Psicologia Sócio-Interacionista



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Psicologia Sócio-Interacionista

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Teoria sócio-histórico-cultural do desenvolvimento das funções mentais superiores.



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Lev Semenovich Vygotsky


Nasceu em Orsha, na Bielo-Rússia em 1896 e morreu em Moscou em 1934



Bielo-Rússia

Superfície: 207.650 Km²


Habitantes: 9.849.000 (2003)
Densidade: 47 hab/Km²
Forma de governo: República presidencialista
Capital: Minsk (1.741.000 ab.)
Outras cidades: Homel' 481.000 hab., Mahilëu 365.000 hab., Vicebsk 342.000 hab., Hrodna 315.000 hab., Brèst 298.000 hab.
Grupos étnicos: Bielorussos 81%, Russos 11,5%, Polacos 4%, Ucrainiaos 2,5%, outros 1%
Países fronteiriços: Letônia e Lituânia ao NORTE, Polônia a OESTE, Ucrânia ao SUL, Rússia a LESTE.

Origem e estudos

Sua família, de origem judaica, era economicamente estável e culta. Sua mãe era professora formada, algo raro na época. Estudou alemão, latim, hebraico, francês e inglês, o que lhe permitiu que entrasse em contato com materiais de diversas procedências. Até os 15 anos estudou em casa pois não era permitido estudo aos judeus.

Ainda que apenas 3% das vagas na universidade fossem destinada aos judeus, seus estudos universitários foram marcados pela interdisciplinaridade: estudou artes, direito, literatura, lingüística, antropologia, ciências sociais, psicologia, filosofia e medicina.


Faleceu em Moscou, vítima de tuberculose, aos 37 anos.

Carreira e influências

Sua carreira profissional iniciou somente aos 21 anos, pois sua descendência judaica não lhe permitia ter cargos públicos, antes da Revolução Russa de 1917. Entre os fundamentos de seu pensamento encontram-se influências marxistas do materialismo histórico e dialético.

Teve contato com outros expoentes da época: os literatos Tolstoy, Bunin e Dostoyevsky; os filósofos James, Hegel e Spinoza; os especialistas em psicologia como Freud e Pavlov e poetas como Blok, Pushkin e Tyuchev.

Carreira e pesquisas

A partir de 1917 iniciou uma carreira que, apesar de pequena, devido à sua morte prematura, foi extremamente prolífera. Em Gomel, onde esteve até 1923, fundou uma editora, criou uma revista literária, estruturou um laboratório de psicologia, dirigiu a seção de teatro do departamento de educação e ainda proferiu palestras de ciência, literatura e psicologia.

Em suas pesquisas busca explicações sobre a compreensão dos processos mentais humanos, especialmente em crianças com deficiências variadas.



Ele foi descoberto pela comunidade científica

Aos 28 anos, ao apresentar um trabalho no II Congresso de Psicologia em Leningrado, um dos mais importantes congressos à época, destacou-se pelo tema, competência e conhecimento sobre o comportamento consciente humano. Foi convidado para trabalhar no Instituto Moscovita de Psicologia.



Cultural

Refere-se aos meios socialmente estruturados pelos quais a sociedade organiza os tipos de tarefas e instrumentos para a criança.


Um dos meios privilegiados é a linguagem, que organiza o pensamento.

Para Vygotsky, a criança nasce numa sociedade organizada e precisa se adaptar a ela, conhecer sua cultura.

Histórica

Funde-se com o cultural, pois os instrumentos evoluem ao longo da história.

A linguagem permite a emergência de conceitos generalizados que ampliam os poderes dos homens. A linguagem também se modifica com o tempo.

A cada novo instrumento, nova linguagem aparece. Veja o caso do computador. Quantas palavras novas surgiram junto com ele.

 

Instrumental



Refere-se à natureza mediadora das funções complexas que permite a incorporação de estímulos auxiliares produzidos pela pessoa.

O exemplo a seguir vai ilustrar esse conceito.

Um estímulo raramente produz uma resposta imediata, como acreditava Pavlov. O mais comum é recebermos um estímulo como: - “Faça tal trabalho para o dia 20”.

