosa;

- Iluminismo (as novas idéias e a contestação dos trabalhadores)

- Mudanças políticas e sociais: Séc XVIII, XIX e XX;

- Conflitos no Brasil: movimentos sociais messiânicos.


O estado e as relações de poder

- Imperialismo;

- Disputas coloniais;

- A formação dos regimes totalitários;

Socialismo e Capitalismo: bipolaridade do mundo contemporâneo;

- A situação da África na atualidade;

- Corrida Imperialista.

3ª SÉRIE:

CONTEÚDOS

ESTRUTU-


RANTES

CONTEÚDOS

BÁSICOS

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS



RELAÇÕES DE TRABALHO

Trabalho escravo, servil, assalariado e livre

- Urbanização e industrialização no Paraná;

- O Porto de Paranaguá no contexto da exploração do capitalismo;

- Trabalho assalariado;

- Sistema capitalista – suas teorias (Taylorismo, Fordismo, Toyotismo, Volvismo);

- O mundo do trabalho no Brasil: início do século XX;
RELAÇÕES DE TRABALHO E DE PODER

Urbanização e industrialização

- Urbanização e industrialização no século XIX;

- Formação das cidades no Paraná

( ocupação, poder e ciclos econômicos...);

- Urbanização e industrialização na sociedade contemporânea.


RELAÇÕES DE PODER

O Estado e as relações de poder

- O Estado e as doutrinas sociais ( anarquismo, socialismo e positivismo);

- O populismo e as ditaduras na América Latina;

- O sistema capitalista e socialista;

- O neoliberalismo na América Latina;

- Globalização (economia globalizada)

- Brasil globalizado e neoliberal;

- Globalização e cultura;

- Reforma Agrária e êxodo rural

- O Paraná no contexto atual.

- Movimentos governamentais atuais


RELAÇÕES DE PODER E CULTURAIS

Movimentos sociais, políticos e culturais e as guerras e revoluções

- Movimentos sociais, políticos e culturais na sociedade contemporânea;

- Era da informação

- Negros e índios no Brasil atual;

-Movimentos feministas, movimento negro, movimento jovem...


RELAÇÕES DE PODER E CULTURAIS

Os sujeitos, as revoltas e as guerras

- As revoltas sociais na América Portuguesa;

- Movimentos sociais, políticos, culturais e as guerras e revoluções: Guerras mundiais, Guerra Fria, Revoluções socialistas na Ásia, África e América Latina.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO
O processo de construção do conhecimento histórico no Ensino Básico priorizará o estudo por Conteúdos Estruturantes: Relações de Trabalho, Relações de Poder e Relações Culturais. São conhecimentos de grande amplitude que identificam e organizam os campos de estudo, considerados fundamentais para a compreensão do objeto de estudo e ensino. Devem articular-se à fundamentação teórica indicada nas DCES (método e currículo) e à seleção de temas adequados a realidade dos educandos, ambos em sintonia com o próprio projeto político pedagógica da escola.A problemática estabelecida à cada conteúdo básico, definido no coletivo, relacionado aos conteúdos estruturantes, deve levar à seleção de objetos históricos, e estes são as ações e relações humanas no tempo. A partir dos conteúdos básicos são estabelecidos os conteúdos específicos, conforme a realidade e as necessidades curriculares da disciplina. É importante ter claro ainda, a necessidade de estabelecer recortes espaços-temporais.

O educando será estimulado a compreender fenômenos de amplo efeito sobre diferentes recortes sincrônicos, diacrônicos, permanências e continuidades, a partir de movimentos de interrelações.Nessa perspectiva será proporcionada ao educando a leitura de diversos textos, pesquisas, entrevistas... O livro didático servirá como material de apoio, e não com ferramenta única. Buscar-se-á a ampliação do universo de consultas do educando, visando que este compreenda melhor a existência de diferentes contextos históricos, a fundamentação de vários autores e diferentes interpretações. A prática metodológica envolverá ainda debates, seminários, discussões e análises, buscando um aprofundamento dos conteúdos estudados.

