Proposta pedagogica curricular



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Escola Estadual do Campo do Matão - Ensino Fundamental

PROPOSTA PEDAGOGICA CURRICULAR
Introdução
Manter a cultura hegemônica, ou seja, a cultura própria do capitalismo na qual o currículo pensado na perspectiva de distribuir as disciplinas apenas considerando sua singularidade e, tendo como suporte, centrar seu objetivo na formação competente para alimentar um sistema escalonado em categorias adequadas à sua manutenção; fomentar a competição sob o argumento de que quanto maior o aprofundamento dentro de um campo específico de saber, maiores as chances de sucesso profissional, vem tencionar as necessidades observadas no cotidiano da escola e aguçar a consciência social dos envolvidos com a educação.

Essa concepção de currículo se enquadra num programa de atividades planejadas, devidamente sequenciada, ordenada metodologicamente tal como se mostram num manual ou guia em prol do status quo conveniente à ordem mundial, equivalendo também a negar o espaço de multiplicidade que compõe a sociedade. Corroborando com o pensamento, no texto “Educação Básica e a Opção pelo Currículo Disciplinar”, trabalhado na semana pedagógica, encontra-se a argumentação de que “embora remeta-se ao saber produzido e acumulado pela humanidade como fonte dos saberes escolares... o currículo definido pelo cientificismo/academicismo trata a disciplina escolar como ramificação do saber especializado, tornando-se refém da fragmentação do conhecimento. As criticas a esse tipo de currículo referem-se a uma concepção curricular que se fundamenta nas necessidades de desenvolvimento pessoal do individuo, em prejuízo da aprendizagem dos conhecimentos histórica e socialmente construídos pela humanidade”.

A questão que se coloca como principal não é discutir se o conhecimento fragmentado, que até então norteou o trabalho pedagógico na escola, é válido ou não, mas a quem ele serve. Se o aluno da escola publica, oriundo das classes menos favorecida, classes assalariadas urbanas ou rurais e com diferentes origens étnicas e culturais tem nela uma oportunidade, algumas vezes a única, de acesso ao mundo letrado, é necessário romper com o currículo engessado pelo cientificismo/academicismo predominante para efetivamente introduzir nos campos disciplinares não somente a produção cientifica, mas também, as manifestações artísticas e o legado filosófico da humanidade como dimensões para as diversas disciplinas do currículo possibilitando um trabalho pedagógico que aponte na direção da totalidade do conhecimento e sua relação com o cotidiano.

Recorrente à importância das três dimensões a serem consideradas no constructo de um currículo abrangente, constitutivo de recortes sociais, histórico e econômicos presentes na elaboração do conhecimento, a escola é, a um só tempo, o espaço do conhecimento historicamente produzido pelo homem e espaço de construção de novos conhecimentos no qual é imprescindível o processo de criação, qualidade distintiva fundamental da dimensão artística. Neste sentido, toma-se a dimensão artística, sem restringi-la ao aspecto estético, mas ampliando seu teor criativo para elaboração de novos conhecimentos. Assim, o desenvolvimento da capacidade criativa dos alunos, inerente à dimensão artística, tem uma relação direta com a contribuição da estrutura epistemológica de um conhecimento especifico instigando o estudante a não apenas aprender o que está posto, mas, a partir do instituído, criar, inovar ou acrescentar mais elementos a um dado objeto de estudo ou a uma dada situação.

Da mesma forma, as dimensões filosófica e humana estão imbricadas no processo criativo mediante os questionamentos emergentes do contexto temporal em que foi postulado determinado saber. Neste sentido, proporciona possibilidades para a reflexão acerca das implicações das produções cientificas, a exemplo da máquina substituindo o trabalho humano, uso indiscriminado de defensivos agrícolas... Sob essa perspectiva percebe-se que o pensamento cientifico e filosófico constituem dimensões do conhecimento que não se confundem, mas não se devem separar.

Discordando da construção curricular na qual os conteúdos são tratados como instrumentos utilitários à formação de competências e habilidades e para tanto precisam estar fragmentados em razão de sua pertinência para o momento; da priorização de temáticas adequadas à sustentação de ciclos econômicos; e, principalmente, refutando a ideia implícita nesse paradigma educacional que aspira apenas alguns efeitos nos sujeitos que se educam, a Proposta Curricular do Estado do Paraná, a partir desses pressupostos, tem uma base disciplinar, de acordo com a tradição curricular e conforme apregoa a LDBEN/96 porém, a ênfase será nos conteúdos científicos, nos saberes escolares que compõem a Grade Curricular.

Este entendimento de trabalho com o saber estabelece a ruptura com a instrução prática, colocando o homem como objeto e sujeito do conhecimento. Pressupõe uma apreensão centrada na totalidade e para isso vai buscar na gênese de cada saber os condicionantes sócio-historicos constitutivos do seu postulado, ou seja, o trabalho pedagógico com os componentes curriculares quais sejam, Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, Historia, Artes, Educação Física e Ensino Religioso, tem sua ênfase nos conteúdos estruturantes - conhecimentos de grande amplitude, conceitos ou praticas que identificam e organizam os campos de estudo de uma disciplina escolar considerados basilares e fundamentais para a compreensão de seu objeto de estudo.

