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Encontro29.07.2016
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PROPOSTA DE REDAÇÃO:
A história comprova: a fama faz mal à saúde. Física e mental! Morre-se por ela. Alguns, ao tentar atingi-la (sem alcançá-la): vide o padre-voador,os alpinistas insaciáveis.. Recordes dão fama... e podem levar à morte. Outros,atingem o êxtase da glória e, depois, meio que sem saber fazer com ela – ou decepcionados com ela - sucumbem: Janis, Hendrix, Morrisson que o digam.

Há ainda aqueles que a conhecem, saem do estrelato, enredados nos momentos que já passaram: divididos entre o patético e o bizarro, conseguem com a morte retornar ao estrelato e figuram como mitos: Lennon, Presley, e até nosso “made in Brazil” Raul Seixas, figuram na lista

Agora entre em cena, na galeria dos mortos que ainda vivem entre nós, Michael Jackson.

Leia os textos abaixo, que abordam as várias facetas e sentimentos do Rei do Pop, e redija uma dissertação sobre o tema:


Qual é o preço da fama?
Texto 1:
A metamorfose do divino

Por Robson Terra em 30/6/2009

A sociedade pós-moderna perdeu o penúltimo grande ídolo. Morreu o mágico mister Jackson, o Rei do Pop. Para consolo de três gerações, resta Madonna, a última representação da época em que a renovação magistral da linguagem da cena mostrou o apogeu dos espetáculos para grandes plateias e traz signos de ousadia e outros dilemas perceptíveis para os mais sensíveis. Jackson trouxe a ambiguidade camaleônica, a metamorfose de si mesmo, a ruptura de conceitos e preconceitos, o enfrentamento com a sociedade de consumo se revestindo de embalagem para vendas milionárias e desconstruindo a essência natural do menino atormentado em plásticas, clareamentos de pele, polêmicas, acusações de comportamento sexual transgressor, enfim, de elementos de vida, paixão e morte: do divino.

Insatisfeito com a condição de objeto comum de consumo, transformou-se no ícone de si mesmo. Segundo Benzançon, "o ícone, não obstante os desenvolvimentos teológicos em sentido contrário, permanece impregnado do espírito platônico. Ele é um instrumento da contemplação pela qual a alma se arranca do mundo sensível e entra no mundo da iluminação divina". Para Nicéforo Blemmydes, "nós nos nutrimos por necessidade a fim de que a nossa vida conserve sua força para a contemplação que é, verdadeiramente, a finalidade para a qual nascemos". Contemplamos o mito em séculos de história. Contemplamos Michael Jackson quarenta anos. Continuaremos contemplando Elvis Presley, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, John Lennon, Cazuza, Carmem Miranda e Renato Russo.



Fetiche de consumo

O artista Michael Jackson não representava só o corpo, mas a alma. Mas a alma perturbada por confusões entre vida pessoal e a cena, amigo de um chimpanzé, dono de zoológico no quintal, parque infantil exclusivo e cama especial para retardar a morte. Nada deu certo. Mais que revelar a pessoa, o artista expunha tratados ou leis com a performance formidável. Sua figura e obra trazem a renovação da linguagem audiovisual contemporânea que suga dos clipes do artista, influências perceptíveis e utilizadas excessivamente.

Compor, criar, dirigir, influenciar, cantar, dançar, zombar, escandalizar, operar, transfigurar, sorrir e chorar são os verbos da vida do ilusionista que transformou essência em dinheiro, viveu os benefícios abstratos de todas as mercadorias que comprava e nos movimentos de corpo que não paravam nunca em seus clipes. Não se vê Michael Jackson em repouso, sempre em moto contínuo. No clipe, que compõe a carta de apresentação aos fãs e exibido pelo altar televisivo, não permite um momento de reflexão, de pausa, de descanso, pois a caixa registradora exige moedas por segundos. Michael era máquina de fazer e perder dinheiro.

