Prova Brasil. Leia o texto abaixo: As enchentes de minha infância



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D14 -  Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.



(Prova Brasil). Leia o texto abaixo:

As enchentes de minha infância
Sim, nossa casa era muito bonita, verde, com uma tamareira junto à varanda, mas eu invejava os que moravam do outro lado da rua, onde as casas dão fundos para o rio. Como a casa dos Martins, como a casa dos Leão, que depois foi dos Medeiros, depois de nossa tia, casa com varanda fresquinha dando para o rio.

Quando começavam as chuvas a gente ia toda manhã lá no quintal deles ver até onde chegara a enchente. As águas barrentas subiam primeiro até a altura da cerca dos fundos, depois às bananeiras, vinham subindo o quintal, entravam pelo porão. Mais de uma vez, no meio da noite, o volume do rio cresceu tanto que a família defronte teve medo.

Então vinham todos dormir em nossa casa. Isso para nós era uma festa, aquela faina de arrumar camas nas salas, aquela intimidade improvisada e alegre. Parecia que as pessoas ficavam todas contentes, riam muito; como se fazia café e se tomava café tarde da noite! E às vezes o rio atravessava a rua, entrava pelo nosso porão, e me lembro que nós, os meninos, torcíamos para ele subir mais e mais. Sim, éramos a favor da enchente, ficávamos tristes de manhãzinha quando, mal saltando da cama, íamos correndo para ver que o rio baixara um palmo – aquilo era uma traição, uma fraqueza do Itapemirim. Às vezes chegava alguém a cavalo, dizia que lá, para cima do Castelo, tinha caído chuva muita, anunciava águas nas cabeceiras, então dormíamos sonhando que a enchente ia outra vez crescer, queríamos sempre que aquela fosse a maior de todas as enchentes.

BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. 3. ed.Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962. p. 157.


A expressão que revela uma opinião sobre o fato “... vinham todos dormir em nossa casa” (ℓ. 10), é

(A) “Às vezes chegava alguém a cavalo...”

(B) “E às vezes o rio atravessava a rua...”

(C) “e se tomava café tarde da noite!”

(D) “Isso para nós era uma festa...”
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Leia o texto para responder a questão abaixo:



No mundo dos sinais
Sob o sol de fogo, os mandacarus se erguem, cheios de espinhos. Mulungus e aroeiras expõem seus galhos queimados e retorcidos, sem folhas, sem flores, sem frutos.

Sinais de seca brava, terrível!

Clareia o dia. O boiadeiro toca o berrante, chamando os companheiros e o gado.

Toque de saída. Toque de estrada. Lá vão eles, deixando no estradão as marcas de sua passagem. TV Cultura, Jornal do Telecurso.


A opinião do autor em relação ao fato comentado está em
(A) “os mandacarus se erguem”

(B) “aroeiras expõem seus galhos”

(C) “Sinais de seca brava, terrível!!”

(D) “Toque de saída. Toque de entrada”.


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Leia o texto para responder a questão abaixo:



Mulher é atropelada e põe a culpa

no Google Maps
Nos Estados Unidos, quase tudo pode render uma ação judicial. O processo movido pela americana Lauren Rosenberg, vítima de um atropelamento em uma rodovia no Estado de Utah, seria mais um caso de reparação por danos, mas ela quer receber US$ 100 mil (cerca de R$ 183,5 mil) não só do motorista que a atingiu, Patrick Harwood, mas também da empresa Google.

Segundo o jornal inglês The Guardian, Lauren tentou atravessar uma estrada estadual sem passeio para pedestres, à noite, e foi atingida por um carro, em 19 de janeiro de 2009.

Ela alega ter seguido as indicações do site Google Maps.

O advogado Allen Young entrou com a ação judicial na semana passada. Ele argumenta que o site foi "descuidado e negligente" ao indicar a travessia de uma via expressa. "As pessoas confiam nas instruções (dadas pelo Google Maps). Ela acreditou que era seguro atravessar a pista."

Ao indicar uma rota, o serviço do Google dá um alerta: "Essa rota pode não ter calçadas ou passeio para pedestres". Procurada pelo Guardian, a empresa não quis comentar o caso, que ainda vai dar o que falar.

http://www.diariopopular.com.br


O trecho do texto que expressa uma opinião é

(A) “Nos Estados Unidos, quase tudo pode render uma ação judicial.”

(B) "Essa rota pode não ter calçadas ou passeio para pedestres".

(C) “Ele argumenta que o site foi "descuidado e negligente" [...]”

(D) “Procurada pelo Guardian, a empresa não quis comentar o caso”
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Leia o texto para responder a questão abaixo:


Maria vai com as outras em ação

Os mesmos que hoje adotam Dunga como queridinho, em redes sociais e no twitter,[...] serão os que voltar-se-ão contra o técnico da Seleção em caso de fracasso.