Nessa proposição curricular, o “homem” professor torna-se protagonista principal à sua efetivação tendo em vista o principio curricular, em que a ação humana se conjuga às condições econômicas, ideológicas e históricas, em síntese, o currículo ganha vida. Os estudos sobre a historia da produção do conhecimento, seus métodos e determinantes políticos, econômicos, sociais e ideológicos, relacionadas com a historia das disciplinas escolares e as teorias da aprendizagem, possibilitam fundamentações para o professor em discussões curriculares mais aprofundadas para, dessa forma, reconhecer que além dos conteúdos mais estáveis, as disciplinas escolares incorporam e atualizam conteúdos decorrentes do movimento das relações de produção e dominação que determinam relações sociais, geram pesquisas cientificas e trazem para o debate questões políticas e filosóficas emergentes.

Em síntese, as disciplinas terão, em seus conteúdos estruturantes, os campos de estudo que as identificam como conhecimento histórico. Dos conteúdos estruturantes organizam-se os conteúdos básicos a serem trabalhados por serie, compostos tanto pelos assuntos mais estáveis e permanentes da disciplina quanto pelos que se apresentam em função do movimento histórico e das atuais relações sociais. Relacionado aos assuntos representativos do movimento histórico contemporâneo e suas implicações sociais estes serão trabalhados como conteúdo especifico que deverão estar articulados à realidade e às necessidades das diferentes turmas e escolas.

No bojo da questão apresentada, agregando os conhecimentos históricos, filosóficos e científicos das disciplinas como também das ciências que as originaram, o Plano de Trabalho Docente, documento de autoria do professor, dará vida à concepção curricular defendida na medida em que centra seu desenvolvimento na importância da compreensão e contribuição dos conhecimentos universais (conteúdos estruturantes) enquanto base (conteúdos básicos) para o entendimento de situações vivenciadas no cotidiano (conteúdos específicos) provocando as mudanças, interferências e posicionamento crítico diante do que é posto como verdade, diante da necessidade de se conhecer a historia para adquirir um posicionamento critico e diante questões do passado que não se sustentam nos dias atuais.

Dado à importância da ação do professor na implementação da Proposta Curricular, achou-se pertinente em razão da rotatividade; substituições ocorridas no decorrer do ano letivo e dos novos contratados, muitas vezes ainda acadêmicos, incluir nesta apresentação algumas orientações, dentre tantas já trabalhadas nos encontros pedagógicos, acerca do Plano de Trabalho Docente.

O desdobramento dos conteúdos Estruturantes, Básicos e Específicos, a partir dos quadros de conteúdos apresentado para cada disciplina, será feito pelo professor em discussão com os demais professores da área que atuam na escola. O professor deve dominar o conteúdo escolhido em sua essência, de forma a tomar o conhecimento em sua totalidade e em seu contexto, o que exige uma relação com as demais áreas de conhecimento. Esse processo de contextualização visa a atualização e aprofundamento dos conteúdos pelos professores possibilitando ao aluno estabelecer relações e analises criticas sobre os conteúdos. Cabe destacar que a contextualização não se faz pelo desenvolvimento de projetos, mas na abordagem histórica do conteúdo.


Estrutura do Plano de Trabalho Docente
a) CONTEUDOS:

- Estruturantes e Básicos: observar tabela anexa nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica para o Estado do Paraná;



- Específicos: cabe ao professor elencar esses conteúdos, trabalhando-os de forma contextualizada e articulada aos conteúdos estruturantes e básicos;
b) JUSTIFICATIVA: justificar a escolha dos conteúdos específicos (qual a importância desses conteúdos para a formação do aluno dessa comunidade escolar);
c) ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS E RECURSOS DIDÁTICOS: trata-se do como fazer e quais procedimentos serão utilizados. É importante atentar para o fundamento conceitual de homem explicitado no PPP (Materialismo Histórico) e a tendência pedagógica (Progressistas, em especial a Histórico-Crítica) nas quais a prática social orienta o método.
d) AVALIAÇAO: deve se caracterizar como um processo continuo, permanente e cumulativo em consonância com a concepção de avaliação do PPP da escola, estabelecendo critérios e instrumentos. Os critérios devem ser definidos pela intenção que orienta o ensino e explicita os propósitos e a dimensão do que se avalia.
e) REFERÊNCIAS BILBIOGRÁFICAS
O quadro de conteúdos a serem trabalhados em cada disciplina da matriz curricular é resultado de Seminários de Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná; eventos para elaboração coletiva das DCEs, por meio de encontros regionais descentralizados; produção dos Cadernos das Diretrizes Curriculares e Cadernos Temáticos de forma que, no seu constructo, os profissionais da escola, principalmente os professores, puderam integrar inúmeras atividades, em parceria com a SEED, NREs e Instituições de Ensino Superior, em eventos que contaram com a presença de teóricos, acadêmicos e educadores que foram convidados a participar do processo de reflexão que envolveu todo o desenvolvimento de trabalho intelectual. Portanto, não se trata de trabalhar o que “os outros” determinaram, mas, trabalhar se vendo como protagonista de uma historia escrita a muitas mãos.
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