Na turbulência financeira vivida pelo astro e anunciada pela mídia era preciso voltar ao causticante calor e movimento de serpente sob os holofotes do show business. Mas vale a pena?, deve ter refletido o mestre. O homem Michael, aos cinquenta anos, meio século de existência, separado do seu universo, carregava o corpo já cansado e mutilado pelas cirurgias, enxergava a imagem que não lhe pertencia mais e custava muito sacrifício mantê-la viva. Estava separado de seu mundo. Negou o seu nariz de negro. Viveu o ápice do espetáculo. Foi afastado o circo da mídia. O pó branco que ele usou e cobre o rosto do palhaço, agora não esconde rugas ou cortes de bisturis. Guy Debord diz que "quanto mais sua vida se torna seu produto, tanto mais ele (o homem) se separa da vida". Michael sabia que era fetiche de consumo. Só. Não quis viver mais.

Texto 2:

A indústria cultural não poupa ninguém

Por Regiane Santos em 30/6/2009

Quinta-feira, 25 de junho de 2009. Embora, à primeira vista, a tarde daquele dia esteja associada somente à repentina morte de Michael Jackson provocada por uma parada cardíaca, a data sagra-se como histórica para a Comunicação Social ao reafirmar o poderio da indústria cultural. Nem mesmo a morte, solitário momento reservado ao luto, parece ser poupada pela indústria cultural, que lança, sem hesitar, seus holofotes sobre a dor e à tristeza.

Sem solidarizar-se com o falecimento do Rei do Pop, uma considerável parcela das emissoras de televisão explora, à exaustão, a imagem do ícone da música para elevar seus índices de audiência e, consequentemente, engordar suas contas bancárias através de altas cifras obtidas pelo merchandising negociado, às pressas, pelos departamentos comerciais das empresas de comunicação.

A curiosidade sobre os últimos instantes de vida de Michael Jackson desencadeia uma avalanche de notícias que culmina com a saturação sobre as referências que calcaram o vertiginoso sucesso do mito pop.

Embora Thriller tenha sido lançado em 1982, o clip no qual o cantor dança em meio a zumbis atingiu, novamente, neste final de semana, "o topo das paradas", marca alcançada pelo turbilhão de referências feitas ao vídeo que bombardearam matérias biográficas.



Herói cede espaço à celebridade

Imagens do ídolo na década de 1970, ainda negro e com seu penteado black power até sua vinda ao Brasil, quando caminhou pelas ruas do Pelourinho, em Salvador, mesclavam-se à transferência de seu corpo em uma aeronave do governo norte-americano para a realização de autópsia, uma vez que as causas de sua morte ainda não foram esclarecidas.

A ausência de solidariedade com a dor alheia torna-se ainda mais evidente com a frieza que a maioria dos jornalistas sustentou aquele off restringindo à narrativa a mera descrição da cena que foi transmitida, ao vivo, para milhares de lares.

A espetacularização da morte de Michael Jackson comprova a perpetuação de uma das principais leis da presente pós-modernidade ditada pela indústria cultural: o culto às celebridades, promovido, especialmente, pelas emissoras de televisão.

No século 21, o herói, personagem que "redime a sociedade de seus pecados, vive para os outros", cede espaço à celebridade, figura que "vive somente para si, mas representa heróis para manter um fascínio sobre si" (PENA, Felipe).

"Elementos simbólicos mediados"

Como as celebridades não mantêm comportamentos norteados pelo interesse público, elas necessitam de subsídios para manter-se em voga. Ao restringir o universo a si mesmas, elas arquitetam estratégias para projetar sua intimidade através da TV, janela mágica presente em milhares de lares, tornando-se, assim, popstars. "A exposição da intimidade é uma das principais estratégias de sobrevivência das celebridades" (PENA, Felipe).

Ao vislumbrar tal premissa, as emissoras de televisão reconhecem uma grande oportunidade para a expansão de suas receitas, uma vez que se comprova, através dos elevados índices de audiência, o interesse pelo privado em detrimento ao interesse público.

"É como se tudo o que fosse relacionado às personalidades, principalmente o que é íntimo, provocasse interesse e tivesse que ser dado a ver" (TRINDADE, Vanessa Costa).