E o farão sem dó nem piedade. É uma legião de maria vai com as outras, cujo cérebro não resiste à manutenção de uma opinião própria.

Seus conceitos e preconceitos migram de forma proporcional à capacidade neuronal de raciocínio: quase nula. Podem cobrar depois.

http://wp.clicrbs.com.br/castiel/2010/06/24/maria-vai-com-as-outras-eletronicos/?topo=77,2,18
Segundo o texto, a expressão “Maria vai com as outras” significa pessoas que

(A) têm pouca capacidade de raciocínio.

(B) adoram o técnico da seleção .

(C) falam mal do Dunga.

(D) seguem a opinião dos outros.

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Para responder às questões 1, 2 e 3, leia o texto abaixo.

Goiabada

Carlos Heitor Cony


Goiabada tinha cara de goiabada mesmo. Fica difícil explicar o que seja uma cara de goiabada, mas qualquer pessoa que se defrontava com ele, mesmo que nada dissesse, constataria em foro íntimo que Goiabada tinha cara de goiabada.

Eu o conheci há tempos, quando jogava pelada nas ruas da Ilha do Governador. Ele se oferecia para a escalação, mas quase sempre era rejeitado. Ruim de bola, era bom de gênio.

[...]

Perdi-o de vista, o que foi recíproco. Outro dia, parei num posto para abastecer o carro e um senhor idoso me ofereceu umas flanelas, dessas de limpar para-brisa. Ia recusar, mas alguma coisa me chamou a atenção: dando o desconto do tempo, o cara tinha cara de goiabada. Fiquei indeciso. Não podia perguntar se ele era o Goiabada, podia se ofender, não havia motivo para tanta e tamanha intimidade.



[...]

O tanque do carro já estava cheio, e o novo Goiabada, desanimado de me vender uma flanela, ia se retirando em busca de freguês mais necessitado. Perguntei quantas flanelas ele tinha. Não sabia, devia ter umas 40, não vendera nenhuma naquele dia. Comprei-lhe todas, ele fez um abatimento razoável. E ficou de mãos vazias, olhando o estranho que sumia com suas 40 flanelas e nem fizera questão do troco.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1111200803.htm
O fato que gerou a história narrada foi

(A) o encontro entre o narrador e o homem que ele achou ter “cara de goiabada”.

(B) o jogo de futebol que os meninos jogavam nas ruas da Ilha do Governador.

(C) o narrador ter comprado todas as flanelas do idoso e não querer o troco.

(D) a separação dos dois meninos que jogavam futebol.
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Leia o texto para responder a questão abaixo:



Os livros e suas vozes
Sempre gostei muito de livros e, além dos livros escolares, li os de histórias infantis, e os de adultos: mas estes não me pareciam tão interessantes, a não ser, talvez, Os Três Mosqueteiros, numa edição monumental, muito ilustrada, que fora do meu avô. Aquilo era uma história que não acabava nunca; e acho que esse era o seu principal encanto para mim. Descobri o dicionário, uma das invenções mais simples e formidáveis e também achei que era um livro maravilhoso, por muitas razões.

(...) quando eu ainda não sabia ler, brincava com os livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo.

MEIRELES, Cecília. Obra Poética. Rio de janeiro: Aguillar, 1997.
O trecho em que se identifica a opinião da autora é

(A) “Sempre gostei muito de livros...”

(B) “(...) além dos livros escolares, li os de histórias infantis, (...)”

(C) ”(...) achei que era um livro maravilhoso, (...)”

(D) “quando eu ainda não sabia ler, brincava com os livros (...)”
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Leia o texto para responder a questão abaixo:



Cidadania, direito de ter direitos
Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. [...] Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento está o respeito à coisa pública. [...] Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar.

DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de papel. São Paulo: Ed. Ática, 1998.


O trecho que indica uma opinião em relação à cidadania é

(A) ...“é o direito de ter uma idéia e poder expressá-la...”.

(B) ...“É poder votar em quem quiser...”.

(C) ...“revelam estágios de cidadania:...”

(D) ... “Foi uma conquista dura.”
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Leia o texto para responder a questão abaixo:



Há saída para os jovens
O Brasil tem hoje um grande exército de jovens na faixa etária de 15 a 24 anos aguardando uma possibilidade de apresentar ao mercado de trabalho o seu potencial. O maior drama deste exército juvenil é a ausência de vagas oferecidas àqueles que procuram o seu primeiro emprego. [...]

Além disso, parte das vagas oferecidas aos jovens são ocupadas por adultos, já que o desemprego também afeta gravemente os chefes de família, que desesperados, aceitam qualquer coisa. [...]

Apesar de tudo [...], há saídas para os jovens [...]. Por não haver alternativas individuais para todos, apenas para alguns, o país precisa de um projeto nacional de desenvolvimento que viabilize o crescimento econômico em mais de 5,5% ao ano e por toda uma década.