O trabalho pedagógico deverá ainda possibilitar ao educando a construção do conhecimento histórico levando-o a organizar seu pensamento e conhecimento estruturado em narrativas produzidas por ele. O professor deverá adotar três formas para construir uma Narrativa Histórica: narração (forma de discurso em que se organiza os fatos históricos); descrição (é a forma de representar um contexto histórico); e argumentação/explicação/problematização (a problematização fundamenta a explicação e a argumentação histórica, a explicação é a reconstrução das ações e relações humanas, e a argumentação é a resposta à problemática, a qual é construída pela narração e descrição).

A história do Brasil no Ensino fundamental será privilegiada, estabelecendo relações com a história regional e com outros contextos e espaços, rompendo com a visão eurocêntrica.

No Ensino Médio a proposta é um ensino por temas históricos, utilizando-se da problemática e de situações relacionadas as relações econômico-social, política e cultural, enfocando um tema a ser estudado, através de diferentes formas de atividades. Propondo estudos individuais e coletivos, leitura, interpretação e análise de textos iconográficos, pesquisas bibliográficas, sistematização de conceitos históricos, apresentação de seminários, filmes que enfoquem o tema abordado.

Propiciar informações, idéias e conceitos históricos, tendo como ponto de partida as relações humanas, suas ações e produções, destacando-se as relações de trabalho, de poder e de cultura, para que o educando saiba distinguir que os fenômenos não são irreversíveis, mas produzidos por sujeitos coletivos numa relação dialética com seus contextos históricos.

Para isso, será realizado ainda estudo de documentos relacionados à música, poesia, imagens, filmes, jornais e revistas, que levem o aluno a compreensão do processo de construção do próprio conhecimento histórico. Utilizando-se também dos recursos tecnológicos, tais como: Portal dia-a-dia educação, TV Paulo Freire, TV Escola, internet, entre outros.

AVALIAÇÃO


A Avaliação deve ser colocada a serviço da aprendizagem de todos os alunos. A avaliação diagnóstica será utilizada, pois tanto o professor quanto os alunos poderão rever as práticas desenvolvidas até então, para identificar lacunas no processo de ensino aprendizagem, bem como planejar e propor outros encaminhamentos que visem a superação das dificuldades constatadas.

A avaliação somativa também será utilizada, pois tem como objetivo avaliar a aprendizagem individual e coletiva, realizando atividades de transferência de conceitos e procedimentos para a realidade vivida pelos alunos, enfatizando o diálogo entre o passado e o presente. Permite ao professor uma amostragem de alcance dos objetivos propostos

As outras formas de avaliação (diagnóstica e formativa) ocorrerão durante as aulas, objetivando acompanhar o processo de desenvolvimento do conhecimento do aluno, através de sua participação no desenvolvimento de atividades trabalhadas em sala de aula e trabalhos extras. Nesta avaliação processual, o acompanhamento do trabalho diário, a participação em trabalhos individuais e coletivos, serão registrados no livro registro, assim como todas as verificações.

Nessa instância serão avaliados diversos tipos de atividades desenvolvidas pelos alunos, como: produção de textos, pesquisas bibliográficas e de campo, teatros, músicas, participação em projetos, exposições de trabalho, debates, análise interpretativa e argumentativa, dentre outras.

Tanto no Ensino Fundamental como no Ensino Médio, após a avaliação diagnóstica, o professor e os alunos poderão revisitar as práticas desenvolvidas até então, de modo que identifiquem lacunas no processo pedagógico. Esta ação permitirá novo planejamento e/ou outro encaminhamentos para a superação das dificuldades constatadas.

Acredita-se e espera-se que ao final do trabalho, os alunos tenham condições de identificar processos históricos, reconhecer criticamente as relações de poder neles existentes, bem como, que tenham apropriado-se de recursos para intervir no meio em que vivem, de modo a se fazerem também sujeitos da própria história.

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