A partir desta nova lógica ditada pela indústria cultural, as celebridades transformam-se em referência na adoção de hábitos, comportamentos e estilos de vida.
"Os indivíduos constroem a noção de self baseados cada vez mais em elementos simbólicos mediados. Antes do desenvolvimento dos meios de comunicação, os materiais simbólicos eram adquiridos exclusivamente nos contextos de interação face a face. Depois, o processo de formação do self passa a ser cada vez mais orientado pelo acesso às formas de comunicação mediada" (TRINDADE, Vanessa Costa).

"O Rei não morreu"

A geração Anos 80, década, inclusive, relembrada em vários livros, foi altamente influenciada pelas tendências inauguradas por Michael Jackson em seus videoclipes veiculados pelos canais de televisão, como Thriller, Beat It, Billie Jean e Black or White, que se transformaram em referência ao público jovem.

Não só o sucesso e a morte do Rei do Pop rendem lucros à indústria cultural. Ainda não satisfeita com os exorbitantes lucros obtidos através da exposição da vida de Michael Jackson, o ícone pop, mesmo após sua morte física, assim como Elvis Presley, será veiculada pela indústria cultural a falsa idéia de que "o Rei não morreu" para que seus incontáveis fãs permaneçam grudados em frente à telinha para assistir clipes, documentários, filmes ou programas que façam referência ao ídolo, bem como para adquirir, literalmente, a qualquer custo, objetos que reverenciem a imagem de Michael Jackson.

Bibliografia:


DEJAVITE, Fábia Angélica. O jornalismo de celebridade e a propagação do boato: uma questão ética. Disponível aqui [Consultado em junho de 2009]
LANA, Lígia Campos de Cerqueira. Celebridades e seus públicos. Disponível aqui [Consultado em junho de 2009]
PENA, Felipe. A vida é um show: celebridades e heróis no espetáculo da mídia. Disponível aqui [Consultado em junho de 2009]
TRINDADE, Vanessa Costa. "Eu aumento, mas não invento": interesse público x interesse do público no TV Fama. Disponível aqui [Consultado em junho de 2009]
ZOVIN, Cristiane de Rossi. A força da televisão na construção do imaginário: o papel cultural das máquinas de imagens na vida das pessoas.

Texto 3:


Que raiva do Michael Jackson!

Por Rodrigo Ziviani em 30/6/2009

O primeiro mico a gente nunca esquece. O meu foi tentar imitar Michael Jackson na escola, no começo dos anos 80. Na hora do recreio, lá estava eu, ensaiando um moonwalker desastroso, ao som de Beat It, minha música favorita. Que raiva do Michael Jackson!

Com seus vinte e poucos anos, Michael conseguiu se tornar um ícone incontestável. A carreira meteórica ao lado dos irmãos, que formavam o divertido "Jackson Five", serviu de trampolim para Thriller, seu segundo disco solo, o mais vendido de todos os tempos. Até hoje. O clipe da faixa-título, com aquela trupe mágica de mortos-vivos, é considerado por especialistas o mais importante e revolucionário da História. Que raiva do Michael Jackson!

A vida pessoal e as bizarrices que o cercavam logo se tornaram uma estratégia óbvia de autopromoção. Ninguém pode afirmar com certeza se Michael dormia em uma bolha livre de germes. Se fez todas aquelas plásticas foi para se parecer cada vez mais com seu ídolo, Diana Ross, o que ele, de qualquer forma, conseguiu; se abusou sexualmente de garotos, calou a boca dos pais com acordos milionários; se seus filhos biológicos, com os rostos sempre cobertos com máscaras, toalhas ou véus, foram resultado de inseminação artificial; se o clareamento da pele, até ficar translúcida, foi mesmo por causa do vitiligo, ou se ele queria trocar de cor, porque podia tudo; e se começou a abusar de analgésicos desde que teve o couro cabeludo queimado durante a gravação de um comercial. As dúvidas turbinaram a fama. Que turbinou as vendas. Que turbinou mais boatos. Até que tudo saiu definitivamente do controle. Nada disso abalou o status de Rei do Pop. Bastava que fizesse uma ou duas coisas geniais para que o mundo o desculpasse por qualquer coisa. Que raiva do Michael Jackson!