Fonte: http://www.estudeonline.net/revisao_

detalhe.aspx?cod=259
O trecho do texto que revela uma opinião é

(A) “[...] o país precisa de um projeto nacional de desenvolvimento[...]”

(B) “[...] parte das vagas oferecidas aos jovens são ocupadas por adultos [...]”

(C) “O Brasil tem hoje um grande exército de jovens [...]

(D) “[...] o desemprego também afeta gravemente os chefes de família [...]”
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Leia o texto para responder a questão abaixo:



Tatuagem
Enfermeira inglesa de 78 anos manda tatuar mensagem no peito pedindo para não proceder a manobras de ressuscitação em caso de parada cardíaca.

(Mundo Online, 4, fev., 2003)


Ela não era enfermeira (era secretária), não era inglesa (era brasileira) e não tinha 78 anos, mas sim 42; bela mulher, muito conservada. Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia. O homem não comentou: perguntou apenas o que era para ser tatuado.

– É bom você anotar – disse ela – porque não será uma mensagem tão curta como essa da inglesa.

Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar.

– “Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca” – ditou ela –, “favor não proceder à ressuscitação”. Uma pausa, e ela continuou:

– “E não procedam à ressuscitação, porque não vale a pena. A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”

Ele continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago para tatuar, e quanto mais tatuasse, mais ganharia.

Ela continuou falando.(...). Àquela altura o tatuador, homem vivido, já tinha adivinhado como terminaria a história (...). E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la.

– Desculpe, disse, mas para eu tatuar tudo o que a senhora me contou, eu precisaria de mais três ou quatro mulheres.

Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde. Depois, convidou-a para tomar alguma coisa num bar ali perto.

Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem. (...). Ele fez uma tatuagem especialmente para ela, no seu próprio peito. Nada de muito artístico (...). Mas cada vez que ela vê essa tatuagem, ela se sente reconfortada. Como se tivesse sido ressuscitada, e como se tivesse vivendo uma nova, e muito melhor, existência.



(Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 10/03/2003.)
O trecho da crônica que mostra que o cronista inspirou-se em um fato real é

(A) a notícia, retirada da Internet, que introduz a crônica.

(B) as manobras de ressuscitação praticadas pelos médicos.

(C) a reprodução da conversa entre a secretária e o tatuador.

(D) a história de amor entre a secretária e o tatuador.
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Leia o texto para responder a questão abaixo:



Tatuagem
Enfermeira inglesa de 78 anos manda tatuar mensagem no peito pedindo para não proceder a manobras de ressuscitação em caso de parada cardíaca.

(Mundo Online, 4, fev., 2003)


Ela não era enfermeira (era secretária), não era inglesa (era brasileira) e não tinha 78 anos, mas sim 42; bela mulher, muito conservada. Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia. O homem não comentou: perguntou apenas o que era para ser tatuado.

– É bom você anotar – disse ela – porque não será uma mensagem tão curta como essa da inglesa.

Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar.

– “Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca” – ditou ela –, “favor não proceder à ressuscitação”. Uma pausa, e ela continuou:

– “E não procedam à ressuscitação, porque não vale a pena. A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”

Ele continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago para tatuar, e quanto mais tatuasse, mais ganharia.

Ela continuou falando.(...). Àquela altura o tatuador, homem vivido, já tinha adivinhado como terminaria a história (...). E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la.

– Desculpe, disse, mas para eu tatuar tudo o que a senhora me contou, eu precisaria de mais três ou quatro mulheres.

Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde. Depois, convidou-a para tomar alguma coisa num bar ali perto.

Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem. (...). Ele fez uma tatuagem especialmente para ela, no seu próprio peito. Nada de muito artístico (...). Mas cada vez que ela vê essa tatuagem, ela se sente reconfortada. Como se tivesse sido ressuscitada, e como se tivesse vivendo uma nova, e muito melhor, existência.



(Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 10/03/2003.)
Um trecho do texto que expressa uma opinião é

(A) “Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa.”

(B) “O homem não comentou; perguntou apenas o que era para ser tatuado.”

(C) “A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”

(D) “Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde.”
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Leia o texto para responder a questão a seguir:



Sai o primeiro condomínio com energia eólica
O primeiro empreendimento imobiliário com produção de energia eólica no Brasil é residencial e será lançado este mês, em Florianópolis. O projeto, batizado de Neo, prevê a instalação de duas turbinas de vento, uma em cada torre. Elas farão o aquecimento de toda a água que será consumida pelos 24 apartamentos do condomínio, cuja entrega está prevista para março de 2012.

[...]


“A tecnologia será capaz de produzir 100% da energia que será usada no condomínio, que não utilizará nenhum tipo de combustível fóssil. Hoje, apenas o aquecimento da água representa 50% do gasto com energia nas regiões Sul e Sudeste”, diz Suchodolski. [...]