Esse estímulo gerará um estímulo auxiliar:


  • Escrever no caderno

que gerará outros:

  • Procurar os livros na biblioteca

  • Fazer um resumo

  • Editar

  • Entregar o trabalho no dia 20

Entre o estímulo inicial e a resposta, vários estímulos auxiliares foram produzidos, e variaram entre um indivíduo e outro. O percurso X, da figura anterior, pode ser infinitamente grande e variado. Os achados de Pavlov valem só para uma gama muito restrita de comportamentos.

Funções Psicológicas Superiores

São assim chamadas as funções psicológicas como atenção voluntária, memória lógica, linguagem, pensamento verbal e conceitual, percepção, emoções complexas, etc. Elas são construídas ao longo da história social do homem e de sua relação com o mundo. São provenientes de ações conscientes e intencionais, dependentes de processos de aprendizagem.

A interação social desempenha um papel formador e construtor do processo de desenvolvimento.



Atributos dos processos psicológicos superiores

  • São constituídos na vida social e são específicos dos seres humanos.

  • Têm controle voluntário.

  • São regulados conscientemente.

  • Utilizam instrumentos de mediação - semiótica.

Mediação Semiótica

 

- Semiótica: ciência geral do signo



- Signo: todo objeto, forma ou fenômeno que representa algo distinto de si mesmo: a cor vermelha significando ‘pare’, as palavras designando ‘coisas’...

As funções superiores se constituem a partir da interiorização progressiva das ferramentas culturais, que são requisito e resultado da comunicação e interação social.



Instrumentos de mediação
O determinante de evolução psíquica é o trabalho do homem com ajuda de instrumentos. São instrumentos todos os objetos por ele criados, sem esquecer a linguagem, que é o instrumento de mediação por excelência.

Processo de interiorização das funções psicológicas superiores



Ocorre do interpsicológico para o intrapsicológico, ou seja, de fora para dentro.

 

A operação externa se reconstrói e se internaliza



 

O sujeito internaliza a cultura e a difunde.

Zona de desenvolvimento proximal

1. Zona de desenvolvimento real: o que a pessoa é capaz de fazer hoje, sem ajuda

2. Zona de desenvolvimento potencial: o que a pessoa pode fazer hoje com ajuda

 

Desenvolvimento proximal: resultado de 2 - 1

 

Dois alunos, com a mesma Zona de Desenvolvimento Real, porém com diferentes Zonas de Desenvolvimento Potencial.



Um mês depois....

A zona de desenvolvimento real de ambos está diferente.

 

Aplicações para a educação

O estudante é percebido como aquele que aprende os valores, a linguagem e o conhecimento que seu grupo social produz a partir da interação com o outro, tanto alunos como professor.

 

Para Vygotsky, é a aprendizagem que provoca o desenvolvimento.

O material didático é de grande importância nessa teoria, bem como a intervenção do professor.

A escola é um local onde há intencionalidade na intervenção pedagógica e é isso que promove o processo de ensino-aprendizagem. O professor interfere objetiva, intencional e diretamente na zona de desenvolvimento proximal de cada aluno.

A aprendizagem é entendida como fundamental ao crescimento, adaptação e desenvolvimento dos processos de interação social dos estudantes.

Cenários sócio-culturais e a constituição do sujeito



Ao nascer o sujeito encontra um corpo de conhecimentos universalizados, já instituídos, que ele precisa absorver e internalizar.

O sujeito internaliza a cultura.



Na adolescência há um aumento da capacidade de abstração e generalização e a tomada de consciência da natureza dos determinismos sociais.

Chega então a hora da avaliação e decisão (reprodução e/ou ultrapassagem do que foi aprendido até então).

Atividade:



Opcioanlmente, leia os dois textos que estão no arquivo "para conhecer Vygotsky".

Leia o arquivo "Linha do tempo". Clique nas datas para visualizar os eventos.

Bibliografia consultada:


MACHADO, João L.A. Para conhecer Vygotsky:34 anos que mudaram a história da educação e da psicologia in www.planetaeducacao.com.br

OLIVEIRA, Marta K. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento, um processo sócio-histórico São paulo, Scipione, 1993.

RANGEL, Annamaria Teorias de aprendizagem, Porto Alegre, UFRGS, 2004

REGO, Teresa C. Vygotsky Rio de Janeiro, Ed. Vozes, 1994

UNESCO Teoria do desenvolvimento mental e problemas da educação in Revista trimestralde educación comparada, vol XXIV, nos 3-4, 1994, pags.773-99



VIGOTSKII, Lev S.Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem São paulo, Ícone-USP, 1988.


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