Trono do pop está vazio

Em meados da década de 90, Michael Jackson já agonizava. Física e artisticamente. A venda dos discos despencava na mesma proporção em que seu corpo definhava. O responsável por elevar a música negra ao primeiro nível do pop nas décadas de 70 e 80 se transformou em uma figura medonha e patética. Ao invés de admiração, despertava pena. Na medida em que sucumbia às próprias esquisitices, Michael Jackson percebia o inevitável: era incapaz de angariar novos fãs. Passou a ser um artista datado, restrito a um público fiel, imenso, porém limitado. O até então imbatível showman se transformou em algo que nunca, em seus piores pesadelos, conseguira imaginar: um cantor mercadologicamente inviável. Ainda assim, permaneceu com uma base impressionante de seguidores, capaz de fazê-lo acreditar que continuava poderoso. Que raiva do Michael Jackson!

O menino de infância roubada, que veio a se tornar o maior astro de todos os tempos, não perdeu só o nariz, mutilado em incontáveis cirurgias. Perdeu a mão para os negócios e se afundou em dívidas incalculáveis. Perdeu o tino, a força. Mas se recusou, até o último suspiro, a largar o cetro, a sair do trono, a deixar que alguém ousasse questionar sua genialidade, embora encoberta por tantos escândalos. Afinal, era um artista completo, com carisma inabalável. Cantava bem, dançava com maestria, compunha, se envolvia na produção dos shows e vídeos. A milhas de distância das figurinhas pré-fabricadas que banalizam a música popular norte-americana. Prova de que Michael ainda não tinha perdido a majestade é que a turnê de 50 shows pela Inglaterra, que se estenderia até 2010, estava com todos os ingressos vendidos. Que raiva do Michael Jackson!

Lá de cima, em algum lugar, o Rei do Pop deve estar rindo de tudo. Enquanto coloca o papo em dia com Elvis, Janis Joplin, Jimmy Hendrix e Bob Marley, Michael se gaba de ter tido o fim mais espetacular da história da música. Comoção digna de um rei que, apesar de todos os deslizes, conserva intacta a relevância artística. Morrer assim, de surpresa, foi a última cartada, ainda que não planejada, de um homem que pode ser acusado de qualquer besteira, menos de ter tido uma trajetória medíocre.

O trono do pop está vazio. E o mundo inteiro só fala nisso. A "Michael Mania" voltou. Como na época em que eu dançava Beat It na escola. Que raiva do Michael Jackson!

Texto 4:
O astro morreu; para a imprensa, virou santo

Por Ligia Martins de Almeida em 30/6/2009

"Os molestadores de crianças, em Miami, são obrigados a morar embaixo de ponte, porque a lei local não permite que, depois de cumprida a sentença na prisão, morem a menos de 750 metros de escolas ou parques." (O Estado de S.Paulo, 28/6/2009).

No mesmo país onde em alguns estados a lei é tão rigorosa, molestadores milionários são acusados e inocentados e seus crimes esquecidos, como no caso do super-astro que morreu semana passada. Michael Jackson era notícia toda vez que aparecia de máscara (para evitar germes), tinha mais um filho ou ficava um pouco mais branco. Mas bastou morrer para que a mídia esquecesse tudo isso. Era Jacko, era o esquisitão, era o molestador de crianças. Até quinta-feira (25/6).

A morte de Michael Jackson foi o acontecimento da semana. E, ao que tudo indica, ainda vai render. Na segunda-feira (29), a família ainda escolhia o tipo de funeral e faltava definir exatamente qual foi a causa da morte do ídolo. A notícia era quente, pois, afinal de contas, ele foi o "rei do pop" dos anos 1980.

O inesperado foi o exagero da mídia. No dia de sua morte, a GNT, aproveitando imagens da CNN, interrompeu a programação diária para ficar congelada nas imagens do hospital para onde o artista havia sido levado. E os pobres espectadores foram massacrados durante horas seguidas com comentários do tipo "um jornal confirmou a morte" ou "ainda não temos confirmação".