Ainda segundo Suchodolski, o empreendimento terá outros dispositivos sustentáveis, como uma estação de tratamento de esgoto, com direito a uma cisterna específica para água a ser reutilizada, destinada, por exemplo, à irrigação das áreas verdes. Dessa forma, completa ele, o consumo será reduzido em 50%: “Além disso, o condomínio usará madeira de reflorestamento certificada, tintas e vernizes à base de água.”

http://www.zap.com.br/revista/imoveis/condominio
O condomínio a ser construído tem a finalidade de

(A) divulgar uma nova tecnologia.

(B) conter a expansão imobiliária na região.

(C) preservar o meio ambiente.

(D) diminuir o alto consumo de energia.
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Leia o texto para responder a questão a seguir:



Bom tempo, sem tempo
Não chovia, meses a fio. Ou chovia demais. As plantas secavam, os animais morriam, os moradores emigravam. As plantas submergiam, os animais morriam, as pessoas não tinham tempo de emigrar. Assim era a vida naquele lugar privilegiado, onde medrava tudo para todos, havendo bom tempo. Mas não havia bom tempo. Havia o exagero dos elementos.

O mágico chegou para reorganizar a vida, e mandou que as chuvas cessassem.

Cessaram. Ordenou que a seca findasse. Findou. Sobreveio um tempo temperado, ameno, bom para tudo, e os moradores estranharam. Assim também não é possível, diziam.

Podemos fazer tantas coisas boas ao mesmo tempo que não há tempo para fazê-las. Antes, quando estiava ou chovia um pouco - isto é, no intervalo das grandes enchentes ou das grandes secas -, a gente aproveitava para fazer alguma coisa. Se o sol abrasava, podíamos fugir. Se a água vinha em catadupa, os que escapavam tinham o que contar. Quem voltasse do êxodo vinha de alma nova. Quem sobrevivesse à enchente era proclamado herói. Mas agora, tudo normal, como aproveitar tantas condições estupendas, se não temos capacidade para isto?

Queriam linchar o mágico, mas ele fugiu a toda.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. São Paulo, Record: 2006.
Glossário

Catadupa – cachoeira

Êxodo – emigração de todo um povo ou saída de pessoas em massa.
O fato que motiva a história é

(A) a chegada do mágico.

(B) a falta de chuva.

(C) a chuva muito frequente.

(D) o mágico fugir correndo.
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Leia o texto abaixo e responda.

A bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. (...)

O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

Como é que liga? – perguntou.

Como, como é que liga? Não se liga.

O garoto procurou dentro do papel de embrulho.

Não tem manual de instrução?

O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.

Não precisa manual de instrução.

O que é que ela faz?

Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

O quê?

Controla, chuta...

Ah, então é uma bola.

Claro que é uma bola.

Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

Você pensou que fosse o quê?

Nada não...
(Luis Fernando Veríssimo – Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001,pp. 41-42.)
O fato incomum, no texto, aparece quando o menino

(A) começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

(B) demonstrou o que sabia fazer com uma bola.

(C) concluiu que era mesmo uma bola.

(D) não pensou nada em relação ao que era o presente.
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(Equipe PIP). Leia o texto abaixo.



CAPA

A inspiradora reportagem sobre as crises de idade nos leva a muitas reflexões, mas acredito que a mais importante delas diz respeito à estrutura de personalidade que cada um desenvolve. É consenso, entre pessoas maduras e bem estruturadas emocionalmente, que vivemos a vida de acordo com nossa base psicológica. Por isso, é importante que, da infância até o início da vida adulta, saibamos estruturar o arcabouço daquilo que seremos. Quem tem um bom alicerce, enfrentará seguramente qualquer tipo de problema. Reinvente-se a cada idade. (José Elias)

Alex Neto, Foz do Iguaçu – PR
A palavra que marca a opinião do leitor em relação à reportagem é:

A) Consenso.

B) Importante.

C) Inspiradora.

D) Seguramente.
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(SPAECE). Leia o texto abaixo e responda.
População mundial a caminho do empate
[...] Muito em breve – provavelmente ainda nos próximos anos –, a metade da humanidade terá apenas filhos suficientes para repor o seu tamanho. Isto é, grande parte dos casais terá entre dois e três filhos, no máximo, o que permitirá apenas a reposição e não o crescimento da população do mundo daquele momento. Traduzindo em linguagem demográfica, a taxa de fertilidade da metade do mundo será de 2,1 ou menos. [...]

Segundo a ONU, 2,9 bilhões de pessoas, quase a metade do total mundial de 6,5 bilhões, vivem em países com 2,1 ou menos de taxa de fertilidade. Para o início da década de 2010, a população mundial está estimada em 7 bilhões e a quantidade de pessoas com esta taxa de fertilidade será de 3,4 bilhões.

A queda da taxa de fertilidade, em nível de reposição, significa uma das mais radicais mudanças na história da humanidade. Isso tem implicações na estrutura e na vida familiar, mudando o cotidiano das pessoas, mas também em relação às políticas públicas em níveis global e local, a serem implementadas pelos diferentes países ou sugeridas por instituições como a ONU.

FRANCESCONE, Léa; SANTOS, Regina Célia Bega dos. Carta na escola. fevereiro de 2010. Fragmento.


A opinião dos autores desse texto se manifesta em:

A) “... a metade da humanidade terá apenas filhos suficientes para repor o seu tamanho.”. (ℓ. 2-3)

B) “... grande parte dos casais terá entre dois e três filhos, no máximo, o que permitirá apenas a reposição...”. (ℓ. 4-5)

C) “... quase a metade do total mundial de 6,5 bilhões, vivem em países com 2,1 ou menos de taxa de fertilidade.”. (ℓ. 12-13)

D) “A queda da taxa de fertilidade, em nível de reposição, significa uma das mais radicais mudanças na história da humanidade.”. (ℓ. 18-19)
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(SAERO). Leia o texto abaixo.



As duas mãos

Quando começaram a surgir foram como duas pequenas folhas de cactos. Uma em cada punho. Levei tempos até descobrir que eram duas mãos que nasciam. Permaneci dias e dias observando o crescimento das duas mãos extras. Podia movimentá-las à vontade.

Eram delicadas como de crianças e, no início, machucavam-se com facilidade. Batiam nas portas quando eu utilizava as mais velhas para girar chaves e maçanetas. Feriam-se nas paredes, nas torneiras e nas gavetas. Algumas vezes levei pancadas no queixo quando me distraí ao comer. Mas essa fase passou e veio o reflexo que me fazia acrescentar espaço para elas.

Com o tempo tornaram-se fortes e hábeis como suas irmãs mais antigas. Mas não prestaram serviços. Permaneceram inúteis à espera de uma oportunidade que não veio.

Um dia fui a um hospital e operei minhas mãos novas.

Hoje sou novamente um homem de duas mãos, e, no entanto, quando olho os punhos, sinto-me aleijado.

FRANÇA JÚNIOR, O. As laranjas iguais. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996, p. 85.
O trecho desse texto que expressa uma opinião é:

A) “Quando começaram a surgir foram como duas pequenas folhas de cactos.”. (ℓ. 1)

B) “Levei tempos até descobrir que eram duas mãos que nasciam.”. (ℓ. 3)

C) “Eram delicadas como de crianças e, no início, machucavam-se com facilidade.”. (ℓ. 7)

D) “Hoje sou novamente um homem de duas mãos,...”. (ℓ. 21)
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Leia o texto abaixo e responda.


EDUCAÇÃO DE HOJE ADIA O FIM DA ADOLESCÊNCIA

Há pouco tempo recebi uma mensagem que me provocou uma boa reflexão. O interessante é que não foi o conteúdo dela que fisgou minha atenção, e sim sua primeira linha, em que os remetentes se identificavam. Para ser clara, vou reproduzi-la: “Somos dois adolescentes, com 21 e 23 anos...”.

Minha primeira reação foi sorrir: agora, os jovens acreditam que a adolescência se estende até, pelo menos, aos 23 anos?! Mas, em seguida, eu me dei conta do mais importante dessa história: que a criança pode ser criança quando é tratada como tal, e o mesmo acontece com o adolescente. Os dois jovens adultos se veem como adolescentes, porque, de alguma maneira, contribuímos para tanto.

A adolescência tinha época certa para começar até um tempo atrás, ou seja, com a puberdade, época das grandes mudanças físicas. E terminar também: era quando o adolescente, finalmente, assumia total responsabilidade sobre sua vida e tornava-se adulto. Agora, as crianças já começam a se comportar e a se sentir como adolescentes muito tempo antes da puberdade se manifestar e, pelo jeito, continuam se comportando e vivendo assim por muito mais tempo. Qual é a parcela de responsabilidade dos adultos e educadores?

Fonte: Disponível em: http://www.santanna.g12.br/professores/ana_paula_port/atividade_reforco_lp_9anos.pdf. Acesso em: 30 mai 2012. Adaptado.
A opinião da autora em relação ao fato de que a educação de hoje adia o fim da adolescência é que

A) os adultos contribuem para que isso aconteça.

B) a adolescência é uma fase que vai até 23 anos.

C) os adolescentes têm muitas responsabilidades.

D) os adultos devem ensinar a criança a se calçar sozinha.
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(SAERS). Leia o texto abaixo.