A comoção foi tão forte – ou a falta de assunto era tão grande – que a mídia até esqueceu a morte, no mesmo dia, da atriz Farrah Fawcett, que tinha ganhado um espaço igualmente desproporcional na mídia americana, semanas antes, ao lançar um vídeo mostrando sua vida de moribunda ao lado do companheiro Rian O´Neal. Trechos do desse vídeo foram exibidos no Fantástico, no domingo (28). Os espectadores brasileiros não foram poupados.



A caminho da canonização

Na quinta e sexta-feira (25 e 26/6), emissoras de TV e jornais não falaram de outra coisa. As emissoras – nos telejornais e em programas especiais – levaram uma grande vantagem, pois todo mundo tinha pelo menos um clipe para mostrar, com destaque para o que o artista fez no Brasil numa favela do Rio e, em Salvador, com o grupo Oludum. Foi um tal de entrevistar o povo do Olodum, subir o morro no Rio, falar com gente na rua para discutir "a importância" do artista que parecia ter morrido um grande homem.

Até o jornal do Vaticano falou do assunto. E, como o "rei do pop" morreu, ninguém fez questão de lembrar da parte suja da biografia do artista, que, depois de sumido das manchetes, voltou a ser notícia quando foi julgado por pedofilia. Este caso virou uma linha perdida no meio das loas ao artista, com comentários do tipo "esteve envolvido em escândalos".

Para que se faça justiça, é preciso dizer que Veja – o assunto de capa foi Jackson, naturalmente – lembrou que ele foi duas vezes acusado de pedofilia e que, em entrevista, confessou que dormia com meninos em sua cama.

Com tanto disco vendido, com tantos fãs no mundo inteiro, não se poderia esperar que a morte do cantor deixasse de ser faturada pela mídia. Mas a imprensa não poderia ter omitido, como fez, o lado fortemente negativo desse que agora vai virar santo
Texto 5:

Um ser real em um mundo utópico

Por Flavia Arcanjo em 30/6/2009

Michael Jackson não teve infância. Aos onze anos de idade, já trabalhava.

No comando do grupo Jackson Five, cantarolava e encantava o mundo. A população chorava ao ouvir a canção I’ll Be There e Michael também. Cada obra do cantor era fruto de lágrimas. O pequeno garoto era treinado por seu rígido pai, Joe Jackson e cada passo errado era severamente punido. As brincadeiras infantis que todos nós vivenciamos, o astro apenas presenciou por trás das janelas que cercavam os estúdios.

O menino prodígio cresceu e o grupo já não comportava mais seu sucesso. Lançou se em carreira solo. O planeta cantou e dançou a música Thriller. Paramos quando ele fez pela primeira o passo moonwalk. Bilhões de CDs foram vendidos. Consequentemente, a pressão sobre si aumentou. O cantor deveria quebrar seu próprio recorde. A perfeição não era o bastante.

O rei do pop foi notável

Em nossa sociedade capitalista, onde tudo se consome, passamos a consumir a vida de Michael. Devido à doença vitiligo, o astro passou por uma metamorfose. Estava cada dia mais branco. Passamos a questionar os seus atos e a dar palpites. Suas ações não mais diziam respeito apenas a si. Ele nos devia satisfações, sua vida pessoal se estendeu a nós. Seu rosto se desfigurou. Seu aspecto exterior era o reflexo de seu interior. Ele não tinha mais identidade. Branco ou negro? Homem ou mulher? Adulto ou criança? Se nem mesmo a sociedade, com todos os seus intelectuais, foi capaz de resolver estas incógnitas... Quem dirá o pequeno Michael Jackson.

Cobrado por tempo integral. Ele deveria ser o nosso entretenimento, nos trazer alegria. Mas a sua felicidade não era importante. O mundo o conhecia, porém ele era solitário. Ninguém o compreendia. Afinal ele deveria se limitar a ser um objeto de lucro e sucesso.

Mesmo com tantas dúvidas e mágoas, Michael seguiu seu trajeto. Tentava trilhar o caminho de sua lenda pessoal. Somente agora que não temos mais a sua presença percebemos o quanto ele era importante.



O rei do pop não será imortalizado por ter feito algo notável, mas sim, por ter sido notável.

Michael Jackson não morreu. Apenas colocou um ponto final.
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