O Cativo

Em Junín ou em Tapalquén contam a história. Um miúdo desapareceu depois de um ataque dos índios; disse-se que o tinham raptado. Os seus pais procuraram-no inutilmente; passados anos, um soldado que vinha de terra adentro falou-lhes de um índio de olhos celestes que bem podia ser seu filho. Deram por fim com ele (a crónica perdeu as circunstâncias e não quero inventar o que não sei) e pensaram reconhecê-lo. O homem, trabalhado pelo deserto e pela vida bárbara, já não sabia ouvir as palavras da língua natal, mas deixou-se conduzir, indiferente e dócil, até casa. Aí se deteve, talvez porque os outros se detiveram. Olhou a porta, como se não a compreendesse. De repente, baixou a cabeça, gritou, atravessou correndo o saguão e os dois pátios largos e enfiou-se pela cozinha. Sem vacilar, mergulhou o braço no enegrecido sino e tirou o canivete de cabo de chifre que ali tinha escondido em criança. Os olhos brilharam-lhe de alegria e os pais choraram porque tinham encontrado o filho.

Talvez a esta recordação se tivessem seguido outras, mas o índio não podia viver entre paredes e um dia foi à procura do seu deserto. Gostaria de saber o que terá sentido naquele instante de vertigem em que o passado e o presente se confundiram; gostaria de saber se o filho perdido renasceu e morreu naquele êxtase ou se conseguiu reconhecer, como uma criatura ou um cão, os pais e a casa.

BORGES. Jorge L. Disponível em: . Acesso em: 27 jan. 2010.


O trecho desse texto que apresenta uma opinião sobre o comportamento do índio é:

A) “Um miúdo desapareceu depois de um ataque de índios; ... (ℓ. 2-3).

B) “Os seus pais procuram-se inutilmente;” (ℓ. 4).

C) “... deixou-se conduzir, indiferente e dócil, até a casa.” (ℓ. 12-13).

D) “Talvez a essa recordação se tivessem seguido outras, ...” (ℓ. 23).
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(SADEAM). Leia o texto abaixo e responda.



Trindade terá sistema híbrido
Dependendo das condições climáticas, a energia eólica é muito indicada para regiões de acesso restrito, e, por isso, com menores demandas – como as ilhas. Seguindo esta linha, o CEPEL, juntamente com a Eletrobrás e a Marinha do Brasil, desenvolvem, desde 2005, projeto de instalação de fontes alternativas na ilha de Trindade, no litoral do Espírito Santo.

A ideia é implantar um sistema híbrido de energia solar e eólica com capacidade para gerar 120kW, o suficiente para reduzir de 60 mil para 2 mil litros o consumo anual de óleo diesel na ilha, que atualmente é atendida por geradores movidos a óleo.

– Localizada a 1.200 quilômetros da costa brasileira, a Ilha de Trindade é estratégica para garantir a extensão territorial do país, e por isso é ocupada pela Marinha. Mas, para que tenha energia, precisa ser alimenta por óleo diesel, que, de dois em dois meses, chega transportado por barcos, em viagem que dura cerca de quatro dias. Daí a grande importância desse projeto – exemplifica Ricardo Dutra, pesquisador do Cepel.

Jornal do Brasil. 27 jul. 2007.
Uma opinião emitida por Ricardo Dutra é:

A) o óleo diesel é levado em barcos para Trindade.

B) o projeto é de grande importância para Trindade.

C) a ilha de Trindade precisa ser alimentada por óleo diesel.

D) a ilha de Trindade fica a 1.200 quilômetros da costa.
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Leia o texto abaixo.



Desbravando o velho Chico

Conhecido carinhosamente por nordestinos e mineiros como “Velho Chico”, o rio São Francisco passa por cinco Estados e para todos eles tem um valor especial.

Não só pela sua água, que abastece populações ao longo de seus 2700 km, mas também pelas implicações históricas. Descoberto em 1501 pelo navegador Américo Vespúcio, ele serviu de caminho para os bandeirantes e é parte fundamental da cultura e das tradições de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Agora, o rio está ganhando um projeto de recuperação de suas águas – afetadas pelo esgoto não tratado de 95% dos 504 municípios que cruza. O projeto do Ministério do Meio Ambiente deve empregar um bilhão de reais em dez anos de obras. Os cuidados podem estimular a Unesco a aceitar o pedido feito por organizações brasileiras e fazer com que o rio seja declarado patrimônio da humanidade. A campanha é obra do jornalista Américo Antunes, que está levando à frente uma expedição de 35 dias pelo rio, iniciada no dia 10 de outubro. A ideia é catalogar 56 pontos de interesse histórico ou cultural, de cavernas com desenhos rupestres a igrejas e centros de peregrinação religiosa. Um merecido presente de aniversário ao “Velho Chico” rio.

Revista Galileu, n. 124, nov. 2001, p. 14. *Adaptado: Reforma Ortigráfica.
Na segunda parte do texto, uma opinião é expressa em

A) “o rio São Francisco passa por cinco Estados”.

B) “ele serviu de caminho para os bandeirantes”.

C) “o rio está ganhando um projeto de recuperação”.

D) “Um merecido presente de aniversário ao ‘Velho Chico’ rio.”.
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Leia o texto e responda.
CURIOSIDADES PELO MUNDO

Sabia que no Egito é uma tremenda falta de educação mostrar a sola dos pés, enquanto que encher uma xícara de chá até transbordar é um gesto superelegante.

Já na Áustria bater em uma mesa com os punhos fechados, significa boa sorte (com certeza a mesa não teve sorte).

No Japão, levantar o polegar quer dizer namorado, e levantar o dedo mindinho quer dizer namorada. Ah! Essa é superimportante, para o caso de você algum dia ir para Bulgária. É que lá, ao contrário daqui, balançar a cabeça para os lados significa “Sim”, e balançar para cima e para baixo significa “Não”. Bom, para terminar, se algum dia você estiver na Itália, saiba que levar uma garrafa de vinho em um jantar que você foi convidado é um grande insulto. E esperar todos se sentarem à mesa para começar a comer é uma falta de consideração com o alimento.

Com essas dicas, aposto que se algum dia você viajar para alguns desses países não irá pagar tanto mico, se bem que é uma delícia pagar micos em viagens para depois contar para os amigos, e fazer a viagem valer a pena.

NEVES, Ana Paula. Disponível em: *Adaptado: Reforma Ortográfica.


A frase que expressa uma opinião é:

A) “Já na Áustria bater em uma mesa com os punhos fechados significa boa sorte...”.

B) “...esperar todos se sentarem à mesa para começar a comer é falta de consideração com o alimento.”.

C) “...se bem que é uma delícia pagar micos em viagens para depois contar para os amigos,...”.

D) “No Japão, levantar o polegar quer dizer namorado, e levantar o dedo mindinho quer dizer namorada.”.
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(AvaliaBH). Leia o texto abaixo.



Iracema

Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.

Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.

Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca do que o orvalho da noite. [...]

ALENCAR, José de. Iracema. Disponível em: Acesso em: 29 jul. 2009. Fragmento.
O trecho desse texto que apresenta uma opinião sobre Iracema é:

A) “... além daquela serra [...] nasceu Iracema.”. ( . 1)

B) “O favo da jati não era doce como seu sorriso;...”. ( . 4)

C) “... ela repousava em um claro da floresta.”. ( . 9)

D) “Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica,...”. ( . 9-10)
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(SAEMS). Leia o texto abaixo e responda.



A vida pelo telefone

Durante meses, eu e meu amigo nos falamos por telefone. Sempre reclamávamos da escassez de encontros pessoais.

– Precisamos nos ver! – ele dizia.

– Vou arrumar um tempinho, eu prometia.

Posso ser antiquado, mas acredito que nada substitui o olho no olho. A expressão, o jeito de falar, a gargalhada espontânea, tudo isso dá nova dimensão ao relacionamento. Cumpri minha promessa e fui a seu apartamento. Nos primeiros dez minutos, falamos da vida como não fazíamos havia bastante tempo. Em seguida, tocou o telefone.

– Um momento.

Iniciou-se uma longa discussão sobre quem compraria ingressos para um espetáculo. Já estava desligando, quando se ouviu o celular. [...] Falou rapidamente com a primeira pessoa, desligou e voltou ao celular. Foi a vez do bip, que tocou insistentemente. Pediu desculpas, foi ver a mensagem. Recado urgente para chamar determinada pessoa. Novamente, trocou mais algumas frases ao celular. Desligou. Pediu-me novas desculpas. Ligou para quem o havia bipado. Mais questões de trabalho. Quando anotava alguns detalhes, a linha, digital, anunciou que mais alguém queria falar. Pediu licença e atendeu a outra linha. Olhou paramim e pediu desculpas. [...] Entrou um fax.

Observei o relógio demoradamente. Aproveitei o intervalo entre o bip e um novo telefonema para dizer bem depressa:

Preciso ir. Depois eu ligo.

Sorriu, satisfeito.

– Então me chame depois. Não esqueça, hein?

– Mando um e-mail e você me responde. Assim o papo fica melhor.

Gostou da ideia, sem perceber a ironia. Pediu mais um minutinho no telefone, dizendo que ia me levar até a porta e já voltava. Comentou, já tranquilo:

– Nossa, como a gente tem coisas pra falar. Você ficou mais de duas horas aqui e nem botamos tudo em dia.

Repuxei os lábios, educadamente. Certas pessoas estão grudadas aos telefones, celulares, bips e e-mails. Inventou-se de tudo para facilitar a comunicação. Às vezes acredito que, justamente por causa disso, ela anda se tornando cada vez mais difícil.

CARRASCO, Walcyr. A vida pelo telefone. In: Veja São Paulo, Abril, 19 abr. 2000. *Adaptado: Reforma Ortográfica.


Nesse texto, em relação à comunicação, o autor demonstra uma opinião no trecho:

A) “Preciso ir. Depois eu ligo.”. (ℓ. 20)

B) “Assim o papo fica melhor.”. (ℓ. 23)

C) “Inventou-se de tudo para facilitar a comunicação.”. (ℓ. 29)

D) “... ela anda se tornando cada vez mais difícil.”. (ℓ. 30).
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(SAERS). Leia o texto abaixo.





Na última fala, o ponto de interrogação sugere

A) admiração.

B) desprezo.

C) indignação.

D) medo.
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(SAERJ). Leia o texto abaixo.

Secretário de Turismo diz que eleição do Cristo irá impulsionar setor

O secretário especial de Turismo do Rio, Rubem Medina, afirmou neste sábado que a escolha do Cristo Redentor como uma das sete novas maravilhas do mundo irá trazer incentivos ao setor. Para ele, a conquista trará “um fluxo ainda maior de turistas” e representa a geração de “mais empregos no futuro”.

“O que orgulha é que é algo que envolveu o mundo inteiro, que teve uma divulgação mundial. Eu acho que essa é uma vitória do Rio e de todo o povo brasileiro.”

Medina soube do resultado da eleição quando participava do Live Earth, em Copacabana (zona sul do Rio). Ele minimizou as críticas que colocaram em dúvida a legitimidade da eleição das sete novas maravilhas.

“Eu não ligo. Questionaram isso aqui também [o Live Earth] e olha só o sucesso que está sendo. Nenhum país do mundo tem isso aqui”.

www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u310224.shtml.


A frase que expressa uma opinião é

A) “...escolha do Cristo Redentor como uma das sete novas maravilhas do mundo...”.

B) “a conquista trará “um fluxo ainda maior de turistas...” ”.

C) “...soube do resultado da eleição quando participava do Live Earth...”.

D) “Ele minimizou as críticas que colocaram em dúvida a legitimidade da eleição...”.
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(PROEB). Leia o texto abaixo.



TEXTO 1

Futilidade pública

Espantei-me ao abrir o jornal [6/10], (...) trouxe uma lição de consumismos, sobre roupas para usar em eventos únicos. É difícil de acreditar que, em meio a tantas mudanças e polêmicas, esse foi considerado o assunto mais importante a ser tratado.

Acho que vale lembrar que vivemos num país onde, apesar de o voto ser obrigatório, as pessoas são muito pouco politizadas. Temos de mudar isso, começando por nós mesmos; os jovens. O papel irrefutável que a média tem é evidenciar isso, mostrar o quão importante e o envolvimento na vida pública. – [...]

NOGUEIRA, Lílian. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 out. 2008. Fragmento.


TEXTO 2

Roupas caras

[...] Quando vi a primeira página “Com que roupa eu vou?” (6/10), achei-a interessante e convidativa pelo assunto em si e pelo fato de vocês terem selecionado dois modelos que são um pouco gordinhos. No entanto, ao abrir a matéria me decepcionei, pois vi que, como qualquer outro artigo da moda, vocês encheram a página de roupas caras e de marcas inacessíveis à grande parte dos jovens que leem este caderno. Peças de roupas por mais de R$ 200,00 cada uma?!? Isso é um absurdo.

ZANCHETA, Ricardo. Folha de S. Paulo, São Paulo, 13 out. 2008. Fragmento.
No texto 1, em relação ao fato de os jovens não se envolverem na vida pública há uma opinião em

A) “Espantei-me ao abrir o jornal...”.

B) “...sobre roupas para usar em eventos...”.

C) “...apesar de o voto ser obrigatório,...”.

D) “...as pessoas são muito pouco politizadas.”.
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(PROEB). Leia o texto abaixo.



Aleijadinho

Antônio Francisco Lisboa nasceu em 1730 em Vila Rica (atual Ouro Preto), Minas Gerais e viveu 84 anos. Filho de Manoel Francisco Lisboa, português e de uma escrava deste, africana, de nome Izabel, tornou-se o maior escultor do Brasil, tendo trabalhado até as vésperas de sua morte. Deixou uma obra vastíssima e de grande valor artístico.

Sua formação se deu no próprio meio familiar, aprendendo com o pai, que era, junto com o irmão, mestre na arte em cantaria e na talha do estilo Barroco.

Sua vida muda completamente a partir do momento em que uma grave doença deformante o acomete. A doença se agrava com o correr do tempo, a ponto de caírem-lhe os dedos das mãos. Daí o apelido de Aleijadinho.[...]

COELHO, Ronaldo Simões. Pérola torta. Dimensão. Fragmento.

O trecho que expressa uma opinião é

A) “... nasceu em 1730 em Vila Rica, Minas Gerais”.

B) “Deixou uma obra de grande valor artístico.”.

C) “Sua formação se deu no próprio meio familiar,”.

D) “A doença se agrava com o correr do tempo,”.


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